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CCXP Tour Nordeste: lançamentos da Panini

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A Panini participa da CCXP Tour Nordeste (que começa hoje, dia 13, em Recife, e vai até domingo) e anuncia novidades. Confira:

Valente – Para onde você foi?, de Vitor Cafaggi: quinto volume da série Valente, a nova compilação de tiras inéditas retoma a história do jovem cãozinho com muito humor e sensibilidade (120 páginas, R$ 16).

Dodô, de Felipe Nunes: versão colorida da HQ publicada de forma independente em 2015, apresenta uma história sobre solidão, família, inconformismo e novas amizades (80 páginas, R$ 36).

Chico Bento – Arvorada, de Orlandeli: no 15º volume do selo Graphic MSP, Chico Bento aprende que nem tudo pode ser deixado pra depois, numa reinterpretação do clássico personagem cheia de momentos de amor, dor, humor, mistério e aprendizado (96 páginas, R$ 26,90 capa cartonada e R$ 36,90 capa dura).

Clássicos do Cinema Turma da Mônica nº 1 Horacic Park: compilação em capa dura de histórias da série Clássicos do Cinema – Turma da Mônica, com paródias de filmes de sucesso. Este primeiro volume – que deve ganhar periodicidade quadrimestral – reúne as HQs Horacic Park, Imundo Perdido e Horacic Park III (144 páginas, R$ 38,90).

Turma da Mônica Jovem 4 – Mônica e o Cavaleiro: Segundo encontro da Turma da Mônica com personagens de Osamu Tezuka, cinco anos depois da publicação da história que uniu pela primeira vez a obra dos dois ícones dos quadrinhos mundiais. Esta edição mostra o reencontro de Mônica e seus amigos com a Princesa Safiri na Terra de Prata (128 páginas, R$ 8,50).

Universo DC: Renascimento, de Geoff Johns, Gary Frank, Ethan Van Sciver e Ivan Reis: Edição única que dá início à nova fase da DC no Brasil. A partir daí, todos os títulos da editora serão zerados e novos serão lançados, como Mulher-Maravilha, Action Comics e Detective Comics. Na CCXP Tour, o estande da Panini vai estampar a caracterização dos personagens da DC nessa nova fase (116 páginas, R$ 13,90).

Como parte da programação da editora no evento, estão agendadas sessões de fotos com Mauricio de Sousa (dia 14, 13h30), autógrafos com Orlandeli (dia 15, às 14h30) e um painel com editores da Panini para apresentar as novidades e anunciar outros lançamentos (dia 16, ás 17h).

Papo de Quadrinho escolhe as melhores HQs de 2016

Papo de Quadrinho segue a tradição de elencar as melhores HQs do ano. Nunca é demais repetir: essa lista é tão subjetiva quanto qualquer outra. Ela apresenta as preferidas entre as HQs lidas pelos editores Jota Silvestre e Társis Salvatore.

Importante dizer que por maior que tenha sido nosso esforço, é possível que nossa leitura mal chegou a 10% de tudo que foi publicado. Vale lembrar que foi um ano de muitos lançamentos e pouco dinheiro.

Os critérios continuam os mesmos das listas anteriores: material inédito lançado no Brasil no ano que terminou – ou seja, importados e relançamentos ficaram de fora. As HQs desta lista são aquelas que, de algum modo, trouxeram algo de inusitado, surpreenderam e, por que não dizer, emocionaram os editores.

Dito nisso, esperamos que os leitores vejam esta seleção como um conjunto de obras que valem muito serem lidas.

Vamos a elas…

pau-e-pedra10. Pau e Pedra, de Paul Kuper (edição única, Quadrinhos na Cia)

Kuper usou toda sua experiência em HQs mudas (sem balões, recordatórios e onomatopeias) para fazer uma metáfora dos tempos atuais. Em pouco mais de 100 páginas, o autor versa sobre a perda da inocência, ganância, tirania, guerra e meio ambiente. Uma aula máster para leitores e, principalmente, criadores de quadrinhos.

monica-forca9. Mônica – Força, de Bianca Pinheiro (série, Panini/MSP)

O selo Graphic MSP continha marcando presença entre os melhores do ano. Desta vez, a talentosa Bianca Pinheiro enveredou por um lado pouco explorado da “dona da rua”. De forma nunca antes vista, Mônica tem que encarar problemas de gente grande, daqueles que não dá pra resolver na base da coelhada. Sensível e emocionante.

ore-monotagari8. Ore Monogatari!! (Minha História), de Aruko e Kazune Kawahara (série bimestral, Panini)

Ore Monogatari está para o shojo (mangás românticos “para meninas”) assim como One Punch Man (veja abaixo) está para o shonen (mangás de aventura “para meninos”). É uma paródia que não deve ser levada a sério exceto como uma ironia às fórmulas sacramentadas desse gênero. A trama foca em Takeo Gouda, um cara gente fina, mas meio bronco e completamente ingênuo, enquanto seu melhor amigo, Makoto Sunakawa – este sim, o galã idealizado de shojo – é pouco mais que um coadjuvante. Divertidíssimo!

one-punch-man7. One Punch Man, de One e Yusuke Murata (série bimestral, Panini)

