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Zumbis ganham nova série brasileira de livros

Capa oficial vale dos mortos

Chegou às livrarias o primeiro volume de As Crônicas dos Mortos, de Rodrigo de Oliveira: O Vale dos Mortos.

Da mesma forma que na ótima trilogia Apocalipse Zumbi, de Alexandre Callari, também esta se passa no Brasil.

O autor parte da descoberta de um novo astro no sistema solar em rota de colisão com a Terra para explicar a origem da pandemia que transforma a maior parte da humanidade em mortos-vivos.

Ivan e Estela são os líderes que emergem do caos para liderar um grupo de duas mil pessoas entrincheiradas num enorme condomínio.

O Vale dos Mortos é um lançamento da Faro Editorial; tem 320 páginas e preço de R$ 34,90. A versão digital custa R$ 19,90.

Os demais volumes da série são: A Batalha dos Mortos (com previsão de lançamento na Bienal do Livro de SP, em agosto), A Senhora dos Mortos, A Ilha dos Mortos e A Era dos Mortos – todos para 2015.

Vale o investimento: “Apocalipse Zumbi 2 – Inferno na Terra”

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A segunda parte da trilogia criada por Alexandre Callari dá sequência aos eventos que abalaram as estruturas físicas e emocionais dos sobreviventes do quartel Ctesifonte.

Manes, mais afetado que todos os demais, tenta substituir a dor e a culpa por uma utopia: reunir os poucos grupos organizados da Humanidade e retomar o planeta dos contaminados.

Mais uma vez, o líder abandona seus protegidos para seguir em missão suicida – agora rumo à Catedral, a maior e mais temida comunidade humana. Mesmo sem dizer o nome, fica claro que se trata do Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo.

Ao mesmo tempo, um obscuro plano de vingança, engendrado por um dos sobreviventes mais cruéis do holocausto humano, é colocado em curso. Quando o Quartel fica às escuras, mais dois batedores valorosos expõem-se ao perigo para investigar as causas do blackout.

A partir deste ponto, a história se desenvolve a partir de três focos: a viagem de Manes, Espartano e Júnior rumo à Catedral; o trajeto curto e perigosíssimo percorrido por Cortez e Zenóbia até a subestação elétrica; e o ataque ao Ctesifonte.

Somado a isso, o autor mantém os flashbacks que ampliam a compreensão sobre os personagens já conhecidos e oferecem um background dos novos.

Ao intercalar os três núcleos com acontecimentos passados, o livro posterga o clímax e prende a atenção do leitor desde as primeiras páginas.

O domínio da narrativa é um dos méritos de Callari como escritor. Ele faz com que sua trama caminhe num ritmo que nem entrega demais nem deixa a leitura entediante.

Esta técnica funciona melhor nos dois primeiros terços do livro. Na parte final, quando aumenta a expectativa pela conclusão, os flashbacks ficam mais longos e quebram um pouco o ritmo.

Para piorar, o aguardado clímax não vem. Diferentemente do primeiro volume, este segundo não fecha o arco. Apesar de frustrante, a decisão editorial é compreensível, já que o desfecho torna obrigatória a leitura do terceiro volume.

Callari tem muitas qualidades como autor: texto envolvente, vocabulário rico e uma farta bagagem de cultura pop. Assim como no primeiro volume, o que não faltam são referências nesta sequência.

Há apenas um senão: a qualidade das ilustrações de Eduardo Costa não está à altura do texto. Todavia, da mesma forma que não fariam falta se não estivessem lá, também não chegam a atrapalhar.

Apocalipse Zumbi 2: Inferno na Terra é uma experiência agradável de leitura, recomendado para todos que gostam de literatura fantástica e, especialmente, do gênero consagrado por George Romero nos cinemas.

O livro é publicado pela editora Generale, tem 362 páginas, custa R$ 39,90, e vem acompanhado de um CD com a trilha sonora composta pelo próprio Callari. Vale o investimento.

Zumbis de George Romero pela Marvel chegam em janeiro

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A editora confirmou as notícias que já vêm correndo há algum tempo de que o “mestre” dos filmes de zumbis escreveu uma HQ.

A primeira edição (de 15) da série Empire of the Dead chega às lojas dos Estados Unidos no começo de janeiro, com arte de Alex Maleev (veja prévia na galeria abaixo).

Segundo a Marvel, a história se passa em Nova York, uma zona de quarentena num mundo tomado pela praga zumbi. Os sobreviventes têm que enfrentar não só a presença dos mortos-vivos, mas também de vampiros que espreitam nas sombras.

