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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Categoria: Crítica

Justiceiro é a melhor série da Marvel-Netflix desde Demolidor

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Depois de algum suspense quanto à data de estreia, a primeira temporada de Justiceiro (The Punisher) finalmente desembarcou na Netflix na última sexta-feira (17).

É a sétima produção conjunta da plataforma de vídeos em parceria com a Marvel e uma das melhores até agora.

Jessica Jones (2015) e Luke Cage (2016) começaram bem, mas cansaram depois da primeira metade. Punho de Ferro (2017) nem isso: mal sobreviveu aos três primeiros episódios – e o fato de a série ser comandada pelo mesmo showrunner de Inumanos, Scott Buck, diz muita coisa a esse respeito.

Defensores, que uniu os quatro heróis urbanos, não é de todo má, mas ficou muito aquém do que poderia ter rendido.

A primeira temporada de Demolidor continua imbatível, com sua violência crua e bom desenvolvimento (sem contar o elemento surpresa), enquanto a segunda foi praticamente salva pela subtrama envolvendo… o Justiceiro!

Marvel's The Punisher

E é justamente nesta posição que a série solo de Frank Castle se posiciona no ranking das melhores produções da Marvel-Netflix até agora: entre a primeira e a segunda temporada de Demolidor.

A trama é bem desenvolvida ao longo dos 13 episódios, sem cansar o espectador nem acelerar em direção ao desfecho. Mesmo as subtramas, como a do jovem que voltou traumatizado do Afeganistão ou a do veterano que montou um grupo de apoio para ex-soldados, trabalham a favor da trama principal.

Justiceiro começa com Frank Castle (Jon Bernthal) ainda limpando a área (eufemismo para exterminando) do que restou dos assassinos de sua família.

Feito isso, ele se transforma num homem sem propósito, um soldado sem missão. Mas como a jornada de todo herói, fatores externos tiram Frank Castle de sua catarse e o jogam no olho do furacão. Pior: ele descobre que no caso da morte de sua mulher e filhos, o buraco é mais embaixo – ou melhor, nas camadas mais acima da hierarquia governamental.

O responsável por essa reviravolta é David Lieberman (o ótimo Ebon Moss-Bachrach), vulgo Micro, um ex-analista da Agência Nacional de Segurança que precisa se fingir de morto para garantir a segurança de sua família. Ele sabe que seus inimigos são os mesmos de Castle e acredita que o ex-fuzileiro é um meio essencial para atingir seus fins.

O difícil é convencer Castle disso, e o rodízio de papéis entre caça e caçador que se forma, a dinâmica entre interesse, identificação e, finalmente, amizade entre eles é uma das melhores coisas de Justiceiro.

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Pode ser que a série desaponte alguns fãs que esperavam 13 horas de banho de sangue. Sim, há cenas de violência típica dos quadrinhos do anti-herói – algumas bem pesadas – mas o que a série tem de melhor é a forma como desenvolve os personagens e as relações entre eles.

E isso se estende para todo o elenco, da agente da Departamento de Segurança Nacional, Dinah Madami (Amber Rose Revah), até o ex-fuzileiro Billy Russo (Ben Barnes).

A forma como Russo evolui de melhor amigo de Frank Castle a algo mais parecido com sua contraparte nos quadrinhos é primorosa, e boa dose do mérito é de Barnes, que consegue construir um personagem com numerosas camadas.

As aparições de Karen Page são pontuais e certeiras, e a atriz Deborah Ann Woll está cada vez mais à vontade com a personagem.

Se no geral Justiceiro já entrega um produto bom muito, há momentos que são dignos de nota. O 10º episódio é um primor de narrativa, com o recurso de um mesmo fato contado sob diferentes perspectivas, e o 12º não só é um dos mais cruéis como também serve para definir o momento em que Frank Castle aceita em sua alma e em seu coração o encargo do Justiceiro.

Será muito bom se Justiceiro servir de exemplo para as próximas produções da Marvel-Netflix. Os fãs agradecem.

Papo de Quadrinho viu: Liga da Justiça (SEM SPOILERS)

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (14). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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Para que serve um filme de super-heróis?
Se você responder essa pergunta, pode ser que o entendimento deste filme (e dos muitos que estão por vir neste subgênero cinematográfico) se torne mais claro e com isso as motivações para assistir filmes de super-heróis adquiram outros significados.

Se o objetivo for se divertir, se encantar, se emocionar com o dia sendo salvo por pessoas com dons especiais e, finalmente, ter o prazer de passar algumas horas vendo ao vivo seus super-heróis favoritos dos quadrinhos – ali, em uma versão em carne e osso – você não deve perder o filme Liga da Justiça.

