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Comunhão, nova HQ de Felipe Folgosi, tem lançamento no dia 25

comunhãoUm ano após conseguir financiamento coletivo por meio do Catarse, o ator e roteirista Felipe Folgosi anuncia o lançamento de sua segunda investida no universo dos quadrinhos: Comunhão (leia entrevista com o autor aqui).

O lançamento acontece no dia 25 de julho, em dois momentos: às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, onde o autor recebe convidados e fãs para uma sessão de autógrafos (nesta hora, não será permitida a retirada da HQ e dos brindes pelos apoiadores do projeto), e às 21h30 na Hamburgueria Stunt Burger, no Morumbi, ambas em São Paulo.

Com 144 páginas, arte em preto e branco do artista maranhense JB Bastos e produção do Instituto HQ, de Klebs Junior, Comunhão, é um suspense e thriller psicológico que se passa durante uma corrida de aventura, contado pelos olhos de Amy, uma ex-corredora de aventura que se vê às voltas em uma trama de muito suspense e ação.

Assim como o trabalho anterior, Aurora, o roteiro de Comunhão foi desenvolvido para o cinema antes de Folgosi decidir transformá-lo numa história em quadrinhos.

“Consegui juntar elementos suficientes para criar uma história plausível partindo de uma premissa histórica, mas mergulhando no lado mais sombrio do ser humano, do que cada um é capaz de fazer para sobreviver. Claro que tudo isso com muita ação, violência e gore”, diz o autor.

A arte da capa (acima) é de Will Conrad e Ivan Nunes. Letras e diagramação de Flavio Soares. Quem não apoiou a campanha de financiamento do projeto pode adquirir a HQ em bancas e livrarias, aonde deve chegar no final de julho, por R$ 49,90.

Papo de Quadrinho viu: Homem-Aranha – De volta ao lar

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidos nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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O novo Homem-Aranha no cinema criou inúmeros dilemas. O jurídico, dizia respeito à disputa pelos direitos do personagem no cinema. A solução foi um entendimento entre Sony Pictures e Marvel Movies que levou o Homem-Aranha a fazer uma ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016).

Superado o entusiasmo e o amplo debate nas redes sociais, o caminho estava aberto para a Marvel Movies adaptar o “novo” Homem-Aranha em um filme solo. Mas como recontar uma história que todos conhecem de cor, e de quebra, inserí-la de forma coesa no rentável e organizado Universo Cinematográfico da Marvel (UCM)?

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Esse foi o desafio do diretor Jon Watts. Sem grandes filmes do gênero no curriculo, Watts encararia as inevitáveis comparações com os bem sucedidos filmes, como Homem-Aranha (2002) do diretor Sam Raimi, (estrelado por Tobey Maguire), bem como os mal sucedidos, como O Espetacular Homem-Aranha (2012) do diretor Marc Webb, (com Andrew Garfield como protagonista).

O resultado é positivo com sobras. Podemos considerar Homem-Aranha – De volta ao lar como o melhor Homem-Aranha já feito até aqui, por várias razões, mas em grande parte, graças ao carismático Peter Parker vivido de forma bilhante por Tom Holland.

Atualização necessária

O filme acerta em atualizar Peter Parker, mas sem esquecer elementos básicos dos quadrinhos, muitos tirados do extinto universo Ultimate. Também acerta em não transformá-lo em um cara descolado, fugindo de sua essência de nerd tímido, talvez um dos maiores pecados dos filmes anteriores.

E felizmente o mais importante, não precisar recontar pela trilhonésima vez sua origem, outro acerto do longa.

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Peter Parker continua um nerd inseguro, embora muito inteligente. Constantemente trollado pela turma da escola e ainda fechado em seu mundo de diversões solitárias, tecnológicas e paixões platônicas.

Porém, é ai que temos o encaixe preciso com o UCM: Peter Parker já estava nele e já havia participado de uma missão com os Vingadores, já tinha ganhado um uniforme desenhado por Tony Stark.