Para o editor Bill Roseman, Romero faz uma metáfora da luta de classes, com a humanidade pega no fogo cruzado.

HQ de George Romero sai pela Marvel em janeiro

Empire of the Dead

O projeto, que vinha sendo comentando há meses, acaba de receber nome, sinopse e data de lançamento.

Empire of the Dead será uma minissérie mensal em 15 edições, com arte de Alex Maleev.

A trama se passa em Nova York nos primeiros anos do apocalipse zumbi. A grande questão que Romero levanta em Empire of the Dead é: poderiam zumbis e humanos coexistir se os mortos-vivos mostrassem sinais de inteligência?

A primeira edição será lançada em janeiro nos Estados Unidos.

Apoie este projeto: “São Paulo dos Mortos”, de Daniel Esteves

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A partir de hoje, Papo de Quadrinho passa a divulgar projetos de quadrinhos em crowdfunding – ou financiamento coletivo. Nossa base principal de pesquisa é o site mais usado atualmente pelos criadores, o Catarse, mas os leitores sintam-se à vontade para sugerir outros.

Quem abre a série é São Paulo dos Mortos, de Daniel Esteves. A HQ com 96 páginas vai reunir cinco histórias de zumbis ambientadas em São Paulo: Próxima Estação, Vício, Com ela no fim do mundo, Itaquerão e Carona para o Governador.

O objetivo do autor é dar uma “perspectiva diferente” de um gênero à beira da saturação e misturar drama, terror e humor.

Os artistas que acompanham Esteves no projeto são: Al Stefano, Alex Rodrigues, Ibraim Roberson, Laudo Ferreira, Omar Vinole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza.

Se viabilizada a obra, o lançamento acontece no FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte/MG, de 13 a 17 de novembro. Acontece também um lançamento em São Paulo para que os colaboradores da região possam retirar seus exemplares autografados.

FICHA:

Link do projeto: http://catarse.me/pt/saopaulodosmortos

Data limite: 23 de outubro

Meta: R$ 11 mil

Atingido até o momento: R$ 4,2 mil

Colaboração mínima: R$ 10

Colaboração máxima sugerida: R$ 500

Recompensas: de versão em PDF da obra até 25 livros extras para comercializar.

The Walking Dead: trailer da terceira temporada

Um dos  painéis mais aguardados da San Diego Comic Con, que vai até domingo (15), era este do bem sucedido programa do canal americano AMC.

A expectativa valeu a pena. Os produtores não só confirmaram a data de estreia da terceira temporada de The Walking Dead para 14 de outubro e o número de episódios (16), como também exibiram o primeiro trailer (veja abaixo).

Quem acompanha a série em quadrinhos na qual o programa é baseado, publicada no Brasil pela HQM Editora, notou a presença de vários elementos: a misteriosa Michonne (que apareceu de relance na última cena da segunda temporada), a prisão que passa a servir de abrigo para o grupo de sobreviventes liderado pelo xerife Rick Grimes, e o sádico Governador – aqui numa aparência não tão assustadora como nos gibis.

São mais de 4 minutos. Divirta-se!

Mundo dos Super-Heróis conquista periodicidade mensal

“A Editora Europa decidiu aumentar o investimento na publicação. Acreditamos que há grande potencial junto aos leitores e ao mercado anunciante”, explica o editor Manoel de Souza.

A edição 31 transforma o sucesso do seriado The Walking Dead – que voltou a ser exibido em fevereiro, na segunda temporada – em reportagem de capa, em que analisa a HQ que deu origem à série e relaciona outros quadrinhos e longas-metragens relacionados aos zumbis. A revista dedica 25 páginas ao seriado, incluindo bastidores das filmagens, curiosidades e resumo dos episódios.

A reportagem e a nova periodicidade consolidam a reestruturação editorial iniciada em 2010, quando a publicação ampliou sua cobertura para outros assuntos da cultura pop. Hoje, a Mundo dos Super-Heróis está focada em cinema, quadrinhos, desenhos animados e séries de TV, mas também abre espaço para action-figures, cosplayer e curiosidades.

Outras reportagens desta edição:

Herói Sobrenatural: Sobre a carreira do Motoqueiro Fantasma, famoso por suas ações radicais: tem pacto com o demônio e age movido pela vingança.

Fábrica de Clássicos: A incrível história da Ebal, a saudosa editora brasileira que publicou grandes fases da Marvel e da DC.

Volta em grande estilo: Com roteiros mais elaborados e estilo anime, os populares Thundercats ganharam uma nova série animada com muita ação.

