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Escalado o ator que viverá Flash no seriado “Arrow”

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Depois da escolha de Ben Affleck como o próximo Batman no cinema, o assunto nerd mais comentado nas redes sociais no último mês foi o anúncio de que o super-herói Flash ganhará sua própria série de TV pela CW.

Antes, porém, sua popularidade será colocada à prova em três episódios de Arrow, que estreia a segunda temporada no próximo dia 9.

Na noite de hoje (13), os produtores anunciaram o ator escalado para viver o papel do velocista: Grant Gustin. O jovem ator americano de 23 anos é mais conhecido do público por sua participação no seriado teen Glee, em que interpretou o personagem gay Sebastian Smythe.

A Warner Bros. definie assim sua participação em Arrow:

Barry Allen é um investigador forense assistente da polícia de Central City que chega a Starling City para acompanhar uma série de roubos inexplicáveis que podem ter conexão com uma tragédia em seu passado. Fã de quadrinhos, Barry é obcecado pelo Arqueiro Verde e acaba trabalhando acidentalmente com Oliver e Felicity para resolver os crimes que o trouxeram diretamente para o mundo do vigilante.

A participação de Barry Allen, antes de se tornar o Flash, evidentemente, se dará nos episódios oito, dez e vinte da segunda temporada. Este último funcionará como um piloto de sua série própria e muito provavelmente é nele que vá ganhar seus poderes de supervelocidade.

Crítica: final de Arrow respeitou inteligência da audiência

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Esta época do ano marca o início da entressafra de grande parte dos seriados americanos. Vários deles exibiram suas season finale nas últimas semanas: The Walking Dead, The Following, Once Upon a Time, Supernatural… a lista é grande.

Entre eles está Arrow, a adaptação para TV do herói dos quadrinhos Arqueiro Verde. A primeira temporada foi encerrada nos Estados Unidos no dia 15 de maio (3 de junho no Brasil).

Ao longo de 23 episódios o programa construiu a mitologia do personagem na nova mídia: explorou suas motivações, inseguranças, aliados, inimigos, escolhas e até a origem, contada em forma de flashbacks intercalados à trama principal.

Arrow teve o mérito de atrair tanto leitores quanto não-leitores de quadrinhos ao misturar ação com drama familiar. Os primeiros ainda tiveram a vantagem de reconhecer vários personagens e se divertir com as muitas referências ao universo da DC Comics.

O episódio de estreia foi assistido por mais de quatro milhões de pessoas, um recorde para o canal CW. A manutenção da audiência perto deste índice fez a emissora muito rapidamente confirmar a segunda temporada.

O eixo central da trama era um grande e misterioso plano que envolvia pessoas importantes da cidade de Starling City. Caçar estas pessoas e honrar a memória do seu pai foi a motivação do herói ao longo de toda a temporada, ainda que o preço fosse ficar à margem da lei e afastar-se das pessoas que ama.

O quebra-cabeça foi montado aos poucos e levou ao clímax da season finale. Paralelamente ao confronto final entre o herói e o vilão, coadjuvantes ganharam destaque ao tentar impedir a catástrofe que ameaçava a cidade.

Arrow teve um final épico, emotivo, e respeitou a inteligência dos milhões de pessoas que acompanharam a série por meses.

O desafio dos roteiristas para a próxima temporada não é pequeno. Como foi dito, o “grande segredo” não era apenas a principal linha narrativa da série, mas também a motivação do herói.

Uma vez que a ameaça se concretizou e o vilão foi anulado, o que resta ao Arqueiro Verde? Enfrentar bandidos com origem nos quadrinhos em tramas pontuais diverte a audiência, mas não será suficiente para sustentar a temporada inteira por vir.

Os produtores têm crédito com a audiência. Até agora, souberam como conduzir o programa e não há por que não lhes dar um voto de confiança. Aos fãs, só resta esperar a próxima temporada, provavelmente em outubro. E torcer para que Arrow mantenha o alto nível demonstrado até agora.

Papo de Quadrinho elege os Melhores Seriados de 2012

Depois dos quadrinhos e filmes, agora é a vez dos editores do Papo de Quadrinho indicarem quais foram, em sua opinião, as melhores séries do ano que acabou.

Para alegria dos fãs, as principais estão disponíveis na TV (paga) brasileira; outras, porém, só podem ser assistidas na Internet.

Veja nossa lista de Melhores Seriados de 2012:

ARROW

Muito bem produzido, o seriado live action baseado no herói dos quadrinhos Arqueiro Verde mistura ação, mistério e drama familiar. Com isso, consegue agradar tanto os leitores do gênero quanto o público em geral. Para os fãs, ainda resta a diversão de rever heróis e vilões das HQs e identificar as muitas referências ao universo da DC Comics. Em sua primeira temporada, o seriado está atualmente em hiato e volta a ser exibido dia 16 de janeiro nos Estados Unidos. No Brasil, vai ao ar pelo canal pago Warner.

