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Tag: DC Comics

CCXP Tour Nordeste: lançamentos da Panini

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A Panini participa da CCXP Tour Nordeste (que começa hoje, dia 13, em Recife, e vai até domingo) e anuncia novidades. Confira:

Valente – Para onde você foi?, de Vitor Cafaggi: quinto volume da série Valente, a nova compilação de tiras inéditas retoma a história do jovem cãozinho com muito humor e sensibilidade (120 páginas, R$ 16).

Dodô, de Felipe Nunes: versão colorida da HQ publicada de forma independente em 2015, apresenta uma história sobre solidão, família, inconformismo e novas amizades (80 páginas, R$ 36).

Chico Bento – Arvorada, de Orlandeli: no 15º volume do selo Graphic MSP, Chico Bento aprende que nem tudo pode ser deixado pra depois, numa reinterpretação do clássico personagem cheia de momentos de amor, dor, humor, mistério e aprendizado (96 páginas, R$ 26,90 capa cartonada e R$ 36,90 capa dura).

Clássicos do Cinema Turma da Mônica nº 1 Horacic Park: compilação em capa dura de histórias da série Clássicos do Cinema – Turma da Mônica, com paródias de filmes de sucesso. Este primeiro volume – que deve ganhar periodicidade quadrimestral – reúne as HQs Horacic Park, Imundo Perdido e Horacic Park III (144 páginas, R$ 38,90).

Turma da Mônica Jovem 4 – Mônica e o Cavaleiro: Segundo encontro da Turma da Mônica com personagens de Osamu Tezuka, cinco anos depois da publicação da história que uniu pela primeira vez a obra dos dois ícones dos quadrinhos mundiais. Esta edição mostra o reencontro de Mônica e seus amigos com a Princesa Safiri na Terra de Prata (128 páginas, R$ 8,50).

Universo DC: Renascimento, de Geoff Johns, Gary Frank, Ethan Van Sciver e Ivan Reis: Edição única que dá início à nova fase da DC no Brasil. A partir daí, todos os títulos da editora serão zerados e novos serão lançados, como Mulher-Maravilha, Action Comics e Detective Comics. Na CCXP Tour, o estande da Panini vai estampar a caracterização dos personagens da DC nessa nova fase (116 páginas, R$ 13,90).

Como parte da programação da editora no evento, estão agendadas sessões de fotos com Mauricio de Sousa (dia 14, 13h30), autógrafos com Orlandeli (dia 15, às 14h30) e um painel com editores da Panini para apresentar as novidades e anunciar outros lançamentos (dia 16, ás 17h).

Papo de Quadrinho viu: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

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ATENÇÃO, para fazermos essa resenha será necessário usar SPOILERS. Se você ainda não viu o filme, veja antes de ler nossa resenha.

Quando foi anunciado um filme conjunto entre Batman e Superman, os maiores super-heróis da DC Comics, e ícones mundiais da cultura pop, a expectativa se tornou imensa. Some-se a isso uma novidade importante: a introdução da Mulher Maravilha, terceira figura mais importante na trindade da editora e que ganhará filme solo. Como a Warner/DC apresentaria seus heróis sem usar o consagrado recurso transmídia da Marvel Studios?

Foi com essa e outras perguntas em mente que a ansiedade tomou conta dos fãs e da imprensa, seguido por um curioso clima de haterismo na medida em que imagens e informações sobre o filme  eram divulgadas, principalmente pela escolha do ator Ben Affleck para viver o novo-velho Batman. O diretor, Zack Snyder, que também conta com um respeitável fã clube de haters, foi alvo contante de críticas antes sequer de o filme estrear.

Aos poucos, trailers mostraram grandes cenas, ideias promissoras, mas a dúvida permaneceu por parte de muitos fãs e haters: será um bom filme?

A despeito de todas as dúvidas e críticas, a resposta é SIM, é um bom filme. Ainda que tenha complexidades inesperadas para o público acostumado às adaptações de super-heróis (mas nem tanto para os leitores habituais de gibis da DC), e ainda que sofra uma inevitável comparação com o bom e bem azeitado universo cinematográfico da Marvel, Batman vs Superman – A Origem da Justiça tem muitos acertos e, a sua maneira, vai montar o universo DC no cinema.

