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Tag: Samanta Flôor

“SPAM” reúne cinco mulheres quadrinistas para falar de lixo eletrônico e cotidiano

Capa SPAM

Do Press-Release

Fenômeno (ou catástrofe) da comunicação eletrônica, o spam – aquele monte de lixo e de propagandas não autorizadas que abarrotam as caixas de e-mail diariamente – não poupa ninguém.

Cinco mulheres quadrinistas foram convidadas para dar sua visão pessoal sobre o tema: Camila Torrano (de A Travessia), Cátia Ana (autora da webcomic O Diário de Virgínia), Cynthia B. (que teve tiras publicadas na Folha de S. Paulo e revista Piauí), Germana Viana (Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço) e Samanta Flôor (O Astronauta de Pijama).

Assim nasceu SPAM (Zarabatana Books, 80 páginas, R$ 44), que teve lançamento nos principais eventos de quadrinhos do ano passado: o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte/MG, e a Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo.

Do cotidiano de um grupo de amigos que trabalha na padaria à experiência transcendental que transforma a vida de uma senhora preconceituosa, passando pela noite apimentada que não dá certo, animais antropomórficos e uma intervenção alienígena, tudo cabe nos diferentes pontos de vista e estilos gráficos dessas autoras.

Como destaca a professora Sônia M. Bibe Lutyen em seu prefácio, “a personagem feminina construída e produzida no registro masculino não coincide com a mulher (…).Entra aí um discurso que permeia a idealização da mulher dentro dos papéis a ela atribuídos: ou há uma sublimação do objeto amado ou ela é execrada. Não é absolutamente o caso desta coletânea”.

Mais que algumas dezenas de páginas de diversão, SPAM ratifica o talento, a maturidade e a diversidade da atual produção nacional de quadrinhos.

As autoras

Camila Torrano é quadrinista, ilustradora e concept artist para games. Em 2012 publicou seu primeiro trabalho solo: A Travessia (Escrita Fina Edições). Atualmente trabalha com games, faz freelance e continua sua produção de quadrinhos e ilustrações autorais.

Cátia Ana é quadrinista e programadora visual na Universidade Federal de Goiás. Publicou de 2010 a 2015 a webcomic O Diário de Virgínia, que concorreu, em 2011 e 2015, ao troféu HQMix na categoria webquadrinhos. Participou das três últimas edições da exposição Batom, Lápis e TPM em Piracicaba, São Paulo.

Cynthia B. é cartunista formada em medicina. Já publicou na Folha de S. Paulo, revista Piauí e diversas em revistas independentes, inclusive nas duas edições da Golden Shower, que ela mesma editou. Atualmente está fazendo residência artística na Maison des Auteurs, em Angoulême, França.

Germana Viana é quadrinista, autora de Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço e integrante do coletivo de quadrinhos CBGibi. Trabalha também com ilustração, letreiramento e design.

Samanta Flôor é formada em Arquitetura pela UFPel (2004) e trabalha como ilustradora e cartunista freelancer para editoras e para publicidade. Participou do livro MSP Novos 50 (2011), lançou o álbum Toscomics pela Café Espacial/Marca de Fantasia (2013) e realizou uma exposição individual em Beja, Portugal. Em 2015 lançou seu segundo livro infantil: O Astronauta de Pijama (Marsupial) e participou do Guia Culinário do Falido (Balão Editorial).

Sobre a editora

Com sede em Campinas, no Estado de São Paulo, a Zarabatana Books publica livros e quadrinhos, nacionais e estrangeiros, que não costumam ter espaço nas demais editoras de quadrinhos brasileiras.  Em 2008, trouxe para o Brasil as tiras de Macanudo, do argentino Liniers, e desde então vem publicando regularmente a produção de quadrinhos daquele país, com destaque para a coletânea Fierro.