One Punch Man nasceu como uma webcomic escrita e garranchada pelo jovem One, até que Murata reconheceu seu potencial e assumiu a arte para a versão impressa. Hoje, é um dos mangás mais vendidos do mundo e ganhou um anime de enorme sucesso. Saitama treinou seu corpo até perder os cabelos (literalmente!) e o que deveria ser uma virtude se transformou num problema: como ele derrota todos inimigos com apenas um soco, vive em busca de um adversário à altura. Uma divertida paródia dos mangás e animes de super-heróis com poderes estranhos, vilões bizarros e destruição em massa.

nimona6. Nimona, de Noelle Stevenson (edição única, Intrínseca)

Num reino meio medieval, meio high-tech, os papéis de vilão e herói são definidos pelos governantes. A transmorfa Nimona chega para auxiliar o “maléfico” Lorde Ballister Coração Negro a derrotar seu ex-amigo e arqui-inimigo, o “virtuoso” Sir Ambrosius Ouropelvis. Mais que isso, Nimona subverte a ordem estabelecida, evidencia quem é o verdadeiro inimigo e faz aflorar o melhor que cada personagem traz dentro de si.

sopa-de-salsicha5. Sopa de Salsicha, de Eduardo Medeiros (edição única, Quadrinhos na Cia)

Medeiros apresenta retratos bem-humorados do seu cotidiano, entremeados com momentos de sua vida e carreira. Impressiona a capacidade que o autor tem de rir de si mesmo. No fundo, é um álbum sobre amor, capacidade criativa e transformação. A cereja do bolo são as “participações especiais” de artistas como Marcelo Campos, Rafael Albuquerque, Gustavo Duarte e os gêmeos Moon e Bá.

stan-lee4. Incrível, Fantástico, Inacreditável, de Stan Lee, Peter David e Colleen Doran (edição única, Novo Século)

Esta biografia em quadrinhos de Stan Lee, que acaba de completar 94 anos, reflete a personalidade bem-humorada do biografado e brinca o tempo todo com seu ego superinflado. A vida de Lee é revista desde a infância até as recentes aparições no cinema. Polêmicas não foram esquecidas, como as conhecidas desavenças com os artistas Jack Kirby e Steve Ditko. A arte faz uso de ótimas soluções narrativas, como a reprodução das capas e quadros de revistas antológicas da Marvel.

lei-de-murphy3. A Lei de Murphy, de Flavio Soares (edição única, Jupati Books)

Com roteiro que daria fácil uma série de TV, embalado pela arte competente e uma narrativa que prende o leitor até o último quadro, Flavio Soares criou uma nova perspectiva para o gênero de super-heróis. O advogado Douglas Murphy defende meta-humanos que se metem em problemas com os poderes recém-adquiridos. Mas ele não é nenhum Matt Murdock; ao contrário, Murphy vê nisso uma oportunidade para ficar rico e famoso, até que um caso estranho faz com que o advogado revele segredos inesperados até o ato final.

capitao-gralha2. As Aventuras Perdidas do Capitão Gralha, vários autores (edição única, Quadrinhópole)

No melhor estilo de O Escapista, de Michael Chabon, um grupo de quadrinhistas curitibanos criou o herói fictício Capitão Gralha, que teria tido suas histórias publicadas na Era de Ouro. A ideia inicial era criar um background para um novo personagem, O Gralha, que viria a ser publicado em tiras de jornal. Só que a biografia do criador imaginário, Francisco Iwerten, foi tão bem elaborada que ele chegou a ser indicado a uma premiação de quadrinhos e, consta, estava prestes a virar enredo de escola de samba antes que os autores revelassem a verdade. O álbum reúne as aventuras “recuperadas” nos anos 40 e captam com precisão o espírito daquela Era.

coisas-de-adornar-paredes1. Coisas de Adornar Paredes, de José Aguiar (edição única, Quadrinhofilia)

De tão simples, a ideia chega a ser genial. Nesse álbum, José Aguiar (um dos autores envolvidos com o Capitão Gralha, acima) explora a relação das pessoas com azulejos, quadros, santos e tudo aquilo que se usa para decorar as paredes. Não bastasse a edição caprichada, a arte aquarelada em tons de cinza e a visão poética de Aguiar sobre um tema tão prosaico, a HQ explora de forma magistral a metalinguagem. O personagem Chico é o autor dos contos apresentados, que se desenvolvem à medida que ele se relaciona com os colegas de trabalho.

Para encerrar, fica a dica de outros títulos que adoramos e não podem deixar de ser lidos:

São Paulo dos Mortos – vol. 3, de Daniel Esteves (série, independente);

Pieces – Partes do Todo, de Mario Cau (série, Jupati Books);

Finório, de Marco Oliveira (edição única, Zarabatana Books);

Cadernos de Viagem, de Laudo Ferreira Jr. (edição única, Devir);

Bidu – Juntos, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho (série, Panini/MSP);

Ajin, de Tsuina Miura e Gamon Sakurai (série bimestral, Panini);

Repeteco, de Bryan Lee O’Malley (edição única, Quadrinhos na Cia).

Quadrinhos na Bienal do Livro SP: Panini

A grande novidade da Panini para o evento literário é o primeiro volume do selo Millarworld, O Legado de Júpiter, anunciado na Comic Con Experience do ano passado.

Marvel e DC ganham alguns encadernados de luxo, e o selo de mangá anuncia dois lançamentos.

Pela Mauricio de Sousa Produções, a Panini lança um novo volume do selo Graphic MSP e um livrão com passagens da vida do criador da Turma da Mônica retratadas por vários autores nacionais. Confira:

Mauricio de Sousa

Veja detalhes aqui.

