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Agente Sommos, de Flavio Luiz: humor à moda antiga

Leitores com mais de 40 devem se lembrar dos álbuns da dupla de espiões Mortadelo e Salaminho, de Francisco Ibañez, publicados pela Cedibra nos anos 1970.

Para quem quiser matar a saudade, uma boa pedida é Agente Sommos e o Beliscão Atômico, mais recente trabalho do quadrinhista Flavio Luiz (O Cabra, Aú o Capoeirista, Histórias Paulistanas).

Tá tudo lá: a trama mirabolante, os disfarces e armas improváveis, o humor meio nonsense, os trocadilhos infames (no bom sentido!), a metalinguagem, as muitas referências aos quadrinhos, cinema, desenhos animados, música… O traço de Flavinho, inspirado no estilo europeu, aproxima ainda mais seu trabalho do de Ibañez.

A trama é estrelada por Sommos, um agente secreto estilo ator brega e canastrão, bom de briga e não muito esperto, escalado para impedir um atentado de espiões russos em solo brasileiro. Isso é tudo que você precisar saber; o resto é se entregar ao humor inteligente e despretensioso da leitura, bem à moda antiga.

Parte da diversão está em prestar atenção no segundo plano em busca dos easter eggs: “participações especiais” de gente conhecida dos quadrinhos (tem até o Flavinho vendendo caricaturas) e da TV (a trupe do Casseta & Planeta, por exemplo)…

Por falar em Casseta & Planeta, uma curiosidade: no meio do desenvolvimento do álbum, Flavio descobriu que os humoristas haviam criado um personagem com o mesmo nome (sem o “m” dobrado) para o programa de TV.

Ele fez a cortesia de entrar em contato com um dos integrantes e não só recebeu sinal verde para continuar, como também ganhou o prefácio assinado por Reinaldo Figueiredo. O posfácio é de Otacílio Assunção, o Ota, ex-editor da revista MAD no Brasil.

Até domingo (9), dá tempo de comprar Agente Sommos e o Beliscão Atômico na mesa do autor (F13) na CCXP 2018. Depois disso, pedidos podem ser feitos diretamente pelo e-mail flavioluizcartum@uol.com.br.

Por uns trocados a mais, o leitor ainda leva a carteirinha personalizada de uma das duas agências de espionagem, a M.E.N.A.S. (mocinhos) e a M.E.R.M.O. (vilões).

A boa notícia que é o autor revelou ao Papo de Quadrinho que já está trabalhando no segundo álbum do agente canastrão. Que venham muitos mais! Esse tipo de humor anda em falta e é muito bem-vindo!

Agente Sommos, de Flavio Luiz, será lançada na CCXP 2018

O quadrinhista Flavio Luiz acaba de concluir seu mais recente trabalho, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, com lançamento previsto para a CCXP 2018 (6 a 9 de dezembro), onde ele vai expor no Artists’ Alley, mesa F13.

O protagonista é uma versão tupiniquim, atrapalhada e setentista do agente secreto 007. A trama, garante o autor, é carregada de humor leve e nonsense, e não faltam referências aos “tempos áureos” da TV brasileira.

Pelo preview abaixo (clique nas imagens para ampliar), é possível notar que Flávio manteve o traço inspirado nos quadrinhos europeus, uma constante em seus trabalhos, como Aú o Capoeirista, O Cabra, Rota 66, Jayne Mastodonte e Histórias Paulistanas.

Agente Sommos e o Beliscão Atômico ganhou prefácio de Reinaldo Figueiredo, da trupe Casseta & Planeta, e posfácio de Ota, icônico editor da revista MAD no Brasil. O álbum tem 44 páginas, formato 21 x 29 cm, capa e miolo coloridos e preço de R$ 30.

Para mais informações e conhecer outros trabalho de Flavio Luiz, acesse o site.

“147” satiriza discurso de ódio das redes sociais

Capa 147_alta

Do Press-Release

Num tempo de discursos polarizados e pouca tolerância com a opinião alheia, um ótimo remédio é o bom humor. É isso que fazem Daniel Esteves (roteiro) e Hugo Nanni (arte) na HQ “147” (Zapata Edições, 24 páginas, R$ 10).

O título é uma referência ao saudoso veículo Fiat modelo 147 em que dois amigos viajam para o que deveria ser um fim de semana de descanso na praia. Papo vai, papo vem, surge o tema da violência urbana e as divergências sobre como lidar com o problema logo ficam evidentes. Era uma vez uma amizade…

Os autores satirizam os clichês e a cultura de ódio que infestou especialmente as redes sociais e impedem o debate civilizado sobre questões sociais complexas. “147” será lançada no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 11 a 15 de novembro.

Durante o evento, a Zapata Edições, de Daniel Esteves, lança duas outras HQs: Por mais um dia com Zapata (136 páginas, R$ 25), sobre a trajetória de luta do revolucionário mexicano, e Archimedes Bar (32 páginas, R$ 10), coletânea de crônicas dos confins do universo produzidas por diferentes autores.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Hugo Nanni: Publica quadrinhos desde 2007, ano em que estreou numa revista com o personagem Toninho do Diabo. Participou de vários coletivos, como o Quarto Mundo e o Jund Comics, publicando em diversas revistas e criando a série Clube da Voadora. Publica tiras e outras histórias em seu site (www.hugonanni.com), além de ministrar aula de Artes em escolas públicas.

SERVIÇO:

147 – Autores: Daniel Esteves e Hugo Nanni

Páginas: 24 – Formato: 15 x 22 cm – Preço: R$ 10,00 – Zapata Edições

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais).

Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

Humor incorreto de “Cianeto & Felicidade” chega ao Brasil pela Leya

cianeto

Numa época em que grupos organizados colocam de joelhos artistas e editoras mainstream, é um alento saber que tem gente nadando contra a maré, pelo menos no cenário independente.

Consta que as tirinhas online de Cyanide & Happiness surgiram quando o jovem Kris Wilson ficou de molho para se recuperar de uma amigdalite. Para passar o tempo, usou seu parco conhecimento de desenho para colocar bonecos palitos em situações politicamente incorretas.

As tiras foram publicadas na internet e chamaram a atenção dos sócios Rob, Matt e Dave, que hospedaram o material, passaram a contribuir na produção e transformaram o passatempo num negócio.

Hoje, Cyanide & Happiness tem 10 milhões de curtidas no Facebook, 133 mil seguidores no Twitter, quase 80 mil no Instagram, e 1 milhão de visitas diárias no site oficial.

Parte deste material chega agora em versão impressa aos leitores brasileiros pela editora Leya, em dois volumes: Cianeto & Felicidade e Sorvete e Depressão. Cada álbum reúne 100 tiras selecionadas pelos autores, algumas delas inéditas.

A boa notícia que vem acompanhada deste lançamento é que a Leya diminuiu, mas não abandonou, a publicação de quadrinhos depois que desfez a parceria com a editora Barba Negra.

No final do ano passado, a Leya lançou dois volumes da série O Cavaleiro dos Sete ReinosA Espada Juramentada e O Cavaleiro Andante –, adaptados da obra de George R.R. Martin e que funcionam como uma espécie de prelúdio de Guerra dos Tronos.

Apesar disso, a editora afirma que não tem outros lançamentos em quadrinhos previstos para este ano.

Cianeto & Felicidade (160 páginas) e Sorvete e Depressão (176 páginas) têm formato 21 x 14 cm e preço de R$ 39,90 cada.

Cianeto e Felicidade

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