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Crítica: Arqueiro Verde 1 – O reboot do reboot

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Arquearia é uma paixão confessa deste editor.

Há um ano, o Papo de Quadrinho fez um homenagem aos grandes personagens da cultura pop que manejam o arco nesta seleta lista com os 10 maiores arqueiros da Cultura Pop. Entre os mais queridos e conhecidos, o Arqueiro Verde não poderia ficar de fora.

Inspirado no pai de todos os arqueiros, Robin Hood, o Arqueiro Verde foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp em 1941, e esteve presente em numerosas publicações da DC ao longo dos anos. Mas foi na década de 1970 que ele se destacou com histórias de temática adulta, vividas com o Lanterna Verde, Hal Jordan. O material, hoje um clássico dos quadrinhos, foi escrito por Dennis O’Neil e ilustrado pelo mestre Neal Adams.

Com o sucesso do seriado Arrow inspirado em sua mitologia dos quadrinhos, o Arqueiro Verde ganhou fôlego novo em suas aventuras no reboot da DC Comics. Infelizmente, ao contrário de alguns super-heróis como o Aquaman, que se beneficiaram com a renovação dos títulos da editora, o tratamento do herói neste reboot foi muito aquém do esperado.

A atualização do visual inspirada no seriado, com o herói mais jovem e mudando o estilo “Errol Flynn” foi a primeira polêmica e dividiu opiniões entre os fãs. Mas o verdadeiro problema foi a arte sofrível de Dan Jurgens e o roteiro vexatório de J.T. Krul –  primeira dupla escalada para reformular o personagem. Nem a arte final de George Pérez ajudou. No Brasil, essas primeiras histórias fizeram parte do mix da revista Flash Nº1, lançada em junho de 2012.

Para não estragar nos quadrinhos um personagem bacana que está se dando bem na TV, o Arqueiro Verde acabou ganhando uma segunda chance após a décima sétima edição norte-americana, e entrou em nova fase, com outra equipe criativa convocada para salvá-lo: Jeff Lemire (roteiro) e Andrea Sorretino (arte).

Lançada neste mês em revista solo, Arqueiro Verde Nº 1, apresenta esse novo trabalho e uma substancial melhora de arte e roteiro, embora o traço ainda merecesse um tratamento mais refinado. O mix traz também o Exterminador e Aves de Rapina. Confira nas bancas e comente aqui.

Debate: beijo gay nos quadrinhos e classificação etária

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A polêmica história que revelou a homossexualidade do super-herói Lanterna Verde (Alan Scott) no Restart da DC acaba de chegar ao Brasil. Quando foi lançada, em agosto do ano passado, a segunda edição de Earth-2 ganhou destaque na grande mídia tanto de fora como daqui.

A história foi publicada pela Panini neste mês no mix da revista Universo DC número 10. Como adiantado quando do lançamento dos Novos 52 no Brasil, a editora não fez menção ao conteúdo ou indicou a classificação etária na capa.

Nos Estados Unidos, Earth-2, recebe classificação T (Teen), que significa “conteúdo normalmente indicado para idade de 13 anos ou mais. Pode conter violência, temas sugestivos, humor grosseiro, pouco sangue, jogos de azar e/ou linguagem inadequada”.

Papo de Quadrinho pediu a opinião de dois colecionadores e estudiosos dos quadrinhos sobre a classificação etária em revistas de super-heróis com cenas de relacionamento gay. Veja as opiniões:

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CONTRA

Antonio dos Santos, editor do blog de cultura pop Popground.

Acredito que um sistema que classifique histórias que lidam com violência e morte, elementos claramente danosos para leitores mais jovens, é de fato interessante. Mas quando se levanta esse questionamento logo após a representação de um simples beijo, um gesto consensual de afeto entre dois personagens adultos saudáveis, vemos um claro teor de preconceito aí.

