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Papo de Quadrinho viu: Liga da Justiça (SEM SPOILERS)

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (14). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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Para que serve um filme de super-heróis?
Se você responder essa pergunta, pode ser que o entendimento deste filme (e dos muitos que estão por vir neste subgênero cinematográfico) se torne mais claro e com isso as motivações para assistir filmes de super-heróis adquiram outros significados.

Se o objetivo for se divertir, se encantar, se emocionar com o dia sendo salvo por pessoas com dons especiais e, finalmente, ter o prazer de passar algumas horas vendo ao vivo seus super-heróis favoritos dos quadrinhos – ali, em uma versão em carne e osso – você não deve perder o filme Liga da Justiça.

Vamos listar 5 motivos para você ir ao cinema e se divertir, e focar no que deu certo, SEM SPOILERS. Sim, nós sabemos que a boa crítica deve pesar o que deu errado também, mas vamos dar uma chance de fazer diferente desta vez.

1. É A LIGA DA JUSTIÇA, C%$&@L&O!

Não importa se você é fã veterano de histórias em quadrinhos, “bazingueiro” ou nunca deu bola para super-heróis e gibis: você nasceu neste planeta e sabe o que é a Liga da Justiça. Um grupo de super-heróis reunido para defender a Terra e seus habitantes de ameaças externas e internas. Ver o grupo em ação já é motivo suficiente para pagar o ingresso (cada dia mais caro) e passar 2 horas em companhia de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, Flash e Aquaman – os super-heróis da vez (#saudadesLanternaVerde), escolhidos para essa estreia cinematográfica.

2. É UMA BOA (E SIMPLES) HISTÓRIA

Não tem nenhum segredo ou roteiro rocambolesco. A história se passa levando em conta os eventos que ocorrem após a morte do Superman, mostrados no polêmico  Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Sem o Azulão de Krypton, a Terra está aberta para qualquer ameaça em larga escala. Assim, surge um vilão ancestral, o Lobo da Estepe, comandante de um exército de criaturas horrendas chamadas de parademônios. Nos quadrinhos, esses monstros são ligados ao maior vilão da editora, Darkseid, criação do genial Jack Kirby.

O Lobo da Estepe está na Terra em busca das Caixas Maternas, artefatos de poder imensurável, capazes de terraformar um planeta por meio da vida ou da morte. A motivação é essa, tomar o planeta Terra e transformá-lo em um inferno (muito, muito pior do que é hoje). Simples assim, sem enormes digressões filosóficas e conceituais, sem muita margem para interpretação. E ainda que este vilão seja o ponto mais fraco do filme, não compromete. Ele não tem incríveis axiomas emocionais, nem um intelecto soberbo alienígena ou um refinamento tático: é um comandante de invasão e veio aqui acabar com tudo. Ponto.

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3. OS SUPER-HERÓIS ESTÃO ÓTIMOS

Os primeiros 5 minutos do filme ganham o espectador. Aos poucos, vemos a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em ação enquanto Batman (Ben Affleck) procura os outros super-heróis para formar um grupo de defesa da Terra que está, ao que tudo indica, diante de um ameça iminente. Na medida em que Bruce Wayne parte em busca destes escolhidos que possuem dons especiais, vamos aos poucos vendo o que cada um é capaz de fazer individualmente.

A Mulher-Maravilha continua ótima, tanto quanto em seu filme solo. Protagoniza cenas memoráveis de luta e, no decorrer do longa, tem uma relação intrincada e interessante com Batman.

E o Superman (Henry Cavill)? Bom, ele retorna e faz muito bem seu papel na história. Aquaman (Jason Momoa) surge muito bem dados os contextos da história e sua participação dá pistas – e boas esperanças – do que será seu filme solo. O Flash (Ezra Miller) é o alívio cômico, e também tem boa participação. Lembram do Flash do desenho Liga da Justiça sem limites do Bruce Tim? É esse Flash que está no filme.

