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A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (21). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

Guillermo del Toro está em evidência depois de ter recebido o Oscar de melhor diretor com a A Forma da Água, uma fantasia linda que mostra as relações de afeto entre pessoas que acabaram excluídas.

A paixão do diretor por monstros e criaturas fantásticas faz parte de sua formação nerd – comum também há estes editores – com robôs gigantes, naves e monstros que encantaram nossa infância.

Robô Gigante (1967 – Toei Company), Gamera (1965 – Daiei), Godzilla (1954 – Toho Film), Spectreman (1971 – P-Productions), Ultraman (1966 – Tsuburaya Productions) e Ultraseven (1967 – Tsuburaya Productions) entre eles, só para ficar nos mais importantes. E foi com a cabeça repleta de referências e interesse em fazer uma homenagem a este importante pilar da cultura nerd que Del Toro lançou Circulo de Fogo em 2013.

O filme foi mal recebido pelos ocidentais e bem recebido pelos orientais (o que faz um certo sentido, por conta destas referências citadas), mas permitiu ao diretor fazer uma continuação, desta vez como produtor. Circulo de Fogo: A revolta tem direção de Steven S. Deknight (showrunner da primeira temporada de Demolidor, na Netflix), e conta com a jovem estrela de Star Wars, o querido John Boyega, no papel principal.

Robô Gigante é Amor

Circulo de Fogo (2013) mostrou uma invasão alienígena vinda não do espaço, mas de outra dimensão, através de uma fenda no Oceano Pacífico. Ondas de monstros invasores são contidas pela engenhosidade humana que criou os Jaegers (caçadores em alemão): robôs gigantes para frear a invasão na base do tiro, porrada e bomba.

Mas para pilotar esses robôs monumentais são necessários dois pilotos conectados em um fluxo neural compatível. Finda a guerra com o sacrifício máximo de pilotos e robôs, a humanidade parecia salva com o fechamento da fenda e começou a se reconstruir.

Agora em Círculo de Fogo: A revolta, 10 anos se passaram após a guerra e a humanidade seguiu adiante, como o jovem Jake Pentecostes (John Boyega), cujo pai deu a vida para garantir a vitória da humanidade.

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Jake abandona a academia onde novos Jaegers haviam sido criados e preparados para um possível novo ataque – que nunca chegou – e vai curtir uma vida de diversão do pós-guerra, preso ao submundo do crime. Isso até conhecer a jovem Amara (Cailee Spaeny) uma hacker que constrói seu próprio robô. Quando uma ameaça ainda mais terrível desencadeia pânico e destruição, Jake tem a oportunidade de honrar o legado de seu pai.

Uma continuação bem feita 

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O filme acerta em muitos aspectos. Primeiro, com uma continuação divertida e cenas de batalha que impressionam pela grandiosidade destrutiva. O roteiro traz uma continuação que cumpre o que promete sem pretensões maiores.

Deknight explora o carisma dos jovens Boyega e Cailee em subtramas que constroem a relação entre os protagonistas. O restante é pancadaria de primeira qualidade, o que não é nenhum demérito. Infelizmente tanto efeito não ganha nenhum contorno especial em 3D ou Imax, negligenciando uma possibilidade técnica que, se bem explorada, poderia ser imersiva.

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Círculo de Fogo – A Revolta cumpre seu objetivo principal: divertir honestamente. O filme apresenta um novo grupo de defensores da Terra, uma nova geração de robôs defensores e monstros terríveis. Assistir às batalhas em grande escala é um prazer nerd que não dá para abrir mão, tudo bem embalado e sem esquecer de homenagear os precursores do gênero, que mostravam dia sim, dia não, Tóquio sendo devastada. Compre sua pipoca e divirta-se.