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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Categoria: Entrevista

5 perguntas para: Samanta Flôor

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Samanta Flôor é uma ilustradora e quadrinista que vem se destacando no mercado de quadrinhos com uma arte expressiva e delicada, aliada a uma narrativa consistente, elegante e sensível.

Foram inúmeras participações: Café Espacial, MSP, Guia Culinário do Falido e algumas internacionais como Aqui e Acolá e trabalhos autorais pela Marsupial e Polvo Rosa Books.

Antes que ela se torne uma pop star e não tenha mais tempo de nos atender, Papo de Quadrinho fez 5 perguntas para essa talentosa artista.

1) Para quem ainda não conhece, quais suas influências e como é seu trabalho?

Minhas influências estão mais fora do mundo dos quadrinhos, na verdade. São mais filmes, livros e seriados e o que eu estiver ouvindo no momento. Mas posso citar alguns (certamente esquecerei de gente importante, por isso detesto listas… hehe) como: Lynda Barry, Charles Schulz, Chris Ware, Laerte, Laura Park, Lucy Knisley etc.

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O meu trabalho é essencialmente de humor, mas como todo humorista, tem um lado mais sombrio. Eu gosto muito dessa mistura de humor com melancolia, acho que o humor mais interessante anda de mãos dadas com a tristeza. Gosto muito do trabalho do Louis CK, por exemplo, que é o cara que atualmente melhor trabalha isso, na minha opinião.

2) Como você vê o mercado de quadrinhos hoje no Brasil?

Fica difícil opinar sobre o mercado. Se produz muita quadrinho hoje no Brasil, tem muita editora independente surgindo, muitos projetos de financiamento coletivo, mas o mercado continua o mesmo, não acho que essa intensa produção nacional atual (não apenas em números,  também em qualidade) esteja se refletindo em uma popularização das HQs, infelizmente. Mas posso estar errada (tomara né?).

3) Como é trabalhar fora dos grandes Centros (Samanta é de Pelotas-RS e mora em Porto Alegre). Seu trabalho encontra espaço ou fica difícil por conta da distância?

Acho que não tem tanta diferença hoje em dia, a internet tá aí pra isso. Porém é muito importante participar de feiras e convenções, não apenas pelo contato com o público, mas pra conhecer outros artistas. E porque é divertido pra cacete, né?

4) A questão de gênero é a pauta da vez no Brasil. Você sente que o mercado tem alguma reserva ao seu trabalho ou isso não existe? Como funciona?

Não tive nenhuma dificuldade por isso, mas confesso que tive muito receio de me expor no começo, como qualquer mulher iniciando num mercado dominado por homens. Sobre eventos e publicações: acredito que seja um pouco mais difícil de ser convidada. Ou às vezes te convidam e deixam claro que estão te convidando apenas para preencher “cotas”, não porque o teu trabalho é bom. É muito mais simples pro cara que está começando conseguir uma certa relevância nesse meio do que uma mulher. 

É como se, por ser mulher, ela tem que fazer algo mil vezes melhor que o homem, apenas pra ficar no mesmo nível. Hoje me sinto muito mais à vontade porque existem muitas mulheres publicando e ganhando espaço. Não acho que todas elas tenham surgido ontem, acredito que elas não apareciam tanto, não conseguiam espaço ou simplesmente ficavam temerosas de se expor, como eu, no começo. É uma ótima época para os quadrinhos, mas infelizmente o machismo ainda é muito presente no meio, por isso eu admiro tanto cartunistas como a Lovelove6 (que faz a tira Garota Siririca) que encabeçam debates e discussões sobre feminismo. Mas as coisas estão melhorando, eu sou otimista. :)

5) Fale do teu último projeto e o que os fãs (este editor incluso) podem esperar para 2016?

Meu último trabalho foi uma Chance tem roteiro do Diogo Cesar e eu fiz a arte. Foi um processo novo pra mim. Esse ano eu também colaborei com autores portugueses, no livro Aqui e Acolá, mas Chance foi meu primeiro projeto grande colaborativo e foi ótimo! Foi bem orgânico, no sentido que eu me meti a dar pitacos no roteiro e o Diogo ajudou muito na arte, sugerindo ângulos e enquadramentos diferentes.

