Não existe música no disco de estréia do Prinzhorn. Mas é genial, dizem

Foto Divulgação
Cadê?
A banda inglesa desconstrói até mesmo fotos de divulgação

PRINZHORN DANCE SCHOOL
Prinzhorn Dance School
[DFA, 2007]

O maior mérito da banda inglesa de Brighton, Prinzhorn Dance School é polarizar opiniões sobre seu som. Até o prestigiado jornal The Guardian concedeu duas notas para o disco homônimo de estréia.

Pensamos o seguinte: se um disco precisa de uma crítica elogiosa que norteie o ouvinte, apure seus ouvidos e explique o brilhantismo das composições temos aí duas opções. A primeira, mais óbvia, não diz respeito apenas ao Prinzhorn e sim a todos os discos ditos “experimentais”, seja ele rock, eletrônico ou hip-hop. Sob a fachada de vanguardismo o que se esconde mesmo é falta de talento e capacidade de criar melodias seguras e marcantes. Desejam cativar mais pela dificuldade em se fazer ouvir do que pela força de sua música.

A segunda é uma variável a considerar nesta análise. O Prinzhorn Dance School não foi feito para ouvintes médios como eu e você. Ou melhor, talvez você tenha absorvido o hermetismo deste disco. Parabéns, és um iniciado. Agora, já pode humilhar seus colegas fãs de mediocridades, como Franz Ferdinand, Arcade Fire, Simian Mobile Disco.

Quem abraçou a idéia da banda, formada por Suzi Horn and Tobin Prinz foi o selo hype DFA Records, de James Murphy, que após alguns singles, lançou o disco de estréia destes ingleses. Resumindo de maneira simplória e nada inteligente, Prinzhorn Dance School mais parece um ensaio gravado. A maioria das músicas são cansativas, não possuem melodia alguma, carecem de bom vocal e repetem uma base de guitarra em várias canções. Ou seja, original pra caramba. [Paulo Floro]

NOTA: 3,0

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