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Tem Virada Nerd + Dia do Quadrinho Grátis neste final de semana

 

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Numa iniciativa da Devir com editoras e lojas parceiras, acontece neste fim de semana, dias 19 e 20, em diferentes pontos do país, a primeira edição da Virada Nerd + Dia do Quadrinho Grátis.

Serão 24 horas de atividades: sessões de autógrafos, jogos de tabuleiro, mesas de RPG, cosplay, debates, promoções. Cada loja ou ponto participante define sua própria agenda.

Em São Paulo, por exemplo, o jornalista Paulo Ramos faz sessão de autógrafos da nova edição de seu livro Bienvenido – Um Passeio Pelos Quadrinhos Argentinos na Comix, no dia 19h, às 15h.

No mesmo horário, o Instituto dos Quadrinhos realiza o debate O Jornalista e o Mercado de HQs, com presença de Gabriela Franco (Minas Nerds), Renan Martins Frade (Judão) e do editor do Papo de Quadrinho, Jota Silvestre.

Também no sábado, a loja Terramédia mantém o Beco do Artistas, com presença de Laudo Ferreira, Omar Vinõle, Mario Cau, Al Stefano, Daniel Esteves, Cadu Simões e Will Sideralman.

Confira AQUI a programação até o momento.

Quadrinhos grátis

O Dia do Quadrinho Grátis, que integra a programação da Virada Nerd, foi inspirado no Free Comic Book Day dos Estados Unidos.

Durante esse dia, livrarias distribuem gratuitamente HQs produzidas pelas editoras especialmente para o evento. A Devir, por exemplo, está oferecendo revistas com 32 páginas de Umbrella Academy (Gerard Way e Gabriel Bá) e Piratas do Tietê (Laerte).

Os leitores devem ficar atentos: levar um desses quadrinhos para casa sem pagar nada depende da quantidade de exemplares que a loja participante recebeu e de quantas pessoas passaram pelo local.

Confira AQUI a relação de lojas participantes.

Streaming

Também como parte da programação da Virada Nerd, acontecem streaming com autores nacionais e internacionais. Os papos serão transmitidos ao vivo para as lojas participantes e o público presente poderá interagir enviando perguntas.

Os artistas que participam do streaming (no sábado) são:

11h: Klaus Wrede: Designer do Jogo Carcassonne.

20h às 21h: Matt Fraction, Fábio Moon, Gabriel Bá

21:30h às 22:30h: Gerard Way e Gabriel Bá

Na página do evento no Facebook há mais informações sobre como mandar perguntas antecipadamente.

Segundo a Devir, estas duas iniciativas foram criadas “com a intenção de divulgar e prestigiar as lojas especializadas em quadrinhos e um sistema de distribuição que atende centenas desses pontos que concentram formadores de opinião do mercado nerd”.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs estrangeiras de 2015

Em nome da tradição, Papo de Quadrinho lista as melhores HQs publicadas no Brasil em 2015, na opinião dos editores.

Como sempre, o critério foi: HQs inéditas publicadas no País no ano que termina – ou seja, importados e relançamentos ficaram de fora.

E mais importante: só entraram na seleção as HQs lidas pelos editores. Apesar dos nossos esforços, não conseguimos ler mais que 200 lançamentos durante o ano, o que deve representar cerca de 10% do total (em 2014, o HQ Mix listou mais de 1.700 títulos, isso num ano sem FIQ e CCXP).

Portanto – nunca é demais lembrar – essa lista não tem a pretensão de ser definitiva. Pense nela como um conjunto de dicas de amigos tão apaixonados pela nona arte quanto você, leitor.

Abaixo, seguem, em ordem alfabética, nossa lista de Melhores HQs estrangeiras publicadas no Brasil em 2015. Nos próximos dias, publicaremos nossa preferência dentro da grande e qualificada safra nacional.

Criminosos do SexoCriminosos do Sexo – Vol. 1 (Matt Fraction e Chip Zdarsky – Devir Editora)

Fraction transformou as reações físicas do corpo durante o orgasmo numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. A história deste primeiro volume é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco. Uma HQ divertida e envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar.

Entrevista com o VampiroEntrevista com o Vampiro – A História de Cláudia (Ashley Marie Witter – Editora Rocco)

Mais que uma simples adaptação, a HQ se propõe a recontar o clássico de Anne Rice sob o ponto de vista de Cláudia, a menina transformada em vampira num arroubo de carência e irresponsabilidade de Louis e Lestat. O livro original dá conta de explorar o drama da imortal que envelhece num corpo de criança; a HQ se propõe a ir ainda mais longe ao retratar, em primeira pessoa, as hostilidades crescentes com Lestat, o amor por Louis e a necessidade cada vez maior de descobrir a origem de sua espécie – com consequências nada boas, como bem sabem os leitores das Crônicas Vampirescas.

