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2017: O que vem por aí pela WMF Martins Fontes

A editora continua caprichando nos lançamentos e programa para este ano a conclusão da trilogia Uma Vida Chinesa e o novo trabalho do polêmico Chester Brown (de Pagando por Sexo, publicado no Brasil pela WMF Martins Fontes).

wmf_vidachinesa3Uma Vida Chinesa – Vol. 3: O tempo do dinheirode Li Kunwu (roteiro e arte) e Philippe Ôtié (roteiro): Finalmente, chega o último volume do primoroso – e volumoso – trabalho que retrata uma incrível jornada na história moderna, desde a criação da República Popular da China, em 1949, até os dias de hoje. O artista chinês Lin Kunwu vivenciou esse período e apresenta, em colaboração com o roteirista Philippe Ótié, as experiências sofridas por ele, sua família, vizinhos, amigos e rivais.

Maria chorou aos pés de Jesus (título provisório), de Chester Brown: Autor do best-seller Pagando por sexo, Brown retorna com uma interpretação polêmica da Bíblia. A HQ reúne nove episódios bíblicos que apresentam uma surpreendente tese sobre as representações bíblicas da prostituição. Brown tece uma linha de conexão entre Betsebá, Rute, Rahab, Tamar e Maria, e reavalia o código moral cristão e as implicações culturais das representações bíblicas da prostituição.

wmf_barridelenaO barril mágico de Lena Finkle, de Anya Ulinich: Lena Finkle volta seu olhar para o estranho mundo do “namoro adulto”, depois do fim de um casamento de quinze anos. Ela então desperta para uma nova educação sobre amor, sexo e perda ao se envolver em encontros marcados pela internet, ao mesmo tempo que cria duas filhas adolescentes.

2016: O que vem por aí pela WMF Martins Fontes

A partir de hoje, Papo de Quadrinho passa a publicar uma série de notas com os lançamentos previstos pelas editoras e autores independentes de quadrinhos para 2016. A primeira delas é a WMF Martins Fontes, que vem brindando os leitores brasileiros com ótimos e premiados títulos do circuito internacional. Confira:

CV_UneVieChinoise.qxdUma Vida Chinesa – volumes 2 e 3: Depois de lançar o primeiro volume em 2015, a editora conclui a trilogia autobiográfica de Li Kunwu. Escrita em parceria com Philippe Ôtiê, a história mostra as transformações políticas, culturais e econômicas da China desde a ascensão de Mao Tsé-Tung ao poder, em 1949, até os dias de hoje. A narrativa em primeira pessoa dá um caráter humano ao turbilhão histórico por que passou o país mais populoso do mundo. O primeiro volume de Uma Vida Chinesa foi escolhido uma das Melhores HQs estrangeiras de 2015 pelo Papo de Quadrinho.

janeJane, a raposa e eu, de Isabelle Arsenault e Fanny Britt: A obra apresenta a história de uma menina que sofre bullying, por ser “gordinha”, e encontra refúgio nas páginas do livro Jane Eyre, de Charlotte Brontee. Mas ela precisa mais do que um personagem fictício para enxergar a si mesma como uma pessoa merecedora de risos e amizade.

LenaO barril mágico de Lena Finkle, de Anya Ulinich: Após 15 anos de casamento, Lena embarca numa onda de encontros via internet e recebe uma esclarecedora educação sobre amor, sexo e perdas. O título é uma referência a O Barril Mágico, de Bernard  Malamud.

democracyDemocracia, de Alecos Papadatos e Abraham Kawa: A história começa durante as guerras de Atenas, no ano de 490 d.C. Enquanto tenta encorajar seus companheiros de exército para lutar contra um inimigo mais poderoso, Leander reconta a própria vida e seu testemunho da passagem de um regime tirano para um novos sistema político.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs estrangeiras de 2015

Em nome da tradição, Papo de Quadrinho lista as melhores HQs publicadas no Brasil em 2015, na opinião dos editores.

Como sempre, o critério foi: HQs inéditas publicadas no País no ano que termina – ou seja, importados e relançamentos ficaram de fora.

E mais importante: só entraram na seleção as HQs lidas pelos editores. Apesar dos nossos esforços, não conseguimos ler mais que 200 lançamentos durante o ano, o que deve representar cerca de 10% do total (em 2014, o HQ Mix listou mais de 1.700 títulos, isso num ano sem FIQ e CCXP).

Portanto – nunca é demais lembrar – essa lista não tem a pretensão de ser definitiva. Pense nela como um conjunto de dicas de amigos tão apaixonados pela nona arte quanto você, leitor.

