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Tag: Quadrinho Nacional

Escorpião de Prata, de Eloyr Pacheco, completa 10 anos

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O personagem foi publicado pela primeira vez numa parceria com o quadrinhista Will, na revista Sideralman, em 2007. Para comemorar os 10 anos de publicação, o herói capoeirista estreia na plataforma de quadrinhos digitais Social Comics.

A estreia se dá com uma edição nova, que relembra a origem do personagem. Partes da história A Primeira Ronda do Escorpião, com roteiro de Eloyr Pacheco, arte de Carlos Nacci e capa de Rom Freire, foram publicadas em fanzines em 2009 e 2010, mas a conclusão continuava inédita até a atual edição.

Na trama, Toni e sua mãe encontram no sótão da casa o diário da avó, junto com o colar e o pingente de escorpião. Ao ler o diário, Toni considera que seu avô foi injustiçado, decide assumir a identidade de Escorpião de Prata e sai para as ruas da cidade para fazer o bem e, assim, limpar o nome do antepassado.

A partir dessa edição de estreia, as edições serão mensais, com 24 páginas e extras com galeria de arte, textos e comentários, making of da capa e biografia dos colaboradores. A galeria do número 1 traz arte de Spacca e de Hélcio Rogério, com cores de Rod Reis.

Trajetória

O Escorpião de Prata teve duas edições impressas em formato americano, publicadas por Eloyr: Escorpião de Prata e Escorpião de Prata Aventura + Humor. A primeira participou da seletiva do Festival Internacional de Angoulême, na França, em 2012. Também em edições impressas, em formatinho, o personagem esteve ao lado de Penitente, de Lorde Lobo, e Crânio, de Francinildo Sena.

Em edições digitais, protagonizou aventuras em conjunto com Raio Esmeralda, de Danilo Dias; Tatu-Man, de Bira Dantas; Ultrax, de E.C.Nickel; e Exú, de Lancelott Martins. Entre outras revistas, o Escorpião de Prata integrou também o mix da revista Tempestade Cerebral, publicada pelo quadrinista Alex Mir.

O personagem foi capa do Projeto Continuum  9, editada por Daniel Siqueira, Adriano Sapão e Rafael Tavares. Recentemente, integrou o elenco do mega encontro Protocolo: A Ordem, publicação coordenada por Elenildo Lopes, que ganhou o Troféu Angelo Agostini, como melhor lançamento independente de 2016.

Eloyr Pacheco foi editor das editoras Metal Pesado e da Brainstore. Publicou títulos como Sandman, Preacher, Monstro do Pântano, Hellblazer, Homem-Animal e Will Eisner´s Spirit Magazine no Brasil. Realizou projetos editoriais com José Mojica Marins, o Zé do Caixão; Marcelo Campos (Quebra-Queixo); Banda das Velhas Virgens e Instituto Ayrton Senna (Senninha). Ganhou várias vezes os troféus Angelo Agostini, Jayme Cortez e HQ Mix.

Editora Draco lança Space Opera em Quadrinhos na CCXP Tour Nordeste

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A coletânea reúne oito HQs sobre raças alienígenas, intrigas políticas, naves, blasters e muita ação.

Com edição de Raphael Fernandes, as histórias foram produzidas por Jun Sugiyama, Tiago P. Zanetic, Larissa Palmieri, Luís Carlos Sousa, Rafael Levi, Alessio Esteves, Fernando Barone e Angelo Dias, e os desenhistas Kazuo Miyahara, Eder Santos, Rocher Knight, Braziliano, MJ Macedo, Carlos Sekko, Giovanni Pedroni e Ioannis Fiore, que também fez a capa.

O lançamento acontece na CCXP Tour: Recife (13 a 16 de abril) e contará com a presença de Raphael Fernandes na mesa F04 do Artists’s Alley.

Space Opera em Quadrinhos tem 160 páginas em preto e branco, formato 17 x 24 cm, capa cartonada, papel pólen e preço de R$ 39,90.