O PerfuraneveO Perfuraneve (Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette – Editora Alpeh)

Um cataclisma nuclear reduziu a humanidade a alguns poucos milhares de sobreviventes que conseguiram embarcar num moderno trem. O Perfuraneve, como é chamado, tem um sistema autossustentável, o que lhe garante seguir indefinidamente pelos trilhos que cortam parte do globo terrestre. Por meio dessa parábola distópica, os autores demonstram que a humanidade não aprende nada com os próprios erros: o Perfuraneve mantém um sistema autoritário que preserva a divisão de classes sociais e, para isso, utiliza as mesmas velhas ferramentas: força, mídia, religião e medo. A HQ foi adaptada para o cinema, exibido no Brasil recentemente.

O Trem dos ÓrfãosO Trem dos Órfãos (Phillipe Charlot e Xavier Fourquemin – Edições Besourobox)

“Orphan Train Riders” foi um programa iniciado na segunda metade do século 19 que pretendia resolver dois problemas: a quantidade de crianças abandonadas nas metrópoles do leste dos Estados Unidos e a necessidade de mão de obra barata para trabalhar nas lavouras do oeste. Esse importante, porém desconhecido, evento social americano é narrado a partir do ponto de vista de um garoto que precisa tomar conta da irmã e sobreviver num ambiente de rigor religioso e competição juvenil. É uma história também de autoconhecimento, de um idoso que busca se reencontrar depois de décadas de rancor pela traição de um amigo.

ParasyteParasyte (Hitoshi Iwaaki – Editora JBC)

Esse mangá chega ao Brasil com mais de 25 anos de atraso, motivado, provavelmente pela recente adaptação para anime pela produtora Madhouse. Antes tarde que nunca! Parasitas criados para dar um basta aos danos causados pela humanidade ao meio ambiente começam a invadir corpos e se alimentar de outras pessoas. No caso do jovem estudante Shinichi Izumi, algo inusitado acontece e o parasita se aloja em sua mão direita. A partir daí, os dois seres passam a viver uma relação conflituosa, porém simbiótica. Parasyte chama atenção pelo contraste entre humor, terror e drama. A arte de traços simples e limpos provoca ainda mais estranheza no leitor. Acaba de chegar às bancas a 5ª edição, de um total de 10.

PlanetesPlanetes (Makoto Yukimura – Panini)

Planetes talvez seja uma das melhores definições de space opera: uma “novela” espacial que apresenta um admirável mundo novo, quando a humanidade desenvolveu a tecnologia para colonizar a Lua e se prepara para explorar os recursos naturais de outros planetas do Sistema Solar. Como toda boa ficção científica, Planetes é centrado em pessoas: o futuro e a ciência são artifícios para expor o comportamento humano nesse novo ambiente. A história começa centrada em três amigos astronautas, “lixeiros espaciais”, e aos poucos vai se aprofundando no drama, motivações e relações pessoais e amorosas deles. O quarto e último volume chegou às bancas há poucos dias.

SnowdenSnowden – Um Herói do Nosso Tempo (Ted Rall – WMF Martins Fontes)

A HQ desvenda a personalidade, a biografia e os feitos do protagonista de um dos maiores escândalos do início deste século: Edward Snowden, responsável por revelar ao mundo os abusos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contra a privacidade de milhões de cidadãos do mundo todo. Ted Rall usa seu estilo cartunesco para retratar os personagens em uma obra que se assemelha mais a um livro ilustrado que a uma história em quadrinhos. A obra trata de um assunto polêmico sem ser pedante ou didática. Pelo título, já dá para perceber o posicionamento do autor em relação ao tema, mas nem por isso ele deixa de apresentar o ponto de vista daqueles que consideram Snowden um traidor, e deixa para o leitor o papel de formar sua própria opinião.

TarzanTarzan – Contos da Selva (Vários autores – Pixel Media)

Uma releitura moderna, por meio do trabalho de por 12 artistas, de contos que integram a mitologia criada por Edgar Rice Burroughs – entre eles, o brasileiro Sérgio Cariello. A graça de Contos da Selva está não só na qualidade dos roteiros e artes, mas justamente na diversidade de estilos que traduzem a obra de Burroughs para novos leitores, sem deixar de lado o respeito ao texto original. As histórias mostram como Tarzan precisou conquistar o respeito dentro da comunidade de primatas que o criaram, seus desafios pessoais, o sentimento de rejeição e os primeiros interesses amorosos.