Millarwolrd

paninijupiterO Legado de Júpiter, de Mark Millar e Frank Quitely (140 páginas, capa dura, R$ 45): Chloe e Brandon são os filhos dos maiores heróis do mundo. Eles conseguem ficar à altura de seus pais? Era um tempo mais simples para os super-heróis, uma época em que, apesar das dificuldades, era fácil distinguir o objetivo principal dos heróis: o bem da comunidade. Hoje, o mundo mudou, novas crises o ameaçam e super seres diferentes cuidam dele. Entretanto, certos valores são difíceis de morrer… Edição original: Jupiter’s Legacy 1-5.

Marvel

paninixmenFabulosos X-Men – Destroçados, de Brian Bendis e Irving Bachalo (148 páginas, capa dura, R$ 28,90): De volta às aulas, os Fabulosos X-Men, que já sentiram na pele o que acontece quando seus poderes estão fora de controle, decidem que isso não pode se repetir. Um deles aprende que, após deixar a equipe, o mundo “lá fora” pode ser um lugar cruel; outro, por sua vez, aprende o que significa ser um x-man de verdade. Ciclope e Magneto finalmente acertam suas contas e um antigo membro da equipe se junta à SHIELD para vigiar os X-Men. Edição original: Uncanny X-Men 12-17.

paninidemolidorDemolidor – O Rei da Cozinha do Inferno, de Brian Bendis e Alex Maleev (Coleção Marvel Deluxe – 356 páginas, capa dura, R$ 99): O segredo mais obscuro de Matt Murdock vem à tona e ele trava uma batalha legal contra o veículo responsável pela bombástica revelação de sua identidade secreta como Demolidor. O Escritório de Advocacia Nelson & Murdock se torna o alvo perfeito, dentro e fora dos tribunais, para todos os vilões e patifes. A Cozinha do Inferno está em ebulição e o Homem Sem Medo terá de adotar uma nova e ousada postura para lidar com o submundo nova-iorquino. Edição original: Daredevil 41-50 e 56-60.

DC Comics

paninigothamGotham DPGC: Alvos Fáceis, de Ed Brubaker e Greg Rucka (292 páginas, capa dura, R$ 80): O Coringa está aterrorizando Gotham City na época de Natal e executando pessoas aleatoriamente com um rifle. E ninguém, do prefeito ao cidadão mais comum, está a salvo. A caçada começa, mas uma atitude desconcertante do Palhaço do Crime deixa todos perplexos. E ainda nesse volume: a história da garota que tem como trabalho ligar o batsinal; uma série de assassinatos que acaba chamando a atenção da Caçadora; e um velho caso que ameaça piorar a vida do detetive Harvey Bullock.

paninisuicidaEsquadrão Suicida: Chute na Cara, de Adam Glass, Federico Dallocchio e Clayton Henry (164 páginas, capa dura, R$ 29,90): Eles são supervilões recrutados em prisões e enviados em missões secretas e potencialmente mortais em troca de redução em suas penas. Nanobombas são instaladas em seus pescoços para mantê-los sob controle e cada um ali é inteiramente dispensável. Sua primeira missão consiste em enfrentar uma horda de sessenta mil pessoas completamente descontroladas. Primeiro arco da equipe no universo de Os Novos 52.

Planet Mangá

paniniyokaiYo-kai Watch 1, de Noriyuki Konishi (104 páginas, R$ 8,90. Acompanha adesivo exclusivo): Natham Adams era um estudante normal, que levava uma vida pacata até o dia em que acabou libertando um Yo-kai e ganhando um estranho objeto chamado Yo-kai Watch. Com ele, Natham passou a enxergar seres fantásticos normalmente invisíveis aos humanos, e resolveu fazer amizade com eles. Série mensal em andamento no Japão, onde tem 10 volumes publicados até o momento.

paniniajinAjin – Demi-Human 1, de Tsuina Miura e Gamon Sakurai (232 páginas, R$ 17,90): Kei Nagai está focado nos seus estudos para entrar em uma Faculdade de Medicina, e vive uma vida mediana com falsos amigos enquanto pensa apenas em como vencer na vida, até o dia em que descobre ser um Ajin, uma entidade imortal. Encurralado pela polícia e pela sociedade, que sai à sua caça para submetê-lo a experiências científicas, seu único aliado é Kai, um antigo amigo de infância com quem havia cortado relações. Série bimestral em andamento no Japão, com 8 volumes publicados até o momento.

Quadrinhos na Bienal do Livro SP: Mauricio de Sousa

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Como de costume, várias editoras reservaram lançamentos com a Turma da Mônica para o evento literário, que acontece em São Paulo de 26 de agosto a 4 de setembro no Anhembi.

Para os leitores de quadrinhos, os que mais devem interessar são os títulos da Panini (veja galeria completa de capas abaixo):

Memórias do Mauricio: Vinte e cinco momentos marcantes do criador da Turma da Mônica, da infância aos dias atuais, retratados por alguns dos mais talentosos quadrinhistas brasileiros. (212 páginas, R$140,00)

Graphic MSP: Mônica – Força: Nesse 12º título da coleção em que autores imprimem sua visão autoral aos personagens de Mauricio de Sousa, Mônica terá que enfrentar seu maior desafio, e não poderá ser na base da coelhada. Roteiro e arte da premiada Bianca Pinheiro (80 páginas, R$ 34,00(capa dura) e R$ 23,00 (capa cartonada)

Editoras de diversos segmentos também apresentam seus lançamentos em parceria com a Mauricio de Sousa Produções:

