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Papo de Quadrinho viu: Brightburn – Filho das Trevas


A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu Brightburn – Filho das Trevas, que une superpoderes e terror à mais mitológica origem de um super-herói nos quadrinhos.

A história da origem do Superman já é um marco na cultura popular, quando uma nave caiu na Terra trazendo um bebê e foi encontrada pelo casal de fazendeiros Jonathan Kent e Martha Kent. O casal cria a criança como seu filho adotivo, Clark Kent, que mais tarde viria a ser herói que todos conhecemos: como gentil, generoso, nobre, incorruptível, praticamente um escoteiro gentil, altruísta e um símbolo da “verdade, justiça”, sendo tudo o que aspiramos ser e muito mais. Com poderes como superforça, invulnerabilidade, voo, visão de calor, entre outros frutos da sua natureza biológica, sua personalidade e humanidade são consequência da criação.

Mas e se as coisas fossem um pouco diferentes? E se o rapaz tivesse crescido com um sentimento de superioridade sobre o restante da humanidade, egoísta e achando que poderia escravizar todos? Esse é o mote de Brightburn – Filho das Trevas, do diretor David Yerovesky.

O filme aborda praticamente a mesma origem do Superman, em que Brandon Breyer (o Clark Kent desse universo) é criado por Kylie Brayere (David Denman) e Tori Brayer (Elizabeth Banks),  réplicas exatas dos carinhosos e cuidadosos Kent, depois de ser encontrado em uma nave espacial. Ele vai descobrindo seus superpoderes à medida que cresce, porém ao invés de um comportamento bom, o rapaz se torna um assassino frio e maléfico.

O que causa essa grande mudança? É nesse ponto que os escritores Brian e Mark Gunn (irmãos do diretor e roteirista James Gunn, de Guardiões da Galáxia, que participa como produtor da película) erram a mão. Deslocando o filme do que poderia ser uma ótima apresentação de conflito psicológico entre “natureza versus criação”, os roteiristas decidem tornar o filme mais simplista ao conectar a brusca persona maléfica de Brandon à uma possessão por sua nave espacial. A partir desse ponto, o personagem vira uma máquina de matar que utiliza seus superpoderes elimina todos que se atrevem a contrariar seus passos.

Apesar do enredo pender para um filme de terror genérico no estilo “slash movies” temperado com superpoderes, o diretor David Yarvesky merece créditos pela brutalidade explícita das cenas de morte, que poderão atrair os fãs do gore. As cenas em que a mandíbula de uma das vítimas fica pendurada ou em que um caco de vidro é retirado de dentro do olho são de deixar os nervos à flor da pele. Entretanto as emoções param aí…

As interpretações são benfeitas e um dos pontos positivos do filme, com Jackson A. Dunn (que interpretou o jovem Scott Lang em Vingadores: Ultimato) retratando um Brandon Beyer assustador e misterioso, até mesmo quando o personagem ainda é “bom”. Elizabeth Banks e David Denman são o ponto forte do filme como o casal Breyer, representando de forma sólida os encantadores pais de família que aos poucos vão se dando conta do perigo que têm dentro de casa.

Outro destaque é a trilha sonora nos momentos mãe-filho do filme. Composta por Tim Williams, a música remete e emula o tema criado por Hans Zimmer para o filme Superman: Man of Steel (2013). Praticamente um easter-egg para os fãs do Homem de Aço.

Uma pena que, ao tentar apresentar o lado sombrio de uma origem alternativa do Superman, a película peca ao não se aprofundar numa discussão moral e cai no clichê de filmes de terror convencionais de assassinos, em que o que mais vale são as cenas de morte, o suspense passageiro e os momentos gore.

A sensação ao sair do cinema foi de mais um filme de terror genérico, deixando o telespectador que buscava um paralelo maligno à origem do Superman com vontade de algo mais.

Vingadores: Ultimato – Um épico grandioso e intimista

A Marvel encerrou seu primeiro grande arco de história no cinema de forma épica. Vingadores: Ultimato, que estreia nesta quinta-feira (25), é grandioso e intimista ao mesmo tempo. É tudo que você espera, e mais.

