Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Category: Cinema (Page 2 of 17)

Papo de Quadrinho viu: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

bvs_superfight_wpw

ATENÇÃO, para fazermos essa resenha será necessário usar SPOILERS. Se você ainda não viu o filme, veja antes de ler nossa resenha.

Quando foi anunciado um filme conjunto entre Batman e Superman, os maiores super-heróis da DC Comics, e ícones mundiais da cultura pop, a expectativa se tornou imensa. Some-se a isso uma novidade importante: a introdução da Mulher Maravilha, terceira figura mais importante na trindade da editora e que ganhará filme solo. Como a Warner/DC apresentaria seus heróis sem usar o consagrado recurso transmídia da Marvel Studios?

Foi com essa e outras perguntas em mente que a ansiedade tomou conta dos fãs e da imprensa, seguido por um curioso clima de haterismo na medida em que imagens e informações sobre o filme  eram divulgadas, principalmente pela escolha do ator Ben Affleck para viver o novo-velho Batman. O diretor, Zack Snyder, que também conta com um respeitável fã clube de haters, foi alvo contante de críticas antes sequer de o filme estrear.

Aos poucos, trailers mostraram grandes cenas, ideias promissoras, mas a dúvida permaneceu por parte de muitos fãs e haters: será um bom filme?

A despeito de todas as dúvidas e críticas, a resposta é SIM, é um bom filme. Ainda que tenha complexidades inesperadas para o público acostumado às adaptações de super-heróis (mas nem tanto para os leitores habituais de gibis da DC), e ainda que sofra uma inevitável comparação com o bom e bem azeitado universo cinematográfico da Marvel, Batman vs Superman – A Origem da Justiça tem muitos acertos e, a sua maneira, vai montar o universo DC no cinema.

Um passo para a Liga da Justiça

Ao contrário da sua concorrente, a DC trilhou um caminho denso, adulto e referendado por obras clássicas das HQs da editora, como O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e a Morte do Superman (Dan Jurgens), amarrando com a nova mitologia criada pelos Novos 52, de Geoff Johnsem que a DC Comics dá origem à Liga da Justiça a partir de um esforço para defender a Terra do maior vilão da editora, Darkseid (criação de Jack Kirby).

A paleta de cores escolhida para o filme é soturna. O Batman de Miller vivido por Ben Affleck é violento, capaz de usar uma arma. Um Batman pouco convencional. É um guerreiro amargurado, taciturno, que observa pesaroso uma armadura do Robin pixada com um desafio do Coringa, referência a Batman: A morte do Robin (Jim Starlin) e que vamos ter que esperar para saber mais no filme do Esquadrão Suicida. Um Batman repleto de perdas que percebe, após 20 anos combatendo o crime em Gotham, que seu trabalho é pequeno perto da ameaça representada pelo poderoso alien que atende por Superman (Henry Cavill) .

Visto ora como salvador ora como uma maldição, Superman é julgado por conta do espetáculo de destruição na luta contra o General Zod em O Homem de Aço, ainda que tenha salvado a Terra. O poder e o descontrole desses seres são questões levantadas pelo governo e por seu antagonista, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), apresentado como um jovem gênio psicótico, mimado e típico dos nossos dias, ao mesmo tempo em que lembra um cientista louco clássico dos quadrinhos.

Lex Luthor é um homem temeroso quanto ao futuro da humanidade, mas sedento pelo controle sobre ela. Ele sabe que esses super-humanos – ou metahumanos – são como os antigos Deuses. Essa loucura atinge seu expoente quando ele usa tecnologia kryptoniana para criar o monstro Apocalypse e tem contato, ao que parece, com a caixa materna. Antes, para que seu controle seja total, Luthor manipula os heróis e os guia rumo a um confronto inevitável.