Qualquer classificação etária deve seguir preceitos estabelecidos por profissionais de psicologia infanto-juvenil, não o posicionamento reacionário de certos setores da sociedade ou preceitos religiosos que não são partilhados por todos.

Relacionamentos humanos são por natureza complexos, multifacetados, e obras voltadas para diferentes idades devem, por necessidade, focar de forma diferente cada um desses elementos. Mas dizer que um tipo de relação não deve sequer ser citada em uma obra de livre classificação é invalidar essa relação no sentido social.

Se todos temos os mesmos direitos, então todos devem ser livres para manifestar suas inclinações sem represálias ou censura. E a representação dessas manifestações como algo normal é importante nesse processo de aceitação.

Apresentar uma relação homossexual como algo impróprio mesmo quando o foco não está na sexualidade é alegar diretamente que os homossexuais não devem ser representados. É ser, sim, preconceituoso.

Todo pai tem o direito de criar os filhos como quer, discutindo os assuntos que quiser quando quiser, mas esse pai não pode exigir que uma empresa ou o governo faça esse trabalho por ele; esse pai não pode exigir que entidades que não partilham de seu ponto de vista obedeçam às mesmas regras que ele segue em sua casa.

 

A FAVOR

Clayton Godinho, editor do blog Chamando Superamigos e colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis

Livros, filmes, jogos eletrônicos, desenhos animados, todos eles possuem classificação indicando o conteúdo. Porque os quadrinhos não? Com a liberdade que os roteiristas estão tendo hoje para criarem situações que anos atrás seriam evitadas, vale a pena pensar nisso.

No caso em questão fica claro que mesmo com toda abertura, o assunto ainda é passível de discussão. Quando defendo isso, não faço como forma de censura; pelo contrário: quadrinhos como esse vão parar na mão de crianças, seja comprado por algum responsável ou até mesmo em uma biblioteca pública.

E aí entram vários aspectos legais que regem a obrigação da informação, atribuição do Estado através da Constituição, do direito familiar garantido no Código Civil e do Estatuto da Criança e Adolescente que dá acesso à cultura e arte sempre levando em conta o indivíduo em formação intelectual.

Ao dizer o que vai ser encontrado nas páginas de uma HQ, dá-se aos pais e responsáveis o direito de decidir se isso é adequado para seus filhos, sempre garantindo a liberdade de expressão criativa. Nada mais justo numa sociedade democrática.

2013: O que vem aí pela Panini (DC)

Entre os muitos títulos da DC previstos pela editora neste anos, estes são alguns dos já confirmados.

Livrarias

Justiça – Edição Definitiva: Relançamento da sensacional série em 12 partes produzida por Alex Ross, agora em formato de luxo e venda em livrarias. No Brasil, Justiça foi lançada entre 2007 e 2008 em edições mensais. O leitor deve lembrar da trama: os maiores supervilões da Terra decidem ocupar o lugar dos heróis como defensores da humanidade; para isso, seus antigos inimigos precisam desaparecer. Essa é cofre!

Superman Crônicas Vol. 3: Depois de um hiato de quase cinco anos, a Panini volta a publicar a série de encadernados de luxo do Homem de Aço – muito provavelmente motivada pela estreia do filme dirigido por Zack Snyder. O terceiro volume reúne histórias publicadas nas revistas Action Comics, Superman e The New York World’s Fair Comics na década de 1940.

Batman Deluxe Vol. 3- A Morte Do Batman: terceiro volume da coleção de encadernados de luxo estrelada pelo Homem-Morcego. As anteriores foram A Luva Negra e Batman e Filho, ambas em 2012.

Encadernados

Batman: O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?: A principal atração deste encadernado com venda em bancas é a história em duas partes escritas por Neil Gaiman e publicadas nas revistas Batman 686 e Detective Comics 583, em 2009. O britânico faz um tributo ao Homem-Morcego na fase em que o personagem morreu depois da saga Crise Final. O nome adapta a antológica HQ que Alan Moore escreveu para o Superman antes da reformulação que se seguiu à Crise nas Infinitas Terras. Se copiar o formato publicado nos Estados Unidos, o encadernado traz ainda histórias mais antigas publicadas nas revistas Batman: Black & White e Secret Origins.

