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A banda punk russa Pussy Riot recorreram da decisão que condenou três integrantes do grupo a dois anos de prisão por vandalismo motivado por ódio religioso. O recurso foi apresentado pelo advogado do grupo, Nikolai Polozov, seguno a agência EFE.

No recurso, Polozov solicitou a corte “reconhecer que a sentença é ilegal e sem fundamentos jurídicos”. A defesa acredita que a ação das integrantes não é crime. Nadezhda Tolokonnikova, Yekaterina Samutsevich e María Aliojina estão presas desde março. No último dia 17 deste mês, um tribunal em Moscou as condenou a dois anos de prisão.

Segundo a Associated Press, a apelação terá uma resposta em dez dias. A defesa já se adianta e prepara recursos no Supremo Tribunal e no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estasburgo.

No dia 21 de fevereiro, cinco integrantes do Pussy Riot, com seus capuzes coloridos, invadiram uma área restrita da catedral ortodoxa Cristo Salvador, em Moscou, para uma música de protesto contra o presidente Vladimir Putin. Três delas foram presas. Outras duas, procuradas pela polícia, anunciaram que conseguiram fugir da Rússia.

O apoio ao grupo alcançou repercussão mundial. Björk dedicou a faixa “Declare Independence” para a banda, em um show. A cantora islandesa também colocou camisetas exclusivas para levantar fundos para as Pussy Riot. A vocalista Kim Gordon, do Sonic Youth, deu um depoimento à organização Exploded View sobre o caso e declarou o seu apoio: “Precisamos de pessoas como as Pussy Riot”, disse.

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