Ao retornar para Nova York depois da luta em Capitão América: Guerra Civil, Parker fica como “estagiário” e enfrenta criminosos da vizinhança sob a supervisão do Homem de Ferro.

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O garoto acredita que pronto para desafios maiores, quando descobre as atividades do Abutre (muito bem feito por Michael Keaton) na cidade, mas perceberá o peso de suas responsabilidades e terá que lidar com perigo real. E neste contexto o Abutre é um vilão com motivações reais, e o mais importante: é um vilão factível,  assustador, não é um vovozinho decrepto de colant verde.

Com um sorriso no rosto ao final

A partir dai – para fugirmos de Spoilers – podemos dizer apenas que temos um filme muito bem dirigido. A narrativa não dá margem para dramas exagerados, nem excesso de piadinhas. Equilibra ação com emoção, enquanto entendemos um pouco o que se passa com o novo Peter Parker.

Acompanhamos seu desafio em dominar seus talentos, potencializados por seu traje-aranha tecnológico e o que é mais importante: sofremos com suas dúvidas entre conciliar uma vida comum e ordinária como estudante, com as responsabilidades e desafios de ser super-herói a altura dos Vingadores.

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Para tranquilizar os especuladores, o Homem de Ferro não interfere demais no filme e ainda garante boas risadas no final.  E por falar em final, há duas cenas extras, não saia da sala mesmo quando a música dos Ramones terminar.

Homem-Aranha – De volta ao lar é um filme redondo, com atuações muito boas e mistura ação e humor na justa medida, repetindo a (inesgotável) fórmula de sucesso dos filmes da Marvel. Além disso, o filme também funciona dentro de um universo maior, mas de forma bem encaixada, sem transtornos.

Deve divertir muito leitores de quadrinhos, (os mais velhos e saudosistas nem tanto…) ou quem for apenas fã do bem sucedido UCM. Mas para todos os público é um convite para sair do cinema com um sorriso no rosto.

Revista Status Comics, de Roberto Guedes, ganha nova edição

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O incansável Roberto Guedes mal acaba de lançar sua biografia de Jack Kirby e já vem com novidades. O editor, roteirista, escritor, pesquisador, jornalista (e grande amigo) está retomando a publicação de Status Comicsfanzine que publicou no início da carreira.

Produzida a partir de 1989, sob inspiração de revistas como Amazing Heroes e Comics Interview, a publicação ficou famosa por apresentar novidades do mercado de quadrinhos, entrevistas e reportagens sobre autores e personagens.

Após 10 edições, em 1992 a Status Comics se transformou num selo editorial e abrigou os gibis independentes produzidos por Guedes: Meteoro, Os Protetores e Força Máxima. O fanzine ganhou nova versão em 1995, com quatro números.

A edição de agora volta mais madura e profissional, com um teor jornalístico bastante opinativo, mas sem abrir mão do enfoque histórico característico dos textos de Guedes.

Reestreia aracnídea

A primeira edição da nova Status Comics acompanha os últimos 30 anos de publicação do Homem-Aranha nos quadrinhos, com revelações sobre os bastidores da produção, a guerra de egos entre editores e artistas, e as decisões editoriais equivocadas que quase liquidaram com um dos maiores ícones da cultura popular mundial.

As matérias (veja amostra abaixo) abrangem desde a antológica história A Última Caçada de Kraven (1987) até a recente Clone Conspiracy, passando pelas não menos famosas Saga do Clone, Origem Totêmica, Guerra Civil, Pecados Pretéritos, Homem-Aranha Superior e Spider-Gwen – todas enriquecidas por depoimentos de J. Michael Straczynski, Joe Quesada, Brian Michael Bendis, Stan Lee e J.M. DeMatteis.

A revista fecha com uma reportagem dedicada a John Romita Sr., artista que assumiu a revista do Aracnídeo em 1966 e um dos grandes responsáveis por transformar o personagem num dos maiores sucessos da Marvel até hoje.

