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Tag: Lanterna Verde

ComicCON RS chega em agosto com atrações internacionais

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Marcando a contagem regressiva de um mês para a maior convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul, a ComicCON RS divulga sua programação oficial. O evento realizado pela Produtora Multiverso acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no campus da Ulbra em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

Em sua sexta edição, a convenção tem como atração internacional o artista inglês David Lloyd, parceiro de Alan Moore na cultuada graphic novel V de Vingança. Outro destaque estrangeiro é o argentino Juan Ferreyra, que acaba de assumir a arte do título Arqueiro Verde no Rebirth da DC Comics, depois de passagens por revistas como Batman, Constantine e Esquadrão Suicida, prestes a ganhar sua aguardada adaptação para o cinema.

Variedade nacional

Entre os convidados nacionais está Danilo Beyruth, ícone dos quadrinhos independentes que neste ano faz sua estreia na Marvel, depois do estrondoso sucesso de Astronauta pela coleção Graphic MSP.
Sidney Gusman, editor do bem-sucedido selo de releituras dos personagens de Mauricio de Sousa, também marca presença e traz consigo outras duas revelações do projeto: Rogério Coelho, ilustrador de Louco – Fuga, e Bianca Pinheiro, artista escolhida para assinar a obra solo da Mônica.

Um dos homenageados do evento em 2016 é Ivan Reis, brasileiro com sólida carreira no mercado norte-americano, aclamado por títulos de destaque da DC Comics como Lanterna Verde, Aquaman e Liga da Justiça. Ele vem acompanhado dos amigos de longa data Joe Prado, arte-finalista e parceiro em diversos trabalhos, e Ivan Freitas da Costa, agente da Chiaroscuro Studios e organizador da CCXP. Também recebem a Medalha Renato Canini o cartunista gaúcho Santiago, a ilustradora Ana Koehler e o mineiro Afonso Andrade, coordenador do FIQ. Quadrinhos gaúchos estão bem representados por nomes como Cris Peter, Gustavo Borges, Daniel HDR, Rafael Corrêa e outros, em uma programação formada por mais de 50 convidados.

Cultura pop para todos

Foi-se o tempo em que a cultura pop era interesse de poucos: hoje o mundo nerd abre suas portas para todos e a ComicCON RS tem orgulho de receber um público diversificado e sua programação reflete esse conceito fazendo um verdadeiro panorama da cultura pop atual com quadrinhos, games, cinema, séries de TV, para todas as idades, gêneros, gostos e estilos.

Entre os convidados que evidenciam a abertura estão Alexandre Beck, da popular tirinha da internet Armandinho, o youtuber Sergio Vinicius do canal 2Quadrinhos, a jornalista Natália Bridi, editora de cinema do site Omelete, e Cecília Dassi, atriz e psicóloga que palestra sobre a Jornada do Herói. Painéis variados trazem assuntos do momento como o jogo Pokémon Go e a série Game of Thrones. Para completar, a convenção será sede da Maratona Conselho Jedi, tradicional encontro gaúcho de fãs de Star Wars realizado pelo CJRS.

Serviço

Com ampla estrutura, dois palcos com programação simultânea, espaço para estandes e artists alley formado por mais de 60 artistas, desfiles cosplay, áreas de lazer, alimentação, exposições e sessões de autógrafos, a ComicCON RS acontece nos dias 20 e 21 de agosto, das 11h às 20h, no campus da Ulbra em Canoas.

Ingressos à venda online na página www.facebook.com/comicconrs

Ingressos à venda em Porto Alegre na Nerdz (R. Sarmento Leite, 627), Tutatis Revistaria (Av. Assis Brasil, 650), Banca da República (Rua da República, 21) Geek Stuff (Av. Assis Brasil, 3522, Lindoia Shopping), Beco Diagonal (Av. Dr. Nilo Peçanha, 3228, Shopping Viva Open Mall) e Café Cartum (José do Patrocínio, 637), e em Canoas na Game House (Rua Guilherme Schell, 6750, Canoas Shopping) e Estação do Livro (Av. Farroupilha, 8001, Ulbra Canoas, Prédio 16B).

Debate: beijo gay nos quadrinhos e classificação etária

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A polêmica história que revelou a homossexualidade do super-herói Lanterna Verde (Alan Scott) no Restart da DC acaba de chegar ao Brasil. Quando foi lançada, em agosto do ano passado, a segunda edição de Earth-2 ganhou destaque na grande mídia tanto de fora como daqui.

A história foi publicada pela Panini neste mês no mix da revista Universo DC número 10. Como adiantado quando do lançamento dos Novos 52 no Brasil, a editora não fez menção ao conteúdo ou indicou a classificação etária na capa.

