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Papo de Quadrinho viu: Uma Aventura Lego II

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor em Porto Alegre conferiu o novo filme da franquia Lego.

Quando a primeira Aventura Lego foi lançada (2014), pegou o mundo de surpresa. Divertida, engraçada e frenética, a animação trazia um caldeirão de referências e personagens carismáticos, entre conhecidos e novos, e uma boa história, sem se esquecer que seu universo é baseado em um brinquedo de blocos dinamarqueses remontáveis.

Essa ação de remontar blocos com novas possibilidades não é somente um mote de venda de bonecos, mas foi habilmente usado na primeira história.  Depois vieram Lego Batman (2017) e Lego Ninjago (2017).

Com o sucesso desta fórmula, Uma Aventura Lego II procura dar um passo além, quebrando a 4ª parede e deixando claro que os bonecos fazem parte de um universo maior e real, mas ainda assim explorando a mitologia criada pela Lego com seus licenciamentos e seus personagens próprios. Esse é o grande mérito do diretor Mike Mitchell de Trolls (2016).

Nesta nova aventura, temos mais uma vez o jovem e otimista construtor Emmet (que na dublagem original é feita pelo ator Chris Pratt), vivendo em uma sociedade destroçada pela invasão de ‘alienígenas’ da linha Lego Duplo (a linha de brinquedos para crianças pequenas) que aparecem para destruir tudo, numa clara referência às crianças pequenas que querem ‘destruir’ a brincadeira dos irmãos e irmãs mais velhos.

É nesta sociedade chamada de Apocalipsópolis (referência à Mad Max, com direito a estátua da Liberdade destruída de Planeta dos Macacos) que surge um novo vilão de outro universo.

Esse novo inimigo captura Lucy, Batman, Capitão Pirata, Ultra Gata e o Astronauta e os arrasta para uma galáxia distante: um prenúncio do fim do mundo. Resta ao dócil Emmet partir para o resgate e salvar seus amigos e o universo, desta vez com a ajuda de um novo personagem, Rex, um aventureiro casca grossa que quer transformar Emmet em um cara durão.

Chama atenção como o diretor consegue contar bem uma história em meio à ação colorida e frenética, ao mesmo tempo em que insere várias referências pop para os pais. O filme investe na quebra da 4ª parede, outro acerto que conecta ainda mais o público infantil com o ato de imaginar e brincar usando blocos.

São essas mudanças em relação ao primeiro filme que remontam (trocadilho involuntário) o universo Lego e dão um passo além para a franquia.

É um filme que deve trazer boas lembranças aos pais e cumpre o papel de entreter e capturar a atenção das crianças. Afinal a razão de ser deste universo ainda são as crianças (ou seriam também os adultos?).

Compre sua pipoca, leve seus filhos, sobrinhos, netos e passe umas horas divertidas no cinema. Todos merecem.

Papo de Quadrinho viu: Aquaman

A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nossos editores em Porto Alegre e São Paulo conferiram o filme Aquaman.

Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers (e na medida do possível, usando poucos jargões náuticos).

Por Jota Silvestre e Társis Salvatore

O Aquaman foi criado em 1941 na chamada Era de Ouro dos quadrinhos (um período de inocência e consolidação das HQs de super-heróis) por Paul Norris, com co-criação de Mort Weisinger, e sempre foi um coadjuvante.

Assim como outros personagens da DC Comics, sofreu com diversas mudanças em suas origens, mas acabou ficando mais conhecido nos quadrinhos pela história usada em seu primeiro filme solo, que estreia nesta quinta-feira (13), em circuito nacional.

Filho do faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison) com a rainha atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) é a ponte entre dois mundos diferentes e o narrador da trama criada pelo diretor James Wan (Jogos Mortais, Invocação do Mal). E aqui temos o primeiro acerto.

Wan prova que não é apenas hábil em mostrar grandes cenas de luta: sabe conduzir uma boa história, amarrá-la de forma coesa e emocionante. Tudo contado de forma orgânica e sem atropelos.