Terra FormarsTerra Formars (Yu Sasuga e Ken-ichi Tachibana – Editora JBC)

Prevendo problemas com a superpopulação mundial, nações se unem em torno de um ambicioso projeto: colonizar Marte. Para tornar a árida superfície do planeta vermelho habitável, ela é bombardeada com uma mistura de algas e insetos. Séculos depois, os humanos descobrem que os insetos – baratas, no caso – não só se reproduziram, como também evoluíram para a forma uma humanoide com inteligência razoável e incrível poder de adaptação. E, aparentemente, elas têm pelos humanos a mesma ojeriza que provoca neles. As missões enviadas para enfrentar o problema são compostas por astronautas infectados por diferentes insetos e animais. Em alguns momentos, Terra Formars assume as características de um típico shonen, com cada astronauta manifestando um incrível poder. E os autores ainda dedicam um tempo a explicar as características básicas do inseto ou animal que se manifesta nos personagens. Uma ótima e divertida ficção científica. Já foram publicados 5 volumes de um total de 15.

Uma Vida ChinesaUma Vida Chinesa (P. Otié e Li Kunwu – WMF Martins Fontes)

Uma verdadeira aula de História moderna da China em quadrinhos. Esse primeiro volume cobre o governo de Mao Tsé-tung, desde a tomada do poder (1949) até sua morte (1976). Tudo isso pelo ponto de vista do autor, representado pelo garoto Xiao Li. O foco humano ajuda a entender como tantos chineses não só suportaram, mas também apoiaram, com enorme veneração, um regime severo, marcado pelo Grande Salto e pela Revolução Cultural, e que matou milhões de camponeses de fome e expurgou outros milhares.

Vale o Investimento: “Criminosos do Sexo – Volume 1”

CriminososdoSexo

Algumas pessoas interpretam as reações fisiológicas do orgasmo – aumento da frequência cardíaca, espasmos musculares, respiração ofegante e a descarga de endorfina no cérebro – como se “o mundo tivesse parado” por um instante.

O roteirista Matt Fraction deve ser uma dessas pessoas. Talentoso como é, transformou essa reação natural numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. E assim nasceu Criminosos do Sexo (Sex Criminals), cujo primeiro volume, Uma Estranha Habilidade, acaba de chegar ao Brasil pela Devir.

Fraction, premiado por seu trabalho em Hawkeye – e também por Criminosos do Sexo – prova mais uma vez que é um craque da narrativa. A história deste primeiro volume – que reúne as cinco primeiras edições lançadas nos Estados Unidos pela Image, em 2013 – é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco.

Suzie e Jon se encontram numa festa, vão para a cama e descobrem que compartilham do mesmo “poder” de literalmente parar o tempo ao atingirem o orgasmo. Nem os relógios funcionam. O encontro acaba com anos de solidão e relacionamentos complicados. Num primeiro momento, o casal se sente no jardim da infância, aprontando com o mundo paralisado ao seu redor.

Depois vem a ideia maluca de roubar bancos para ajudar a pagar a hipoteca da biblioteca em que Suzie trabalha. O que eles vão aprender, da pior maneira, é que há outras pessoas no mundo organizadas num grupo que se considera guardião deste “poder”.

A arte de Chip Zdarsky, cartunesca e detalhada, casa perfeitamente com a trama. A colorização merece destaque, especialmente nos momentos em que o mundo para. Criminosos do Sexo é uma HQ divertida, envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar. Os diálogos são rápidos, inteligentes e mais de uma vez Suzie dirige-se diretamente ao leitor – a famosa “quebra da quarta parede”.

Apesar da “estranha habilidade”, os personagens são bem resolvidos sexualmente, e a HQ faz várias brincadeiras nada ofensivas sobre diferentes tipos de taras.

A Devir acertou ao trazer essa obra para o mercado brasileiro, e acertou de novo ao enviar para os jornalistas um kit de muito bom gosto com itens que remetem à trama.

Por falar em Devir, a editora anunciou ótimos lançamentos para o final do ano: Saga – Volume 2, Liga Extraordinária – Século Integral, Sorria, e o relançamento de Sin City – De Volta ao Inferno, The Umbrella Academy – Suíte do Apocalipse e Histórias do Clube da Esquina (de Laudo Ferreira e Omar Viñole).

Criminosos do Sexo tem 136 páginas coloridas em papel couché, capa dura em laminação fosca, formato 19 x 28 cm e preço de R$ 65 (dá para comprar no site da Amazon por R$ 50,99). Vale muito o investimento.

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2014

Depois de eleger algumas das melhores HQs estrangeiras publicadas no ano recém-encerrado, chegou a vez de revelar nossa lista de obras nacionais.

