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ProAC Quadrinhos 2017 incentiva artistas iniciantes

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A principal novidade no edital do Programa de Ação Cultura (ProAC) Quadrinhos deste ano é a criação de dois módulos, Autores Estreantes e Não Estreantes, ausente em edições anteriores.

Com a mudança, metade dos 14 projetos selecionados para receber financiamento deverá ser de autores que nunca publicaram uma HQ antes. E dos sete projetos de cada módulo, quatro serão destinadas a autores residentes fora da capital do Estado.

Neste ano, houve incremento no número de projetos a serem apoiados, de 12 em 2016, para 14 em 2017, sendo R$ 40 mil destinados a cada um. Com isso, o investimento total do programa passou de R$ 480 mil no ano passado para R$ 560 mil neste ano.

O valor ainda fica abaixo dos anos de 2014 e 2015 (20 projetos, R$ 800 mil) e de 2013 (15 projetos, R$ 600 mil).

O prazo para entrega das HQs finalizadas permanece o mesmo das recentes edições do programa: 10 meses contados a partir da assinatura do contrato e recebimento da primeira parcela (70%), podendo ser prorrogado por dois meses.

Artistas interessados em buscar esse financiamento oferecido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, podem baixar o edital aqui. A inscrição deve ser feita vai até o dia 14 de agosto.

ProAC Quadrinhos 2013: Maioria dos autores pede prorrogação de prazo

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Atualizado em 28.10.2014, às 12h45

A lista de projetos foi corrigida. A anterior, enviada pela Secretaria da Cultura, continha erros.

Post original corrigido

Semelhante ao que ocorreu no ano passado, a maior parte dos projetos selecionados pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) de 2013 vai fazer uso da prorrogação prevista no edital.

Até o momento, apenas uma HQ foi concluída, Cumbe (inscrita originalmente como Kalunga – Histórias de Resistência), de Marcelo D’Salete, lançada em agosto.

Quatro projetos não solicitaram prorrogação – o pedido precisa ser protocolado 20 dias antes do prazo final – e devem ser lançados na data prevista:

Jockey, de André Moreira Aguiar (idem)

Escrevendo com o lado direito do fígado, de Artur Fujita (14 de novembro)

Perigo no Circo Sombrio, de Aluir Amancio

Os demais autores têm mais 60 dias para entregar seus trabalhos à Secretaria de Cultura de São Paulo, contados a partir da data-limite de 10 meses após a assinatura do contrato e recebimento da primeira parcela (70%).

La Dansarina, de Lillo Parra

O Colhedor de Raios, de Marcelo Shun Izumi

Cidadão N, de Daniel A. Lopes

Pare!, de Elias Paulo Martins

Cidade das Águas, de Olavo Rocha

Acordes # 2, de Rogério Gonçalves Ferreira Vilela

Thanatos, de Rodrigo Costa Estravini Pereira

Segundo Tempo, de Alex Mir

Goiabada e Queijo Branco, de Bruno Hamzagic de Carvalho

Ópera Jones, de Mauro Henrique Costa de Souza

Selena, de Jinnie Anne Pak

ProAC investe mais de R$ 2 milhões em quadrinhos

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Ao lado do financiamento coletivo, os recursos públicos têm se mostrado outra ferramenta importante para a produção de quadrinhos nacionais.

Em São Paulo, o ProAC – Programa de Ação Cultural, criado em 2006 e regulamentado em 2009, destina parte do orçamento da Secretaria de Cultura para este fim.

De 2009 a 2014, o ProAC Quadrinhos investiu R$ 2,35 milhões e viabilizou a produção de 70 HQs – lançadas de forma independente ou por meio de editoras.

Veja a evolução do financiamento:

2009: 10 projetos, (R$ 25 mil para cada = R$ 250 mil)

2010: 10 projetos, (idem)

2011: 10 projetos, (idem)

2012: 5 projetos, (40 mil para cada = R$ 200 mil)

2013: 15 projetos,, (idem = R$ 600 mil)

2014: 20 projetos, (idem = R$ 800 mil)

Estes números já levam em consideração os projetos do edital de 2013 que começam a ser lançados a partir do final deste ano, e os do edital de 2014, cujos selecionados devem ser anunciados nas próximas semanas.

O prazo para conclusão dos projetos é de 10 a 12 meses a partir do pagamento da primeira parcela (70%) aos autores, podendo ser prorrogado por 60 ou 90 dias.

Além de ter o projeto financiado, o autor fica com o lucro da venda. Em contrapartida, o programa pede uma quantidade de exemplares para serem distribuídos em bibliotecas públicas, a organização de workshops gratuitos e “um conjunto de ações visando a garantir o mais amplo acesso da população em geral ao produto cultural gerado”.

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