Eu diria que Chance é uma história de suspense e humor com pitadas de mitologia e muitos gatos. Está na coletânea Tentáculos, em ótima companhia, em uma nova editora, mas muito promissora: o cuidado com o design dos livros e toda atenção que o editor dispensa aos autores certamente renderá muitos ótimos livros! Em 2016, de confirmado eu tenho um novo livro infantil (esse com palavras) e pelo menos mais duas colaborações. Espero ter uma HQ própria também, mas veremos!

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Você pode acompanhar o trabalho da Samanta Flôor aqui.

Papo de Quadrinho visitou a Nostalgia Comics, em Birmingham

Moderno e vitoriano se confundem na paisagem de Birmingham

Uma das vantagens de visitar um país como a Inglaterra é a possibilidade de vivenciar o entretenimento e a Cultura Pop em sua forma mais organizada e destacada.

Em Birmingham, um dos berços da revolução industrial, cidade natal da banda Black Sabbath e dos estudos acadêmicos sobre subculturas, encontramos a segunda loja mais antiga da Inglaterra: a Nostalgia Comics.

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Nostalgia, só no nome. A loja é moderna, ampla e com muitas novidades

Não se deixe enganar pelo nome. A Nostalgia & Comics é muito bem aparelhada, com todas as novidades da Cultura Pop. Num amplo espaço é possível encontrar o que há de mais interessante em termos de colecionáveis e quadrinhos.

Amplo espaço da Nostalgia: organização e atendimento nota 10

Amplo espaço da Nostalgia: organização e atendimento nota 10

A loja oferece os principais lançamentos em quadrinhos, action figures, pôsteres, camisetas, chaveiros, adesivos, acessórios etc. Depois de 40 minutos com o olhar preso olhando nas novidades em HQs, este editor se perdeu na loja tentando encontra um único ponto de destaque, mas foi impossível.

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Espaço reservado aos ilustradores locais

Talvez esses destaques sejam as graphic novels (que na prática é o termo usado para todos os encadernados aqui). Quando se trata desse tipo de HQ, a Inglaterra tem uma relação muito especial e uma diversidade de lançamentos e material tão grande que é difícil localizar alguns itens sem ajuda de um funcionário, por mais organizada que seja a loja.

Dá para supor que a maioria dos quadrinhos lançados em linha (sejam ou não de super-heróis) se transformam em encadernados, além, claro, das edições especiais. Isso configura um modelo diferenciado na forma como as Bibliotecas oferecem quadrinhos para o público – isso será tema de outro post mais para frente.

 

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Destaques e lançamentos que fizeram este editor se perder

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O capricho nas fichas de catalogação diz muito sobre a loja

O segundo andar da Nostalgia Comics é dedicado aos quadrinhos mais antigos, principalmente aqueles de linha reunidos manualmente e vendidos em arcos fechados, prática idêntica à de sebos e de algumas lojas de São Paulo e Porto Alegre.

Esse capricho em organizar arcos de histórias em saquinhos plásticos facilita a procura. Mas se você não achar “aquela” HQ, basta falar com os proprietários. O atendimento é outro ponto alto da Nostalgia. Eles são solícitos, atenciosos, gentis, pacientes e prestativos. Até aceitaram gravar um vídeo curtinho especialmente para nossos leitores aqui no Brasil:

Os preços praticados pelas principais lojas de quadrinhos e colecionáveis no Reino Unido não são abusivos, mas a Nostalgia Comics é comumente elogiada por praticar preços um pouco mais baixos do que as concorrentes em alguns itens – talvez por não estar localizada na capital, Londres.