Por fim, uma grata surpresa: Ciborgue (Ray Fisher). Apesar do visual que lembra um transformer humano, o Victor Stone do filme tem toda a carga trágica dos quadrinhos. Se você não sabe quem é o Ciborgue, ou só viu nas animações infantis de Teen Titans Go! não se preocupe, pois sua trágica história é revelada nesse filme.

No transcorrer da trama, vemos o time todo em ação, como já foi mostrado em trailers e cenas divulgadas. O objetivo do filme afinal é mostrar essas lutas amarradas em uma boa história, e assim chegamos no próximo item.

4. É UM FILME REDONDO

A estrutura e narrativa têm um ritmo adequado, bem conduzido, mas claro, não é e nem precisa ser uma obra-prima cinematográfica. O filme dá certo porque os eventos acontecem no ritmo certo. Como e por que os super-heróis se reúnem para defender a Terra e o custo dessa batalha são questões que vão envolvendo a audiência.

Outro acerto é a Warner sair do clima excessivamente sombrio, equilibrar essa paleta de cores escura adotada anteriormente (influencia de Joss Whedon, talvez?). Algumas piadas, ajustes e uma narrativa simples e coerente fizeram a diferença. Existem alguns problemas, mas nada que comprometa. Poderia ser melhor se a Warner tivesse contado as histórias anteriores de seu universo de forma diferente.

Não que o estúdio precisasse copiar o modelo eficiente da Marvel, mas o fato de não ter mais tempo para explorar as relações entre os super-heróis e outros pequenos ajustes finos impedem que Liga da Justiça seja um filme épico (para usar uma palavrinha da moda). Mas nada disso diminui seu valor nem a diversão, pode ficar tranquilo.

Atenção para duas cenas pós-créditos! Não saia do cinema antes do acender das luzes.

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5. VOLTAR A SER CRIANÇA FAZ BEM

Para uma geração que ficou feliz com Superman: O filme (1978) e nunca imaginou viver uma Era heroica no cinema, com dezenas de filmes – alguns muito bons –  baseados no universo dos super-heróis dos quadrinhos, ter o prazer de acompanhar as aventuras de uma Liga da Justiça no cinema com amazonas, atlantes, parademônios, novos deuses de Jack Kirby, caixas maternas… quem sonharia? Ajudou muito Liga da Justiça ser um filme bem-feito, com roteiro amarrado, paleta de cores mais viva.

Foi um prazer ver tudo isso! Ainda que não seja uma obra-prima, Liga da Justiça cumpre com louvor o papel de representar bem esses heróis tão icônicos para a Cultura Pop e, modo sutil, levantar algumas questões, valores do heroísmo, companheirismo e dos perigos que a nossa escuridão pode trazer. Nunca é tarde para enfrentar as trevas, ainda que elas pareçam invencíveis. São ideias que chegam em boa hora para o mundo atual que vivemos, principalmente por essas bandas tupiniquins.

ComicCON RS chega em agosto com atrações internacionais

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Marcando a contagem regressiva de um mês para a maior convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul, a ComicCON RS divulga sua programação oficial. O evento realizado pela Produtora Multiverso acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no campus da Ulbra em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

Em sua sexta edição, a convenção tem como atração internacional o artista inglês David Lloyd, parceiro de Alan Moore na cultuada graphic novel V de Vingança. Outro destaque estrangeiro é o argentino Juan Ferreyra, que acaba de assumir a arte do título Arqueiro Verde no Rebirth da DC Comics, depois de passagens por revistas como Batman, Constantine e Esquadrão Suicida, prestes a ganhar sua aguardada adaptação para o cinema.

Variedade nacional

Entre os convidados nacionais está Danilo Beyruth, ícone dos quadrinhos independentes que neste ano faz sua estreia na Marvel, depois do estrondoso sucesso de Astronauta pela coleção Graphic MSP.
Sidney Gusman, editor do bem-sucedido selo de releituras dos personagens de Mauricio de Sousa, também marca presença e traz consigo outras duas revelações do projeto: Rogério Coelho, ilustrador de Louco – Fuga, e Bianca Pinheiro, artista escolhida para assinar a obra solo da Mônica.