Bancas

Mantendo a promessa de publicar todas os 52 títulos do Restart da DC, a Panini vai colocar nas bancas os encadernados de Rapina & Columba (Gates Sterling e Rob Liefeld) e Legião dos Super-Heróis (Paul Levitz e Walt Simonson).

Quadrinhos EUA: Marvel continua na frente

Se o Restart da DC tinha por objetivo roubar a liderança do mercado da Casa das Ideias, o plano começou a fazer água.

É bem verdade que em 2011 a editora do Superman emplacou 9 títulos entre os 10 mais vendidos. Mas não foi suficiente. A Marvel continuou à frente naquele ano, com 41% das vendas em unidades e 37% em faturamento (contra 37% e 31% da DC).

Poderia se argumentar que o Restart teve início a poucos meses do final do ano, em setembro. Pois bem, terminado 2012, o quadro mudou muito pouco.

Segundo dados preliminares divulgados pela distribuidora Diamond Comics, o market share de 2012 ficou assim: Marvel com 37% em unidades e 34% em faturamento; DC com 37% e 32% respectivamente.

No ranking das 10 HQs mais vendidas do ano, a Marvel deu o troco. Com exceção da primeira posição conquistada por The Walking Dead 100, todas as demais são ocupadas pela Marvel. A DC não emplacou um título sequer!

Confira:

1) Walking Dead 100

2) Uncanny Avengers 1

3) Avengers Vs. X-Men 1

4) Amazing Spider-Man 700

5) Avengers Vs. X-Men 2

6) Avengers Vs. X-Men 6

7) Avengers Vs. X-Men 5

8) Avengers Vs. X-Men 3

9) Avengers Vs. X-Men 4

10) Avengers 1

Grandes Astros do Faroeste: Jonah Hex de volta às bancas

Fui um dos que se sentiu “órfão” quando a Panini anunciou que encerraria a publicação dos encadernados do caubói casca-grossa. Até então, haviam sido lançadas apenas 36 edições das 70 americanas.

Como a editora se comprometera a publicar todos os 52 títulos do Restart da DC no Brasil, era questão de tempo para que a reformulação de Jonah Hex chegasse por aqui.

Grandes Astros do Faroeste (180 páginas, R$ 21) compila as seis primeiras edições de All-Star Western. Jimmy Palmiotti e Justin Gray foram mantidos como roteiristas das histórias de Hex nesta nova fase, o que significa que a qualidade das histórias continua boa.

Talvez para que o caubói passe a integrar o “novo” Universo DC com mais coerência, os primeiros arcos forçam um pouco a barra ao ambientar a trama em Gotham City, colocar Hex trabalhando ao lado de Amadeus Arkham e fazê-lo descobrir a Batcaverna décadas antes do nascimento de Bruce Wayne.

Descontado isso, a trama é empolgante. No primeiro arco, Hex investiga os assassinatos promovidos por uma poderosa seita que pretende tomar o poder em Gotham; no segundo, o tema é a escravidão infantil.

Felizmente, Jonah Hex continua o mesmo pistoleiro durão e insensível de sempre. Observá-lo sob o olhar científico de Arkham não deixa de ser interessante.

O encadernado traz ainda os dois primeiros arcos de personagens que vêm sendo publicados no título americano All-Star Western: El Diablo e Espírito Bárbaro.

Mesmo não superando a série anterior, esta fase de Jonah Hex não desaponta. E ainda é melhor isso do que ficar sem ver o velho caubói nas bancas novamente.

Marvel (também) reinicia seu universo

Menos de um ano depois do Restart da DC, agora a outra grande editora de super-heróis anuncia uma mudança radical em sua linha de revistas.