Abaixo, seguem, em ordem alfabética, nossa lista de Melhores HQs estrangeiras publicadas no Brasil em 2015. Nos próximos dias, publicaremos nossa preferência dentro da grande e qualificada safra nacional.

Criminosos do SexoCriminosos do Sexo – Vol. 1 (Matt Fraction e Chip Zdarsky – Devir Editora)

Fraction transformou as reações físicas do corpo durante o orgasmo numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. A história deste primeiro volume é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco. Uma HQ divertida e envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar.

Entrevista com o VampiroEntrevista com o Vampiro – A História de Cláudia (Ashley Marie Witter – Editora Rocco)

Mais que uma simples adaptação, a HQ se propõe a recontar o clássico de Anne Rice sob o ponto de vista de Cláudia, a menina transformada em vampira num arroubo de carência e irresponsabilidade de Louis e Lestat. O livro original dá conta de explorar o drama da imortal que envelhece num corpo de criança; a HQ se propõe a ir ainda mais longe ao retratar, em primeira pessoa, as hostilidades crescentes com Lestat, o amor por Louis e a necessidade cada vez maior de descobrir a origem de sua espécie – com consequências nada boas, como bem sabem os leitores das Crônicas Vampirescas.

O PerfuraneveO Perfuraneve (Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette – Editora Alpeh)

Um cataclisma nuclear reduziu a humanidade a alguns poucos milhares de sobreviventes que conseguiram embarcar num moderno trem. O Perfuraneve, como é chamado, tem um sistema autossustentável, o que lhe garante seguir indefinidamente pelos trilhos que cortam parte do globo terrestre. Por meio dessa parábola distópica, os autores demonstram que a humanidade não aprende nada com os próprios erros: o Perfuraneve mantém um sistema autoritário que preserva a divisão de classes sociais e, para isso, utiliza as mesmas velhas ferramentas: força, mídia, religião e medo. A HQ foi adaptada para o cinema, exibido no Brasil recentemente.

O Trem dos ÓrfãosO Trem dos Órfãos (Phillipe Charlot e Xavier Fourquemin – Edições Besourobox)

“Orphan Train Riders” foi um programa iniciado na segunda metade do século 19 que pretendia resolver dois problemas: a quantidade de crianças abandonadas nas metrópoles do leste dos Estados Unidos e a necessidade de mão de obra barata para trabalhar nas lavouras do oeste. Esse importante, porém desconhecido, evento social americano é narrado a partir do ponto de vista de um garoto que precisa tomar conta da irmã e sobreviver num ambiente de rigor religioso e competição juvenil. É uma história também de autoconhecimento, de um idoso que busca se reencontrar depois de décadas de rancor pela traição de um amigo.

ParasyteParasyte (Hitoshi Iwaaki – Editora JBC)

Esse mangá chega ao Brasil com mais de 25 anos de atraso, motivado, provavelmente pela recente adaptação para anime pela produtora Madhouse. Antes tarde que nunca! Parasitas criados para dar um basta aos danos causados pela humanidade ao meio ambiente começam a invadir corpos e se alimentar de outras pessoas. No caso do jovem estudante Shinichi Izumi, algo inusitado acontece e o parasita se aloja em sua mão direita. A partir daí, os dois seres passam a viver uma relação conflituosa, porém simbiótica. Parasyte chama atenção pelo contraste entre humor, terror e drama. A arte de traços simples e limpos provoca ainda mais estranheza no leitor. Acaba de chegar às bancas a 5ª edição, de um total de 10.

PlanetesPlanetes (Makoto Yukimura – Panini)

Planetes talvez seja uma das melhores definições de space opera: uma “novela” espacial que apresenta um admirável mundo novo, quando a humanidade desenvolveu a tecnologia para colonizar a Lua e se prepara para explorar os recursos naturais de outros planetas do Sistema Solar. Como toda boa ficção científica, Planetes é centrado em pessoas: o futuro e a ciência são artifícios para expor o comportamento humano nesse novo ambiente. A história começa centrada em três amigos astronautas, “lixeiros espaciais”, e aos poucos vai se aprofundando no drama, motivações e relações pessoais e amorosas deles. O quarto e último volume chegou às bancas há poucos dias.

