Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Tag: Devir

Fest Comix 2012: muitos lançamentos em quadrinhos

Várias editoras reservaram novidades para mais esta edição do evento. É bem provável que os lançamentos estejam com, no mínimo, o desconto padrão de 20%.

Veja a extensa lista e acompanhe aqui a agenda de autógrafos:

 

INDEPENDENTES

Petisco Apresenta – Volume 1: iniciativa coletiva, começou como webcomic e ganhou versão impressa graças ao financiamento coletivo via Catarse. Reúne as séries Nova Hélade, de Cadu Simões; Nanquim Descartável, de Daniel Esteves e vários desenhistas; Demetrius Dante, de Will; Terapia, de Mario Cau, Rob Gordon e Marina Kurcis; Beladona, de Ana Recalde e Denis Mello; e Macacada Urbana, de Vencys Lao (96 páginas, R$ 30).

Tex no Brasil – Justiça a qualquer preço (Editora Sal da Terra): O novo livro de G.G. Carsan, colecionador e estudioso do lendário pistoleiro da Bonelli Editora, faz uma viagem por dois títulos: Tex Coleção e Tex a Cores. O autor analisa os pilares que garantiram o sucesso de Tex no Brasil e outros aspectos do personagem. Traz entrevista com o tradutor e colecionador Júlio Schneider e as colaborações de Gervásio Santana e Rodrigo Bratz, do site TexBR – além de ilustrações de Emir Ribeiro, Mike Deodato e Jack Herbert (230 páginas, preço não divulgado).

EDITORA NEMO

Animal’Z: A história escrita e desenhada por Enki Bilal se passa num futuro em que um cataclismo ecológico altera radicalmente nosso planeta. Os sobreviventes se lançam ao mar em busca de uma nova terra prometida (104 páginas, R$ 54).

Hip Flask – Seleção não natural: Conta a origem dos Hip Flask e Elephantmen, híbridos de animais e homens que se comportam como assassinos bestiais e seres de sentimentos nobres. Roteiro de Richard Starkings, com a participação de Joe Casey nos diálogos e arte de Ladrönn (48 páginas, R$ 42).

As Férias do Major: Título que completa a Coleção Moebius da editora, é uma coletânea de histórias com diferentes traços; entre eles, a clássica “Escala em Pharagonescia”. Formato da edição europeia, capa dura e papel de qualidade (72 páginas, R$ 49).

Força Animal – A Aventura Começa!: HQ nacional produzida por Wellington Srbek (roteiro) e Kris Zullo (arte), conta a história de quatro jovens atletas que ganham poderes com as características de animais brasileiros (24 páginas, R$ 14,90).

Das Areias do Tempo: Também escrita por Wellington Srbek com arte de Will, especula sobre a origem dos textos escritos (24 páginas, R$ 19).

A Tempestade: Mais um título da Coleção Shakespeare em Quadrinhos. O conto narra as desventuras da tripulação de um navio lançada ao mar por uma terrível tempestade, e que encontra abrigo numa ilha povoada por monstros e espíritos. Roteiro de Lillo Parra e arte de Jefferson Costa (64 páginas, R$ 39).

Macbeth: Da mesma série, adapta o clássico em que a profecia de que Macbeth será rei desencadeia uma trama cheia de assassinato, ambição e loucura. Roteiro de Marcela Godoy e arte de Rafael Vasconcellos (64 páginas, R$ 39).

Boule & Bill – Semente de Cocker: Segundo volume da série de sucesso na Europa, estrelada por um menino de 10 anos e seu melhor amigo, um cocker preguiçoso e bagunceiro. Roteiro e arte de Laurent Verron (48 páginas, R$ 14,90).

HQM (a confirmar)

The Walking Dead – Revista Mensal: a editora é responsável pela publicação no Brasil da premiada série em quadrinhos que virou fenômeno na TV. Até então, a HQ vinha sendo lançada a intervalos regulares na forma de encadernados com seis edições. Agora, a HQM anuncia o lançamento em edições mensais, com o título original e desde o primeiro número. Roteiro de Robert Kirkman e arte de Tony Moore (36 páginas, R$ 3,90),

Os Mortos-Vivos – Volume 10: O que nos tornamos: Mesmo com o lançamento da revista mensal, a HQM dá sequência à publicação dos encadernados. Neste 10º volume, o que sobrou do grupo de Rick Grimes decide seguir o militar Abraham até Washington. A viagem, claro, é cheia de dificuldades e Rick ainda decide rever os primeiros humanos que conheceu quando saiu do coma: Morgan e Duane. Roteiro de Robert Kirkman e arte de Charlie Adlard (148 páginas, R$ 34,90).