Entrevista inédita com Al Rio: Pouco antes de sua morte em janeiro, o desenhista brasileiro contou como entrou no mercado americano, quais eram seus desenhistas preferidos e suas dicas profissionais.

Intrépido Repórter: Tintim, o herói criado em 1929, ganhou as telas de cinema. Detalhes do filme As Aventuras de Tintim e a trajetória do personagem nos gibis e outras mídias.

Marvel Universe: Com figuras menores para baratear os custos, essa coleção de action-figures conquistou os colecionadores.

Herói absurdo: Battle Pope, o polêmico e absurdo gibi independente dos mesmos criadores de The Walking Dead.

Peneira Pop: Notícias e curiosidades, a biografia de Stan Lee escrita pelo brasileiro Roberto Guedes, como foi a entrega do prêmio Angelo Agostini, adaptação de Tex dos gibis para o cinema, além de cursos e eventos.

A Mundo dos Super-Heróis 31 chega primeiro às bancas de São Paulo Capital, Rio de Janeiro Capital e mais dez cidades: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Salvador, Santos e São José dos Campos; depois é  recolhida e volta para as demais bancas do Brasil.

Sétimo volume de Os Mortos-Vivos já está à venda

A HQM não perdeu tempo. No rastro do sucesso da série de TV The Walking Dead, que reavivou o interesse do público em geral pelos zumbis, a editora lançou, somente neste ano, três encadernados do quadrinho no qual o programa é baseado – depois de um hiato de quase dois anos desde o último número.

Os Mortos-Vivos acompanha a luta de um grupo de sobreviventes ao apocalipse zumbi e explora os conflitos provocados pela convivência forçada, a escassez de recursos  e a iminência da morte.

Neste sétimo volume, o grupo volta a experimentar alguma sensação de segurança no presídio em que se abrigou, repassa os últimos e trágicos acontecimentos e se prepara para o nascimento do filho de seu líder, o policial Rick Grimes. Porém, a certeza de que sofrerão o ataque de um outro grupo de sobreviventes não permite que a felicidade seja completa.

É curioso notar o quanto o seriado vem se afastando dos quadrinhos. O “espírito” está todo lá – as dificuldades, os conflitos, a análise do comportamento humano numa situação limite.

Como toda adaptação, o programa de TV omite algumas passagens, cria outras e mudou significativamente a formação do grupo de sobreviventes – personagens importantes na série nem estão mais vivos na HQ.

Os puristas podem até se aborrecer com isso. Prefiro pensar que as mudanças duplicam o prazer de acompanhar uma boa história.

Os Mortos-Vivos 7 – Momentos de Calmaria reúne as edições originais 37 a 42 do título The Walking Dead, tem 148 páginas, formato 16,5 x 24 cm, capa colorida, miolo preto e branco e preço de R$ 32,90. O posfácio é do quadrinhista brasileiro Nestablo Ramos (Zoo).

 

“Apocalipse Zumbi” mistura George Romero com cultura pop

Os zumbis estão em alta. De acordo com o ótimo livro Zumbi, o Livro dos Mortos, a presença dos mortos-vivos no mainstream é cíclica; então, aos fãs do gênero, resta aproveitar a boa fase antes que acabe.

Opções não faltam. Na TV, a série The Walking Dead acaba de entrar em hiato na segunda temporada, depois de um sétimo episódio eletrizante. No cinema, a terceira parte de REC está prevista para estrear em março do ano que vem.

Nos quadrinhos, a HQM já colocou em pré-venda o volume 7 do encadernado de Os Mortos-Vivos, título que deu origem ao seriado de TV (foram três encadernados só neste ano); a Gal Editora lançou há pouco tempo a interessante coletânea Zumbis, Mundo dos Mortos; há também o Guia de Sobrevivência a Zumbis, de Max Brooks (Rocco), e a terceira edição de Marvel Terror, atualmente nas bancas, com a publicação da série Marvel Zoombies Return. Isso só para ficar em exemplos recentes.

Na literatura, além do já citado Livro dos Mortos, a melhor obra de referência sobre o assunto que já tive a chance de ler, a Editora Generale lançou Apocalipse Zumbi: Os primeiros anos, uma ficção de autoria do meu colega de redação na revista Mundo dos Super-Heróis, Alexandre Callari.

A história concentra-se num grupo relativamente grande de sobreviventes à praga que praticamente dizimou a vida na Terra, tendo matado alguns imediatamente e transformado outros em predadores selvagens. Os que não caíram vítimas nem de um nem de outro destino, refugiaram-se numa fortaleza chamada Quartel. A chegada de um suspeito novato à comunidade e a missão suicida para resgatar um grupo de batedores vai levantar a fervura de um caldeirão de animosidades alimentadas por quatro anos de confinamento.

