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Categoria: TV

One Million Moms quer “Lúcifer” fora do ar

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A pressão de grupos organizados sobre a indústria de quadrinhos e seus derivados parece longe de acabar. Desta vez, foi o grupo conservador One Million Moms que decidiu atacar a série Lúcifer, que sequer estreou na TV.

Do ICV2

O projeto One Million Moms (“Um Milhão de Mães”) da entidade sem fins lucrativos American Family Association lançou uma petição para o presidente da Fox Network, Peter Rice, solicitando o cancelamento dos planos de exibição de Lúcifer, nova série de Peter Bruckheimer baseada na HQ do selo Vertigo, da DC.

A petição lista as objeções da entidade em relação ao seriado: “O programa pretende descaracterizar Satã, afasta-se dos ensinamentos bíblicos sobre ele e retrata de forma incorreta as crenças da fé cristã”, argumenta. “Ao escolher exibir este seriado, a Fox está desrespeitando o cristianismo e zombando da Bíblia”.

O One Million Moms está avançando para além de sua preocupação com personagens gays na cultura pop. Em 2012, o grupo atacou, sem sucesso, Marvel, DC e Archie por causa da inclusão de personagens gays em seus quadrinhos.

De todo modo, se você optar por assinar a petição, o endereço é este aqui.

Papo de Quadrinho viu: Supergirl

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Pois é. O piloto da nova série baseada nos quadrinhos vazou na internet seis meses antes da estreia prevista nos Estados Unidos pelo canal CBS.

O curioso é que o vídeo foi disponibilizado em alta resolução (1080p) e sem a marca d’água que os estúdios vêm aplicando às cópias controladas para impedir a pirataria. Isso fez com que alguns sites gringos especulassem se não se trata de um “vazamento proposital”, uma espécie de “exibição teste” não declarada.

Qualquer que seja a explicação, o fato é que em menos de 24 horas o piloto de Supergirl já havia sido baixado por mais de 200 mil pessoas. Papo de Quadrinho (sorry, CBS!) foi uma delas, e gostou do que viu.

O piloto abre com a marca registrada dos criadores Andrew Kreisberg e Greg Berlanti, mesma dupla criativa de Arrow e The Flash: “Meu nome é Kara Zor-El”. Apresenta a origem da super-heroína desde a fuga de Krypton numa espaçonave minutos depois da partida de seu primo Kal-El e minutos antes da explosão do planeta.

Kara, então com 12 anos, foi enviada para proteger o bebê, mas sua nave ficou perdida na Zona Fantasma e ela só chegou à Terra quando Kal, agora o adulto Clark Kent, já era conhecido como o Superman.

Criada pela família Danvers, a garota aprendeu a controlar seus poderes, mas foi educada de modo a ocultá-los. Já adulta e trabalhando num conglomerado de comunicação, de repente se vê obrigada a exibir esses poderes e é levada a descobrir que os primos El não são os únicos alienígenas na Terra.

Melissa Beinost (Glee) é talentosa e está bastante à vontade no papel principal. O elenco como um todo, aliás, funciona muito bem, e Calista Flockhart como Cat Grant é a cereja do bolo.

Mehcad Brooks, no papel de James Olsen, vai além da mudança da etnia: o personagem agora é um fotógrafo respeitado, maduro e deve servir como elo entre Supergirl e Superman. Destaque para a belíssima homenagem com a escalação de Helen Slater (a Supergirl dos anos 80) e Dean Cain (o Superman dos anos 90) como os pais adotivos de Kara.

Supergirl cria um paradoxo interessante ao introduzir Superman não como mera citação, mas como uma presença constante na série, mesmo praticamente sem aparecer. A Warner já disse que seus universos da TV e cinema não têm relação, mas mesmo dentro do conjunto de seriados interligados – Arrow e The Flash – fica difícil entender como ninguém em Starling City ou Central City nunca ouviu falar de um super-herói tão poderoso e popular.

Em resumo, Supergirl começou muito bem, mas tem um longo caminho pela frente para provar seu valor dentro de um universo televisivo que tem agradado tanto fãs quanto críticos. E também para justificar o alto orçamento, porque se é que tem uma coisa que o piloto não economizou foram efeitos especiais.

Papo de Quadrinho viu: “iZombie”

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A série de TV estreou nesta terça-feira (17) nos Estados Unidos e se junta a outras tantas atualmente em exibição adaptadas dos quadrinhos: The Walking Dead, Gotham, Agents of S.H.I.E.L.D., Arrow, Agent Carter e Constantine – as duas últimas tiveram a primeira temporada encerrada recentemente.

iZombie é uma criação de Chris Roberson (roteiro) e Mike Alred (arte), e apareceu pela primeira vez em 2008, na edição especial de Halloween da revista House of Mystery. No ano seguinte, ganhou título próprio e foi publicada até a edição 28, em outubro de 2012.

