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Campanha virtual é um protesto contra as eleições iranianas e o preconceito contra as mulheres

A personagem da HQ tornou-se a primeira mulher a concorrer virtualmente para a presidência do Irã, que acontece dia 14 de junho. Os autores da obra, e , se uniram à ONG Human Rights United For Iran para uma campanha que quer levar Zahra, a personagem em quadrinhos, para o maior cargo do governo iraniano.


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A campanha é uma crítica ao governo iraniano, acusado pela comunidade internacional de desrespeito às mulheres. “É uma afronta simbólica para a prática do governo de desqualificar as mulheres de concorrer à presidência”, disse Firuzeh Mahmoudi, diretor do United for Iran. “Zahra representa um Irã onde os direitos humanos e a democracia são oferecidos a todos os iranianos, e a esperança dos que estão comprometidos com um Irã que é verdadeiramente “justo e livre “, onde cada voto conta, onde todos os candidatos qualificados podem concorrer para o cargo, onde todos os cidadãos elegíveis podem votar sem intimidação ou coerção”.

Zahra, a personagem de HQ, é uma mulher de 52 anos que teve um dos filhos assassinado pelas autoridades irarianas em 2009, durante os protestos contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad. Viúva e pobre, Zahra bate em todas as portas em busca de alguma notícia que leve ao paradeiro de seu filho Mehid, mas é ridicularizada e ameaçada pelas autoridades. Este é o cerne da HQ, que foi bastante comentada quando foi lançada e representa uma voz crítica ao regime autoritário do Irã. Saiu por aqui pela Leya.

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“Zahra representa todas as famílias iranianas que perderam seus entes queridos”, disse o autor Amir Soltani, “ela concorre em uma plataforma de direitos humanos. Ela concorre em nome de seu filho, Mehdi, para que as gerações futuras possam desfrutar dos direitos que foram negados ao seu filho, cuja história é uma ficção baseada nas histórias reais de milhares de iranianos.”

Entre 7 e 11 de maio, os presidenciáveis ​​puderam registrar suas candidaturas e agora aguardam a aprovação do Conselho dos Guardiões – um órgão não eleito de 12 estudiosos religiosos e juristas, bastante criticado pela falta de transparência. Mesmo que não seja aceita, a presença de Zahra é uma forma satírica de expor o governo que está no poder no Irã. “Hoje, Zahra é uma manifestação de nosso protesto contra o sistema fraudado de eleição iraniana. Estamos usando sátira, arte e ativismo para demonstrar a nossa solidariedade para com o esforço contínuo para reconquistar a democracia”, disse Soltani. Acesse o site: voteforzahra.org.

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