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O que esperar de Runaways, nova série de TV da Marvel?

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Runaways estreia amanhã, dia 21, na plataforma de vídeos Hulu. A boa notícia vem acompanhada de duas más: o Hulu ainda não está disponível no Brasil e, por isso, a série chega por aqui só em 2018, pelo canal Sony (sem data definida).

Quem são os Runaways?

A rigor, a trama criada Brian K. Vaughan (roteiro) e Adrian Alphona (arte) no início dos anos 2000 não tem nada de original, e aí reside seu maior trunfo.

Os autores pegaram elementos recorrentes das HQs de super-heróis – alienígenas, mutantes, viajantes do tempo, magos, cientistas malucos – e criaram algo novo, cheio de frescor.

Na trama, seis adolescentes – Alex, Chase, Gert, Karolina, Molly e Nico – descobrem acidentalmente que seus pais fazem parte de uma seita chamada Orgulho e sacrificam inocentes em nome dos Gibborim, raça ancestral que deseja purificar a Terra.

Na tentativa de impedir seus pais supervilões, os jovens descobrem que alguns deles herdaram esses poderes e se veem obrigados a fugir. No meio do caminho, eles cruzam com vampiros e personagens do Universo Marvel, como a dupla Manto e Adaga e até o Capitão América.

Eles também ganham a companhia de um dinossauro fêmea geneticamente alterado e batizado de Alfazema. Detalhe: em vez computação gráfica, os produtores optaram por usar um boneco bastante realista que contracena de verdade com o restante do elenco.

O pôster da série é uma homenagem à capa do primeiro encadernado dos quadrinhos. Da esq. para dir.: Gert, Nico, Alex, Chase, Karolina e Molly

O pôster da série é uma homenagem à capa do primeiro encadernado dos quadrinhos. Da esq. para dir.: Gert, Nico, Alex, Chase, Karolina e Molly

Por que devo assistir a Runaways?

Porque, pela qualidade do quadrinho original, a série merece pelo menos uma chance. Os dois trailers divulgados antes da estreia passam a impressão de que a adaptação para a telinha será bem fiel.

Tanto a HQ quanto a série foram concebidas tendo em mente o público adolescente. O confronto super-heroico da trama nada mais é que uma metáfora do clássico conflito de gerações entre pais – que às vezes tomam decisões questionáveis pensando no bem da prole – e filhos – que a despeito do esforço dos pais, têm uma necessidade natural de ir contra a ordem estabelecida.

Haja vista que o slogan que estampa boa parte das edições em quadrinhos é: “Em algum momento da vida, todo jovem acha que seus pais são maus. Mas e se eles forem de verdade?”.

Mesmo não sendo um estouro de vendas na época em que foi lançada, Runaways ganhou um Eisner em 2005 e um Harvey em 2006. No mesmo ano, a American Library Association incluiu o encadernado da série na lista de 10 melhores livros para jovens adultos.

Runaways, a HQ – e, espera-se, a série também – tem todos os elementos que garantem uma boa diversão: diálogos inteligentes, humor, drama, descobertas, relacionamentos, traição. Sem falar que a formação eclética da equipe carrega um tema bastante atual na cultura pop, a representatividade.

Uma curiosidade: Molly Hayes, a caçula mutante e superforte da HQ, teve sua identidade alterada na série para Molly Hernandez. Isso porque qualquer coisa relacionada a “mutantes” no cinema e na TV é de propriedade da Fox. Seus pais, inclusive, nem aparecem creditados no material de divulgação, o que indica que a origem e os poderes da personagem sofreram mudanças na adaptação.

Como faço para assistir a Runaways?

A não ser que você queira recorrer a métodos ilegais e não recomendáveis, o jeito é esperar até 2018.

Uma dica é aproveitar esse intervalo para conhecer a equipe nos quadrinhos, batizada aqui de Fugitivos. A Salvat acaba de lançar um encadernado da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel (capa vermelha) com o primeiro arco de história.

Antes, a Panini publicou as três primeiras séries completas nesta ordem: Pocket Panini 3 e 4 (2006); Fugitivos 1 e 2 (2006); Avante Vingadores 1 a 14 (2006 a 2008); e Marvel Especial 10 (2008) e 13 (2009). A quarta e quinta séries (2015 e 2017) continuam inéditas no Brasil.

Justiceiro é a melhor série da Marvel-Netflix desde Demolidor

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Depois de algum suspense quanto à data de estreia, a primeira temporada de Justiceiro (The Punisher) finalmente desembarcou na Netflix na última sexta-feira (17).

É a sétima produção conjunta da plataforma de vídeos em parceria com a Marvel e uma das melhores até agora.