Nos Estados Unidos, Earth-2, recebe classificação T (Teen), que significa “conteúdo normalmente indicado para idade de 13 anos ou mais. Pode conter violência, temas sugestivos, humor grosseiro, pouco sangue, jogos de azar e/ou linguagem inadequada”.

Papo de Quadrinho pediu a opinião de dois colecionadores e estudiosos dos quadrinhos sobre a classificação etária em revistas de super-heróis com cenas de relacionamento gay. Veja as opiniões:

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CONTRA

Antonio dos Santos, editor do blog de cultura pop Popground.

Acredito que um sistema que classifique histórias que lidam com violência e morte, elementos claramente danosos para leitores mais jovens, é de fato interessante. Mas quando se levanta esse questionamento logo após a representação de um simples beijo, um gesto consensual de afeto entre dois personagens adultos saudáveis, vemos um claro teor de preconceito aí.

Qualquer classificação etária deve seguir preceitos estabelecidos por profissionais de psicologia infanto-juvenil, não o posicionamento reacionário de certos setores da sociedade ou preceitos religiosos que não são partilhados por todos.

Relacionamentos humanos são por natureza complexos, multifacetados, e obras voltadas para diferentes idades devem, por necessidade, focar de forma diferente cada um desses elementos. Mas dizer que um tipo de relação não deve sequer ser citada em uma obra de livre classificação é invalidar essa relação no sentido social.

Se todos temos os mesmos direitos, então todos devem ser livres para manifestar suas inclinações sem represálias ou censura. E a representação dessas manifestações como algo normal é importante nesse processo de aceitação.

Apresentar uma relação homossexual como algo impróprio mesmo quando o foco não está na sexualidade é alegar diretamente que os homossexuais não devem ser representados. É ser, sim, preconceituoso.

Todo pai tem o direito de criar os filhos como quer, discutindo os assuntos que quiser quando quiser, mas esse pai não pode exigir que uma empresa ou o governo faça esse trabalho por ele; esse pai não pode exigir que entidades que não partilham de seu ponto de vista obedeçam às mesmas regras que ele segue em sua casa.

 

A FAVOR

Clayton Godinho, editor do blog Chamando Superamigos e colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis

Livros, filmes, jogos eletrônicos, desenhos animados, todos eles possuem classificação indicando o conteúdo. Porque os quadrinhos não? Com a liberdade que os roteiristas estão tendo hoje para criarem situações que anos atrás seriam evitadas, vale a pena pensar nisso.

No caso em questão fica claro que mesmo com toda abertura, o assunto ainda é passível de discussão. Quando defendo isso, não faço como forma de censura; pelo contrário: quadrinhos como esse vão parar na mão de crianças, seja comprado por algum responsável ou até mesmo em uma biblioteca pública.

E aí entram vários aspectos legais que regem a obrigação da informação, atribuição do Estado através da Constituição, do direito familiar garantido no Código Civil e do Estatuto da Criança e Adolescente que dá acesso à cultura e arte sempre levando em conta o indivíduo em formação intelectual.

Ao dizer o que vai ser encontrado nas páginas de uma HQ, dá-se aos pais e responsáveis o direito de decidir se isso é adequado para seus filhos, sempre garantindo a liberdade de expressão criativa. Nada mais justo numa sociedade democrática.

Por que o desenho do Lanterna Verde foi cancelado

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Em entrevista a um correspondente do site Bleeding Cool durante a Emerald City Comic Con, o produtor-executivo de Green Lantern: The Animated Series, Bruce Timm, revelou o verdadeiro motivo de a série não ter sido renovada pelo Cartoon Network para a segunda temporada: baixas vendas de produtos relacionados – especialmente figuras de ação.

“Desde o filme estrelado por Ryan Reynolds, os revendedores estão com estoque de mercadorias, que simplesmente não foram vendidas. Isso os deixou muito relutantes, para não dizer completamente resistentes, a qualquer pedido relacionado à série animada. Portanto, a falta de vendas nessa frente leva à falta de receita para uma série em computação gráfica reconhecidamente cara”.

Tim ainda declarou-se desapontado com a decisão e que Green Lantern: The Animated Series foi uma das melhores coisas em que já trabalhou – o que, levando em conta sua longa e bem sucedida carreira na animação, não é pouca coisa.

Produtor confirma cancelamento de Lanterna Verde

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Na semana passada, os principais sites internacionais de cultura pop noticiaram o cancelamento das atuais animações do bloco DC Nation do canal Cartoon Network: Lanterna Verde: A série animada e Justiça Jovem.