Um passo para a Liga da Justiça

Ao contrário da sua concorrente, a DC trilhou um caminho denso, adulto e referendado por obras clássicas das HQs da editora, como O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e a Morte do Superman (Dan Jurgens), amarrando com a nova mitologia criada pelos Novos 52, de Geoff Johnsem que a DC Comics dá origem à Liga da Justiça a partir de um esforço para defender a Terra do maior vilão da editora, Darkseid (criação de Jack Kirby).

A paleta de cores escolhida para o filme é soturna. O Batman de Miller vivido por Ben Affleck é violento, capaz de usar uma arma. Um Batman pouco convencional. É um guerreiro amargurado, taciturno, que observa pesaroso uma armadura do Robin pixada com um desafio do Coringa, referência a Batman: A morte do Robin (Jim Starlin) e que vamos ter que esperar para saber mais no filme do Esquadrão Suicida. Um Batman repleto de perdas que percebe, após 20 anos combatendo o crime em Gotham, que seu trabalho é pequeno perto da ameaça representada pelo poderoso alien que atende por Superman (Henry Cavill) .

Visto ora como salvador ora como uma maldição, Superman é julgado por conta do espetáculo de destruição na luta contra o General Zod em O Homem de Aço, ainda que tenha salvado a Terra. O poder e o descontrole desses seres são questões levantadas pelo governo e por seu antagonista, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), apresentado como um jovem gênio psicótico, mimado e típico dos nossos dias, ao mesmo tempo em que lembra um cientista louco clássico dos quadrinhos.

Lex Luthor é um homem temeroso quanto ao futuro da humanidade, mas sedento pelo controle sobre ela. Ele sabe que esses super-humanos – ou metahumanos – são como os antigos Deuses. Essa loucura atinge seu expoente quando ele usa tecnologia kryptoniana para criar o monstro Apocalypse e tem contato, ao que parece, com a caixa materna. Antes, para que seu controle seja total, Luthor manipula os heróis e os guia rumo a um confronto inevitável.

Descobertas como vida alienígena, tecnologia avançada e aparição dos deuses e super-seres parecem ter grande impacto na vida do homem comum no universo cinematográfico da DC. Essas descobertas geram medo e levantam suspeitas. E nesse clima de desconfiança e descobertas está a figura enigmática de Diana (‎Gal Gadot ) uma poderosa guerreira que só conheceremos melhor em seu filme solo

Há também a citação nos arquivos de Luthor sobre outros personagens poderosos: um homem submarino, um jovem velocista e um ciborgue humano  criado com o uso de um objeto confidencial encontrado nos anos 1980, que os iniciados reconhecem como a caixa materna.

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Dessa forma, o filme sai do convencional quando mostra num misto de sonho e profecia, um Flash vindo de um futuro incerto, onde o Superman se tornou um mero agente local de um poder maior.

Eis os deslizes

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O ritmo da narrativa é muitas vezes quebrado, não funciona e arrasta o filme. E ainda que a narrativa de Snyder não obedeça a cartilha simples dos heróis Marvel, falta fluidez em diversos momentos.

A fluidez se perde, a grande quantidade de referências é um acerto que diante dos leigos, atrapalha. O público não iniciado tem problemas para entender referências da vinda de Darkseid, da Terra invadida por Apokolips, da caixa materna e dos parademônios. Acostumados à narrativa simplificada da Marvel, esse excesso de informações e referências são um problema para o filme, que eventualmente seria corrigido em uma versão estendida.

Nosso veredito

Se o filme não é perfeito por causa do ritmo e de tanta informação, as virtudes em Batman vs Superman – A Origem da Justiça estão na ousadia de tentar algo diferente para o gênero, sem apostar em soluções comuns e lineares que nos acostumamos a ver nos filmes da Marvel.

É um filme carregado de simbolismos, denso, soturno. Não é um filme infantil. Tem uma trilha sonora muito boa, atuações convincentes e surpreende o público ao tirar de cena um dos protagonistas, embora todo mundo que tenha lido quadrinhos sabe que ele vai voltar. A DC apontou um caminho interessante e diferente para seus filmes, que incluem um clima de tragédia para a humanidade, supostamente já condenada nas mãos de Darkseid.

