Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Categoria: DC Comics

Papo de Quadrinho viu: Supergirl

supergirl

Pois é. O piloto da nova série baseada nos quadrinhos vazou na internet seis meses antes da estreia prevista nos Estados Unidos pelo canal CBS.

O curioso é que o vídeo foi disponibilizado em alta resolução (1080p) e sem a marca d’água que os estúdios vêm aplicando às cópias controladas para impedir a pirataria. Isso fez com que alguns sites gringos especulassem se não se trata de um “vazamento proposital”, uma espécie de “exibição teste” não declarada.

Qualquer que seja a explicação, o fato é que em menos de 24 horas o piloto de Supergirl já havia sido baixado por mais de 200 mil pessoas. Papo de Quadrinho (sorry, CBS!) foi uma delas, e gostou do que viu.

O piloto abre com a marca registrada dos criadores Andrew Kreisberg e Greg Berlanti, mesma dupla criativa de Arrow e The Flash: “Meu nome é Kara Zor-El”. Apresenta a origem da super-heroína desde a fuga de Krypton numa espaçonave minutos depois da partida de seu primo Kal-El e minutos antes da explosão do planeta.

Kara, então com 12 anos, foi enviada para proteger o bebê, mas sua nave ficou perdida na Zona Fantasma e ela só chegou à Terra quando Kal, agora o adulto Clark Kent, já era conhecido como o Superman.

Criada pela família Danvers, a garota aprendeu a controlar seus poderes, mas foi educada de modo a ocultá-los. Já adulta e trabalhando num conglomerado de comunicação, de repente se vê obrigada a exibir esses poderes e é levada a descobrir que os primos El não são os únicos alienígenas na Terra.

Melissa Beinost (Glee) é talentosa e está bastante à vontade no papel principal. O elenco como um todo, aliás, funciona muito bem, e Calista Flockhart como Cat Grant é a cereja do bolo.

Mehcad Brooks, no papel de James Olsen, vai além da mudança da etnia: o personagem agora é um fotógrafo respeitado, maduro e deve servir como elo entre Supergirl e Superman. Destaque para a belíssima homenagem com a escalação de Helen Slater (a Supergirl dos anos 80) e Dean Cain (o Superman dos anos 90) como os pais adotivos de Kara.

Supergirl cria um paradoxo interessante ao introduzir Superman não como mera citação, mas como uma presença constante na série, mesmo praticamente sem aparecer. A Warner já disse que seus universos da TV e cinema não têm relação, mas mesmo dentro do conjunto de seriados interligados – Arrow e The Flash – fica difícil entender como ninguém em Starling City ou Central City nunca ouviu falar de um super-herói tão poderoso e popular.

Em resumo, Supergirl começou muito bem, mas tem um longo caminho pela frente para provar seu valor dentro de um universo televisivo que tem agradado tanto fãs quanto críticos. E também para justificar o alto orçamento, porque se é que tem uma coisa que o piloto não economizou foram efeitos especiais.

Miniatura especial do Superman chega às bancas de SP (mas pode não ser o que você estava esperando)

supermangold1

No final de março, a Eaglemoss, que comercializa as coleções de miniaturas da Marvel e DC no Brasil, anunciou em seu site a pré-venda de Superman Gold.

Integrante da série de figuras “especiais” da editora, essa miniatura de 15 cm de altura (contra os 9,5 cm das figuras regulares) representa uma estátua dourada do Superman com uma águia pousada no antebraço.

À medida que os consumidores começaram a receber a encomenda, acusaram a empresa de praticar “propaganda enganosa”. Na pré-venda, a peça foi anunciada como “miniatura de metal pintada à mão” – como, aliás, eram todas as demais da coleção até agora.

O que chegou à casa aos colecionadores, porém, foi uma figura mais leve, composta majoritariamente de resina. Pois é esta mesma versão que está à venda nas bancas de jornal de São Paulo desde a semana passada.

O comprador de banca pelo menos tem a vantagem de pegar a peça na mão e decidir se ela vale os R$ 75. Curiosamente, na revista que acompanha a miniatura, a Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação original para ocultar que a peça seria de metal.

