acaba de lançar o clipe de “Ninguém É de Ninguém”, terceira faixa do ótimo Matriz, que saiu este ano. A música fala sobre liberdade nos relacionamentos, mas também de pensamento, possibilidade de escolhas, além de um questionamento sobre posse e apego. A letra fala ainda sobre objetificação feminina e empoderamento, temas recorrentes na obra da cantora baiana.

O novo clipe tem direção de Fernando Mencocini, fotografia de Victor Alencar e foi rodado no bairro da Consolação em São Paulo, num casarão construído em 1920 e que hoje é uma ocupação. O roteiro se desenrola em uma festa onde Pitty e seus companheiros de tocam e interagem com os demais personagens que vão se revelando ao longo do vídeo.

Uma das últimas composições do álbum a ficar pronta, “Ninguém É de Ninguém” nasceu por acaso quando Pitty ouviu Daniel Weksler tocando uma batida que remetia a um ragga, com pé no Nordeste e influências de ritmos eletro-caribenhos. A cantora, que nesse último disco agregou novos elementos sonoros e ritmos ao rock, passou a trabalhar no beat e construir a música. O resultado final é um rock suingado com elementos eletrônicos. “Foi um beat que ninguém pensaria que viraria um rock. Quando apresentei a composição pronta, os meninos da banda ficaram surpresos que daquele beat inicial nasceria um rock”, comentou ela.

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