O texto revela aspectos pouco conhecidos ou comentados da carreira de Romita, como o fato de ter utilizado um assistente não creditado numa HQ do Aranha, ou detalhes de sua fase final na Marvel, ao comandar o grupo Romita’s Raiders.

A arte da capa da primeira Status Comics (acima) homenageia justamente o grande John Romita e apresenta a arte planejada pelo artista para o magazine The Spectacular Spider-Man 2, de 1968, mas que acabou substituída por uma versão pintada por ele mesmo. Nesta versão, a arte foi restaurada e colorida por Robbie Prado, autor também do novo logotipo do Status Comics.

Com textos e edição de Roberto Guedes e diagramação de Sandro Marcelo, Status Comics 1 tem tiragem limitadíssima, 36 páginas, formato 15 x 21 cm e preço de R$ 25, já incluído o frete. A periodicidade será eventual, ou seja, sempre que o surgir algum assunto que mereça a atenção de Guedes.

Os pedidos podem ser feitos diretamente com o autor pelo e-mail: guedesbook@gmail.com.

Jack Kirby ganha biografia nacional por ocasião do seu centenário

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Se estivesse vivo, Jack Kirby completaria 100 anos no próximo dia 28 de agosto. Dono de um traço marcante e personalidade idem, Kirby deixou uma marca insuperável na história das histórias em quadrinhos.

Seu centenário não passou em branco, mesmo aqui no Brasil. De um livro de luxo com ilustrações de brasileiros (editado por Edson Diogo, do site Guia dos Quadrinhos) até uma série de matérias especiais na publicação especializada Mundo dos Super-Heróis, Kirby vem sendo lembrado – como se algum dia tivesse sido esquecido – por artistas, leitores, jornalistas, pesquisadores.

Eis que chega mais uma obra para engrossar o coro de homenagens. Nas próximas semanas, será lançado, pela novíssima Editora Noir, O Criador de Deuses – Jack Kirby, escrito pelo pesquisador, roteirista e escritor Roberto Guedes.

Autor da primeira biografia brasileira de Stan Lee, em 2012, Guedes repete o feito e garante que, assim como o outro, também este livro traz informações inéditas para os leitores.

Nesta entrevista para o Papo de Quadrinho, ele conta como este projeto nasceu e algumas curiosidades.

Seu livro está sendo lançado numa data bem próxima ao aniversário de 100 anos de Jack Kirby. Esse era um projeto que você já vinha gestando ou foi produzido especialmente para a ocasião?

No final do segundo semestre de 2016, um editor da Noir entrou em contato comigo para saber se eu tinha vontade de escrever algum livro para a editora. Comentei que gostaria de escrever sobre a carreira de Kirby, cujo centenário seria no ano seguinte. Os editores adoraram a ideia, e fechamos o negócio.

Muito se tem falado sobre Kirby nas últimas décadas e em especial neste ano. Que tipo de informação inédita o leitor poderá encontrar nessa biografia?

A vida particular de Kirby é um objeto praticamente inexistente para o grande público, mas no livro há uma radiografia abrangente do cidadão Kirby. Desde seus dias no Lower East Side (o bairro pobre e barra-pesada onde cresceu), com seus pais, seu quase desconhecido irmão mais novo, seu namoro e casamento com Rosalind. Conta bastante também sobre sua amizade e parceria com Joe Simon. Enfim, o livro apresenta as várias facetas de Kirby, que antes de ser um artista genial, era também um ser humano, com suas falhas e qualidades. Alguém que transmutava sua fúria interior em obras de arte sequencial.

Além, claro, da participação imprescindível de Kirby na gênese do Universo Marvel nos anos 1960, que outros momentos da vida do “Rei” mereceram mais atenção em seu livro?

 Acredito que os anos que antecederam a criação do Universo Marvel, bem como sua carreira posterior em Hollywood também têm um bom destaque na obra. E não tenho dúvidas que muita gente vai se admirar com a quantidade de coisas que ele fez para a DC, além do Quarto Mundo.