Batizada de Marvel NOW, a novidade certamente seria anunciada durante a San Diego Comic-Con, uma das maiores convenções de quadrinhos e afins dos Estados Unidos, de 12 a 15 de julho.

Porém, os crescentes rumores – especialmente do site Bleeding Cool, que desde fevereiro (!) vem apurando esta história – e o boato de que a DC Comics promoveria um evento chamado DC Now, anteciparam a confirmação.

Marvel NOW não chega a ser um reboot como é o caso do Restart da DC. O universo não será zerado e a cronologia será mantida. O que muda, de fato é o lançamento de novos títulos, o relançamento de outros com numeração zerada e uma dança das cadeiras nas equipes criativas a partir de outubro, quando será concluída a saga Avengers vs. X-Men.

O que se sabe até agora, revelado oficialmente hoje (3) pelo site da revista Entertainment Weekly, é que: Brian Bendis deixa Avengers para a nova revista All-New X-Men, com a equipe original vivendo no presente; Jonathan Hickman conclui sua fase em Fantastic Four e parte um título quinzenal Avengers (com arte de Jerome Opena); e Rick Remender assume Uncanny Avengers (arte de John Cassaday) – talvez a revista mais relevante desta nova fase ao reunir, num mesmo time, Vingadores e X-Men (veja no quadro abaixo as especulações do Bleeding Cool para alguns títulos).

Em entrevista ao EW, Alex Alonso comparou Marvel NOW ao Restart da DC: “Isto não é um reboot. É um novo começo”. Entendeu? Eu também não.

O plano é que cada autor primeiro finalize o trabalho atual para só depois partir para um novo. Por isso, a reestruturação se dará gradativamente, entre outubro de 2012 e fevereiro de 2013, com um novo título (ou título antigo zerado) a cada semana – num total de 22 semanas.

Outra novidade é que alguns personagens terão seu visual alterado, como pode ser comprovado na imagem acima, a primeira oficial liberada pela Marvel. A maior revelação, porém, é a volta da Garota Marvel (Jean Grey) original, provavelmente em All-New X-Men.

Panini explica Restart da DC no Brasil

No último final de semana (2 e 3), aconteceu a primeira convenção paulistana de quadrinhos, a Super Power Con (SPCon). O segundo dia teve como atração a palestra, seguida de entrevista coletiva, dos editores responsáveis pelo lançamento dos “Novos 52”: Levi Trindade, Alexandre Callari e Bernardo Santana.

Segundo eles, o Brasil é o único país a publicar todos os 52 títulos americanos – que por aqui saem no sistema de mixes. A distribuição será híbrida: parte em bancas, parte exclusivamente em lojas especializadas atendidas pela Comix Book Shop e pela Devir (veja mapa dos lançamentos ao final desta nota).

Na oportunidade, os editores esclareceram alguns pontos:

Por que lançar os 52 títulos? A Panini Brasil não quis desperdiçar este “momento histórico” e aposta no apelo da marca “Novos 52”. Preferiu pecar pelo excesso. A editora garante que não houve qualquer imposição por parte da DC americana para que todos os títulos fossem publicados. Haja vista que na Itália e Alemanha, a Panini não vai seguir o exemplo do Brasil.

Na prática, o número de títulos regulares da DC em bancas passa dos atuais 6 para 9. Levi Trindade reconhece que as bancas de jornal estão saturadas e a decisão de distribuir parte dos títulos nas comic shops (mais 4 mensais) visa a minimizar este impacto

É um sistema de distribuição mais caro: cada revista de 52 páginas vai custar R$ 6,90, enquanto nas bancas uma com 84 páginas sai por R$ 6,60. Os motivos são as tiragens menores e os custos de distribuição da Comix e Devir para suas redes de lojas atendidas.

Assim como a DC vem fazendo, a Panini vai manter a publicação de 52 títulos e, no futuro, substituir os cancelados pelos que os substituem. Também deve lançar encadernados com arcos de histórias completas – não todos, obviamente – a partir do ano que vem.

