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Categoria: Marvel

Coleção de livros da Marvel cresce no Brasil

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Via de regra, leitores de quadrinhos gostam de ler, e isso se aplica a outras plataformas, inclusive … livros!

A Marvel, que de besta não tem nada, há alguns anos vem lançando adaptações e histórias originais em prosa de seus personagens. No Brasil, parte deste acervo chega às livrarias pela editora Novo Século.

O primeiro deles foi Guerra Civil, no final do ano passado. O livro gerou alguns comentários entre as comunidades nerds, mas depois esfriou. Uma visita rápida às livrarias mostra que a coleção cresceu, e muito. Veja os títulos já lançados pela editora:

guerracivil2Guerra Civil (Stewart Moore)

Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica (313 páginas, R$ 39,90).

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Homem Aranha: Entre Trovões (Christopher L. Bennett)

Enquanto Manhattan é devastada por frequentes ataques, o Cabeça de Teia tem de enfrentar a engenhosidade de robôs movidos por um só intuito: acabar com sua vida. Como se não bastasse, o sentido-aranha alerta que o aracnídeo não pode confiar nem mesmo em Mary Jane e na adorável tia May, e tudo aponta somente em uma direção: J.Jonah Jameson (264 páginas, R$ 24,90).

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X-Men: O Espelho Negro (Marjorie M. Liu)

Jean Grey acorda em um quarto desconhecido. Sentindo-se fraca e desorientada, está sem seus poderes telepáticos e telecinéticos – e aprisionada no corpo de outra pessoa. Seus companheiros de equipe Ciclope, Wolverine, Vampira e Noturno também são cativos – suas mentes estão presas dentro de corpos de estranhos. Quem os teria trazido àquele lugar, e com que finalidade? (308 páginas, R$ 39,90).

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Homem de Ferro: Vírus (Alex Irvine)

Tony Stark está prestes a alcançar um novo sistema de controle imediato hiperinteligente, que poderia evitar tragédias. Ao mesmo tempo, Arnim Zola se infiltrou na segurança das Indústrias Stark a fim de assumir a armadura blindada e usá-la contra Tony e a S.H.I.E.L.D. O inimigo lança um engenhoso vírus de computador e sua arma secreta definitiva: um exército de clones assassinos inspirado no amigo mais confiável de Stark. Zola está prestes a mergulhar a cidade numa guerra que ameaça devastar tudo o que estiver em seu caminho (368 páginas, R 39,90).

vingadoresVingadores: Todos Querem Dominar o Mundo (Dan Abnett)

No clima de Vingadores: Era de Ultron, a superequipe enfrenta em uma série de batalhas ao redor do mundo os seus maiores inimigos de uma única vez. Em Berlim, Capitão América mede forças com a Hidra. Numa ilha desconhecida, Gavião Arqueiro e Viúva Negra tentam despistar a I.M.A. (Ideias Mecânicas Avançadas). Em Washington, Homem de Ferro luta contra Ultron. Thor enfrenta um exército inteiro na Sibéria. E, em Madripoor, Bruce Banner e Nick Fury travam uma batalha contra o Alto Revolucionário. Qual será a verdadeira e grande ameaça que está por trás desses ataques simultâneos na Terra? (320 páginas, R$ 39,90).

homemformigaHomem-Formiga: Inimigo Natural (Jason Starr)

Quando um antigo cúmplice da época de crimes vai a julgamento, Scott Lang e sua filha Cassie veem-se às voltas com guarda-costas enviados pelo governo a fim de protegê-los. Scott acha isso desnecessário, mas ele desconsidera algo de fundamental importância: o fator adolescência. Pai e filha talvez estejam lutando contra algo muito maior do que eles imaginam (256 páginas, R$ 34,90).

O lançamento de Homem-Formiga: Inimigo Natural aproveita a chegada do longa-metragem do herói aos cinemas e desde o dia 15 realiza uma promoção em parceria com o Cinemark Mania, em que os clientes ganham um minilivro com o primeiro capítulo na compra de um ingresso. A promoção é válida até o dia 29 de julho.

Para os próximos meses, a Novo Século promete dar continuidade à coleção com o lançamento de Guardiões da Galáxia e Guerras Secretas. Em 2016 e 2017, devem chegar os livros de Wolverine, Deadpool, Capitão América e Novos Vingadores.

Tava demorando! Marvel lança livros de colorir para adultos

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O assunto já tinha até virado piada entre os nerds nas redes sociais: por que não ganhar dinheiro com um livro de super-heróis para colorir voltado ao público adulto?

Afinal, a editora Sextante, que trouxe a moda para o Brasil, já vendeu mais de 800 mil exemplares somados dos livros O Jardim Secreto e A Floresta Encantada.

