BIBLIOTECA HISTÓRICA MARVEL – DEMOLIDOR VOL 01
Stan Lee, Bill Everett (texto) e Walace Wood, Joe Orlando (arte)
[Panini, 256 págs, R$ 57]

Desde que o escritor Brian Michael Bendis colocou as mãos no título Demolidor, o personagem vive uma ótima fase, comparada apenas à passagem de Frank Miller no final dos anos 1980. Como essa fase já foi reeditada pela Panini na série Os Grandes Clássicos (em quatro volumes), a editora completa as obras do herói cego com essa Biblioteca Histórica, que traz as primeiras 11 histórias, escritas por Stan Lee em1964. Ainda com o uniforme amarelo, os enredos já anunciam um teor diferente do restante dos fantasiados marvel daquela época. Os vilões desta primeira fase, Homem Púrpura, Sr. Medo, Electro e Namor não representariam muita importância na carreira do Demolidor, como veríamos mais adiante. O que comprova que o personagem “nasceu” mesmo nos anos 1980, quando artistas como Miller, David Mazzucchelli e até John Romita Jr o deram um ar mais soturno. A edição, como comprova o preço salgado, está impecável, com material de alta qualidade e bom trabalho gráfico. A biblioteca básica do “Homem Sem Medo” no Brasil está completa, ainda que a Panini tenha cancelado o título mensal justo na melhor fase que ele vive em 20 anos. [PF]

NOTA: 7,5

NOVOS X-MEN: IMPERIAL
Grant Morrison (texto) e Frank Quitely, Leinil Yu e Igor Kordey (arte)
[Panini, 172 págs, R$ 23,90]

Desde o final do mês passado nas bancas e comic shops, o segundo encadernado dos Novos X-Men mostra o auge do autor Grant Morrison pelo título. Foi a partir daqui que ele imprimiu sua “cara” ao título, com a introdução de novos personagens, como o enigmático Xorn e referências e ideias que até hoje repercutem nas histórias do supergrupo mutante. Morrison se sai bem até quando mexe num clichê dentro da cronologia dos X-Men, que é o lado vilão do líder Charles Xavier. Seu talento como narrador fez da série um enorme sucesso, ainda mais quando se contrapõe à modorrenta fase anterior. Os diálogos dos personagens, mais cheios de malícia entraram em sintonia com uma geração de leitores dos X-Men catequizados pela internet. A regularidade com que a Panini lança esses encadernados mostra o quanto New X-Men fez sucesso também no Brasil. [PF]

NOTA: 8,5

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