Como foram montados os mixes? A maior parte deles, por afinidade. Foram reunidas as “famílias” de títulos (por exemplo: Action Comics, Superman e Supergirl) e aqueles cuja trama se entrelaça (Teen Titans e Superboy); ou ainda, os que estão sob um mesmo “selo” (caso da linha Dark). Nos demais casos, optou-se por reunir personagens com mais apelo junto ao público com outros mais fracos (Aquaman e Wonder Woman com Mister Terrific e OMAC, por exemplo).

Haverá baixas? Sim. A editora deve manter o lançamento eventual de encadernados com histórias que antecedem o Restart da DC, mas títulos como DC+ Aventura e Jonah Hex estão cancelados. No caso deste último, nem é pelo fato de o personagem fazer parte dos “Novos 52”, e sim pela queda nas vendas registrada a partir do quarto volume.

O beijo gay: Obviamente a Panini ainda não sabe de que forma o título Earth-2, coestrelado pela versão gay do Lanterna Verde Alan Scott, virá a ser publicado no Brasil daqui a um ano. Levi Trindade garante que a Panini não tem nenhuma diretriz quanto a restringir ou vetar histórias em que aparece um beijo entre dois homens. Também não vê necessidade de que haja qualquer tipo de recomendação etária na capa. O editor admite que a possibilidade de que pais e leitores venham a reclamar existe, mas não este tipo de precedentes com outras edições polêmicas.

O Restart no Brasil

A Panini distribuiu os 52 títulos originais em 19 revistas, entre mensais e especiais, distribuídas em bancas e por meio da Comix e Devir.

Considerando apenas as mensais em banca, o leitor que quiser continuar acompanhando todas as publicações vai desembolsar R$ 77,40, 21% a mais que os R$ 64,20 que gastava até maio.

Por outro lado, há um ganho relativo, já que terá 26% a mais de páginas: de 672 para 844. Se incluir na cesta de compras os quatro títulos mensais das comic shops, a relação se inverte: o número de páginas (1.052) é 57% maior, mas o desembolso, 64% (R$ 105,00).

Veja o mapa do Restart da DC no Brasil

REVISTAS MENSAIS COM DISTRIBUIÇÃO EM BANCAS

BATMAN

Títulos originais: Batman, Batman – The Dark Knight e Detective Comics

76 páginas – R$ 6,50

Já nas bancas

SUPERMAN

Títulos originais: Action Comics, Superman e Supergirl

84 páginas – R$ 6,60

Já nas bancas

LANTERNA VERDE

Títulos originais: Green Lantern, Green Lantern Corps e New Guardians

68 páginas – R$ 5,90

Já nas bancas

LIGA DA JUSTIÇA

Títulos originais: Justice League, Justice League International e Captain Atom

68 páginas – R$ 5,90

Já nas bancas

UNIVERSO DC

Títulos originais: Aquaman, Wonder Woman, Savage Hawkman, Fury of the Firestorm, Mister Terrific, OMAC e Blackhawks

156 páginas – R$ 16,90

Lançamento: 14/06/2012

A SOMBRA DO BATMAN

Títulos originais: Batman & Robin, Batwoman, Batgirl, Catwoman, Red Hood and the Outlaws, Batwing e Nightwing

148 páginas – R$ 14,90

Lançamento: 14/06/2012

FLASH

Títulos originais: Flash, Green Arrow e Deathstroke

68 páginas – R$ 5,90

Lançamento: 14/06/2012

EDGE

Títulos originais: Stormwatch, Grifter e Voodoo

68 páginas – R$ 5,90

Lançamento: julho/2012

DARK

Títulos originais: Justice League Dark, Swamp Thing, Animal Man, Resurrection Man e I, Vampire

