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Ben Affleck viverá Batman no cinema

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O anúncio foi feito na noite de ontem (22) e desde então só se fala nisso nas redes sociais.

Ben Affleck será o novo Batman no cinema e vai contracenar com Henry Cavill no próximo filme do Superman, com estréia prevista para 17 de julho de 2015. A notícia de que os dois heróis se encontrariam foi dada durante a San Diego Comic Con, em julho.

O diretor Zack Snyder adianta que a trama não será baseada na graphic novel O Retorno do Cavaleiro das Trevas, de Fank Miller, e justifica a escolha: “Ben oferece uma contraponto interessante ao Superman de Henry. Ele tem a capacidade dramática para criar um personagem que é mais velho e mais esperto que Clark Kent e carrega as cicatrizes de um combatente do crime experiente, mas mantém o charme que o mundo vê no bilionário Bruce Wayne”.

A grita entre os fãs não foi pequena, apesar de as opiniões parecerem divididas. As principais críticas em relação a Affleck são a canastrice demonstrada em alguns filmes e, principalmente, o fato de ter vivido o herói cego Demolidor no filme de 2003.

Affleck, convenhamos, é um ator limitado, mas a bronca dos fãs é mais contra o filme do que sua interpretação de Matt Murdock/Demolidor. E ele vem construindo uma carreira respeitável como roteirista e diretor.

O resultado dessa escolha só poderá ser conferido daqui a dois anos. Até lá, qualquer coisa que se diga, contra ou a favor, é exercício de adivinhação – algo que os fãs de quadrinhos adoram fazer.

Crítica: “O Homem de Aço” – Um Superman para os novos tempos

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Aviso de spoiler: o texto abaixo revela situações que podem estragar a surpresa de quem ainda não assistiu ao filme.

O Homem de Aço, que estreou no Brasil no último dia 12, tem tudo que um orçamento declarado de US$ 225 milhões pode comprar: renomados roteiristas (David Goyer e Christopher Nolan) e diretor (Zack Snyder), elenco estrelado (Russell Crowe, Kevin Costner, Laurence Fishburne) e efeitos especiais de primeira.

Os primeiros 18 minutos quebram qualquer resistência que se pode ter contra o filme. Ambientados no planeta Krypton, misturam ação, conspiração e a luta de um pai para salvar seu filho – sem contar o espetáculo visual.

A partir daí, O Homem de Aço caminha mais duas horas entre acertos, tropeços e exageros.

Entre os muitos acertos estão as cenas de luta, bem dosadas e coreografadas, e a discussão sobre o efeito que a existência de um extraterrestre teria sobre a humanidade. Daí deriva o cuidado extremo que o pai terrestre do Superman, Jonathan Kent (Kevin Costner), tem em manter ocultos os poderes do garoto – ao ponto de pagar com a vida essa convicção.

No capítulo dos erros estão algumas soluções simplistas do roteiro. A forma como Lois Lane encontra a nave kryptoniana é pueril; sua presença na nave de Zod, sem sentido; e a transição do jovem perturbado Kal-El num super-herói plenamente consciente de seus poderes (incluindo aí a aparição do uniforme) é um atropelo.

O Homem de Aço exagera nas cenas de destruição. Não me lembro de um filme-catástrofe que tenha sido mais catastrófico que a destruição de Metrópolis. Extrapola também na presença de Jor-El (Russell Crowe): sua “consciência” é mais que um registro holográfico, mais que um mentor do filho exilado; é um ser onisciente, uma entidade que interage e interfere na trama muito mais do que o aceitável. É uma muleta narrativa.

Mais importante, porém, que contar de forma competente uma boa história, o papel de O Homem de Aço para a indústria do entretenimento está em redefinir o primeiro e maior super-herói de todos os tempos.

Nisso, o filme tem uma vantagem. A última vez que a origem do Superman foi contada nos cinemas data mais de 30 anos. Assim, foi possível manter fidelidade à mitologia do personagem sem soar repetitivo. Os poucos ajustes não comprometem nem desvirtuam o conhecimento prévio dos fãs.

O Superman que surge ao final de O Homem de Aço não é muito diferente daquele que os fãs estão acostumados – com a exceção óbvia do novo visual. Henry Cavill conseguiu imprimir carisma, jovialidade e hombridade ao personagem – todos estes atributos arraigados à imagem construída ao longo de 75 anos. Construiu um Superman muito menos sisudo e sombrio do que davam a entender os trailers.

A questão de fundo está na batalha final. Muito bem arquitetada, convence a audiência que o herói não tinha outra opção a não ser matar o General Zod (o ótimo Michael Shannon). Porém, trata-se de uma quebra de paradigma que pode ou não influenciar o novo Superman nas próximas décadas.

Nos quadrinhos (pelo menos nas histórias significativas), quando Superman matou alguém ele saiu de cena: morreu (em A Morte do Superman) ou se aposentou (em O que aconteceu ao Homem de Aço).

No cinema, Superman reinicia a carreira já fazendo esta opção definitiva. Em entrevista exclusiva ao site Omelete, o diretor Zack Snyder é taxativo: “Ele tinha que matar porque o mundo não é mais o mesmo que era quando ele foi criado – ou quando o primeiro filme saiu. A inocência acabou“.