Superman Gold na comparação com a figura regular: maior e mais leve

Superman Gold na comparação com a figura regular: maior e mais leve

Justificativa

Às seguidas reclamações de quem embarcou na pré-venda pelo site, a Eaglemoss esclareceu por meio do seu SAC: “Informamos que todas as novas produções de especiais da DC Comics serão de material misto, com 20% de metal em sua composição. Essa é uma decisão global da DC Comics, que optou por materiais mais sustentáveis em suas miniaturas e todos os licenciados precisarão adequar sua produção a partir de agora”.

A decisão já vale para outras duas figuras especiais lançadas recentemente pela editora: Grodd e Bane, à venda no site.

A Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação de que a peça seria feita de metal

A Eaglemoss colou uma etiqueta sobre a informação de que a peça seria feita de metal

Uma busca rápida no ReclameAqui indica que a Eaglemoss ofereceu duas soluções para o imbróglio do Superman Gold : a substituição da peça de resina por outra de metal ou a oferta de um vale-compras no valor de R$ 75 sem direito a troco, caso o consumidor opte por um produto de valor inferior.

Ao que tudo indica, as figuras regulares da Marvel e DC, e as especiais da Marvel, continuarão sendo fabricadas em metal, pelo menos até novo aviso em contrário – isto se a Eaglemoss avisar, já que, parece, a comunicação com os colecionadores não é o forte da empresa.

Sobre este assunto, vale a penar ler o artigo do colecionador Marcelo Fernandes.

Artigo: Cueca por baixo das calças

por Társis Salvatore, Editor do Papo de Quadrinho

Quando comecei a ler quadrinhos de super-heróis o mundo era bem diferente do que é hoje.

Sei que alguns vão achar que é mentira, mas não existia internet. Videogames, hoje a maior indústria de entretenimento mundial, mal haviam chegado ao Brasil em suas versões pixealizadas.
Restava para um jovem C.D.F (o termo “nerd” não era consolidado) como eu, comprar seu “gibizinho”, jogar bola ou taco na rua, e ver alguma série (dublada) de TV nos cinco ou seis canais de TV que haviam na época.
Era o início do ano de 1987 e eu tinha 12 anos.

super-homem-31-abril-1987

Adquiri o gibi Super-Homem nº 31 – sim, Superman é um termo recente – por módicos Cz$ 7,00, a moeda vigente da época, uma dentre as várias que tivemos antes do real. O amaldiçoado formatinho predominava nas bancas de jornal. O papel de revista de linha era ruim e as cores chapadas. O anúncio da penúltima página era do Rádio Orelinha com uma jovem modelo adolescente chamada Suzy Rêgo.

O gibi do Super-Homem em questão trazia uma novidade que era o novo Brainiac, uma renovação de visual que o deixava alinhado à segunda temporada do desenho dos Superamigos que passava na TV. O argumento da história era de Marv Wolfman e arte de Gil Kane. Na sequencia do gibi, havia a Legião dos Super-heróis com desenhos de Keith Giffen e Paul Levitz. Essa edição também anunciava o que seria um marco da editora, a maxissérie Crise nas Infinitas Terras, que acompanhei logo em seguida e consolidou minha paixão pelos personagens da DC.

Quando eu olho esse gibi na minha coleção e o comparo com o último que comprei esses dias, vejo como a indústria do entretenimento se transformou.

CAPA-Superman-Origem-Secreta

Se você tem mais de 35 anos e olhar atentamente talvez tenha a mesma impressão.Vivemos um período profícuo e muito interessante nos quadrinhos de super-heróis, ainda que os pessimistas insistam no contrário. A renovação dos super-heróis da DC e da Marvel foram comercialmente bem sucedidas.

A cooptação destes heróis para o cinema e para os games funcionam e atraem cada dia mais fãs. O fenômeno transmídia nas séries de TV, os desenhos animados inspirados nos gibis e outras mudanças apostando no novo, conquistam um público que não se interessa naturalmente por gibis, porque são de uma geração com muitas outras opções: games, tablets, séries, internet como um todo.