Descobertas como vida alienígena, tecnologia avançada e aparição dos deuses e super-seres parecem ter grande impacto na vida do homem comum no universo cinematográfico da DC. Essas descobertas geram medo e levantam suspeitas. E nesse clima de desconfiança e descobertas está a figura enigmática de Diana (‎Gal Gadot ) uma poderosa guerreira que só conheceremos melhor em seu filme solo

Há também a citação nos arquivos de Luthor sobre outros personagens poderosos: um homem submarino, um jovem velocista e um ciborgue humano  criado com o uso de um objeto confidencial encontrado nos anos 1980, que os iniciados reconhecem como a caixa materna.

BATMAN V SUPERMAN

Dessa forma, o filme sai do convencional quando mostra num misto de sonho e profecia, um Flash vindo de um futuro incerto, onde o Superman se tornou um mero agente local de um poder maior.

Eis os deslizes

terra-atacada

O ritmo da narrativa é muitas vezes quebrado, não funciona e arrasta o filme. E ainda que a narrativa de Snyder não obedeça a cartilha simples dos heróis Marvel, falta fluidez em diversos momentos.

A fluidez se perde, a grande quantidade de referências é um acerto que diante dos leigos, atrapalha. O público não iniciado tem problemas para entender referências da vinda de Darkseid, da Terra invadida por Apokolips, da caixa materna e dos parademônios. Acostumados à narrativa simplificada da Marvel, esse excesso de informações e referências são um problema para o filme, que eventualmente seria corrigido em uma versão estendida.

Nosso veredito

Se o filme não é perfeito por causa do ritmo e de tanta informação, as virtudes em Batman vs Superman – A Origem da Justiça estão na ousadia de tentar algo diferente para o gênero, sem apostar em soluções comuns e lineares que nos acostumamos a ver nos filmes da Marvel.

É um filme carregado de simbolismos, denso, soturno. Não é um filme infantil. Tem uma trilha sonora muito boa, atuações convincentes e surpreende o público ao tirar de cena um dos protagonistas, embora todo mundo que tenha lido quadrinhos sabe que ele vai voltar. A DC apontou um caminho interessante e diferente para seus filmes, que incluem um clima de tragédia para a humanidade, supostamente já condenada nas mãos de Darkseid.

trinitylarge

A forma como os outros filmes amarrarão essa narrativa é um novo mistério. Como apresentar os novos super-heróis sem usar a fórmula bem sucedida da Marvel?

A Warner/DC criou seu jeito de contar sua história. Às vezes confusa, às vezes pessimista, muitas vezes empolgante. Nada que um leitor de quadrinhos não conheça. Valeu também pela ousadia de trazer um clima sombrio aos filmes, de mostrar que antes de ser nossos salvadores, o super-heróis carregam um legado de destruição, morte e transformação para a humanidade. Que venham mais filmes de super-heróis sérios, mais destruição em massa e mais Deuses, mas sem perder a empolgação e a aventura.

Crítica: Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força

sw

Em respeito ao leitor, nossa crítica não tem SPOILERS

Por Társis Salvatore

Star Wars é a franquia mais importante da cultura pop. Foi essa ópera espacial que mudou o cinema e a forma de fazer cinema. Avançou em diversas mídias, como quadrinhos, livros e videogames. E o mais importante: Star Wars cravou personagens e ideias que estão imortalizados no imaginário popular.

Por isso, quando a Disney adquiriu a Lucasfilm, o anúncio de uma nova trilogia a partir de Star Wars – The Return of the Jedi explodiu a cabeça de milhões de fãs de todas as idades.

Como seria a continuação? Os atores originais estariam presentes? Quem iria dirigir? Será que depois do prelúdio, voltaríamos a assistir a um bom filme?

Não é exagero dizer que, embora tenham tido êxito comercial, Episode I: The Phantom Menace (1999), Episode II: Attack of the Clones (2002) e Episode III: Revenge of the Sith (2005) decepcionaram a maioria dos fãs, com sua ênfase nos efeitos especiais em detrimento às boas atuações e narrativas coesas.