Isto porque no anúncio da grade do canal para a temporada 2013-2014 constam outros dois desenhos em seu lugar: o aguardado Beware the Batman (primeira animação do Homem-Morcego em computação gráfica) e Teen Titans Go, em estilo anime e voltada ao público infantil.

Em resposta a um e-mail do Papo de Quadrinho, o produtor de Lanterna Verde, Giancarlo Volpe, confirmou a informação:

Infelizmente, é verdade. Lanterna Verde e Justiça Jovem ainda não foram renovadas, o que significa que serão substituídas neste ano por Batman e Teen Titans Go.

De todo modo, obrigado pelo apoio. Significa muito para mim que as pessoas reajam de forma tão apaixonada às nossas séries.

Os episódios inéditos de Lanterna Verde e Justiça Jovem voltaram a ser exibidos no início de janeiro depois de vários problemas de continuidade e um longo hiato.

É uma pena. Justiça Jovem de fato não conseguiu empolgar na segunda temporada. A decisão de adiantar a trama em cinco anos tirou o principal charme da animação: o desenvolvimento emocional do núcleo principal de heróis.

O mesmo não se pode dizer de Lanterna Verde. Depois do impactante final da primeira temporada, a segunda começou muito bem com a participação especial de Guy Gardner, e a ameaça dos Caçadores Cósmicos e do Antimonitor.

Bloco de animação DC Nation volta em janeiro nos EUA

A programação de desenhos animados da DC, exibidos no canal americano Cartoon Network, é uma zona!

A primeira temporada de Young Justice foi interrompida em novembro do ano passado e só retornou em março deste ano; meia dúzia de episódios depois, em abril, começou a ser exibida a segunda temporada – ambientada cinco anos depois – sem nenhum intervalo ou aviso.

Mais algumas semanas e nova interrupção em junho, com somente dois episódios inéditos, em setembro e outubro.

Green Lanternet: The Animated Series teve mais sorte. Depois da premiere em novembro de 2011, a série emplacou em março e teve os 13 episódios exibidos sem interrupção.

O desenho voltou à grade do Cartoon em setembro no que parecia uma nova temporada (apesar de ainda ser considerada a primeira pelos produtores) e teve apenas mais um episódio em outubro.

As animações são o carro chefe do bloco de programação DC Nation; o Cartoon Network anunciou que ambas voltam dia 5 de janeiro com episódios inéditos: Young Justice – Before the Dawn e Green Lantern – Steam Lantern – ambos disponibilizados no iTunes dia 14 de outubro e depois tirados do ar.

Vamos ver se agora vai…

Mundo dos Super-Heróis 34 antecipa Amazing Spider-Man

A publicação acaba de vencer, pela terceira vez, o prêmio HQMix na categoria Melhor Mídia de Quadrinhos. Na edição deste mês, uma matéria de capa com 23 páginas detalha o reinício da franquia do Homem-Aranha nos cinemas, com histórias de bastidores, escolha do elenco, criação do roteiro, perfil e trajetória dos principais personagens nos quadrinhos.

A revista apresentam também uma análise do lançamento do Restart da DC no Brasil pela Panini e entrevista os editores responsáveis. As séries de TV ganham espaço em reportagens especiais sobre Supernatural e o novo desenho do Lanterna Verde – esta última com uma entrevista exclusiva do produtor Giancarlo Volpe.

Texto de Maurício Muniz repercute a recente polêmica na Internet envolvendo personagens gays das duas principais editoras de super-heróis: Estrela Polar e o Lanterna Verde do Novo Universo da DC.

Lourenço Mutarelli dá uma entrevista reveladora para a equipe da Mundo, e Éder Pegoraro explica as mudanças na linha de action figures DC Direct.

Tudo isso e mais Ken Parker, colecionismo, cosplay, resenhas dos lançamentos mais recentes em HQs, promoções, cartas e desenhos dos leitores.

Mundo dos Super-Heróis 34 tem 100 páginas e preço de R$ 14,90. Mais informações e assinaturas podem ser feitas pelo site da Editora Europa.

Caso Alan Scott: os perigos do jornalismo “nas coxas”

Atualizado em 10.06.2012

Num videozinho de menos de um minuto e tendo o mesmo Tadeu Schmidt como narrador, a edição de hoje do Fantástico admitiu a gafe da semana passada, quando confundiu as diferentes versões do herói Lanterna Verde na matéria sobre a nova orientação sexual de Alan Scott.

Diz o texto:  Mas telespectadores reclamaram porque a gente também usou imagens de outro Lanterna Verde: Hal Jordan, que aparece em um filme. Hal Jordan não é gay. O Lanterna Verde gay, conforme mostramos, é Alan Scott. São muitos lanternas verdes nas histórias em quadrinhos. 