Óbvio que nem sempre a indústria acerta. Erros são cometidos, deslizes acontecem. Vão de abordagens ruins, roteiros sem noção, passando pelas distorções exageradas nas concepções de super-heróis consagrados, e escorrem em outras mídias. E como era de se esperar num mundo onde todo mundo pode choramingar, esses problemas as vezes nublam a mente da galera que adora um mimimi. Ainda atrai a ira dos haters, que hoje contam com as mídias sociais para ecoarem sua raiva com a velocidade dos bytes.

Bom, só pra deixar mais dúvidas do que certezas, meu ponto é: quando os produtores devem abandonar o passado, ignorar de ideias consolidadas e começarem uma renovação de seus super-heróis?

Foi pensando nisso que vi que mudar o visual do Brainiac foi um indicativo interessante, deixando de ser um humanoide verde para virar um robô cabeçudo por causa do desenho dos Superamigos.
Essa mudança não me causou nenhuma comoção na época, eu gostava do visual de 1987. Talvez, eu por ter 12 anos. Talvez, por adorar robôs. E hoje, Brainiac voltou a ser um humanoide verde, porque nos quadrinhos – assim como aparentemente na vida – tudo é cíclico.

s11-600x917

Agora a DC anunciou que vai novamente mudar o visual do Superman e fiquei contrariado. Ele já sofreu mudanças recentes de visual. E mais uma vez, a mudança antecede uma nova maxissérie. Vi e achei feio, desnecessário. Daí, no auge da minha indignação nerd, me veio a ideia – mas será que não é uma boa mudar de novo? Será que não vai atrair público, esquentar debates e como quase sempre acontece, a DC vai voltar ao visual mais conhecido e consagrado na memória afetiva dos nerds, logo ali adiante?

Penso também com carinho no Super-Homem e como ele me divertiu, “virou” Superman, mudou de uniforme, de comportamento, morreu, voltou e está ai se renovando e atraindo milhões de fãs. E por algum mistério, mesmo com todas essas mudanças, o Azulão parece que nunca deixou de ser o mesmo.

É com mais dúvidas que certezas que vejo velocidade das mudanças do mundo atual e suas diferenças com 1987. Minha única certeza hoje é que Superman fica muito melhor sem a cueca vermelha por cima das calças.

Ovos de Páscoa versão Nerd

O feriado de Páscoa está chegando e com ele o tradicional hábito de presentear os parentes e nerds queridos com ovos de chocolate. Ano após ano, esses ovos de Páscoa aparecem no mercado com surpresas, brinquedos e outros mimos, para alegria (ou desespero) das crianças e às vezes dos pais também.

Enquanto isso, uma parte dos amigos nas redes sociais insistem que comprar chocolate tradicional é muito mais barato do que os ovos de Páscoa, e outra parte reclama que comercialização de brindes estimularia crianças a consumir alimentos em quantidade inadequada, ou que há venda casada de forma não permitida, etc.

No meio dessas questões, o Papo de Quadrinho simplifica e lista os ovos bacanas e mais desejados pelos nerds.

cacau

A Cacau Show lançou os ovos licenciando os personagens da DC,  Superman e Mulher Maravilha. O ovo tem 160 gramas em sabor chocolate ao leite e vem em uma caixa junto a um brinde especial: um fone de ouvidos com o símbolo dos heróis. Nosso editor Jota Silvestre pagou R$ 37,90, mas há notícias de preços maiores ou menores em diferentes praças, sendo esse valor de São Paulo. A qualidade do fone é ok e ele é muito bonito como dá pra perceber. As unidades são limitadas segundo a Cacau Show.

11072600_10153679644574112_808180767_n

A Marvel não ficou de fora desta Páscoa e lançou junto com a Lacta uma linha de ovos que vem com canecas temáticas, cada uma com um vingador diferente: Hulk, Thor, Capitão América, Homem de Ferro e até do Homem Aranha – e ai supomos que ele deva fazer uma ponta como vingador no próximo filme.