Magali em outras Vidas: Retrata a história de vidas passadas e um antigo romance da Magali, que tem se repetido de geração em geração (Editora Boa Nova, 56 páginas, R$ 31,90)

Contos da Carochinha: Uma compilação de 14 contos: A Bela e a Fera, Gulliver, Cachinhos Dourados, Os Três Porquinhos, A Princesa Arrogante, João e o Pé de Feijão, A Princesa e a Ervilha, O Sapateiro e os Duendes, Alice no País das Maravilhas, Pinóquio, Romeu e Julieta, O Mágico de Oz, O Flautista de Hamelin e As Doze Princesas Dançarinas (Editora Girassol, 240 páginas, R$ 59,90)

As Aventuras de Ulisses em Versos de Cordel: Um épico inesquecível, em poesia bem narrada com sextilhas de cordel e ricamente ilustrada, sobre as viagens de Ulisses e sua volta à pátria amada (Melhoramentos, 64 páginas, R$ 54)

Turma da Mônica Visita o Papa: Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento, depois de uma dica do amigo Vitinho, inscreveram-se em um concurso para conhecer Roma, na Itália, e o Vaticano, onde vive o Papa Francisco. (Editora Santuário, 48 páginas, R$ 19,90)

A Cozinha Caipira de Chico Bento: Graças às receitas do Chef Jefferson Rueda, A cozinha caipira do Chico Bento possibilita que o imaginário e a cultura gastronômica do interior de muitas cidades do Brasil encontrem eco em nossas mesas, e nos façam recordar de um tempo mais puro, constituindo um estímulo à busca de uma cozinha mais natural e saborosa, porém com um toque urbano e contemporâneo (Senac Editora, 120 páginas, R$ 76,90)

Turma da Mônica & Você: lançamento exclusivamente virtual, que só pode ser adquirido pelo site www.dentrodahistoria.com.br. Por meio dele, a criança cria seu próprio personagem, selecionando características como roupa, cor de pele, cabelo, olhos e acessórios, que fará parte de uma história com a Turma da Mônica (Dentro da História, 28 páginas, R$ 40).

Com tantas novidades, Mauricio de Sousa tem uma agenda cheia dentro da Bienal do Livro de SP, que inclui bate-papos, sessões de autógrafos e performance de personagens. A agenda completa estará disponível em breve no endereço turmadamonica.com.br/binaldolivro.

Veja aqui como visitar a Bienal do Livro de SP.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2015

Depois da lista de Melhores HQs estrangeiras, chegou a hora das nacionais.

Num ano de produção vasta e qualificada, amplificada pela realização de dois importantes eventos, FIQ e CCXP, selecionar apenas 10 obras não foi uma tarefa fácil.

Nunca é demais repetir: os livros abaixo são os preferidos entre aqueles lidos pelos editores do blog – um volume muito aquém de toda a produção anual.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2015, em ordem alfabética:

DodôDodô (Felipe Nunes – Independente)

Felipe Nunes é considerado um dos expoentes da nova geração de quadrinhistas brasileiros, uma geração que tem muito a dizer. Depois do excelente e premiado Klaus, o autor volta a explorar o universo infantil. Desta vez, pelos olhos de Lola, menina de seis anos que não vai à escola, não tem amigos e recebe pouca atenção da mãe. Até que num belo dia ela encontra um (amigo imaginário?) Dodô. De simples distração, o pássaro se converte no gatilho que vai explodir emoções e segredos há muito guardados. A forma como Nunes trabalha o sentimento de rejeição é um soco no estômago no leitor.

Dois IrmãosDois Irmãos (Fabio Moon e Gabriel Bá – Cia. das Letras)

A obra adapta o livro de Milton Hatoum, de 2000, sobre dois gêmeos de família libanesa residente em Manaus. É o primeiro trabalho conjunto da dupla de irmãos desde Daytripper, de 2011. Diferentes e rivais desde muito cedo, Yaqub e Halim são como luz e sombra – um recurso gráfico que os autores exploram não só na relação entre eles, mas também, e principalmente, no detalhamento da arquitetura de Manaus, onde se passa grande parte da história. Moon e Bá traduziram com maestria a densidade da narrativa de Hatoum para a nona arte e preencheram algumas lacunas que antes viviam apenas na imaginação dos leitores da obra original.

Limiar Dark MatterLimiar: Dark Matter (Luciano Salles – Independente)

Luciano Salles optou por encerrar a trilogia iniciada em O Quarto Vivente e seguida por L’Amour: 12 Oz com uma ficção científica. Os amigos Carino e Nádio pretendem honrar – e vingar – um terceiro integrante da sua confraria, Amerício, “memorizado” por desafiar as regras de uma sociedade controladora. Neste futuro distópico, a “matéria escura” do título – um elemento cósmico que desafia a Ciência até hoje – encontra-se sintetizada numa espécie de alucinógeno que amplia os sentidos dos dois amigos e os incita a se lançarem numa aventura suicida. Na comparação com os demais trabalhos de Luciano, Dark Matter talvez seja o que tem a narrativa mais linear, mas não menos intrigante. E sua arte, como sempre, é arrebatadora.