Publicou, entre muitas outras, obras premiadas como Bando de Dois, de Danilo Beyruth, e a série de graphic novels de Guy Delisle, narrando suas experiências vivendo em alguns dos países mais problemáticos do mundo: Shenzhen (China), Pyongyang (Coreia do Norte), Crônicas Birmanesas (Myanmar) e Crônicas de Jerusalém (Israel).

SPAM

Autoras: Camila Torrano, Cátia Ana, Cynthia B., Germana Viana e Samanta Flôor

Editora: Zaratana Books

Páginas: 80 (capa e miolo coloridos)

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 44,00

www.zarabatana.com.br

 

5 perguntas para: Samanta Flôor

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Samanta Flôor é uma ilustradora e quadrinista que vem se destacando no mercado de quadrinhos com uma arte expressiva e delicada, aliada a uma narrativa consistente, elegante e sensível.

Foram inúmeras participações: Café Espacial, MSP, Guia Culinário do Falido e algumas internacionais como Aqui e Acolá e trabalhos autorais pela Marsupial e Polvo Rosa Books.

Antes que ela se torne uma pop star e não tenha mais tempo de nos atender, Papo de Quadrinho fez 5 perguntas para essa talentosa artista.

1) Para quem ainda não conhece, quais suas influências e como é seu trabalho?

Minhas influências estão mais fora do mundo dos quadrinhos, na verdade. São mais filmes, livros e seriados e o que eu estiver ouvindo no momento. Mas posso citar alguns (certamente esquecerei de gente importante, por isso detesto listas… hehe) como: Lynda Barry, Charles Schulz, Chris Ware, Laerte, Laura Park, Lucy Knisley etc.

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O meu trabalho é essencialmente de humor, mas como todo humorista, tem um lado mais sombrio. Eu gosto muito dessa mistura de humor com melancolia, acho que o humor mais interessante anda de mãos dadas com a tristeza. Gosto muito do trabalho do Louis CK, por exemplo, que é o cara que atualmente melhor trabalha isso, na minha opinião.

2) Como você vê o mercado de quadrinhos hoje no Brasil?

Fica difícil opinar sobre o mercado. Se produz muita quadrinho hoje no Brasil, tem muita editora independente surgindo, muitos projetos de financiamento coletivo, mas o mercado continua o mesmo, não acho que essa intensa produção nacional atual (não apenas em números,  também em qualidade) esteja se refletindo em uma popularização das HQs, infelizmente. Mas posso estar errada (tomara né?).

3) Como é trabalhar fora dos grandes Centros (Samanta é de Pelotas-RS e mora em Porto Alegre). Seu trabalho encontra espaço ou fica difícil por conta da distância?

Acho que não tem tanta diferença hoje em dia, a internet tá aí pra isso. Porém é muito importante participar de feiras e convenções, não apenas pelo contato com o público, mas pra conhecer outros artistas. E porque é divertido pra cacete, né?

4) A questão de gênero é a pauta da vez no Brasil. Você sente que o mercado tem alguma reserva ao seu trabalho ou isso não existe? Como funciona?

Não tive nenhuma dificuldade por isso, mas confesso que tive muito receio de me expor no começo, como qualquer mulher iniciando num mercado dominado por homens. Sobre eventos e publicações: acredito que seja um pouco mais difícil de ser convidada. Ou às vezes te convidam e deixam claro que estão te convidando apenas para preencher “cotas”, não porque o teu trabalho é bom. É muito mais simples pro cara que está começando conseguir uma certa relevância nesse meio do que uma mulher. 

É como se, por ser mulher, ela tem que fazer algo mil vezes melhor que o homem, apenas pra ficar no mesmo nível. Hoje me sinto muito mais à vontade porque existem muitas mulheres publicando e ganhando espaço. Não acho que todas elas tenham surgido ontem, acredito que elas não apareciam tanto, não conseguiam espaço ou simplesmente ficavam temerosas de se expor, como eu, no começo. É uma ótima época para os quadrinhos, mas infelizmente o machismo ainda é muito presente no meio, por isso eu admiro tanto cartunistas como a Lovelove6 (que faz a tira Garota Siririca) que encabeçam debates e discussões sobre feminismo. Mas as coisas estão melhorando, eu sou otimista. :)

5) Fale do teu último projeto e o que os fãs (este editor incluso) podem esperar para 2016?

