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Nova HQ de Mario Cau a caminho

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Nos últimos dias, o premiado quadrinhista Mario Cau (Dom Casmurro, Terapia) vem divulgando teasers de seu novo trabalho. Hoje finalmente ele revelou o título e logo: Partes do Todo.

Assim como um de seus mais recentes trabalhos, Morphine, Partes do Todo está relacionada à série autoral Pieces, a primeira da carreira do autor.

O lançamento está marcado para a CCXP, de 1 a 4 de dezembro. Cau promete liberar a capa, sinopse e primeiras imagens nos próximos dias.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2015

Depois da lista de Melhores HQs estrangeiras, chegou a hora das nacionais.

Num ano de produção vasta e qualificada, amplificada pela realização de dois importantes eventos, FIQ e CCXP, selecionar apenas 10 obras não foi uma tarefa fácil.

Nunca é demais repetir: os livros abaixo são os preferidos entre aqueles lidos pelos editores do blog – um volume muito aquém de toda a produção anual.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2015, em ordem alfabética:

DodôDodô (Felipe Nunes – Independente)

Felipe Nunes é considerado um dos expoentes da nova geração de quadrinhistas brasileiros, uma geração que tem muito a dizer. Depois do excelente e premiado Klaus, o autor volta a explorar o universo infantil. Desta vez, pelos olhos de Lola, menina de seis anos que não vai à escola, não tem amigos e recebe pouca atenção da mãe. Até que num belo dia ela encontra um (amigo imaginário?) Dodô. De simples distração, o pássaro se converte no gatilho que vai explodir emoções e segredos há muito guardados. A forma como Nunes trabalha o sentimento de rejeição é um soco no estômago no leitor.

Dois IrmãosDois Irmãos (Fabio Moon e Gabriel Bá – Cia. das Letras)

A obra adapta o livro de Milton Hatoum, de 2000, sobre dois gêmeos de família libanesa residente em Manaus. É o primeiro trabalho conjunto da dupla de irmãos desde Daytripper, de 2011. Diferentes e rivais desde muito cedo, Yaqub e Halim são como luz e sombra – um recurso gráfico que os autores exploram não só na relação entre eles, mas também, e principalmente, no detalhamento da arquitetura de Manaus, onde se passa grande parte da história. Moon e Bá traduziram com maestria a densidade da narrativa de Hatoum para a nona arte e preencheram algumas lacunas que antes viviam apenas na imaginação dos leitores da obra original.

Limiar Dark MatterLimiar: Dark Matter (Luciano Salles – Independente)

Luciano Salles optou por encerrar a trilogia iniciada em O Quarto Vivente e seguida por L’Amour: 12 Oz com uma ficção científica. Os amigos Carino e Nádio pretendem honrar – e vingar – um terceiro integrante da sua confraria, Amerício, “memorizado” por desafiar as regras de uma sociedade controladora. Neste futuro distópico, a “matéria escura” do título – um elemento cósmico que desafia a Ciência até hoje – encontra-se sintetizada numa espécie de alucinógeno que amplia os sentidos dos dois amigos e os incita a se lançarem numa aventura suicida. Na comparação com os demais trabalhos de Luciano, Dark Matter talvez seja o que tem a narrativa mais linear, mas não menos intrigante. E sua arte, como sempre, é arrebatadora.

Louco FugaLouco – Fuga (Rogério Coelho – MSP Produções/Panini)

Esta é mais que uma aventura nonsense, como costuma acontecer nas recorrentes participações especiais do Louco nas revistas da Turma da Mônica. Rogério Coelho lança mão de sua vasta experiência como ilustrador para contar uma história que homenageia a arte de contar histórias. Na trama, o Louco é o herói de seu mundo interior, onde precisa salvar o pássaro mágico – que inspira todos os escritores – das garras dos Guardiões do Silêncio. Isso se dá numa narrativa que mistura metalinguagem, lirismo, diagramação ousada, cenários fantásticos, traços e cores que remetem aos livros de fábulas.

Mil Léguas TransamazônicasMil Léguas Transamazônicas (Will e Spacca – Independente)

Quando dois visionários se encontram, o resultado não pode ser menos que impressionante. Isso vale para o encontro fictício do Barão de Mauá e Júlio Verne, e também para a dupla de autores, Will e Spacca. A obra é uma mistura tão bem elaborada de ficção e pesquisa histórica que fica difícil distinguir onde termina uma e começa a outra. A trama, que envolve a exploração do Rio Amazonas em pleno Segundo Império no barco voador Uirapuru, tem intrigas políticas, a lenda das guerreiras amazonas e até um certo “Diabo Coxo” que embarca meio que acidentalmente na aventura. Esse último elemento faz de Mil Léguas Transamazônicas uma homenagem não só à História do Brasil e à ficção científica, mas também ao próprio desenvolvimento da nona arte no País.