No Brasil, o timming da Panini foi perfeito. Na semana passada, chegou às bancas o encadernado com as seis primeiras histórias. Ironicamente, desta vez não era preciso: TV e quadrinhos têm muito pouco em comum.

Gwen Dylan (renomeada para Liv Moore na TV) é uma garota zumbi que precisa se alimentar de cérebros frescos para não perder a inteligência e virar um “monstro de Romero”, como costuma dizer. O efeito colateral dessa dieta é que ela absorve momentaneamente as lembranças e visões do defunto, inclusive o momento da morte. Se a pessoa foi assassinada, Gwen/Liv se converte na melhor testemunha ocular que pode haver.

As semelhanças terminam aí. Enquanto os quadrinhos fazem a linha comédia-sobrenatural – os melhores amigos de Gwen são uma fantasma e um lobisomen – a série de TV segue um caminho de comédia-policial. Com a ajuda do médico legista Ravi Chakrabarti (o único que conhece seu segredo) e do detetive novato Clive Babineaux, Liv vai desvendar crimes no conhecido estilo “vilão da semana”.

iZombie, a série de TV, é divertida, leve e cheia de tiradas engraçadas, sem perder o clima de investigação e suspense. Há várias referências à cultura pop; a linguagem escolhida é moderna, dinâmica e honra sua origem dos quadrinhos ao fazer a transição entre algumas cenas com desenhos e legendas.

Como a CW não é besta, colou a exibição de iZombie na de The Flash para fazer o chamado “trilho”: manter a audiência de uma atração para a outra. Deu certo. Dos 3,6 milhões que assistiram ao episódio 15 do herói velocista (aliás, um dos melhores até temporada), 2,3 milhões permaneceram sintonizados na estreia garota zumbi. Nada mau.

Segundo a Warner, até o momento não há previsão se iZombie será exibida no Brasil.

“The Flash”: revelada a identidade do Flash Reverso

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Atenção: as informações a seguir contêm spoilers e podem atrapalhar a surpresa de quem acompanha a série.

 

Pois é, um dos grandes mistérios de The Flash, a bem sucedida série que adapta o herói velocista dos quadrinhos para a TV, foi revelado nesta semana.

Antes da coletiva de imprensa do canal CW com staff e elenco das séries Arrow e The Flash, foram exibidas no telão fotos dos atores ao lado de imagens de seus respectivos personagens nas HQs.

A foto de Tom Cavanagh, que interpreta o Dr. Harrison Wells, veio acompanhada do Flash Reverso – maior inimigo e assassino da mãe do Flash quando ele ainda era uma criança.

Poderia ser só uma pegadinha, mas a confirmação veio logo depois, quando um repórter questionou Cavanagh: “Eu acho que a resposta mais direta para sua pergunta é: Sim, eu sou o Flash Reverso”.

A desconfiança entre os fãs era grande, já que o Dr. Wells finge ter sido ferido pela explosão do reator nuclear que deu origem ao Flash, mantém uma sala secreta em que acessa notícias do futuro e já se mostrou capaz de matar para proteger o destino do herói.

No entanto, o fato de outro personagem ostentar nome parecido à identidade civil do Flash Reverso nos quadrinhos – no caso, o detetive Eddie Thawne – e de o vilão e Dr. Wells terem contracenado no 9º episódio da temporada, desviaram a atenção.

Sobre Thawne, o produtor-executivo Andrew Kreisberg disse: “O nome dele não é um acidente. A conexão de Eddie com o Flash Reverso vai ser um dos grandes momentos da série”.

Séries de quadrinhos lideram estreias da TV paga no Brasil

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Levantamento exclusivo do Notícias da TV comprova que o gênero de super-heróis está em alta.

De acordo com o site, o primeiro episódio da quinta temporada de The Walking Dead, baseada na série em quadrinhos de Robert Kirkman (publicada no Brasil pela editora HQM), lidera o ranking da “fall season”, como é chamada a temporada de estreias – e reestreias – nos Estados Unidos (veja quadro abaixo).

Entre as novatas, The Flash lidera, logo em segundo lugar no ranking geral, seguida de Gotham e – surpresa! – Constantine (empatada com Revenge). Agents of Shield ficou na 15º colocação. A surpresa é que Arrow não aparece na lista das 20 melhores estreias da temporada.

Será interessante esperar pelo ranking dos segundos e terceiros episódios, que indicam, com mais precisão que a estreia, se uma série caiu ou não no gosto do público.