Jessica Jones (2015) e Luke Cage (2016) começaram bem, mas cansaram depois da primeira metade. Punho de Ferro (2017) nem isso: mal sobreviveu aos três primeiros episódios – e o fato de a série ser comandada pelo mesmo showrunner de Inumanos, Scott Buck, diz muita coisa a esse respeito.

Defensores, que uniu os quatro heróis urbanos, não é de todo má, mas ficou muito aquém do que poderia ter rendido.

A primeira temporada de Demolidor continua imbatível, com sua violência crua e bom desenvolvimento (sem contar o elemento surpresa), enquanto a segunda foi praticamente salva pela subtrama envolvendo… o Justiceiro!

Marvel's The Punisher

E é justamente nesta posição que a série solo de Frank Castle se posiciona no ranking das melhores produções da Marvel-Netflix até agora: entre a primeira e a segunda temporada de Demolidor.

A trama é bem desenvolvida ao longo dos 13 episódios, sem cansar o espectador nem acelerar em direção ao desfecho. Mesmo as subtramas, como a do jovem que voltou traumatizado do Afeganistão ou a do veterano que montou um grupo de apoio para ex-soldados, trabalham a favor da trama principal.

Justiceiro começa com Frank Castle (Jon Bernthal) ainda limpando a área (eufemismo para exterminando) do que restou dos assassinos de sua família.

Feito isso, ele se transforma num homem sem propósito, um soldado sem missão. Mas como a jornada de todo herói, fatores externos tiram Frank Castle de sua catarse e o jogam no olho do furacão. Pior: ele descobre que no caso da morte de sua mulher e filhos, o buraco é mais embaixo – ou melhor, nas camadas mais acima da hierarquia governamental.

O responsável por essa reviravolta é David Lieberman (o ótimo Ebon Moss-Bachrach), vulgo Micro, um ex-analista da Agência Nacional de Segurança que precisa se fingir de morto para garantir a segurança de sua família. Ele sabe que seus inimigos são os mesmos de Castle e acredita que o ex-fuzileiro é um meio essencial para atingir seus fins.

O difícil é convencer Castle disso, e o rodízio de papéis entre caça e caçador que se forma, a dinâmica entre interesse, identificação e, finalmente, amizade entre eles é uma das melhores coisas de Justiceiro.

Marvel's The Punisher

Pode ser que a série desaponte alguns fãs que esperavam 13 horas de banho de sangue. Sim, há cenas de violência típica dos quadrinhos do anti-herói – algumas bem pesadas – mas o que a série tem de melhor é a forma como desenvolve os personagens e as relações entre eles.

E isso se estende para todo o elenco, da agente da Departamento de Segurança Nacional, Dinah Madami (Amber Rose Revah), até o ex-fuzileiro Billy Russo (Ben Barnes).

A forma como Russo evolui de melhor amigo de Frank Castle a algo mais parecido com sua contraparte nos quadrinhos é primorosa, e boa dose do mérito é de Barnes, que consegue construir um personagem com numerosas camadas.

As aparições de Karen Page são pontuais e certeiras, e a atriz Deborah Ann Woll está cada vez mais à vontade com a personagem.

Se no geral Justiceiro já entrega um produto bom muito, há momentos que são dignos de nota. O 10º episódio é um primor de narrativa, com o recurso de um mesmo fato contado sob diferentes perspectivas, e o 12º não só é um dos mais cruéis como também serve para definir o momento em que Frank Castle aceita em sua alma e em seu coração o encargo do Justiceiro.

Será muito bom se Justiceiro servir de exemplo para as próximas produções da Marvel-Netflix. Os fãs agradecem.

Série sobre quadrinho nacional estreia amanhã (14) na HBO

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Do Press-Release 

A série HQ – Edição Especial estreia no dia 14 de julho, às 23h, exclusivamente no canal HBO. Ao longo de 10 episódios semanais de uma hora de duração, será apresentada a história dos quadrinhos no País por meio dos diferentes perfis e estilos de seus principais artistas (confira aqui os dias e horários de exibição).

Produzida pela RT Features, a série apresenta o cenário da produção de quadrinhos no Brasil em episódios dedicados a universos distintos, como o império de Mauricio de Sousa, o mundo de Ziraldo, os personagens de Angeli, a visão de Laerte, o estilo underground de Mutarelli e a obra dos gêmeos Bá e Moon.

A produção explora também os movimentos coletivos e a história da nona arte no Brasil. Desde de Angelo Agostini, um dos primeiros artistas de quadrinhos do mundo, aos quadrinhos de gênero, passando pela invasão brasileira na indústria de super-heróis americanos até a nova geração de quadrinhistas independentes.

O episódio de estreia, Primeira Era, apresenta o cenário do quadrinho brasileiro no século XX com a disputa pelo mercado entre os empresários Adolfo Aizen e Roberto Marinho, responsável pela difusão das histórias em quadrinhos no País.