Meu último trabalho foi uma Chance tem roteiro do Diogo Cesar e eu fiz a arte. Foi um processo novo pra mim. Esse ano eu também colaborei com autores portugueses, no livro Aqui e Acolá, mas Chance foi meu primeiro projeto grande colaborativo e foi ótimo! Foi bem orgânico, no sentido que eu me meti a dar pitacos no roteiro e o Diogo ajudou muito na arte, sugerindo ângulos e enquadramentos diferentes.

Eu diria que Chance é uma história de suspense e humor com pitadas de mitologia e muitos gatos. Está na coletânea Tentáculos, em ótima companhia, em uma nova editora, mas muito promissora: o cuidado com o design dos livros e toda atenção que o editor dispensa aos autores certamente renderá muitos ótimos livros! Em 2016, de confirmado eu tenho um novo livro infantil (esse com palavras) e pelo menos mais duas colaborações. Espero ter uma HQ própria também, mas veremos!

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Você pode acompanhar o trabalho da Samanta Flôor aqui.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2015

Depois da lista de Melhores HQs estrangeiras, chegou a hora das nacionais.

Num ano de produção vasta e qualificada, amplificada pela realização de dois importantes eventos, FIQ e CCXP, selecionar apenas 10 obras não foi uma tarefa fácil.

Nunca é demais repetir: os livros abaixo são os preferidos entre aqueles lidos pelos editores do blog – um volume muito aquém de toda a produção anual.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2015, em ordem alfabética:

DodôDodô (Felipe Nunes – Independente)

Felipe Nunes é considerado um dos expoentes da nova geração de quadrinhistas brasileiros, uma geração que tem muito a dizer. Depois do excelente e premiado Klaus, o autor volta a explorar o universo infantil. Desta vez, pelos olhos de Lola, menina de seis anos que não vai à escola, não tem amigos e recebe pouca atenção da mãe. Até que num belo dia ela encontra um (amigo imaginário?) Dodô. De simples distração, o pássaro se converte no gatilho que vai explodir emoções e segredos há muito guardados. A forma como Nunes trabalha o sentimento de rejeição é um soco no estômago no leitor.

Dois IrmãosDois Irmãos (Fabio Moon e Gabriel Bá – Cia. das Letras)

A obra adapta o livro de Milton Hatoum, de 2000, sobre dois gêmeos de família libanesa residente em Manaus. É o primeiro trabalho conjunto da dupla de irmãos desde Daytripper, de 2011. Diferentes e rivais desde muito cedo, Yaqub e Halim são como luz e sombra – um recurso gráfico que os autores exploram não só na relação entre eles, mas também, e principalmente, no detalhamento da arquitetura de Manaus, onde se passa grande parte da história. Moon e Bá traduziram com maestria a densidade da narrativa de Hatoum para a nona arte e preencheram algumas lacunas que antes viviam apenas na imaginação dos leitores da obra original.

Limiar Dark MatterLimiar: Dark Matter (Luciano Salles – Independente)

Luciano Salles optou por encerrar a trilogia iniciada em O Quarto Vivente e seguida por L’Amour: 12 Oz com uma ficção científica. Os amigos Carino e Nádio pretendem honrar – e vingar – um terceiro integrante da sua confraria, Amerício, “memorizado” por desafiar as regras de uma sociedade controladora. Neste futuro distópico, a “matéria escura” do título – um elemento cósmico que desafia a Ciência até hoje – encontra-se sintetizada numa espécie de alucinógeno que amplia os sentidos dos dois amigos e os incita a se lançarem numa aventura suicida. Na comparação com os demais trabalhos de Luciano, Dark Matter talvez seja o que tem a narrativa mais linear, mas não menos intrigante. E sua arte, como sempre, é arrebatadora.

