Foto: Divulgação.

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A editora Veneta lança este mês o novo título da coleção Baderna, , que narra o surgimento da contracultura na Holanda dos anos 1960.

Em 1965, Amsterdã tornou-se o epicentro da juventude mundial. Jovens artistas e agitadores tomaram as ruas da cidade com seus ritos coletivos contra os fetiches da sociedade consumista. Era o movimento Provo (abreviação de “provocador”) e o surgimento da contracultura, cuja história é registrada no livro Provos – Amsterdã e o Nascimento da Contracultura, do italiano .

De inspiração anarquista e dadaísta, os Provos ganharam notoriedade com ações de subversão calcadas no humor e no desafio à autoridade. Happenings contra o cigarro e o automóvel reuniam milhares de jovens na praça Spur, atraindo a atração da polícia e da mídia internacional. Conforme crescia o público das performances, crescia também a repressão policial e a repercussão. Em uma de suas intervenções mais famosas, os Provos espalharam bicicletas brancas pela cidade, em protesto contra a indústria do automóvel. Começava aí a cultura do cicloativismo, que hoje ganhou o mundo.

A revista Provo era a base para difusão das ideias do grupo e revelou artistas como o cartunista Willem, que alguns anos depois participaria da fundação do semanário de humor Charlie Hebdo. Provos é o segundo título da coleção Baderna, sobre ativismo político, que a Veneta relançou em 2014 com o inédito A Revoada dos Galinhas Verdes, de Fúlvio Abramo.

O livro tem 184 páginas e custa R$ 34,90.

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