Vamos listar 5 motivos para você ir ao cinema e se divertir, e focar no que deu certo, SEM SPOILERS. Sim, nós sabemos que a boa crítica deve pesar o que deu errado também, mas vamos dar uma chance de fazer diferente desta vez.

1. É A LIGA DA JUSTIÇA, C%$&@L&O!

Não importa se você é fã veterano de histórias em quadrinhos, “bazingueiro” ou nunca deu bola para super-heróis e gibis: você nasceu neste planeta e sabe o que é a Liga da Justiça. Um grupo de super-heróis reunido para defender a Terra e seus habitantes de ameaças externas e internas. Ver o grupo em ação já é motivo suficiente para pagar o ingresso (cada dia mais caro) e passar 2 horas em companhia de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, Flash e Aquaman – os super-heróis da vez (#saudadesLanternaVerde), escolhidos para essa estreia cinematográfica.

2. É UMA BOA (E SIMPLES) HISTÓRIA

Não tem nenhum segredo ou roteiro rocambolesco. A história se passa levando em conta os eventos que ocorrem após a morte do Superman, mostrados no polêmico  Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Sem o Azulão de Krypton, a Terra está aberta para qualquer ameaça em larga escala. Assim, surge um vilão ancestral, o Lobo da Estepe, comandante de um exército de criaturas horrendas chamadas de parademônios. Nos quadrinhos, esses monstros são ligados ao maior vilão da editora, Darkseid, criação do genial Jack Kirby.

O Lobo da Estepe está na Terra em busca das Caixas Maternas, artefatos de poder imensurável, capazes de terraformar um planeta por meio da vida ou da morte. A motivação é essa, tomar o planeta Terra e transformá-lo em um inferno (muito, muito pior do que é hoje). Simples assim, sem enormes digressões filosóficas e conceituais, sem muita margem para interpretação. E ainda que este vilão seja o ponto mais fraco do filme, não compromete. Ele não tem incríveis axiomas emocionais, nem um intelecto soberbo alienígena ou um refinamento tático: é um comandante de invasão e veio aqui acabar com tudo. Ponto.

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3. OS SUPER-HERÓIS ESTÃO ÓTIMOS

Os primeiros 5 minutos do filme ganham o espectador. Aos poucos, vemos a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em ação enquanto Batman (Ben Affleck) procura os outros super-heróis para formar um grupo de defesa da Terra que está, ao que tudo indica, diante de um ameça iminente. Na medida em que Bruce Wayne parte em busca destes escolhidos que possuem dons especiais, vamos aos poucos vendo o que cada um é capaz de fazer individualmente.

A Mulher-Maravilha continua ótima, tanto quanto em seu filme solo. Protagoniza cenas memoráveis de luta e, no decorrer do longa, tem uma relação intrincada e interessante com Batman.

E o Superman (Henry Cavill)? Bom, ele retorna e faz muito bem seu papel na história. Aquaman (Jason Momoa) surge muito bem dados os contextos da história e sua participação dá pistas – e boas esperanças – do que será seu filme solo. O Flash (Ezra Miller) é o alívio cômico, e também tem boa participação. Lembram do Flash do desenho Liga da Justiça sem limites do Bruce Tim? É esse Flash que está no filme.

Por fim, uma grata surpresa: Ciborgue (Ray Fisher). Apesar do visual que lembra um transformer humano, o Victor Stone do filme tem toda a carga trágica dos quadrinhos. Se você não sabe quem é o Ciborgue, ou só viu nas animações infantis de Teen Titans Go! não se preocupe, pois sua trágica história é revelada nesse filme.

No transcorrer da trama, vemos o time todo em ação, como já foi mostrado em trailers e cenas divulgadas. O objetivo do filme afinal é mostrar essas lutas amarradas em uma boa história, e assim chegamos no próximo item.

4. É UM FILME REDONDO

A estrutura e narrativa têm um ritmo adequado, bem conduzido, mas claro, não é e nem precisa ser uma obra-prima cinematográfica. O filme dá certo porque os eventos acontecem no ritmo certo. Como e por que os super-heróis se reúnem para defender a Terra e o custo dessa batalha são questões que vão envolvendo a audiência.

Outro acerto é a Warner sair do clima excessivamente sombrio, equilibrar essa paleta de cores escura adotada anteriormente (influencia de Joss Whedon, talvez?). Algumas piadas, ajustes e uma narrativa simples e coerente fizeram a diferença. Existem alguns problemas, mas nada que comprometa. Poderia ser melhor se a Warner tivesse contado as histórias anteriores de seu universo de forma diferente.

