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Categoria: DVD/Blu-Ray

Veja o novo trailer de Batman: O Cavaleiro das Trevas

O site da MTV divulgou com exclusividade na manhã de hoje (10), o primeiro trailer da segunda parte do longa animado Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns).

A primeira parte foi lançada em DVD e Blu-Ray nos Estados Unidos no última dia 25 (no Brasil, dia 6 de setembro, apenas em DVD). A animação adapta quase literalmente a minissérie em quatro partes produzida por Frank Miller e Klaus Janson em 1986.

Pelo que dá para perceber, o desenho vai continuar mantendo a fidelidade à HQ – apesar de ter amenizado ou eliminado passagens com algum indício de polêmica na primeira metade (leia nossa crítica aqui).

A previsão de lançamento é no início de 2013.

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Papo de Quadrinho viu: Batman – O Cavaleiro das Trevas Parte 1

Chega hoje (25) nas lojas dos Estados Unidos a tão aguardada animação Batman – The Dark Knight Returns Part 1, adaptada da antológica minissérie de 1986 escrita e desenhada por Frank Miller com arte-final de Klaus Janson.

Papo de Quadrinho teve acesso à versão brasileira do DVD, lançado pela Warner no dia 6, três semanas antes do mercado americano, e garante: os fãs não vão se decepcionar.

O desenho é uma adaptação quase literal, dentro do que se pode esperar da transposição de uma mídia para outra. Muitas cenas e diálogos foram extraídas com precisão do quadrinho original.

A questão da fidelidade é só a cereja do bolo. Independentemente dela, Batman – O Cavaleiro das Trevas Parte 1 é diversão garantida. A animação tem ritmo, trilha sonora envolvente e ótimas cenas de ação – em particular os dois confrontos entre envelhecido Homem-Morcego e o líder da gangue Mutante.

Se há algum porém, é o fato de os produtores terem cedido à onda politicamente correto. Não há cenas do Comissário Gordon fumando, por exemplo, e a fala de um entrevistado foi alterada (na HQ, ele defende que Batman vá atrás dos “bichas”).

Enquanto nos Estados Unidos os fãs terão à disposição três formatos físicos – DVD simples, DVD duplo e Blu-Ray – e o download, por aqui a animação chega apenas em DVD simples, sem encarte nem tradução dos menus.

Esta primeira parte do desenho adapta as duas edições iniciais da minissérie em quadrinhos. Fica agora a expectativa para a segunda parte, prevista para o primeiro trimestre de 2013, e que deve concentrar as cenas mais impactantes: a perseguição da polícia ao Homem-Morcego, as atrocidades do insano Coringa e o titânico embate com Superman.

Entre os extras do DVD há um sneak peek da continuação, com artes conceituais e depoimentos dos produtores. É um alívio, especialmente porque a Warner Bros. anunciou no começo de agosto o fechamento da Warner Premiere, divisão responsável pelo lançamento de todas as animações da DC desde A Morte do Superman, em 2007.

O DVD simples de Batman – O Cavaleiro das Trevas Parte 1 custa R$ 29,90.

Liberado primeiro trecho de O Retorno do Cavaleiro das Trevas

Depois de lançar um trailer, a Warner divulgou ontem (28) um vídeo com menos de um minuto de sua mais nova animação.

O Retorno do Cavaleiro das Trevas adapta (fielmente, pelo que se pode ver) a minissérie homônima de Frank Miller publicada em 1986 e considerada um divisor de águas na história das histórias em quadrinhos.

O trecho em questão (veja abaixo) marca a primeira aparição pública de Batman depois de anos de reclusão. O leitor mais atento deve ter observado que há uma referência a esta passagem no filme O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

A animação será lançada em duas partes diretamente em DVD e Blu-Ray. A primeira sai no dia 25 de setembro; a segunda, no início do ano que vem.

O Retorno do Cavaleiro das Trevas é o último projeto da Warner Premiere, responsável pela produção de todas – e ótimas – animações baseadas em personagens da DC para consumo doméstico. Os novos projetos serão produzidos e lançados pela Warner Animations e Warner Home Video.

Primeiro trailer do desenho O Retorno do Cavaleiro das Trevas

A Warner acaba de liberar o primeiro trecho oficial de um dos desenhos mais aguardados dos últimos tempos.

O Retorno do Cavaleiro das Trevas (Dark Knight Returns) adapta – fielmente, pelo que se vê no trailer abaixo – a minissérie homônima produzida por Frank Miller nos anos 1980.