Sejam quais forem os motivos, valeu a visita! E fica aqui nossa dica para quem puder conhecer mais esse templo da Cultura Pop: um lugar para fazer amigos, ficar por dentro das novidades e lançamentos e levar o visitante falência – ou, se você não tiver dinheiro como nós, vai ficar mesmo é deprimido :-)

5 Perguntas para André Morelli

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André Morelli é um colaborador de primeira hora da revista Mundo dos Super-Heróis e autor dos livros Super-Heróis nos Desenhos Animados e Super-Heróis no Cinema e nos Longas-metragens da TV da Editora Europa.

Morelli se especializou em pesquisas sobre Cultura Pop, emoldurada em um texto ágil, bem escrito e bem apurado. Agora, ele ataca com seu mais novo livro: Heróis dos Animes (Editora Europa, 144 págs., R$ 24,99) um obra bonita, que foca nos Animes. São fichas completas com nomes originais das séries, sinopses, datas de lançamento e curiosidades. Indispensável para os fãs do gênero. Papo de Quadrinho não perdeu a oportunidade de fazer 5 perguntas para o amigo e escritor:

1 – Os animes arrebataram o público jovem. A que você atribui esse interesse por mangás e animes?

Acredito que um ponto importante para entender essa popularidade é perceber que não estamos falando de um único grupo. Apesar de apresentarem muitas características em comum, os fãs de animes e mangás acabam se dividindo em uma série de subgrupos, cada um com seu gênero favorito: comédia, romance, luta, ficção científica, terror, esportes… A diversidade de temas é provavelmente a maior arma dos japoneses para alcançar diferentes públicos.

2 – Tecnicamente o que evoluiu nos animes, a narrativa, o desenho…?

Talvez a principal diferença seja uma tendência a padronização nos estúdios ocidentais. Ao contrário dos estúdios japoneses, que costumam imprimir características fortes em cada uma de suas produções, é difícil perceber o mesmo processo em estúdios ocidentais, a não ser em trabalhos mais autorais ou longas-metragens. Outra diferença fundamental está nos roteiros. Mesmo em um anime para crianças, os roteiristas não veem problemas em adicionar drama ou discutir temas considerados tabus como morte e sexualidade. O Japão é um país budista, com outra visão a respeito de uma série de temas.

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3 – Como você  se apaixonou pelos animes?

Não me considero um apaixonado e sim um grande admirador. Como qualquer pessoa da minha geração, fui fisgado por séries com Sawamu, Patrulha Estelar e Pirata do Espaço. Mas naquela época a noção de que essas séries eram animes ainda era muito vaga. Pra mim a identificação do gênero só aconteceu mais tarde, com a série Zillion.

4 – Porque os Animes são mais atraentes para os jovens que os desenhos animados Ocidentais?

Porque os animes normalmente apresentam um visual mais arrojado e histórias menos unidimensionais.
Quanto à questão técnica, se tornou difícil bater os asiáticos. Tanto que desde os anos 1980 que algumas produções norte-americanas e europeias são animadas na Ásia, como é o caso dos Thundercats e até mesmo dos Simpsons. Atualmente, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul se transformaram em grandes fornecedores de mão de obra para o mercado de animação, aliando qualidade técnica a custos baixos.

5 – indique para nossos leitores três animes clássicos, três novos e três heróis.

Clássicos: A Princesa e o Cavaleiro, Speed Racer e Patrulha Estelar

Contemporâneos: Cowboy Bebop, Fullmetal Alchemist: Brotherhood e Death Note.

Heróis: Goku (Dragon Ball), Yusuke (Yu Yu Hakusho) e Astro (Astro Boy).

Mercado de Pulgas será Festival Guia dos Quadrinhos

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Em 2008 surgia o evento Mercado de Pulgas, organizado por Edson Diogo, o criador do portal Guia dos Quadrinhos – um dos sites sobre HQs mais importantes do Brasil.

O evento tornou-se um dos favorito entre os nerds, não apenas porque em nenhum outro evento do Brasil é possível encontrar HQs raras à venda, mas também porque é um dos únicos eventos onde os leitores são capazes de conversar, trocar ideias e dar sugestões aos profissionais dos quadrinhos no Brasil. Assim, o Mercado de Pulgas virou uma grande reunião de amigos e pessoas que compartilham sua paixão por HQs, Mangás e Cultura Pop.