Não que o estúdio precisasse copiar o modelo eficiente da Marvel, mas o fato de não ter mais tempo para explorar as relações entre os super-heróis e outros pequenos ajustes finos impedem que Liga da Justiça seja um filme épico (para usar uma palavrinha da moda). Mas nada disso diminui seu valor nem a diversão, pode ficar tranquilo.

Atenção para duas cenas pós-créditos! Não saia do cinema antes do acender das luzes.

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5. VOLTAR A SER CRIANÇA FAZ BEM

Para uma geração que ficou feliz com Superman: O filme (1978) e nunca imaginou viver uma Era heroica no cinema, com dezenas de filmes – alguns muito bons –  baseados no universo dos super-heróis dos quadrinhos, ter o prazer de acompanhar as aventuras de uma Liga da Justiça no cinema com amazonas, atlantes, parademônios, novos deuses de Jack Kirby, caixas maternas… quem sonharia? Ajudou muito Liga da Justiça ser um filme bem-feito, com roteiro amarrado, paleta de cores mais viva.

Foi um prazer ver tudo isso! Ainda que não seja uma obra-prima, Liga da Justiça cumpre com louvor o papel de representar bem esses heróis tão icônicos para a Cultura Pop e, modo sutil, levantar algumas questões, valores do heroísmo, companheirismo e dos perigos que a nossa escuridão pode trazer. Nunca é tarde para enfrentar as trevas, ainda que elas pareçam invencíveis. São ideias que chegam em boa hora para o mundo atual que vivemos, principalmente por essas bandas tupiniquins.

Papo de Quadrinho viu: Homem-Aranha – De volta ao lar

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidos nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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O novo Homem-Aranha no cinema criou inúmeros dilemas. O jurídico, dizia respeito à disputa pelos direitos do personagem no cinema. A solução foi um entendimento entre Sony Pictures e Marvel Movies que levou o Homem-Aranha a fazer uma ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016).

Superado o entusiasmo e o amplo debate nas redes sociais, o caminho estava aberto para a Marvel Movies adaptar o “novo” Homem-Aranha em um filme solo. Mas como recontar uma história que todos conhecem de cor, e de quebra, inserí-la de forma coesa no rentável e organizado Universo Cinematográfico da Marvel (UCM)?

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Esse foi o desafio do diretor Jon Watts. Sem grandes filmes do gênero no curriculo, Watts encararia as inevitáveis comparações com os bem sucedidos filmes, como Homem-Aranha (2002) do diretor Sam Raimi, (estrelado por Tobey Maguire), bem como os mal sucedidos, como O Espetacular Homem-Aranha (2012) do diretor Marc Webb, (com Andrew Garfield como protagonista).

O resultado é positivo com sobras. Podemos considerar Homem-Aranha – De volta ao lar como o melhor Homem-Aranha já feito até aqui, por várias razões, mas em grande parte, graças ao carismático Peter Parker vivido de forma bilhante por Tom Holland.

Atualização necessária

O filme acerta em atualizar Peter Parker, mas sem esquecer elementos básicos dos quadrinhos, muitos tirados do extinto universo Ultimate. Também acerta em não transformá-lo em um cara descolado, fugindo de sua essência de nerd tímido, talvez um dos maiores pecados dos filmes anteriores.

E felizmente o mais importante, não precisar recontar pela trilhonésima vez sua origem, outro acerto do longa.

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Peter Parker continua um nerd inseguro, embora muito inteligente. Constantemente trollado pela turma da escola e ainda fechado em seu mundo de diversões solitárias, tecnológicas e paixões platônicas.

Porém, é ai que temos o encaixe preciso com o UCM: Peter Parker já estava nele e já havia participado de uma missão com os Vingadores, já tinha ganhado um uniforme desenhado por Tony Stark.

Ao retornar para Nova York depois da luta em Capitão América: Guerra Civil, Parker fica como “estagiário” e enfrenta criminosos da vizinhança sob a supervisão do Homem de Ferro.

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O garoto acredita que pronto para desafios maiores, quando descobre as atividades do Abutre (muito bem feito por Michael Keaton) na cidade, mas perceberá o peso de suas responsabilidades e terá que lidar com perigo real. E neste contexto o Abutre é um vilão com motivações reais, e o mais importante: é um vilão factível,  assustador, não é um vovozinho decrepto de colant verde.

Com um sorriso no rosto ao final

A partir dai – para fugirmos de Spoilers – podemos dizer apenas que temos um filme muito bem dirigido. A narrativa não dá margem para dramas exagerados, nem excesso de piadinhas. Equilibra ação com emoção, enquanto entendemos um pouco o que se passa com o novo Peter Parker.

Acompanhamos seu desafio em dominar seus talentos, potencializados por seu traje-aranha tecnológico e o que é mais importante: sofremos com suas dúvidas entre conciliar uma vida comum e ordinária como estudante, com as responsabilidades e desafios de ser super-herói a altura dos Vingadores.