O pensamento de Snyder sintetiza o que vem acontecendo com os quadrinhos do gênero nas últimas décadas: super-heróis têm que ranger os dentes e fazer cara de mau para que sejam identificados como “reais”.

Há quem diga que é isto que os jovens leitores de hoje, mais informados e acostumados à violência, desejam. Se fosse verdade, o filme Os Vingadores não teria sido um retumbante sucesso, e HQs como Demolidor, de Mark Waid, não ganhariam prêmios.

O Homem de Aço pode não ter conquistado bilheterias estratosféricas, mas foram suficientes para animar a Warner a dar continuidade à franquia e, quem sabe, ao tão sonhado filme da Liga da Justiça.

Para o bem ou para o mal, este Superman veio para ficar. Este é o Superman dos novos tempos.

NOTA: 8

“O Homem de Aço” faz R$ 9 milhões na estreia brasileira e fica em segundo lugar

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A nova origem do Superman nos cinemas chegou ao Brasil na última sexta-feira, dia 12, com um mês de atraso em relação ao resto do mundo – a exceção é o Japão, que só verá o filme no final de agosto.

No final de semana de estreia (12 a 14), O Homem de Aço rendeu R$ 9,04 milhões e ficou em segundo lugar, atrás de Meu Malvado Favorito 2, com R$ 9,18 milhões. É o segundo final de semana que a animação lidera a bilheteria brasileira.

Os dois filmes foram responsáveis por quase 60% de toda a arrecadação com cinema no Brasil nestes três dias. Foi a segunda maior bilheteria de fim de semana do ano, atrás da anterior (5 a 7 de julho), também puxada por Meu Malvado Favorito 2.

Somada às pré-estreias, O Homem de Aço arrecadou até o momento no Brasil uma bilheteria de R$ 11,9 milhões (ou US$ 5,27 milhões).

“Man of Steel” já é o segundo filme mais assistido do ano nos Estados Unidos

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Mais uma vez, a nova origem cinematográfica do Superman não teve um dos melhores desempenhos na bilheteria americana neste final de semana. Entre os dias 28 e 30, Man of Steel arrecadou US$ 20,8 milhões e ficou em quinto lugar – perdendo novamente para Universidade Monstros e Guerra Mundial Z (ambos na segunda semana de exibição) e para os estreantes The Heat e White House Down – de acordo com estimativas do site Box Office Mojo.

Mesmo assim, em pouco mais de duas semanas completas de exibição o filme acumula bilheteria doméstica de US$ 248 milhões e já é o segundo mais assistido do ano nos Estados Unidos, atrás somente de Homem de Ferro 3 (US$ 405,5 milhões).

Man of Steel vem conseguindo manter uma bilheteria consistente nos dias úteis. Na primeira semana, fez uma média diária de US$ 10 milhões entre segunda e quinta-feira; na segunda, média de US$ 4,5 milhões.

Somada à bilheteria mundial, o filme arrecadou até agora mais de US$ 520 milhões. O valor certamente é bem maior, pois os países em que estreou na última semana ainda não foram computados pelo site.

“Man of Steel”: bilheteria em queda livre

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No segundo final de semana de exibição nos Estados Unidos, o filme que reconta a origem do Superman faturou US$ 41 milhões, de acordo com estimativa do site Box Office Mojo.

O valor representa queda de 64% em relação aos US$ 116 milhões do fim de semana de estreia (14 a 16) e fez do filme o terceiro mais visto entre os dias 21 e 23 de junho naquele país – atrás dos estreantes Universidade Monstros (US$ 82 milhões) e Guerra Mundial Z (US$ 66 milhões).

A título de comparação, Homem de Ferro 3 – o filme de super-herói que muitos fãs amam odiar – só perdeu a segunda posição no quarto final de semana de exibição; e entre o fim de semana de estreia e o seguinte registrou queda de 58,4%.

Até agora, Man os Steel acumula US$ 273 milhões no mundo todo. A bilheteria dos sete países onde o filme estreou neste fim de semana (21-23) ainda não foi computada.

Brasileiros poderão assistir a “Man of Steel” antes da estreia

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A Warner percebeu o erro estratégico de deixar o o Brasil como um dos últimos países do mundo a exibir o filme, no dia 12 de julho – o outro é Japão, 30 de agosto.

A justificativa é que a realização da Copa das Confederações no Brasil atrapalharia a bilheteria (veja como foi o desempenho da estreia nos Estados Unidos).

Agora, o estúdio anuncia que promoverá pré-estreias ainda neste mês (28 a 30) e de 5 a 7 de julho em várias cidades brasileiras. Em São Paulo haverá ainda première dias 8 e 9.

As salas e horários estarão disponíveis nos roteiros divulgados pela imprensa.

Superman – Homem de Aço


O segundo trailer revela mais sobre a trama e tem cenas do Escoteiro Azulão em ação!
O esperado Superman – O Homem de Aço, estreia no Brasil dia 12 julho de 2013, e os editores do Papo e Quadrinho não aguentam de ansiedade!

 

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