Editores da Panini, Abril, Mauricio de Sousa, HQM, JBC, Nova Sampa e várias outras já participaram do evento, assim como desenhistas e roteiristas da Disney; autores dos mais variados quadrinhos nacionais e importados e colecionadores lendários no mercado. Não é à toa que o Mercado de Pulgas já é considerado o evento nerd mais divertido do Brasil.

Apesar de o nome Mercado de Pulgas ter se popularizado entre os fãs de quadrinhos, não trazia nenhuma ligação com o site Guia dos Quadrinhos e causava confusão quando pesquisado na internet, devido à quantidade de eventos homônimos, mas com foco muito diferente.

Desde 2012, o evento também deixou de ser apenas um encontro para compra e venda de quadrinhos e incorporou palestras, sorteios, quizes e paineis de discussão entre suas atrações. Por isso, a partir de outubro, o Mercado de Pulgas passa a ser chamado de Festival Guia dos Quadrinhos, um nome mais adequado a um evento importante envolvendo Quadrinhos e Cultura Pop.

Para atender a pedidos de expositores e visitantes, este ano o evento será realizado em dois dias: 11 e 12 de outubro.
Além do tradicional salão de vendas e trocas de quadrinhos, mangás, DVDs, action figures e outros; o evento trará mais palestras e bate-papos com profissionais, maior participação de artistas nacionais e editoras; sessões de autógrafos; atividades especiais para crianças e um concurso de cosplay organizado pelo tradicional grupo Comics Cosplay BR.

Como nas últimas três edições, o evento será realizado na Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana – São Paulo), mas – uma outra novidade – ocupará dois andares do edifício, em vez de apenas um.
Em breve a organização divulgará palestras, convidados, participantes e outras atrações. Um fotoclipe pode ser conferido aqui

Sobre o site Guia dos Quadrinhos:
Há 7 anos no ar, o site é o maior banco de dados sobre quadrinhos publicados no Brasil, com mais de 88 mil edições cadastradas e 40 mil membros. O Guia dos Quadrinhos também tem o maior acervo de capas de gibis, com mais de 40 mil imagens.

SERVIÇO:
Festival Guia dos Quadrinhos 2014 (antigo Mercado de Pulgas)
Datas: 11 e 12 de Outubro
Local: Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Moraes, 1581 – Vila Mariana, a 100 metros do metrô
Organização: Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com)
Contato: festival@guiadosquadrinhos.com
Contate-nos para informações sobre como ser expositor ou patrocinador do evento

Revista Mundo dos Super-Heróis: Capitão América está de volta

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A Mundo dos Super-Heróis53 traz um dossiê especial com os bastidores do filme Capitão América: O Soldado Invernal. A revista apresenta detalhes da trama e os comentários da equipe sobre a produção.
Além disso, explica a fundo o Soldado Invernal e o Falcão, os novos personagens do filme, além de muitas curiosidades sobre o próprio Sentinela da Liberdade.

Confira alguns destaques da edição:

Bate-papo com Ivo Milazzo
Grande autor de fumettis, o desenhista e escritor italiano fala de sua carreira e de Ken Parker, sua obra-prima, numa entrevista exclusiva.

Raros e valiosos
Descubra como funciona a venda de quadrinhos antigos e artes originais, um mercado que rende milhões de dólares todo ano.

Sucesso do diabo
A homenagens ao herói Hellboy, que completa 20 anos de existência

Grandes sagas DC
Os detalhes das sagas Quando os Mundos Colidem, Zero Hora, A Vingança do Submundo e A Noite Final, trabalhos em que a DC voltou a mostrar qualidade.

Toque de nostalgia
As estatuetas da coleção Classic Marvel Characters, com os maiores ícones da Marvel em suas primeiras versões.

Lançamento às cegas
O escritor Roberto Guedes comenta a trajetória do Demolidor, o herói do universo Marvel que completa 50 anos.