O Astronauta de PijamaO Astronauta de Pijama (Samantha Flôor – Marsupial Editora)

A autora mergulha fundo no imaginário infantil ao acompanhar a aventura do garoto que precisa resgatar seu gato das entranhas de um simpático e imaginário monstro. O recurso da ausência de texto, que estende a leitura para todas as idades, é compensado de forma competente pela expressividade dos personagens e o dinamismo da narrativa.

Por mais um dia com ZapataPor Mais um Dia com Zapata (Daniel Esteves, Alex Rodrigues e Al Stefano – Zapata Edições)

A obra refaz os passos do revolucionário mexicano Emiliano Zapata desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca. A história é contada pelo ponto de vista de “Brasileño”, personagem fictício que faz o elo entre a Revolução Mexicana e o massacre da comunidade de Canudos, ocorrida no interior da Bahia em 1896. A convergência de duas linhas temporais distintas forma um mosaico que lança um novo olhar sobre este importante momento histórico da América Latina.

Quando a Noite fecha os OlhosQuando a Noite Fecha os Olhos (André Diniz e Mário Cau – Independente)

A diversidade tratada de forma honesta e sensível. Não se pode esperar menos dos dois autores que, com carreiras consagradas, realizam seu primeiro trabalho conjunto. Camilo vive uma noite eterna e tem como companhia apenas os objetos de seu quarto. Quando as circunstâncias se impõem, ele precisa enfrentar demônios internos e externos para finalmente se libertar. O recurso narrativo de usar o clima e objetos inanimados para expor a psique do personagem é, se não inédito, de uma beleza ímpar.

Steampunk LadiesSteampunk Ladies – Vingança a Vapor (Zé Wellington, Di Amorin e Wilton Santos – Editora Draco)

Rabiosa e Sue foram unidas pelo destino, pelo desejo de vingança e pela percepção que, juntas, têm mais chance de enfrentar o inimigo comum e impedir o fantástico assalto a um trem blindado. O roteiro é muito bem construído, sem sobressaltos e diálogos que soam naturais. Os autores optaram pelo ambiente clássico do faroeste: cidades pequenas, amplos desertos, abismos inexpugnáveis. Os flashbacks funcionam de forma orgânica e lembram alguns bons filmes do gênero. Em termos de qualidade – de roteiro, arte, produção editorial e gráfica – Steampunk Ladies não perde em nada para álbuns norte-americanos e europeus de faroeste.

Turma da Mônica – Lições (Vitor e Lu Cafaggi – MSP Produções/Panini)

Como o próprio nome evoca, Lições versa sobre o aprendizado. Partindo da metáfora da lição de casa, os autores colocam os personagens numa situação em que precisam aprender a arcar com as consequências de seus atos. Um olhar mais atento revela que a HQ fala da dor do crescimento. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estão agora no primeiro ano do Ensino Fundamental; eles cresceram e perderam o direito à impunidade para certos tipos de travessura. O castigo arranca as crianças da sua zona de conforto e as obriga a ver que o mundo é muito maior do que seu restrito círculo de amizades. O final aberto deixa uma mensagem de que crescer é difícil, sim, mas, ao mesmo tempo, é como se o mundo escancarasse uma janela de infinitas oportunidades. Turma da Mônica – Lições é quadrinho de gente grande, criado por dois irmãos que atingiram a maturidade artística, mas nunca perderam o olhar de criança sobre todas as coisas.

“Quando a noite fecha os olhos” marca primeira parceria de André Diniz e Mario Cau

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Faltam 20 dias para o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, e começam a se intensificar as notícias de lançamentos programados para o evento.

Não é para menos: entre suas muitas qualidades, o FIQ se notabilizou como uma plataforma importante para a produção nacional. Segundo levantamento do Blog dos Quadrinhos, do jornalista Paulo Ramos, na edição de 2011 foram lançadas pelo menos 136 HQs nacionais.

Um dos lançamentos que chegaram ao nosso conhecimento é Quando a noite fecha os olhos, obra independente que marca a primeira parceria de André Diniz (roteiro) e Mario Cau (arte). O prefácio é de Laudo Ferreira Jr.