Um dos homenageados do evento em 2016 é Ivan Reis, brasileiro com sólida carreira no mercado norte-americano, aclamado por títulos de destaque da DC Comics como Lanterna Verde, Aquaman e Liga da Justiça. Ele vem acompanhado dos amigos de longa data Joe Prado, arte-finalista e parceiro em diversos trabalhos, e Ivan Freitas da Costa, agente da Chiaroscuro Studios e organizador da CCXP. Também recebem a Medalha Renato Canini o cartunista gaúcho Santiago, a ilustradora Ana Koehler e o mineiro Afonso Andrade, coordenador do FIQ. Quadrinhos gaúchos estão bem representados por nomes como Cris Peter, Gustavo Borges, Daniel HDR, Rafael Corrêa e outros, em uma programação formada por mais de 50 convidados.

Cultura pop para todos

Foi-se o tempo em que a cultura pop era interesse de poucos: hoje o mundo nerd abre suas portas para todos e a ComicCON RS tem orgulho de receber um público diversificado e sua programação reflete esse conceito fazendo um verdadeiro panorama da cultura pop atual com quadrinhos, games, cinema, séries de TV, para todas as idades, gêneros, gostos e estilos.

Entre os convidados que evidenciam a abertura estão Alexandre Beck, da popular tirinha da internet Armandinho, o youtuber Sergio Vinicius do canal 2Quadrinhos, a jornalista Natália Bridi, editora de cinema do site Omelete, e Cecília Dassi, atriz e psicóloga que palestra sobre a Jornada do Herói. Painéis variados trazem assuntos do momento como o jogo Pokémon Go e a série Game of Thrones. Para completar, a convenção será sede da Maratona Conselho Jedi, tradicional encontro gaúcho de fãs de Star Wars realizado pelo CJRS.

Serviço

Com ampla estrutura, dois palcos com programação simultânea, espaço para estandes e artists alley formado por mais de 60 artistas, desfiles cosplay, áreas de lazer, alimentação, exposições e sessões de autógrafos, a ComicCON RS acontece nos dias 20 e 21 de agosto, das 11h às 20h, no campus da Ulbra em Canoas.

Ingressos à venda online na página www.facebook.com/comicconrs

Ingressos à venda em Porto Alegre na Nerdz (R. Sarmento Leite, 627), Tutatis Revistaria (Av. Assis Brasil, 650), Banca da República (Rua da República, 21) Geek Stuff (Av. Assis Brasil, 3522, Lindoia Shopping), Beco Diagonal (Av. Dr. Nilo Peçanha, 3228, Shopping Viva Open Mall) e Café Cartum (José do Patrocínio, 637), e em Canoas na Game House (Rua Guilherme Schell, 6750, Canoas Shopping) e Estação do Livro (Av. Farroupilha, 8001, Ulbra Canoas, Prédio 16B).

2013: O que vem aí pela Panini (DC)

Entre os muitos títulos da DC previstos pela editora neste anos, estes são alguns dos já confirmados.

Livrarias

Justiça – Edição Definitiva: Relançamento da sensacional série em 12 partes produzida por Alex Ross, agora em formato de luxo e venda em livrarias. No Brasil, Justiça foi lançada entre 2007 e 2008 em edições mensais. O leitor deve lembrar da trama: os maiores supervilões da Terra decidem ocupar o lugar dos heróis como defensores da humanidade; para isso, seus antigos inimigos precisam desaparecer. Essa é cofre!

Superman Crônicas Vol. 3: Depois de um hiato de quase cinco anos, a Panini volta a publicar a série de encadernados de luxo do Homem de Aço – muito provavelmente motivada pela estreia do filme dirigido por Zack Snyder. O terceiro volume reúne histórias publicadas nas revistas Action Comics, Superman e The New York World’s Fair Comics na década de 1940.