Invencível – Volume 4: O melhor da classe: Depois de um intervalo de mais de cinco anos, a HQM volta a publicar os encadernados de Invencível, outra criação de Robert Kirkman (com arte de Ryan Ottley). Este volume reúne as edições originais 14 a 19 e uma história curta criada para o Free Comic Book Day (172 páginas, R$ 39,90).

GAL EDITORA

Nação Fora da Lei – Sangue entre irmãos: De Jamie Delano, mais conhecido pelas HQs de John Constantine. A história mostra o retorno do escritor Story Johnson, dado como morto, para encontrar sua família de rebeldes imortais – que vêm desaparecendo misteriosamente. Publicada originalmente pelo selo Vertigo, da DC (256 páginas, R$ 49,90).

DEVIR

Spirit: Mais Aventuras: Sequência da série que a Devir vem publicando no Brasil com histórias contemporâneas do famoso personagem de Will Eisner. Nesta edição, participam autores como Paul Chadwick, John Ostrander, Paul Pope e muitos outros (128 páginas, R$ 56 capa dura e R$ R$ 43,50 brochura).

PANINI

O Astronauta – Magnetar: Primeiro número da série Graphic MSP, graphic novels com releituras de personagens de Mauricio de Sousa pelo olhar de outros artistas. Em O Astronauta, Danilo Beyruth empresa sua arte vigorosa para colocar o intrépido personagem em uma situação crítica, um náufrago no espaço lutando por sua sanidade (80 páginas, R$ 19,90 capa brochura).

JBC

Nura – A Ascensão do Clã das Sombras 1: Mangá lançado originalmente em 2007 em edição única, virou série no ano seguinte e até em anime, em 2010. A trama gira em torno de Rikuo Nura, um menino que é parte humano e parte Youkai – seja lá o que isso signifique. (200 páginas, R$ 11,90).

CLAMP – RG Veda: Com vários elementos da mitologia hindu, a história começa 300 anos atrás com a rebelião do Deus do Trovão e seu reinado de crueldade. A aparição da criança Ashura pode dar início a uma profecia que prevê a mudança no destino dos Céus (200 páginas, R$ 11,90).

CRIATIVO

A Arte de Desenhar 8 – Figura Feminina: Mais um livro técnico do pioneiro da arte-educação Renato Silva. A Criativo está fazendo um ótimo trabalho de resgate da obra publicada originalmente nas primeiras décadas do século passado (36 páginas, R$ 29,90).

Black White – O Processo Criativo de Eduardo Risso: Também na linha de arte-educação, este lançamento é o primeiro da editora de um autor estrangeiro. O livro, inédito, mostra o processo criativo de Risso, dos primeiros traços à arte na premiada série 100 Balas. Acompanha entrevistas exclusivas do autor aos editores da Criativo, e artigos assinados por gente do ramo. Edição de luxo, tamanho gigante, capa dura, papel de alta qualidade e texto (R$ 59).

Cadernos de Desenho – Da Vinci / Michelangelo: série dedicada a mostrar o processo de trabalho de grandes mestres. O volume de Da Vinci é dedicado à Anatomia e o do Michelangelo, à Figura Humana (cada volume: 36 páginas, R$ 29,90).

CLUQ – EDITORA D-ARTE

Calafrio 57: A edição reúne oito histórias inéditas de autores como Rodolfo Zalla, Laudo Ferreira e Daniel Esteves, entre outros (48 páginas, R$ 30).

Almanaque Rocky Lane 1: Livro ilustrado por Primaggio Mantovi sobre a trajetória do caubói no cinema e nos quadrinhos, junto com a biografia de Allan Lane, que viveu o personagem nas telas. Mantovi conta um pouco de sua história profissional no livro, que vem com uma HQ de 24 páginas O Vaqueiro e o Garanhão Negro (48 páginas, R$ 30).

JAMBÔ EDITORA

Ledd 2: Segundo volume da nova HQ de Tormenta, mesmo cenário de Holy Avenger, O inimigo do mundo e diversas outras obras. Reúne os episódios 5 a 8 do mangá, mais conteúdo extra e exclusivo (preço não divulgado).