Heróis subversivos
O jornalista Maurício Muniz analisa o trabalho do britânico Warren Ellis na série Stormwatch.

Peneira POP
O relançamento de Ken Parker em cores, a cosplayer Gabriela Almeida como Gata Negra e os vídeos da internet protagonizando o Capitão América.

Serviço:
A Mundo dos Super-Heróis 53 chega às bancas em 24/3 em São Paulo capital e Rio de Janeiro capital. No restante do país, a revista será lançada nos dias seguintes.

Para assinar ligue (11) 3038-5050 ou 0800 8888 508 ou visite www.europanet.com.br/superheroi

Todo o conteúdo da Mundo dos Super-Heróis está a venda em www.europadigital.com.br. Assinantes têm acesso gratuito ao material.

 

Revista BANG! chega ao Brasil

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A revista Bang! tem sua gênese em um fanzine editado no início da década de 2000 em Portugal, chamado Dragão Quântico.
O zine evoluiu até se tornar uma revista produzida por diferentes editores portugueses com uma coisa em comum: o grande amor por quadrinhos, ficção científica e todo o universo nerd.

Luís Corte Real, Nuno Fonseca, Rogério Ribeiro, Safaa Dib, estão entre as cabeças pensantes da revista que é publicada nos formatos digital e impresso, e que apesar de existir há 8 anos e ter 15 edições portuguesas, só ganhou sua primeira edição brasileira neste finzinho de setembro, com a chegada ao Brasil da editora que a produz, a Saída de Emergência.

RevistaBang_0_Brasil-7Uma curiosidade é que embora a revista seja produto de uma editora, não funciona como um simples catálogo; sua pauta é recheada de temas interessantes: contos, artigos, ilustradores do gênero fantástico e entrevistas. Tem um visual bonito e leitura agradável. A revista tem distribuição gratuita e foi adaptada para o português brasileiro (adaptada, já que não chegamos a um acordo ortográfico!).

Além do texto em “brasileiro”, a versão nacional trás diversos temas bacanas e um dos destaques do número zero é a participação de dois importantes autores brasileiros de literatura fantástica e ficção-científica, Eduardo Spohr e Gerson Lodi-Ribeiro, respectivamente.

Entre as revistas impressas estão os números: #0 (Novembro, 2005), #1 (Março, 2006), #2 (Novembro, 2006), #7 (Fevereiro, 2010), #8 (Outubro, 2010), #9 (Fevereiro, 2011), #10 (Junho, 2011), #11 (Outubro, 2011), #12 (Março, 2012), #13 (Julho, 2012), #14 (Julho, 2013), #15 (prevista para Outubro 2013), #0 Edição Brasil (Setembro, 2013).

O ponto negativo é que infelizmente a BANG! é uma publicação quadrimestral. Mas como o material anterior é inédito por aqui,  todos os números acima podem ser encontrados e baixados em formato digital gratuitamente aqui neste link, mediante a um rápido cadastro.

Os portugueses tem acesso a um número muito maior de publicações de Fantasia e FC, o idioma é (tecnicamente) o mesmo e é muito interessante acompanhar escritores e publicações da Pátria Mãe, ou que chegaram por lá antes. Vale uma conferida.

5 Perguntas para Roberto Causo

causo_foto-prateleiraO paulista Roberto Causo é um escritor de FC (ficção científica) de uma nova geração de bons autores nacionais e recentemente lançou pelo selo Pulsar da Editora Devir.

O Papo de Quadrinho conversou com Causo e perguntou um pouco sobre a obra e suas principais influências. Confira!

1) Fale brevemente sobre tua carreira.

Comecei a escrever ficção científica e fantasia em 1985, e a publicar profissionalmente em 1989. Desde então, nunca deixei de publicar pelo menos um conto por ano. Minhas histórias já apareceram em livros e revistas de 11 países, entre eles, Argentina, China, Cuba, França, Grécia, Portugal, República Checa e Rússia. Já publiquei mais de vinte livros, contando as antologias que organizei e algumas histórias que apareceram como livros virtuais para Kindle, e mais de setenta histórias em vários formatos e veículos.