A Jornada do Herói (Mundo Comum, Chamado à Aventura, Recusa ao Chamado, Encontro com o Mentor…) está toda descrita, com o protagonismo de Mera (Amber Heard) e o nascimento do ótimo vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II).
Bem como as intrigas políticas de Atlântida estimuladas por Orm/Mestre dos Oceanos (Patrick Wilson) e Nereus (Dolph Lundgren) que almejam lançar o planeta em uma guerra entre os povos do mar e da superfície.

Embora os trailers tenham entregado bons momentos do filme, muitos ficaram guardados, seja na forma como Mera vai conhecendo a vida da superfície seja na crítica sobre a poluição sistemática dos mares e o aquecimento global.

Wan trabalha com excelência subtramas como as diferenças étnicas dos reinos no fundo do mar, o viés militarista, as lendas atlantes que misturam misticismo com tecnologia… Tudo bem narrado, com humor no tempero certo e com um trio de personagens (Aquaman-Mera-Arraia Negra) muito cativante. Como se não bastasse, a história vem emoldurada em um visual espetacular, que envolve de paisagens submarinas ao visual tecnológico, de armaduras ultramodernas a criaturas abissais.

Outro acerto é a trilha sonora de Rupert Gregson-Williams (o mesmo da ótima trilha de Mulher-Maravilha). É um ponto forte do filme que já chamava a atenção já nos trailers.

Enquanto isso nos quadrinhos…

Um efeito colateral esperado foi a DC Comics gradualmente aproximar a imagem de um de seus mais antigos personagens ao ator Jason Momoa. O que já acontece normalmente com os action figures, se espalhou para os quadrinhos e algumas edições recentes da revista do Aquaman trazem capas variantes com o visual do filme. Mas sem sustos, embora barbudo e cabeludo ele continua loiro como em sua origem.

Os arcos de histórias que são publicados no Brasil têm alguns altos e baixos, mas no geral o saldo é bastante positivo. Somado ao provável sucesso do filme (a estreia na China já rendeu US$ 94 milhões) podem elevar o personagem a seu merecido lugar entre os grandes super-heróis das histórias em quadrinhos.

É irônico que após tantas detrações e desdém no decorrer de anos – elas vão desde esquecimento, maus tratos nas mãos de roteiristas até piadas nas chamadas do Cartoon Network – que justamente Aquaman, um personagem tão subestimado, tenha um filme tão bom, redondo e quem sabe seja a bússola para guiar os filmes vindouros da Warner/DC.

Dizer que Aquaman é um dos melhores filmes do Universo Estendido da DC pode não parecer grande coisa, dada a decepção dos fãs com Batman vs. Superman, Liga da Justiça e Esquadrão Suicida.

Por outro lado, preste atenção quando dizemos que Aquaman se equipara ao Mulher-Maravilha, embora sejam cenários bem diferentesMais ainda: no primeiro ato, o filme se equipara a uma das produções cinematográficas mais queridas dos fãs de quadrinhos: Superman – O Filme, de 1978.

Com Aquaman – e o vindouro Shazaam! – parece que a Warner/DC enterrou de vez o clima sombrio que predominou até então em suas produções. Finalmente, o estúdio perdeu a vergonha de dizer que, sim!, faz filmes bons baseados em histórias em quadrinhos.

PS: desnecessário lembrar os leitores que filme bom de super-heróis tem cena pós créditos ;)

Agente Sommos, de Flavio Luiz: humor à moda antiga

Leitores com mais de 40 devem se lembrar dos álbuns da dupla de espiões Mortadelo e Salaminho, de Francisco Ibañez, publicados pela Cedibra nos anos 1970.

Para quem quiser matar a saudade, uma boa pedida é Agente Sommos e o Beliscão Atômico, mais recente trabalho do quadrinhista Flavio Luiz (O Cabra, Aú o Capoeirista, Histórias Paulistanas).

Tá tudo lá: a trama mirabolante, os disfarces e armas improváveis, o humor meio nonsense, os trocadilhos infames (no bom sentido!), a metalinguagem, as muitas referências aos quadrinhos, cinema, desenhos animados, música… O traço de Flavinho, inspirado no estilo europeu, aproxima ainda mais seu trabalho do de Ibañez.

A trama é estrelada por Sommos, um agente secreto estilo ator brega e canastrão, bom de briga e não muito esperto, escalado para impedir um atentado de espiões russos em solo brasileiro. Isso é tudo que você precisar saber; o resto é se entregar ao humor inteligente e despretensioso da leitura, bem à moda antiga.