Segundo a sinopse, “Camilo leva a vida adiante, uma vida que não sabe mais se é sua. Uma vida sem luz, onde o Sol não nasce e onde as únicas vozes que ele consegue ouvir são ecos de seu inconsciente”. Na definição de Cau, é “um drama cotidiano estilo slices-of-life”.

Quando a noite fecha os olhos tem 72 páginas, capa colorida e miolo preto e banco. O preço não foi divulgado.

HQ online e gratuita relembra luta pelos direitos das mulheres

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Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março (domingo), os quadrinhistas Hector Lima (roteiro), Mario Cau (arte) e Pablo Casado (letras) uniram-se para produzir Pão e Rosas, que entrou hoje (6) no ar.

A HQ online pode ser lida gratuitamente nos sites dos coletivos Petisco e Fictícia. As sete páginas misturam o poema Pão e Rosas, de James Oppenheim, e fatos relacionados à greve de trabalhadoras da indústria têxtil na cidade norte-americana de Lawrence, Massachusetts, em 1912, por melhores condições de trabalho.

A greve durou dois meses e é considerada um dos marcos – mas não o único – da luta das mulheres pela igualdade, que culminaram na criação do Dia Internacional da Mulher.

Conheça os vencedores do 31º Troféu Angelo Agostini

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A votação foi encerrada no último dia 15 e recebeu um total de 7.302 votos. No próximo dia 31 acontece a cerimônia de entrega do prêmio no Memorial da América Latina, em São Paulo.

A programação completa será divulgada em breve pela AQC-ESP (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo), organizadora da premiação.

Confira os vencedores:

Melhor Desenhista: Mario Cau (Morphine)

Melhor Roteirista: Felipe Cagno (321 – Fast Comics)

Melhor Cartunista: DaCosta

Melhor Lançamento: Yeashuah – Onde tudo está (Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole)

Melhor Lançamento Independente: Nenhum dia sem um traço (Ernani Cousandier)

Melhor Fanzine: 3ADFZPA – Terceiro Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas

Melhor Web Quadrinhos: Blue e os gatos (Paulo Kielwagen)

Prêmio Jayme Cortez: Confraria do Gibi

Mestres do Quadrinho Nacional: Gustavo Machado, Carlos Edgard Herrero e Murilo Marques Moutinho

Veja os vencedores do Prêmio HQMix 2014

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Veja os vencedores do Prêmio HQMix 2014

A lista (confira abaixo) foi anunciada com exclusividade na manhã de hoje pelo Blog dos Quadrinhos, do jornalista Paulo Ramos, e contém tanto as categorias submetidas a voto, como também aquelas escolhidas por comissões internas.

Fica evidente o reconhecimento ao trabalho dos estúdios Mauricio de Sousa com o lançamento do selo Graphic MSP. Dois álbuns lançados no ano passado – Turma da Mônica: Laços e Piteco: Ingá – e seus autores abocanharam seis prêmios.

Destaque também para o mineiro Vitor Cafaggi, que vai sair da cerimônia com quatro troféus: três divididos com a irmã Lu por Turma da Mônica – Laços e um por seu trabalho na série de tiras Valente. Outro profissional que sai com as mãos cheias é Mario Cau, por conta de Dom Casmurro e Terapia.

A cerimônia de entrega acontece neste sábado (13), no SESC Pompeia, a partir das 17h. O troféu deste ano homenageia o quadrinhista Fernando Gonsales, com a imagem do seu personagem Níquel Náusea.

Veja a lista dos premiados no HQMix 2014:

ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS: Dom Casmurro (Devir)

DESENHISTA DE HUMOR GRÁFICO: Alpino

DESENHISTA ESTRANGEIRO: Enki Bilal (Tetralogia Monstro)

DESENHISTA NACIONAL: Shiko (Piteco – Ingá e O Azul Indeferente do Céu)

DESTAQUE INTERNACIONAL: André Diniz (Duas Luas)

DESTAQUE LATINO-AMERICANO: El Viejo (Alceo e Matías Bergara, Uruguai)

DESTAQUE LÍNGUA PORTUGUESA: Banda Desenhada de Língua Portuguesa (DBDLP) – Olímpio de Sousa, Lindomar de Sousa, João Mascarenhas e outros (Portugal e Angola)

EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA: Pobre Marinheiro (Balão)

EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL: Turma da Mônica – Laços (Panini)

EDITORA DO ANO: Nemo

EVENTO: FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos

EXPOSIÇÃO: Ícones dos Quadrinhos (FIQ 2013)

GRANDE CONTRIBUIÇÃO; Catarse

GRANDE MESTRE: Angeli

HOMENAGEM ESPECIAL: Memória Gráfica Brasileira (MGB)