11073759_10153679644429112_305268648_n

Entre os ovos de chocolate mais bacanas que vem com canecas temáticas, estão os lançamentos de Star Wars. Com todo o burburinho do trailer do novo filme da franquia, e com o sucesso recente de livros e outros produtos no Brasil, os personagens icônicos de Star Wars não podiam faltar.

As canecas que acompanham os ovos de páscoa estão em duas versões: Stormtrooper e Darth Vader (essa segunda, muito concorrida). Este editor pagou R$ 29,90, em ambas, mas também há relatos de valores diferentes para outras regiões da cidade  – neste caso – de Porto Alegre.

Outras franquias famosas mais focadas no público infantil como Ben 10, Angry Birds, Hora de Aventura, Max Steel, Monster High, Hot Weels, Turma da Mônica e Hello Kit também tem ovos que acompanham algum brinde. Todos tem em média 170 gramas de chocolate. No mercado porto-alegrense os valores desses produtos não ultrapassam os 33 reais.

Ainda existem outros modelos de ovos com brindes, mas esses apresentados nesse post são de longe os mais bonitos. Basta escolher seu ovo de páscoa favorito e fazer a festa. Por causa dos brindes, claro, afinal ninguém deve largar a dieta.

“The Flash”: revelada a identidade do Flash Reverso

flash

Atenção: as informações a seguir contêm spoilers e podem atrapalhar a surpresa de quem acompanha a série.

 

Pois é, um dos grandes mistérios de The Flash, a bem sucedida série que adapta o herói velocista dos quadrinhos para a TV, foi revelado nesta semana.

Antes da coletiva de imprensa do canal CW com staff e elenco das séries Arrow e The Flash, foram exibidas no telão fotos dos atores ao lado de imagens de seus respectivos personagens nas HQs.

A foto de Tom Cavanagh, que interpreta o Dr. Harrison Wells, veio acompanhada do Flash Reverso – maior inimigo e assassino da mãe do Flash quando ele ainda era uma criança.

Poderia ser só uma pegadinha, mas a confirmação veio logo depois, quando um repórter questionou Cavanagh: “Eu acho que a resposta mais direta para sua pergunta é: Sim, eu sou o Flash Reverso”.

A desconfiança entre os fãs era grande, já que o Dr. Wells finge ter sido ferido pela explosão do reator nuclear que deu origem ao Flash, mantém uma sala secreta em que acessa notícias do futuro e já se mostrou capaz de matar para proteger o destino do herói.

No entanto, o fato de outro personagem ostentar nome parecido à identidade civil do Flash Reverso nos quadrinhos – no caso, o detetive Eddie Thawne – e de o vilão e Dr. Wells terem contracenado no 9º episódio da temporada, desviaram a atenção.

Sobre Thawne, o produtor-executivo Andrew Kreisberg disse: “O nome dele não é um acidente. A conexão de Eddie com o Flash Reverso vai ser um dos grandes momentos da série”.

Escolhido ator de Ra’s Al Ghul em “Arrow”

arrowghul

Que Liam Neeson, que nada! Quem vai interpretar o vilão na série de TV do Arqueiro Verde é o australiano Matt Nable, que estrelou no ano passado o filme Riddick ao lado de Vin Diesel.

A estreia de Nable como Ra’s Al Ghul se dará no quarto episódio da terceira temporada de Arrow, The Magician, previsto para ir ao ar nos Estados Unidos no dia 29 de outubro. É também o episódio de número 50 da série.

Ghul é o grande vilão da temporada e deve se converter na maior ameaça já enfrentada pelo Arqueiro Verde. Ele foi citado várias vezes ao longo programa como o temido líder da Liga dos Assassinos, que treinou personagens como o Arqueiro Negro (Malcolm Merlyn) e Canário Negro (Sarah Lance).

O canal CW descreve assim o vilão: “Orgulhoso e impiedoso, Ra’s é um estrategista implacável, um mestre das artes marciais e um manipulador da história. Ele carrega a sabedoria das eras, e protege alguns dos seus maiores segredos”.