Louco FugaLouco – Fuga (Rogério Coelho – MSP Produções/Panini)

Esta é mais que uma aventura nonsense, como costuma acontecer nas recorrentes participações especiais do Louco nas revistas da Turma da Mônica. Rogério Coelho lança mão de sua vasta experiência como ilustrador para contar uma história que homenageia a arte de contar histórias. Na trama, o Louco é o herói de seu mundo interior, onde precisa salvar o pássaro mágico – que inspira todos os escritores – das garras dos Guardiões do Silêncio. Isso se dá numa narrativa que mistura metalinguagem, lirismo, diagramação ousada, cenários fantásticos, traços e cores que remetem aos livros de fábulas.

Mil Léguas TransamazônicasMil Léguas Transamazônicas (Will e Spacca – Independente)

Quando dois visionários se encontram, o resultado não pode ser menos que impressionante. Isso vale para o encontro fictício do Barão de Mauá e Júlio Verne, e também para a dupla de autores, Will e Spacca. A obra é uma mistura tão bem elaborada de ficção e pesquisa histórica que fica difícil distinguir onde termina uma e começa a outra. A trama, que envolve a exploração do Rio Amazonas em pleno Segundo Império no barco voador Uirapuru, tem intrigas políticas, a lenda das guerreiras amazonas e até um certo “Diabo Coxo” que embarca meio que acidentalmente na aventura. Esse último elemento faz de Mil Léguas Transamazônicas uma homenagem não só à História do Brasil e à ficção científica, mas também ao próprio desenvolvimento da nona arte no País.

O Astronauta de PijamaO Astronauta de Pijama (Samantha Flôor – Marsupial Editora)

A autora mergulha fundo no imaginário infantil ao acompanhar a aventura do garoto que precisa resgatar seu gato das entranhas de um simpático e imaginário monstro. O recurso da ausência de texto, que estende a leitura para todas as idades, é compensado de forma competente pela expressividade dos personagens e o dinamismo da narrativa.

Por mais um dia com ZapataPor Mais um Dia com Zapata (Daniel Esteves, Alex Rodrigues e Al Stefano – Zapata Edições)

A obra refaz os passos do revolucionário mexicano Emiliano Zapata desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca. A história é contada pelo ponto de vista de “Brasileño”, personagem fictício que faz o elo entre a Revolução Mexicana e o massacre da comunidade de Canudos, ocorrida no interior da Bahia em 1896. A convergência de duas linhas temporais distintas forma um mosaico que lança um novo olhar sobre este importante momento histórico da América Latina.

Quando a Noite fecha os OlhosQuando a Noite Fecha os Olhos (André Diniz e Mário Cau – Independente)

A diversidade tratada de forma honesta e sensível. Não se pode esperar menos dos dois autores que, com carreiras consagradas, realizam seu primeiro trabalho conjunto. Camilo vive uma noite eterna e tem como companhia apenas os objetos de seu quarto. Quando as circunstâncias se impõem, ele precisa enfrentar demônios internos e externos para finalmente se libertar. O recurso narrativo de usar o clima e objetos inanimados para expor a psique do personagem é, se não inédito, de uma beleza ímpar.

Steampunk LadiesSteampunk Ladies – Vingança a Vapor (Zé Wellington, Di Amorin e Wilton Santos – Editora Draco)

Rabiosa e Sue foram unidas pelo destino, pelo desejo de vingança e pela percepção que, juntas, têm mais chance de enfrentar o inimigo comum e impedir o fantástico assalto a um trem blindado. O roteiro é muito bem construído, sem sobressaltos e diálogos que soam naturais. Os autores optaram pelo ambiente clássico do faroeste: cidades pequenas, amplos desertos, abismos inexpugnáveis. Os flashbacks funcionam de forma orgânica e lembram alguns bons filmes do gênero. Em termos de qualidade – de roteiro, arte, produção editorial e gráfica – Steampunk Ladies não perde em nada para álbuns norte-americanos e europeus de faroeste.