NEW POP

Muitos, muitos lançamentos: Da série Vertigo Crime, A Rica Indecente, de Brian Azzarelo, e Área 10, de Christos Gage; depois vem Dong Xoai – Vietnã 1965, de Joe Kubert, Cenas Marcantes, de Dave McKean, e Minha Madrinha Bruxa, de Jill Thompson. Na linha de magas: K-ON 4!, Red Garden – vol. 1, CLAMP – Pessoa Amada e Made in Heaven – Kazemichi. Ufa!

Livro analisa momento atual do quadrinho brasileiro

Nos seis últimos anos, o premiado Blog dos Quadrinhos vem se destacando na cobertura das histórias em quadrinhos pelo aprofundamento e caráter jornalístico das reportagens.

Não é de se estranhar, portanto, que o conteúdo viesse a ser transformado em livro. Entre final de abril e início de maio, a Devir vai lançar Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil, uma coletânea dos artigos publicados no blog do jornalista e professor Paulo Ramos.

A obra terá mais de 500 páginas divididas em 20 capítulos, cada um sobre um aspecto diferente da produção brasileira de quadrinhos. A ilustração da capa é do jovem talentoso João Montanaro.

Papo de Quadrinho conversou com o autor sobre o processo de produção do livro:

Como nasceu este projeto?

A ideia surgiu em conversas esporádicas com várias pessoas ligadas à área. Sempre me diziam que havia no conteúdo do Blog dos Quadrinhos um registro importante sobre o atual momento dos quadrinhos no Brasil e que deveria ser transformado em livro. Era algo que, honestamente, eu mesmo não havia percebido. Tanto que demorei um bom tempo para amadurecer essa ideia. Até que, numa conversa com a editora Devir, topei produzir a obra.

Qual o período de publicação abrangido e quantas notas entraram no livro?

O livro pega todo o período do Blog dos Quadrinhos, do início, em abril de 2006, até o último dia de 2011. Um detalhe importante é que, ao final de cada matéria, incluí um comentário atualizando a informação. A última atualização foi feita em janeiro deste ano. O conteúdo foi dividido em 20 capítulos, cada um abordando um aspecto do mercado de quadrinhos no Brasil. Não cheguei a contar quantas postagens entraram no livro. Mas o resultado final passa das 500 páginas.

Seu blog fala de quadrinhos de modo geral e o livro será orientado para o mercado brasileiro. Como se deu a seleção das notas?

Fazer este livro deu mais trabalho do que escrever uma obra do zero. Precisei reler todas as postagens desses quase seis anos de Blog dos Quadrinhos, separar o material por temas, selecionar os textos que tivessem maior densidade e relevância de informações, retirar as matérias que apresentassem as incontornáveis redundâncias. Depois, tive de fazer nova checagem das informações das postagens selecionadas e padronizar os textos (tamanho de parágrafos, forma de criação dos títulos, entre outras coisinhas assim).

Terminado tudo isso, criei um texto de abertura para cada um dos capítulos, contextualizando o assunto, e inseri uma a uma as notas ao final de cada uma das matérias, atualizando as informações. Para finalizar, precisei buscar imagens em alta resolução para ilustrar cada uma das postagens. Como disse antes, foi bem trabalhoso. Mas fiquei bem contente com o resultado final.

Como foi feito o trabalho de organizar notas de períodos diferentes para que, lidas em sequência no livro, mantivessem a coerência?

O que me ajudou a convencer a publicar o livro foi a possibilidade de termos um registro das informações do peculiar mercado atual de quadrinhos no Brasil. Para reforçar esse aspecto, mantive a data de cada uma das postagens. A ideia é que o leitor da obra saiba o dia exato em que ocorreu aquela informação e possa perceber a evolução do assunto ao longo do tempo. Acredito que isso irá constituir um conteúdo valioso para futuras pesquisas e consultas sobre as raízes do cenário contemporâneo de quadrinhos no Brasil. Eu mesmo, em alguns artigos e matérias que tenho feito, já me valho do livro como fonte de consulta.

Para você, qual é a “nova cara dos quadrinhos no Brasil”?

