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Revista Status Comics, de Roberto Guedes, ganha nova edição

STATUS COMICS Nº 01

O incansável Roberto Guedes mal acaba de lançar sua biografia de Jack Kirby e já vem com novidades. O editor, roteirista, escritor, pesquisador, jornalista (e grande amigo) está retomando a publicação de Status Comicsfanzine que publicou no início da carreira.

Produzida a partir de 1989, sob inspiração de revistas como Amazing Heroes e Comics Interview, a publicação ficou famosa por apresentar novidades do mercado de quadrinhos, entrevistas e reportagens sobre autores e personagens.

Após 10 edições, em 1992 a Status Comics se transformou num selo editorial e abrigou os gibis independentes produzidos por Guedes: Meteoro, Os Protetores e Força Máxima. O fanzine ganhou nova versão em 1995, com quatro números.

A edição de agora volta mais madura e profissional, com um teor jornalístico bastante opinativo, mas sem abrir mão do enfoque histórico característico dos textos de Guedes.

Reestreia aracnídea

A primeira edição da nova Status Comics acompanha os últimos 30 anos de publicação do Homem-Aranha nos quadrinhos, com revelações sobre os bastidores da produção, a guerra de egos entre editores e artistas, e as decisões editoriais equivocadas que quase liquidaram com um dos maiores ícones da cultura popular mundial.

As matérias (veja amostra abaixo) abrangem desde a antológica história A Última Caçada de Kraven (1987) até a recente Clone Conspiracy, passando pelas não menos famosas Saga do Clone, Origem Totêmica, Guerra Civil, Pecados Pretéritos, Homem-Aranha Superior e Spider-Gwen – todas enriquecidas por depoimentos de J. Michael Straczynski, Joe Quesada, Brian Michael Bendis, Stan Lee e J.M. DeMatteis.

A revista fecha com uma reportagem dedicada a John Romita Sr., artista que assumiu a revista do Aracnídeo em 1966 e um dos grandes responsáveis por transformar o personagem num dos maiores sucessos da Marvel até hoje.

O texto revela aspectos pouco conhecidos ou comentados da carreira de Romita, como o fato de ter utilizado um assistente não creditado numa HQ do Aranha, ou detalhes de sua fase final na Marvel, ao comandar o grupo Romita’s Raiders.

A arte da capa da primeira Status Comics (acima) homenageia justamente o grande John Romita e apresenta a arte planejada pelo artista para o magazine The Spectacular Spider-Man 2, de 1968, mas que acabou substituída por uma versão pintada por ele mesmo. Nesta versão, a arte foi restaurada e colorida por Robbie Prado, autor também do novo logotipo do Status Comics.

Com textos e edição de Roberto Guedes e diagramação de Sandro Marcelo, Status Comics 1 tem tiragem limitadíssima, 36 páginas, formato 15 x 21 cm e preço de R$ 25, já incluído o frete. A periodicidade será eventual, ou seja, sempre que o surgir algum assunto que mereça a atenção de Guedes.

Os pedidos podem ser feitos diretamente com o autor pelo e-mail: guedesbook@gmail.com.

Vale o Investimento: Letal Mágico

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Nos anos 1980 surgiram publicações importantes de humor como Chiclete com Banana e Geraldão, que chamavam a atenção com seus quadrinhos de humor escrachado, incômodo e suas críticas ácidas. Revelou ainda artistas do calibre de Laerte, Glauco e Angeli, e marcou toda uma geração de leitores.

Com o passar dos anos essas publicações escassearam até desaparecerem das bancas, ficando restritas aos relançamentos pontuais ou em formato livro. Já no underground, em formato impresso ou digital, quadrinhos nesses moldes continuam sendo produzidos e rendem boas revistas/sites independentes.

É o caso do fanzine impresso Letal Mágico, criação do quadrinhista Gabriel Renner – que reza a lenda, não tem nenhuma ligação parental com a maior rede de varejo de roupas do Brasil.

O zine tem capa colorida, miolo preto e branco e reúne histórias de diferentes personagens. Esse primeiro número trás a história Perecível, HQ premiada no salão de humor carioca em 2005. Além dela, temos um conjunto de tiras sobre as fadas, personagens míticos que, segundo o autor, sofrem por nossa falta de fé no mundo da fantasia e precisam se virar no mundo real. O LM ainda abre espaço para poemas e resenhas de bandas independentes.

O zine chama a atenção por suas qualidades: bem editado, com uma arte caprichada, que emoldura com perfeição os roteiros sacanas. É uma revista que bombardeia o leitor com um humor ácido, inteligente e divertido.

Editado pela editora independente de Renner, a Pinel Comics, o fanzine Letal Mágico custa módicos R$ 4,00 e vale o investimento.

Para adquirir via correio, entre em contato com o criador: pinel.gabriel@gmail.com

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