Turma da Mônica – Lições (Vitor e Lu Cafaggi – MSP Produções/Panini)

Como o próprio nome evoca, Lições versa sobre o aprendizado. Partindo da metáfora da lição de casa, os autores colocam os personagens numa situação em que precisam aprender a arcar com as consequências de seus atos. Um olhar mais atento revela que a HQ fala da dor do crescimento. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estão agora no primeiro ano do Ensino Fundamental; eles cresceram e perderam o direito à impunidade para certos tipos de travessura. O castigo arranca as crianças da sua zona de conforto e as obriga a ver que o mundo é muito maior do que seu restrito círculo de amizades. O final aberto deixa uma mensagem de que crescer é difícil, sim, mas, ao mesmo tempo, é como se o mundo escancarasse uma janela de infinitas oportunidades. Turma da Mônica – Lições é quadrinho de gente grande, criado por dois irmãos que atingiram a maturidade artística, mas nunca perderam o olhar de criança sobre todas as coisas.

“Guia Culinário do Falido” mistura culinária, humor e quadrinhos

Guia Culinário do Falido

Do press-release

Preparar um prato rápido quando se está sozinho em casa ou para saciar a fome daqueles amigos que chegam sem avisar, utilizando apenas os ingredientes disponíveis na dispensa e na geladeira, pode não ser tão simples quanto parece.

Para ajudar nessa tarefa, a Balão Editorial reuniu cinco artistas e criou o Guia Culinário do Falido, que chega às livrarias em setembro. De forma bem humorada, Leo Finocchi, Marília Bruno, Samanta Flôor, Felipe 5Horas e Fernanda Chiella ensinam de forma didática como não preparar receitas práticas.

No cardápio, Macarrão Abandonado, Hambúrguer, Craca (aquela crosta que fica no fundo da frigideira) Vegetariana, Bolo de Caneca, Yakimeshi Surpresa, Brigadeiro de Panela Monstro, Mad Coxinha Fury Road (com requintes de deserto cinematográfico) e Molho Maravilhoso. Cada um no seu estilo, os cinco artistas atestam que, como cozinheiros, são ótimos quadrinhistas.

Mais uma vez, a Balão Editorial investe em novos talentos do quadrinho nacional para produzir uma obra única, e prova que, assim como a culinária, o humor é uma arte.

Sobre os autores

Leo Finocchi: quadrinhista, autor da série Nem Morto e animador 2D. Atualmente, trabalha no estúdio de animação Copa Studio. Mais informações: www.leonardofinocchi.com.

Marilia Bruno: formada em Design Gráfico pela UFRJ, trabalhou em agências no Rio de Janeiro, como  Labareda Design, EPA! e Pé de Sonhos. Hoje, mantém seu próprio estúdio, o TypoStudio. Mais informações: www.cargocollective.com/mariliabruno.

Samanta Flôor: formada em Arquitetura, trabalha como quadrinhista e ilustradora freelancer. Lançou várias HQs independentes e, nesse ano, seu segundo livro infantil. Mais informações: www.samantafloor.com.br.

Felipe 5Horas: designer por formação, professor por profissão e quadrinhista por insistência. Fala sobre quadrinhos no Kokocast e em http://5e15.com. Lançou Uma Ilha e Diário5H em 2013, e publica quadrinhos irregularmente em www.felipe5horas.com.

Fernanda Chiella: trabalha há oito anos na área de jogos e já publicou quadrinhos pela Image Comics, Devir e Mauricio de Sousa Produções. Atualmente, trabalha no projeto Heavy Metal Machines, da desenvolvedora Hoplon. Mais informações em facebook.com/fereleufefa.