SnowdenSnowden – Um Herói do Nosso Tempo (Ted Rall – WMF Martins Fontes)

A HQ desvenda a personalidade, a biografia e os feitos do protagonista de um dos maiores escândalos do início deste século: Edward Snowden, responsável por revelar ao mundo os abusos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contra a privacidade de milhões de cidadãos do mundo todo. Ted Rall usa seu estilo cartunesco para retratar os personagens em uma obra que se assemelha mais a um livro ilustrado que a uma história em quadrinhos. A obra trata de um assunto polêmico sem ser pedante ou didática. Pelo título, já dá para perceber o posicionamento do autor em relação ao tema, mas nem por isso ele deixa de apresentar o ponto de vista daqueles que consideram Snowden um traidor, e deixa para o leitor o papel de formar sua própria opinião.

TarzanTarzan – Contos da Selva (Vários autores – Pixel Media)

Uma releitura moderna, por meio do trabalho de por 12 artistas, de contos que integram a mitologia criada por Edgar Rice Burroughs – entre eles, o brasileiro Sérgio Cariello. A graça de Contos da Selva está não só na qualidade dos roteiros e artes, mas justamente na diversidade de estilos que traduzem a obra de Burroughs para novos leitores, sem deixar de lado o respeito ao texto original. As histórias mostram como Tarzan precisou conquistar o respeito dentro da comunidade de primatas que o criaram, seus desafios pessoais, o sentimento de rejeição e os primeiros interesses amorosos.

Terra FormarsTerra Formars (Yu Sasuga e Ken-ichi Tachibana – Editora JBC)

Prevendo problemas com a superpopulação mundial, nações se unem em torno de um ambicioso projeto: colonizar Marte. Para tornar a árida superfície do planeta vermelho habitável, ela é bombardeada com uma mistura de algas e insetos. Séculos depois, os humanos descobrem que os insetos – baratas, no caso – não só se reproduziram, como também evoluíram para a forma uma humanoide com inteligência razoável e incrível poder de adaptação. E, aparentemente, elas têm pelos humanos a mesma ojeriza que provoca neles. As missões enviadas para enfrentar o problema são compostas por astronautas infectados por diferentes insetos e animais. Em alguns momentos, Terra Formars assume as características de um típico shonen, com cada astronauta manifestando um incrível poder. E os autores ainda dedicam um tempo a explicar as características básicas do inseto ou animal que se manifesta nos personagens. Uma ótima e divertida ficção científica. Já foram publicados 5 volumes de um total de 15.

Uma Vida ChinesaUma Vida Chinesa (P. Otié e Li Kunwu – WMF Martins Fontes)

Uma verdadeira aula de História moderna da China em quadrinhos. Esse primeiro volume cobre o governo de Mao Tsé-tung, desde a tomada do poder (1949) até sua morte (1976). Tudo isso pelo ponto de vista do autor, representado pelo garoto Xiao Li. O foco humano ajuda a entender como tantos chineses não só suportaram, mas também apoiaram, com enorme veneração, um regime severo, marcado pelo Grande Salto e pela Revolução Cultural, e que matou milhões de camponeses de fome e expurgou outros milhares.

WMF Martins Fontes lança obras de autoras inéditas no Brasil

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Rutu Modan é israelense; Ulli Lust, austríaca. Em comum elas têm o fato de trabalharem com quadrinhos e estarem chegando pela primeira vez aos leitores brasileiros, simultaneamente, por meio de dois lançamentos da WMF Martins Fontes.

Lust é autora de Hoje é o último dia do resto de sua vida (464 páginas, R$ 79,90), sobre duas jovens punks austríacas que embarcam numa aventura na Itália, sem passaporte ou outra identificação. À passagem bucólica da primeira parte da viagem nos Alpes contrapõe-se a ameaça de violência sexual da etapa final, tanto dos jovens italianos como de mafiosos sicilianos.

A propriedade (224 páginas, R$ 69,90), de Rutu Modan, também tem uma viagem como tema, mas nada tão aventureiro. Regina Segal leva sua neta Mica a Varsóvia para reaver uma propriedade da família perdida durante a Segunda Guerra. Para Regina, o desafio está não só em confrontar as antigas lembranças, mas também uma cidade que ela não conhece mais, povoada por velhos rabugentos, funcionários públicos espertalhões e mulheres teimosas.

Os dois álbuns já se encontram à venda nas livrarias e no site da WMF Martins Fontes.

 WMF Martins Fontes lança versão em quadrinhos de “Kaputt”, sobre os bastidores do nazismo

Kaputt

Curzio Malaparte é o pseudônimo do jornalista italiano Kurt Erich Suckert, filiado e perseguido pelo Partido Nacional Facista e, mais tarde, ao Partido Comunista Italiano. Ele foi enviado pelo jornal Corriere della Sera em 1942 para cobrir a 2ª Guerra Mundial no front russo.

