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2018: O quem vem por aí pela Geektopia/Novo Século

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Nem parece que faz menos de dois anos que a Novo Século lançou seu selo Geektopia, voltada para o público geek. Em pouco tempo, a editora trouxe ao Brasil HQs de fora do circuito tradicional e com alta qualidade. 

De Volta para o FuturoLocke & KeyAmor é AmorThe Wicked +The Divine são apenas alguns exemplos, sem contar a linha de livros em prosa da Marvel. 

Neste ano, não será diferente. Veja abaixo alguns dos lançamentos anunciados pela editora até o momento. 

Archie (Mark Waid e Fiona Staples): Novidade ansiosamente aguardada. A série lançada nos Estados Unidos em 2015 oferece uma versão atualizada dos clássicos quadrinhos de Archie e sua turma que vêm sendo publicados desde 1941. 

Com roteiro de Mark Waid, essa reformulação serviu de base para o seriado de TV Riverdale, exibido no Brasil pelo canal Warner. Deu origem também a um grande número de títulos – JugheadBetty & VeronicaRiverdale e outros – que, tomara, a Novo Século também traga para o Brasil. 

A editora ainda não revelou detalhes, mas o mais provável é que publique aqui de forma regular e no formato de encadernado norte-americano, com seis edições cada – lá foram já saíram quatro volumes. 

geekderivaÀ Deriva: do premiado Brian O’Malley (Scott Pilgrim contra o MundoRepeteco) chega a história de uma garota tímida de 18 anos que acha que sua alma foi roubada por um gato e embarca numa viagem com colegas da escola para refletir sobre a vida. 

geekmeninasfofasA Irmandade das Meninas Fofas (de Greg Means, Mk Reed e Joe Flood): Jane pensa em namorar Jack, um cara que ela conheceu por acaso e que tem uma péssima reputação amorosa, de acordo com o grupo de informação compartilhando entre solteiras da cidade, a Irmandade das Meninas Fofas. 

geekinsufferableMais uma de Mark Waid, Os Insuportáveis (com arte de Peter Krause) mostra o reencontro de dois parceiros na luta contra o crime que seguiram caminhos diferentes: o nobre Nocturnus e seu antigo e insuportável sidekick, Galahad. 

geekeldeafoEl Deafoautobiografia em quadrinhos de Cece Bell, conta a história de uma menina com problemas auditivos. Para suportar a discriminação, ela cria o alterego Ed Deafo, uma heroína que usa seu aparelho de ouvido como um superpoder. 

geekfriendsFriends with Boys (de Faith Erin Hicks): Maggie McKay precisa enfrentar a vida, mas isso significa passar primeiro pelo ensino médio, resolver o mistério do fantasma que a acompanhar por toda a vida e fazer novas amizades.

 

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Alex e Ada – volumes 2 e 3 (de Jonathan Luna e Sarah Vaughn): Alex despertou a consciência de Ada, a androide de alta tecnologia que ganhou de sua avó. Quanto mais tempo passam juntos, mas eles se aproximam e precisam lidar com a crescente onda de restrições aos androides. O volume 1 foi lançado pela Novo Século no ao passado. 

geekwickedQuem também ganha sequência é The Wicked + The Divine, de Kieron Gillen e Jamie McKelvie. De acordo com a sinopse, esse terceiro volume é mais sombrio e estranho que os anteriores, também lançados pela Novo Século (em 2016 e 2017). A HQ acompanha a saga de deuses que vivem entre os mortais como se fossem ídolos pop. 

Resenha: Demolidor – Um novo (e brilhante) começo

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Com um ano de atraso – considerando o hiato normal de dez meses entre os lançamentos nos Estados Unidos e Brasil – a Panini finalmente colocou nas bancas a fase do Demolidor escrita por Mark Waid.

Era um pedido antigo dos leitores, e a Panini acertou duplamente ao decidir publicar em formato encadernado em vez de deixar esta fase perdida nos mixes das revistas mensais.

Demolidor – Um Novo Começo reúne as seis primeiras edições da série mensal reiniciada em 2011 nos Estados Unidos. Acompanham Waid os ótimos ilustradores Paolo Rivera e Marcos Martin, cujos estilos muitas vezes se confundem.

A HQ é mais um recomeço na atribulada trajetória do Demolidor. Desde que viveu sua primeira grande fase pelas mãos de Frank Miller nos anos 1980, o herói passou a viver uma verdadeira gangorra.

Uma frase de Matt Murdock resume bem o calvário do personagem nas últimas décadas: “Toda vez que eu achava que tinha chegado ao fundo do poço, Deus me arrumava uma pá maior”.

E o recomeço que Waid escolheu para o Homem sem Medo não poderia ser mais brilhante. As histórias têm um tom pré-Idade das Trevas: o herói é herói e ponto. Ele vive para ajudar os mais fracos e chega a experimentar satisfação na luta contra oponentes aparentemente superiores.

Essa fase é também um novo começo para os leitores. Quem nunca acompanhou as HQs do Demolidor pode começar por esta aqui tranquilamente.

Um brevíssimo resumo (meia página) conta como o herói adquiriu seus superpoderes ainda criança. Depois disso, em mais de uma ocasião o personagem vai explicar ao leitor sua visão do mundo a partir da cegueira e dos sentidos superdesenvolvidos, e a dificuldade que foi adaptar-se a esta condição.

O roteiro também ajuda quem está chegando agora a se situar na cronologia: Matt Murdock está de volta a Nova York depois de um período de ausência forçada e precisa reconstruir sua carreira de advogado, prejudicada pela revelação de sua identidade super-heroica.

Demolidor – Um Novo Começo é um oásis em meio ao marasmo em que se encontram as atuais histórias de super-heróis, tanto da Marvel quanto da DC. Nos Estados Unidos, a série mensal tem 27 edições e três encadernados publicados.

Se a Panini tiver juízo, vai dar continuidade à publicação no Brasil. A HQ tem 148 páginas, capa cartonada, papel bacana e preço mais que camarada de R$ 18,90. Imperdível!

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