Segue o link: http://tinyurl.com/7st6e6k

As outras bobagens ditas na matéria ficaram por isso mesmo…

***

A edição deste domingo (3) do Fantástico, exibido pela Rede Globo, repercutiu o anúncio feito nesta semana pela DC Comics: o Lanterna Verde original, criado na década de 1940, será homossexual no novo universo da editora.

Até entre os aficionados por quadrinhos há discordância: apesar de se tratar de uma nova versão do personagem, num universo completamente novo, para muitos fica a impressão de que um herói clássico teve sua orientação sexual alterada.

Imagine, então, a confusão de quem não é “iniciado”. Para alguns, o Lanterna Verde é John Stewart, que fez sucesso no desenho animado da Liga da Justiça; para outros, é aquele do cinema: Hal Jordan.

Pois foi com as imagens deste filme que o Fantástico prestou um desserviço ao ilustrar sua matéria: falou de Alan Scott e mostrou Hal Jordan, como se fossem o mesmo personagem (assista aqui).

Difícil entender a lógica por trás disso. Desinformação? Preguiça de pesquisar? Ou, na falta de imagens em live action de Alan Scott, os produtores optaram por usar o que estava à mão? Afinal, devem pensar, quem se importa com quadrinhos?

Dá pra notar que a confusão está instalada. Por falta de conhecimento e de matérias como esta, o público em geral pode acabar entendendo que a orientação sexual do novo Alan Scott estende-se para toda a franquia dos Lanternas Verdes.

A matéria de 3 minutos, exibida em horário nobre, tem ainda outras “pérolas” típicas do jornalismo feito “nas coxas”:

Em determinado momento, diz o narrador Tadeu Schmidt: “… mas a publicação que contará detalhes da vida íntima do herói só sairá na próxima quarta-feira”. Ninguém ainda leu esta edição, mas tudo indica que será centrada na origem do herói. A orientação sexual é uma entre as muitas características do personagem, não a principal;

Continua ele: “Enquanto isso, na Sala de Justiça, outros superpoderosos ainda correm o risco de serem arrancados do armário pela editora que os criou, a DC Comics” (detalhe: uma das imagens que cobrem o off é do Capitão América!). Profecia de araque. Apesar de Marvel e DC terem explorado o tema da homossexualidade simultaneamente, nada indica que é uma tendência;

Por aqui, a reação a este novo colorido nos quadrinhos é positiva”. Mentira. Basta uma visita às redes sociais para ver que as opiniões estão divididas;

Por último, uma declaração do desenhista Rafael Grampá – que na matéria é chamado de “paulista” (ele é gaúcho) – sobre Batman: “Ele é um milionário que prefere sair pulando de prédio vestido de preto com um molequinho de tanga. É meio estranho”.

Esta prefiro nem comentar…

No Restart da DC, Lanterna Verde nasceu “ontem”

Quem levantou a bola foi o site Bleeding Cool (para variar…). Esperei ter acesso à publicação antes de repercutir. Ler para crer.

Nas páginas finais da terceira edição da revista Justice League, lançada semana passada nos Estados Unidos, há um sketchbook demonstrando como foi o processo de criação do visual do Lanterna Verde Hal Jordan no “novo” Universo DC.

Entre outras informações, a ficha do personagem diz que sua primeira aparição foi em Justice League#1 (2011) !

Até onde me recordo, isso nunca aconteceu. Mesmo depois da saga Crise nas Infinitas Terras, um reboot muito mais bem elaborado que o atual Restart da DC, as enciclopédias da editora continuaram trazendo a informação correta: a primeira aparição de Hal Jordan foi na revista Showcase 22, com data de capa de outubro de 1959.

Erro, má fé, ignorância ou uma estratégia equivocada para tentar convencer todo mundo que mais de 50 anos de cronologia nunca existiram?

Em se tratando de DC Comics, é difícil saber…

Papo de Quadrinho viu Lanterna Verde: A série animada

O canal americano Cartoon Network exibiu na noite da última sexta-feira (11), o episódio especial de estreia de seu novo desenho.

Green Lantern: The Animated Series é todo em computação gráfica – aliás, é o primeiro desenho deste tipo produzido por Bruce Timm, conhecido de todos os fãs de animações baseadas em personagens da DC Comics.

Apesar de ter perdido o bonde da quantidade de produtos surgidos por ocasião da exibição do filme nos cinemas, o lançamento é oportuno.