Batman Deluxe Vol. 3- A Morte Do Batman: terceiro volume da coleção de encadernados de luxo estrelada pelo Homem-Morcego. As anteriores foram A Luva Negra e Batman e Filho, ambas em 2012.

Encadernados

Batman: O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?: A principal atração deste encadernado com venda em bancas é a história em duas partes escritas por Neil Gaiman e publicadas nas revistas Batman 686 e Detective Comics 583, em 2009. O britânico faz um tributo ao Homem-Morcego na fase em que o personagem morreu depois da saga Crise Final. O nome adapta a antológica HQ que Alan Moore escreveu para o Superman antes da reformulação que se seguiu à Crise nas Infinitas Terras. Se copiar o formato publicado nos Estados Unidos, o encadernado traz ainda histórias mais antigas publicadas nas revistas Batman: Black & White e Secret Origins.

Bancas

Mantendo a promessa de publicar todas os 52 títulos do Restart da DC, a Panini vai colocar nas bancas os encadernados de Rapina & Columba (Gates Sterling e Rob Liefeld) e Legião dos Super-Heróis (Paul Levitz e Walt Simonson).

Papo de Lista: Os 10 Maiores Arqueiros da Cultura Pop

Os arqueiros são soldados leves, que desde tempos imemoriais aterrorizaram exércitos e criaram lendas a respeito de sua perícia e de seus feitos. Amplamente explorados na cultura pop, o Papo de Quadrinho listou os 10 maiores arqueiros de todos os tempos. Confira:


10 – Hank

Hank é um arqueiro cujo arco místico dispara setas de energia quem também podem se moldar ao alvo de acordo com sua vontade. Ele é personagem do famoso desenho animado da CBS, Caverna do Dragão, exibido pela primeira vez nos EUA em 1983 e que também fez muito sucesso por aqui, quando exibido no programa de TV Xou da Xuxa, nos anos 1980.

Primeira aparição: Dungeons & Dragons em 1983. Dublado por William Aames e, no Brasil, por Ricardo Schnetzer.

9 – Rambo

John Rambo é um veterano da Guerra do Vietnã, treinado nas forças especiais, praticamente uma máquina de matar. Surgiu pela primeira vez no romance First Blood, de 1972, escrito por David Morrell, porém imortalizado na série de filmes em que foi interpretado pelo ator Sylvester Stallone.
Rambo dominava vários tipos de armas e veículos, mas mandava bem mesmo no arco, por ser uma arma silenciosa, elegante e precisa, mais adequada às campanhas de infiltração e resgate que ele empreendia.

Primeira aparição: First Blood em 1972. No cinema, em Rambo, lançado em 1982.

8 – Katniss Everdeen

Criação da escritora Suzanne Collins, a jovem Katniss Everdeen vive em uma cidade paupérrima de mundo pós-apocalíptico. É obrigada a se oferecer para lutar no lugar da irmã em um Reality Show brutal chamado Jogos Vorazes, onde apenas um sobrevive.
The Hunger Games
é um best-seller que recebeu uma versão cinematográfica em 2012, em que Katniss foi interpretada pela atriz Jennifer Lawrence.

Primeira aparição: The Hunger Games em 2008, e na versão cinematográfica em 2012.


7 – Nicholas Hook

É um arqueiro renegado que acaba servindo o exército inglês durante o ano de 1415. Além da habilidade com arco longo e sua coragem, Hook é guiado pelos santos Crispin e Crispiano, patronos da cidade francesa de Soissons. Criação de Bernard Cornwell, “Nick” Hook está presente em um dos momentos mais marcantes da história inglesa, A Batalha de Azincourt, quando o exército inglês, exausto, doente e em grande desvantagem numérica, triunfou graças ao poder dos arqueiros e a estratégia usada no campo de batalha.

Primeira aparição: livro Azincourt, de 2008.