A cara dos quadrinhos de hoje no Brasil é parecida com a do brasileiro, que mostra uma rica mistura de raças e etnias. Minha leitura é a de que, a partir da metade desta década inaugural de século 21, vários fatores impactantes ocorreram simultaneamente no País e ajudaram a construir um novo cenário para o setor. Alguns deles: ampliação da autopublicação, ingresso dos quadrinhos nas livrarias, compra de obras pelos governos federal e estadual, fomento institucional para publicação, consolidação das narrativas gráficas mais longas, produção virtual, ampliação do escopo de editoras, impacto exercido pelos mangás. Há mais fatores, que o livro ajuda a entender e a costurar.

 

Em tempo: o Blog dos Quadrinhos foi, e continua sendo, uma referência conceitual e estilística para este Papo de Quadrinho.

Resenha: Não é uma HQ qualquer

 O Brasil tem uma longa tradição de as tiras humorísticas. As primeiras delas produzidas no Brasil por Angelo Agostini, Nhô Quim e Zé Caipora, já carregavam elementos cômicos como ferramenta de crítica social.

A década de 1980 foi particularmente fértil para o gênero por conta da geração Glauco, Angeli, Laerte, Fernando Gonsales.

Nos tempos atuais, com o aumento da concorrência de forma inversamente proporcional ao espaço dedicado pelos jornais diários aos quadrinhos, novos talentos encontraram na Internet o meio para exercitar sua criatividade.

Entre muitos nomes, Carlos Ruas destacou-se com seu blog Um Sábado Qualquer, que acaba de virar livro pela Devir.

Tendo Deus – sim, Ele mesmo! – como protagonistas, as tiras de Ruas brincam, de forma bastante lúdica e inteligente, com passagens da Bíblia, grandes pensadores, fé, a estupidez humana, relações amorosas. Ou seja, todo tipo de assunto, já que Deus é onipresente, certo?

O Deus de Um Sábado Qualquer é o deus cristão, mas ele não está sozinho. Responde a uma “autoridade” maior e interage em grau de igualdade com o panteão de outras religiões ditas pagãs.

O elenco de apoio é hilário: Adão e Eva, caracterizados de forma divertida como bonecos de “pauzinhos”; Lúcifer, ironicamente o mais sensato de todos; e Caim, o pequeno psicopata representado por um carrinho de bebê. Einstein, Galileu, Nietzsche, Freud e até o arquiteto Oscar Niemeyer têm seus momentos de colóquio com o Todo-Poderoso – ora para questionar sua obra ora para questionar sua própria existência.

O melhor de Um Sábado Qualquer é a humanidade de Deus. Sem ser desrespeitoso, Rua nos apresenta um Criador divertido, inseguro, falível, imaturo até. Pois, se como diz a Bíblia, Ele nos criou á sua imagem e semelhança, não poderia ser diferente.

Um Sábado Qualquer reúne cerca de 300 tiras publicadas no blog de Ruas e mais uma HQ sobre a Arca de Noé. É apenas uma parte de sua produção, que já superou 740 tiras. Vale a pena acompanhar a atualização diária do blog.

O livro tem 128 páginas, capa e miolo coloridos, formato 20,5 x 20,5 cm e preço de R$ 35,00.

Quatro títulos brasileiros incluídos no livro “1001 HQs que você deve ler antes de morrer”.

Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa (especificamente a fase publicada pela Editora Abril na década de 1970); Sábado dos meus amores, de Marcello Quintanilha (Conrad, 2009); Piratas do Tietê e outras barbaridades, de Larte (Circo Editorial, 1994); e O Dobro de Cinco, de Lourenço Mutarelli (Devir, 1999).

Estes são os quatro títulos brasileiros em quadrinhos indicados no livro 1001 HQs que você deve ler antes de morrer (1001 Comics you must read before you die), que o jornalista inglês Paul Gravett acaba de lançar (a venda começa amanhã nos Estados Unidos).

Para chegar à lista final, Gravett convidou 67 colaboradores de 27 países, entre eles o Brasil, representado pelo jornalista, escritor e roteirista Carlos Patati.

O livro tem 960 páginas e capa dura. Até hoje, está em pré-venda na Amazon ao preço de US$ 21,91; a partir de amanhã, sobe para US$ 36,95.

Alguma das editoras brasileiras mencionadas poderia se empolgar e lançá-lo por aqui, huh? Enquanto isso não acontece, o leitor pode conferir a lista completa das 1001 HQs aqui.