LIVRO TEÓRICO: Marvel Comics, A História Secreta (Leya)

NOVO TALENTO – DESENHISTA: Lu Cafaggi (Turma da Mônica – Laços)

NOVO TALENTO – ROTEIRISTA: Pedro Cobiaco (Harmatã)

PRODUÇÃO PARA OUTRAS LINGUAGENS: Cena HQ (Caixa Cultural)

PROJETO EDITORIAL: Coleção Moebius (Nemo)

PUBLICAÇÃO DE AVENTURA/TERROR/FICÇÃO: Piteco – Ingá (Panini)

PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO: Fradim (Henfil – Educação de Sustentabilidade)

PUBLICAÇÃO DE HUMOR GRÁFICO: Os Grandes Artistas da Mad: Sergio Aragonés (Panini)

PUBLICAÇÃO DE TIRA: Valente por Opção (Panini)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE AUTOR: Beijo Adolescente 2 (Rafael Coutinho)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE GRUPO: Café Espacial 12

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE EDIÇÃO ÚNICA: O Monstro (Fábio Coala)

PUBLICAÇÃO INFANTOJUVENIL: Turma da Mônica – Laços (Panini)

PUBLICAÇÃO MIX: Friquinique! (Independente)

ROTEIRISTA ESTRANGEIRO: Robert Kirkman (The Walking Dead)

ROTEIRISTA NACIONAL: Vitor e Lu Cafaggi (Turma da Mônica – Laços)

SALÃO E FESTIVAL: Bienal Internacional de Caricatura

TESE DE DOUTORADO: Carlos Manoel de Hollanda Cavalcanti – O reencantamento do mundo em quadrinhos: Uma análise de Promethea, de Alan Moore e J. H. Wiliams III

TESE DE MESTRADO: Tiago Canário – Entre álbum e leitor: traços da vida comum e do homem ordinário no movimento da nouvelle mangá.

TIRA NACIONAL: Manual do Minotauro (Laerte)

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC: Luiz Henrique Bezerra – A trajetória de Kamui Shirou: a representação da sociedade japonesa refletida  nos mangás

WEB QUADRINHO: Terapia (Mario Cau, Marina Kurcis e Rob Gordon)

WEB TIRA: Overdose Homeopática (Marco Oliveira)

 

“Morphine”: Dramas pessoais e experiências narrativas

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Conforme anunciado aqui, neste fim de semana aconteceu o lançamento oficial de Morphine, novo trabalho do quadrinhista Mario Cau, durante a Gibicon, em Curitiba.

O selo “Pieces apresenta” já diz tudo: o álbum nasceu como uma história estendida dos primeiros trabalhos do autor. Na mosca! Morphine não só marca a volta do Cau à produção independente, como também evidencia o que ele faz de melhor: expor o emocional de personagens jovens à procura de seu lugar no mundo. É também palco de experiências narrativas que vêm se tornando uma marca registrada do autor.

Para não restar dúvida, a tatuagem no braço da personagem Lara estampa a peça do quebra-cabeça que falta na capa da primeira edição de Pieces.

Morphine é uma banda de rock alternativo e, como não poderia deixar de ser, a HQ é embalada por várias canções – deste grupo e de outros. Morphine é também o nome da casa noturna da HQ, para qual convergem os protagonistas e todos seus dramas pessoais.

Há aqui um elemento novo e, até onde me lembro, inédito na obra de Mario Cau. A tecnologia e as redes sociais fazem parte da rotina dos protagonistas e em vários momentos viram recursos narrativos.

O que chama atenção, porém, é a crítica embutida. Na balada inaugural de Morphine, Alex observa o vazio dos frequentadores: “É só olhar para status atualizados, tweets e coisas do tipo… Todo mundo tem certeza. Todo mundo é crítico, e toda opinião proferida parece verdade absoluta”.

Mais atual e certeiro que isso, impossível.

Morphine tem 112 páginas, capa colorida, miolo em preto e branco, e preço de R$ 20. Vale o investimento.

“Morphine”, de Mario Cau, sai em setembro

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Depois da premiada adaptação de Dom Casmurro pela Devir e de Terapia, pela Novo Século (projeto financiado pelo Catarse), Mario Cau volta a publicar de forma independente.

Morphine, seu mais recente trabalho, tem lançamento previsto para o evento de quadrinhos Gibicon, de Curitiba, em setembro.

Pela sinopse, o autor mantém-se fiel ao estilo que o consagrou: as relações humanas. E levando em conta as páginas divulgadas (veja galeria abaixo), Cau continua explorando formas inovadoras de narrativa, a exemplo de Terapia.