É um filme feito para emocionar, divertir e surpreender, sem abrir mão da origem nos quadrinhos nem deixar de contar uma boa história.

É um filme-homenagem aos 11 anos do estúdio e a todos os 21 filmes que vieram antes.

A trama é conhecida ou pelo menos imaginada pela grande maioria dos fãs: os Vingadores remanescentes precisam encontrar uma forma de desfazer a dizimação causada por Thanos ao final de Guerra Infinita.

Nem por isso, seu desenrolar é óbvio ou previsível. Qualquer pista de como eles levam o plano adiante será um spoiler.

O que dá para dizer é que cada vingador lidou com a dizimação à sua própria maneira e, durante a jornada, cada um deles vai encarar seus próprios fantasmas.

Daí vem a maior carga dramática do filme e também seus momentos mais divertidos. O humor, em escala até menor que em outras produções da Marvel, é mais que orgânico, é cirúrgico.

Vingadores: Ultimato inverte muitas das expectativas, tanto no conjunto quanto no desfecho de cenas específicas.

A Marvel foi extremamente competente em guardar segredo sobre algumas passagens e personagens, e estas surpresas estão entre as melhores coisas do filme.

Desejo de coração que você consiga fugir dos spoilers para viver esta experiência ao máximo.

Sem exagero, Vingadores: Ultimato é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Não só pelo filme em si – que, sim, é ótimo –, mas principalmente pelo que ele representa em termos de fechamento de todas as pontas um universo complexo, intrincado e interligado.

Quando começam a subir os créditos, a sensação é que vai demorar outra década para voltarmos a assistir a algo com tamanha magnitude.

Vingadores: Ultimato é aquele gibizão de 300 páginas que você pega para ler numa tarde preguiçosa e não quer que acabe nunca mais.

Warner troca o comando dos filmes da DC

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Se havia alguma dúvida do descontentamento dos executivos da Warner com o resultado criativo e comercial de Liga da Justiça, ela não existe mais.

A Variety divulgou na manhã de hoje (4) que Walter Hamada é o novo presidente da divisão de filmes da DC Comics.

A notícia que Jon Berg e Geoff Johns seriam substituídos começou a circular poucas semanas depois da estreia de Liga da Justiça, quando então já se conhecia a recepção pouco calorosa dos fãs.

E olha que os dois foram chamados às pressas para socorrer Zack Snyder depois da decepção de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça.

Hamada trabalhava como produtor executivo da New Line – que também pertence à Warner –, onde produziu sucessos como Invocação do Mal 1 e 2 e It: a Coisa, sexta maior bilheteria dos Estados Unidos em 2017.

Geoff Johns continuará supervisionando os quadrinhos, séries de TV e animações da DC, mas está fora do poder decisório dos filmes e vai ocupar apenas um papel consultivo.

“Forrest Gump” completa 30 anos e ganha edição especial pela Aleph

 

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Forrest Gump, a encantadora obra de Winston Groom sobre a trajetória do jovem que só queria fazer as coisas certas, foi lançada originalmente há 30 anos, em 1986.

Em comemoração à data, a Aleph lança uma edição luxuosa que chega às livrarias a partir da segunda quinzena deste mês.

Forrest Gump (392 páginas, R$ 79,90, tradução de Aline Storto Pereira) tem acabamento em capa dura, 13 ilustrações do quadrinhista Rafael Coutinho e um ensaio comparando o livro à sua adaptação cinematográfica, escrito pela francesa Isabelle Roblin – professora da Université du Littoral-Côte d’Opale.

A capa é dupla-face: uma sobrecapa de papel com impressão em ambos os lados permite ao leitor escolher o seu design favorito do artista Pedro Inoue (veja acima), o mesmo de 2001: Uma Odisseia no Espaço e a da edição comemorativa de 50 anos de Laranja Mecânica.

Com direção de Robert Zemeckis e estrelado por Tom Hanks, Forrest Gump, o filme, conquistou seis Oscars, incluindo o de Melhor Filme. No livro, o protagonista é ainda mais inusitado e peculiar que no cinema. Aliás, toda a narrativa é mais polêmica e densa no original do que na adaptação.

Para quem conhece Forrest Gump só do cinema, vale a pena conferir essa edição comemorativa.

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