A terceira temporada de Arrow estreia no dia 8 de outubro nos Estados Unidos e no dia 17 no Brasil, pela Warner Channel.

Papo de Quadrinho viu “Batman: Assault on Arkham”

assalutonarkham

A mais recente animação da Warner/DC, lançada diretamente em DVD e Blu-Ray neste mês nos Estados Unidos, é a primeira a se inspirar no universo dos videogames – no caso, na franquia Batman: Arkham.

Em termos cronológicos, a história se passa depois de Arkham: Origins, e mostra a investida do Esquadrão Suicida – grupo de vilões recrutado por Amanda Waller – ao manicômio para resgatar informações sigilosas roubadas pelo Charada. Nesse meio tempo, Batman corre contra o tempo para encontrar uma bomba suja plantada em Gotham City pelo Coringa.

Claro que um grupo desses não poderia funcionar, e dentro do Asilo Arkham as coisas fogem do controle, ainda mais quando cada vilão tem sua própria agenda e o Coringa entra na equação.

Batman: Assault on Arkham é uma animação de dois integrantes do Esquadrão Suicida: Pistoleiro e Arlequina. O primeiro faz o tipo vilão honrado, enquanto a outra rouba a cena com sua atitude desmiolada.

Não há reparos a fazer nem em relação à técnica – que felizmente abandonou o visual anime das últimas animações da DC –, muito menos quanto ao roteiro bem estruturado, dinâmico e com as ótimas cenas de ação em que Batman se envolve.

O que chama atenção é o caráter mais “adulto” do desenho. Não à toa, está sendo lançado com classificação PG-13 (impróprio para menores de 13 anos).

Algumas cenas de cabeças explodindo talvez até sejam mais comuns para as crianças de hoje do que eram antigamente. Mas em outras, especialmente as que envolvem o Coringa, há crueldade somada à violência. E o sexo casual entre dois personagens, se não chega a seja a ser explícito é bastante sugestivo.

Melhor assim. O anterior O Filho do Batman pecou não só pela trama fraca e meio sem sentido, mas principalmente pela trama piegas e infantiloide. Batman: Assault on Arkham, ao contrário, é um desenho feito por gente grande para gente grande.

Miniaturas “especiais” da Marvel e DC começam a chegar ao Brasil

eaglemoss_especiais

Conforme adiantado com exclusividade pelo jornalista e colecionador Eder Pegoraro na revista Mundo dos Super-Heróis 57 (nas bancas), a Eaglemoss está satisfeita com as vendas das coleções de figurines no país.

O próximo passo da editora britânica é lançar as chamadas figuras “especiais”, ou seja, aquelas que não fazem parte da coleção encontrada nas bancas: maiores (ou duplas), mais caras e vendidas exclusivamente na sua loja virtual.

Entre as novidades anunciadas estão, pela Marvel, Destroyer, Apocalipse, Mojo, Fanático, Arcanjo, Executor, Rino, Homem-Coisa, Ka-Zar, Manto e Adaga, Galactus e Sentinela – estas últimas com incríveis 20 cm de altura, o dobro de um figurine regular – e, pela DC, Apocalypse (anteriormente fornecido como brinde para assinantes), Darkseid, Antimonitor (também com 20 cm), Batman (com moto) e uma figura dourada do Superman.

A Eaglemoss já havia lançado por aqui duas figuras “especiais”: Hulk e Vigia. Das novidades anunciadas, algumas já se encontram à venda: Apocalypse, Destroyer e Sentinela. Cada uma custa aproximadamente R$ 60 (50% a mais que as regulares).

Crítica – O fim da magia de Constantine

Constantine_cvr1var-xlg

O mago John Constantine conquistou uma legião de fãs em todo mundo, graças a sua personalidade incomum e sua capacidade de enfrentar criaturas monstruosas e eventos bizarros, muitas vezes salvando o dia apenas para salvar a si mesmo.

Suas histórias foram publicadas na revista Hellbalzer entre 1988 e 2013 e com o restart do universo ficcional da DC em Os Novos 52, a revista foi cancelada e em seu lugar nasceu Constantine, que estreou só em fevereiro no Brasil, mas nos EUA já amarga baixos índices de venda.