A Balão Editorial

            A Balão Editorial estreou em janeiro de 2010 com o livro de tirinhas Hector & Afonso – Os Passarinhos e desde então vem publicando títulos dos mais variados gêneros: quadrinhos, literatura e livros acadêmicos na área de ciências humanas. Em 2014, lançou Klaus, que rendeu ao autor Felipe Nunes o prêmio de Novo Talento – Roteirista no HQ Mix, considerado o Oscar Brasileiro dos Quadrinhos. A Balão Editorial possui também uma linha exclusiva de e-books. Mais informações em: www.balaoeditorial.com.br.

Guia Culinário do Falido

Autores: Leo Finocchi, Marília Bruno, Samanta Flôor, Felipe 5Horas e Fernanda Chiella

Editora: Balão Editorial

Páginas: 32

Formato: 14 x 21 cm

Preço: R$ 10,00

Mais informações: www.balaoeditorial.com.br

Lançamentos e feirão de HQs na galeria hipotética

Astronauta de pijama_capa do livro

Pois é na tarde de domingo do dia 21, a partir das 15h, que acontece o lançamento do livro infantil O astronauta de pijama (Jupati Books, Marsupial Editora), da quadrinista Samanta Flôor.

O livro conta a história de um monstro que, sem querer, devora o gatinho de estimação de um menino, que parte em uma aventura por um mundo estranho para resgatar seu bichinho.
Samanta Flôor também é autora das HQs independentes Click e Três, e da webtira Toscomics, mas este é seu primeiro trabalho em quadrinhos desenvolvido para a criançada.

Além do lançamento com a presença da autora, a tarde também terá sessão de autógrafos com a ilustradora Carla Pilla e seu livro Filé de Gato (Editora Mediação) e o grande feirão de compra, venda e troca de quadrinhos, organizado pelo grupo Colecionadores de HQs dos Pampas.

Os eventos têm entrada gratuita e qualquer interessado pode participar do feirão.

Serviço:

* Lançamento da HQ O astronauta de pijama, de Samanta Flôor
* Sessão de autógrafos com Carla Pilla e o livro Filé de Gato
* Grande feirão de compra, venda e troca de quadrinhos

Dia 21/06 (domingo)
a partir das 15h – Entrada gratuita
galeria hipotética
Rua Visconde do Rio Branco, 431
Bairro Floresta | Porto Alegre
Facebook (/galeriahipotetica)

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2014

Depois de eleger algumas das melhores HQs estrangeiras publicadas no ano recém-encerrado, chegou a vez de revelar nossa lista de obras nacionais.

O critério é o mesmo – apenas HQs inéditas – e sujeito à mesma falha: foram selecionados os títulos preferidos entre aqueles lidos pelos editores do Papo de Quadrinho.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2014.

lizzie10. Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço (Germana Viana – Jambô Editora)

Uma grata surpresa do ano que passou. Em seu primeiro trabalho em quadrinhos, a veterana ilustradora Germana Viana destila um humor nonsense, inteligente, anárquico. São histórias curtas, publicadas originalmente na internet, sobre um grupo pouco comum de amigas que viajam pelo espaço. Quem quiser, pode acompanhar o trabalho da autora neste endereço.

Veja matéria completa aqui.

Klaus9. Klaus (Felipe Nunes – Balão Editorial)

O jovem autor, de apenas 19 anos, criou uma fábula instigante para retratar a passagem da adolescência para a vida adulta. O personagem-título é o único humano numa terra de animais antropomórficos. Por ser diferente, passou a vida como vítima de preconceito, até que a verdade se revela e ele precisa fazer uma escolha: manter a convivência com os pais-tigres amorosos ou dar um salto no escuro rumo à maturidade.