O Clube da Esquina foi parar nos quadrinhos

Na noite de ontem (19), Papo de Quadrinho revelou com exclusividade no Twitter a capa do novo trabalho de Laudo Ferreira e Omar Viñole: Histórias do Clube da Esquina, com lançamento previsto para o próximo mês pela editora Devir.

O projeto nasceu há quatro anos como uma exposição virtual do Clube da Esquina – grupo formado por jovens músicos mineiros na década de 1960, entre eles Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta e outros – para o Museu do Clube da Esquina.

No ano passado, Laudo transformou a ideia inicial em roteiro para uma história em quadrinhos que foi aprovado pelo ProAC, programa do governo de São Paulo de fomento à produção de narrativas gráficas.

Às 15 páginas iniciais, Laudo acrescentou mais 25. “Eu peguei esse material produzido para o site, organizei junto com as páginas inéditas e montei um trabalho único. Essas primeiras páginas feitas anteriormente eram isoladas, ou seja, cada uma contava um momento da história das pessoas ligadas ao Clube da Esquina. Nessas 25 inéditas pude estender-me nas histórias”, conta Laudo.

O livro funciona como um documentário do grupo contado pelos próprios integrantes. As histórias estão relacionadas à juventude dos músicos, à pessoas ligadas a eles e a lugares que a turma frequentava. “Há também momentos ligados à história recente, como a do disco Milagre dos Peixes, de 1973, que teve quase todas as letras das músicas censuradas”.

Laudo assina o roteiro e a arte, com finalização e cores de Omar, seu parceiro em vários projetos e sócio no Estúdio Banda Desenhada. O prefácio é de Márcio Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina e coordenador do museu virtual.

A primeira sessão de autógrafos do novo livro está programada para acontecer no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) de Belo Horizonte, em novembro.

Histórias clássicas de Tarzan ganham segundo volume

A Devir dá continuidade ao projeto de trazer para o Brasil as histórias do Homem-Macaco escritas e desenhadas pelo lendário Joe Kubert nos anos 1970.

Este mês chega às lojas o livro Tarzan: A volta do Rei das Selvas e outras histórias, apenas dois meses depois do lançamento do primeiro volume, Tarzan: a Origem do Homem-Macaco e Outras Histórias.

As histórias foram adaptadas diretamente dos romances escritos por Edgar Rice Burroughs, como Laços de Sangue, Os Renegados e O Troféu, entre outras.

A versão que a Devir traz para o Brasil é a mesma lançada pela Dark Horse em 2006 e reúne edições da revista Tarzan publicada DC Comics entre 1972 e 1973.

O encadernado tem 216 páginas coloridas, capa cartão e tem como bônus uma introdução do próprio Kubert e um artigo sobre a trajetória do Homem-Macaco nos cinemas assinada pelo editor da Devir, Leandro Luigi Del Manto. O preço é R$ 49,50.

Projeto Superpowers chega ao Brasil pela Devir

Quem acompanha quadrinhos de super-heróis sabe da veneração que o artista Alex Ross tem pelas eras mais clássicas do gênero e do ótimo trabalho de resgate que ele vem promovendo.

Finalmente, chega ao Brasil este mês Projeto Superpowers, que Ross escreveu junto com Jim Krueger (seu parceiro em outro projeto deste porte, Terra X), com desenhos de Carlos Paul, Doug Klauba e Stephen Sadowski.

A Devir optou por publicar de forma encadernada as oito edições (0 a 7) lançadas originalmente pela editora Dynamite em 2008. O livrão tem 256 páginas em papel couché colorido e preço convidativo: R$ 48,50.

A edição traz ainda uma grande quantidade de extras: fichas de personagens, esboços de Alex Ross e pin-ups.

Projeto Superpowers resgata um grande número de super-heróis surgidos na esteira do sucesso do Superman no final dos anos 1930 e início dos 40, mas que nunca alcançaram o sucesso deste e caíram no esquecimento após o fim da 2ª Guerra Mundial.

Terror Negro, o Besouro Azul original e o Flama são apenas alguns menos obscuros numa galeria de cerca de 60 heróis que aparecem na série.

Estes personagens foram publicados em revistas como Silver Streak Comics, Thrilling Comics, Funny Pages, Exciting Comics, Startling Comics, Wonderworld Comics, Prize Comics, Reg’lar Fellers Heroic Comics, Big Shot Comics, Crackajack Funnies, Target Comics, entre outras, e só puderam ser republicados por terem caído em domínio público.