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A forma como os outros filmes amarrarão essa narrativa é um novo mistério. Como apresentar os novos super-heróis sem usar a fórmula bem sucedida da Marvel?

A Warner/DC criou seu jeito de contar sua história. Às vezes confusa, às vezes pessimista, muitas vezes empolgante. Nada que um leitor de quadrinhos não conheça. Valeu também pela ousadia de trazer um clima sombrio aos filmes, de mostrar que antes de ser nossos salvadores, o super-heróis carregam um legado de destruição, morte e transformação para a humanidade. Que venham mais filmes de super-heróis sérios, mais destruição em massa e mais Deuses, mas sem perder a empolgação e a aventura.

Papo de Quadrinho viu: Supergirl

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Pois é. O piloto da nova série baseada nos quadrinhos vazou na internet seis meses antes da estreia prevista nos Estados Unidos pelo canal CBS.

O curioso é que o vídeo foi disponibilizado em alta resolução (1080p) e sem a marca d’água que os estúdios vêm aplicando às cópias controladas para impedir a pirataria. Isso fez com que alguns sites gringos especulassem se não se trata de um “vazamento proposital”, uma espécie de “exibição teste” não declarada.

Qualquer que seja a explicação, o fato é que em menos de 24 horas o piloto de Supergirl já havia sido baixado por mais de 200 mil pessoas. Papo de Quadrinho (sorry, CBS!) foi uma delas, e gostou do que viu.

O piloto abre com a marca registrada dos criadores Andrew Kreisberg e Greg Berlanti, mesma dupla criativa de Arrow e The Flash: “Meu nome é Kara Zor-El”. Apresenta a origem da super-heroína desde a fuga de Krypton numa espaçonave minutos depois da partida de seu primo Kal-El e minutos antes da explosão do planeta.

Kara, então com 12 anos, foi enviada para proteger o bebê, mas sua nave ficou perdida na Zona Fantasma e ela só chegou à Terra quando Kal, agora o adulto Clark Kent, já era conhecido como o Superman.

Criada pela família Danvers, a garota aprendeu a controlar seus poderes, mas foi educada de modo a ocultá-los. Já adulta e trabalhando num conglomerado de comunicação, de repente se vê obrigada a exibir esses poderes e é levada a descobrir que os primos El não são os únicos alienígenas na Terra.

Melissa Beinost (Glee) é talentosa e está bastante à vontade no papel principal. O elenco como um todo, aliás, funciona muito bem, e Calista Flockhart como Cat Grant é a cereja do bolo.

Mehcad Brooks, no papel de James Olsen, vai além da mudança da etnia: o personagem agora é um fotógrafo respeitado, maduro e deve servir como elo entre Supergirl e Superman. Destaque para a belíssima homenagem com a escalação de Helen Slater (a Supergirl dos anos 80) e Dean Cain (o Superman dos anos 90) como os pais adotivos de Kara.

Supergirl cria um paradoxo interessante ao introduzir Superman não como mera citação, mas como uma presença constante na série, mesmo praticamente sem aparecer. A Warner já disse que seus universos da TV e cinema não têm relação, mas mesmo dentro do conjunto de seriados interligados – Arrow e The Flash – fica difícil entender como ninguém em Starling City ou Central City nunca ouviu falar de um super-herói tão poderoso e popular.

Em resumo, Supergirl começou muito bem, mas tem um longo caminho pela frente para provar seu valor dentro de um universo televisivo que tem agradado tanto fãs quanto críticos. E também para justificar o alto orçamento, porque se é que tem uma coisa que o piloto não economizou foram efeitos especiais.

Crítica – O fim da magia de Constantine

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O mago John Constantine conquistou uma legião de fãs em todo mundo, graças a sua personalidade incomum e sua capacidade de enfrentar criaturas monstruosas e eventos bizarros, muitas vezes salvando o dia apenas para salvar a si mesmo.