Anunciados o diretor do novo filme (J.J.Abrams) e o elenco, com uma mistura de atores da trilogia clássica (Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew) e jovens talentos não tão conhecidos do grande público (Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, entre outros) a sensação de que as respostas seriam satisfatórias aumentou.

Assim, com grande expectativa e euforia, estreou nos cinemas, batendo recordes, Star Wars – The Force Awakens, narrando os acontecimentos trinta anos depois do episódio VI.

Finalmente, depois de três filmes frustrantes que fugiam ao espírito da trilogia clássica, temos um filme digno da marca Star Wars.

Mérito dos produtores, que criaram um ambiente real, sem focar apenas em efeitos especiais. Mérito do diretor J.J. Abrams, que fez o que o criador George Lucas não conseguiu com seu prequel: tirar o melhor de seus atores, equilibrar boas atuações e história emocionante, resgatar de forma precisa a nostalgia e beleza que o universo de Star Wars criou décadas atrás.

Mérito também dos novos personagens incríveis da saga, como os protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Kylo Ren (Adam Driver). Todos com carisma suficiente para abrir seu próprio espaço no panteão de grandes heróis e vilões de Star Wars.

Embora o roteiro tenha pontos obscuros – que devem ser preenchidos em outras mídias bem ao estilo Universo Expandido – a história convence e leva os fãs a uma jornada para desvendar os mistérios da Força e da Primeira Ordem, grupo que pretende seguir os passos do destronado Império galáctico.

É uma nova fase, que pretende trilhar o sucesso da trilogia clássica, ou no mínimo, se aproximar dela.

Star Wars – The Force Awakens convence, emociona e diverte. Não fica preso ao passado, mas reverencia o clima e a estética que fizeram de Star Wars a marca número um da Cultura Pop. É comprar a pipoca e curtir o momento. A Força está conosco, mais uma vez.

Papo de Quadrinho visitou: Forbidden Planet UK

Imagine um lugar onde é possível encontrar action-figures e afins de todas as franquias famosas da cultura pop, com ênfase nas novidades, mas sem esquecer os clássicos. Imagine que, nesse mesmo lugar, é possível encontrar quadrinhos, mangás e livros de todos os tipos, de todas as editoras, desde os mainstream até os  independentes (incluindo alguns brasileiros). Por fim, nesse mesmo (grande) espaço, encontramos acessórios, estatuetas, brinquedos, merchandising de games, de animações, de séries, camisetas (acompanhe nosso vídeo acima, com mais detalhes mostrando a loja).

Sim, queridos leitores, esse lugar mágico existe. Ele se chama Forbidden Planet, uma loja dos sonhos para qualquer nerd e demais amantes de cultura pop.

FPI

O verdadeiro templo da perdição

Fundada em 1975, a loja está localizada numa grande área – térreo e subsolo – em 179 Shaftesbury Ave, próximo ao metrô Tottenham Court Road Station, na região central de Londres. Para se ter uma ideia do poderio, a rede Forbidden Planet possui dezesseis lojas espalhadas pelo Reino Unido e uma nos Estados Unidos.

Embora o Brasil tenha boas lojas de quadrinhos e o mercado venha crescendo nos últimos anos, não é exagero dizer que nada se compara à Forbidden Planet.

Passado o choque de descobrir uma loja com essa magnitude, trocamos o desejo de comprar TUDO o que havia ali por esse breve registro do que mais nos chamou a atenção.

De cara, temos que destacar que a loja aproveita as febres do momento, e nada por aqui chama mais atenção do que Star Wars (vídeo). No primeiro andar, área dos action figures, há vitrines enormes com a franquia.