Para quem é saudosista ou simplesmente gosta de se informar e aprender sobre uma das eras mas prolíficas dos quadrinhos, taí uma boa pedida.

“Black Kiss”, uma decepção

Eu fui um dos (muitos, acredito) que comemorou quando a Devir anunciou o relançamento desta HQ no início do ano. Não tive acesso ao material quando da primeira publicação seriada, pela Toviassu, em 1991.

Não sou um leitor desavisado. Sabia que a Black Kiss tratava de submundo, drogas e sexo.

Mesmo assim, terminei a leitura decepcionado.

Pareceu, para mim, a história escrita por uma criança que acabou de aprender meia dúzia de palavrões e folheou revistas de sacanagem demais.

Há sexo nas situações mais inusitadas: o protagonista, um ex-músico drogado chamado Cass Pollack, consegue transar com duas loiras mesmo sabendo que é perseguido pela polícia e pelo crime organizado. Só para descobrir em seguida que, oh!, uma delas é transexual.

Logo depois, transa com a própria sobrinha antes de pedir ajuda para desvendar a trama em que foi enredado. E o final ainda apela para uma coisa meio mística que em nada combina com todo o resto.

A quantidade de termos chulos, sexo e sadomasoquismo beira a vulgaridade numa obra que não se pretende pornográfica.

Para muitos leitores e críticos, Black Kiss é a obra mais icônica de Howard Chaykin. Discordo. Se ele queria fazer uma crítica à sociedade, deveria ter permanecido em American Flagg, essa sim uma obra-prima.

Sempre fui fã do estilo de Chaykin, que, admito, fica ainda mais elegante no preto e branco de Black Kiss. A Devir também merece elogios pela edição caprichada e em edição única.

Se você chegou até aqui, pode me chamar de careta. Não terá sido o primeiro.

Black Kiss tem 152 páginas e preço de R$ 36,00 (brochura) e R$ 39,00 (capa dura).

Devir lança biografia de Angelo Agostini

O artista italiano nascido em 1843 foi o precursor do quadrinho no Brasil. Desde 1984, o dia 30 de janeiro – em que foi publicada sua HQ Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, em 1869 – é comemorado o Dia Nacional do Quadrinho.

A biografia escrita por Gilberto Maringoni, Angelo Agostini – A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910, que a Devir lança esta semana, apresenta o artista como um cronista do seu tempo, um crítico do Segundo Império e observador privilegiado da transição da monarquia para a República em nosso País.

Multitalentoso, Agostini foi também jornalista e crítico ácido dos governantes por meio de suas publicações Revista Illustrada, Diabo Coxo, O Cabrião, O Mosquito e O Tico-Tico.

No prefácio do livro, o escritor Flávio Aguiar compara a importância de Agostini, na caricatura, a Machado de Assis, na literatura, e a Artur Azevedo, no teatro. Muito justo.

Com exceção do livro da tese de doutorado de Marcelo Balaban, Poeta do Lápis: Sátira e política na trajetória de Angelo Agostini no Brasil Imperial (1864-1888), publicado em formato de livro pela Editora Unicamp em 2009, esta é a primeira biografia de Angelo Agostini que este editor tem notícia.

Angelo Agostini – A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910 tem 256 páginas e preço de R$ 39,50.

A Casta dos Metabarões chega ao final no Brasil

Conforme antecipado pelo Papo de Quadrinho, a Devir acaba de confirmar o lançamento do quarto volume da série, que reúne os volumes 7 e 8 da versão original e encerra a história da família de guerreiros.

A saga de ficção científica foi criada por Alejandro Jodorowsky (roteiro) e Moebius (arte) para a revista INCAL.

Neste volume, desenhado por Juan Gimenez, o Cabeça-de-Aço deve enfrentar seu sucessor para dar continuidade às tradições da casta, com implicações que podem mudar o destino do Universo. As duas histórias também revelam como o atual Metabarão ganhou a cicatriz na face.

A editora promete, para breve, um quinto volume da série com histórias curtas e material extra.

A Casta dos Metabarões – Tomo Quatro tem 128 páginas coloridas, capa cartão, miolo em papel couché, e custa R$ 49,90.

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2017