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Restart da DC: Justice League 1 é HQ americana mais vendida do ano

Os números da Diamond Comics, maior distribuidora de quadrinhos em língua inglesa, ainda são estimados, mas a DC já saiu alardeando que o primeiro título de seu Restart superou os 200 mil exemplares vendidos.

Outra revista que deve bater esta marca, segundo a editora, é Action Comics, bem como 10 outros títulos podem ter superado a casa dos 100 mil. No próximo mês, quando a Diamond divulgar as vendas de setembro, será possível comprovar.

Curiosamente, a última revista da DC que vendeu nesse patamar foi também Justice League of America 1, em agosto de 2006 – aquela escrita por Brad Meltzer e desenhada pelo brasileiro Ed Benes.

Até o mês passado, a revista mais vendida no mercado americano, com 167 mil exemplares, foi Ultimate Spider-Man 160, última edição do título e a conclusão do arco que culmina na morte do Homem-Aranha no Universo Ultimate.

Quando saírem os números fechados de agosto, será possível ver como Justice League 1 se posiciona entre as HQs mais vendidas na última década.

Justice League 1: Começou o Restart da DC

A DC Comics cumpriu a ameaça feita há três meses e ontem (31) deu início a seu novo universo com o lançamento da primeira edição de Justice League.

Ao longo do mês, outros 51 títulos serão lançados, todos com numeração zerada. Para provar que não está de brincadeira, até títulos seminais, como Action Comics e Detective Comics serão relançados a partir do número 1 (para mais detalhes sobre o Restart da DC, clique aqui).

Papo de Quadrinho teve acesso a Justice League 1 e traça aqui alguns comentários.

Atenção: alto nível de spoiler a partir deste ponto. Prossiga por sua conta.

Ainda que não representasse a gênese de uma ampla reestruturação editorial, a revista mereceria destaque por reunir, pela primeira vez, o roteirista Geoff Johns e o artista Jim Lee.

Dois dos mais badalados criadores de quadrinhos da atualidade, Johns e Lee ocupam também cargos de chefia criativa na DC e participaram ativamente da concepção deste novo universo.

Como produto, Justice League 1 não decepciona. A arte de Lee continua virtuosa e Johns sabe como contar uma história.

Como conceito, é evidente a preocupação de que a história de passa num universo totalmente novo, em que os “super-humanos” mal ouviram falar uns dos outros, são vistos com desconfiança pela população e tratados como foras-da-lei pelas autoridades.

O roteiro esforça-se em definir a personalidade destes “novos” heróis: Batman mostra-se o mesmo detetive astuto e mal humorado, e o Lanterna Verde parece deslumbrado com os poderes recém-adquiridos. Em dado momento, ele faz pouco caso do colega não ter superpoderes: “Espera um pouco! Você não é só um cara numa fantasia de morcego, é?”.

A HQ termina com um aparente mal entendido entre os dois heróis e Superman, o que deve se converter num quebra-pau antes de tudo ser esclarecido. Ao que parece, a ameaça que vai reunir os heróis numa equipe é Darkseid.

Em termos criativos, narrativos e conceituais, Justice League 1 é mais do mesmo. Não inova, não renova, não cativa. Tem aquela mesma pegada das HQs do gênero publicadas na última década: muita ação e diálogos irônicos. A leitura esgota-se em parcos cinco minutos.

Antes mesmo de ser lançada, Justice League já era um sucesso comercial. Não dá para descartar que a maioria dos compradores é de leitores antigos movidos pela curiosidade, e não de novos leitores – público-alvo do Restart da DC. O tempo dirá se a editora será bem sucedida.

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