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Para tranquilizar os especuladores, o Homem de Ferro não interfere demais no filme e ainda garante boas risadas no final.  E por falar em final, há duas cenas extras, não saia da sala mesmo quando a música dos Ramones terminar.

Homem-Aranha – De volta ao lar é um filme redondo, com atuações muito boas e mistura ação e humor na justa medida, repetindo a (inesgotável) fórmula de sucesso dos filmes da Marvel. Além disso, o filme também funciona dentro de um universo maior, mas de forma bem encaixada, sem transtornos.

Deve divertir muito leitores de quadrinhos, (os mais velhos e saudosistas nem tanto…) ou quem for apenas fã do bem sucedido UCM. Mas para todos os público é um convite para sair do cinema com um sorriso no rosto.

Crítica: Capitão América – Guerra Civil (SEM SPOILERS)

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Em respeito aos leitores do blog, o texto abaixo não contém spoilers

Há alguns anos, “super-herói” deixou de ser um gênero de cinema. Por questões de inteligência e sobrevivência, para não deixar a fórmula esgotar, roteiristas e diretores passaram a tratar os personagens de quadrinhos e seus superpoderes como pano de fundo para outros gêneros, como suspense político (Capitão América 2: O Soldado Invernal, de 2014), drama histórico (a crise dos mísseis de Cuba, em X-Men: Primeira Classe, 2011) e até comédia (Guardiões da Galáxia, 2014).

Capitão América: Guerra Civil, que estreou nessa quinta-feira, dia 28, no Brasil, faz parte dessa nova abordagem. O filme beira a perfeição: não há furos ou atalhos de roteiro, as cenas de ação são um espetáculo de coreografia, muito bem distribuídas nas 2h30 de duração, e os momentos de humor são equilibrados.

Na trama, um novo incidente coloca as ações dos Vingadores em suspeição. Cento e dezessete países assinam o Tratado de Sokovia, documento que obriga a superequipe a operar sob supervisão das Nações Unidas.

A decisão divide os heróis, tendo como expoentes Capitão América (Chris Evans, contra) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr., a favor). Os demais membros tomam partido muito mais por lealdade ou pragmatismo do que por convicção.

Em meio a esse debate, surgem duas figuras controversas: o Soldado Invernal (Sebastian Stan), amigo de infância do Capitão que foi transformado pela Hidra num mercenário assassino e é caçado pelos crimes do passado, e Helmut Zemo (Daniel Brühl), um pote cheio de mágoa e desejo de vingança.

Talvez aí resida o único senão de Guerra Civil. Mais que o Tratado de Sokovia (o equivalente ao Registro de Super-Heróis dos quadrinhos), é a motivação pessoal, e não a ideológica, que vai dar o contorno das desavenças entre os heróis no desenrolar da trama.

Os estreantes

Boa parte dos heróis criada no universo cinematográfico da Marvel desde 2008 está no filme: os já citados Capitão América e Homem de Ferro, Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Homem-Formiga (Paul Rudd).

Apesar de conhecidos do público e de cada um ter recebido seu quinhão de atenção, quem brilha mesmo são os estreantes Homem-Aranha (Tom Holland) e Pantera Negra (Chadwick Boseman).

O primeiro faz parte de um acordo entre Marvel e Sony (que detém os direitos do personagem no cinema). O reboot funcionou: Peter Parker ganhou sua versão cinematográfica mais condizente com os quadrinhos em termos de idade, visual, personalidade e poderes. Todo esse cuidado só aumenta a expectativa para o filme solo do aracnídeo, agendado para o ano que vem.

Da mesma forma, o Pantera Negra é a perfeita tradução de sua contraparte nos quadrinhos. Vale um destaque para seu estilo de luta que lembra o de um felino. Também ele ganhará filme solo, em 2018.

Mesmo não sendo um estreante, o Homem-Formiga guarda uma das maiores surpresas do filme para os fãs.

Ótimo, mas não o melhor

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Capitão América: Guerra Civil é um baita filme. Impõe um paradigma de qualidade que vai dar trabalho para os roteiristas e diretores dos próximos filmes da Marvel igualarem. Pela densidade do roteiro, pelo cuidado e respeito com um grande número de personagens, pelo notório comprometimento dos atores, pelas homenagens prestadas aos leitores de quadrinhos, Guerra Civil merece lugar privilegiado entre os melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Ainda assim, não é “o” melhor. Não é nem mesmo o melhor filme do universo cinematográfico da Marvel. Não tem o mesmo vigor de Os Vingadores (2012), a tensão de O Soldado Invernal ou a ousadia de Guardiões da Galáxia (nossas críticas aquiaqui e aqui). E isso não é nenhum demérito. Um filme de super-herói não precisa ser “o” melhor para ser ótimo, precisa ser empolgante, inteligente e bem feito.