108 páginas – R$ 8,90

Lançamento: julho/2012

REVISTAS MENSAIS COM EXCLUSIVA DA COMIX E DEVIR

NOVOS TITÃS & SUPERBOY

Títulos originais: Teen Titans e Superboy

52 páginas – R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

ESQUADRÃO SUICIDA & AVES DE RAPINA

Títulos originais: Suicide Squad e Birds of Prey

52 páginas – R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

UNIVERSO DC APRESENTA: DESAFIADOR

Título original: DCU Presents: Deadman

52 páginas – R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

FRANKENSTEIN, AGENTE DA S.O.M.B.R.A

Título original: Frankenstein: Agent of SHADE

52 páginas – R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

EDIÇÕES ESPECIAIS COM DISTRIBUIÇÃO EM BANCA

SUPERCHOQUE

Títulos originais: Static Shock / Hawk & Dove / Blue Beetle

GRANDES ASTROS DO FAROESTE

Título original: All-Star Western

TROPA DOS LANTERNAS VERDES

Título original: Red Lanterns

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS

Títulos originais: Legion of Super Heroes e Legion Lost

DC TERROR

Título original: Demon Knights

Todos com lançamento até o final do ano. Preços e número de páginas não foram informados.

EDIÇÃO ESPECIAL COM DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA PELA COMIX E DEVIR

SARGENTO ROCK & OS HOMENS DA GUERRA

Título original: Sgt. Rock and the Men of War

52 páginas – R$ 6,90

Lançamento: julho/2012

Panini oficializa Restart da DC no Brasil

Sem muito alarde, sem um comunicado ou release para a imprensa (apenas algum movimento nas redes sociais), a editora colocou no ar um site em que anuncia a reformulação que fará em seu mix de revistas mensais, a partir do mês que vem, para acomodar o novo universo da DC Comics.

A Panini garante que lançará no Brasil os 52 títulos que resultaram da reformulação editorial promovida nos Estados Unidos em setembro do ano passado.

Para isso, vai zerar sua linha de revistas da DC e encaixar as histórias nos respectivos mixes. Por ora, o que foi anunciado é o seguinte:

Título brasileiro: BATMAN

Títulos americanos: Batman, Batman – The Dark Knight e Detective Comics

Título brasileiro: SUPERMAN
Títulos americanos: Action Comics, Superman e Supergirl

Título brasileiro: LANTERNA VERDE
Títulos americanos: Green Lantern, Green Lantern Corps e New Guardians

Título brasileiro: LIGA DA JUSTIÇA
Títulos americanos: Justice League, Justice League International e Captain Atom

Título brasileiro: UNIVERSO DC
Títulos americanos: Aquaman, Wonder Woman, Savage Hawkman, Fury of the Firestorm, Mister Terrific, OMAC e Blackhawks

Título brasileiro: A SOMBRA DO BATMAN
Títulos americanos: Batman & Robin, Batwoman, Batgirl, Catwoman, Red Hood and the Outlaws, Batwing e Nightwing

Título brasileiro: FLASH (NOVA REVISTA)
Títulos americanos: Flash, Green Arrow e Deathstroke

Outras cinco revistas serão lançadas exclusivamente em lojas especializadas de quadrinhos, em parceria com a Comix Book Shop e a Devir. Quatro, já anunciadas, chegam já no mês que vem, e a outra, só em julho:

Título brasileiro: NOVOS TITÃS & SUPERBOY

Títulos americanos: Teen Titans e Superboy

Título brasileiro: ESQUADRÃO SUICIDA & AVES DE RAPINA
Títulos americanos: Suicide Squad e Birds of Prey

Título brasileiro: UNIVERSO DC APRESENTA: DESAFIADOR
Títulos americanos: DCU Presents: Deadman

Título brasileiro: FRANKENSTEIN, AGENTE DA S.O.M.B.R.A
Títulos americanos: Frankenstein: Agent of SHADE

Assim, ficam contemplados 35 dos 52 títulos originais. Mesmo com a quinta revista exclusiva da Comix/Devir, faltariam umas quatro ou cinco novas publicações para fechar a conta.