Vigor Mortis Comics8. Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, Suor e Nanquim (José Aguiar, Paulo Biscaia, DW Ribatski e André Dulci – Quadrinhofilia)

Segundo volume das HQs que adaptam obras multimídia da Cia. Vigor Mortis. Neste caso, a história fundiu o filme Nervo Craniano Zero e a peça Seance – As Algemas de Houdini. O resultado é uma trama ambientada em 1969 repleta de repressão política, assassinatos em série e viagens alucinógenas, misturada à vida miserável da enfermeira Lavínia, personagem fictícia da protagonista Bruna Bloch. Destaque para a mudança de estilo artístico a cada aspecto diferente da narrativa.

Beladona7. Beladona (Ana Recalde e Denis Mello – Avec Editora)

A personagem Samantha nasceu na internet, em páginas semanais publicadas no site Petisco. Graças ao financiamento coletivo, ganhou este belo álbum de terror sobre uma menina assombrada por pesadelos. Parte da história se passa nesse mundo de sonhos terríveis, em que Samantha é perseguida e atormentada por espíritos malignos; outra parte, menor, se dá no mundo real. Ana Recalde é uma das grandes roteiristas da atual geração, e o traço nervoso de Denis Mello faz jus à trama.

Click6. Click (Samanta Flôor – Independente)

Outra grata surpresa de 2014: apesar de curto – pouco mais de 30 páginas –, é o trabalho mais longo até agora da jovem, porém veterana, ilustradora. Sem diálogos, a história combina uma câmera misteriosa, zumbis, um artista de rua e uma garota amável.

 

 

Helena5. Helena (Montserrat e Simone Beatriz – New Pop)

Mangá produzido no Brasil, adapta a obra homônima de Machado de Assis. Da fase romântica do autor, a história tem todos os ingredientes daquela escola literária: a heroína trágica, o herói nobre, um amor impossível. Como outros livros deste período, é possível identificar elementos do Realismo, em especial a crítica social.

Leia resenha completa aqui.

bidu4. Bidu – Caminhos (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho – MSP/Panini)

Ao longo da trama, o famoso cãozinho azul criado por Mauricio de Sousa precisa fazer uma série de escolhas: encarar ou não um cão maior para proteger seu território; deixar-se ou não capturar pelos donos do canil; ajudar ou não um companheiro em dificuldade. À medida que enfrenta novos desafios, suas escolhas amadurecem de uma atitude instintiva e autocentrada para outra mais generosa. Tudo isso antes de encontrar seu dono e eterno amigo Franjinha. Mais uma obra-prima da série Graphic MSP.

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Jonas3. A Vida de Jonas (Magno Costa – Zarabatana Books)

Envolvido em problemas com álcool e recém-separado de Júlia, Jonas tem uma existência solitária e sem perspectiva. Só mesmo uma grande perda para fazê-lo por fim à autoindulgência e encontrar um novo sentido para a vida. A grande sacada de Magno Costa é a caracterização dos personagens como fantoches de pano.

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Yeshuah2. Yeshuah volume 3 – Onde tudo está (Laudo Ferreira e Omar Viñole – Devir)

Depois de uma longa espera, Laudo concluiu a trilogia com sua visão personalíssima da vida de Jesus. Baseados em textos apócrifos de diferentes origens, este volume concentra-se na etapa final do Novo Testamento: a viagem a Belém para a comemoração da Páscoa, a prisão, calvário e execução. Ao longo dessa trajetória, Laudo reforça, de forma sensível e assertiva, a base dos ensinamentos de Jesus: o amor acima de tudo. Valeu a espera. Uma HQ emocionante.

Rafaela1. Aos Cuidados de Rafaela (Marcelo Saravá e Marco Oliveira – Zarabatana Books)

Rafaela, moça rebelde e independente, se passa por cuidadora de idosos e conquista a confiança da velha atriz Aurelita e os desejos secretos de seu filho, Nicolas. Aos poucos, ela domina a rotina de casa e tem início uma espiral de luxúria e submissão que só poderia terminar em tragédia. Tão perturbador quanto o roteiro de Saravá é a arte de Marco Oliveira, repleta de rostos disformes, planos ousados e uma intencional ausência de perspectiva.

Leia resenha completa aqui.

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