Parte da diversão está em prestar atenção no segundo plano em busca dos easter eggs: “participações especiais” de gente conhecida dos quadrinhos (tem até o Flavinho vendendo caricaturas) e da TV (a trupe do Casseta & Planeta, por exemplo)…

Por falar em Casseta & Planeta, uma curiosidade: no meio do desenvolvimento do álbum, Flavio descobriu que os humoristas haviam criado um personagem com o mesmo nome (sem o “m” dobrado) para o programa de TV.

Ele fez a cortesia de entrar em contato com um dos integrantes e não só recebeu sinal verde para continuar, como também ganhou o prefácio assinado por Reinaldo Figueiredo. O posfácio é de Otacílio Assunção, o Ota, ex-editor da revista MAD no Brasil.

Até domingo (9), dá tempo de comprar Agente Sommos e o Beliscão Atômico na mesa do autor (F13) na CCXP 2018. Depois disso, pedidos podem ser feitos diretamente pelo e-mail flavioluizcartum@uol.com.br.

Por uns trocados a mais, o leitor ainda leva a carteirinha personalizada de uma das duas agências de espionagem, a M.E.N.A.S. (mocinhos) e a M.E.R.M.O. (vilões).

A boa notícia que é o autor revelou ao Papo de Quadrinho que já está trabalhando no segundo álbum do agente canastrão. Que venham muitos mais! Esse tipo de humor anda em falta e é muito bem-vindo!

Papo de Quadrinho viu: Robin Hood – A Origem

(Não vamos falar de Spoilers, porque.. todo mundo conhece a história, certo?)

Robin Hood é um clássico amado por Hollywood que de tempos em tempos ganha uma versão repaginada. A história do nobre arqueiro inglês que se torna um ladrão e rouba dos ricos para dar aos pobres, parece que nunca vai deixar de encantar a audiência, seja por Robin ser um arqueiro, por ser um abnegado, um herói, um revolucionário, ou tudo isso combinado.

Robin Hood – A Origem é uma nova tentativa de recontar a história do famoso ladrão em uma nova roupagem. Talvez no melhor timing possível, as metáforas desta nova versão são o acerto do filme.

Sabemos que o jovem nobre Robin (Taron Egerton) retorna ferido à Inglaterra e descobre que foi dado como morto: suas terras foram confiscados pela coroa, sua esposa, pesarosa por sua morte, seguiu sua vida. Tudo arquitetado Xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) com as bênçãos da Igreja. O xerife é uma autoridade opressora que não pensa duas vezes antes de explorar a população em nome do “esforço de guerra”. A jovem Marian (Eve Hewson), ex-mulher de Robin foi levada para trabalhar nas minas com grande parte da população civil.

Diante da perda do seu mundo e suas posses, Robin é convencido por pelo prisioneiro sarraceno Little John (Jamie Foxx), a iniciarem um confronto contra os poderosos de Nottingham e destruir os responsáveis pela ruína de ambos. E o melhor modo de atingir qualquer pessoa ou grupo de poderosos é – e sempre será – tirando seu dinheiro.

O diretor Otto Bathurst acerta em fazer uma nova roupagem, com um herói carismático e contar sua história sem usar os caminhos anteriores, ou seja, deixando de lado qualquer tentativa de fazer uma verossimilhança histórica e focando na ação competente, nas intenções do grupo de foras-da-lei de derrubar a tirania.

Essa versão atualizada tem uso do arco e das bestas como se fossem metralhadoras, guardas com escudos e bastões semelhantes aos usados pela tropa de choque, revoltosos de capuz e lenço como black blocks. A própria Cruzada se mostra como era de fato, uma invasão política sob a desculpa religiosa. Tudo leva o expectador a ter a sensação que já viu (ou está vendo) essa história antes, com a diferença que o mítico herói fará a diferença para libertar o povo.

O problema é que mesmo em um filme de aventura e ação, os ótimos efeitos e as grandes lutas bem coreografadas não funcionam sozinhos. Faltam elementos narrativos para contar uma boa história, como personagens com motivações mais bem desenvolvidas. Se você prestar atenção aos detalhes, vai acabar ficando com a sensação de que falta alguma coisa: a própria floresta de Sherwood, o bando de ladrões de Robin, Ricardo Coração de Leão no final? A construção da lenda do “Hood” deveria ser melhor (talvez mais tempo de filme?)

