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Papo de Quadrinho viu: X-men – Fênix Negra

A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu X-men – Fênix Negra, última aventura dos mutantes pelas mãos da Fox.

A franquia dos mutantes pelas mãos da Fox termina no mais recente filme X-Men: Fênix Negra, que entra em cartaz nesta quinta feira (6) nos cinemas. O filme, que mais uma vez traz às telas a transformação de Jean Grey na Fênix é o ato final de uma sequência de filmes do supergrupo mutante que começou em 2000 e passou por pontos altos (X-Men 2, Logan) e algumas bombas (X-Men 3: O confronto final) e teve até mesmo um reboot (X-Men: Primeira Classe de 2011).

Dirigido e roteirizado por Simon Kinberg, a história se inicia em forma de flashback, contando a história de Jean Grey (a atriz Sophie Turner, a “Sansa Stark”, de Game of Thrones), que ao passar por um trauma de infância acaba sendo convidada pelo Professor Charles Xavier a se unir aos X-Men na sua escola para superdotados.

Anos depois, em 1992, os X-Men são considerados heróis nacionais. Durante uma missão de resgate de astronautas, que coloca a equipe em perigo no espaço, Jean Grey acaba utilizando seus poderes para salvar todos de uma explosão solar. Porém esse fato acaba alterando os poderes e emoções da telepata que acaba se tornando uma ameaça para seus companheiros e para o planeta à medida que essa recém adquirida força Fênix vai emergindo sem controle através dela.

Em relação às participações do longa temos Mística (Jennifer Lawrence), visivelmente cansada do papel, fazendo o link racional da equipe; Charles Xavier (James Mcavoy) , como o mentor da equipe, que durante o enredo se deixa levar pelo ego e mostra que mesmo os mais experientes podem errar; Ciclope (Tye Sheridan), o mutante de rajadas óticas e namorado de Jean,  além do teletransportador Noturno (Kodi Smit-McPhee), o velocista Mercúrio (Evan Peters), a deusa do clima Tempestade/Ororo (Alexandra Shipp) e o acrobata azul Fera/Hank McCoy (Nicholas Hoult). A trama também conta com a participação de Magneto (Michael Fassbender) e sua irmandade de mutantes, além de Jessica Chastain como uma alienígena que busca a força Fênix, num papel praticamente sem carisma algum e com uma motivação clichê.

Entre altos e baixos do filme, um destaque fica para a trilha grandiosa e competente de Hans Zimmer (Homem de Aço), que consegue segurar o enredo, principalmente da segunda metade da história.

De forma geral, o filme procura trazer questões contidas nos quadrinhos, como a batalha interna de Jean com as tentações da força Fênix e sua relação familiar com a equipe de mutantes. As semelhanças com a saga dos gibis terminam aí (com exceção da breve aparição de uma cantora mutante), ou seja, nada de Clube do Inferno, Mestre Mental ou Shiars. Num primeiro momento isso pode decepcionar os fãs da franquia, que desde o fadado X-Men: O Confronto Final (2006) ficaram na promessa de uma adaptação à altura dessa fase dos mutantes.

Parece impossível, talvez inviável, que uma adaptação cinematográfica de duas horas seja 100% fidedigna à trama original dos quadrinhos. Vale lembrar que a série animada do início dos anos 1990 conseguiu fazer isso usando quase uma temporada completa, mas lembremos: é uma série animada.

Ainda assim, detalhes bacanas que fazem dessa saga algo especial foram limados, tirando a grandiosidade que existe no original. Por essas e outras,  X-Men: Fênix Negra, acaba deixando a desejar no quesito adaptação – simplifica demais a trama – deixando um final agridoce e uma sensação de que “faltou algo a mais” para consagrar a franquia dos mutantes nos cinemas.

Nosso veredito é que para o espectador que busca um cinema pipoca de super-heróis mutantes sem grandes pretensões, o filme cai bem, tentando passar uma mensagem bacana sobre o conceito de uma família adotiva e de como essas relações se dão entre os X-Men. Já quem é muito fã da franquia X, principalmente os iniciado nos quadrinhos, talvez se frustre ao notar que a tentativa de trazer a “Saga da Fênix Negra” em toda sua grandeza para os cinemas não tenha sido bem sucedida.  São mídias diferentes, mas o gostinho de quero mais permanece. Quem sabe, futuramente, seja um trabalho para a Disney resolver?