Louco FugaLouco – Fuga (Rogério Coelho – MSP Produções/Panini)

Esta é mais que uma aventura nonsense, como costuma acontecer nas recorrentes participações especiais do Louco nas revistas da Turma da Mônica. Rogério Coelho lança mão de sua vasta experiência como ilustrador para contar uma história que homenageia a arte de contar histórias. Na trama, o Louco é o herói de seu mundo interior, onde precisa salvar o pássaro mágico – que inspira todos os escritores – das garras dos Guardiões do Silêncio. Isso se dá numa narrativa que mistura metalinguagem, lirismo, diagramação ousada, cenários fantásticos, traços e cores que remetem aos livros de fábulas.

Mil Léguas TransamazônicasMil Léguas Transamazônicas (Will e Spacca – Independente)

Quando dois visionários se encontram, o resultado não pode ser menos que impressionante. Isso vale para o encontro fictício do Barão de Mauá e Júlio Verne, e também para a dupla de autores, Will e Spacca. A obra é uma mistura tão bem elaborada de ficção e pesquisa histórica que fica difícil distinguir onde termina uma e começa a outra. A trama, que envolve a exploração do Rio Amazonas em pleno Segundo Império no barco voador Uirapuru, tem intrigas políticas, a lenda das guerreiras amazonas e até um certo “Diabo Coxo” que embarca meio que acidentalmente na aventura. Esse último elemento faz de Mil Léguas Transamazônicas uma homenagem não só à História do Brasil e à ficção científica, mas também ao próprio desenvolvimento da nona arte no País.

O Astronauta de PijamaO Astronauta de Pijama (Samantha Flôor – Marsupial Editora)

A autora mergulha fundo no imaginário infantil ao acompanhar a aventura do garoto que precisa resgatar seu gato das entranhas de um simpático e imaginário monstro. O recurso da ausência de texto, que estende a leitura para todas as idades, é compensado de forma competente pela expressividade dos personagens e o dinamismo da narrativa.

Por mais um dia com ZapataPor Mais um Dia com Zapata (Daniel Esteves, Alex Rodrigues e Al Stefano – Zapata Edições)

A obra refaz os passos do revolucionário mexicano Emiliano Zapata desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca. A história é contada pelo ponto de vista de “Brasileño”, personagem fictício que faz o elo entre a Revolução Mexicana e o massacre da comunidade de Canudos, ocorrida no interior da Bahia em 1896. A convergência de duas linhas temporais distintas forma um mosaico que lança um novo olhar sobre este importante momento histórico da América Latina.

Quando a Noite fecha os OlhosQuando a Noite Fecha os Olhos (André Diniz e Mário Cau – Independente)

A diversidade tratada de forma honesta e sensível. Não se pode esperar menos dos dois autores que, com carreiras consagradas, realizam seu primeiro trabalho conjunto. Camilo vive uma noite eterna e tem como companhia apenas os objetos de seu quarto. Quando as circunstâncias se impõem, ele precisa enfrentar demônios internos e externos para finalmente se libertar. O recurso narrativo de usar o clima e objetos inanimados para expor a psique do personagem é, se não inédito, de uma beleza ímpar.

Steampunk LadiesSteampunk Ladies – Vingança a Vapor (Zé Wellington, Di Amorin e Wilton Santos – Editora Draco)

Rabiosa e Sue foram unidas pelo destino, pelo desejo de vingança e pela percepção que, juntas, têm mais chance de enfrentar o inimigo comum e impedir o fantástico assalto a um trem blindado. O roteiro é muito bem construído, sem sobressaltos e diálogos que soam naturais. Os autores optaram pelo ambiente clássico do faroeste: cidades pequenas, amplos desertos, abismos inexpugnáveis. Os flashbacks funcionam de forma orgânica e lembram alguns bons filmes do gênero. Em termos de qualidade – de roteiro, arte, produção editorial e gráfica – Steampunk Ladies não perde em nada para álbuns norte-americanos e europeus de faroeste.

Turma da Mônica – Lições (Vitor e Lu Cafaggi – MSP Produções/Panini)

Como o próprio nome evoca, Lições versa sobre o aprendizado. Partindo da metáfora da lição de casa, os autores colocam os personagens numa situação em que precisam aprender a arcar com as consequências de seus atos. Um olhar mais atento revela que a HQ fala da dor do crescimento. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estão agora no primeiro ano do Ensino Fundamental; eles cresceram e perderam o direito à impunidade para certos tipos de travessura. O castigo arranca as crianças da sua zona de conforto e as obriga a ver que o mundo é muito maior do que seu restrito círculo de amizades. O final aberto deixa uma mensagem de que crescer é difícil, sim, mas, ao mesmo tempo, é como se o mundo escancarasse uma janela de infinitas oportunidades. Turma da Mônica – Lições é quadrinho de gente grande, criado por dois irmãos que atingiram a maturidade artística, mas nunca perderam o olhar de criança sobre todas as coisas.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs estrangeiras de 2015

Em nome da tradição, Papo de Quadrinho lista as melhores HQs publicadas no Brasil em 2015, na opinião dos editores.

Como sempre, o critério foi: HQs inéditas publicadas no País no ano que termina – ou seja, importados e relançamentos ficaram de fora.

E mais importante: só entraram na seleção as HQs lidas pelos editores. Apesar dos nossos esforços, não conseguimos ler mais que 200 lançamentos durante o ano, o que deve representar cerca de 10% do total (em 2014, o HQ Mix listou mais de 1.700 títulos, isso num ano sem FIQ e CCXP).

Portanto – nunca é demais lembrar – essa lista não tem a pretensão de ser definitiva. Pense nela como um conjunto de dicas de amigos tão apaixonados pela nona arte quanto você, leitor.