Robin Hood – A Origem é divertido, e claro, vale seu ingresso. Tem uma mensagem política metafórica que não poderia ter chegado em melhor hora. Ainda reapresenta para uma nova geração esse herói fantástico e atemporal. Mas merecia sim, ter uma narrativa melhor, mais bem trabalhada, dando tempo para contar a história dessa lenda notável.

Hellboy ganha exposição virtual

Os artistas que compõem o grupo Boteco da Justiça prepararam mais uma exposição virtual, desta vez para homenagear os 25 anos de Hellboy.

O personagem foi criado por Mike Mignola em 1993 e que já protagonizou diversas HQs, animações, livros, games e dois longas-metragens, com um reboot chegando aos cinemas no ano que vem.

A exposição está no ar desde o dia 5 de novembro e conta com mais de trinta artistas (veja amostra na galeria abaixo), que tiveram liberdade para retratar a “cria do inferno” em seus próprios estilos e em situações já vistas nas HQs ou inéditas.

A cada dia, duas novas artes são postadas nas páginas oficiais do Boteco da Justiça no Facebook e no Instagram.

Desde 2016, o Boteco da Justiça vem realizando exposições virtuais para homenagear criadores e personagens do mundo dos quadrinhos, sempre com a participação de desenhistas convidados.

Já foram homenageados The Spirit, Mortadelo & Salaminho, Os Perpétuos, Corrida Maluca, Tex/Bonelli, Superman 80 Anos e outros.

Clique nas miniaturas para ampliar a imagem

Adeus, Stan Lee… e obrigado!

Assim como milhões de pessoas no mundo todo, fui pego de surpresa pela notícia da morte de Stan Lee na tarde de hoje (12). Preferi não escrever um obituário ou biografia. Gente muito mais capacitada que eu já o fez ao longo do dia.

Em vez disso, optei por compartilhar – com quem se interessar – minha relação de leitor com Stan Lee.

Meu primeiro gibi da Marvel que tenho lembrança, cuja capa ilustra este post, foi Capitão América 5 (*), lançado pela Bloch em junho de 1975.

Para além da trama envolvente de Steve Englehart e da arte dinâmica de Sal Buscema, o que primeiro atraiu minha atenção foi a chamada “Stan Lee apresenta…” estampada no topo da primeira página – uma sacada que Roy Thomas adotou em todas HQs da Marvel depois que se tornou editor-chefe.

Ao mesmo tempo em que eu pensava “Quem é esse cara?”, minha imaginação de sete anos de idade criava a figura mental de um chinês misterioso, que comandava todo aquele universo (devo ter associado com Bruce Lee. Vai entender cabeça de criança…).

Não me pergunte qual foi meu segundo gibi da Marvel. Ou o terceiro ou o quarto… não lembro. O que sei é que nesses mais de quarenta anos, li dezenas, talvez centenas, de histórias anteriores àquela do Garra Amarela, muitas delas escritas pelo próprio Stan Lee.

Li centenas, talvez milhares, de histórias, posteriores a ela, escritas por um sem-número de autores que levaram as cocriações de Lee aos mais diferentes mundos, universos, situações.

Estranho… Não dá pra dizer que a morte de Stan Lee era esperada. Nem que era inesperada. Ele estava com 95 anos, idade a que poucas pessoas chegam, ainda mais com tamanha vitalidade e lucidez.

Acontece que o peso da idade se fez sentir nos últimos anos, em especial depois da morte de Joan, sua companheira de toda vida. As notícias que chegavam sobre sua saúde depois disso não eram nada animadoras.

Fico repetindo a mim mesmo que Stan Lee viveu e morreu com dignidade, que atingiu um patamar que poucos artistas alcançaram, que ele viverá para sempre em seus personagens, que viu realizado o sonho de levar suas cocriações para o cinema, um projeto que ele perseguia desde a década de 1970.