O critério é o mesmo – apenas HQs inéditas – e sujeito à mesma falha: foram selecionados os títulos preferidos entre aqueles lidos pelos editores do Papo de Quadrinho.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2014.

lizzie10. Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço (Germana Viana – Jambô Editora)

Uma grata surpresa do ano que passou. Em seu primeiro trabalho em quadrinhos, a veterana ilustradora Germana Viana destila um humor nonsense, inteligente, anárquico. São histórias curtas, publicadas originalmente na internet, sobre um grupo pouco comum de amigas que viajam pelo espaço. Quem quiser, pode acompanhar o trabalho da autora neste endereço.

Veja matéria completa aqui.

Klaus9. Klaus (Felipe Nunes – Balão Editorial)

O jovem autor, de apenas 19 anos, criou uma fábula instigante para retratar a passagem da adolescência para a vida adulta. O personagem-título é o único humano numa terra de animais antropomórficos. Por ser diferente, passou a vida como vítima de preconceito, até que a verdade se revela e ele precisa fazer uma escolha: manter a convivência com os pais-tigres amorosos ou dar um salto no escuro rumo à maturidade.

Vigor Mortis Comics8. Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, Suor e Nanquim (José Aguiar, Paulo Biscaia, DW Ribatski e André Dulci – Quadrinhofilia)

Segundo volume das HQs que adaptam obras multimídia da Cia. Vigor Mortis. Neste caso, a história fundiu o filme Nervo Craniano Zero e a peça Seance – As Algemas de Houdini. O resultado é uma trama ambientada em 1969 repleta de repressão política, assassinatos em série e viagens alucinógenas, misturada à vida miserável da enfermeira Lavínia, personagem fictícia da protagonista Bruna Bloch. Destaque para a mudança de estilo artístico a cada aspecto diferente da narrativa.

Beladona7. Beladona (Ana Recalde e Denis Mello – Avec Editora)

A personagem Samantha nasceu na internet, em páginas semanais publicadas no site Petisco. Graças ao financiamento coletivo, ganhou este belo álbum de terror sobre uma menina assombrada por pesadelos. Parte da história se passa nesse mundo de sonhos terríveis, em que Samantha é perseguida e atormentada por espíritos malignos; outra parte, menor, se dá no mundo real. Ana Recalde é uma das grandes roteiristas da atual geração, e o traço nervoso de Denis Mello faz jus à trama.

Click6. Click (Samanta Flôor – Independente)

Outra grata surpresa de 2014: apesar de curto – pouco mais de 30 páginas –, é o trabalho mais longo até agora da jovem, porém veterana, ilustradora. Sem diálogos, a história combina uma câmera misteriosa, zumbis, um artista de rua e uma garota amável.

 

 

Helena5. Helena (Montserrat e Simone Beatriz – New Pop)

Mangá produzido no Brasil, adapta a obra homônima de Machado de Assis. Da fase romântica do autor, a história tem todos os ingredientes daquela escola literária: a heroína trágica, o herói nobre, um amor impossível. Como outros livros deste período, é possível identificar elementos do Realismo, em especial a crítica social.

Leia resenha completa aqui.

bidu4. Bidu – Caminhos (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho – MSP/Panini)

Ao longo da trama, o famoso cãozinho azul criado por Mauricio de Sousa precisa fazer uma série de escolhas: encarar ou não um cão maior para proteger seu território; deixar-se ou não capturar pelos donos do canil; ajudar ou não um companheiro em dificuldade. À medida que enfrenta novos desafios, suas escolhas amadurecem de uma atitude instintiva e autocentrada para outra mais generosa. Tudo isso antes de encontrar seu dono e eterno amigo Franjinha. Mais uma obra-prima da série Graphic MSP.

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Jonas3. A Vida de Jonas (Magno Costa – Zarabatana Books)

Envolvido em problemas com álcool e recém-separado de Júlia, Jonas tem uma existência solitária e sem perspectiva. Só mesmo uma grande perda para fazê-lo por fim à autoindulgência e encontrar um novo sentido para a vida. A grande sacada de Magno Costa é a caracterização dos personagens como fantoches de pano.

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Yeshuah2. Yeshuah volume 3 – Onde tudo está (Laudo Ferreira e Omar Viñole – Devir)

Depois de uma longa espera, Laudo concluiu a trilogia com sua visão personalíssima da vida de Jesus. Baseados em textos apócrifos de diferentes origens, este volume concentra-se na etapa final do Novo Testamento: a viagem a Belém para a comemoração da Páscoa, a prisão, calvário e execução. Ao longo dessa trajetória, Laudo reforça, de forma sensível e assertiva, a base dos ensinamentos de Jesus: o amor acima de tudo. Valeu a espera. Uma HQ emocionante.