Abaixo, seguem, em ordem alfabética, nossa lista de Melhores HQs estrangeiras publicadas no Brasil em 2015. Nos próximos dias, publicaremos nossa preferência dentro da grande e qualificada safra nacional.

Criminosos do SexoCriminosos do Sexo – Vol. 1 (Matt Fraction e Chip Zdarsky – Devir Editora)

Fraction transformou as reações físicas do corpo durante o orgasmo numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. A história deste primeiro volume é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco. Uma HQ divertida e envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar.

Entrevista com o VampiroEntrevista com o Vampiro – A História de Cláudia (Ashley Marie Witter – Editora Rocco)

Mais que uma simples adaptação, a HQ se propõe a recontar o clássico de Anne Rice sob o ponto de vista de Cláudia, a menina transformada em vampira num arroubo de carência e irresponsabilidade de Louis e Lestat. O livro original dá conta de explorar o drama da imortal que envelhece num corpo de criança; a HQ se propõe a ir ainda mais longe ao retratar, em primeira pessoa, as hostilidades crescentes com Lestat, o amor por Louis e a necessidade cada vez maior de descobrir a origem de sua espécie – com consequências nada boas, como bem sabem os leitores das Crônicas Vampirescas.

O PerfuraneveO Perfuraneve (Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette – Editora Alpeh)

Um cataclisma nuclear reduziu a humanidade a alguns poucos milhares de sobreviventes que conseguiram embarcar num moderno trem. O Perfuraneve, como é chamado, tem um sistema autossustentável, o que lhe garante seguir indefinidamente pelos trilhos que cortam parte do globo terrestre. Por meio dessa parábola distópica, os autores demonstram que a humanidade não aprende nada com os próprios erros: o Perfuraneve mantém um sistema autoritário que preserva a divisão de classes sociais e, para isso, utiliza as mesmas velhas ferramentas: força, mídia, religião e medo. A HQ foi adaptada para o cinema, exibido no Brasil recentemente.

O Trem dos ÓrfãosO Trem dos Órfãos (Phillipe Charlot e Xavier Fourquemin – Edições Besourobox)

“Orphan Train Riders” foi um programa iniciado na segunda metade do século 19 que pretendia resolver dois problemas: a quantidade de crianças abandonadas nas metrópoles do leste dos Estados Unidos e a necessidade de mão de obra barata para trabalhar nas lavouras do oeste. Esse importante, porém desconhecido, evento social americano é narrado a partir do ponto de vista de um garoto que precisa tomar conta da irmã e sobreviver num ambiente de rigor religioso e competição juvenil. É uma história também de autoconhecimento, de um idoso que busca se reencontrar depois de décadas de rancor pela traição de um amigo.

ParasyteParasyte (Hitoshi Iwaaki – Editora JBC)

Esse mangá chega ao Brasil com mais de 25 anos de atraso, motivado, provavelmente pela recente adaptação para anime pela produtora Madhouse. Antes tarde que nunca! Parasitas criados para dar um basta aos danos causados pela humanidade ao meio ambiente começam a invadir corpos e se alimentar de outras pessoas. No caso do jovem estudante Shinichi Izumi, algo inusitado acontece e o parasita se aloja em sua mão direita. A partir daí, os dois seres passam a viver uma relação conflituosa, porém simbiótica. Parasyte chama atenção pelo contraste entre humor, terror e drama. A arte de traços simples e limpos provoca ainda mais estranheza no leitor. Acaba de chegar às bancas a 5ª edição, de um total de 10.

PlanetesPlanetes (Makoto Yukimura – Panini)

Planetes talvez seja uma das melhores definições de space opera: uma “novela” espacial que apresenta um admirável mundo novo, quando a humanidade desenvolveu a tecnologia para colonizar a Lua e se prepara para explorar os recursos naturais de outros planetas do Sistema Solar. Como toda boa ficção científica, Planetes é centrado em pessoas: o futuro e a ciência são artifícios para expor o comportamento humano nesse novo ambiente. A história começa centrada em três amigos astronautas, “lixeiros espaciais”, e aos poucos vai se aprofundando no drama, motivações e relações pessoais e amorosas deles. O quarto e último volume chegou às bancas há poucos dias.

SnowdenSnowden – Um Herói do Nosso Tempo (Ted Rall – WMF Martins Fontes)

A HQ desvenda a personalidade, a biografia e os feitos do protagonista de um dos maiores escândalos do início deste século: Edward Snowden, responsável por revelar ao mundo os abusos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contra a privacidade de milhões de cidadãos do mundo todo. Ted Rall usa seu estilo cartunesco para retratar os personagens em uma obra que se assemelha mais a um livro ilustrado que a uma história em quadrinhos. A obra trata de um assunto polêmico sem ser pedante ou didática. Pelo título, já dá para perceber o posicionamento do autor em relação ao tema, mas nem por isso ele deixa de apresentar o ponto de vista daqueles que consideram Snowden um traidor, e deixa para o leitor o papel de formar sua própria opinião.

TarzanTarzan – Contos da Selva (Vários autores – Pixel Media)

Uma releitura moderna, por meio do trabalho de por 12 artistas, de contos que integram a mitologia criada por Edgar Rice Burroughs – entre eles, o brasileiro Sérgio Cariello. A graça de Contos da Selva está não só na qualidade dos roteiros e artes, mas justamente na diversidade de estilos que traduzem a obra de Burroughs para novos leitores, sem deixar de lado o respeito ao texto original. As histórias mostram como Tarzan precisou conquistar o respeito dentro da comunidade de primatas que o criaram, seus desafios pessoais, o sentimento de rejeição e os primeiros interesses amorosos.