Uma dica final: a revista Mundo dos Super-heróis deste mês se debruça sobre o filme e faz uma comparação sobre a adaptação, relembrando os grandes momentos dos quadrinhos e falando detalhes do filme para quem não está tão familiarizado com os quadrinhos.

O que esperar de Runaways, nova série de TV da Marvel?

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Runaways estreia amanhã, dia 21, na plataforma de vídeos Hulu. A boa notícia vem acompanhada de duas más: o Hulu ainda não está disponível no Brasil e, por isso, a série chega por aqui só em 2018, pelo canal Sony (sem data definida).

Quem são os Runaways?

A rigor, a trama criada Brian K. Vaughan (roteiro) e Adrian Alphona (arte) no início dos anos 2000 não tem nada de original, e aí reside seu maior trunfo.

Os autores pegaram elementos recorrentes das HQs de super-heróis – alienígenas, mutantes, viajantes do tempo, magos, cientistas malucos – e criaram algo novo, cheio de frescor.

Na trama, seis adolescentes – Alex, Chase, Gert, Karolina, Molly e Nico – descobrem acidentalmente que seus pais fazem parte de uma seita chamada Orgulho e sacrificam inocentes em nome dos Gibborim, raça ancestral que deseja purificar a Terra.

Na tentativa de impedir seus pais supervilões, os jovens descobrem que alguns deles herdaram esses poderes e se veem obrigados a fugir. No meio do caminho, eles cruzam com vampiros e personagens do Universo Marvel, como a dupla Manto e Adaga e até o Capitão América.

Eles também ganham a companhia de um dinossauro fêmea geneticamente alterado e batizado de Alfazema. Detalhe: em vez computação gráfica, os produtores optaram por usar um boneco bastante realista que contracena de verdade com o restante do elenco.

O pôster da série é uma homenagem à capa do primeiro encadernado dos quadrinhos. Da esq. para dir.: Gert, Nico, Alex, Chase, Karolina e Molly

O pôster da série é uma homenagem à capa do primeiro encadernado dos quadrinhos. Da esq. para dir.: Gert, Nico, Alex, Chase, Karolina e Molly

Por que devo assistir a Runaways?

Porque, pela qualidade do quadrinho original, a série merece pelo menos uma chance. Os dois trailers divulgados antes da estreia passam a impressão de que a adaptação para a telinha será bem fiel.

Tanto a HQ quanto a série foram concebidas tendo em mente o público adolescente. O confronto super-heroico da trama nada mais é que uma metáfora do clássico conflito de gerações entre pais – que às vezes tomam decisões questionáveis pensando no bem da prole – e filhos – que a despeito do esforço dos pais, têm uma necessidade natural de ir contra a ordem estabelecida.

Haja vista que o slogan que estampa boa parte das edições em quadrinhos é: “Em algum momento da vida, todo jovem acha que seus pais são maus. Mas e se eles forem de verdade?”.

Mesmo não sendo um estouro de vendas na época em que foi lançada, Runaways ganhou um Eisner em 2005 e um Harvey em 2006. No mesmo ano, a American Library Association incluiu o encadernado da série na lista de 10 melhores livros para jovens adultos.

Runaways, a HQ – e, espera-se, a série também – tem todos os elementos que garantem uma boa diversão: diálogos inteligentes, humor, drama, descobertas, relacionamentos, traição. Sem falar que a formação eclética da equipe carrega um tema bastante atual na cultura pop, a representatividade.

Uma curiosidade: Molly Hayes, a caçula mutante e superforte da HQ, teve sua identidade alterada na série para Molly Hernandez. Isso porque qualquer coisa relacionada a “mutantes” no cinema e na TV é de propriedade da Fox. Seus pais, inclusive, nem aparecem creditados no material de divulgação, o que indica que a origem e os poderes da personagem sofreram mudanças na adaptação.

Como faço para assistir a Runaways?

A não ser que você queira recorrer a métodos ilegais e não recomendáveis, o jeito é esperar até 2018.

Uma dica é aproveitar esse intervalo para conhecer a equipe nos quadrinhos, batizada aqui de Fugitivos. A Salvat acaba de lançar um encadernado da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel (capa vermelha) com o primeiro arco de história.