Troféu HQMix muda regra e abre inscrições

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Neste ano, a tradicional premiação mudou seu sistema, que agora contempla uma primeira fase de inscrições dos concorrentes. O formulário está no ar, e as inscrições devem ser feitas até o dia 28 de fevereiro.

Cada obra pode ser inscrita por editores, autores e produtores de quadrinhos em até duas categorias, ao preço de R$ 15. Há descontos progressivos: de 6 a 10 inscrições, o valor cai para R$ 12 por obra; acima de 10 inscrições, R$ 10 cada.

Os autores (roteirista, artista, colorista) das obras são automaticamente inscritos nas respectivas categorias, sem taxa adicional.

Os critérios continuam os mesmos: as HQs devem ter sido lançadas entre 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano (2016), em território brasileiro e/ou organizadas por brasileiros, mesmo que no exterior.

A organização informa que o sistema de julgamento será anunciado após o término das inscrições, mas, pelo que dá para entender, os inscritos passarão por algum processo de avaliação, do qual resultarão até 10 selecionados por categoria. Daí em diante, segue o sistema tradicional de votação (só vota quem estiver inscrito no sistema do prêmio).

Como funcionava antes

Até 2015, uma comissão julgadora formada por profissionais dos quadrinhos selecionava os indicados para a cédula de votação com base em todas as obras lançadas no período. Os votantes podiam indicar obras que não fizessem parte da lista de indicados.

No ano passado, não houve comissão julgadora nem cédula com indicados, e os votantes tiveram que escolher entre todos os lançamentos do ano.

Para inscrições e mais detalhes, visite o link ou mande e-mail para suporte@hqmix.com.br.

33º Troféu Angelo Agostini 2017 anuncia vencedores

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Veja quem são eles:

Melhor Desenhista: Mary Cagnin (Black Silence)

Melhor Roteirista: Alex Mir (Segundo Tempo, Ed. Draco)

Melhor Cartunista: Guabiras (Jornal O Povo – Fortaleza/CE)

Melhor Lançamento: Spectrus – Paralisia do Sono (Thiago Spyked , Ed. Crás)

Melhor Lançamento Independente: Protocolo: A Ordem (Elenildo Lopes, Thiago da Silva Mota, Ton Marx)

Melhor Web Quadrinho: Marco e seus amigos (Tako X)

Melhor Fanzine: Café Ilustrado (Thina Curtis e Fabi Menassi)

Prêmio Jayme Cortez: Ivan Freitas da Costa (Chiaroscuro Studios, CCXP)

Mestres do Quadrinho Nacional: Arthur Garcia, Gualberto Costa, Sérgio Graciano e Sidney L. Salustre

A cerimônia de entrega acontece no dia 28, a partir das 16h15, no Auditório da Biblioteca do Memorial da América Latina (ao lado da estação Barra Funda do Metrô).

Antes, o evento oferece a seguinte programação:

13h: Abertura do evento, da exposição Brasil-Argentina e do Espaço dos Independentes (estande da Comix), e lançamento do livro Sketchbook Custom Tributo a Rodolfo Zalla

13h30: Exibição do documentário Ao Mestre com Carinho, de Márcio Baraldi, sobre a vida e obra de Rodolfo Zalla, homenageado desta edição do prêmio

14h: Mesa redonda sobre quadrinhos argentinos

15h30: Sorteio de originais de diversos artistas

16h: Homenagem aos artistas falecidos em 2016

Preview de “Comunhão”, nova HQ de Felipe Folgosi

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Papo de Quadrinho teve acesso a oito páginas da nova história em quadrinhos do ator e roteirista Felipe Folgosi, Comunhão (veja galeria abaixo).

O projeto foi financiado pelos leitores em campanha no Catarse, em julho deste ano, e superou em 6% a meta de R$ 49.500.

Na trama, um grupo de corrida de aventura penetra no coração da Mata Atlântica para resolver uma rixa entre seus membros e provar quem é o melhor. O encontro com uma tribo perdida e um reverendo misterioso vai fazer com que eles precisem correr pela própria vida.

Leia entrevista exclusiva com o autor aqui.

