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Tag: Quarteto Fantástico

Há 45 anos Quarteto Fantástico desembarcava na revista “Estréia”

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A família de super-heróis, fundadora do universo Marvel, chegou ao Brasil em agosto de 1968, na revista Príncipe Submarino e O Incrível Hulk (Super X) 12.

Depois de um tempo no título e de passar pelas revistas do Homem-Aranha, Demolidor e uma com seu próprio nome na capa, o Quarteto Fantástico desembarcou na edição 9 da revista Estréia em setembro de 1970, 45 anos atrás.

ShowImageA publicação original foi na revista Fantastic Four #21 de 1963  e marcou a primeira aparição do sargento (hoje general) Nick Fury no presente, trazendo o personagem dos anos 1940. Também foi a primeira aparição do porteiro O’Hoolihan.

Essas informações foram gentilmente lembradas pelo amigo Edson Diogo através do Guia dos Quadrinhos – uma referência em se tratando de banco de dados sobre publicações sobre HQs no Brasil – em sua seção”Destaque do Dia”.

E porque comemorar e relembrar o fato? Porque esse editor nunca escondeu sua paixão pelo Quarteto Fantástico, um grupo cujas histórias, com o perdão do trocadilho, foram fantásticas, mas que tem sido sistematicamente maltratado nos últimos anos. Nos cinemas foram dois filmes sofríveis e mais um recente, desastroso. Como se não bastasse, o grupo perdeu seu lugar nas HQs, e graças ao imbróglio por esses direitos cinematográficos, a Marvel a cancelou o título e espalhou seus personagens por outras revistas.

Algumas questões envolvendo a história do Quartetão foram tratadas de modo muito bem humorado no ArgCast #164 da Dynamo, uma preparação para o lamentável filme lançado este ano.

45070_A propósito do filme, a revista Mundo dos Super-heróis em sua edição de número 70 fez um levantamento excelente, apontando as polêmicas relativas ao filme e de quebra, apresentando informações relevantes para mostrar um lado interessante deste grande grupo do passado.

Enquanto esses super-heróis seminais não recebem a merecida atenção de seus criadores, e a briga pelos direitos cinematográficos não termina, resta relembrar seu passado e o seu importante papel nas HQs e na criação do universo Marvel.

“Mundo dos Super-Heróis” explica fracasso de “Quarteto Fantástico” no cinema

Mundo dos Super-Heróis 70

Do Press-Release

Quarteto Fantástico, a terceira incursão no cinema da equipe de super-heróis dos quadrinhos, vem amargando nas bilheterias. No fim de semana de estreia nos Estados Unidos, faturou US$ 26 milhões, muito abaixo da expectativa dos executivos da 20th Century Fox e menos da metade arrecadada pelas produções anteriores, em 2005 e 2007.

A revista Mundo dos Super-Heróis 70 (agosto 2015) publica reportagem de capa que tenta explicar o fracasso do filme por motivos de vão muito além da falta de fidelidade aos quadrinhos que serviram de matéria-prima. A equipe da publicação assistiu ao filme antes da estreia e faz uma crítica em que aponta os piores momentos e aqueles (poucos) que se salvam.

A matéria traz ainda informações de bastidores que já davam indícios de que o resultado viria a ser frustrante tanto para o público como também para o estúdio. Como complemento para os fãs que não estão habituados à leitura dos quadrinhos de super-heróis, a revista explora alguns dos elementos de ficção científica presentes nas tramas do Quarteto Fantástico e um pôster central destacável de página dupla, ilustrado pelo brasileiro Joe Bennett, com arte final de Nelson Pereira e cores de Ellis Carlos.

O verso do pôster oferece uma “linha do tempo” com os principais fatos que marcaram o Quarteto Fantástico nos quadrinhos, TV e cinema desde sua criação em 1961 pelos lendários Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (arte), até a estreia do filme neste ano.

Outras matérias

O desenhista Jae Lee deu uma entrevista exclusiva para a Mundo dos Super-Heróis em que fala da carreira e limitações artísticas. Conhecido por seu estilo realista, Lee vem ao Brasil em dezembro para participar como convidado especial da Comic Con Experience, evento de cultura pop que acontece de 3 a 6 de dezembro, em São Paulo.