Como você tratou um dos temas mais polêmicos da biografia de Kirby, a desavença com o parceiro Stan Lee?

Procurei registrar o maior número possível de depoimentos de outras pessoas que testemunharam aqueles momentos, e que acompanharam de perto a carreira daqueles dois incríveis autores. São pontos de vistas distintos de colegas de profissão, amigos e familiares que, quando entrecruzados com a visão particular de Stan e Jack para certos tópicos, oferecem uma nova e surpreendente perspectiva para o que realmente foi a Era Marvel. Nem teorias sobre a real utilidade do charuto do Kirby ficaram de fora.

Na sua visão, qual é a percepção que os jovens leitores de quadrinhos têm de Jack Kirby? Eles reconhecem sua importância?

Acho que a grande maioria ainda não soube mensurar a real importância de Kirby para os quadrinhos de super-heróis. Espero que a leitura do livro ajude a esclarecer isso.

O Criador de Deuses – Jack Kirby tem 220 páginas e preço de R$ 49,90. A Comix Book Shop vai vender uma edição limitada do livro com essa capa exclusiva abaixo, que retrata Night Fighter, personagem criado por Joe Simon e Jack Kirby nos anos 1950, e que jamais foi lançado.

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Autor e editora ainda não definiram quando será o evento de lançamento seguido de sessão de autógrafos. Fiquem ligados nas redes sociais do Papo de Quadrinho para não perder a data!

CCXP Tour Nordeste: lançamentos da Panini

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A Panini participa da CCXP Tour Nordeste (que começa hoje, dia 13, em Recife, e vai até domingo) e anuncia novidades. Confira:

Valente – Para onde você foi?, de Vitor Cafaggi: quinto volume da série Valente, a nova compilação de tiras inéditas retoma a história do jovem cãozinho com muito humor e sensibilidade (120 páginas, R$ 16).

Dodô, de Felipe Nunes: versão colorida da HQ publicada de forma independente em 2015, apresenta uma história sobre solidão, família, inconformismo e novas amizades (80 páginas, R$ 36).

Chico Bento – Arvorada, de Orlandeli: no 15º volume do selo Graphic MSP, Chico Bento aprende que nem tudo pode ser deixado pra depois, numa reinterpretação do clássico personagem cheia de momentos de amor, dor, humor, mistério e aprendizado (96 páginas, R$ 26,90 capa cartonada e R$ 36,90 capa dura).

Clássicos do Cinema Turma da Mônica nº 1 Horacic Park: compilação em capa dura de histórias da série Clássicos do Cinema – Turma da Mônica, com paródias de filmes de sucesso. Este primeiro volume – que deve ganhar periodicidade quadrimestral – reúne as HQs Horacic Park, Imundo Perdido e Horacic Park III (144 páginas, R$ 38,90).

Turma da Mônica Jovem 4 – Mônica e o Cavaleiro: Segundo encontro da Turma da Mônica com personagens de Osamu Tezuka, cinco anos depois da publicação da história que uniu pela primeira vez a obra dos dois ícones dos quadrinhos mundiais. Esta edição mostra o reencontro de Mônica e seus amigos com a Princesa Safiri na Terra de Prata (128 páginas, R$ 8,50).

Universo DC: Renascimento, de Geoff Johns, Gary Frank, Ethan Van Sciver e Ivan Reis: Edição única que dá início à nova fase da DC no Brasil. A partir daí, todos os títulos da editora serão zerados e novos serão lançados, como Mulher-Maravilha, Action Comics e Detective Comics. Na CCXP Tour, o estande da Panini vai estampar a caracterização dos personagens da DC nessa nova fase (116 páginas, R$ 13,90).

Como parte da programação da editora no evento, estão agendadas sessões de fotos com Mauricio de Sousa (dia 14, 13h30), autógrafos com Orlandeli (dia 15, às 14h30) e um painel com editores da Panini para apresentar as novidades e anunciar outros lançamentos (dia 16, ás 17h).