Entre os modelos, a febre são os Pop Vynil da Funko, que estão em todas as outras lojas, mas, aqui, ganham destaque. Há, claro, outras figuras de ação bacanas…

Clássicos como esse podem ser econtrados

Clássicos como esse podem ser econtrados

Bem como figuras de ação mais novas

Figuras de ação mais novas, baseadas em filmes

joker

Releituras do passado como essa de ‘Bátima e a Feira da Fruta’

Figuras de heróis que estão bombando nos quadrinhos atualmente

Figuras com os heróis  e heroínas que estão bombando nos quadrinhos agora

E outros brinquedos e camisetas também, tudo ambientado em um cenário adequado e que evoca o que há de melhor na cultura pop, sobretudo na ficção científica. São as mais variadas franquias das séries de TV, cinema e quadrinhos. 

V

Kit revolução, criado na Inglaterra e exportado para o mundo todo

Essa nave ENORME fica na entrada para o andar dos quadrinhos e livros

Essa nave linda é ENORME (arrisco dizer uns 3 metros) e fica na entrada para o subsolo.

No subsolo fica a área de quadrinhos. É possível se perder lá entro. Ampla e repleta de objetos do desejo, vale destacar as vitrines especiais de quadrinhos, livros e afins para todos os gostos, divididas por gêneros: infantil, adulto, adolescente, independentes, autores, mangás etc. Há vitrines especiais para alguns gêneros como steampunk, clássicos, sci-fi e RPG, entre outros.

Ao contrário da Nostalgia & Comics, a loja não tem uma área específica de HQs antigas, dando ênfase aos lançamentos e graphic novels. E vale lembrar que para os ingleses, graphic novel é um eufemismo para gibis encadernados. E aqui tudo que é lançado em revistas avulsas (com 22 páginas e capa simples), será encadernado posteriormente em arcos fechados.

independents

Tem muita HQ independentes!

Manga

Área de mangá é bem servida, com trabalhos atuais e clássicos

Uma área destacando autores famosos em coleções especiais

Uma área destacando autores famosos e suas coleções especiais

Tem brasileiro em destaque

Tem brasileiro em destaque, sim!

Para quem tem curiosidade sobre questões de gênero, no momento em que essa discussão está tão em voga no Brasil, vale destacar que a maioria dos atendentes da área de quadrinhos é de mulheres que entendem do riscado.

O prédio tem amplo acesso tranquilo para cadeirantes e só não é mais espaçoso porque a loja abarrota nos finais de semana de gente das mais diferentes nacionalidades.

Acesso especial para leitores especiais

Acesso especial para leitores especiais

Encerramos o passeio com uma sensação óbvia de incompletude, levando poucos produtos e chorando lágrimas de sangue pelo que não deu para comprar ou levar. Além da histórica falta de grana, há o problema de transportar tudo para o Brasil, ou seja, ficamos babando mas comprar mesmo…

Os preços dos produtos são semelhantes aos de outras lojas do gênero, com algumas promoções e, claro, um pouco maiores nas action figures que são lançamento.

Para os padrões locais, os valores são acessíveis até para quem não é tão abonado, bem diferente do Brasil. Mas se uma ilha pode ter tanto público consumidor e um lugar tão bacana, quem sabe um dia um país de proporções continentais como o nosso não chega lá?

Fica nossa reflexão e mais uma dica de lugar obrigatório para se visitar quando estiver em viagem pelo Reino Unido.

Leilão Nerd em Londres

Já sonhou em adquirir um traje original de Star Trek usado por Leonard Nimoy, ou uma arma utilizada diretamente no set de Star Wars? Talvez um convite autografado por Sir Alec Guinness?20150909_175514
De repente pode ser o capacete original do Rocketeer ou quem sabe a roupa original do primeiro longa do Superman usada pelo Christopher Reeve?

Eis a sua grande chance!

Está chegando em Londres  no dia 23 de setembro no Odeon BFI Imax em Waterloo, um leilão imperdível para colecionadores e fãs abonados de todo mundo que sonham em adquirir itens icônicos da Cultura Pop para engordar suas coleções.

São mais de 450 peças originais como pôsteres originais autografados, trajes autênticos usados nos filmes, miniaturas, convites, material de produção, peças de cenário, etc, etc.