Antes, a Panini publicou as três primeiras séries completas nesta ordem: Pocket Panini 3 e 4 (2006); Fugitivos 1 e 2 (2006); Avante Vingadores 1 a 14 (2006 a 2008); e Marvel Especial 10 (2008) e 13 (2009). A quarta e quinta séries (2015 e 2017) continuam inéditas no Brasil.

Justiceiro é a melhor série da Marvel-Netflix desde Demolidor

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Depois de algum suspense quanto à data de estreia, a primeira temporada de Justiceiro (The Punisher) finalmente desembarcou na Netflix na última sexta-feira (17).

É a sétima produção conjunta da plataforma de vídeos em parceria com a Marvel e uma das melhores até agora.

Jessica Jones (2015) e Luke Cage (2016) começaram bem, mas cansaram depois da primeira metade. Punho de Ferro (2017) nem isso: mal sobreviveu aos três primeiros episódios – e o fato de a série ser comandada pelo mesmo showrunner de Inumanos, Scott Buck, diz muita coisa a esse respeito.

Defensores, que uniu os quatro heróis urbanos, não é de todo má, mas ficou muito aquém do que poderia ter rendido.

A primeira temporada de Demolidor continua imbatível, com sua violência crua e bom desenvolvimento (sem contar o elemento surpresa), enquanto a segunda foi praticamente salva pela subtrama envolvendo… o Justiceiro!

Marvel's The Punisher

E é justamente nesta posição que a série solo de Frank Castle se posiciona no ranking das melhores produções da Marvel-Netflix até agora: entre a primeira e a segunda temporada de Demolidor.

A trama é bem desenvolvida ao longo dos 13 episódios, sem cansar o espectador nem acelerar em direção ao desfecho. Mesmo as subtramas, como a do jovem que voltou traumatizado do Afeganistão ou a do veterano que montou um grupo de apoio para ex-soldados, trabalham a favor da trama principal.

Justiceiro começa com Frank Castle (Jon Bernthal) ainda limpando a área (eufemismo para exterminando) do que restou dos assassinos de sua família.

Feito isso, ele se transforma num homem sem propósito, um soldado sem missão. Mas como a jornada de todo herói, fatores externos tiram Frank Castle de sua catarse e o jogam no olho do furacão. Pior: ele descobre que no caso da morte de sua mulher e filhos, o buraco é mais embaixo – ou melhor, nas camadas mais acima da hierarquia governamental.

O responsável por essa reviravolta é David Lieberman (o ótimo Ebon Moss-Bachrach), vulgo Micro, um ex-analista da Agência Nacional de Segurança que precisa se fingir de morto para garantir a segurança de sua família. Ele sabe que seus inimigos são os mesmos de Castle e acredita que o ex-fuzileiro é um meio essencial para atingir seus fins.

O difícil é convencer Castle disso, e o rodízio de papéis entre caça e caçador que se forma, a dinâmica entre interesse, identificação e, finalmente, amizade entre eles é uma das melhores coisas de Justiceiro.

Marvel's The Punisher

Pode ser que a série desaponte alguns fãs que esperavam 13 horas de banho de sangue. Sim, há cenas de violência típica dos quadrinhos do anti-herói – algumas bem pesadas – mas o que a série tem de melhor é a forma como desenvolve os personagens e as relações entre eles.

E isso se estende para todo o elenco, da agente da Departamento de Segurança Nacional, Dinah Madami (Amber Rose Revah), até o ex-fuzileiro Billy Russo (Ben Barnes).

A forma como Russo evolui de melhor amigo de Frank Castle a algo mais parecido com sua contraparte nos quadrinhos é primorosa, e boa dose do mérito é de Barnes, que consegue construir um personagem com numerosas camadas.

As aparições de Karen Page são pontuais e certeiras, e a atriz Deborah Ann Woll está cada vez mais à vontade com a personagem.

Se no geral Justiceiro já entrega um produto bom muito, há momentos que são dignos de nota. O 10º episódio é um primor de narrativa, com o recurso de um mesmo fato contado sob diferentes perspectivas, e o 12º não só é um dos mais cruéis como também serve para definir o momento em que Frank Castle aceita em sua alma e em seu coração o encargo do Justiceiro.