CCXP Tour Nordeste: lançamentos da editora Leya

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A ideia era fazer uma prévia dos lançamentos na CCXP Tour Nordeste (13 a 16 de abril, em Recife), como fazemos em todos os grandes eventos e no começo de cada ano.

Mas sem a lista de expositores, ficou difícil consultar as editoras. Então, vamos divulgando aqui o que elas espontaneamente estão enviando para nós.

Começamos pela Leya. A editora reservou para o evento o terceiro volume da série Alien – Rio de Sofrimento; o romance de ficção científica de George R.R. Martin, Gardner Dozois e Daniel Abraham, Caçador em Fuga; as edições de colecionador de Batman: Os Arquivos Secretos do Homem-Morcego e Superman: Os Arquivos Secretos do Homem de Aço; o terceiro e último volume da trilogia A Sombra do Corvo: A Rainha do Fogo; e o box da primeira era de Mistborn, de Brandon Sanderson.

Outras obras de George R.R. Martin estarão em destaque no estande da Leya: a coleção Wild Cards (volumes 1 a 7), o recém-lançado Mulheres Perigosas e, claro, a série As Crônicas de Gelo e Fogo.

Entre os nacionais, destaque para os dois volumes de O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano, com direito a sessão de autógrafo do autor junto com os demais integrantes do podcast Matando Robôs Gigantes (MRG), Didi Braga e Beto Estrada.

A editora também participa da programação oficial com apresentações em seu estande e no auditório Ultra, vai levar o Trono de Ferro para os visitantes tirarem fotos e fará a cobertura da CCXP Tour Nordeste em suas redes sociais.

Instituto HQ anuncia nova grade de cursos

 

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Do press-release

Com quase 20 de anos de tradição no ensino da arte, o Instituto HQ já formou grandes ilustradores, coloristas e quadrinistas que hoje trabalham para o mercado norte-americano e europeu, em editoras como Marvel, DC, Titan, Image, Disney, Le Lombard (Bruxelas), e nacional – Abril, Maurício de Souza Produções e outros.

Agora, a escola anuncia novidades em seus cursos de férias, grade regular e reformulação pedagógica, e em seu departamento de comunicação, que estão mais modernos e em sintonia  com as necessidades do mercado editorial e de arte.

Entre as novidades estão:

  • Curso de Narrativa Visual por Laudo Ferreira Jr;
  • Técnicas em Pintura Digital, com Éber Evangelista;
  • Técnicas de Aquarela, Nanquim/Bico de Pena, Perspectiva, Anatomia, Desenho para Moda, Consultoria de Moda, Aptidão para Vestibular (para cursos que requeiram habilidades em desenho);
  • Colorização Digital, com Rod Fernandes (colorista da Editora Titan); e
  • Desenho Kids (crianças a partir de 9 anos)

Para os cursos de férias, foram anunciados:

  • Desenho para Tatuagem;
  • Grafitti;
  • Direitos Autorais para Artistas;
  • Como escrever personagens diversos nas HQs; e
  • Semiótica e linguagem dos quadrinhos, entre outros.

Entre palestras e workshops, o Instituto HQ vai oferecer

  • Representação Feminina nas HQs;
  • Dissecando a Linguagem Mangá;
  • Vertigo: A vertigem dos Quadrinhos Mainstream;
  • A História das Histórias em Quadrinhos; e
  • Os Negros nas Histórias em Quadrinhos – Representatividade e Resistência

O Instituto HQ estimula o aluno a ser bem-sucedido de acordo com seu interesse e foco na arte:  tanto para ser um profissional de alto nível, compatível com as exigências do mercado, como para desenvolver a linguagem artística e estimular a criatividade, promovendo o relaxamento mental da arte como terapia.

Atualmente o Instituto tem a coordenação de Klebs Junior e Alexandre Jubran. Klebs é Roteirista, ilustrador e quadrinhista formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Atua no mercado nacional e internacional de quadrinhos desde 1987.  Foi ilustrador em jornais como Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, entre outros, e ilustrou para revistas como Veja, Época, IstoÉ e Placar.