A Marvel, que não é besta, entrou na onda e acaba de anunciar três lançamentos nessa linha: Age of Ultron, com desenhos de Bryan Hitch, Brandon Peterson, Carlos Pacheco e outros; Little Marvel by Skottie Young; e Civil War.

O que não dá para entender é o prazo esticado para os livros chegarem às livrarias dos Estados Unidos: o primeiro ficou pra outubro e os outros dois, para janeiro e abril do ano que vem, respectivamente.

Será que a moda dura até lá?

 

Vem aí: Mais mudanças na Marvel

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Incapazes de contar boas histórias, há décadas as grandes editoras norte-americanas de super-heróis vêm promovendo reboots, pseudo reboots, sagas que “vão mudar tudo”.

Nesta sexta-feira, a Marvel divulgou uma imagem teaser de como ficará seu universo nos quadrinhos depois da saga Guerras Secretas.

Atenção: o texto abaixo contém spoilers

Do Comics Book Resources

Revelado pelo Mashable, que falou com o editor-chefe da Marvel, Axel Alonso, a imagem inclui Homem-Aranha, Gwen-Aranha, Thor Jane Foster, Capitão “Falcão” América, o envelhecido Steve Rogers, Ms. Marvel, Homem-Aranha Ultimate (Miles Morales), Agente Coulson, Pantera Negra, Homem-Formiga, Mulher-Aranha, Homem de Ferro, Visão e a versão do século 21 do Lobo Vermelho.

“Nós estivemos planejando isso por anos”, disse Alonso para o Mashable. “Nós percebemos que Guerras Secretas seria uma virada no jogo que nos permitiria criar uma tela em branco. É uma chance sem precedentes para contarmos novas histórias em títulos com numeração zerada”.

A menção sobre novos “números 1” confirma o que vem sendo especulado há algum tempo. De todo modo, em vez de alguns poucos “números 1”, a Marvel parece estar relançando sua linha inteira (nota do editor: Alonso confirmou mais tarde que são 60 títulos), que contará com novas equipes criativas tanto nas revistas novas como nas remanescentes.

“Nós convidamo todos nossos artistas a criarem um gancho – algo grande que muda o status quo dos personagens”, disse Alonso.

O chamado “All-New, All-Different Marvel Universe” se passa oito meses após a conclusão de Guerras Secretas e embora a notícia diga que a cronologia da Marvel não será reescrita ou apagada, muitos personagens e suas relações com os outros será alterada significativamente. Isso inclui um novo Hulk que, segundo Alonso, “certamente provocará polêmica”.

Alonso também confirmou que Wolverine também retornará para o Universo Marvel (nenhuma surpresa quanto a isso), mas possivelmente com um gancho: “Quem é Wolverine? Você terá que ler para descobrir”.

“Vingadores – Era de Ultron” já é o terceiro filme mais assistido da Marvel Studios

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O mais recente filme da principal equipe de super-heróis da editora faturou US$ 77,2 milhões entre os dias 8 e 10 de maio, de acordo com estimativa do site Box Office Mojo. O valor representa queda de 59% em relação ao fim de semana de estreia, entre os dias 1 e 3.

O resultado invejável continua abaixo do primeiro Os Vingadores. O longa de 2012 registrou queda menor, de 50%, entre os dois primeiros finais de semana, e acumulou US$ 373 milhões nos 10 primeiros dias de exibição – contra US$ 312,5 de Vingadores – Era de Ultron.

Na bilheteria mundial, Era de Ultron acumula US$ 876 milhões. Com isso, em apenas 10 dias superou as várias semanas de exibição dos ótimos Capitão América 2 – O Soldado Invernal (US$ 714,8 milhões) e Guardiões da Galáxia (US$ 774,2 milhões), e já se posiciona como o terceiro filme mais rentável da Marvel Studios, atrás apenas de Homem de Ferro 3 (US$ 1,21 bilhão) e Os Vingadores (US$ 1,5 bilhão).

Leia nossa crítica do filme aqui.

“Capitão América 3” vai juntar (quase) todos os heróis do cinema da Marvel

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Para em seguida separá-los…

Com o fim da expectativa pela estreia de Vingadores – Era de Ultron, os olhos dos fãs do universo cinematográfico da Marvel estão voltados para a produção seguinte, Homem-Formiga, que estreia no dia 16 de julho no Brasil.

“Estavam voltados”, seria mais correto dizer. O estúdio aproveitou o início das filmagens de Capitão América 3 – A Guerra Civil, que só chega aos cinemas em maio do ano que vem (28 de abril, no Brasil), para soltar novas informações e continuar dominando o noticiário nerd.

O que mais chama atenção é o extenso elenco de super-heróis, o que já rendeu ao longa o apelido de Vingadores 2.5: Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bethany), Máquina de Combate (Dan Cheadle), Falcão (Anthony Mackie), Soldado Invernal (Sebastian Stan) e Agente 13 (Emily VanCamp).