Previsto para a CCXP (1 a 4 de dezembro), o lançamento de Comunhão precisou ser adiado para 2017. Mesmo assim, Felipe Folgosi estará todos os dias do evento no estande do Social Comics batendo papo com os leitores e autografando seu trabalho anterior, Aurora.

Clique nas páginas para ampliar:

Editora Draco faz chamada para nova antologia

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Na Quebrada – Quadrinhos de Hip hop é a nova antologia em quadrinhos de autores nacionais que a Editora Draco prepara para o ano que vem. Quadrinhistas, duplas de criação e artistas solo têm até final de janeiro para inscrever seus trabalhos no processo de seleção.

A temática proposta pela HQ é uma mistura da cultura hip hop com elementos de fantasia urbana – histórias inspiradas nos grandes nomes do movimento (Racionais MCs, Negra Li, Ferréz) com influências fantásticas de obras como Sandman, Supernatural e Hellblazer, nas palavras do regulamento.

O estilo da narrativa é livre e a editora dará preferência à material inédito.

Com organização de Raphael Fernandes e Erick Santos, Na Quebrada – Quadrinhos de Hip hop terá seis histórias de 20 páginas cada, impressas em preto e branco.

Para mais informações sobre formatos, prazos e pagamentos, visite o regulamento na página da Draco.

“Gibi Quântico” 2 já está pronto

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Uma produção dos alunos de Roteiros para Histórias em Quadrinhos da Quanta Academia de Artes, a segunda edição do Gibi Quântico chega com mais autores e mais histórias.

São 140 páginas de HQs inéditas, que ficaram sob edição de Airton Marinho. A arte da capa é de Jefferson Costa (La Dansarina). Dos 24 artistas envolvidos, somente seis participaram do volume anterior, o que torna a nova edição uma verdadeira exposição de novos talentos.

Veja quais são as histórias e seus autores:

Sorte para quem? – Paulo Biagioni (roteiro) e Guabiras (arte);

A resposta – Bruna Oliveira (roteiro) e Robert Yo (arte);

Sanatorium – Alessio Esteves (roteiro) e Doug Firmino (arte);

Timothy, o gigante – Everton Andrade (roteiro) e Humberto Kehdy (arte);

Pérolas – Jun Sugiyama (roteiro) e Pri Wii (arte);

Traumas – Lucas Souza (roteiro) e Eder Santos (arte);

Como sobreviver com um bumerangue no Outback – Fernando Barone (roteiro) e Rodrigo Martins dos Santos (arte);

Latrina – Tiago P. Zanetic (roteiro) e Dudu Torres (arte);

Brocker, o anão injustiçado – Airton Marinho (roteiro) e Fabricio Bohrer (arte);

Conexão urbana – Sabrina Paixão (roteiro) e Alexandre Arcangelo (arte);

Caminhos do Paraíso – Lucas Benetti (roteiro) e Clayton InLoco (arte);

Fio de Vento – Jujú Araujo (roteiro) e Akemy Hayashi (arte).

O lançamento do Gibi Quântico 2 acontece no dia 30 de julho, às 17h, na Quanta Academia de Artes (Rua Dr. José de Queirós Aranha, 246, Vila Mariana – São Paulo, SP), com presença dos autores.

A distribuição será gratuita, com a opção de “pague o quanto quiser”: ou seja, pode levar de graça, mas tem espaço para quem quiser colaborar. Mais informações pelo e-mail gibiquantico@gmail.com ou página do projeto no Facebook.

Com investimento menor, ProAC Quadrinhos 2016 está com inscrições abertas

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Interessados em submeter um projeto inédito de HQ para financiamento do ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, têm até o dia 25 de agosto para se inscrever.

O edital publicado nesta terça-feira, dia 12, traz algumas mudanças em relação ao dos anos anteriores. A mais significativa é a redução do investimento para R$ 480 mil, o menor desde 2012. Neste ano, serão contemplados 12 projetos com R$ 40 mil cada (em 2014 e 2015 foram 20 projetos; em 2013, 15).