6 – Legolas Greenleaf

Criado pelo escritor J.R.R. Tolkien, Legolas é elfo Sindar da Floresta das Trevas. Como mensageiro dos elfos de sua terra, participou do Conselho de Elrond.  Uniu-se à Sociedade do Anel, grupo responsável por guiar o hobbit Frodo para destuir o anel de Sauron, representando sua raça.

Primeira aparição: livro Senhor dos Anéis, parte 1 – A Sociedade do Anel de 1954. No cinema, na versão homônima de 2001, interpretado pelo ator Orlando Bloom.


5 – Princesa Merida

Nas misteriosas Terras Altas da Escócia, a impetuosa princesa Merida é uma arqueira habilidosa. Filha do Rei Fergus e da Rainha Elinor, é a personagem principal do filme Brave. Merida foi criada por Brenda Chapman para essa animação da Pixar.

Primeira aparição: filme Brave, de 2012. Dublada por Kelly Macdonald. No Brasil, Luisa Palomanes.

4 – Gavião Arqueiro

Surgiu como um dos vilões do Homem de Ferro. Regenerou-se e participou dos Vingadores, sendo um dos personagem quase sempre presentes no grupo da Marvel. Ainda que não tenha super poderes, o Gavião passou a infância em um circo recebendo lições como acrobata e, mais tarde, recebeu treinamento dos criminosos Trick Shot e Espadachim. Já como super-herói, recebeu do Capitão América treinamento tático e físico. Possui uma visão espetacular, que combinada com sua perícia no arco, faz dele um atirador praticamente perfeito.

Primeira aparição: Tales of Suspense #57 de 1964. No cinema, foi interpretado pelo ator Jeremy Renner em 2012.


3 – Arqueiro Verde

Alter-ego do milionário Oliver Queen, o Arqueiro Verde foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp. Caracterizado como Robin Hood, além de sua perícia, o herói usava flechas especiais para combater o crime, como flecha-cola, flecha-de-rede, flecha-luva-de-boxe etc.
Nos anos 1970 fez grande sucesso com histórias de temática adulta (vividas ao lado do Lanterna Verde Hal Jordan), escritas por Dennis O’Neil e ilustradas por Neal Adams, e acabou sendo incorporado em praticamente todos as demais mídias da DC Comics.

Primeira aparição: na revista More Fun Comics #73 de 1941. Está em fase de acabamento uma série de TV sobre o herói que estreia em outubro nos EUA.

2 – Guilherme Tell

Segundo a lenda, Wilhelm Tell era conhecido por sua habilidade com a balestra. Foi obrigado a disparar uma flecha contra uma maçã, apoiada na cabeça de seu próprio filho, por descumprir uma ordem do déspota austríaco Hermann Gessler.
Tell acertou a maçã sem dificuldades e assim se perpetuou a lenda de Guilherme Tell, cujos primeiro relatos são do século XV, colocando-o como suposto herói e principal mentor da guerra de libertação da Suíça contra o império Habsburgo da Áustria.

Primeira aparição: supostamente em 1307 na cidade de Altdorf na Suiça.


1 – Robin Hood

Mítico herói inglês, Robin Hood teria sido um fora-da-lei que viveu no século XIII, no tempo do Rei Ricardo Coração de Leão. Extremanente hábil com o arco, usava a floresta de Sherwood como base e, devido às injustiças de seu tempo, roubava dos ricos para dar aos pobres.
Embora tenha sido imortalizado como Príncipe dos Ladrões, sua conduta sempre foi associada ao heroísmo. Como um lutador valente e um arqueiro infalível, era fiel aos amigos e despojado, tanto que não possuia bens.
Não é possível provar sua existência, mas sua lenda como um dos maiores heróis ingleses perdura até hoje. Robin Hood continua sendo citado em praticamente toda a cultura pop, além de inspirar um grande número de super-heróis que utilizam o arco como arma. Por isso ele é o primeiro de nossa lista.

Primeira aparição: é um mistério. Mas sua lenda foi amplamente citada em filmes, quadrinhos, desenhos animados, séries e gibis.