Suas histórias foram publicadas na revista Hellbalzer entre 1988 e 2013 e com o restart do universo ficcional da DC em Os Novos 52, a revista foi cancelada e em seu lugar nasceu Constantine, que estreou só em fevereiro no Brasil, mas nos EUA já amarga baixos índices de venda.

O resultado não poderia ser diferente, uma vez que Constantine peca ao abandonar os roteiros densos e a atmosfera incessante de terror para se aproximar do universo dos super-heróis, tentando integrar totalmente o mago aos personagens da editora.

Isso foi feito de modo acertado em Dark, a “Liga da Justiça Mística”, mas a dinâmica de John Constantine com outros heróis místicos é muito diferente do que suas histórias solo, ou pelo menos, foram essas histórias pesadas lançadas pelo selo Vertigo que o elencaram como um dos mais importantes anti-heróis dos quadrinhos.

Foi como se John Constantine perdesse a verdadeira magia dos roteiros, que as vezes são divertidos, sim, mas não impressionam.

Um consolo é a arte do brasileiro  Renato Guedes, que está belíssima, mas parece que não é o bastante para segurar as vendas.

O polêmico restart da DC, aumentou as vendas, acertou arestas e promoveu supergrupos e personagens esquecidos como Aquaman, mas nem tudo saiu como o programado. Constantine é uma versão light de Hellbalzer.  Vamos ver por quanto tempo Constantine aguenta nessa nova perspectiva antes de ir definitivamente para o inferno.

Mundo dos Super-Heróis chega à 50ª edição

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A edição de dezembro da principal publicação brasileira sobre quadrinhos e outras mídias relacionadas ao gênero de super-heróis começa a chegar às bancas do País na próxima segunda-feira (23).

Para comemorar o marco de 50 edições, a capa apresenta 50 histórias (25 da editora Marvel e 25 da DC) escolhidas pela redação. Na seleção, os jornalistas optaram por HQs marcantes, mas pouco conhecidas. A capa foi ilustrada pelo artista brasileiro Caio Cacau.

A edição traz também um pôster central de 55 x 41 cm do filme O Homem de Aço; no verso, uma linha do tempo mostra a trajetória do Superman no cinema, seriados de TV e animações.

Outros destaques são: cobertura do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), realizado em novembro na capital mineira, e uma entrevista exclusiva feita durante o evento com o quadrinhista George Pérez; calendário com lançamentos para 2014 e matéria especial sobre a coleção de miniaturas do Batmóvel que a Eaglemoss trará para o Brasil; artigos sobre a série em quadrinhos Drácula, da Marvel, e o álbum Hicksville; a continuação da série de matérias sobre as grandes sagas da DC Comics; resenhas de lançamentos, cartas e desenhos dos leitores.

Mundo dos Super-Heróis 50 tem 64 páginas, capa e miolo coloridos, e preço de R$ 10,90. Compra de exemplares, assinatura e versão digital podem ser adquiridos no site da editora.

Crítica: Arqueiro Verde 1 – O reboot do reboot

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Arquearia é uma paixão confessa deste editor.

Há um ano, o Papo de Quadrinho fez um homenagem aos grandes personagens da cultura pop que manejam o arco nesta seleta lista com os 10 maiores arqueiros da Cultura Pop. Entre os mais queridos e conhecidos, o Arqueiro Verde não poderia ficar de fora.

Inspirado no pai de todos os arqueiros, Robin Hood, o Arqueiro Verde foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp em 1941, e esteve presente em numerosas publicações da DC ao longo dos anos. Mas foi na década de 1970 que ele se destacou com histórias de temática adulta, vividas com o Lanterna Verde, Hal Jordan. O material, hoje um clássico dos quadrinhos, foi escrito por Dennis O’Neil e ilustrado pelo mestre Neal Adams.

Com o sucesso do seriado Arrow inspirado em sua mitologia dos quadrinhos, o Arqueiro Verde ganhou fôlego novo em suas aventuras no reboot da DC Comics. Infelizmente, ao contrário de alguns super-heróis como o Aquaman, que se beneficiaram com a renovação dos títulos da editora, o tratamento do herói neste reboot foi muito aquém do esperado.