Que ele viu a pequena editora que pilotava se transformar numa gigante do entretenimento. Viu seus personagens arrastarem milhões de pessoas para as salas de cinema e conquistar uma nova geração de fãs que, talvez, nunca sequer leram uma de suas HQs. Viu nascer uma geração que se apaixonou pela versão em pixels dos seus heróis da mesma forma que nós nos apaixonamos pela versão deles em papel barato…

Mas aí, lá do fundo, vem a premonição de uma saudade. Aquela angústia de saber que nunca mais veremos o verdadeiro Stan Lee em suas aparições matreiras nos filmes e séries. Nunca mais ouviremos suas frases espirituosas, nunca mais leremos uma entrevista inédita…

O que me confortou na tarde de hoje foi a grande quantidade de depoimentos já saudosos que li nas redes sociais. Roteiristas, artistas e jornalistas que admiro agradecendo a Lee pela inspiração na infância que, anos depois, influenciou na escolha da profissão. Amigos agradecendo a Lee por tê-los iniciado no hábito da leitura e, em alguns casos, até mesmo pela formação do seu caráter.

Então, olho para essa imagem aí de cima, lembro como tudo começou e meu coração fica apertado de novo. É simbólico que eu me despeça de Stan Lee com o mesmo gibi com que nos tornamos amigos…

No final das contas, acho que acabei me estendendo demais nesse adeus. Talvez, uma palavra bastasse… Excelsior!

(*) Há alguns anos, consegui reaver esta revista graças ao diligente esforço do amigo Roberto Guedes que garimpou um fac-símile para mim no Festival Guia dos Quadrinhos, e também ao amigo Ricardo Quartim, que em sua imensa generosidade se ofereceu para trocar minha cópia pela edição original de sua coleção. Aos dois, meu muito e sincero obrigado.

Por falta de tempo e disposição para vasculhar minha coleção atrás dessa HQ, optei por pegar a imagem da capa emprestada do site Guia dos Quadrinhos. Sei que o amigo Edson Diogo vai me perdoar.

“Um Outro Dia”, nova HQ de Felipe Folgosi

O ator e roteirista Felipe Folgosi acaba de anunciar seu mais recente trabalho, Um Outro Dia, que tem lançamento e sessão de autógrafos marcados para dia 28 de novembro, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509 – Paraíso), em São Paulo.

Diferentemente de seus quadrinhos anteriores – Aurora, Comunhão e Chaos –, Um Outro Dia não é fruto de financiamento coletivo, e sim da parceria com a editora Lion Comics.

O autor define seu novo trabalho como “um drama juvenil com toques sobrenaturais”. A trama é centrada em Beto, adolescente que precisa lidar com a separação dos pais, a insegurança do primeiro amor e os desafios para entrar na faculdade. Seu cotidiano é alterado quando alguns amigos o levam a se envolver com drogas, o que vai provocar um insólito encontro com a Morte.

Um Outro Dia foi concebido como um roteiro para o teatro em 1999, e acabou rendendo uma premiação no Concurso Nacional de Dramaturgia, promovido pelo Ministério da Cultura. De certa forma, o reconhecimento a esse primeiro trabalho incentivou Felipe a continuar escrevendo roteiros que, mais tarde, desembocaram em suas histórias em quadrinhos.

A HQ foi desenhada por Leandro Casco, com cores de Victor Uchoa e letras de Gabriel Arrais. Tem 128 páginas, capa dura e preço sugerido de R$ 40.

AVEC Editora lança Desafiadores do Destino: Disputa por Controle, nova HQ de Felipe Castilho

A AVEC Editora acaba de lançar o álbum Desafiadores do Destino: Disputa por Controle, mais novo trabalho do escritor best-seller Felipe Castilho (A Ordem Vermelha: Filhos da Degradação) em parceria com o artista Mauro Fodra (Justiça Sideral) e da colorista Mariane Gusmão (Reparos de Brão Barbosa).

Na trama, as Ilhas Falkland estão mergulhadas em uma sangrenta disputa territorial entre dois reinos: Lemúria e Atlântida. Muitos inocentes já morreram ao longo do conflito, incluindo os gorgs, moradores originais do lugar.

Liderados pela misteriosa Lune Lefevre, uma equipe é montada às pressas: uma mulher indestrutível, um gênio excêntrico que usou o próprio cérebro em um experimento envolvendo autômatos, um meio-atlante bilionário e um homem treinado nas artes de combate de todas as tribos indígenas das Américas.