Papo de Quadrinho viu “Justice League: Doom”

A nova animação da Warner/DC, que tem lançamento previsto em DVD e Blu-Ray somente para o dia 28, mantém a mesma equipe criativa das anteriores (Bruce Timm, Allan Burnet, Lauren Montgomery, Andrea Romano) e, consequentemente, a mesma qualidade.

Mais que isso, mantém a clássica e melhor formação da Liga da Justiça, já vista em Crise nas Duas Terras: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte. Como sempre, o injustiçado Aquaman ficou de fora; no lugar dele, Cyborg ganhou participação especial.

A formação da equipe é apenas um dos aspectos que diferenciam o novo desenho do arco de histórias em quadrinhos em que é baseado: Tower of Babel, escrito por Mark Waid e publicado no ano 2000 na revista JLA43 a46.

As mudanças foram tantas que nem dá para chamar de adaptação. Em comum, ambos produtos têm apenas o argumento principal: vilão megalomaníaco quer destruir a humanidade, mas antes precisa anular a Liga da Justiça. Para isso, rouba um dossiê que Batman mantinha secretamente com todas as fraquezas de seus colegas.

Alguns dos ataques aos membros da superequipe também são parecidos, mas as semelhanças terminam aí. Nos quadrinhos, o vilão é o terrorista Ra’s al Ghul e quem faz o trabalho sujo são sua filha Talia e alguns asseclas. No desenho, Vandal Savage pretende dizimar metade da população da Terra e contrata inimigos clássicos de cada membro da Liga para neutralizá-los: Mulher Leopardo, Bane, Metalo, Mestre dos Espelhos, Safira Estrela e Ma’alefa’ak – a autodenominada Legião do Mal.

As armas utilizadas por Ghul são, primeiro, um ataque de dislexia em escala global que interfere na economia, transportes, segurança (daí o título original “Torre de Babel”) e, em seguida, armas químicas no Oriente Médio. Já Savage quer dizimar parte da humanidade com uma explosão de raios solares.

Colocar cada super-herói combatendo um inimigo conhecido torna, sem dúvida, o desenho mais atraente para diferentes públicos, leitores de HQ ou não. Outra novidade é o confronto da Liga com a Gangue Royal Flash, que imprime bom ritmo já no início da animação (veja trecho abaixo).

Deixando as diferenças de lado, Justice League: Doom cumpre seu papel de entreter. O roteiro segue a linha básica: surpreendido em algum ponto vulnerável, cada herói tomba frente a seu oponente. Ciente de sua culpa, Batman é quem primeiro a desvendar o plano e parte para ao resgate de seus amigos.

Unida novamente, a Liga volta a enfrentar os vilões e sai vitoriosa. Pena que para um plano tão grandiloqüente quanto o de Savage foi preciso encontrar uma solução idem, num desfecho que lembra o desenho dos Superamigos.

No final, a animação retoma o argumento original, com a Liga da Justiça dividida entre aqueles que compreendem os planos de contingência de Batman para o caso de algum super-herói sair da linha e aqueles que consideram seus protocolos secretos uma grave quebra de confiança.

Justice League: Doom tem qualidades, muitas, mas não se iguala a seu antecessor, o já citado Crise nas Duas Terras, uma das melhores animações da Warner/DC até o momento. Ainda assim, é boa diversão.

Nota final: o roteiro é de Dwayne McDuffie, em seu último trabalho antes da morte prematura em fevereiro de 2011. Considerando a trama confusa de Tower of Babel, até que ele fez um bom trabalho. Os produtores dedicaram o desenho à sua memória.

Sai trailer da nova animação da Liga da Justiça

Nem bem foi lançado Batman: Ano Um e a DC/Warner já deixa os fãs com água na boca com as primeiras imagens de Justice League: Doom.

O desenho será lançado no ano que vem, ainda sem data prevista, diretamente para consumo doméstico em DVD e Blu-Ray.

Justice League: Doom adapta o arco de histórias Tower of Babel, publicado na revista da Liga da Justiça no ano 2000, com roteiro de Mark Waid e arte de Howard Poter.