A HQ explora os conflitos do início da fase adulta dos amigos Lennon, Bruno, Alex, Diana e Lara, tendo como pano de fundo a inauguração da casa noturna que dá título à obra.

Com roteiro e arte de Cau, Morphine tem 112 páginas, capa colorida e miolo em preto e branco. O preço não foi divulgado.

Para os mais afoitos (este editor entre eles), a HQ entra em pré-venda nesta segunda-feira (21), no site do autor, com preço especial e direito a brindes.

 

“Terapia” consegue financiamento coletivo

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A HQ de Mario Cau, Rob Gordon e Marina Kurcis vem sendo publicada de forma seriada e online no site Petisco desde maio de 2011. A boa recepção do público e um Troféu HQMix na categoria Webcomic em 2012 motivaram os autores a buscar recursos para lançá-la impressa.

O projeto foi inscrito no site de financiamento coletivo Catarse e antes do prazo final, dia 1 de outubro, superou a meta: quase R$ 35 mil diante dos R$ 30 mil previstos.

Terapia merece o reconhecimento. A partir de uma premissa simples – as sessões de um jovem introvertido com seu terapeuta – os autores exploram diversos aspectos da alma humana e também sua (do personagem e dos autores) paixão pelo Blues.

A arte de Cau faz a diferença. De todos seus trabalhos, este é sem dúvida o mais experimental. Diferentes técnicas, texturas, enquadramentos e cores refletem o estado emocional do protagonista.

Uma mostra pode ser vista na história avulsa publicada na coletânea impressa Petisco, também viabilizada pelo Catarse.

Como todo projeto de financiamento coletivo, Terapia oferece uma escala de colaboração e as respectivas recompensas: na base, R$ 10 garantem a versão e-book da HQ; no teto, R$ 600 dão direito a todas as recompensas dos valores menores e ainda um jantar na companhia dos autores. Entre uma ponta e outra, há valores ao gosto de cada bolso.

Em setembro, o projeto ganhou metas estendidas, que garantiram o lançamento da HQ com capa dura e recompensas extras.

Mesmo tendo batido a meta, ainda é possível colaborar até esta terça-feira para garantir um exemplar e as recompensas equivalentes.

O lançamento oficial de Terapia acontece durante o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, de 13 a 17 de novembro, em Belo Horizonte/MG.

Clique aqui para colaborar com o projeto e aqui para ler os capítulos já publicados no site Petisco.

“Inkshot” reúne quadrinhistas brasileiros em publicação de língua inglesa

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A coletânea digital Inkishot foi finalmente lançada pela editora norte-americana Monkeybrain Comics e está disponível para compra exclusivamente pelo site ComiXology no valor de US$ 8.99.

A editora é o lar de quadrinhos autorais de qualidade, vendidos em formato digital e pode ser acessada via celulares, tablets, leitores digitais e computadores.

Entre os colaboradores da Inkshot estão feras consagradas como Danilo Beyruth (Bando De Dois, Astronauta – Magnetar), José Aguiar (Folheteen, Ernie Adams, da editora Paquet), Eduardo Medeiros (Roberto, Strange Tales, da Marvel), Milton e Felipe Sobreiro (Heavy Metal, Strange Talent Of Luther Strode, da Image Comics), Bruno Stahl (Heavy Metal Magazine), Gabriel Góes (Samba), Davi Calil (Mad, Surubotron), Estevão Ribeiro (Pequenos Heróis, Os Passarinhos), Pablo Casado (Sabor Brasilis), Felipe Cunha (Jesus Hates Zombies), George Schall (Dark Horse Presents), DW Ribatski (Campo Em Branco), Leandro Melite (Desistência Do Azul), Cadu Simões (Petisco), Mário Cau (Terapia, Dom Casmurro), Daniel Esteves (, Nanquim Descartável, Km Blues), Hector Lima (O Major, MSP – Novos 50, Sabor Brasilis) e muitos outros.

É a maior quantidade de autores brasileiros a fazer parte de uma coletânea de arte sequencial em publicação de língua inglesa. A coletânea traz histórias curtas em preto e branco, com temas variados e diferentes estilos de arte e roteiro, em que prevalece a qualidade das histórias.

Para quem nunca se aventurou a comprar uma HQ digital, a mecânica é simples, muito semelhante à do iTunes, com o adicional do interessante Guided View: um formato opcional, no qual a história é lida quadro a quadro.

Se você tem curiosidade ou já consome quadrinhos digitais, não perca a oportunidade.

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