Para os colecionadores e fãs do Batman, a seção Action Figures faz um passeio pelas figuras de ação, estátuas e miniaturas baseadas na série do Homem-Morcego exibida na TV nos anos 1960. Apesar da enorme legião de fãs, produtos relacionados ao programa foram impedidos de chegar ao mercado por conta de um enrosco contratual entre a Fox e a Warner. Alguns desses bonecos receberam tratamento de luxo e custam mais de R$ 1.000,00.

Completam esta edição: Peneira Pop, com a cobertura da Fest Comix, notícias e curiosidades sobre os super-heróis; quiz para testar os conhecimentos dos leitores; o renascimento dos X-Men nos quadrinhos na década de 1970; linha do tempo do herói Luke Cage, que chega numa série exclusiva da Netflix no ano que vem; a trajetória da First Comics, editora independente que encarou as gigantes Marvel e DC nos anos 1980; análise da série O Longo Dia das Bruxas, uma das mais icônicas do Batman nos quadrinhos; resenhas, dicas de leitura e cartas dos leitores.

Sobre a revista

A Mundo dos Super-Heróis é a única revista brasileira especializada no universo dos super-heróis nas mais diferentes mídias: quadrinhos, livros, séries de TV, desenhos animados, internet e cinema. É também a mais duradoura publicação sobre o gênero, distribuída em bancas desde 2006 e com 70 edições lançadas.

SERVIÇO:

Mundo dos Super-Heróis 70

68 páginas / Formato 20,5 x 27,5 cm / Preço: R$ 12,50.

À venda em bancas de jornal, livrarias e lojas especializadas de todo o país. Assinaturas e compra de números atrasados podem ser feitas pelos telefones (11) 3038-5050 e 0800-888508 ou pelo site www.europanet.com.br/superheroi. Disponível também em versão digital na Apple Store (assinantes da revista impressa têm acesso gratuito ao conteúdo digital). Conheça também a revista nas redes sociais: facebook.com/revistaMSH e Twitter @superherois.

“Quarteto Fantástico” fracassa na estreia americana

THE FANTASTIC FOUR

É triste, mas previsível. Um diretor inexperiente, mudanças desnecessárias na mitologia dos quadrinhos, um reiterado desdém com os fãs. Isso tudo e mais alguns ingredientes acenderam a luz amarela quanto ao sucesso de Quarteto Fantástico nos cinemas.

A resposta veio rápida e implacável: no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, a produção dirigida por Josh Trank (Poder sem Limites) faturou apenas US$ 26,2 milhões nas bilheterias.

É pouco, muito pouco para uma produção milionária que se propunha a devolver a dignidade à superequipe dos quadrinhos depois de duas tentativas relativamente frustradas, em 2005 e 2007.

Para se ter uma ideia, a abertura de Quarteto Fantástico ocupa a 32ª segunda posição numa lista de 40 filmes estrelados por personagens da Marvel – isso em valores nominais, sem correção pela inflação.

Os filmes anteriores – Quarteto Fantástico e Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado – faturaram, no primeiro final de semana, US$ 56 milhões e US$ 58 milhões, respectivamente. No site agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme detém a incrível marca de 8% de críticas positivas, contra 27% e 37% de seus antecessores.

Nesta semana, à medida que as críticas negativas viralizavam na internet, Josh Trank publicou no seu Twitter (e depois apagou) que sua versão do filme seria muito melhor do que a que foi parar nas telas.

Boatos dão conta de que houve, sim, interferência de executivos da Fox, mas só porque o diretor parecia perdido, sem saber o que fazer com o filme e que mal se comunicava com elenco e equipe.

É previsível, mas ainda assim triste. A Fox perde dinheiro e os fãs perdem a oportunidade de assistir a um bom filme de uma das equipes de super-heróis mais bacanas dos quadrinhos.

O melhor que o estúdio tem a fazer é assumir sua incompetência, seguir os passos da Sony e chegar a um acordo para devolver os personagens à Marvel Studios. Quem sabe, assim, todos voltam a ganhar.

Assista ao trailer de Quarteto Fantástico:

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