O resultado não poderia ser diferente, uma vez que Constantine peca ao abandonar os roteiros densos e a atmosfera incessante de terror para se aproximar do universo dos super-heróis, tentando integrar totalmente o mago aos personagens da editora.

Isso foi feito de modo acertado em Dark, a “Liga da Justiça Mística”, mas a dinâmica de John Constantine com outros heróis místicos é muito diferente do que suas histórias solo, ou pelo menos, foram essas histórias pesadas lançadas pelo selo Vertigo que o elencaram como um dos mais importantes anti-heróis dos quadrinhos.

Foi como se John Constantine perdesse a verdadeira magia dos roteiros, que as vezes são divertidos, sim, mas não impressionam.

Um consolo é a arte do brasileiro  Renato Guedes, que está belíssima, mas parece que não é o bastante para segurar as vendas.

O polêmico restart da DC, aumentou as vendas, acertou arestas e promoveu supergrupos e personagens esquecidos como Aquaman, mas nem tudo saiu como o programado. Constantine é uma versão light de Hellbalzer.  Vamos ver por quanto tempo Constantine aguenta nessa nova perspectiva antes de ir definitivamente para o inferno.

Crítica: “Minutemen” é uma dos melhores HQs da série Antes de Watchmen

AW-Minutemen

Esta edição conclui a publicação Antes de Watchmen no Brasil. Pena que ficou para o final. Muitos leitores que abandonaram a coleção no meio do caminho podem não ter a oportunidade de chegar a um dos melhores volumes.

Pela mediocridade da série como um todo (com exceção do brilhante Doutor Manhattan), o trabalho de Darwyn Cooke se destaca. E não é só porque seu traço cartunesco encaixa-se perfeitamente em histórias de época (vide DC: A Nova Fronteira e The Spirit).

Antes de Watchmen: Minutemen é uma tentativa honesta e esforçada de criar a mitologia dos primeiros heróis mascarados do universo de Watchmen. A trama é narrada por Hollis Mason, o Coruja original, no que seria a primeira versão de seu livro “Sob o Capuz”.

O relato funciona como uma confissão dos pecados que Hollis acredita ter cometido. Expõe muito mais erros seus e de seus colegas do que é evidenciado em Watchmen.

A pressão dos amigos, a consciência de que pode prejudicar inocentes e a revelação de uma “verdade” por ele desconhecida faz com que mude de ideia e refaça seu livro, chegando à versão que ficou conhecida.

Cooke incorre no mesmo erro de seus colegas roteiristas: explica ou amplia fatos insinuados por Alan Moore e Dave Gibbons na obra original. Como dissemos lá atrás, na crítica de Antes de Watchmen: Coruja, explicar uma piada faz com que ela perca a graça.

A favor do autor conta seu esforço em criar um background completo e complexo dos Minutemen.

Conta, também, seu domínio da narrativa, com vários planos sequência, a repetição de elementos gráficos em diferentes quadrinhos – recurso bastante visto em Watchmen –, a narração simultânea de momentos distintos que convergem adiante, o uso de muitas técnicas de desenho para contar a história.

O problema é que, nessa tentativa, Cooke inventou situações que vão na contramão de Watchmen, como, por exemplo, a revelação do verdadeiro assassino do Justiça Encapuzada.

Antes de Watchmen: Minutemen também pode ser lido como uma metáfora da Era de Ouro dos quadrinhos. Por trás das páginas coloridas e heróis de colantes berrantes, havia toda uma indústria mentirosa e exploradora.

Por suas muitas qualidades e também pelos muitos defeitos dos anteriores, este último volume é um dos melhores da série – perde apenas para o já citado Doutor Manhattan, em que J.M. Straczynski pensou literalmente “fora da caixa”.

Leia as críticas anteriores:

Coruja

Espectral

Rorschach

Doutor Manhattan

Comediante

Ozymandias

Dollar Bill & Molloch

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2017