Como se já não fosse o bastante para arrancar lágrimas de qualquer fã, a Marvel confirmou hoje (7) que o Homem-Formiga (Paul Rudd) participa da produção, assim como o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross (William Hurt), que não era visto desde O Incrível Hulk, de 2008.

Ainda não está bom? Então vamos lá: outras aparições previstas são do Pantera Negra (Chadwick Boseman), antes de estrelar seu próprio filme em 2018, e do Homem-Aranha, em sua mais que aguardada estreia no universo cinematográfico da Marvel depois do acordo com a Sony. É certo que Martin Freeman, da série de TV Sherlock e da trilogia O Hobbit, também estará no filme, mas ainda não se sabe em qual papel.

Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Maria Hill (Cobie Smulders) ainda não foram mencionados (ênfase no “ainda”). No time dos vilões estão Ossos Cruzados (Frank Grillo, visto em Capitão América 2) e Barão Zemo (Daniel Brühl).

De que lado você está?

Para quem leu a série em quadrinhos que deu origem ao título do novo filme do Capitão América – Guerra Civil, de Mark Millar e Steve McNiven, 2006 –, essa proliferação de heróis não assusta. Afinal, para ocorrer uma cisão na comunidade super-heroica antes é preciso que haja uma comunidade super-heroica!

E isso a Marvel conseguiu. Em sete anos – desde o primeiro Homem de Ferro, em 2008 – o estúdio construiu um universo cinematográfico integrado e com heróis suficientes para promover sua Guerra Civil.

Pela sinopse do filme, também divulgada hoje, a trama deve acompanhar de perto os quadrinhos:

Capitão América 3 – A Guerra Civil retoma onde Vingadores – Era de Ultron parou, com Steve Rogers liderando o novo time de Vingadores em seu contínuo esforço para proteger a humanidade. Após outro incidente internacional envolvendo os Vingadores resultar em danos colaterais, políticos pressionam para implantar um sistema de prestação de contas e um órgão governamental para determinar quando os serviços da equipe são necessários. A nova situação divide os Vingadores enquanto eles tentam proteger o mundo de um novo e nefasto vilão”. Uau!

A direção de Capitão América 3 – A Guerra Civil é dos irmãos Joe e Anthony Russo, os mesmos do ótimo Capitão América 2  – O Soldado Invernal. A dupla já foi anunciada para substituir Joss Whedon nos próximos dois filmes dos Vingadores, Guerra Infinita – Partes 1 e 2.

“Vingadores – Era de Ultron” fatura US$ 187 milhões na estreia americana

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Depois de estrear com ótimo resultado em mais de 40 mercados, Vingadores – Era de Ultron desembarcou nos Estados Unidos na última sexta-feira (1). A bilheteria ficou quase 10% menor que a do primeiro Os Vingadores (US$ 207 milhões), em 2012.

Leia nossa crítica do filme aqui.

Mesmo assim, a Marvel não tem do que reclamar, pois detém os três maiores faturamentos em fins de semana de estreia todos os tempos nos Estados Unidos – os dois Vingadores e Homem de Ferro 3 (2013), este último com US$ 174 milhões.

No total, o segundo longa-metragem da superequipe acumula US$ 626 milhões nos 10 dias da estreia mundial. Com isso, o universo cinematográfico da Marvel já conquistou o posto de franquia mais rentável ao superar Harry Potter: US$ 7,78 bilhões contra US$ 7,27 bilhões.

Vingadores – Era de Ultron ainda não estreou em dois importantes mercados: China (dia 12) e Japão (só dia 4 de julho). É quase certo que a sequência empate ou até supere os US$ 1,5 bilhão faturados pelo primeiro filme.

Stan Lee vai lançar mais uma autobiografia

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Amazing Fantastic Incredible: A Marvelous Memoir está programado para chegar às livrarias gringas em outubro, pelo selo Touchstone, da editora Simon & Schuster.

A autobiografia foi escrita em parceria com o roteirista de HQs Peter David e ilustrada por Colleen Doran. Segundo a editora, o livro traça a trajetória de Stan Lee desde a infância em Manhattan, passando pelos primeiros trabalhos na indústria de quadrinhos, os filmes de treinamento militar que produziu no exército durante a 2ª Guerra, até chegar à criação do atual Universo Marvel, nos anos 1960.

Lee já escreveu a autobiografia Excelsion! The Amazing Live of Stan Lee, em 2002, também pela Toucstone, junto com George Mair.

A Marvelous Memoir terá 196 páginas, capa dura e preço de R$ 30.

Quem não quiser esperar pode ler a ótima – e única – biografia de Stan Lee produzida no Brasil pelo pesquisador, roteirista e editor Roberto Guedes: Stan Lee, o Reinventor de Heróis, lançada pela Kalaco.