Terra FormarsTerra Formars (Yu Sasuga e Ken-ichi Tachibana – Editora JBC)

Prevendo problemas com a superpopulação mundial, nações se unem em torno de um ambicioso projeto: colonizar Marte. Para tornar a árida superfície do planeta vermelho habitável, ela é bombardeada com uma mistura de algas e insetos. Séculos depois, os humanos descobrem que os insetos – baratas, no caso – não só se reproduziram, como também evoluíram para a forma uma humanoide com inteligência razoável e incrível poder de adaptação. E, aparentemente, elas têm pelos humanos a mesma ojeriza que provoca neles. As missões enviadas para enfrentar o problema são compostas por astronautas infectados por diferentes insetos e animais. Em alguns momentos, Terra Formars assume as características de um típico shonen, com cada astronauta manifestando um incrível poder. E os autores ainda dedicam um tempo a explicar as características básicas do inseto ou animal que se manifesta nos personagens. Uma ótima e divertida ficção científica. Já foram publicados 5 volumes de um total de 15.

Uma Vida ChinesaUma Vida Chinesa (P. Otié e Li Kunwu – WMF Martins Fontes)

Uma verdadeira aula de História moderna da China em quadrinhos. Esse primeiro volume cobre o governo de Mao Tsé-tung, desde a tomada do poder (1949) até sua morte (1976). Tudo isso pelo ponto de vista do autor, representado pelo garoto Xiao Li. O foco humano ajuda a entender como tantos chineses não só suportaram, mas também apoiaram, com enorme veneração, um regime severo, marcado pelo Grande Salto e pela Revolução Cultural, e que matou milhões de camponeses de fome e expurgou outros milhares.

Um sábado na CCXP 2015

ccxp2015

A foto acima ilustra bem como foi o sábado (5) dessa segunda edição da Comic Con Experience (CCXP). Pavilhão lotado e filas para todo lado. E isso é bom.

Por melhor que seja a organização oficial e dos expositores, não há como evitar filas e aglomerações num evento que seguramente atingiu a expectativa de 120 mil visitantes (média de 30 mil pessoas por dia).

O lado positivo nem é pelo sucesso da CCXP 2015, mas o quanto ela serve de termômetro do mercado de cultura pop.

A maioria dos visitantes foi de consumidores de produtos geek; os que ainda não são, certamente o serão, impactados que foram pela exuberância exibida pelas empresas. Não importa que não tenham comprado nada durante o evento, pois é quase certo que comprarão em algum momento depois dele.

Foi a crença nesse mercado aquecido e seu potencial de crescimento que levou um grupo de empreendedores a investir num evento brasileiro capaz de atrair os grandes estúdios mundiais de entretenimento, as principais editoras de quadrinhos e ficção científica do País, uma quantidade recorde de quadrinhistas nacionais, um grande número de astros internacionais dos quadrinhos, cinema e TV, e mais de 100 mil visitantes.

Há poucos anos, algo assim parecia inimaginável.

Falhas

Sim, houve problemas. O acesso era difícil: pelo menos meio quilômetro de caminhada entre o credenciamento e o pavilhão, a maior parte dela por meio de uma passarela estreita. É impraticável para pessoas com algum tipo de problema de locomoção.

Visitantes e jornalistas especializados narram problemas sérios na organização dos painéis e sessões de autógrafos mais concorridos, em especial os dos astros da série Jessica Jones, Krysten Ritter e David Tennant.

Não se deve minimizar essas e outras queixas, mesmo num evento com a complexidade da CCXP. As falhas precisam ser divulgadas e corrigidas. Quero acreditar que os organizadores estarão atentos às reclamações e evitarão que os mesmos problemas se repitam na próxima edição.

Artists’ Alley

A área reservada aos artistas era um oásis no pavilhão. Menos muvucada e repleta de gente talentosa apresentando e vendendo seus trabalhos. Não é exagero dizer que o Artists’ Alley da CCXP 2015 reuniu o melhor da atual produção nacional de quadrinhos.

Até lá havia filas, concentradas nas mesas de artistas internacionais como Kevin Maguire, Mark Waid e David Finch, e nas de alguns nacionais mais conhecidos do grande público.

Tirando isso, as mesas eram bastante acessíveis, assim como os artistas. Foi uma oportunidade única não só para comprar ótimas HQs, mas também interagir e conhecer melhor estes profissionais – para quem ainda não conhecia – ou simplesmente reencontrar os amigos.

Panini

O único painel a que assisti reservou uma agradável surpresa: a aparição sem aviso do artista americano Jim Lee, hoje um dos chefões criativos da DC Comics. Simpático o tempo todo em que permaneceu lá (uns 15 minutos), ainda presenteou um aniversariante da plateia com um desenho exclusivo.

Lee elogiou a produção brasileira de quadrinhos e citou nominalmente alguns artistas. Disse que apesar da “vibe” por quadrinhos de super-heróis no Brasil, conheceu e elogiou os trabalhos de outros gêneros que vêm sendo feitos por aqui.

A editora anunciou alguns títulos da Marvel, DC, Vertigo e Mauricio de Sousa que serão lançados no próximo ano. Revelou duas parcerias que estão sendo desenhadas: com a editora Stout Club, de Rafael Albuquerque, e outra com o humorista e apresentador Danilo Gentili. Sem muitos detalhes, no momento.