Outra novidade é que a inscrição deve ser feita exclusivamente pelo sistema eletrônico do ProAC. Não serão aceitas inscrições protocoladas na sede da Secretaria nem enviadas pelo Correio, como funcionava o processo até então.

Neste ano, há também a preocupação em promover um rodízio entre os projetos selecionados: pelo menos seis deles (50%) serão obrigatoriamente de autores que não foram contemplados no ProAC 2015.

Os ganhadores terão 10 meses para concluir a produção da HQ, contados a partir do pagamento da primeira parcela (70%, ou R$ 28 mil), podendo solicitar prorrogação de mais dois meses.

Para baixar o edital e ficar por dentro de todos os detalhes, prazos, documentação etc., clique aqui.

Série sobre quadrinho nacional estreia amanhã (14) na HBO

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Do Press-Release 

A série HQ – Edição Especial estreia no dia 14 de julho, às 23h, exclusivamente no canal HBO. Ao longo de 10 episódios semanais de uma hora de duração, será apresentada a história dos quadrinhos no País por meio dos diferentes perfis e estilos de seus principais artistas (confira aqui os dias e horários de exibição).

Produzida pela RT Features, a série apresenta o cenário da produção de quadrinhos no Brasil em episódios dedicados a universos distintos, como o império de Mauricio de Sousa, o mundo de Ziraldo, os personagens de Angeli, a visão de Laerte, o estilo underground de Mutarelli e a obra dos gêmeos Bá e Moon.

A produção explora também os movimentos coletivos e a história da nona arte no Brasil. Desde de Angelo Agostini, um dos primeiros artistas de quadrinhos do mundo, aos quadrinhos de gênero, passando pela invasão brasileira na indústria de super-heróis americanos até a nova geração de quadrinhistas independentes.

O episódio de estreia, Primeira Era, apresenta o cenário do quadrinho brasileiro no século XX com a disputa pelo mercado entre os empresários Adolfo Aizen e Roberto Marinho, responsável pela difusão das histórias em quadrinhos no País.

O segundo episódio, O Império, mostra toda a trajetória do Mauricio de Sousa, desde a infância até o sucesso dos quadrinhos, que inclusive já ocuparam outros segmentos, como TV, cinema, teatro, parques temáticos, brinquedos e produtos diversos.

Os episódios seguintes são: Ziramundo (sobre Ziraldo), O Velho Cartunista (Angeli), Laertevisão (Laerte), Mutante (Lourenço Mutarelli), Made in Brazil (Renato Guedes e Mike Deodato), Maus e Humorados (André Dahmer, Arnaldo Branco e Allan Sieber), Dois irmãos (Fábio Moon e Gabriel Bá) e Os Anos 10.

Entre os convidados dos episódios estão Gonçalo Junior, Franco de Rosa, Álvaro De Moya, Mauricio de Sousa, Mônica Sousa, Sidney Gusman, Carolina Guaycuru, Laerte Coutinho, Luiz Gê, Fábio Zimbres, Rafael Albuquerque, Rod Reis, Jaguar, Duda Carvalho, André Diniz, Gustavo Duarte, Pedro Cobiaco e Vitor Cafaggi.

HQ – Ediçao Especial é produzida por Roberto Rios, Maria Angela de Jesus, Paula Belchior e Patricia Carvalho, da HBO Latin America Originals; Rodrigo Teixeira e Raphael Mesquita, da RT Features, com recursos da Condecine – Artigo 39.

5 perguntas para: Samanta Flôor

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Samanta Flôor é uma ilustradora e quadrinista que vem se destacando no mercado de quadrinhos com uma arte expressiva e delicada, aliada a uma narrativa consistente, elegante e sensível.

Foram inúmeras participações: Café Espacial, MSP, Guia Culinário do Falido e algumas internacionais como Aqui e Acolá e trabalhos autorais pela Marsupial e Polvo Rosa Books.

Antes que ela se torne uma pop star e não tenha mais tempo de nos atender, Papo de Quadrinho fez 5 perguntas para essa talentosa artista.

1) Para quem ainda não conhece, quais suas influências e como é seu trabalho?