Álbum de figurinhas de “Vingadores – Era de Ultron” já está nas bancas

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Boa notícia para quem gosta de colecionar. A Panini lançou neste mês o álbum de figurinhas do blockbuster Vingadores – Era de Ultron, que estreou no Brasil no último dia 23 (leia nossa crítica do filme aqui).

Atenção: não confundir com outro álbum lançado pela Ed. Abril, também nas bancas, baseado no desenho animado Vingadores Unidos.

São mais de 190 cromos, sendo 24 metalizados e 24 com moldura em impressão diferenciada.

Diferentemente do álbum de Guardiões da Galáxia, que só trouxe artes conceituais, este apresenta cenas retiradas do filme, além de informações complementares e um pôster com oito páginas duplas retratando os heróis principais da equipe.

O álbum custa R$ 5,90 e os cromos, R$ 1,00 o pacote com quatro unidades.

“Vingadores – Era de Ultron” fatura mais de US$ 200 milhões na estreia mundial

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O filme chegou a 44 países uma semana antes dos Estados Unidos, na próxima sexta-feira (1). Os dados ainda são preliminares: segundo a Disney, os US$ 201,2 milhões de bilheteria de Vingadores – Era de Ultron superam em 44% o primeiro fim de semana mundial do primeiro Os Vingadores e em 24% o de Homem de Ferro 3.

Ainda de acordo com o estúdio, os países em que o filme teve melhor desempenho até o momento foram Coreia do Sul (US$ 28,2 milhões), Reino Unido (US$ 27,3 milhões) e Rússia (US$ 16,2 milhões), seguidos de Brasil e Austrália (US$ 13,1 milhões), França (US$ 12,4 milhões) e Alemanha (US$ 9,3 milhões).

Pelo levantamento, Vingadores – Era de Ultron é a segunda maior bilheteria num fim de semana de estreia de todos os tempos no Brasil, em moeda local.

Leia nossa crítica aqui.

Crítica: “Vingadores – Era de Ultron” tinha a obrigação de ser melhor

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Em respeito aos leitores do blog, o texto abaixo não traz spoilers

Dizem que em time que está ganhando não se mexe. Isso pode ser válido em algumas situações; noutras, é o primeiro passo para a acomodação e o fracasso. Infelizmente, é esta parte do ditado que se aplica a Vingadores – Era de Ultron, que estreia nos cinemas brasileiros amanhã (23), uma semana antes que nos Estados Unidos.

A Marvel decidiu não mexer na fórmula vencedora do primeiro filme, de 2012, e a repetiu – mas sem o mesmo frescor. Dizer que Era de Ultron é “mais do mesmo” é uma meia verdade. Apesar do clima “pipoca”, o roteiro do primeiro Os Vingadores foi competente em construir a equipe e teve a preocupação básica de criar elementos narrativos para justificar a ação dos personagens.

Nesta sequência, o roteiro não é apenas raso, é plano. Não tem reviravoltas nem turning point (como a “morte” do agente Coulson, no primeiro) ou um clímax que não dependa da pura ação. Em algumas passagens, a trama resvala para o sentimentalismo piegas e toma tantos atalhos para solucionar conflitos que soa ilógica.

Era de Ultron mostra uma equipe afinada logo na primeira cena de ação. Pelo menos para os fãs de quadrinhos, são em momentos como este que o filme cresce. Cresce também na interação entre os personagens e nas piadas bem colocadas – em menor número que no filme anterior.

Ainda é legal ver o Capitão América lançar o escudo, e Thor, o martelo, mas os fãs já se acostumaram a isso. A comentada luta de Hulk contra Homem de Ferro na armadura Hulkbuster é de encher os olhos, mas não o suficiente para superar os demais problemas.

Era de Ultron é o ápice da Fase 2 e tinha potencial, e a obrigação, de levar o universo cinematográfico da Marvel a um novo patamar. Não foi o caso. O filme não faz justiça à sua importância estratégica nem ao seu papel de preparar a nova fase. Não causa impacto, não provoca ruptura, não emociona e pouco diverte.

Se o nível de exigência é elevado, isso se deve á própria Marvel, não só pelo primeiro filme dos Vingadores – que chamamos neste mesmo espaço de “O melhor filme de super-heróis de todos os tempos” – mas também por Capitão América 2 – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia, estes, sim, exemplos da ousadia que o estúdio vinha demonstrando até agora.

É bastante provável que Era de Ultron seja um enorme sucesso comercial. O filme deve alcançar, e até mesmo ultrapassar, o US$ 1,5 bilhão de bilheteria do seu antecessor. Que isso não seja motivo para a Marvel se acomodar. O estúdio já provou que sabe fazer mais e melhor.

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