Ranking Estreia Séries 2014

Papo de Quadrinho viu: Star Wars Rebels

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Em respeito aos leitores do site, este texto não contém spoilers

Quando George Lucas vendeu sua criação para a Disney, seu desejo era que a franquia fosse renovada, porém sem perder a conexão com as raízes dos clássicos que fizeram de Star Wars a saga que revolucionou o cinema de entretenimento, e se tornou icônica na cultura pop.

Eis que a Disney lança seu primeiro grande projeto de Star Wars após a compra da Lucasfilm em 2012.

Star Wars Rebels, é uma animação em 3d que segue os moldes da animação anterior, Clone Wars, e conta com o mesmo produtor da série, Dave Filoni. Mas como fazer um novo Star Wars sem esbarrar nos deslizes da nova trilogia iniciada em 1999, que dividiu a opinião dos fãs?
Filoni declarou ao jornal inglês The Guardian “Nós temos que dar a cada nova geração, uma nova geração de personagens para elas gostarem”.

Rebels acerta nesse ponto: tem novos personagens, mas faz conexões com a trilogia clássica e prepara novos e antigos fãs para os filmes vindouros.

Criada para ser exibida no canal adolescente Disney XD para uma nova geração de fãs, Rebels quer preparar os filhos dos fãs que acompanharam a saga original e que talvez  mal conheçam a trilogia clássica criada em 1977. A história se passa entre episódios III e IV, o início da Rebelião Galática, antes de Luke Skywalker surgir como “uma nova esperança” contra o Império do mal.

Crew3_Fotor_CollageO primeiro episódio apresenta o garoto Ezra Bridger, um jovem órfão do planeta Lothal, que vive de pequenos furtos até que esbarra em um grupo de rebeldes que também querem se apropriar de alguns suprimentos do Império.
A tripulação é formada por personagens característicos em Star Wars: o alien fortão é Garazeb “Zeb” Orrelios, a piloto ousada, Hera Syndulla, a mandaloriana de cabelos coloridos, Sabine Wren e o dróide reclamão e meio pirado, Chopper. Até a nave dos rebeldes, a Fantasma, segue a linha das clássicas naves de Star Wars.

O grupo é liderado por Kanan Jarrus, um Jedi que sobreviveu a Ordem 66, que se você se lembra, destruiu os Jedi e a República e alçou ao poder o Imperador e seu pupilo, Darth Vader.

Na apresentação do primeiro capítulo, a amizade entre eles se fortalece e Ezra descobre que tem uma conexão com a Força. Os aventureiros aparentemente darão origem à futura Aliança Rebelde.
O desenho agrada com uma animação competente e todos os elementos que fizeram de Star Wars um sucesso estão ali: aventuras, combates, tiroteios, comédia, personagens com carisma e claro, sabres de luz.  Personagens clássicos participam eventualmente da animação e dão um tempero especial ao desenho. A trilha clássica do John Williams, também. Ela sempre emociona os fãs.

Um detalhe importante nesses novos produtos criados para Star Wars é que a partir de agora, todos os novos quadrinhos, animações, games e livros baseados em seu universo serão parte integrante de seu “cânone”. Já o antigo “Universo Expandido” que também explorava esses produtos, deixou de valer como “oficial”. Não significa que anos de produtos e personagens do UE sejam completamente descartados. Eventualmente, personagens e/ou ideias ainda poderão dar as caras nesta nova fase de produtos transmídia de Star Wars.

Vale a pena acompanhar essa animação,  que traz um bom aperitivo para os novos e aguardados filmes que serão lançados em 2015. O desenho já estreou no Brasil e o site oficial já está em português.

A Força vem ai, e poderosa ela é.

Escolhido ator de Ra’s Al Ghul em “Arrow”

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Que Liam Neeson, que nada! Quem vai interpretar o vilão na série de TV do Arqueiro Verde é o australiano Matt Nable, que estrelou no ano passado o filme Riddick ao lado de Vin Diesel.

A estreia de Nable como Ra’s Al Ghul se dará no quarto episódio da terceira temporada de Arrow, The Magician, previsto para ir ao ar nos Estados Unidos no dia 29 de outubro. É também o episódio de número 50 da série.

Ghul é o grande vilão da temporada e deve se converter na maior ameaça já enfrentada pelo Arqueiro Verde. Ele foi citado várias vezes ao longo programa como o temido líder da Liga dos Assassinos, que treinou personagens como o Arqueiro Negro (Malcolm Merlyn) e Canário Negro (Sarah Lance).

O canal CW descreve assim o vilão: “Orgulhoso e impiedoso, Ra’s é um estrategista implacável, um mestre das artes marciais e um manipulador da história. Ele carrega a sabedoria das eras, e protege alguns dos seus maiores segredos”.