O auditório quase veio abaixo mesmo com o anúncio de dois lançamentos da linha de mangás da Panini: Vagabond, que será republicado desde o número 1, e o muito aguardado One Punch Man. A editora também vai relançar a série interrompida A Face Oculta, da Bonelli, num megaencadernado.

Em resumo

O fato é que a CCXP cresceu muito em relação à primeira edição, em todos os sentidos: expositores, área, atrações, quantidade e notoriedade dos convidados.

Mas o que mais cresceu mesmo foi o interesse do público, e a impressão que fica é que foi ainda maior do que estimado pelos organizadores. Agora eles têm o chamado “bom problema” nas mãos: adaptar a estrutura do evento a esse público, que tende a continuar aumentando.

Uma alternativa – complexa e cara, admito – seria esticar a CCXP numa maior quantidade de dias, dos atuais quatro para pelo menos seis.

Claro que o final de semana continuaria concentrando a maior parte do público, mas mais dias podem ajudar na distribuição dos visitantes e minimizar parte das filas e aglomerações. Só para lembrar, as Bienais do Livro do Rio e São Paulo duram 11 dias.

Novas HQs de “Star Wars” chegam ao Brasil pela Panini

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A editora aproveitou a realização da Bienal do Livro do Rio para anunciar o lançamento em bancas de duas novas revistas mensais: Star Wars e Star Wars Darth Vader. Trata-se de histórias inéditas, produzidas pela Marvel depois que readquiriu os direitos de publicação que estavam com a Dark Horse.

Star Wars foi lançada nos Estados Unidos em janeiro e a vendeu quase um milhão de exemplares naquele mês. Darth Vader saiu no mês seguinte. Desde então, ambos os títulos – mais Princess Leia, ainda não anunciada por aqui – têm se mantido entre as 10 mais vendidas a cada mês, com vendas superiores a 100 mil exemplares.

A trama das duas revistas é ambientada na época da trilogia clássica da saga. Star Wars, com roteiro de Jason Aaron e arte de John Cassaday, se passa logo após a destruição da Estrela da Morte. Luke Skywalker e os rebeldes conquistaram sua mais importante vitória ao destruir a Estrela da Morte, porém o Império Galáctico ainda não foi derrotado.

Luke, Princesa Leia, Han Solo, Chewbacca, C-3PO e R2-D2, junto com o resto da Aliança Rebelde, formam a trupe que enfrenta os desafios de uma galáxia dominada pelo Império em batalhas contra as forças malignas de Darth Vader e seu líder, o Imperador.

Darth Vader, escrito por Kieron Gillen e desenhado por Salvador Larroca, se dá no mesmo momento cronológico e explora como o Lorde Negro dos Sith tenta se redimir da destruição da Estrela da Morte, enquanto busca o jovem rebelde que definiu a batalha de Yavin.

Para comemorar o lançamento, a Panini preparou capas variantes e metalizadas para a primeira edição das duas revistas. Ambas terão 48 páginas, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 6,90 (a versão com capa metalizada sai por R$ 11,90). Star Wars e Star Wars Darth Vader começam a chegar às bancas de todo o Brasil neste final de semana, dia 11.

Álbum de figurinhas de “Vingadores – Era de Ultron” já está nas bancas

Vingadores-Ultron-álbum

Boa notícia para quem gosta de colecionar. A Panini lançou neste mês o álbum de figurinhas do blockbuster Vingadores – Era de Ultron, que estreou no Brasil no último dia 23 (leia nossa crítica do filme aqui).

Atenção: não confundir com outro álbum lançado pela Ed. Abril, também nas bancas, baseado no desenho animado Vingadores Unidos.

São mais de 190 cromos, sendo 24 metalizados e 24 com moldura em impressão diferenciada.

Diferentemente do álbum de Guardiões da Galáxia, que só trouxe artes conceituais, este apresenta cenas retiradas do filme, além de informações complementares e um pôster com oito páginas duplas retratando os heróis principais da equipe.

O álbum custa R$ 5,90 e os cromos, R$ 1,00 o pacote com quatro unidades.

Rogério Saladino deixa a Panini

Rogerio SaladinoNão, não é pegadinha de 1º de abril.

Desde hoje, Rogério Saladino não é mais editor das revistas do Homem-Aranha, dos X-Men e da linha Ultimate. Depois de sete anos, ele trocou a Mythos – responsável pela produção editorial de toda linha de super-heróis da Panini Brasil – pelo cargo de editor na Jambô Editora.

Na nova casa, Saladino vai cuidar dos lançamentos em quadrinhos, livros, RPG e livros-jogos. “Como eles estão aumentando a quantidade de produtos e lançamentos em todas as linhas, precisavam de um editor. É uma editora que está crescendo bastante e eu estou muito honrado de ser convidado a participar e ajudar nesse crescimento”, disse Saladino num papo por e-mail com o Papo de Quadrinho.

Profissional e editora mantêm um relacionamento de longa data. A Jambô ainda publica material de RPG que Saladino, Marcelo Cassaro e J.M.Trevisan produziram anos atrás.

Os primeiros projetos com que o novo editor estará envolvido são o RPG Tormenta, que ele ajudou a criar, e os livros-jogos da Fighting Fantasy, que a Jambô adquiriu da Marques Saraiva e vem publicando regularmente.

Com a saída de Saladino, quem assume os títulos sob sua responsabilidade na Mythos/Panini é Carol Pimentel.

 

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