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Pixel lança HQs de Tarzan e Witcher na Bienal do Livro

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O selo de quadrinhos do Grupo Ediouro tem se notabilizado pela publicação de clássicos como Fantasma, Mandrake, Popeye, Hagar, Recruta Zero e outros. O mais legal é que a editora optou por um formato para bancas, mais baratos e acessíveis do que um tratamento de luxo que poderia afastar novos leitores.

Todos estes títulos, já lançados, estarão no estande da editora na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro de 3 a 13 de setembro.

As novidades mesmo são dois álbuns de capa dura: Tarzan – Contos da Selva e The Witcher – A Casa de Vidro.

O primeiro apresenta a releitura moderna, feita por 12 artistas, de elementos da mitologia criada por Edgar Rice Burroughs. São eles: Diana Leto, Pablo Marcos, Lowell Isaac, Will Meugniot, Nik Poliwko, Steven E. Gordon, Jamie Chase, Terry Beatty, Mark Wheatley, Tomás M. Aranda, Carlos Arguello e o brasileiro Sérgio Cariello.

Tarzan – Contos da Selva tem 152 páginas, capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 34,90.

Lançado originalmente como uma série de 18 contos escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski, The Witcher fez sucesso no mundo todo e em diferentes mídias: cinema, TV, jogos de tabuleiro e eletrônicos, e quadrinhos. É esta última, publicada nos Estados Unidos pela Dark Horse, que a Pixel traz para o Brasil.

Com roteiro de Paul Tobin e arte de Joe Querio, a edição brasileira de Witcher – A Casa de Vidro reúne as cinco primeiras edições originais e introduzem o leitor no universo de Geralt de Rívia, que viaja pela Floresta Negra e encontra um labirinto mal assombrado. As histórias são repletas de cenas de lutas, com intrigas políticas envolvendo diversas raças e espécies de animais.

The Witcher – A Casa de Vidro tem 144 páginas, capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 34,90.

Após a Bienal do Livro, ambos os lançamentos poderão ser encontrados em bancas e livrarias.

Pixels e a Turma da Mônica

E já que o tema do mês é a Turma da Mônica, dá para entender porque seus personagens são um case de sucesso, sempre se renovando e estabelecendo conexões com produtos divertidos.

A Mauricio de Sousa Produções está lançando uma parceria inédita com a Sony Pictures Entertainment para promover o lançamento do filme PIXELS, nova comédia de Adam Sandler (que esse editor ADORA – me julguem!).

A sinopse de Pixels é hilária: seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra. A Terra é atacada usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas.

O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 1980 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Pixels, é uma produção da Sony que evoca a memória afetiva de toda uma geração que aprendeu a gostar de games nos primeiros consoles “pré-históricos” dos anos 1980.

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O site dessa parceria é o http://turmadamonica.uol.com.br/monicapixel/ com informações do filme e com o imperdível “Limoeiro Invaders”, jogável aqui.  O novo longa de Adam Sandler estreia no dia 23 de julho, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, com cópias dubladas e legendadas em 2D e 3D.

Fantasma: Os Piratas do Céu é um retrato de sua época

O Fantasma capa

Aviso ao jovem leitor: antes de julgar O Fantasma – Piratas do Céu: A Saga Completa (Ediouro/Pixel, 130 páginas, R$ 16,90) por sua narrativa primitiva e roteiro folhetinesco, tenha em mente o seguinte:

As duas histórias que compõem o encadernado foram publicadas em tiras de jornal entre 1936-1937 e 1941-1942 – portanto, nos primórdios dos quadrinhos como os conhecemos hoje.

Isso explica por que há tanta redundância entre imagem e texto; por que a trama dá tantas voltas (era preciso fidelizar o leitor); e por que uma parte substancial dos quadros é desperdiçada para relembrar fatos que acabaram de acontecer (para o leitor da época, havia o hiato de um dia).

Mais que clássicas, as tramas de Piratas do Céu e A Volta dos Piratas do Céu são revolucionárias. Apesar de as mulheres poderem votar, nos Estados Unidos, desde 1920, estavam longe da igualdade conquistada décadas depois. Ainda assim Falk criou personagens fortes, donas do próprio destino e, curiosamente, vilãs implacáveis.

A certa altura, porém, o autor se deixa contaminar pelo espírito do seu tempo e conclui que, afinal de contas, não são tão duronas assim: tudo que elas querem é compreensão e um homem para chamar de seu.

Uma crítica que se pode fazer ao trabalho de Lee Falk é que A Volta… tem praticamente a mesma estrutura narrativa de Piratas do Céu: o Fantasma é confundido com o líder da quadrilha, é preso injustamente, liberta-se, assume sozinho o combate às vilãs, é preso novamente, tem sua vida poupada porque as chefonas apaixonam-se por ele, foge novamente, avisa a polícia, limpa sua reputação e desbarata a quadrilha.

Em defesa do Falk, o que se pode dizer é que, passados quatro anos entre uma história e outra, boa parte dos leitores havia sido renovada e que, àquela época, o acesso ao que havia sido publicado anteriormente era praticamente impossível.

Se hoje, com tantos recursos à disposição, a maioria dos leitores aceita que a origem dos super-heróis seja recontada de tempos em tempos, por que não naquela época?