O segundo episódio, O Império, mostra toda a trajetória do Mauricio de Sousa, desde a infância até o sucesso dos quadrinhos, que inclusive já ocuparam outros segmentos, como TV, cinema, teatro, parques temáticos, brinquedos e produtos diversos.

Os episódios seguintes são: Ziramundo (sobre Ziraldo), O Velho Cartunista (Angeli), Laertevisão (Laerte), Mutante (Lourenço Mutarelli), Made in Brazil (Renato Guedes e Mike Deodato), Maus e Humorados (André Dahmer, Arnaldo Branco e Allan Sieber), Dois irmãos (Fábio Moon e Gabriel Bá) e Os Anos 10.

Entre os convidados dos episódios estão Gonçalo Junior, Franco de Rosa, Álvaro De Moya, Mauricio de Sousa, Mônica Sousa, Sidney Gusman, Carolina Guaycuru, Laerte Coutinho, Luiz Gê, Fábio Zimbres, Rafael Albuquerque, Rod Reis, Jaguar, Duda Carvalho, André Diniz, Gustavo Duarte, Pedro Cobiaco e Vitor Cafaggi.

HQ – Ediçao Especial é produzida por Roberto Rios, Maria Angela de Jesus, Paula Belchior e Patricia Carvalho, da HBO Latin America Originals; Rodrigo Teixeira e Raphael Mesquita, da RT Features, com recursos da Condecine – Artigo 39.

Joel Ciclone está confirmado para a segunda temporada de “The Flash”

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O título é uma brincadeira com os leitores veteranos. Este é o nome que Jay Garrick, o Flash original, recebeu nos primeiros anos de publicação no Brasil.

O velocista surgiu no início dos anos 1940, na esteira do sucesso de Superman; duas décadas depois, foi crucial na origem do Multiverso da DC Comics na história Flash de Dois Mundos (Flash 123,, 1961).

Sem exagero, o episódio final da primeira temporada de The Flash foi uma das melhores coisas que este editor já viu na TV no gênero de super-heróis. Numa das muitas referências à mitologia do Velocista Escarlate mostradas no programa, o elmo de Jay Garrick cai de dentro de um vórtice temporal.

Durante o painel da Warner neste sábado (11) na San Diego Comic Con, o Flash original não só foi confirmado para a segunda temporada da série, mas também já tem um ator para interpretá-lo: Teddy Sears, com um longo currículo em séries de TV.

A descrição oficial diz que “Jay é uma figura misteriosa que chega a Central City para alertar Barry Allen e sua equipe nos Laboratórios STAR de um perigo iminente que sozinho ele não pode impedir”.

O personagem já havia sido homenageado na série com uma “pista escondida”, quando no episódio 6, o Flash encontra o vilão Viga num armazém chamado Garrick’s Warehouse, em Keystone City.

Bate-Papo de Quadrinho 3 – “Sense8”, da Netflix

Neste terceiro Bate-Papo de Quadrinho fizemos um programa um pouco diferente. Em vez de falamos de quadrinhos, comentamos a série “Sense8”, mais recente produção original da Netflix.

Papo de Quadrinho viu: “iZombie”

iZombie

A série de TV estreou nesta terça-feira (17) nos Estados Unidos e se junta a outras tantas atualmente em exibição adaptadas dos quadrinhos: The Walking Dead, Gotham, Agents of S.H.I.E.L.D., Arrow, Agent Carter e Constantine – as duas últimas tiveram a primeira temporada encerrada recentemente.

iZombie é uma criação de Chris Roberson (roteiro) e Mike Alred (arte), e apareceu pela primeira vez em 2008, na edição especial de Halloween da revista House of Mystery. No ano seguinte, ganhou título próprio e foi publicada até a edição 28, em outubro de 2012.

No Brasil, o timming da Panini foi perfeito. Na semana passada, chegou às bancas o encadernado com as seis primeiras histórias. Ironicamente, desta vez não era preciso: TV e quadrinhos têm muito pouco em comum.

Gwen Dylan (renomeada para Liv Moore na TV) é uma garota zumbi que precisa se alimentar de cérebros frescos para não perder a inteligência e virar um “monstro de Romero”, como costuma dizer. O efeito colateral dessa dieta é que ela absorve momentaneamente as lembranças e visões do defunto, inclusive o momento da morte. Se a pessoa foi assassinada, Gwen/Liv se converte na melhor testemunha ocular que pode haver.

