Coisa Fina
Por Paulo Floro e Rafaella Soares. Fotos Costa Neto/ Divulgação

A formação do Fino Coletivo, mais conhecida por ter acompanhado durante bom tempo o músico alagoano Wado, desfilou canções conhecidas, como “Boa Hora”, “Tarja Preta” e “Fafa” na terceira noite do Rec-Beat. A atração ainda trouxe ao palco o guitarrista Davi Moraes para uma jam mais do que especial, tocando seu hit de rádio (no ótimo sentido) “Na massa”, letra que descreve bem indumentárias urbanas vistas tanto num carnaval de Salvador como Recife. O filho de Moraes Moreira mostrou intimidade com o instrumento e grande afinidade com a banda, numa das melhores apresentaçõesdo festival. Mas nem precisava. O som da banda faz parte da leva do que há de melhor na música contemporânea nacional, como o trio Domenico, Kassin e Moreno Veloso. Música despretenciosa e dançante feita por gente jovem cheia de boas referências, uma alternativa às excentricidades da escalação.

Chris Murray (Foto: Costa Neto/ Divulgação)
O reggaezinho animado de Chris Murray

O ska animado do Firebug foi bem recebido, muito em parte pelas animadas guitarras malemolentes e também por conta do carisma do vocalista. A banda segurou a platéia até perto do final do show, quando, em clima de apoteose, chamou o guitarrista canadense Chris Murray.

Panico (Foto: Costa Neto/ Divulgação)
Banda chilena Panico

A banda Panico, do Chile surpreendeu quem esperava algo latino. Muito por preconceito e até mesmo desinformação, o “susto” foi recompensador ao encontrar uma ótima mistura de electro-rock e punk. O som lembrava um pouco alguns momentos do Sonic Youth. Até mesmo a baixista era um eco de Kim Gordon. Show rápido e explosivo, muita gente ficou ainda atônita no final do espetáculo. O Panico é uma das bandas mais celebradas no Chile, mas ainda desconhecida no Brasil. Mas, não era difícil encontrar fãs do grupo. Estilosos, performáticos, o vocalista trabalhava uma atitude indie, afetada, até, que funcionou bem no palco. Apresentação bonita de se ver e um aviso para ficar de olho no rock feito na América Latina independente.

Sem mais artigos