Rafaela1. Aos Cuidados de Rafaela (Marcelo Saravá e Marco Oliveira – Zarabatana Books)

Rafaela, moça rebelde e independente, se passa por cuidadora de idosos e conquista a confiança da velha atriz Aurelita e os desejos secretos de seu filho, Nicolas. Aos poucos, ela domina a rotina de casa e tem início uma espiral de luxúria e submissão que só poderia terminar em tragédia. Tão perturbador quanto o roteiro de Saravá é a arte de Marco Oliveira, repleta de rostos disformes, planos ousados e uma intencional ausência de perspectiva.

Leia resenha completa aqui.

“A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito” tem lançamento na próxima semana

CAPA FECHADA

A graphic novel de Christopher Kastensmidt (roteiro) e Carolina Mylius (arte) adapta o premiado livro O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara, do mesmo autor.

Kastensmidt é americano radicado no Brasil, e há mais de 10 anos vem propagando internacionalmente a cultura, a história e o folclore brasileiros.

A Bandeira do Elefante e da Arara narra a história de amizade do aventureiro holandês Oost e o guerreiro ioruba Oludara, tendo como cenário o Brasil Colônia e suas florestas infestadas de seres fantásticos: sacis, mulas sem cabeça, boitatás.

A HQ está sendo lançada pela Devir, com patrocínio público por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Tem 112 páginas coloridas, capa cartonada, formato 16x 23 cm e preço de R$ 15.

O lançamento oficial, com presença dos autores, acontece no dia 13, a partir das 19h, na Geek (Al. Santos, 2152 – Conjunto Nacional – Loja 122 – São Paulo).

O Jogo do Exterminador: Obra-prima da Ficção Científica

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O livro de Orson Scott Card foi publicado originalmente em 1985 e voltou a ganhar notoriedade com a recente adaptação para o cinema – uma produção milionária estrelada por Harrison Ford e Ben Kingsley.

O Jogo do Exterminador, relançado neste ano pela Devir, acompanha a formação de Ender Wiggin – uma criança superdotada entre tantas outras – no líder que a Humanidade espera para evitar a terceira invasão de uma raça alienígena apelidada de “abelhudos”.

Seus treinadores, em especial o Coronel Graff, vão não só aperfeiçoar seu talento nato para a estratégia e a guerra, mas também desenvolver seu potencial para a bondade, a morte, a autopreservação e a obsessão pela vitória. Para isso, Ender é isolado, humilhado, torturado, tem a vida colocada em risco.

Como uma boa ficção científica, o livro não se atém apenas aos aspectos tecnológicos – viagens espaciais, raças alienígenas, estações futuristas –, mas também ao aspecto humano, à psicologia do homem do futuro. Apesar da narração em terceira pessoa, o leitor está constantemente na cabeça de Ender e conhece suas motivações, dúvidas, raciocínio lógico.

O autor não se esqueceu geopolítica. Elaborou uma ordem mundial de nações unidas sob a Hegemonia após a primeira invasão. Manteve uma nação dentro de outra, chamada de Segundo Pacto de Varsóvia, liderada pelos russos – na época que o livro foi escrito ainda vigorava a Guerra Fria.

Como escritor e mestre em Língua Inglesa, Card dá grande importância à palavra. Muito antes do advento das redes sociais, demonstra como a escrita pode influenciar pessoas, garantir notoriedade, conquistar o poder e até criar uma nova religião.

Por todos estes atributos, O Jogo do Exterminador é uma obra-prima da ficção científica, premiada em vários países e um dos melhores livros do gênero que você lerá na vida.

Obscurantismo

No início do ano passado, Card e sua obra ganharam notoriedade, mas por vias tortas.

Contratado pela DC Comics para escrever o primeiro capítulo de uma série de quadrinhos digitais do Superman, passou a sofrer pressão do grupo de ativistas LGBT All-Out, que em petição online pedia o fim do seu contrato com a editora.

Card é diretor de um grupo que combate a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos.

Num primeiro momento, a DC saiu em sua defesa, dizendo em nota oficial que respeita a liberdade de expressão e que a opinião de seus contratados não reflete a da empresa.

Mas quando o artista Chris Sprouse abandonou o barco por “não se sentir confortável” com a repercussão, a DC aproveitou para engavetar o projeto.

Para ler a história completa, clique aqui

Por conta da intolerância com a opinião contrária, justamente de um grupo que prega a tolerância, perdemos todos.

Considerando a abordagem científica e humanista que Card imprime a sua ficção, era de se esperar que fizesse um excelente trabalho com o Superman.

Filme

A versão cinematográfica de O Jogo do Exterminador (Ender’s Game) se esforça para fazer uma adaptação honesta. Há vários cortes, saltos, atalhos e mudanças esperados nesse tipo de transição do livro para o cinema.