Guerra Civil é, sem dúvida, um ótimo filme. Que merece ser visto, revisto e comentado, agora e nos muitos anos pela frente.

Papo de Quadrinho viu: “The X-Files” (primeiro episódio)

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Fenômeno nos anos 1990, The X-Files voltou para uma décima temporada de seis episódios pela Fox americana no último domingo (24). O segundo irá ao ar hoje (25).

No Brasil, ao final de uma maratona de 22 episódios das nove temporadas anteriores – especialmente selecionados pelo criador da série, Chris Carter – a Fox Brasil exibe o primeiro episódio à meia-noite de hoje.

O que se viu, ao menos nessa estreia, é, infelizmente, mais do mesmo. Os produtores flertam com a nostalgia dos fãs de primeira hora ao manter a abertura original e detalhes como o gerador de caracteres que indica os locais onde se dão os acontecimentos.

O problema é que todo o resto continua igual.

A trama começa com um popular e sensacionalista apresentador de TV, Ted O’Malley (Joel McHale), tentando convencer os agentes do FBI aposentados Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) de que ele realmente conhece a verdade por trás das aparições e abduções alienígenas.

A chave de seus argumentos é a jovem Sveta (Annet Mahendru), que teria sido abduzida dezenas de vezes, ficou grávida em todas elas e teve seus fetos roubados.

Agora, responda: você que, assim como nós, acompanhou as primeiras temporadas em meados dos anos 1990 pela Record e, mais tarde, pela Fox:

Quantas vezes não vimos Mulder acreditar numa espetacular teoria da conspiração e encarar o ceticismo de Sculluy?

Quantas vezes não vimos Scully ser vencida pelas evidências e abraçar as crenças de Mulder?

Quantas vezes não vimos Mulder desconfiar de que tudo em que acreditou foi uma farsa? De que ele foi manipulado a acreditar nos extraterrestres quando a verdade estava aqui mesmo, entre homens poderosos do nosso planeta?

Quantas vezes não vimos Mulder confrontar a idoneidade do diretor-assistente Skinner (Mitch Pileggi)?

E os próprios Arquivos-X, quantas vezes não foram ameaçados de serem fechados e reabertos, para arrepio de homens poderosos como o Canceroso (William B.Davis)?

Pois é esse mesmo cardápio com sabor de requentado que a nova temporada de The X-Files apresenta no primeiro episódio da nova temporada.

Pode ser apenas uma introdução, um resgate para relembrar aos fãs veteranos, e apresentar aos novatos, a dinâmica do programa. E que, nos cinco episódios restantes, The X-Files traga elementos novos e dignos da criatividade de Chris Carter. É nosso desejo e nossa esperança.

Só assim para a série retornar à grade da Fox e enfrentar a concorrência dos atuais seriados de ficção e suspense que, ironicamente, devem sua existência de forma direta ou indireta a The X-Files.

O fato é que, além do saudosismo, a série precisa entregar mais para sua base de fãs fiéis, que têm hoje um nível muito maior de exigência.

Ao mesmo tempo, precisa introduzir elementos para se conectar à nova geração de espectadores. Se conseguir isso, The X-Files voltará a ter, se não a mesma audiência do passado, pelo menos a mesma relevância.

Aguardem, pois voltaremos aqui ao final da temporada para ratificar ou não essa impressão inicial.

Crítica: Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força

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Em respeito ao leitor, nossa crítica não tem SPOILERS

Por Társis Salvatore

Star Wars é a franquia mais importante da cultura pop. Foi essa ópera espacial que mudou o cinema e a forma de fazer cinema. Avançou em diversas mídias, como quadrinhos, livros e videogames. E o mais importante: Star Wars cravou personagens e ideias que estão imortalizados no imaginário popular.

Por isso, quando a Disney adquiriu a Lucasfilm, o anúncio de uma nova trilogia a partir de Star Wars – The Return of the Jedi explodiu a cabeça de milhões de fãs de todas as idades.

Como seria a continuação? Os atores originais estariam presentes? Quem iria dirigir? Será que depois do prelúdio, voltaríamos a assistir a um bom filme?

Não é exagero dizer que, embora tenham tido êxito comercial, Episode I: The Phantom Menace (1999), Episode II: Attack of the Clones (2002) e Episode III: Revenge of the Sith (2005) decepcionaram a maioria dos fãs, com sua ênfase nos efeitos especiais em detrimento às boas atuações e narrativas coesas.