Klébs também Produziu ilustrações para o filme Castelo Ra-Tim-Bum, publicou quadrinhos nos Estados Unidos pelas editoras DC Comics, Marvel Comics, Malibu e Valiant, e lançou seus próprios personagens nas revistas brasileiras Metal Pesado e Brazilian Heavy Metal.

​Atualmente, é idealizador, professor e diretor no Instituto HQ, conselheiro do Museu de Artes Gráficas do Estado de São Paulo, colabora com o jornal Folha de São Paulo e, autor da graphic novel Pátria Armada, ganhadora do prêmio HQMIX de melhor minissérie (2016).

Alexandre Jubran é Ilustrador, quadrinhista e professor formado em Comunicação Visual pela FAAP, pós-graduado em História da Arte e Artes Plásticas, mestre em História da Arte, Cultura e Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua no mercado nacional e internacional de quadrinho desde 1989 e é autor de livros sobre técnicas de desenho e ilustração, anatomia, concept art e arte digital, narrativa visual e quadrinhos.

Detentor de prêmios importantes na área, como a 1ª Bienal Internacional de Quadrinhos (1991); prêmio de melhor colorista no HQMIX (1998, 1999 e 2002); Prêmio Angelo Agostini de Melhor Arte Técnica (2003); Prêmio Internacional Infografia MALOFIEJ (2003 a 2005); Prêmio Abril de Jornalismo em Destaque Infografia (2002 a 2008); Prêmio Esso de Criação Gráfica (2008) e Prêmio Abril de Ilustração (2010). Além de coordenador e professor no Instituto HQ, é professor nas Universidade Presbiteriana Mackenzie e FAAP.

O Instituto HQ também oferece seu espaço para exposições, mostras, lançamentos, bate-papos, encontros e debates.

Nova HQ de Marcatti põe fim a 15 anos de desventuras de Frauzio (ou não)

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Marcatti, o mais udigrudi dos quadrinhistas brasileiros, decidiu dar a sacaneada definitiva no não tão querido Frauzio e por fim a 15 anos de humilhação a seu principal personagem.

No mais recente lançamento Frauzio no Paraíso (24 páginas, R$ 12), o anti-herói finalmente encontra seu destino fatal ao comer uma coxinha estragada que jazia há um mês no chão fétido do boteco de Acrinésio.

Mas nem a abundante além-vida no Paraíso satisfaz o eterno insatisfeito Frauzio. Uma metáfora divertida sobre crenças, sonhos, plenitude e felicidade. Recomendado para estômagos fortes.

Como diz Marcatti, “vaso ruim não quebra”, e ele já trabalha na próxima desventura de Frauzio.

Essa e outras HQs de Marcatti podem ser adquiridas na loja virtual do autor, em lojas especializadas ou em sua mesa no Festival Guia dos Quadrinhos, neste final de semana.

Escorpião de Prata, de Eloyr Pacheco, completa 10 anos

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O personagem foi publicado pela primeira vez numa parceria com o quadrinhista Will, na revista Sideralman, em 2007. Para comemorar os 10 anos de publicação, o herói capoeirista estreia na plataforma de quadrinhos digitais Social Comics.

A estreia se dá com uma edição nova, que relembra a origem do personagem. Partes da história A Primeira Ronda do Escorpião, com roteiro de Eloyr Pacheco, arte de Carlos Nacci e capa de Rom Freire, foram publicadas em fanzines em 2009 e 2010, mas a conclusão continuava inédita até a atual edição.

Na trama, Toni e sua mãe encontram no sótão da casa o diário da avó, junto com o colar e o pingente de escorpião. Ao ler o diário, Toni considera que seu avô foi injustiçado, decide assumir a identidade de Escorpião de Prata e sai para as ruas da cidade para fazer o bem e, assim, limpar o nome do antepassado.

A partir dessa edição de estreia, as edições serão mensais, com 24 páginas e extras com galeria de arte, textos e comentários, making of da capa e biografia dos colaboradores. A galeria do número 1 traz arte de Spacca e de Hélcio Rogério, com cores de Rod Reis.