Na trama, um grupo de vilões tem acesso a informações que Batman mantinha secretamente a respeito das fraquezas de seus amigos da Liga da Justiça.

A adaptação para desenho animado foi o última trabalho de Dwayne McDuffie, morto em fevereiro deste ano.

Assista ao trailer:

As HQs mais vendidas nos Estados Unidos em agosto

Dando continuidade à repercussão no mercado do Restart da DC, finalmente já é possível ter uma ideia bastante precisa da venda de cada título.

Como estimado anteriormente, Justice League 1, de Geoff Johns e Jim Lee, lançada no dia 31 de agosto, ocupou o primeiro lugar no ranking com mais de 171 mil cópias vendidas. O alardeado 200 mil vai se confirmar apenas no mês que vem, quando forem contabilizadas as duas reimpressões e embarques para o Reino Unido.

O anúncio da Restart da DC impulsionou o título Flashpoint, que encerra o “velho” universo da editora. Com dois números desta revista e mais a segunda edição de War of the Green Lanterns Aftermath, a editora do Superman fecha sua participação no ranking das 10 HQs mais vendidas no mês, com quatro títulos.

Pelo menos neste mês, a Marvel continua mandando no mercado com 42,5% de participação no total de exemplares vendidos e 37,3% do faturamento. A DC vem logo atrás com 38,9% e 30,8%, respectivamente.

Este quadro deve mudar em setembro, quando se confirmar que vários dos 52 títulos do Restart da DC, lançados com numeração zerada ao longo do mês, tiveram vendas acima das 100 mil cópias.

Veja a lista das 10 HQs mais vendidas em agosto nos Estados Unidos.

1)     Justice League 1: 171.334 cópias

2)     Flashpoint 5: 94.547

3)     Fear Itself 5: 90,914

4)     Flashpoint 4: 86,216

5)     Ultimate Comics Fallout 4: 73,764

6)     Amazing Spider-Man 667: 71,235

7)     Avengers 16: 60,295

8)     War of the Green Lanterns Aftermath 2: 57,707

9)     Amazing Spider-Man 668: 57,533

10)   New Avengers 15: 56,035

Enquanto isso, no Brasil…

Continuamos na era do obscurantismo. Quem audita a circulação (ou seja, venda efetiva) das publicações, inclusive HQs, é o Instituto Verificador de Circulação (IVC) – que só disponibiliza os dados para seus assinantes.

Por ocasião da nota publicada ontem sobre as vendas da revista Turma da Mônica Jovem, Papo de Quadrinho solicitou à assessoria de imprensa da Panini a confirmação dos 500 mil exemplares vendidos. Até o momento, silêncio…

Turma da Mônica Jovem vende mais que Justice League 1

Essa foi ótima!

Mesmo antes de a Diamond Comics liberar suas estatísticas, no início desta semana, a DC Comics saiu alardeando que as 200 mil cópias vendidas faziam de Justice League 1, o pontapé do seu Restart, a revista em quadrinhos mais vendida do ano.

No mesmo dia, Rich Johnston, jornalista do site Bleeding Cool, contestou a afirmação argumentando que era necessário olhar para outros formatos (graphic novels, encadernados, HQs digitais) e países (França e Japão, por exemplo) – o que em nada diminui a excelente vendagem do título da DC.

Ontem (13), o jornalista publicou outra nota para se defender de críticas que sofreu pela contestação e reafirmou que, ainda que a definição de uma HQ se limitasse a uma revista impressa, com menos de 50 páginas, capa mole e grampeada, e com conteúdo exclusivamente de quadrinhos – ainda assim a declaração da DC não seria verdadeira.

E foi buscar o exemplo dentro do próprio continente americano: Turma da Mônica Jovem 34, a edição de junho, com o beijo de Mônica e Cebola na capa.

Johnston afirma que a revista vendeu 500 mil exemplares.