Será muito bom se Justiceiro servir de exemplo para as próximas produções da Marvel-Netflix. Os fãs agradecem.

Papo de Quadrinho viu: Homem-Aranha – De volta ao lar

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidos nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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O novo Homem-Aranha no cinema criou inúmeros dilemas. O jurídico, dizia respeito à disputa pelos direitos do personagem no cinema. A solução foi um entendimento entre Sony Pictures e Marvel Movies que levou o Homem-Aranha a fazer uma ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016).

Superado o entusiasmo e o amplo debate nas redes sociais, o caminho estava aberto para a Marvel Movies adaptar o “novo” Homem-Aranha em um filme solo. Mas como recontar uma história que todos conhecem de cor, e de quebra, inserí-la de forma coesa no rentável e organizado Universo Cinematográfico da Marvel (UCM)?

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Esse foi o desafio do diretor Jon Watts. Sem grandes filmes do gênero no curriculo, Watts encararia as inevitáveis comparações com os bem sucedidos filmes, como Homem-Aranha (2002) do diretor Sam Raimi, (estrelado por Tobey Maguire), bem como os mal sucedidos, como O Espetacular Homem-Aranha (2012) do diretor Marc Webb, (com Andrew Garfield como protagonista).

O resultado é positivo com sobras. Podemos considerar Homem-Aranha – De volta ao lar como o melhor Homem-Aranha já feito até aqui, por várias razões, mas em grande parte, graças ao carismático Peter Parker vivido de forma bilhante por Tom Holland.

Atualização necessária

O filme acerta em atualizar Peter Parker, mas sem esquecer elementos básicos dos quadrinhos, muitos tirados do extinto universo Ultimate. Também acerta em não transformá-lo em um cara descolado, fugindo de sua essência de nerd tímido, talvez um dos maiores pecados dos filmes anteriores.

E felizmente o mais importante, não precisar recontar pela trilhonésima vez sua origem, outro acerto do longa.

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Peter Parker continua um nerd inseguro, embora muito inteligente. Constantemente trollado pela turma da escola e ainda fechado em seu mundo de diversões solitárias, tecnológicas e paixões platônicas.

Porém, é ai que temos o encaixe preciso com o UCM: Peter Parker já estava nele e já havia participado de uma missão com os Vingadores, já tinha ganhado um uniforme desenhado por Tony Stark.

Ao retornar para Nova York depois da luta em Capitão América: Guerra Civil, Parker fica como “estagiário” e enfrenta criminosos da vizinhança sob a supervisão do Homem de Ferro.

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O garoto acredita que pronto para desafios maiores, quando descobre as atividades do Abutre (muito bem feito por Michael Keaton) na cidade, mas perceberá o peso de suas responsabilidades e terá que lidar com perigo real. E neste contexto o Abutre é um vilão com motivações reais, e o mais importante: é um vilão factível,  assustador, não é um vovozinho decrepto de colant verde.

Com um sorriso no rosto ao final

A partir dai – para fugirmos de Spoilers – podemos dizer apenas que temos um filme muito bem dirigido. A narrativa não dá margem para dramas exagerados, nem excesso de piadinhas. Equilibra ação com emoção, enquanto entendemos um pouco o que se passa com o novo Peter Parker.

Acompanhamos seu desafio em dominar seus talentos, potencializados por seu traje-aranha tecnológico e o que é mais importante: sofremos com suas dúvidas entre conciliar uma vida comum e ordinária como estudante, com as responsabilidades e desafios de ser super-herói a altura dos Vingadores.

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Para tranquilizar os especuladores, o Homem de Ferro não interfere demais no filme e ainda garante boas risadas no final.  E por falar em final, há duas cenas extras, não saia da sala mesmo quando a música dos Ramones terminar.

Homem-Aranha – De volta ao lar é um filme redondo, com atuações muito boas e mistura ação e humor na justa medida, repetindo a (inesgotável) fórmula de sucesso dos filmes da Marvel. Além disso, o filme também funciona dentro de um universo maior, mas de forma bem encaixada, sem transtornos.

Deve divertir muito leitores de quadrinhos, (os mais velhos e saudosistas nem tanto…) ou quem for apenas fã do bem sucedido UCM. Mas para todos os público é um convite para sair do cinema com um sorriso no rosto.