Anunciados o diretor do novo filme (J.J.Abrams) e o elenco, com uma mistura de atores da trilogia clássica (Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew) e jovens talentos não tão conhecidos do grande público (Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, entre outros) a sensação de que as respostas seriam satisfatórias aumentou.

Assim, com grande expectativa e euforia, estreou nos cinemas, batendo recordes, Star Wars – The Force Awakens, narrando os acontecimentos trinta anos depois do episódio VI.

Finalmente, depois de três filmes frustrantes que fugiam ao espírito da trilogia clássica, temos um filme digno da marca Star Wars.

Mérito dos produtores, que criaram um ambiente real, sem focar apenas em efeitos especiais. Mérito do diretor J.J. Abrams, que fez o que o criador George Lucas não conseguiu com seu prequel: tirar o melhor de seus atores, equilibrar boas atuações e história emocionante, resgatar de forma precisa a nostalgia e beleza que o universo de Star Wars criou décadas atrás.

Mérito também dos novos personagens incríveis da saga, como os protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Kylo Ren (Adam Driver). Todos com carisma suficiente para abrir seu próprio espaço no panteão de grandes heróis e vilões de Star Wars.

Embora o roteiro tenha pontos obscuros – que devem ser preenchidos em outras mídias bem ao estilo Universo Expandido – a história convence e leva os fãs a uma jornada para desvendar os mistérios da Força e da Primeira Ordem, grupo que pretende seguir os passos do destronado Império galáctico.

É uma nova fase, que pretende trilhar o sucesso da trilogia clássica, ou no mínimo, se aproximar dela.

Star Wars – The Force Awakens convence, emociona e diverte. Não fica preso ao passado, mas reverencia o clima e a estética que fizeram de Star Wars a marca número um da Cultura Pop. É comprar a pipoca e curtir o momento. A Força está conosco, mais uma vez.

Crítica: “Jessica Jones” (com spoilers)

A esta altura, quem aderiu ao espírito de “maratona” já terminou de assistir aos 13 episódios da primeira temporada de Jessica Jones, que estreou na Netflix na última sexta-feira (20).

Antes desse dia, deixamos aqui nossa impressão dos 7 primeiros episódios com informações que não estragavam a surpresa. O texto que segue agora contém spoilers; então, se você ainda não assistiu a toda a série, é melhor voltar em outra hora.

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Jessica Jones alarga a via aberta por Demolidor: é ainda mais adulta, realista e violenta.

Na essência, a série trata do Poder. Não no sentido de força ou superpoder. As habilidades sobre-humanas de Jessica são um mero acessório na trama – o que não deixa de ser uma opção interessante da showrunner Melissa Rosenbenrg em se tratando, em tese, de um programa de super-heróis.

Poder, aqui, é no sentido de Controle, de quem está no comando, quem dá as cartas. Isso se manifesta na constante troca de papéis entre dominador e dominado que alimenta o jogo de gato-e-rato de Jessica (Krysten Ritter) e seu adversário Kilgrave (David Tennant).

É explorado também nos abusos cometidos pela mãe da então celebridade mirim Trish Walker e até mesmo nas cenas de sexo entre Jessica e Luke Cage (Mike Colter) e Trish (Rachel Taylor) e Will Simpson (Wil Traval).

A questão do Poder é tão relevante que, na reta final, a prioridade de Kilgrave é aumentar suas capacidades mentais não para dominar o mundo, como faria qualquer vilão clichê, mas para recuperar o controle perdido sobre Jessica.

O impacto do embate final está no empate: naquele momento, nem Jessica nem Kilgrave nem o espectador sabem quem está realmente no comando.

Mais ação

A série dá uma guinada a partir dos primeiros 7 episódios liberados para a imprensa pela Netflix. Se na primeira metade da temporada o confronto é predominantemente cerebral, a segunda ganha mais cenas de ação – como nas lutas de Jessica com Simpson (que finalmente se revela o psicopata Bazuca dos quadrinhos) e o descontrolado Luke Cage. Até mesmo contra Kilgrave o confronto se torna presencial, tátil.

É aí que Jessica Jones perde um pouco de sua força. Não que seja culpa do roteiro ou da atuação de Tennant, muito pelo contrário. O fato é que Kilgrave era um vilão mais assustador enquanto sujeito oculto, que manipulava nas sombras e conduzia Jessica por um labirinto de sangue.

Os melhores momentos da segunda metade da temporada se dão quando o vilão é apresentado em toda sua magnitude. Assim como no Wilson Fisk de Demolidor, o roteiro acerta ao fazer de Kilgrave um vilão multidimensional.

Nos flashbacks do abuso que sofreu na infância, nos momentos em que transpira sinceridade e até quando se mostra capaz de um ato heroico, é impossível não torcer pela felicidade do casal.