As franquias são inúmeras: Doctor Who, 007, Harry Potter, Star Wars, Battlestar Galactica, Star Trek, De Volta Para o Futuro, Indiana Jones, Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, O Sétimo Elemento, Juiz Dredd, Gladiator e até peças de filmes cult como Blade Runner – O Caçador de Androides, Monty Python, Rocketter e Inimigo Meu.

O material foi usado em mais de 150 filmes diferentes na TV e no cinema. Para participar do evento ao vivo é necessário pagar entrada, mas é possível dar um lance via internet no site do evento, ou pelo telefone.

Os lances iniciais apesar de caros para um mortal comum, abrem um leque de opções para todos os bolsos e todos os gostos. Fizemos um vídeo simples mas feliz, para registrar o evento (ali em cima), com os devidos pedidos de desculpa pelas condições técnicas ruins (já que ali não podíamos falar alto) de gravação. Mesmo assim, vale conferir.

Fique de olho no site – ou dê uma chegada lá – escolha sua franquia favorita e boas compras! Em tempo,a exposição de algumas peças fica aberta ao público até este dia 23 de setembro. Corra lá!

Papo de Quadrinho viu: “Exposição Star Wars no Madame Tussauds”

Você já se imaginou como expectador da batalha entre Darth Vader e Luke Skywalker, ou estar ao lado de Han Solo na cantina de Mos Eisley, ou recebendo as orientações de Yoda no pantanoso planeta Dagobah?

Pois tudo isso se tornou possível quando a Disney se uniu ao Madame Tussauds – museu de cera mais famoso do mundo localizado em Londres – recriando dezesseis momentos icônicos de todos os filmes da Star Wars.

11937903_10203731962293474_1644602024_n

Na mão contra o recém convertido Sith

Este editor em sua primeira visita ao famoso museu foi conferir essa exposição que fica em cartaz por tempo limitado. A ideia é divulgar o lançamento do novo filme da franquia Star Wars em experiência de imersão, onde é possível circular (e claro, tirar milhares de fotos), vendo em detalhes cenas inesquecíveis dos filmes. Os detalhes das recriações das cenas, o cuidado com personagens e cenários emociona e encanta os visitantes.

11944535_10203731962213472_668833599_n

“Han, sabe porque o Hutt atravessou a rua?”

Madame-Tussauds-Star-Wars-Experience

Detalhes dos personagens nas mãos dos artistas do museu

11121230_10203731961573456_1672865796_n

” Ai então eu falei pro Anakin: tchê, nem vem com papo porque…”

A primeira coisa é chegar em Londres e descer na estação Baker Street, lar de um famoso detetive inglês que você já deve conhecer. Ali na estação, como em toda cidade, a sinalização é excelente e fica fácil achar o museu, no mesmo quarteirão.

Sherlock

Problemas? Só tocar em 221b em Baker Street

O preço do museu é salgado – 33 libras para visitar todo o museu, mais essa atração – ainda mais se contarmos com a libra na alturas como está na data desse texto. Desnecessário lembrar que as filas para ver e fotografar os cenários são enormes e é preciso bom humor e paciência. O Madame Tussauds tem dois cenários em que é possível fazer uma foto profissional, vendidas na saída da exposição por salgadas 15 libras, bem como uma lojinha com dezenas de produtos licenciados.

11948230_10203731961693459_1116658965_n

O editor posando ao lado do troféu

A última dica é resistir às tentações da lojinha e comprar algum souvenir legal e barato de Star Wars, como camisetas e brinquedos em outros locais, como as grandes lojas de conveniência como a Primark, H&M ou ainda em lojas especializadas, o que dá um outro passeio bacana.

Bom, e porque essa exposição foi feita em Londres? Talvez porque a filosofia Jedi é a quarta maior religião no Reino Unido, segundo censo de 2001. Ou seja, com a aproximação do novo filme, essa religião só deve ter aumentado!