Leia resenha completa aqui: http://revistaogrito.com/papodequadrinho/2012/10/14/papo-de-quadrinho-viu-arrow/

THE WALKING DEAD

Talvez em resposta às críticas que recebeu na segunda temporada, esta terceira já começou num ritmo acelerado. O seriado continua adaptando de forma competente o fenômeno dos quadrinhos criado por Robert Kirkman (nos Estados Unidos, a HQ já passou de 100 edições; por aqui, é publicado em encadernados – e recentemente, em edições mensais – pela HQM). Na TV, The Walking Dead se encontra numa das melhores fases do quadrinho: a vida dos sobreviventes na prisão e o confronto com o Governador. Também em hiato, a série volta a ser exibida em fevereiro. No Brasil, vai ao ar pela Fox, com poucos dias de atraso.

METAL HURLANT CHRONICLES

Produção franco-inglesa que adapta as histórias publicadas na cultuada revista em quadrinhos dos anos 1970 (lançada nos Estados Unidos com o título Heavy Metal). Assim como na publicação, as histórias vão desde conspirações num futuro steam punk até um apocalipse nuclear nos dias de hoje. Metal Hurlant vem sendo exibida na França em episódios curtos de 30 minutos e não tem previsão de estreia nos Estados Unidos. Disponível apenas via torrent.

BATTLESTAR GALACTICA BLOOD & CHROME

Criada por Michael Taylor, a história é situada no décimo ano da primeira guerra cilônia, cerca de 40 anos antes da trama desenvolvida na série Battlestar Galactica 2003. O cadete William Adama (Luke Pasqualino, de Skins), recém formado na Academia, é designado para servir a bordo da mais nova nave de combate da frota: a Galactica. Cabeça quente e sem noção dos riscos, ele se vê responsável por uma missão secreta que poderá mudar o rumo da guerra. Battlestar Galactica: Blood & Chrome é o piloto de duas horas dividido em 10 partes na web. Deveria ter virado um seriado, mas devido ao alto custo envolvendo os efeitos especiais nenhuma rede de televisão decidiu investir no projeto.

PARANORMAL WITNESS

Em formato de documentário, apresenta casos verídicos de experiências paranormais. Mistura depoimentos, imagens de arquivo dos envolvidos e dramatização dos acontecimentos. No cardápio, casas mal-assombradas, possessão demoníaca e O.V.N.I.S. Recomendado para assistir acompanhado. Paranormal Witness está na segunda temporada e é exibido no Brasil pelo canal pago Syfy.

Papo de Quadrinho viu: Arrow

O seriado live action do Arqueiro Verde fez sua estreia nas TVs americanas no último dia 10.

Quando foi anunciado, no início deste ano, Arrow provocou a sensação de que iria preencher o vácuo deixado por Smallville depois de dez anos de exibição.  O temor é de que fosse mais uma série em que um super-herói dos quadrinhos é apenas o pretexto para explorar temas adolescentes.

Considerando que toda a série vá seguir o que foi visto no episódio piloto, não é nada disso. Não mesmo.

A começar pelo protagonista. Stephen Amell, ator que interpreta Oliver Queen/Arqueiro Verde, aparenta ter pouco menos do que seus reais 32 anos de idade em vez de tentar parecer um adolescente.

Em seguida, vem a violência: apesar de não haver sangue jorrando, o vigilante não hesita em meter uma flecha no peito de alguns bandidos, sem falar no pescoço quebrado de um sequestrador a sangue frio.

Por último, a aparição do herói: já neste piloto, Oliver Queen veste o capuz do Arqueiro Verde – num visual bem parecido com a fase do personagem visto na série Os Caçadores – e sai pelas ruas fazendo justiça com as próprias mãos.

A trama é conhecida dos leitores de quadrinhos: o milionário Oliver Queen sofre um naufrágio e passa cinco anos numa ilha deserta. Para sobreviver, precisa desenvolver determinadas habilidades; entre elas, o manejo do arco e flecha.

Dentre as diferenças da adaptação para TV está o fato de que Oliver estava na companhia do pai quando o barco afundou. Ao que tudo indica, antes de morrer Robert Queen teria revelado segredos nada honestos para o filho.

Estes segredos são não só a motivação de que o jovem precisa para combater a corrupção em sua cidade – renomeada para Starling City (em vez de Star City dos quadrinhos) –, mas também uma ameaça à sua vida por forças pouco interessadas em que eles venham à tona.

Arrow começa com o resgate de Oliver Queen por pescadores e toda a trama anterior é narrada em flashbacks. A fotografia é grandiosa, algo sombria, o que definitivamente dá um ar mais adulto ao seriado.

O episódio piloto deixa também pistas sobre o que vem por aí: um falso “melhor amigo” chamado Merlyn, nome de um dos inimigos do Arqueiro Verde nos quadrinhos; uma irmã cujo apelido é Speedy (codinome do sidekick original do Arqueiro Verde, Roy Harper, e também de outra ajudante, Mia Dearden – batizados no Brasil de Ricardito e Ricardita, respectivamente); e a advogada e ex-namorada Dinah Laurel Lance (nome civil da heroína Canário Negro).

Nos primeiros segundos do piloto, há também um curioso easter egg, aquelas pistas deixadas pelos autores no meio das cenas: no momento do resgate de Oliver Queen, aparece muito rapidamente a máscara do Exterminador. Teria sido ele um habitante da ilha? Teria sido o treinador do Arqueiro Verde?

Arrow teve um ótimo início. O piloto foi assistido por mais de 4 milhões de espectadores, maior audiência do canal CW desde a estreia de The Vampire Diares, em setembro de 2009. Este seriado promete!

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