Apesar do esforço, o resultado é desanimador. Se por um lado é interessante ver a reprodução cheia de efeitos especiais da Sala de Combate e das batalhas especiais, por outro o filme mal arranha a superfície da obscura personalidade de Ender, sua conflituosa relação com a família e as maquinações do Coronel Graff. Para tanto, precisaria, no mínimo, o dobro dos seus 114 minutos.

Sem conseguir cativar os leitores da obra original nem conquistar os não-leitores, O Jogo do Exterminador amargou uma bilheteria mundial de US$ 112 milhões, pouco mais que os US$ milhões investidos na produção.

Em tempo: outro grupo, o Geeks Out, propôs boicote ao filme para atingir Card.

Devir lança nova edição de “O Jogo do Exterminador”

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Aproveitando a chegada do filme nesta sexta-feira (20) nos cinemas brasileiros, a Devir preparou a quarta edição de Enders Game: O Jogo do Exterminador, de Orson Scott Card.

Best seller da ficção científica, com mais de três milhões de cópias vendidas no mundo todo, o livro é ambientado no futuro da Terra e mostra uma escola preparatória para jovens guerreiros recrutados ainda na infância. As esperanças de sobrevivência do planeta recaem sobre o prodígio Ender Wiggin.

Em razão de sua militância contrária ao casamento gay nos Estados Unidos, Orson Scott Card esteve envolvido recentemente numa polêmica envolvendo a produção de uma história do Superman.

O grupo Geeks Out, que defende a diversidade na cultura pop, criou uma campanha de boicote à adaptação cinematográfica. Nos Estados Unidos, o filme estreou no dia 1º de novembro e ficou em primeiro lugar na bilheteria do final de semana.

A quarta edição de Ender’s Game: O Jogo do Exterminador pela Devir tem capa do filme, 384 páginas e duas opções de preço: capa dura (R$ 54) e brochura (R$ 39).

5 Perguntas para Roberto Causo

causo_foto-prateleiraO paulista Roberto Causo é um escritor de FC (ficção científica) de uma nova geração de bons autores nacionais e recentemente lançou pelo selo Pulsar da Editora Devir.

O Papo de Quadrinho conversou com Causo e perguntou um pouco sobre a obra e suas principais influências. Confira!

1) Fale brevemente sobre tua carreira.

Comecei a escrever ficção científica e fantasia em 1985, e a publicar profissionalmente em 1989. Desde então, nunca deixei de publicar pelo menos um conto por ano. Minhas histórias já apareceram em livros e revistas de 11 países, entre eles, Argentina, China, Cuba, França, Grécia, Portugal, República Checa e Rússia. Já publiquei mais de vinte livros, contando as antologias que organizei e algumas histórias que apareceram como livros virtuais para Kindle, e mais de setenta histórias em vários formatos e veículos.

Também colaborei com a área de cultura da Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde, e das revistas Cult, Isaac Asimov Magazine, Dragão Brasil, Ciência Hoje, Livro Aberto (onde mantive uma coluna sobre FC e fantasia), Locus (dos EUA) e Quark, entre outras. Tenho uma coluna sobre o assunto no Terra Magazine, a revista eletrônica do Portal Terra.

2) Porque escolheu o gênero ficção científica, que historicamente sempre foi considerado menor na literatura?

Justamente por discordar dessa opinião. É preciso enfrentar esse tipo de preconceito escrevendo e produzindo material de qualidade. A ficção científica é um gênero privilegiado para se discutir a realidade em que vivemos, de maneira crítica e levando em conta a ciência e a tecnologia, hoje os condicionais mais fortes das mudanças sociais e políticas. Ao mesmo tempo é uma literatura que fornece um senso do maravilhoso e que faz a gente olhar para situações que vão além do imediato – o universo, o futuro distante, outras possibilidades de existência.

3) Quais foram as principais influências que ajudaram a criar o plot de Glória Sombria?

No romance, o herói Jonas Peregrino enfrenta enxames de naves robôs dos alienígenas conhecidos como tadais. Essa ideia acho que tirei da série alemã Perry Rhodan, que existe desde 1961 e da qual sou fã de carteirinha. Hoje ela parece mais atual do que nunca com os drones americanos de ataque, hoje teleguiados mas com planos para operarem sozinhos no futuro, uma possibilidade assustadora.