Num momento de fragilidade, ele dá a entender que seu poder é ao mesmo tempo um dom e uma maldição: “Eu preciso tomar cuidado o tempo todo com o que eu falo. Uma vez mandei um cara se ferrar. Adivinhe o que aconteceu?”.

Final convencional

O maior senão de Jessica Jones é o final convencional. Numa série com tantas qualidades que a destacam dentro do gênero, o desfecho “herói derrota o vilão” deixa a desejar. Matar Kilgrave é não só óbvio demais, mas também desperdício de um personagem que teria muito a render na mitologia que Marvel e Netflix estão construindo.

Jessica, por sua vez, está mais viva que nunca. Há uma semana, era uma personagem conhecida apenas pelos leitores de quadrinhos – nem todos, diga-se. Treze episódios depois, conquistou seu espaço na galeria de heróis urbanos da Marvel e no coração dos fãs.

Vai deixar saudade. Quem sabe ela retribua a gentileza e faça uma participação especial na série de Luke Cage, prevista para abril. Do contrário, só voltaremos a vê-la em Defensores, ainda sem data de estreia.

“Mundo dos Super-Heróis” explica fracasso de “Quarteto Fantástico” no cinema

Mundo dos Super-Heróis 70

Do Press-Release

Quarteto Fantástico, a terceira incursão no cinema da equipe de super-heróis dos quadrinhos, vem amargando nas bilheterias. No fim de semana de estreia nos Estados Unidos, faturou US$ 26 milhões, muito abaixo da expectativa dos executivos da 20th Century Fox e menos da metade arrecadada pelas produções anteriores, em 2005 e 2007.

A revista Mundo dos Super-Heróis 70 (agosto 2015) publica reportagem de capa que tenta explicar o fracasso do filme por motivos de vão muito além da falta de fidelidade aos quadrinhos que serviram de matéria-prima. A equipe da publicação assistiu ao filme antes da estreia e faz uma crítica em que aponta os piores momentos e aqueles (poucos) que se salvam.

A matéria traz ainda informações de bastidores que já davam indícios de que o resultado viria a ser frustrante tanto para o público como também para o estúdio. Como complemento para os fãs que não estão habituados à leitura dos quadrinhos de super-heróis, a revista explora alguns dos elementos de ficção científica presentes nas tramas do Quarteto Fantástico e um pôster central destacável de página dupla, ilustrado pelo brasileiro Joe Bennett, com arte final de Nelson Pereira e cores de Ellis Carlos.

O verso do pôster oferece uma “linha do tempo” com os principais fatos que marcaram o Quarteto Fantástico nos quadrinhos, TV e cinema desde sua criação em 1961 pelos lendários Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (arte), até a estreia do filme neste ano.

Outras matérias

O desenhista Jae Lee deu uma entrevista exclusiva para a Mundo dos Super-Heróis em que fala da carreira e limitações artísticas. Conhecido por seu estilo realista, Lee vem ao Brasil em dezembro para participar como convidado especial da Comic Con Experience, evento de cultura pop que acontece de 3 a 6 de dezembro, em São Paulo.

Para os colecionadores e fãs do Batman, a seção Action Figures faz um passeio pelas figuras de ação, estátuas e miniaturas baseadas na série do Homem-Morcego exibida na TV nos anos 1960. Apesar da enorme legião de fãs, produtos relacionados ao programa foram impedidos de chegar ao mercado por conta de um enrosco contratual entre a Fox e a Warner. Alguns desses bonecos receberam tratamento de luxo e custam mais de R$ 1.000,00.

Completam esta edição: Peneira Pop, com a cobertura da Fest Comix, notícias e curiosidades sobre os super-heróis; quiz para testar os conhecimentos dos leitores; o renascimento dos X-Men nos quadrinhos na década de 1970; linha do tempo do herói Luke Cage, que chega numa série exclusiva da Netflix no ano que vem; a trajetória da First Comics, editora independente que encarou as gigantes Marvel e DC nos anos 1980; análise da série O Longo Dia das Bruxas, uma das mais icônicas do Batman nos quadrinhos; resenhas, dicas de leitura e cartas dos leitores.

Sobre a revista

A Mundo dos Super-Heróis é a única revista brasileira especializada no universo dos super-heróis nas mais diferentes mídias: quadrinhos, livros, séries de TV, desenhos animados, internet e cinema. É também a mais duradoura publicação sobre o gênero, distribuída em bancas desde 2006 e com 70 edições lançadas.

SERVIÇO:

Mundo dos Super-Heróis 70

68 páginas / Formato 20,5 x 27,5 cm / Preço: R$ 12,50.