Livro com aventura do Doutor Estranho no reino dos sonhos sai em novembro 

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Na semana passada, divulgamos o recente lançamento da Série Marvel Novo Século, Novos Vingadores – Motim, e adiantamos que o livro seguinte seria do Doutor Estranho.

A editora acaba de liberar informações sobre a novidade: Doutor Estranho – Sina dos Sonhos (272 páginas, R$ 39,90), escrito pela quadrinhista Devin Grayson (Teen Titans, Nightwing) e  lançado neste mês nos Estados Unidos, chega ao Brasil em novembro.

Não se trata de uma história de origem, como no longa-metragem que estreia no dia 3. No romance, Stephen Strange já derrotou hordas de demônios, lutou contra forças malignas e defendeu incansavelmente nosso reino de exércitos interdimensionais.

Nesta aventura, o inimigo é Pesadelo, que usa os sonhos para levar as pessoas a agir de acordo suas mais soturnas ambições. Doutor Estranho não tem outra alternativa senão confrontar suas próprias fraquezas para chegar ao vilão.

O lançamento nacional traz alguns agrados para os fãs: um pôster exclusivo e a capa desenhada pelo brasileiro Luke Ross. A tradução é de Paulo Ferro Júnior.

Quadrinhos na Bienal do Livro SP: Panini

A grande novidade da Panini para o evento literário é o primeiro volume do selo Millarworld, O Legado de Júpiter, anunciado na Comic Con Experience do ano passado.

Marvel e DC ganham alguns encadernados de luxo, e o selo de mangá anuncia dois lançamentos.

Pela Mauricio de Sousa Produções, a Panini lança um novo volume do selo Graphic MSP e um livrão com passagens da vida do criador da Turma da Mônica retratadas por vários autores nacionais. Confira:

Mauricio de Sousa

Veja detalhes aqui.

Millarwolrd

paninijupiterO Legado de Júpiter, de Mark Millar e Frank Quitely (140 páginas, capa dura, R$ 45): Chloe e Brandon são os filhos dos maiores heróis do mundo. Eles conseguem ficar à altura de seus pais? Era um tempo mais simples para os super-heróis, uma época em que, apesar das dificuldades, era fácil distinguir o objetivo principal dos heróis: o bem da comunidade. Hoje, o mundo mudou, novas crises o ameaçam e super seres diferentes cuidam dele. Entretanto, certos valores são difíceis de morrer… Edição original: Jupiter’s Legacy 1-5.

Marvel

paninixmenFabulosos X-Men – Destroçados, de Brian Bendis e Irving Bachalo (148 páginas, capa dura, R$ 28,90): De volta às aulas, os Fabulosos X-Men, que já sentiram na pele o que acontece quando seus poderes estão fora de controle, decidem que isso não pode se repetir. Um deles aprende que, após deixar a equipe, o mundo “lá fora” pode ser um lugar cruel; outro, por sua vez, aprende o que significa ser um x-man de verdade. Ciclope e Magneto finalmente acertam suas contas e um antigo membro da equipe se junta à SHIELD para vigiar os X-Men. Edição original: Uncanny X-Men 12-17.

paninidemolidorDemolidor – O Rei da Cozinha do Inferno, de Brian Bendis e Alex Maleev (Coleção Marvel Deluxe – 356 páginas, capa dura, R$ 99): O segredo mais obscuro de Matt Murdock vem à tona e ele trava uma batalha legal contra o veículo responsável pela bombástica revelação de sua identidade secreta como Demolidor. O Escritório de Advocacia Nelson & Murdock se torna o alvo perfeito, dentro e fora dos tribunais, para todos os vilões e patifes. A Cozinha do Inferno está em ebulição e o Homem Sem Medo terá de adotar uma nova e ousada postura para lidar com o submundo nova-iorquino. Edição original: Daredevil 41-50 e 56-60.

