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Graphic novel dos Vingadores chega simultaneamente ao Brasil e EUA

1a CAPA VINGADORES GUERRA SEM FIM

Em abril deste ano, Papo de Quadrinho anunciou que a Marvel voltaria a produzir uma série de graphic novels. Numa parceria com a Panini internacional, o lançamento aconteceria no início de outubro em vários países simultaneamente aos Estados Unidos.

Pois bem, a promessa foi cumprida. A Panini Brasil acaba de anunciar que Vingadores: Guerra Sem Fim chega nesta semana às bancas, com distribuição nacional.

O roteiro é de Warren Ellis, com arte de Mike McKone. Tem prefácio do ator Clark Gregg (que interpreta o agente Coulson, da SHIELD, no cinema e na TV) e posfácio de Stan Lee.

O melhor desta notícia é que Vingadores: Guerra Sem Fim tem tamanho grande (18,5 x 27,5 cm), acabamento premium, capa dura e um precinho camarada de R$ 24,90 por 124 páginas de história.

A edição oferece ainda volume extra de por meio do aplicativo Marvel AR, que inclui coletânea de capa e informações de bastidores.

Crítica: Agents of S.H.I.E.L.D. Episódio 2: “0-8-4”

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O segundo episódio de Agents of S.H.IE.L.D. – exibido ontem nos Estados Unidos pela ABC e amanhã no Brasil pela Sony – começar a dar mostras que vai cortar o cordão umbilical com o Os Vingadores e caminhar com as próprias pernas.

A equipe de elite do agente Coulson viaja à selva peruana para recuperar um “0-8-4”, código que designa objeto de origem não-identificada e potencial perigo à segurança mundial. Há mais gente interessada no artefato, o que garante as boas cenas de ação.

É claro que as referências continuam lá: Tesseract, radiação gama, Hidra… Mas pelo menos a trama é autocontida e não tem relação com a batalha de Nova York.

Mais uma vez, o fio de roteiro serve de pano de fundo para Joss Whedom aprofundar o conhecimento sobre os personagens. Guardadas as proporções, o primeiro episódio funcionou como os filmes solos de super-heróis da Marvel no cinema: apresentou suas motivações, origens, personalidade.

Já este é como se fosse Os Vingadores: os atritos são colocados à mostra; as diferenças, evidenciadas – até que um “inimigo comum” faz com que um grupo de estranhos se transforme numa equipe afinada.

A fórmula já foi usada? Sim. Ainda funciona? Evidente que sim.

Se Whedom vai conseguir manter o interesse da audiência com histórias autônomas e que garantam a diversão por seus próprios méritos, os próximos episódios dirão. Os fãs confiam que sim.

E também torcem para que Agents of S.H.I.E.L.D. seja palco para muitas participações especiais de personagens live action da Marvel. Pelo menos esse desejo está atendido no segundo episódio, no melhor estilo “cena pós-crédito”.

Papo de Quadrinho viu: “Agents of S.H.I.E.L.D.”

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A série derivada do filme Os Vingadores estreou nesta terça-feira nos Estados Unidos e chega a Brasil com apenas dois dias de atraso: quinta-feira, dia 26, às 21h no canal pago Sony.

Agents of S.H.I.E.L.D. não só expande o universo cinematográfico da Marvel, mas também contribui para torná-lo ainda mais coeso.

O episódio piloto evidencia que a agência está exposta: informações secretas sobre os superseres explodiram na épica batalha de Nova York contra Loki e seus Chitauri. A SHIELD tenta apagar os rastros da tecnologia alienígena perdida pelas ruas antes que caiam nas mãos erradas, ao mesmo tempo em que precisa sair do radar de grupos interessados que outros segredos venham à tona.

A população compartilha do mesmo estranhamento de Tony Stark em Homem de Ferro 3. Ninguém saiu incólume daquele episódio. Algumas pessoas ficam assustadas ao lembrar que “gigantes” caminham entre elas; outras querem ser heróis.

É o caso de Mike Peterson, um homem comum que se submeteu a uma experiência para ganhar superpoderes, e agora encontra-se a meio caminho de se tornar herói ou vilão. A S.H.I.E.L.D. sai em seu encalço quando ele é flagrado fazendo um salvamento espetacular durante um incêndio, mas não é a única.

A série tem impressões digitais do seu criador, escritor e diretor, Joss Whedom, espalhadas por todo lado: é divertida, movimentada, os diálogos são rápidos e inteligentes.

Whedom, que dirigiu Os Vingadores e repetirá o trabalho em Os Vingadores: Era de Ultron, é também insuperável na construção de personagens cativantes. É isso que ele faz com excelência neste episódio piloto: apresenta a personalidade de cada agente e dá um aperitivo de como trabalharão em equipe sob a batuta do Agente Coulson.

Aliás, enganou-se quem pensava que o Coulson, dado como morto em Os Vingadores, seria um mero convidado. Ele é o protagonista, participa da maior parte da ação e é quem dá o tom da série. Logo no início, explica os motivos da sua “morte” e a ausência depois disso. Mas ao que tudo indica, nem ele próprio, um dos mais graduados agentes da S.H.I.E.L.D., conhece toda a verdade.

A “participação especial” fica por conta da agente Maria Hill, com apenas duas rápidas aparições, no início e no final do episódio de estreia.

Com numerosas referências ao Universo Marvel, Agents of S.H.I.E.L.D. entrega o que promete, e abre um leque enorme de possibilidades de intercâmbio entre quadrinhos, cinema e TV. Para os fãs, a série é um ótimo remédio contra a abstinência entre um filme e outro da Marvel.

Nota: 10

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