Participou de jantares dos oficiais nazistas, acompanhou trens carregados de cadáveres judeus que cruzavam a Romênia e registrou tudo secretamente num diário. Ao fim da guerra, transformou suas anotações no romance Kaputt, misto de reportagem e ficção que virou best seller imediato.

A versão em quadrinhos que a WMF Martins Fontes lança neste mês foi adaptada pelo prestigiado artista brasileiro Eloar Guazzelli. Com seu estilo inconfundível e grande domínio do claro-escuro, Guazzelli conseguiu traduzir o que Kaputt realmente é: mais do que um romance sobre os bastidores do nazismo, o livro de Malaparte é um retrato do pior que a Humanidade tem a oferecer.

Kaputt tem 184 páginas, formato 21 x 28 cm, capa em duas cores e miolo em preto e branco (algumas páginas levam cor). Preço: R$ 59.

WMF Martins Fontes traz “Parafusos” ao Brasil

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O Transtorno Bipolar – antigamente chamado de Síndrome Maníaco-Depressiva – é caracterizado pela alternância de períodos de bom humor e excitação com outros de irritação e depressão. Estima-se que pelo menos 1% da população seja acometida da doença.

Alguns gênios das artes – Edgar A. Poe, Vicent van Gogh, Georgia O’Keeffe, William Styron e Sylvia Plath, por exemplo – sofriam de Transtorno Bipolar. Foi isso que a quadrinhista americana Ellen Forney descobriu quando, diagnosticada com a doença, começou a pesquisar o assunto.

Mais que isso: Ellen buscou neles a inspiração e o entendimento do conceito de “artista louco” para não ceder ao tratamento medicamentoso que poderia comprometer sua criatividade.

É essa história que a autora narra em Parafusos: mania, depressão, Michelangelo e eu, que a WMF Martins Fontes acaba de trazer para o Brasil. O livro trata de um tema árduo, muitas vezes mal compreendido, com bom humor e uma arte arrojada. Tem 256 páginas, formato 23 x 15,30 cm, capa colorida e miolo em preto e branco, e custa R$ 39,90.

Livro traça evolução dos quadrinhos nos últimos 50 anos

Quadrinhos

Conforme antecipado pelo Papo de Quadrinho, a WMF Martins Fontes confirma para este mês o lançamento de Quadrinhos: História Moderna de uma Arte Global, de Dan Mazur e Alexander Danner.

A partir de movimento underground de 1968 nos Estados Unidos, o livro traça um panorama da evolução da nona arte em diversos países, o Brasil entre eles.

Abrange, portanto, os principais estilos, artistas e movimentos conhecidos: super-heróis, underground, mangás, bandes dessinées, fumetti, tebeos, historietas… até chegar aos atuais quadrinhos digitais, que vêm encurtando a distância entre artistas e leitores. Tudo isso embalado em 300 ilustrações em que foram mantidas as cores originais.

Por falar em artistas, são muitos os retratados em Quadrinhos: dos ilustres Jack Kirby, Hergé, Moebius, Katsuhiro Otomo, Neil Gaiman e Alan Moore até outros pouco conhecidos, como Andrea Pazienza e Fabrice Neaud.

Quadrinhos: História Moderna de uma Arte Global tem 320 páginas e preço de R$ 89. A revisão técnica é de Waldomiro Vergueiro, um dos maiores estudiosos do assunto no nosso país.

“Como desenhar histórias em quadrinhos no estilo Marvel” chega ao Brasil

Como desenhar histórias em quadrinhos no estilo Marvel

Conforme antecipado pelo Papo de Quadrinho no início do ano, a editora WMF Martins Fontes lança neste mês o livro escrito por Stan Lee e John Buscema.

À época, a capa nacional não estava pronta nem o preço havia sido definido. Agora está: R$ 49,80.

Como desenhar histórias em quadrinhos no estilo Marvel foi lançado em 1978 e permanecia inédito por aqui. O livro é um compêndio de dicas de dois gênios da narrativa gráfica.

Quase 40 anos depois, extrapolou seu público alvo: os aspirantes a desenhistas da Marvel. Transformou-se no registro histórico de um jeito de fazer quadrinhos que não existe mais. Por isso, é essencial para todos os amantes da nona arte: roteiristas, leitores, estudiosos e, claro, artistas.

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