O veredito é simples: se você está em Londres e é nerd (ou não), não pode perder essa oportunidade. Se as fotos na internet são legais, ao vivo a experiência é fantástica. Curta muito e que a Força esteja com você!

“Mundo dos Super-Heróis” explica fracasso de “Quarteto Fantástico” no cinema

Mundo dos Super-Heróis 70

Do Press-Release

Quarteto Fantástico, a terceira incursão no cinema da equipe de super-heróis dos quadrinhos, vem amargando nas bilheterias. No fim de semana de estreia nos Estados Unidos, faturou US$ 26 milhões, muito abaixo da expectativa dos executivos da 20th Century Fox e menos da metade arrecadada pelas produções anteriores, em 2005 e 2007.

A revista Mundo dos Super-Heróis 70 (agosto 2015) publica reportagem de capa que tenta explicar o fracasso do filme por motivos de vão muito além da falta de fidelidade aos quadrinhos que serviram de matéria-prima. A equipe da publicação assistiu ao filme antes da estreia e faz uma crítica em que aponta os piores momentos e aqueles (poucos) que se salvam.

A matéria traz ainda informações de bastidores que já davam indícios de que o resultado viria a ser frustrante tanto para o público como também para o estúdio. Como complemento para os fãs que não estão habituados à leitura dos quadrinhos de super-heróis, a revista explora alguns dos elementos de ficção científica presentes nas tramas do Quarteto Fantástico e um pôster central destacável de página dupla, ilustrado pelo brasileiro Joe Bennett, com arte final de Nelson Pereira e cores de Ellis Carlos.

O verso do pôster oferece uma “linha do tempo” com os principais fatos que marcaram o Quarteto Fantástico nos quadrinhos, TV e cinema desde sua criação em 1961 pelos lendários Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (arte), até a estreia do filme neste ano.

Outras matérias

O desenhista Jae Lee deu uma entrevista exclusiva para a Mundo dos Super-Heróis em que fala da carreira e limitações artísticas. Conhecido por seu estilo realista, Lee vem ao Brasil em dezembro para participar como convidado especial da Comic Con Experience, evento de cultura pop que acontece de 3 a 6 de dezembro, em São Paulo.

Para os colecionadores e fãs do Batman, a seção Action Figures faz um passeio pelas figuras de ação, estátuas e miniaturas baseadas na série do Homem-Morcego exibida na TV nos anos 1960. Apesar da enorme legião de fãs, produtos relacionados ao programa foram impedidos de chegar ao mercado por conta de um enrosco contratual entre a Fox e a Warner. Alguns desses bonecos receberam tratamento de luxo e custam mais de R$ 1.000,00.

Completam esta edição: Peneira Pop, com a cobertura da Fest Comix, notícias e curiosidades sobre os super-heróis; quiz para testar os conhecimentos dos leitores; o renascimento dos X-Men nos quadrinhos na década de 1970; linha do tempo do herói Luke Cage, que chega numa série exclusiva da Netflix no ano que vem; a trajetória da First Comics, editora independente que encarou as gigantes Marvel e DC nos anos 1980; análise da série O Longo Dia das Bruxas, uma das mais icônicas do Batman nos quadrinhos; resenhas, dicas de leitura e cartas dos leitores.

Sobre a revista

A Mundo dos Super-Heróis é a única revista brasileira especializada no universo dos super-heróis nas mais diferentes mídias: quadrinhos, livros, séries de TV, desenhos animados, internet e cinema. É também a mais duradoura publicação sobre o gênero, distribuída em bancas desde 2006 e com 70 edições lançadas.

SERVIÇO:

Mundo dos Super-Heróis 70

68 páginas / Formato 20,5 x 27,5 cm / Preço: R$ 12,50.