DC Comics

paninigothamGotham DPGC: Alvos Fáceis, de Ed Brubaker e Greg Rucka (292 páginas, capa dura, R$ 80): O Coringa está aterrorizando Gotham City na época de Natal e executando pessoas aleatoriamente com um rifle. E ninguém, do prefeito ao cidadão mais comum, está a salvo. A caçada começa, mas uma atitude desconcertante do Palhaço do Crime deixa todos perplexos. E ainda nesse volume: a história da garota que tem como trabalho ligar o batsinal; uma série de assassinatos que acaba chamando a atenção da Caçadora; e um velho caso que ameaça piorar a vida do detetive Harvey Bullock.

paninisuicidaEsquadrão Suicida: Chute na Cara, de Adam Glass, Federico Dallocchio e Clayton Henry (164 páginas, capa dura, R$ 29,90): Eles são supervilões recrutados em prisões e enviados em missões secretas e potencialmente mortais em troca de redução em suas penas. Nanobombas são instaladas em seus pescoços para mantê-los sob controle e cada um ali é inteiramente dispensável. Sua primeira missão consiste em enfrentar uma horda de sessenta mil pessoas completamente descontroladas. Primeiro arco da equipe no universo de Os Novos 52.

Planet Mangá

paniniyokaiYo-kai Watch 1, de Noriyuki Konishi (104 páginas, R$ 8,90. Acompanha adesivo exclusivo): Natham Adams era um estudante normal, que levava uma vida pacata até o dia em que acabou libertando um Yo-kai e ganhando um estranho objeto chamado Yo-kai Watch. Com ele, Natham passou a enxergar seres fantásticos normalmente invisíveis aos humanos, e resolveu fazer amizade com eles. Série mensal em andamento no Japão, onde tem 10 volumes publicados até o momento.

paniniajinAjin – Demi-Human 1, de Tsuina Miura e Gamon Sakurai (232 páginas, R$ 17,90): Kei Nagai está focado nos seus estudos para entrar em uma Faculdade de Medicina, e vive uma vida mediana com falsos amigos enquanto pensa apenas em como vencer na vida, até o dia em que descobre ser um Ajin, uma entidade imortal. Encurralado pela polícia e pela sociedade, que sai à sua caça para submetê-lo a experiências científicas, seu único aliado é Kai, um antigo amigo de infância com quem havia cortado relações. Série bimestral em andamento no Japão, com 8 volumes publicados até o momento.

Crítica: Capitão América – Guerra Civil (SEM SPOILERS)

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Em respeito aos leitores do blog, o texto abaixo não contém spoilers

Há alguns anos, “super-herói” deixou de ser um gênero de cinema. Por questões de inteligência e sobrevivência, para não deixar a fórmula esgotar, roteiristas e diretores passaram a tratar os personagens de quadrinhos e seus superpoderes como pano de fundo para outros gêneros, como suspense político (Capitão América 2: O Soldado Invernal, de 2014), drama histórico (a crise dos mísseis de Cuba, em X-Men: Primeira Classe, 2011) e até comédia (Guardiões da Galáxia, 2014).

Capitão América: Guerra Civil, que estreou nessa quinta-feira, dia 28, no Brasil, faz parte dessa nova abordagem. O filme beira a perfeição: não há furos ou atalhos de roteiro, as cenas de ação são um espetáculo de coreografia, muito bem distribuídas nas 2h30 de duração, e os momentos de humor são equilibrados.

Na trama, um novo incidente coloca as ações dos Vingadores em suspeição. Cento e dezessete países assinam o Tratado de Sokovia, documento que obriga a superequipe a operar sob supervisão das Nações Unidas.

A decisão divide os heróis, tendo como expoentes Capitão América (Chris Evans, contra) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr., a favor). Os demais membros tomam partido muito mais por lealdade ou pragmatismo do que por convicção.

Em meio a esse debate, surgem duas figuras controversas: o Soldado Invernal (Sebastian Stan), amigo de infância do Capitão que foi transformado pela Hidra num mercenário assassino e é caçado pelos crimes do passado, e Helmut Zemo (Daniel Brühl), um pote cheio de mágoa e desejo de vingança.

Talvez aí resida o único senão de Guerra Civil. Mais que o Tratado de Sokovia (o equivalente ao Registro de Super-Heróis dos quadrinhos), é a motivação pessoal, e não a ideológica, que vai dar o contorno das desavenças entre os heróis no desenrolar da trama.

Os estreantes

Boa parte dos heróis criada no universo cinematográfico da Marvel desde 2008 está no filme: os já citados Capitão América e Homem de Ferro, Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Homem-Formiga (Paul Rudd).