A HQ foi um divisor de águas, considerada por muitos estudiosos como o marco zero (junto com Watchmen) da Era Moderna dos Quadrinhos.

Conta a história de um envelhecido e aposentado Batman que volta à ativa quando a gangue chamada dos Mutantes ameaça tomar conta de Gotham City. No caminho, o Homem-Morcego é obrigado a enfrentar velhos inimigos, como Duas Caras e Coringa.

Devido à complexidade da trama, o desenho foi dividido em duas partes. O lançamento em DVD e Blu-Ray da primeira parte está previsto para 23 de outubro nos Estados Unidos. O da segunda vai ficar para 2013.

No aniversário de Rodolfo Zalla, dois presentes para os fãs

O quadrinhista argentino, radicado no Brasil desde 1963, é um dos poucos pioneiros dos quadrinhos nacionais ainda em atividade.

Neste fim de semana, Zalla completa 82 anos de idade. Para quem deseja conhecer sua obra, Papo de Quadrinho aproveita a ocasião para recomendar dois trabalho: um dele e um sobre ele. 

Ao Mestre com Carinho, lançado em janeiro deste ano, é um documentário produzido e dirigido pelo cartunista Márcio Baraldi. Tem formato de uma grande entrevista, em que Zalla relembra os principais momentos de sua prolífica carreira: a infância simples na Argentina, os primeiros traços num quadro-negro de sua mãe e no asfalto da rua em que morava, as primeira publicações nas revistas argentinas Poncho Negro e Patoruzito.

Zalla mudou-se para o Brasil aos 33 anos e instalou-se na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Colaborou com milhares de páginas para as editoras Taika, GEP, Edrel e Jotaesse. Em 1970, ao lado do italiano Eugenio Colonnese, fundou o estúdio e editora D-Arte, responsável por duas das principais revistas em quadrinhos nacionais: Calafrio e Mestres do Terror.

Na década seguinte, dedicou-se a ilustrar livros didáticos, trabalho que ainda realiza atualmente. Toda esta trajetória é narrada em primeira pessoa e ilustrada com fotos dos profissionais que o acompanharam e de desenhos de Zalla em cada época.

O que chama atenção no documentário é a lucidez e a memória primorosa que Zalla demonstra ao contar a história de sua vida. Ao Mestre com Carinho é, antes de mais nada, a reverência de um pupilo a seu mestre, mas também, e principalmente, um raro registro histórico de um profissional e de um período dos mais relevantes para o quadrinho brasileiro. O documentário tem duração de 72 minutos e preço de R$ 15.

Noite na Taverna, lançado no final do ano passado pela Editora Ática, é o trabalho inédito mais recente de Zalla – até onde vai o conhecimento deste blog. A HQ adapta a obra de Álvares de Azevedo com cuidado e fidelidade. O roteiro do jornalista e escritor Reinaldo Seriacopi mantém muito do texto original, mas toma o devido cuidado para transportá-lo para a narrativa sequencial de forma que a leitura e o entendimento fluam naturalmente.

O toque especial desta obra está na reunião da “velha guarda” dos quadrinhos nacionais. Cada história macabra relembrada pelos amigos reunidos na taverna leva a arte de um deles: Rubens Cordeiro, Franco de Rosa, Sebastião Seabra, Walmir Amaral e Arthur Garcia – o mais jovem do turma.

A Rodolfo Zalla coube o papel de desenhar a introdução, os interlúdios e o capítulo final. Apesar dos diferentes traços, o livro como um todo guarda coerência, seja no clima sombrio seja na caracterização de época dos locais e personagens. Nas muitas páginas desenhadas pelo argentino fica nítido o quanto ele ainda conserva de seu traço firme e elegante.

A obra é relevante sob diversos aspectos: pela oportunidade de rever – ou conhecer – o trabalho de importantes autores nacionais; pelo caráter didático, como apresentação de uma obra fundamental da literatura brasileira a jovens estudantes; e como peça de estudo para os aficionados em quadrinhos: as últimas páginas apresentam a transformação do roteiro no produto final e uma breve história das publicações de terror no Brasil.

Noite na Taverna tem 100 páginas, capa colorida e miolo preto e branco, formato 26 x 19 cm e preço de R$ 29,90.