À venda em bancas de jornal, livrarias e lojas especializadas de todo o país. Assinaturas e compra de números atrasados podem ser feitas pelos telefones (11) 3038-5050 e 0800-888508 ou pelo site www.europanet.com.br/superheroi. Disponível também em versão digital na Apple Store (assinantes da revista impressa têm acesso gratuito ao conteúdo digital). Conheça também a revista nas redes sociais: facebook.com/revistaMSH e Twitter @superherois.

“Quarteto Fantástico” fracassa na estreia americana

THE FANTASTIC FOUR

É triste, mas previsível. Um diretor inexperiente, mudanças desnecessárias na mitologia dos quadrinhos, um reiterado desdém com os fãs. Isso tudo e mais alguns ingredientes acenderam a luz amarela quanto ao sucesso de Quarteto Fantástico nos cinemas.

A resposta veio rápida e implacável: no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, a produção dirigida por Josh Trank (Poder sem Limites) faturou apenas US$ 26,2 milhões nas bilheterias.

É pouco, muito pouco para uma produção milionária que se propunha a devolver a dignidade à superequipe dos quadrinhos depois de duas tentativas relativamente frustradas, em 2005 e 2007.

Para se ter uma ideia, a abertura de Quarteto Fantástico ocupa a 32ª segunda posição numa lista de 40 filmes estrelados por personagens da Marvel – isso em valores nominais, sem correção pela inflação.

Os filmes anteriores – Quarteto Fantástico e Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado – faturaram, no primeiro final de semana, US$ 56 milhões e US$ 58 milhões, respectivamente. No site agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme detém a incrível marca de 8% de críticas positivas, contra 27% e 37% de seus antecessores.

Nesta semana, à medida que as críticas negativas viralizavam na internet, Josh Trank publicou no seu Twitter (e depois apagou) que sua versão do filme seria muito melhor do que a que foi parar nas telas.

Boatos dão conta de que houve, sim, interferência de executivos da Fox, mas só porque o diretor parecia perdido, sem saber o que fazer com o filme e que mal se comunicava com elenco e equipe.

É previsível, mas ainda assim triste. A Fox perde dinheiro e os fãs perdem a oportunidade de assistir a um bom filme de uma das equipes de super-heróis mais bacanas dos quadrinhos.

O melhor que o estúdio tem a fazer é assumir sua incompetência, seguir os passos da Sony e chegar a um acordo para devolver os personagens à Marvel Studios. Quem sabe, assim, todos voltam a ganhar.

Assista ao trailer de Quarteto Fantástico:

Pixels e a Turma da Mônica

E já que o tema do mês é a Turma da Mônica, dá para entender porque seus personagens são um case de sucesso, sempre se renovando e estabelecendo conexões com produtos divertidos.

A Mauricio de Sousa Produções está lançando uma parceria inédita com a Sony Pictures Entertainment para promover o lançamento do filme PIXELS, nova comédia de Adam Sandler (que esse editor ADORA – me julguem!).

A sinopse de Pixels é hilária: seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra. A Terra é atacada usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas.

O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 1980 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Pixels, é uma produção da Sony que evoca a memória afetiva de toda uma geração que aprendeu a gostar de games nos primeiros consoles “pré-históricos” dos anos 1980.

pixel

O site dessa parceria é o http://turmadamonica.uol.com.br/monicapixel/ com informações do filme e com o imperdível “Limoeiro Invaders”, jogável aqui.  O novo longa de Adam Sandler estreia no dia 23 de julho, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, com cópias dubladas e legendadas em 2D e 3D.

“Vingadores – Era de Ultron” já é o terceiro filme mais assistido da Marvel Studios

M

O mais recente filme da principal equipe de super-heróis da editora faturou US$ 77,2 milhões entre os dias 8 e 10 de maio, de acordo com estimativa do site Box Office Mojo. O valor representa queda de 59% em relação ao fim de semana de estreia, entre os dias 1 e 3.

O resultado invejável continua abaixo do primeiro Os Vingadores. O longa de 2012 registrou queda menor, de 50%, entre os dois primeiros finais de semana, e acumulou US$ 373 milhões nos 10 primeiros dias de exibição – contra US$ 312,5 de Vingadores – Era de Ultron.