Por uma lado, é gratificante saber que uma HQ 100% brasileira não só é um fenômeno de vendas, como também é reconhecida pela imprensa especializada de outro país.

Por outro, fica a lembrança amarga de que, enquanto nos Estados Unidos os números de vendas são divulgados, tabulados, analisados, comparados, aqui permanecemos no escuro. Como Johnston conseguiu esta façanha, desconheço.

Restart da DC: Justice League 1 é HQ americana mais vendida do ano

Os números da Diamond Comics, maior distribuidora de quadrinhos em língua inglesa, ainda são estimados, mas a DC já saiu alardeando que o primeiro título de seu Restart superou os 200 mil exemplares vendidos.

Outra revista que deve bater esta marca, segundo a editora, é Action Comics, bem como 10 outros títulos podem ter superado a casa dos 100 mil. No próximo mês, quando a Diamond divulgar as vendas de setembro, será possível comprovar.

Curiosamente, a última revista da DC que vendeu nesse patamar foi também Justice League of America 1, em agosto de 2006 – aquela escrita por Brad Meltzer e desenhada pelo brasileiro Ed Benes.

Até o mês passado, a revista mais vendida no mercado americano, com 167 mil exemplares, foi Ultimate Spider-Man 160, última edição do título e a conclusão do arco que culmina na morte do Homem-Aranha no Universo Ultimate.

Quando saírem os números fechados de agosto, será possível ver como Justice League 1 se posiciona entre as HQs mais vendidas na última década.

Justice League 1: Começou o Restart da DC

A DC Comics cumpriu a ameaça feita há três meses e ontem (31) deu início a seu novo universo com o lançamento da primeira edição de Justice League.

Ao longo do mês, outros 51 títulos serão lançados, todos com numeração zerada. Para provar que não está de brincadeira, até títulos seminais, como Action Comics e Detective Comics serão relançados a partir do número 1 (para mais detalhes sobre o Restart da DC, clique aqui).

Papo de Quadrinho teve acesso a Justice League 1 e traça aqui alguns comentários.

Atenção: alto nível de spoiler a partir deste ponto. Prossiga por sua conta.

Ainda que não representasse a gênese de uma ampla reestruturação editorial, a revista mereceria destaque por reunir, pela primeira vez, o roteirista Geoff Johns e o artista Jim Lee.

Dois dos mais badalados criadores de quadrinhos da atualidade, Johns e Lee ocupam também cargos de chefia criativa na DC e participaram ativamente da concepção deste novo universo.

Como produto, Justice League 1 não decepciona. A arte de Lee continua virtuosa e Johns sabe como contar uma história.

Como conceito, é evidente a preocupação de que a história de passa num universo totalmente novo, em que os “super-humanos” mal ouviram falar uns dos outros, são vistos com desconfiança pela população e tratados como foras-da-lei pelas autoridades.

O roteiro esforça-se em definir a personalidade destes “novos” heróis: Batman mostra-se o mesmo detetive astuto e mal humorado, e o Lanterna Verde parece deslumbrado com os poderes recém-adquiridos. Em dado momento, ele faz pouco caso do colega não ter superpoderes: “Espera um pouco! Você não é só um cara numa fantasia de morcego, é?”.

A HQ termina com um aparente mal entendido entre os dois heróis e Superman, o que deve se converter num quebra-pau antes de tudo ser esclarecido. Ao que parece, a ameaça que vai reunir os heróis numa equipe é Darkseid.

Em termos criativos, narrativos e conceituais, Justice League 1 é mais do mesmo. Não inova, não renova, não cativa. Tem aquela mesma pegada das HQs do gênero publicadas na última década: muita ação e diálogos irônicos. A leitura esgota-se em parcos cinco minutos.

Antes mesmo de ser lançada, Justice League já era um sucesso comercial. Não dá para descartar que a maioria dos compradores é de leitores antigos movidos pela curiosidade, e não de novos leitores – público-alvo do Restart da DC. O tempo dirá se a editora será bem sucedida.

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