Minhas influências estão mais fora do mundo dos quadrinhos, na verdade. São mais filmes, livros e seriados e o que eu estiver ouvindo no momento. Mas posso citar alguns (certamente esquecerei de gente importante, por isso detesto listas… hehe) como: Lynda Barry, Charles Schulz, Chris Ware, Laerte, Laura Park, Lucy Knisley etc.

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O meu trabalho é essencialmente de humor, mas como todo humorista, tem um lado mais sombrio. Eu gosto muito dessa mistura de humor com melancolia, acho que o humor mais interessante anda de mãos dadas com a tristeza. Gosto muito do trabalho do Louis CK, por exemplo, que é o cara que atualmente melhor trabalha isso, na minha opinião.

2) Como você vê o mercado de quadrinhos hoje no Brasil?

Fica difícil opinar sobre o mercado. Se produz muita quadrinho hoje no Brasil, tem muita editora independente surgindo, muitos projetos de financiamento coletivo, mas o mercado continua o mesmo, não acho que essa intensa produção nacional atual (não apenas em números,  também em qualidade) esteja se refletindo em uma popularização das HQs, infelizmente. Mas posso estar errada (tomara né?).

3) Como é trabalhar fora dos grandes Centros (Samanta é de Pelotas-RS e mora em Porto Alegre). Seu trabalho encontra espaço ou fica difícil por conta da distância?

Acho que não tem tanta diferença hoje em dia, a internet tá aí pra isso. Porém é muito importante participar de feiras e convenções, não apenas pelo contato com o público, mas pra conhecer outros artistas. E porque é divertido pra cacete, né?

4) A questão de gênero é a pauta da vez no Brasil. Você sente que o mercado tem alguma reserva ao seu trabalho ou isso não existe? Como funciona?

Não tive nenhuma dificuldade por isso, mas confesso que tive muito receio de me expor no começo, como qualquer mulher iniciando num mercado dominado por homens. Sobre eventos e publicações: acredito que seja um pouco mais difícil de ser convidada. Ou às vezes te convidam e deixam claro que estão te convidando apenas para preencher “cotas”, não porque o teu trabalho é bom. É muito mais simples pro cara que está começando conseguir uma certa relevância nesse meio do que uma mulher. 

É como se, por ser mulher, ela tem que fazer algo mil vezes melhor que o homem, apenas pra ficar no mesmo nível. Hoje me sinto muito mais à vontade porque existem muitas mulheres publicando e ganhando espaço. Não acho que todas elas tenham surgido ontem, acredito que elas não apareciam tanto, não conseguiam espaço ou simplesmente ficavam temerosas de se expor, como eu, no começo. É uma ótima época para os quadrinhos, mas infelizmente o machismo ainda é muito presente no meio, por isso eu admiro tanto cartunistas como a Lovelove6 (que faz a tira Garota Siririca) que encabeçam debates e discussões sobre feminismo. Mas as coisas estão melhorando, eu sou otimista. :)

5) Fale do teu último projeto e o que os fãs (este editor incluso) podem esperar para 2016?

Meu último trabalho foi uma Chance tem roteiro do Diogo Cesar e eu fiz a arte. Foi um processo novo pra mim. Esse ano eu também colaborei com autores portugueses, no livro Aqui e Acolá, mas Chance foi meu primeiro projeto grande colaborativo e foi ótimo! Foi bem orgânico, no sentido que eu me meti a dar pitacos no roteiro e o Diogo ajudou muito na arte, sugerindo ângulos e enquadramentos diferentes.

Eu diria que Chance é uma história de suspense e humor com pitadas de mitologia e muitos gatos. Está na coletânea Tentáculos, em ótima companhia, em uma nova editora, mas muito promissora: o cuidado com o design dos livros e toda atenção que o editor dispensa aos autores certamente renderá muitos ótimos livros! Em 2016, de confirmado eu tenho um novo livro infantil (esse com palavras) e pelo menos mais duas colaborações. Espero ter uma HQ própria também, mas veremos!

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Você pode acompanhar o trabalho da Samanta Flôor aqui.

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