No livro Peregrino deve montar uma unidade de operações especiais para evitar que aliens exterminem os habitantes também alienígenas de um planeta duplo. A doutrina dessa unidade militar foi baseada no livro Spec Ops: Case Studies in Special Operations Warfare, de William McRaven, o sujeito que planejou a operação que assassinou o líder da al-Qaeda, Osama bin Laden. Eu certamente li outros livros de história militar, e um punhado de livros recentes de space opera militar de Jack Campbell, Karen Traviss e David Weber, por exemplo, para ter uma ideia das tendências atuais. Mas também para saber do que eu discordo e que desejo abordar na série escrevendo contra – a naturalização do genocídio, por exemplo. Um livro que nos lembra do quão terrível é esse crime, é o romance O Jogo do Exterminador, de Orson Scott Card, certamente uma influência positiva. Outra, na mesma linha, é o romance de ficção militar de Anton Myrer, Uma Vez uma Águia (1968), um dos meus favoritos. Dele vem a obrigação de tratar de pessoas que sentem as consequências da guerra e dos seus próprios atos.

4) Até que ponto esse fenômeno crossmedia é positivo para a ficção científica?

Glória Sombria faz parte de uma série de narrativas que já existe há algum tempo, como noveletas e contos em revistas e antologias. O artista Vagner Vargas, fundador da Aquart Creative, montou o site GalAxis: Conflito e Intriga no Século 25 para divulgar o projeto e veicular conteúdos exclusivos. Também já existe um pôster com a capa do livro, e estudamos outros produtos para o futuro, como jogos e quadrinhos.

A ficção científica é o gênero narrativo que domina hoje o cinema, a indústria dos games e as HQs. Funciona assim porque a FC é muito visual e de reconhecimento imediato. Essa perspectiva é bem menos exercitada porque exige recursos que não estão disponíveis e porque o material estrangeiro ocupa todos os espaços. Mas nós estamos dispostos a pelo menos ensaiar alguma coisa nesse sentido.

5) Como anda o mercado de ficção científica/fantasia no Brasil?

Houve uma explosão editorial neste começo de século, como nunca vista antes na história local desses gêneros. Especialmente a fantasia, é claro, e a fantasia para jovens em particular.
A ficção científica segue atrás, mas também tem crescido. Autores brasileiros, novos ou veteranos, não encontram grandes dificuldades para publicar. Aos poucos, o mercado também vai se profissionalizando, com sucessos de vendas e autores que estão até sendo publicados no exterior – como Eduardo Spohr e Jacques Barcia. Acho que é um bom momento para apostar em um projeto de ficção científica de características marcantes e dentro de um universo ficcional que pretende se alongar por um tempo e em vários formatos.

 

Vale o Investimento: Glória Sombria, de Roberto Causo

Gabi Franco, especialmente para o Papo de Quadrinho

A ficção científica é um gênero literário que nunca teve grande projeção no Brasil ao contrário da Europa, berço do segmento, e dos EUA, seu distribuidor para o restante do mundo.

Mas, a despeito da popularidade, a FC (como é chamado por seus admiradores) possui um público fiel de aficionados em terras tupiniquins.

Grandes nomes de nossa literatura, se aventuraram pela ficção científica; Machado de Assis, com seu conto “O Imortal”, Monteiro Lobato usou alguns elementos como viagem no tempo em episódios de sua série “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e no conto “A Chave do Tamanho”, Guimarães Rosa em seu conto ” Um moço muito branco”, são exemplos desse interesse.

A ficção científica ganhou força mesmo no Brasil nos idos dos anos 1960,1970, com a força de eventos como corrida espacial, a ida do homem para a Lua, avanços tecnológicos frequentes, a cibernética o estudo de novas teorias astronômicas, o relato de aparecimento de discos voadores e o desabrochar de estudos dentro da paranormalidade, sem deixar de lado o impulso dado pelas séries americanas como Star Trek, Perdidos no Espaço e pelo lançamento de Star Wars.

Nos anos 1960, o editor baiano Gumercindo Rocha Dorea foi o primeiro a lançar um livro de ficção científica de um autor nacional. Gumercindo contribuiu para o crescimento do estilo no país, já que passou a encomendar textos de FC a autores já consagrados na literatura. O desafio se tornou paixão.
Foi na chamada “Geração GRD” (sigla com as iniciais do nome Gumercindo Rocha Dorea) – a partir do livro “Eles herdarão a Terra”, de Dinah Silveira de Queiroz, em 1960 – que autores brasileiros neste campo começaram a surgir e se organizar.

A partir daí, apareceram fanzines e a publicação nacional de revistas como Isaac Asimov Magazine (publicada de 1990 a 1993), o que culminou na abertura da editora Ano-Luz, que durou de 1997 a 2004, e na criação de um verdadeiro “fandom” (do inglês “Fan Kingdom”, que se refere a um grupo de fãs de um gênero) de FC.

Foi nesta época que um nome se destacou entre a segunda leva de escritores de ficção científica surgida no início dos anos 1990 no país: Roberto de Souza Causo.