Também colaborei com a área de cultura da Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde, e das revistas Cult, Isaac Asimov Magazine, Dragão Brasil, Ciência Hoje, Livro Aberto (onde mantive uma coluna sobre FC e fantasia), Locus (dos EUA) e Quark, entre outras. Tenho uma coluna sobre o assunto no Terra Magazine, a revista eletrônica do Portal Terra.

2) Porque escolheu o gênero ficção científica, que historicamente sempre foi considerado menor na literatura?

Justamente por discordar dessa opinião. É preciso enfrentar esse tipo de preconceito escrevendo e produzindo material de qualidade. A ficção científica é um gênero privilegiado para se discutir a realidade em que vivemos, de maneira crítica e levando em conta a ciência e a tecnologia, hoje os condicionais mais fortes das mudanças sociais e políticas. Ao mesmo tempo é uma literatura que fornece um senso do maravilhoso e que faz a gente olhar para situações que vão além do imediato – o universo, o futuro distante, outras possibilidades de existência.

3) Quais foram as principais influências que ajudaram a criar o plot de Glória Sombria?

No romance, o herói Jonas Peregrino enfrenta enxames de naves robôs dos alienígenas conhecidos como tadais. Essa ideia acho que tirei da série alemã Perry Rhodan, que existe desde 1961 e da qual sou fã de carteirinha. Hoje ela parece mais atual do que nunca com os drones americanos de ataque, hoje teleguiados mas com planos para operarem sozinhos no futuro, uma possibilidade assustadora.

No livro Peregrino deve montar uma unidade de operações especiais para evitar que aliens exterminem os habitantes também alienígenas de um planeta duplo. A doutrina dessa unidade militar foi baseada no livro Spec Ops: Case Studies in Special Operations Warfare, de William McRaven, o sujeito que planejou a operação que assassinou o líder da al-Qaeda, Osama bin Laden. Eu certamente li outros livros de história militar, e um punhado de livros recentes de space opera militar de Jack Campbell, Karen Traviss e David Weber, por exemplo, para ter uma ideia das tendências atuais. Mas também para saber do que eu discordo e que desejo abordar na série escrevendo contra – a naturalização do genocídio, por exemplo. Um livro que nos lembra do quão terrível é esse crime, é o romance O Jogo do Exterminador, de Orson Scott Card, certamente uma influência positiva. Outra, na mesma linha, é o romance de ficção militar de Anton Myrer, Uma Vez uma Águia (1968), um dos meus favoritos. Dele vem a obrigação de tratar de pessoas que sentem as consequências da guerra e dos seus próprios atos.

4) Até que ponto esse fenômeno crossmedia é positivo para a ficção científica?

Glória Sombria faz parte de uma série de narrativas que já existe há algum tempo, como noveletas e contos em revistas e antologias. O artista Vagner Vargas, fundador da Aquart Creative, montou o site GalAxis: Conflito e Intriga no Século 25 para divulgar o projeto e veicular conteúdos exclusivos. Também já existe um pôster com a capa do livro, e estudamos outros produtos para o futuro, como jogos e quadrinhos.

A ficção científica é o gênero narrativo que domina hoje o cinema, a indústria dos games e as HQs. Funciona assim porque a FC é muito visual e de reconhecimento imediato. Essa perspectiva é bem menos exercitada porque exige recursos que não estão disponíveis e porque o material estrangeiro ocupa todos os espaços. Mas nós estamos dispostos a pelo menos ensaiar alguma coisa nesse sentido.

5) Como anda o mercado de ficção científica/fantasia no Brasil?