Trajetória

O Escorpião de Prata teve duas edições impressas em formato americano, publicadas por Eloyr: Escorpião de Prata e Escorpião de Prata Aventura + Humor. A primeira participou da seletiva do Festival Internacional de Angoulême, na França, em 2012. Também em edições impressas, em formatinho, o personagem esteve ao lado de Penitente, de Lorde Lobo, e Crânio, de Francinildo Sena.

Em edições digitais, protagonizou aventuras em conjunto com Raio Esmeralda, de Danilo Dias; Tatu-Man, de Bira Dantas; Ultrax, de E.C.Nickel; e Exú, de Lancelott Martins. Entre outras revistas, o Escorpião de Prata integrou também o mix da revista Tempestade Cerebral, publicada pelo quadrinista Alex Mir.

O personagem foi capa do Projeto Continuum  9, editada por Daniel Siqueira, Adriano Sapão e Rafael Tavares. Recentemente, integrou o elenco do mega encontro Protocolo: A Ordem, publicação coordenada por Elenildo Lopes, que ganhou o Troféu Angelo Agostini, como melhor lançamento independente de 2016.

Eloyr Pacheco foi editor das editoras Metal Pesado e da Brainstore. Publicou títulos como Sandman, Preacher, Monstro do Pântano, Hellblazer, Homem-Animal e Will Eisner´s Spirit Magazine no Brasil. Realizou projetos editoriais com José Mojica Marins, o Zé do Caixão; Marcelo Campos (Quebra-Queixo); Banda das Velhas Virgens e Instituto Ayrton Senna (Senninha). Ganhou várias vezes os troféus Angelo Agostini, Jayme Cortez e HQ Mix.

Neste final de semana, tem Festival Guia dos Quadrinhos

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Do press-release

Neste sábado e domingo, dias 8 e 9 de abril, acontece o encontro nerd mais aguardado do ano, o Festival Guia dos Quadrinhos. O evento será realizado no Clube Homs, na Av. Paulista, 735, próximo ao metrô Brigadeiro.

O site Guia dos Quadrinhos celebra seu 10º aniversário e é referência na listagem de revistas em quadrinhos publicadas no Brasil, dando origem ao evento, que nasceu da necessidade de sair do virtual para torna-se um grande encontro de colecionadores, editores, artistas e amantes da arte sequencial.

Os dois homenageados desta edição são Lilian Mitsunaga – uma das primeiras mulheres a desbravar o mercado com a profissão de “letrista”, ainda tímido – com grandes contribuições nos quadrinhos Disney e de super-heróis da Editora Abril e o desenvolvimento de 15 fontes diferentes para o álbum Asterios Polyp, criadas a partir da caligrafia do autor David Mazzucchelli.

O outro homenageado é o artista americano Jack Kirby, que completaria 100 anos de nascimento e ganhará uma exposição inédita com páginas do livro Os Mundos de Jack Kirby: Tributo ao Rei dos Quadrinhos, que traz 100 artes exclusivas de artistas brasileiros homenageando um dos nomes mais importantes dos quadrinhos, numa obra inédita e de tiragem limitada.

Além de mesas com raridades, novidades e souvenires do universo nerd, estão programadas palestras com profissionais renomados (veja programação completa aqui).

Crianças com até 10 anos não pagam e quem visitar o evento ganhará um brinde especial: uma coleção de cards colecionáveis com capas e informações de revistas em quadrinhos históricas serão distribuídos gratuitamente.

Os ingressos podem ser adquiridos na entrada por R$ 30 – quem for acompanhado, paga R$ 25 cada.

SERVIÇO

Festival Guia dos Quadrinhos

Dias  8 e 9 de abril

Horários:  das 10h às 21h (dia 8) e das 10h às 19h (dia 9)

Local: Clube Homs – Av. Paulista, 735 – Próximo ao Metrô Brigadeiro

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