É por tudo isso, por seus erros e acertos, por suas virtudes e defeitos, que O Fantasma: Piratas do Céu, A Saga Completa é um clássico que merece ser lido.

E aqui cabem os cumprimentos à Ediouro/Pixel por ter tido a coragem de relançar este material com acabamento caprichado e preço justo. É quase certo que o resultado irá surpreender a editora e que os leitores encontrarão mais desses clássicos nas bancas.

O Fantasma volta às bancas brasileiras

O Fantasma capa

O teaser que a Ediouro publicou em sua página do Facebook nesta semana não deixava muitas dúvidas. Hoje (16), a editora confirmou: o especial O Fantasma já está nas bancas.

A edição reúne duas importantes histórias do Espírito-que-Anda publicadas originalmente em tiras de jornais: Os Piratas do Céu (1936-1937) e A Volta dos Piratas do Céu (1941-1942).

Ambas as histórias têm como protagonistas as tais “piratas”, mulheres cheias de atitude e que transbordam sensualidade. O roteiro é de Lee Falk e a arte, de Ray Moore.

A Ediouro, por meio do selo Coquetel, caprichou na edição: são 128 páginas coloridas, papel especial e preço bacana de R$ 16,90.

A alegria dos fãs só não é completa porque se trata de uma lançamento especial, e não periódico. Quem sabe a editora se empolga com as vendas e decide trazer mais destes especiais para as bancas brasileiras.

2013: O que vem por aí (outras editoras)

LeYa: a editora confirmou para este ano o lançamento da primeira colocada no Prêmio Barba Negra, de 2011: Imaginário Coletivo, de Wesley Rodrigues (imagem acima). Quando foi anunciado o final da LeYa com a Barba Negra no final do ano passado, o editor Sandro Lobo garantiu que o compromisso assumido com os vencedores do concurso seria honrado. Sobre os outros dois colocados – Salalé e O Pássaro da Boa-Hora – não há informação.

Kalaco: O editor Franco de Rosa confirma os lançamentos para este ano, porém sem data definida, de duas produções nacionais: 3.000 Anos Depois, do “clã Deodato”: Deodato Borges e Mike Deodato Jr., e Família Titan, de Gian Danton (roteiro) e Joe Bennett (arte).

Zarabatana: a editora reprogramou para 2013 um lançamento previsto para 2012, Crônicas de Jerusalém, HQ canadense de Guy Delisle com uma visão bem humorada da convivência entre israelenses e palestinos. A Zarabatana vai publicar também mais um volume, o sexto, de Macanudo, do argentino Liniers.

Pixel: o selo de quadrinhos da Ediouro teve um 2012 bem agitado, com lançamento de revistas em formatinho e preço acessível de vários clássicos: Recruta Zero, Gasparzinho e Brasinha entre eles. Neste ano, a Pixel dará continuidade a estes títulos e está definindo os detalhes para uma edição especial comemorativa dos 70 anos dos primeiros desenhos animados da personagem Luluzinha.

HQs na Bienal do Livro de SP: Lançamentos da Pixel Media

Depois do lançamento da revista da Luluzinha clássica, em abril do ano passado, a editora do grupo Ediouro tomou gosto pela coisa. Um mês depois, foi a vez de Bolinha ganhar sua própria revista. Em fevereiro deste ano, chegou às bancas Recruta Zero e Outros Clássicos: além das histórias do soldado folgado, a publicação trouxe de volta personagens como Hagar O Horrível, Zezé & Cia, A Arca dos Bichos e Os Sobrinhos do Capitão.

Agora, a Pixel aproveita a Bienal do Livro de São Paulo para ampliar este portfólio. Durante o evento literário serão lançados três novos títulos: Riquinho, Gasparzinho e Popeye e seus amigos (veja todas as capas na galeria abaixo).

Os dois primeiros foram pensados prioritariamente para o público infantil – mas nada impede que os adultos também matem a saudade. Depois de mais de 20 anos afastados das bancas brasileiras, os personagens voltam com histórias completas em edições mensais.

Cada revista terá 52 páginas coloridas, formato 13,5 cm x 19 cm e preço de R$ 3,10.

Popeye e seus amigos é um caso à parte. O marinheiro brigão fez sua estreia pela Pixel em maio, numa história de página simples da revista do Recruta Zero. A partir deste mês, ganha título próprio em que serão publicadas, também, histórias clássicas de Krazy Kat, Belinda e Adalberto, Piadas do Pinduca, Hagar, Arca dos Bichos e Recruta Zero. Mensal e colorida, a revista terá 64 páginas e preço de R$ 4,50.

Apesar da semelhança entre os mixes, as revista do Popeye e Recruta Zero serão publicadas em paralelo. Alguns personagens, caso do Hagar, serão publicados em ambas; outros, vão se revezar entre as duas publicações.

Todas estas novidades estarão à disposição dos leitores em bancas de jornais a partir do dia 9 de agosto.

SERVIÇO:

A Bienal do Livro de São Paulo acontece de 9 a 19 deste mês no pavilhão do Anhembi. O ingresso custa R$ 12 — professores, bibliotecários, profissionais do livro, maiores de 60 anos e crianças com até 12 anos não pagam.

Para chegar, prefira o metrô. Há traslado gratuito para o pavilhão nas estações Barra Funda e Tietê. O estacionamento costuma ser caro e lotado.

Mais informações aqui.

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