Do meio deste grupo improvável poderá surgir a solução para o fim do conflito ou o evento que desencadeará uma destruição muito maior que a disputa territorial.

Desafiadores do Destino: Disputa por Controle é uma aventura em que a magia de deuses antigos e monstros esquecidos encontra as engrenagens e autômatos de mentes muito à frente de seu tempo.

De acordo com o próprio autor e roteirista, a obra é uma homenagem aos livros clássicos de aventura (Vinte Mil Léguas Submarinas, Ilha do Tesouro) e aos quadrinhos de heróis, principalmente as superequipes. Ele adianta que a ideia central é do renomado quadrinhista Marcelo Campos (criador do personagem Quebra-Queixo) e do desenhista Ronaldo Barata (Sobrenatural Social Clube).

Desafiadores do Destino: Disputa por Controle está à venda nas principais livrarias do Brasil ou na loja online da AVEC Editora. O álbum tem 64 páginas coloridas, formato 19 x 28 cm e preço de R$ 39,90.

Veja um preview da obra (clique nas miniaturas para ampliar).

Agente Sommos, de Flavio Luiz, será lançada na CCXP 2018

O quadrinhista Flavio Luiz acaba de concluir seu mais recente trabalho, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, com lançamento previsto para a CCXP 2018 (6 a 9 de dezembro), onde ele vai expor no Artists’ Alley, mesa F13.

O protagonista é uma versão tupiniquim, atrapalhada e setentista do agente secreto 007. A trama, garante o autor, é carregada de humor leve e nonsense, e não faltam referências aos “tempos áureos” da TV brasileira.

Pelo preview abaixo (clique nas imagens para ampliar), é possível notar que Flávio manteve o traço inspirado nos quadrinhos europeus, uma constante em seus trabalhos, como Aú o Capoeirista, O Cabra, Rota 66, Jayne Mastodonte e Histórias Paulistanas.

Agente Sommos e o Beliscão Atômico ganhou prefácio de Reinaldo Figueiredo, da trupe Casseta & Planeta, e posfácio de Ota, icônico editor da revista MAD no Brasil. O álbum tem 44 páginas, formato 21 x 29 cm, capa e miolo coloridos e preço de R$ 30.

Para mais informações e conhecer outros trabalho de Flavio Luiz, acesse o site.

BOX: O elementar de Sherlock Holmes

O detetive Sherlock Holmes é um personagem criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Ganhou vida no interior da trama do livro Um Estudo em Vermelho. E renasce novamente em uma edição jovial e divertida com os romances clássicos que apaixonaram milhares de fãs.

O Grupo Editorial Novo Século, lançou um box com os livros Um estudo em vermelho, O cão de Baskerville, O signo dos quatro e o Vale do medo, para todos os fãs e a nova geração de leitores.


Um estudo em vermelho – A primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Conan Doyle, propõe um enigma invencível para a força policial, que pede seu auxílio. Um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pânico. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu eterno amigo, Dr. Watson.

O cão dos Baskerville – O romance narra a trajetória da família Baskerville, assombrada há séculos pela lenda de uma besta, que segundo alguns, poderia ser um cão gigante e pronto para matar. A primeira vítima do monstro foi o fundador dos Baskerville, um homem terrível, que ao se apaixonar por uma linda moça, decidiu raptá-la e torná-la sua prisioneira. Acontece que a jovem consegue fugir, e enfurecido, Sir Hugo tenta recuperá-la em vão, pois surge da escuridão uma terrível fera escondida no pântano da família.

O signo dos quatro – Sherlock Holmes está confiante como nunca, e atraído pelos encantos de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa.

O vale do medo – O mestre Holmes e Dr. Watson, ao investigarem um assassinato na cidade de Sussex, interior esquecido da Inglaterra, são remetidos à Pensilvânia dos anos 1880, em um cenário marcado por violência, destruição e corrupção, que os coloca em contato com uma organização que ninguém imagina existir, de operários de uma mina de carvão.

Sobre o autor
Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930) foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura policial. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não ficção. Morreu de ataque cardíaco aos 71 anos.

 

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