BATMAN – CRÔNICAS VOL. 02
Bob Kane e Vários Autores
[Panini, 228 págs, R$ 54]

O primeiro volume foi um sucesso e já fez parte de qualquer biblioteca de Batman que se preze. Esta edição não é diferente e traz a continuação das primeiras histórias do personagem, em ordem cronológica. Completando 70 anos em 2009, a Panini vem fazendo um belo trabalho com o personagem – com a DC Comics, em geral, na verdade. Pena que esses materiais de luxo não colaborem tanto com um incremento de público para as histórias regulares do herói, publicadas na revista mensal de mesmo nome. Aqui, a leitura continua fluindo bem, em toda sua ingenuidade e tom de aventura que aqueles distantes anos 40 pediam, agora com a presença de Robin como parceiro. O livro tem 228 páginas e traz aparições de Coringa, Mulher-Gato e o primeiro Cara-de-Barro. [PF]

NOTA: 7,5

WOLVERINE: LOGAN

Brian K. Vaughn (texto)
Eduardo Risso (arte)

[Panini, 76 págs]

NOTA: 5,5

  WOLVERINE DURO DE MATAR

Warren Ellis (texto)
Leinil Francis Yu (arte)

[Panini, 124 págs, R$ 18,90]

NOTA: 6,0

WOLVERINE ANUAL 3

Bob Kane e Vários autores

[Panini, 148 págs, R$ 15,90]

NOTA: 2,5

  WOLVERINE – INIMIGO DO ESTADO

Mark Millar (texto)
John Romita Jr. (arte)

[Panini, 316 págs, R$ 68]

NOTA: 8,0

EU, WOLVERINE

Chris Claremont (texto)
Frank Miller (arte)

[Panini, 148 págs, R$ 26,90]

NOTA: 7,0

   

Para acompanhar a estreia do filme solo de Wolverine, a Panini anunciou diversos títulos do herói, que só agora vão chegando às bancas e comic-shops. Algumas recuperam histórias interessantes, lidas por aqui apenas em formatinho. Outras, são apenas compilações do título original do mutante e não fariam diferença se estivessem no título regular mensal, que diga-se, não vai muito bem de histórias boas. Wolverine: Duro de Matar se gaba por ter roteiro de Warren Ellis (estranhamente, os editores não acharam interessante estampar isto na capa), mas traz um vilão de pouco carisma, o Fantasma Branco. Interessante é Eu, Wolverine, com textos de Chris Claremont em sua fase auréa e desenhos de Frank Miller. Este volume traz as quatro primeiras histórias do personagem, já publicas pela editora Abril, além do clássico casamento de Logan. De edição bem simples, vale a pena ter na coleção. Wolverine – Logan também tem na equipe criativa seu principal mérito, mas o resultado não é tão satisfatório. Brian K. Vaughn e Eduardo Risso mandam o mutante canadense novamente para o lado mais clichê do personagem, o seu passado. Aqui, Logan vai até Hiroshuma atrás de vingança. Em Wolverine Anual 3, lançado oportunamente menos de um ano depois da edição anterior temos uma série de pequenas histórias (8 ao total), que após uma avalanche de material publicado do herói, não só são dispensáveis dentro de uma coleção do mutante, como tem nível raso se comparado ao que se tem nas bancas hoje em dia, em se tratando de Marvel. Já Inimigo do Estado é a melhor da montanha de lançamentos, e se trata da melhor fase do personagem em mais de 20 anos. Culpa de Mark Millar, que à frente do título revitalizou as histórias e trouxe mais densidade ao texto, sem abandonar o teor violento. Muito violento, aliás. Wolverine sofreu lavagem cerebral nas mãos do clã de ninjas conhecido como Tentáculo e precisa ser detido. A narrativa é ligeira e tensa durante toda a leitura. A Panini tem tanta noção do valor desta passagem de Millar que caprichou neste encadernado. São 316 páginas, com capa dura e dezenas de páginas de extras. O preço consequentemente foi bem especial: R$ 68. Longe de causar uma espécie de saturação com tantos lançamentos de um mesmo herói, todas estes especiais mostram a robustez que quadrinhos do gênero “heróis” tem no mercado. Foi também a maior campanha de venda acompanhada de um filme que a Panini já fez – próximo dessa, só mesmo os títulos lançados à ocasião da estreia de Batman – O Cavaleiro das Trevas. Irregular, porém benvindo são esses títulos de Wolvie. [PF]

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