A atualização do visual inspirada no seriado, com o herói mais jovem e mudando o estilo “Errol Flynn” foi a primeira polêmica e dividiu opiniões entre os fãs. Mas o verdadeiro problema foi a arte sofrível de Dan Jurgens e o roteiro vexatório de J.T. Krul –  primeira dupla escalada para reformular o personagem. Nem a arte final de George Pérez ajudou. No Brasil, essas primeiras histórias fizeram parte do mix da revista Flash Nº1, lançada em junho de 2012.

Para não estragar nos quadrinhos um personagem bacana que está se dando bem na TV, o Arqueiro Verde acabou ganhando uma segunda chance após a décima sétima edição norte-americana, e entrou em nova fase, com outra equipe criativa convocada para salvá-lo: Jeff Lemire (roteiro) e Andrea Sorretino (arte).

Lançada neste mês em revista solo, Arqueiro Verde Nº 1, apresenta esse novo trabalho e uma substancial melhora de arte e roteiro, embora o traço ainda merecesse um tratamento mais refinado. O mix traz também o Exterminador e Aves de Rapina. Confira nas bancas e comente aqui.

Justin Bieber como Robin?

e8a1bf69131674e30e9259e5145a7cbeSanto esculacho, Batman!

Depois da controversa escolha de Ben Affleck para viver o Batman no próximo filme da franquia, uma foto chamou a atenção dos nerds nessa madrugada.

O cantor teen Justin Bieber postou em seu instagram oficial uma foto onde exibe o que seria supostamente o roteiro de Batman versus Superman.
Seria uma dica aos seus fãs de que ele estaria sendo cotado para ser o novo Robin?

Como essa nota está sendo escrita durante a madrugada, não temos como confirmar com a Warner, mas a notícia já está causando furor na internet. Vamos aguardar!

Vale o Investimento: Bolland Strips!

por Gabriela Franco, convidada do Papo de Quadrinho

Bolland-stripsBrian Bolland é um daqueles desenhistas que você adora, mas por alguma razão não conhece seu trabalho como devia.
A verdade é que todo fã e apreciador de quadrinhos deveria conhecer melhor os desenhos deste inglês de Butterwick, fã de Frank Zappa e Robert Crumb.

Seu trabalho chamou a atenção da indústria dos quadrinhos quando trabalhou em 1977 na revista 2000 AD, dando vida ao psicótico, e já conhecido do público, Juiz Dredd.500pxH_2000+AD+-+Stamps+fro

Bolland encabeçou a chamada “invasão britânica” na indústria de quadrinhos norte-americana nos anos 1980, e seus primeiro sucesso nos Estados Unidos foi a aclamada série Camelot 3000.

Seu traço clássico, aliado à beleza e o nível de detalhamento de seus desenhos, fizeram parte de capas que marcaram a DC Comics, editora de quem ele é parceiro há décadas.

Homem-Animal de Grant Morrison e Batman:  A Piada Mortal, em parceria com Alan Moore – série esta onde o artista também produziu as ilustrações internas – tornaram-se clássicos.

Mas pouca gente conhece seu trabalho autoral que está em uma série de tiras publicadas por editoras independentes.
São essas tiras que vemos em Bolland Strips!, álbum lançado recentemente pela Editora Nemo, uma chance excelente de conhecer melhor esse mestre das HQs.

Bolland Strips!, apresenta trabalhos curiosos de Bolland. Destaque para O Bispo e a Atriz, narrando a vida um casal inusitado formado por velho bispo aposentado e uma jovem atriz com quedas por roupas usadas que vivem em um calmo subúrbio londrino.

Já a segunda série de ilustrações são tiras em estilo mais cartunesco intituladas Sr. Mamoulian, sobre as desventuras de um homem de meia idade e que Bolland confessa conter alguns trechos autobiográficos. Completam a edição textos, ilustrações e histórias curtas.

Bolland Strips! tem o capricho já reconhecido da Nemo e apresenta um pouco mais do trabalho detalhista e irônico de Bolland. A HQ tem 96 páginas, capa dura colorida, miolo p&b; e preço médio de R$ 38,00 e vale o investimento!

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