Papo de Quadrinho viu: “Superman vs. Elite”

O novo longa animado da Warner/DC tem data de lançamento somente no dia 12, mas, como vem acontecendo ultimamente, já caiu na rede. Paciência…

Tendo à frente a conhecida e competente equipe de sempre (Bruce Timm, Alan Burnett, Sam Register, Andrea Romano) e a direção de Michael Chang (Os Bravos e Destemidos, Justiça Jovem), Superman vs. Elite adapta a história What’s so funny about Truth, Justice & American Way of Life, de John Kelly, publicada em 2001 na revista Action Comics 775.

O roteiro adaptado para o desenho é do próprio Kelly e mostra Superman às voltas com um grupo de meta-humanos decidido a provar um novo método de combate ao crime: o julgamento sumário.

Comandado pelo ex-agente secreto inglês Manchester Black, um poderoso telepata e telecinético, o grupo autodenominado Elite não hesita em assassinar a sangue frio vilões violentos e governantes autoritários.

Cansada da impunidade, a população passa a apoiar a Elite e a questionar se os métodos do Superman – a tal Verdade, Justiça e o Modo de Vida Americano da HQ original – não estariam ultrapassados. A brutal diferença entre estes dois métodos acaba colocando o veterano super-herói e a nova superequipe em rota de colisão.

Com esta trama, Kelly discute a gênese dos tiranos, que a título de atenderem a anseios legítimos do povo, terminam por se colocar acima das instituições e, com o tempo, voltar-se contra o próprio povo que lhe transferiu legitimidade. A História da humanidade, infelizmente, está cheia de exemplos.

Em que pese este aspecto social, Superman vs. Elite discute a própria indústria dos quadrinhos. Desde 1980, quando o gênero de super-herói experimentou a transição para tramas mais adultas e “realistas”, roteiristas e artistas vêm rompendo a barreira do bom gosto ao explorar mais e mais estes conceitos.

Quando What’s so funny… foi publicada, os anos 1990, com sua estética exagerada, roteiros fracos e heróis violentos e de moralidade ambígua, ainda eram uma lembrança fresca.

Ao que tudo indica, Kelly é um otimista – ou nostálgico, se preferirem. Mais não digo, para não estragar a surpresa de quem não leu a HQ ou ainda vai assistir a mais uma ótima animação da Warner/DC.

Assista ao primeiro trecho do novo desenho do Superman

Superman vs. The Elite é o segundo de três longas-metragens animados da DC/Warner anunciados no ano passado: o primeiro foi Justice League: Doom e o próximo, se a promessa se cumprir, Batman: The Dark Knight Returns, adaptado da aclamada minissérie de Frank Miller.

O novo desenho do Superman é baseado na história What’s So Funny About Truth, Justice, and the American Way?, escrita por Joe Kelly, desenhada por Lee Bermejo e Dough Mahnke, e publicada originalmente em março de 2001 (por aqui, saiu pela Panini em Superman 8, de julho de 2003).

Na trama, o Homem de Aço precisa enfrentar um grupo de autoproclamados “heróis” sem escrúpulos, para quem os fins – até mesmo a morte de bandidos e terroristas – justificam os meios, .

Mais que a ação, a história questiona se os métodos do Superman não estão ultrapassados num mundo cada vez mais caótico. No confronto final, o maior herói de todos seja obrigado, talvez, a cruzar a linha que sempre evitou…

Superman vs. The Elite será lançado no dia 12 de junho nos Estados Unidos, em DVD e Blu-Ray.

Papo de Quadrinho viu “Justice League: Doom”

A nova animação da Warner/DC, que tem lançamento previsto em DVD e Blu-Ray somente para o dia 28, mantém a mesma equipe criativa das anteriores (Bruce Timm, Allan Burnet, Lauren Montgomery, Andrea Romano) e, consequentemente, a mesma qualidade.

Mais que isso, mantém a clássica e melhor formação da Liga da Justiça, já vista em Crise nas Duas Terras: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte. Como sempre, o injustiçado Aquaman ficou de fora; no lugar dele, Cyborg ganhou participação especial.

A formação da equipe é apenas um dos aspectos que diferenciam o novo desenho do arco de histórias em quadrinhos em que é baseado: Tower of Babel, escrito por Mark Waid e publicado no ano 2000 na revista JLA43 a46.

As mudanças foram tantas que nem dá para chamar de adaptação. Em comum, ambos produtos têm apenas o argumento principal: vilão megalomaníaco quer destruir a humanidade, mas antes precisa anular a Liga da Justiça. Para isso, rouba um dossiê que Batman mantinha secretamente com todas as fraquezas de seus colegas.

