PAUL MCCARTNEY
Memory Almost Full
[Hear Music, 2007]

Memory Almost Full é o 21º álbum de estúdio do ex-beatle mais querido, Paul McCartney. Pode-se usar o reducionismo de ser um disco de canções modestas – nada de experimentações ou mesmo incursões musicais. Lançado pelo selo Hear Music, da rede de cafeterias Starbucks, o álbum teve a produção do próprio Paul McCartney e de David Kahne (responsável por trabalhos de Bruce Springsteen, Sublime e Strokes). Deixando de lado a parceria com o aclamado Nigel Godrich (de Radiohead e Beck) que criou o ótimo Chaos and Creation in the Backyard (2005), álbum anterior de Paul.

Memory Almost Full foi gerado em meio ao inferno astral de McCartney: o internacionalmente problemático divórcio de Heather Mills (capa de tablóides mundo afora). Talvez por isso não tenha a mesma força e amplitude criativa de outros trabalhos, como o próprio Chaos and Creation.

No disco é notável a elaboração dos arranjos em suas 13 canções. Rende ótimos momentos com letras reflexivas que falam sobre a passagem do tempo, mas onde é perceptível que McCartney pode oferecer muito mais do que isso. “Dance Tonight” começa o disco de forma acústica, com seus bandolins. Primeira música de trabalho, já tem clipe disponível com a participação da atriz Natalie Portman. A letra de “Ever Present Past”, por exemplo, é saudosista e o tom pop de “See Your Sunshine” transborda romantismo.

“You Tell Me” e “House of Wax” são exemplares mais melancólicos, enquanto canções como “Nod Your Head” é puro rock e, assim como a ótima (e quase gospel) “Gratitude”. Tudo lembra muito Beatles. É essa a marca que Memory Almost Full quer passar: um disco doce e reflexive sem muitas inovações. [Mariana Mandelli]

Nota: 8,0

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