Apocalipse Zumbi bebe claramente na fonte de George Romero – aliás, todos os bons produtos culturais sobre o gênero também o fazem. Isso significa dizer que a praga zumbi é apenas um pretexto para explorar as fraquezas humanas: a mesquinhez frente à falta de recursos, o desespero quando todos os pilares da sociedade moderna são extintos, a selvageria que brota da exposição à morte iminente, a intolerância com os diferentes – seja num grupo pequeno como o de Rick Grimes em The Walking Dead seja numa sociedade relativamente organizada como a do Quartel.

Os zumbis de Alexandre Callari, chamados de “contaminados” são aqueles de Dawn of the Dead – não os bichos trôpegos do original de Romero, mas sim os velozes e furiosos do remake de Zack Snyder. O autor também criou uma nova categoria de zumbis, infectados que ainda mantém algum grau de consciência e que podem guardar a “cura” para a praga – algo que deve ser mais explorado nos dois volumes previstos para completar a trilogia de Apocalipse Zumbi.

Ávido consumidor de quadrinhos, ficção científica e outras nerdices, o que Alexandre Callari faz em seu livro é misturar Romero com cultura pop. Basta ver o nome de alguns dos personagens: Conan, Espartano, Zenóbia, Hulk. Seus heróis são estereótipos saídos de livros de aventura: o guerreiro viking, o samurai moderno, o negro forte e religioso, a guerreira implacável, o líder nato. E um improvável herói que surge a partir da metade do livro é um declarado nerd técnico em computação.

O autor tem uma ótima narrativa e, ao intercalar a tensão dentro e fora do Quartel com digressões dos personagens e flashbacks de antes do apocalipse, cria uma trama fluente que prende o leitor até a última página.

Apocalipse Zumbi é um ótimo livro e, até onde sei, o primeiro exemplo de ficção zumbi feita no Brasil. O livro tem 336 páginas, formato 16 x 23 cm e preço de R$ 39,90. Vem acompanhado de um CD com músicas compostas e produzidas por Callari e que servem como trilha para a leitura.

Quadrinhos: novidades para quem gosta de zumbis

 

Às vésperas da estreia da segunda temporada The Walking Dead – o seriado que alçou os zumbis de volta ao topo das listas nerds –, dia 16, nos Estados Unidos (e nos computadores do mundo todo), duas editoras presenteiam os fãs com lançamentos do gênero.

Depois de quase dois anos de espera, a HQM publicou, em julho deste ano, o quinto encadernado de Os Mortos Vivos, a série em quadrinhos na qual o seriado televisivo se baseia. Para este mês, a editora anuncia o sexto volume, Vida de Agonia, que reúne as edições originais 31 a36 publicadas nos Estados Unidos pela Image.

Na trama, Rick Grimes precisa enfrentar o sádico Governador na cidade de Woodbury, enquanto os demais sobreviventes continuam presos, sem saber do destino do líder do grupo.

A edição brasileira traz, como bônus, um posfácio escrito por Danilo Beyruth, criador de Necronauta – que, aliás, acaba de ter seu segundo volume lançado recentemente.

Os Mortos-Vivos 6: Vida de Agonia tem 148 páginas e custa R$ 32,90.

A Gal Editora, que vem apresentando ao público brasileiro uma série de títulos em quadrinhos alternativos e de excelente qualidade, chega também este mês com Zumbis: Mundo dos Mortos. A coletânea reúne histórias de todos os tipos – de trágicas a cômicas, como somente um livro de zumbis pode ser.

A edição original saiu em 2007 na Inglaterra pela Accent UK e traz nomes como Dave West e Marleen Lowe (O Que Aconteceu ao Homem mais Rápido do Mundo?), Leah Moore e John Reppion, David Hitchcock, Kieron Gillen, Andy Bloor e Colin Mathieson.

Para o lançamento no Brasil, a Gal conseguiu autorização para incluir histórias inéditas de quadrinhistas brasileiros: Gustavo Daher, Fábio Perez e Álvaro Omine (em parceria com Mauricio Muniz, editor da Gal).

Danilo Beyruth marca presença também neste lançamento com uma ilustração, assim como Affonso Solano, Antônio Santos e Cláudio Murena. A capa é de Omine.

Zumbi: O Mundo dos Mortos tem 144 páginas e preço de R$ 34,90.

Ambos lançamentos já podem ser encontrados na Fest Comix, que começou hoje (14) e vai até domingo (16).

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