As semelhanças terminam aí. Enquanto os quadrinhos fazem a linha comédia-sobrenatural – os melhores amigos de Gwen são uma fantasma e um lobisomen – a série de TV segue um caminho de comédia-policial. Com a ajuda do médico legista Ravi Chakrabarti (o único que conhece seu segredo) e do detetive novato Clive Babineaux, Liv vai desvendar crimes no conhecido estilo “vilão da semana”.

iZombie, a série de TV, é divertida, leve e cheia de tiradas engraçadas, sem perder o clima de investigação e suspense. Há várias referências à cultura pop; a linguagem escolhida é moderna, dinâmica e honra sua origem dos quadrinhos ao fazer a transição entre algumas cenas com desenhos e legendas.

Como a CW não é besta, colou a exibição de iZombie na de The Flash para fazer o chamado “trilho”: manter a audiência de uma atração para a outra. Deu certo. Dos 3,6 milhões que assistiram ao episódio 15 do herói velocista (aliás, um dos melhores até temporada), 2,3 milhões permaneceram sintonizados na estreia garota zumbi. Nada mau.

Segundo a Warner, até o momento não há previsão se iZombie será exibida no Brasil.

Séries de quadrinhos lideram estreias da TV paga no Brasil

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Levantamento exclusivo do Notícias da TV comprova que o gênero de super-heróis está em alta.

De acordo com o site, o primeiro episódio da quinta temporada de The Walking Dead, baseada na série em quadrinhos de Robert Kirkman (publicada no Brasil pela editora HQM), lidera o ranking da “fall season”, como é chamada a temporada de estreias – e reestreias – nos Estados Unidos (veja quadro abaixo).

Entre as novatas, The Flash lidera, logo em segundo lugar no ranking geral, seguida de Gotham e – surpresa! – Constantine (empatada com Revenge). Agents of Shield ficou na 15º colocação. A surpresa é que Arrow não aparece na lista das 20 melhores estreias da temporada.

Será interessante esperar pelo ranking dos segundos e terceiros episódios, que indicam, com mais precisão que a estreia, se uma série caiu ou não no gosto do público.

Ranking Estreia Séries 2014

Papo de Quadrinho viu: “Deep Breath” de Doctor Who

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Em respeito aos leitores do blog, este texto não contém spoilers

Rodeado de expectativa, estreou ontem na BBC o primeiro episódio da nova temporada de Doctor Who, apresentando o ator Peter Capaldi que interpretará o Doutor.

Para quem não conhece ou apenas ouviu falar da série, Doctor Who é um dos seriados mais bacanas já produzidos, um verdadeiro ícone da TV inglesa, que figura no Guinness World Records como a série de ficção científica televisiva de mais longa duração no mundo, embora seja relativamente nova para o público brasileiro.

O Doutor é um Senhor do Tempo, um alienígena capaz de viajar através do tempo e do espaço em sua nave chamada TARDIS (Time and Relative Dimensions in Space), nave com a curiosa forma de uma cabine telefônica britânica da década de 1960.

Para manter a série, toda vez que é necessário trocar o ator que interpreta o personagem principal, ele sofre uma regeneração,  poder fictício que permite ao Doutor mudar a aparência, atitude, gosto, mas manter a memória – na prática, uma desculpa para trocar o ator e refrescar a série. Na última temporada, o ator Matt Smith deu lugar a Peter Capaldi.

Deep Breath é o episódio que abre a oitava temporada moderna da série e mantem a tradição de brincar com essa mudança e explorar os atributos do novo ator. A principal mudança desta vez diz respeito a idade dos atores, já que o anterior era bem mais novo: Matt Smith, tinha 28 anos quando se tornou o Doutor, Peter Capaldi tem 56.

dw1Tudo começa com a Tardis sendo cuspida por um dinossauro em pleno centro de uma Londres vitoriana. O novo-velho Doutor aparece desorientado e vai sendo reapresentado ao público, apoiado por personagens já conhecidos da série como a reptiliana Madame Vastra e sua esposa humana, Jenny Flint, além de seu criado atarracado, o sontariano Strax.

Brincadeiras de roteiro com a aparência, sotaque (Capaldi é escocês) e idade, são a tônica do episódio. Enquanto o Doutor tenta entender seu novo corpo, precisa investigar e desvendar uma série de assassinatos. Ao mesmo tempo, procura recuperar a confiança de sua parceira, Clara Oswald (Jenna-Louise Coleman), que após a regeneração não o reconhece física e emocionalmente.

dw2O episódio mantem a fórmula que faz de Doctor Who um sucesso entre os nerds: equilibra boa ação, fantasia, terror, piadas e citações que remetem à própria série e claro, personagens carismáticos.

Pelo que percebemos, teremos um Doutor um pouco diferente do anterior, mais agressivo, talvez mais durão. Outro destaque é a bela abertura que foi criada Billy Hanshaw, fã da série que trabalha com design de animação e caiu nas graças dos produtores.

Para conhecer melhor, conheça o canal oficial de Doctor Who na BBC e o site de fã Doctor Who Brasil.

 

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