Planetary e Authority celebram o estilo Wildstorm de ser
Por Paulo Floro

PLANETARY/AUTHORITY – DOMINANDO O MUNDO
Warren Ellis (texto) e Phil Jimenez (arte)
[Pixel, 48 págs, R$ 11,90]

Fechando o último dos três especiais do Planetary (os últimos dois já foram lançados pela Pixel, Planetary/Batman e Planetary/JLA), chega às bancas Planetary/Authority. É um especial feito para os fãs das duas séries e dizem muito a respeito do universo da qual as duas fazem parte. Diferente dos outros crossovers, este aborda elementos importantes da série e podemos dizer até que são importantes na cronologia dos dois grupos.

Warren Ellis caprichou nas suas viagens ultra-nerds com doses cavalares de violência, muita elucubração científico-conceitual e muita, mas muita imaginação. Neste encontro, os membros do Planetary tentam invadir a nave do Authority, uma construção de oitenta quilômetros de comprimento, sessenta de altura e que existe fora do tempo e espaço. A idéia é o mote de toda a série dos Arqueólogos do Impossível: coletar conhecimento do universo, a qualquer preço.

Já no início da HQ somos jogados no meio de uma invasão alienígena, um polvo gigante cujas crias são ativadas por contato humano. São cenas de uma típica aventura do Authority, super-grupo da Wildstorm famoso por estratégias nada delicadas de ação e combate. Intercalando, temos a boa e velha trama de conspiração de Planetary, com diversos flashbacks e mistérios.

Os bons roteiros de Warren Ellis são a grande força deste especial, mas ainda está longe do melhor das duas séries. Ao menos a história fugiu do clichê do “team up”, quando as duas equipes se encontram e, após um pequeno embate inicial, unem forças para destruir um mal comum. Na história dos dois grupos não há lugar para isso, e é este olhar diferenciado sobre super-heróis que fez a Wildstorm, selo da DC Comics famosa entre os quadrinhos adultos.

O desenho de Phil Jimenez (Novos X-Men) é ótimo para criar grandes cataclismas, construções grandiosas e muitos detalhes. Chega um pouco a ser barroco, mas nada que prejudique a trama. O choque maior é para o leitor de Planetary, acostumado com a arte simples e elegante de John Cassaday.

NOTA: 7,0

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