Uma das perguntas é: será que o mercado brasileiro de bancas tem fôlego para isso? Há outras questões, mas levando em conta o esquema de divulgação até agora, as respostas só devem chegar mesmo na Super Power Con, primeira convenção de quadrinhos da cidade de São Paulo, nos dias 2 e 3 de junho.

A Panini é patrocinadora do evento e um dos dias (3) será totalmente dedicado à DC Comics. Os editores Levi Trindade, Alexandre Callari e Bernardo Santana integram um painel só sobre o Restart da DC no Brasil (nos próximos dias, Papo de Quadrinho vai publicar mais informações sobre a SP Con).

Vídeo divulga encadernados do Restart da DC

Ninguém nega que o chamado “Novos 52” é um sucesso de vendas, com alguns títulos atingindo a casa de um milhão de exemplares.

Agora, a DC Comics quer garantir um lugar no pódio também na lista de graphic novels mais vendidas ao reunir as primeiras edições em encadernados de capa dura e cartonada.

Uma das ações de divulgação é o vídeo abaixo, de 2 minutos, em que os revendedores podem inserir, nos segundos finais, as informações de sua loja (há uma versão de 30 segundos também). A DC se compromete a reembolsar 75% do custo do revendedor com a veiculação nas emissoras de TV de suas cidades.

A campanha inclui outras peças conjuntas com revendedores: spot de rádio, anúncios impressos, banners promocionais e um checklist com a programação de lançamento dos encadernados.

As graphic novels são mais uma sacada inteligente da DC. Devem atrair tanto colecionadores quanto leitores que querem acompanhar o novo universo da editora, mas perderam os primeiros números.

E ajudar o revendedor a bancar a divulgação não deixa de ser um ótimo modelo de negócio. Sem falar que o vídeo é bem bacana…

Quem sabe a Panini não o veicule por aqui quando o Restart da DC chegar ao Brasil.

Restart da DC sofre primeira reformulação

Hawk and Dove

Impressionante! Quatro meses após reformular TODA sua linha editorial, a DC já anuncia mudanças.

Em abril, seis dos 52 títulos lançados com numeração zerada em setembro serão extintos: Blackhawks, Men of War, Mister Terrific, O.M.A.C., Static Shock e a obra-prima de Rob Liefeld, Hawk and Dove.

Vamos combinar uma coisa: a maioria deles não deveria nem ter chegado ao mercado.

Como o marketing da DC vem trabalhando fortemente a marca “The New52”, seis novos títulos entrarão no lugar para fechar a conta. Note que muitos deles apelam aos leitores veteranos, perdidos em meio ao novo universo:

Batman Incorporated: uma ideia esdrúxula de Grant Morrison de recrutar “Batmen” ao redor do mundo. Arte de Chris Burnham;

Earth 2: A estreia da Sociedade da Justiça no Restart da DC, nas competentes mãos de James Robinson – um cara que conhece tudo da velha superequipe. Arte de Nicola Scott.

É estranho que num universo novinho em folha a DC dê início – de novo – a uma Terra Paralela. Não se surpreenda o leitor se daqui a alguns anos inventarem uma “crise” para colocar ordem na casa;

World’s Finest: o primeiro arco será centrado na Caçadora e na Poderosa, e sua tentativa de retornar à Terra-2. Aequipe criativa empolga: Paul Levitz no roteiro; George Pérez e Kevin Maguire nos desenhos;

Dial H: Uma nova abordagem da clássica série dos anos 1960. Roteiro de China Mieville e arte do brasileiro Mateus Santolouco;

G.I. Combat: título com histórias militares estreladas por velhos heróis da DC. Os nomes envolvidos são J.T. Krul, Ariel Olivetti, Justin Gray, Jimmy Palmiotti, Dan Panosian, John Arcudi e Scott Kolins;

The Ravagers: a revista desta nova e jovem superequipe terá crossovers com os títulos Teen Titans e Superboy. Roteiro de Howard Mackie e arte de Ian Churchill.

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