Apesar de conhecidos do público e de cada um ter recebido seu quinhão de atenção, quem brilha mesmo são os estreantes Homem-Aranha (Tom Holland) e Pantera Negra (Chadwick Boseman).

O primeiro faz parte de um acordo entre Marvel e Sony (que detém os direitos do personagem no cinema). O reboot funcionou: Peter Parker ganhou sua versão cinematográfica mais condizente com os quadrinhos em termos de idade, visual, personalidade e poderes. Todo esse cuidado só aumenta a expectativa para o filme solo do aracnídeo, agendado para o ano que vem.

Da mesma forma, o Pantera Negra é a perfeita tradução de sua contraparte nos quadrinhos. Vale um destaque para seu estilo de luta que lembra o de um felino. Também ele ganhará filme solo, em 2018.

Mesmo não sendo um estreante, o Homem-Formiga guarda uma das maiores surpresas do filme para os fãs.

Ótimo, mas não o melhor

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Capitão América: Guerra Civil é um baita filme. Impõe um paradigma de qualidade que vai dar trabalho para os roteiristas e diretores dos próximos filmes da Marvel igualarem. Pela densidade do roteiro, pelo cuidado e respeito com um grande número de personagens, pelo notório comprometimento dos atores, pelas homenagens prestadas aos leitores de quadrinhos, Guerra Civil merece lugar privilegiado entre os melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Ainda assim, não é “o” melhor. Não é nem mesmo o melhor filme do universo cinematográfico da Marvel. Não tem o mesmo vigor de Os Vingadores (2012), a tensão de O Soldado Invernal ou a ousadia de Guardiões da Galáxia (nossas críticas aquiaqui e aqui). E isso não é nenhum demérito. Um filme de super-herói não precisa ser “o” melhor para ser ótimo, precisa ser empolgante, inteligente e bem feito.

Guerra Civil é, sem dúvida, um ótimo filme. Que merece ser visto, revisto e comentado, agora e nos muitos anos pela frente.

Deadpool chega ao Brasil em livro antes da estreia do filme

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A Novo Século continua publicando por aqui a série de livros com personagens da Marvel. Sinal de que os fãs de super-heróis estão aceitando bem este formato, e isso é ótimo.

O mais recente título anunciado pela editora é Deadpool: Dog Park, que aproveita todo o barulho em torno da estreia do Mercenário Tagarela nos cinemas. Por aqui, o filme chega no dia 11 de fevereiro, um dia antes de nos Estados Unidos.

Segundo a sinopse, nessa trama inédita Deadpool precisa salvar a humanidade de filhotes de cachorro que se transformam em terríveis monstros. Pelo que consta, o autor Stefan Petrucha (das HQs Arquivo-X e Beowulf) transportou para o romance todas as características do anti-herói que conquistaram os fãs de quadrinhos: humor ácido, referências à cultura pop e quebra da quarta parede.

Deadpool: Dog Park tem 228 páginas, formato 16 x 23 cm, capa cartonada e preço de R$ 39,90.

Os livros da Marvel lançados pela Novo Século até o momento são: Guerra Civil, Homem-Aranha: Entre Trovões, X-Men: Espelho Negro, Homem de Ferro: Vírus, Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo, Homem-Formiga: Inimigo Natural; Guardiões da Galáxia: Rocket Raccoon & Groot e Guerras Secretas.

Planos para este ano e o próximo incluem romances protagonizados por Wolverine, Capitão América e Novos Vingadores.

Star Wars: Marvel anuncia série de Poe Dameron

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Não é exagero dizer que o “melhor piloto da Resistência” roubou a cena nos minutos em que apareceu em Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força.

Portanto, nenhuma surpresa que a Marvel – que vem arrebentando em vendas com sua linha moderna de HQs de Star Wars – tenha decidido lançar uma série estrelada por Poe Dameron.

A dupla criativa será composta por Chales Soule e Phil Noto, ambos com experiência na franquia. Soule já escreveu Lando e Obi-Wan & Anakin, e Noto desenhou Chewbacca.

A trama vai anteceder os acontecimentos de O Despertar da Força, num período posterior a O Retorno de Jedi (Episódio VI). Pelo que foi divulgado até agora, Poe vai enfrentar sua primeira ameaça da Primeira Ordem e também um novo vilão. O androide BB-8 é presença confirmada.