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Crítica: “Vingadores – Era de Ultron” tinha a obrigação de ser melhor

Avengers-Age-of-Ultron

Em respeito aos leitores do blog, o texto abaixo não traz spoilers

Dizem que em time que está ganhando não se mexe. Isso pode ser válido em algumas situações; noutras, é o primeiro passo para a acomodação e o fracasso. Infelizmente, é esta parte do ditado que se aplica a Vingadores – Era de Ultron, que estreia nos cinemas brasileiros amanhã (23), uma semana antes que nos Estados Unidos.

A Marvel decidiu não mexer na fórmula vencedora do primeiro filme, de 2012, e a repetiu – mas sem o mesmo frescor. Dizer que Era de Ultron é “mais do mesmo” é uma meia verdade. Apesar do clima “pipoca”, o roteiro do primeiro Os Vingadores foi competente em construir a equipe e teve a preocupação básica de criar elementos narrativos para justificar a ação dos personagens.

Nesta sequência, o roteiro não é apenas raso, é plano. Não tem reviravoltas nem turning point (como a “morte” do agente Coulson, no primeiro) ou um clímax que não dependa da pura ação. Em algumas passagens, a trama resvala para o sentimentalismo piegas e toma tantos atalhos para solucionar conflitos que soa ilógica.

Era de Ultron mostra uma equipe afinada logo na primeira cena de ação. Pelo menos para os fãs de quadrinhos, são em momentos como este que o filme cresce. Cresce também na interação entre os personagens e nas piadas bem colocadas – em menor número que no filme anterior.

Ainda é legal ver o Capitão América lançar o escudo, e Thor, o martelo, mas os fãs já se acostumaram a isso. A comentada luta de Hulk contra Homem de Ferro na armadura Hulkbuster é de encher os olhos, mas não o suficiente para superar os demais problemas.

Era de Ultron é o ápice da Fase 2 e tinha potencial, e a obrigação, de levar o universo cinematográfico da Marvel a um novo patamar. Não foi o caso. O filme não faz justiça à sua importância estratégica nem ao seu papel de preparar a nova fase. Não causa impacto, não provoca ruptura, não emociona e pouco diverte.

Se o nível de exigência é elevado, isso se deve á própria Marvel, não só pelo primeiro filme dos Vingadores – que chamamos neste mesmo espaço de “O melhor filme de super-heróis de todos os tempos” – mas também por Capitão América 2 – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia, estes, sim, exemplos da ousadia que o estúdio vinha demonstrando até agora.

É bastante provável que Era de Ultron seja um enorme sucesso comercial. O filme deve alcançar, e até mesmo ultrapassar, o US$ 1,5 bilhão de bilheteria do seu antecessor. Que isso não seja motivo para a Marvel se acomodar. O estúdio já provou que sabe fazer mais e melhor.

Livro: Das pinturas rupestres de Lascaux: uma viagem pelo universo dos quadrinhos

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A Marca de Fantasia foi criada em 1995 e está ligada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB. A editora se especializou na publicação de livros, revistas, e-books e estudos acadêmicos com temas sobre HQs, Artes, Comunicação, Linguística e à Cultura Pop (expressões da Indústria Cultural, como séries televisivas, ficção científica, rádio, música popular etc.).

Mas em 2013 foi criada a Associação Marca de Fantasia que além de publicações, também promove seminários, exposições, produções audiovisuais, o Memorial da História em Quadrinhos da Paraíba (www.memorialhqpb.org) e outros eventos afins.

A editora possui um extenso catálogo de bons livros lançados que merecem atenção.

O mais recente é “Das pinturas rupestres de Lascaux: uma viagem pelo universo dos quadrinhos” (Marca de Fantasia, 218 páginas, R$ 5,00 ebook em formato pdf).

Com a organização de Arnaldo Pinheiro Mont’Alvão Júnior e Edgar Cézar Nolasco, o livro reúne uma gama diversificada de pesquisadores que analisam temas variados sobre as HQs. A coletânea é muito boa e três textos se destacam:

Caracterizando o “estilo mangá” no contexto brasileiro: hibridização cultural na Turma da Mônica Jovem de Adriana Amaral e Giovana S. Carlos; A quinta história: três versões de As metamorfoses de Edgar Cézar Nolasco, discutindo uma aproximação entre o livro A metamorfose (1913), de Franz Kafka, e sua adaptação em quadrinhos recriada pelo artista gráfico Peter Kuper (2003); e Quadrinhos em The Big Bang Theory: a construção de um imaginário nerd de Arnaldo Pinheiro Mont’Alvão Júnior.

O livro pretende contribuir com futuras pesquisas acadêmicas sobre cultura pop e dar um novo olhar aos fãs e estudiosos do universo das HQs.

 

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