A terceira temporada de Arrow estreia no dia 8 de outubro nos Estados Unidos e no dia 17 no Brasil, pela Warner Channel.

Warner TV vai ter “pacote” de super-heróis

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A partir do final deste mês, a Warner passa a exibir algumas das séries mais aguardadas do ano: Gotham, The Flash e a terceira temporada de Arrow.

Os programas estreiam no canal, respectivamente, 29 de setembro, 16 e 17 de outubro. O hiato com relação aos Estados Unidos será, em torno de apenas uma semana.

Gotham é ambientada numa época anterior ao surgimento do Batman, e terá como protagonista o jovem tenente James Gordon. The Flash apresenta as aventuras do investigador forense Barry Allen depois que é atingido por um raio e ganha poderes de supervelocidade.

Arrow já consolidou sua imagem como uma das melhores adaptações de quadrinhos de super-heróis para a TV. O seriado vem num crescendo de qualidade e é alta a expectativa para a terceira temporada.

Papo de Quadrinho viu: “Deep Breath” de Doctor Who

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Em respeito aos leitores do blog, este texto não contém spoilers

Rodeado de expectativa, estreou ontem na BBC o primeiro episódio da nova temporada de Doctor Who, apresentando o ator Peter Capaldi que interpretará o Doutor.

Para quem não conhece ou apenas ouviu falar da série, Doctor Who é um dos seriados mais bacanas já produzidos, um verdadeiro ícone da TV inglesa, que figura no Guinness World Records como a série de ficção científica televisiva de mais longa duração no mundo, embora seja relativamente nova para o público brasileiro.

O Doutor é um Senhor do Tempo, um alienígena capaz de viajar através do tempo e do espaço em sua nave chamada TARDIS (Time and Relative Dimensions in Space), nave com a curiosa forma de uma cabine telefônica britânica da década de 1960.

Para manter a série, toda vez que é necessário trocar o ator que interpreta o personagem principal, ele sofre uma regeneração,  poder fictício que permite ao Doutor mudar a aparência, atitude, gosto, mas manter a memória – na prática, uma desculpa para trocar o ator e refrescar a série. Na última temporada, o ator Matt Smith deu lugar a Peter Capaldi.

Deep Breath é o episódio que abre a oitava temporada moderna da série e mantem a tradição de brincar com essa mudança e explorar os atributos do novo ator. A principal mudança desta vez diz respeito a idade dos atores, já que o anterior era bem mais novo: Matt Smith, tinha 28 anos quando se tornou o Doutor, Peter Capaldi tem 56.

dw1Tudo começa com a Tardis sendo cuspida por um dinossauro em pleno centro de uma Londres vitoriana. O novo-velho Doutor aparece desorientado e vai sendo reapresentado ao público, apoiado por personagens já conhecidos da série como a reptiliana Madame Vastra e sua esposa humana, Jenny Flint, além de seu criado atarracado, o sontariano Strax.

Brincadeiras de roteiro com a aparência, sotaque (Capaldi é escocês) e idade, são a tônica do episódio. Enquanto o Doutor tenta entender seu novo corpo, precisa investigar e desvendar uma série de assassinatos. Ao mesmo tempo, procura recuperar a confiança de sua parceira, Clara Oswald (Jenna-Louise Coleman), que após a regeneração não o reconhece física e emocionalmente.

dw2O episódio mantem a fórmula que faz de Doctor Who um sucesso entre os nerds: equilibra boa ação, fantasia, terror, piadas e citações que remetem à própria série e claro, personagens carismáticos.

Pelo que percebemos, teremos um Doutor um pouco diferente do anterior, mais agressivo, talvez mais durão. Outro destaque é a bela abertura que foi criada Billy Hanshaw, fã da série que trabalha com design de animação e caiu nas graças dos produtores.

Para conhecer melhor, conheça o canal oficial de Doctor Who na BBC e o site de fã Doctor Who Brasil.

 

Segunda temporada de “Arrow”, finalmente, estreia no Brasil

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Demorou, mas chegou. A partir desta segunda-feira, 21, os fãs que não são adeptos do download ilegal finalmente poderão acompanhar a segunda temporada de uma das melhores séries baseadas em quadrinhos da atualidade.

Arrow estreia no canal Warner, às 22h25. Serão exibidos dois episódios inéditos por semana, às segundas e terças-feiras.

O programa chega ao Brasil com bastante atraso. Nos Estados Unidos, a segunda temporada estreou em outubro do ano passado. Curiosamente, a primeira temporada foi exibida pela Warner brasileira a partir de 2012 com apenas 10 dias de diferença em relação à TV norte-americana.

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