Considerado um dos melhores escritores de ficção científica do Brasil, natural de São Bernardo do Campo, São Paulo, Causo surgiu justamente na “segunda onda” de crescimento do gênero no país, na década de 1990. Foi atendente de biblioteca, ilustrador editorial e publicitário antes de publicar seu primeiro conto A Última Chance, em 1989, na revista francesa Antarès—Science fiction et fantastique sans frontières.

Além do Brasil seus contos também foram publicados em revistas e livros na Argentina, Canadá, China, Finlândia Grécia, Portugal (com A Dança das Sombras, seu primeiro livro de contos), República Tcheca e Rússia.

O autor também foi um dos classificados no Prêmio Jerônimo Monteiro, criado pela Isaac Asimov Magazine, e no III Festival Universitário de Literatura, com a novela de ficção científica Terra Verde; foi o ganhador do Projeto Nascente 11 (promovido pela Pró-Reitoria de Cultura da USP; 2001) na categoria Melhor Texto, com  O Par: Uma Novela Amazônica, publicada em 2008 pela Associação Editorial Humanitas, da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo.

Agora, ele acaba de nos presentear com Glória Sombria, seu mais recente trabalho, publicado pela Editora Devir.

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Cronologicamente, Glória Sombria é a primeira aventura do protagonista Jonas Peregrino, que surgiu nas séries Lições de um Matador apresentadas em histórias mais curtas e nas livrarias desde 2009.

Essas histórias fazem parte de um conhecido subgênero da FC denominado space opera – uma espécie de “novela” ambientada em cenários espaciais, com um roteiro que evidencia aventuras românticas, locais exóticos e personagens heroicos e épicos, um gênero muito conhecido por seu maior representante: Star Wars.

Em Glória Sombria, o Tenente Jonas Peregrino é só mais um oficial júnior da Patrulha Colonial no distante século 25, mas seu talento para planejar estratégias em situações extremas chama a atenção do comandante máximo da Esquadra Latinoamericana na Esfera, a maior área em conflito existente na Via Láctea, local onde humanos e membros de diversas raças alienígenas são fustigados por naves-robôs inimigas.

Após treinar uma nova unidade de elite, os Jaguares, surge a primeira missão do matador na Esfera: e evacuar um planeta ameaçado de destruição total pelos Tadais – alienígenas implacáveis, famosos por sua crueldade. Mas, como ser um matador eficiente se o inimigo se esconde atrás de enxames de naves-robô?

Comandados por Jonas Peregrino, os Jaguares partem então para Tukmaibakro, um sistema solar onde serão testados ao limite de suas forças físicas e morais, tento seu senso de dever e honra postos à prova.

Estratégia Promocional

Para divulgar Glória Sombria e a série Lições do Matador (e sua série paralela: Shiroma Matadora Ciborgue), a Devir, em parceria com a Aquart Creative, do artista Vagner Vargas, desenvolveu o site promocional  Galaxis: Conflito e Intriga no Século XXIV, que já pode ser visitado em sua versão beta.

Nele, o leitor vai encontrar material visual exclusivo, relações de todas as histórias publicadas, fichas de personagens, especificações de veículos e armamentos e muito mais.

Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador de Roberto de Sousa Causo (Editora Devir Livraria, selo Pulsar) tem 176 páginas, preço estimado de R$ 29,50 e vale o investimento!

Lançamento: Dom Casmurro, projeto aprovado pelo ProAC 2011

O quadrinhista Mário Cau anunciou nesta semana que sua adaptação para uma das maiores obras da literatura brasileira está pronta.

Dom Casmurro é o penúltimo projeto financiado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) no edital de 2011 concluído. Resta apenas Zú Kinkajú, de Céu D’Ellia, previsto para julho.

Com roteiro de Felipe Greco e arte de Mário Cau, Dom Casmurro tem 232 páginas e traz prefácio do jornalista Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos, e texto de Nailor Marques Júnior, professor de Literatura e estudioso da obra de Machado de Assis.

A trama é narrada pelo personagem Bentinho, e centrada em seu amor pela amiga de infância Capitu (a dos “olhos de ressaca”) e a desconfiança da traição da amada com seu melhor amigo, Escobar.

O lançamento pela Devir terá duas versões, em capa dura (R$ 65) e cartonada (R$ 56), e já está à venda no site da editora.

Com Dom Casmurro, são nove os projetos do Proac 2011 lançados: Fade Out: Suicídio Sem Dor (Roberto Skubs Sobrinho), Se a Vida Fosse como a Internet (Pablo Carranza), A Jornada de Guga e Léo (Marcelo Shun Izumi), Seu Turno (Éder Gil de Souza), A Desistência do Azul (Leandro Melite Moraes), Sabor Brasilis (George Victor Schall), Km Blues (Daniel Esteves) e Alma: A História da Praça Esportiva Mais Antiga do País (Fernandes).

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