O Lanterna Verde é um dos maiores e mais populares super-heróis dos quadrinhos. Nos últimos anos, sua revista esteve entre as mais vendidas, graças ao resgate proporcionado pelo roteirista Geoff Johns.

Com exceção do segmento dedicado a ele no programa The Superman/Aquaman Hour Show (aquele antigo da Filmantion, em que era chamado no Brasil de “Homem de Verde”), até então o Gladiador Esmeralda nunca estrelara seu próprio desenho animado.

A série não se propõe a contar a origem do super-herói. Por conta disso, o episódio duplo de estreia faz uma rápida introdução à vida do Lanterna Verde na Terra, o piloto de aviões Hal Jordan, e as complicações que a identidade heróica provoca.

Depois disso, são apresentados o planeta Oa, a rabugice dos Guardiões da Galáxia e o Lanterna Kilowog, que deve ser o parceiro de aventuras mais constante do herói em toda a série.

Também é mostrada a rebeldia de Hal Jordan, que desrespeita uma ordem de seus superiores e parte em missão de resgate de outro Lanterna na fronteira do universo.

A série introduz, logo de cara, conceitos relativamente novos dos quadrinhos, como a Tropa dos Lanternas Vermelhos e o vilão Atrócitus – evidenciando que a intenção dos produtores é mantê-la alinhada à atual cronologia do Lanterna Verde naquela mídia.

O desenho tem muitas cenas de ação bem coreografadas, drama, aventura e humor. Deve agradar os leitores de quadrinhos – principalmente os mais jovens, mas também os veteranos, se estiverem dispostos – e o público em geral.

Apesar de não comprometer em nada a animação, a computação gráfica pode incomodar alguns – como este editor, por exemplo. Tudo soa meio artificial, especialmente a caracterização dos personagens em trajes civis.

De todo modo, é assim que será. A esperança é que o desenho venha a resgatar a imagem do personagem, bastante desgastada pela sofrível adaptação para o cinema.

Green Lantern: The Animated Series começará a ser exibida regularmente a partir de 2012. A primeira temporada tem 26 episódios programados.

Veja abaixo um trecho de seis minutos do primeiro episódio, Beware my Power:

Justice League 1: Começou o Restart da DC

A DC Comics cumpriu a ameaça feita há três meses e ontem (31) deu início a seu novo universo com o lançamento da primeira edição de Justice League.

Ao longo do mês, outros 51 títulos serão lançados, todos com numeração zerada. Para provar que não está de brincadeira, até títulos seminais, como Action Comics e Detective Comics serão relançados a partir do número 1 (para mais detalhes sobre o Restart da DC, clique aqui).

Papo de Quadrinho teve acesso a Justice League 1 e traça aqui alguns comentários.

Atenção: alto nível de spoiler a partir deste ponto. Prossiga por sua conta.

Ainda que não representasse a gênese de uma ampla reestruturação editorial, a revista mereceria destaque por reunir, pela primeira vez, o roteirista Geoff Johns e o artista Jim Lee.

Dois dos mais badalados criadores de quadrinhos da atualidade, Johns e Lee ocupam também cargos de chefia criativa na DC e participaram ativamente da concepção deste novo universo.

Como produto, Justice League 1 não decepciona. A arte de Lee continua virtuosa e Johns sabe como contar uma história.

Como conceito, é evidente a preocupação de que a história de passa num universo totalmente novo, em que os “super-humanos” mal ouviram falar uns dos outros, são vistos com desconfiança pela população e tratados como foras-da-lei pelas autoridades.

O roteiro esforça-se em definir a personalidade destes “novos” heróis: Batman mostra-se o mesmo detetive astuto e mal humorado, e o Lanterna Verde parece deslumbrado com os poderes recém-adquiridos. Em dado momento, ele faz pouco caso do colega não ter superpoderes: “Espera um pouco! Você não é só um cara numa fantasia de morcego, é?”.

A HQ termina com um aparente mal entendido entre os dois heróis e Superman, o que deve se converter num quebra-pau antes de tudo ser esclarecido. Ao que parece, a ameaça que vai reunir os heróis numa equipe é Darkseid.

Em termos criativos, narrativos e conceituais, Justice League 1 é mais do mesmo. Não inova, não renova, não cativa. Tem aquela mesma pegada das HQs do gênero publicadas na última década: muita ação e diálogos irônicos. A leitura esgota-se em parcos cinco minutos.

Antes mesmo de ser lançada, Justice League já era um sucesso comercial. Não dá para descartar que a maioria dos compradores é de leitores antigos movidos pela curiosidade, e não de novos leitores – público-alvo do Restart da DC. O tempo dirá se a editora será bem sucedida.

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