Alguns dos ataques aos membros da superequipe também são parecidos, mas as semelhanças terminam aí. Nos quadrinhos, o vilão é o terrorista Ra’s al Ghul e quem faz o trabalho sujo são sua filha Talia e alguns asseclas. No desenho, Vandal Savage pretende dizimar metade da população da Terra e contrata inimigos clássicos de cada membro da Liga para neutralizá-los: Mulher Leopardo, Bane, Metalo, Mestre dos Espelhos, Safira Estrela e Ma’alefa’ak – a autodenominada Legião do Mal.

As armas utilizadas por Ghul são, primeiro, um ataque de dislexia em escala global que interfere na economia, transportes, segurança (daí o título original “Torre de Babel”) e, em seguida, armas químicas no Oriente Médio. Já Savage quer dizimar parte da humanidade com uma explosão de raios solares.

Colocar cada super-herói combatendo um inimigo conhecido torna, sem dúvida, o desenho mais atraente para diferentes públicos, leitores de HQ ou não. Outra novidade é o confronto da Liga com a Gangue Royal Flash, que imprime bom ritmo já no início da animação (veja trecho abaixo).

Deixando as diferenças de lado, Justice League: Doom cumpre seu papel de entreter. O roteiro segue a linha básica: surpreendido em algum ponto vulnerável, cada herói tomba frente a seu oponente. Ciente de sua culpa, Batman é quem primeiro a desvendar o plano e parte para ao resgate de seus amigos.

Unida novamente, a Liga volta a enfrentar os vilões e sai vitoriosa. Pena que para um plano tão grandiloqüente quanto o de Savage foi preciso encontrar uma solução idem, num desfecho que lembra o desenho dos Superamigos.

No final, a animação retoma o argumento original, com a Liga da Justiça dividida entre aqueles que compreendem os planos de contingência de Batman para o caso de algum super-herói sair da linha e aqueles que consideram seus protocolos secretos uma grave quebra de confiança.

Justice League: Doom tem qualidades, muitas, mas não se iguala a seu antecessor, o já citado Crise nas Duas Terras, uma das melhores animações da Warner/DC até o momento. Ainda assim, é boa diversão.

Nota final: o roteiro é de Dwayne McDuffie, em seu último trabalho antes da morte prematura em fevereiro de 2011. Considerando a trama confusa de Tower of Babel, até que ele fez um bom trabalho. Os produtores dedicaram o desenho à sua memória.

Sai trailer da nova animação da Liga da Justiça

Nem bem foi lançado Batman: Ano Um e a DC/Warner já deixa os fãs com água na boca com as primeiras imagens de Justice League: Doom.

O desenho será lançado no ano que vem, ainda sem data prevista, diretamente para consumo doméstico em DVD e Blu-Ray.

Justice League: Doom adapta o arco de histórias Tower of Babel, publicado na revista da Liga da Justiça no ano 2000, com roteiro de Mark Waid e arte de Howard Poter.

Na trama, um grupo de vilões tem acesso a informações que Batman mantinha secretamente a respeito das fraquezas de seus amigos da Liga da Justiça.

A adaptação para desenho animado foi o última trabalho de Dwayne McDuffie, morto em fevereiro deste ano.

Assista ao trailer:

Curta da Mulher-Gato tem ação e sensualidade

Catwoman integra a série de curtas-metragens animados DC Showcase, que acompanham os lançamentos dos longas da Warner/DC em DVD e Blu-Ray.

Este em questão vem como extra de Batman: Ano Um, que acaba de chegar às lojas dos Estados Unidos.

Os 14 minutos de duração não dão muita margem à enrolação; por isso, o desenho parte logo para a ação. Na trama, a Mulher-Gato reconhece a coleira presa a um gato perdido e passa a investigar o que pode ser um esquema tráfico de pessoas.

Para se aproximar de seus alvos, a anti-heroína protagoniza uma sensacional cena de dança, mistura de pole dance e strip-tease (a tal cena antecede a do clipe abaixo).

Apesar de alguns exageros nas cenas de luta – a Mulher-Gato parece ter, literalmente, sete vidas – Catwoman retoma a temática adulta das primeiras animações da DC Showcase, principalmente Espectro e Jonah Hex.

A escolha da protagonista não poderia ser mais oportuna: na animação principal, Batman: Ano Um, a Mulher-Gato tem bom destaque; e no próximo filme do Cavaleiro das Trevas no cinema, será uma das vilãs principais, vivida pela – desculpe o trocadilho – gatíssima Anne Hathaway.

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