CRISE FINAL ESPECIAL 1
Vários autores
[Panini, 100 págs, R$ 9,50]

Quem ainda suporta acompanhar todas as intermináveis histórias com o subject “crise” na DC Comics, ganhou mais outra edição esta semana, com o título Crise Final Especial 01, da Panini. Trata-se do local onde a editora colocará minisséries e especiais relacionados ao principal evento da editora. Aqui somos apresentados às maquinações da Galeria dos Vilões e diversos momentos do Universo DC são relembrados, com especial menção ao planeta-prisão, quando foram capturados e mandados à própria sorte. A minissérie principal, escrita por Grant Morrison, apesar de incompreensível para aficcionados, tem seus méritos pela boa narrativa. O que é injusto nesses grandes eventos são esses penduricalhos, que ao mesmo tempo que tem relevância contestável, só aumenta o gigantesco quebra-cabeça que são as histórias da DC ultimamente. [Paulo Floro]

NOTA: 5,0

GARFIELD – SÉRIE OURO
Jim Davis (texto e arte)
[L&PM, 624 págs, R$ 85]

Entender a mente de um editor de quadrinhos no Brasil às vezes é complicado. É notório a popularidade que o personagem Garfield possui no País. Publicado em diversos jornais, é o tipo de ícone da cultura pop que todos conhecem sem ao menos terem lido uma única tira. A L&PM, que durante quatro anos vem publicando a coleção de tiras do gato mais abusado das HQ’s decidiu ignorar essa popularidade e vende nas livrarias este Garfield – Série Ouro por R$ 85. O ouro do título diz respeito apenas ao preço da edição, já que, comparado com outras HQ’s luxuosas, este volume não vale o montante de dinheiro. Para se ter uma ideia, Retalhos, de Craig Thompson, lançado pela Cia das Letras tem o mesmo número de páginas e sai por menos de R$ 40. Sem falar em outros volumes de editoras menores, que investem em capa dura, papel couché por valores entre R$ 50 a R$ 80. Desde as edições da extinta Opera Graphica ficou provado que edições luxuosas de HQ’s é algo a ser revisto com parcimônia, já que nosso mercado tem um comportamento diferente de outros países, como França e EUA, que podem ser dar ao luxo de terem um nível razoável de vendas. Aqui, cobrar caro por um produto de inegável qualidade criativa, mas de pouco cuidado editorial (o papel e o acabamento não justificam o preço) nos faz refletir o descompasso entre o crescimento do público leitor de quadrinhos no País e decisões de editores como esse da L&PM. De benesses, a edição traz um histórico do personagem, escrito pelo jornalista e especialista em quadrinhos Hiron Goidanich, o Goida, além de todas as 2.582 tiras da coleção, apresentadas na ordem cronológica original. [Paulo Floro]

NOTA: 6,0

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