Houve uma explosão editorial neste começo de século, como nunca vista antes na história local desses gêneros. Especialmente a fantasia, é claro, e a fantasia para jovens em particular.
A ficção científica segue atrás, mas também tem crescido. Autores brasileiros, novos ou veteranos, não encontram grandes dificuldades para publicar. Aos poucos, o mercado também vai se profissionalizando, com sucessos de vendas e autores que estão até sendo publicados no exterior – como Eduardo Spohr e Jacques Barcia. Acho que é um bom momento para apostar em um projeto de ficção científica de características marcantes e dentro de um universo ficcional que pretende se alongar por um tempo e em vários formatos.

 

Coelho Sansão é tema de exposição em São Paulo

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Ele surgiu nos quadrinhos em 1963, logo na primeira história de sua dona, agarrado a ela. Desde então, nunca mais se separaram.

Como parte da comemoração dos 50 anos da mais famosa personagem de Mauricio de Sousa, a Mônica, o coelho Sansão acaba de ganhar uma exposição de cartuns em São Paulo.

Sansão também faz 50 anos fica em cartaz no Memorial da América Latina até dia 21 de abril. A entrada é gratuita.

Mais de 70 artistas atenderam a convocação do JAL e enviaram seus trabalhos (veja alguns na galeria abaixo). Esta é mais uma “flash expo” organizada pelo cartunista e presidente da ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil, que já retratou Amy Winehouse, Hebe Camargo e Steve Jobs, entre outros.

SERVIÇO:

Exposição Sansão também faz 50 anos

De 26 de fevereiro a 21 de abril

Memorial da América Latina – Salão de Atos (Avenida.Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda – SP – próximo ao metrô Barra Funda)

Informações: (11) 3823-4600

SUPER POWER CON, chegando!

O SUPER POWER CON, acontece agora nos dias 2 e 3 de Junho e pretende reunir Marvetes, DCenautas e todos os fãs de super-heróis.

Sábado, dia 2, será o dia Marvel, acontecendo em sua terceira edição. Garantindo presença obrigatória, os editores da Panini Fernando Lopes, Rogerio Saladino e Paulo França estarão abrindo a sessão de palestras falando sobre a nova grande saga da Marvel que começa nas revistas este ano e mais novidades sobre futuros lançamentos pela editora. Em seguida, teremos mais três apresentações de desenhistas que trabalham atualmente pra Casa das Ideias: Ibraim Roberson (Geração Esperança e Novos Mutantes). O segundo a palestrar é ninguém menos que Renato Guedes (Wolverine e Vingadores Secretos) e finalmente Will Conrad encerra o ciclo de palestras do dia, mostrando seus atuais trabalhos em X-Men e Novos Vingadores.

Domingo, dia 3, é a vez da DC, falando sobre o lançamento dos Novos 52, com os editores Levi Trindade, Bernardo Santana e Alexandre Callari. Em seguida, um painel especial da DC reunindo artistas brasileiros que ajudaram a construir esse reboot. Conversarão com o público Joe Prado, Ivan Reis, Rod Reis e Ed Benes.
O evento está sendo organizado Comic Book Shop, Universo Marvel 616, Terra Zero com o apoio da editora Panini e do Senac. e tem entrada franca.

Confira a programação completa no site do SUPER POWER CON.
Local: SENAC Lapa Scipião, Rua Scipião 67 – Lapa, São Paulo, SP.

TV Cultura exibe Roda Viva com Laerte nesta segunda-feira (20)

Os entrevistadores serão os também cartunistas Caco Galhardo e Angeli, o jornalista e professor Paulo Ramos, do ótimo Blog dos Quadrinhos, a psicalista Anna Veronica Mautner e a escritora Milly Lacombe, colunista da Revista TPM. A mediação é do jornalista Mario Sergio Conti.

É pouco provável que a recente polêmica envolvendo Laerte e proibição do uso do banheiro feminino numa pizzaria de São Paulo não entre na pauta. Há alguns anos, o cartunista adotou o crossdressing e passou a se vestir com roupas femininas.

Mesmo assim, com dois outros profissionais e um jornalista especializado na bancada, os quadrinhos devem ocupar boa parte da entrevista.

O Roda Viva com Laerte vai ao ar na segunda-feira, dia 20, às 22h, na TV Cultura.

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