Star Wars – Poe Dameron chega às comic shops americanas em abril.

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Crítica: “Jessica Jones” (com spoilers)

A esta altura, quem aderiu ao espírito de “maratona” já terminou de assistir aos 13 episódios da primeira temporada de Jessica Jones, que estreou na Netflix na última sexta-feira (20).

Antes desse dia, deixamos aqui nossa impressão dos 7 primeiros episódios com informações que não estragavam a surpresa. O texto que segue agora contém spoilers; então, se você ainda não assistiu a toda a série, é melhor voltar em outra hora.

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Jessica Jones alarga a via aberta por Demolidor: é ainda mais adulta, realista e violenta.

Na essência, a série trata do Poder. Não no sentido de força ou superpoder. As habilidades sobre-humanas de Jessica são um mero acessório na trama – o que não deixa de ser uma opção interessante da showrunner Melissa Rosenbenrg em se tratando, em tese, de um programa de super-heróis.

Poder, aqui, é no sentido de Controle, de quem está no comando, quem dá as cartas. Isso se manifesta na constante troca de papéis entre dominador e dominado que alimenta o jogo de gato-e-rato de Jessica (Krysten Ritter) e seu adversário Kilgrave (David Tennant).

É explorado também nos abusos cometidos pela mãe da então celebridade mirim Trish Walker e até mesmo nas cenas de sexo entre Jessica e Luke Cage (Mike Colter) e Trish (Rachel Taylor) e Will Simpson (Wil Traval).

A questão do Poder é tão relevante que, na reta final, a prioridade de Kilgrave é aumentar suas capacidades mentais não para dominar o mundo, como faria qualquer vilão clichê, mas para recuperar o controle perdido sobre Jessica.

O impacto do embate final está no empate: naquele momento, nem Jessica nem Kilgrave nem o espectador sabem quem está realmente no comando.

Mais ação

A série dá uma guinada a partir dos primeiros 7 episódios liberados para a imprensa pela Netflix. Se na primeira metade da temporada o confronto é predominantemente cerebral, a segunda ganha mais cenas de ação – como nas lutas de Jessica com Simpson (que finalmente se revela o psicopata Bazuca dos quadrinhos) e o descontrolado Luke Cage. Até mesmo contra Kilgrave o confronto se torna presencial, tátil.

É aí que Jessica Jones perde um pouco de sua força. Não que seja culpa do roteiro ou da atuação de Tennant, muito pelo contrário. O fato é que Kilgrave era um vilão mais assustador enquanto sujeito oculto, que manipulava nas sombras e conduzia Jessica por um labirinto de sangue.

Os melhores momentos da segunda metade da temporada se dão quando o vilão é apresentado em toda sua magnitude. Assim como no Wilson Fisk de Demolidor, o roteiro acerta ao fazer de Kilgrave um vilão multidimensional.

Nos flashbacks do abuso que sofreu na infância, nos momentos em que transpira sinceridade e até quando se mostra capaz de um ato heroico, é impossível não torcer pela felicidade do casal.

Num momento de fragilidade, ele dá a entender que seu poder é ao mesmo tempo um dom e uma maldição: “Eu preciso tomar cuidado o tempo todo com o que eu falo. Uma vez mandei um cara se ferrar. Adivinhe o que aconteceu?”.

Final convencional

O maior senão de Jessica Jones é o final convencional. Numa série com tantas qualidades que a destacam dentro do gênero, o desfecho “herói derrota o vilão” deixa a desejar. Matar Kilgrave é não só óbvio demais, mas também desperdício de um personagem que teria muito a render na mitologia que Marvel e Netflix estão construindo.

Jessica, por sua vez, está mais viva que nunca. Há uma semana, era uma personagem conhecida apenas pelos leitores de quadrinhos – nem todos, diga-se. Treze episódios depois, conquistou seu espaço na galeria de heróis urbanos da Marvel e no coração dos fãs.

Vai deixar saudade. Quem sabe ela retribua a gentileza e faça uma participação especial na série de Luke Cage, prevista para abril. Do contrário, só voltaremos a vê-la em Defensores, ainda sem data de estreia.

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