Na bilheteria mundial, Era de Ultron acumula US$ 876 milhões. Com isso, em apenas 10 dias superou as várias semanas de exibição dos ótimos Capitão América 2 – O Soldado Invernal (US$ 714,8 milhões) e Guardiões da Galáxia (US$ 774,2 milhões), e já se posiciona como o terceiro filme mais rentável da Marvel Studios, atrás apenas de Homem de Ferro 3 (US$ 1,21 bilhão) e Os Vingadores (US$ 1,5 bilhão).

Leia nossa crítica do filme aqui.

“Capitão América 3” vai juntar (quase) todos os heróis do cinema da Marvel

captain-america-3-art

Para em seguida separá-los…

Com o fim da expectativa pela estreia de Vingadores – Era de Ultron, os olhos dos fãs do universo cinematográfico da Marvel estão voltados para a produção seguinte, Homem-Formiga, que estreia no dia 16 de julho no Brasil.

“Estavam voltados”, seria mais correto dizer. O estúdio aproveitou o início das filmagens de Capitão América 3 – A Guerra Civil, que só chega aos cinemas em maio do ano que vem (28 de abril, no Brasil), para soltar novas informações e continuar dominando o noticiário nerd.

O que mais chama atenção é o extenso elenco de super-heróis, o que já rendeu ao longa o apelido de Vingadores 2.5: Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bethany), Máquina de Combate (Dan Cheadle), Falcão (Anthony Mackie), Soldado Invernal (Sebastian Stan) e Agente 13 (Emily VanCamp).

Como se já não fosse o bastante para arrancar lágrimas de qualquer fã, a Marvel confirmou hoje (7) que o Homem-Formiga (Paul Rudd) participa da produção, assim como o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross (William Hurt), que não era visto desde O Incrível Hulk, de 2008.

Ainda não está bom? Então vamos lá: outras aparições previstas são do Pantera Negra (Chadwick Boseman), antes de estrelar seu próprio filme em 2018, e do Homem-Aranha, em sua mais que aguardada estreia no universo cinematográfico da Marvel depois do acordo com a Sony. É certo que Martin Freeman, da série de TV Sherlock e da trilogia O Hobbit, também estará no filme, mas ainda não se sabe em qual papel.

Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Maria Hill (Cobie Smulders) ainda não foram mencionados (ênfase no “ainda”). No time dos vilões estão Ossos Cruzados (Frank Grillo, visto em Capitão América 2) e Barão Zemo (Daniel Brühl).

De que lado você está?

Para quem leu a série em quadrinhos que deu origem ao título do novo filme do Capitão América – Guerra Civil, de Mark Millar e Steve McNiven, 2006 –, essa proliferação de heróis não assusta. Afinal, para ocorrer uma cisão na comunidade super-heroica antes é preciso que haja uma comunidade super-heroica!

E isso a Marvel conseguiu. Em sete anos – desde o primeiro Homem de Ferro, em 2008 – o estúdio construiu um universo cinematográfico integrado e com heróis suficientes para promover sua Guerra Civil.

Pela sinopse do filme, também divulgada hoje, a trama deve acompanhar de perto os quadrinhos:

Capitão América 3 – A Guerra Civil retoma onde Vingadores – Era de Ultron parou, com Steve Rogers liderando o novo time de Vingadores em seu contínuo esforço para proteger a humanidade. Após outro incidente internacional envolvendo os Vingadores resultar em danos colaterais, políticos pressionam para implantar um sistema de prestação de contas e um órgão governamental para determinar quando os serviços da equipe são necessários. A nova situação divide os Vingadores enquanto eles tentam proteger o mundo de um novo e nefasto vilão”. Uau!

A direção de Capitão América 3 – A Guerra Civil é dos irmãos Joe e Anthony Russo, os mesmos do ótimo Capitão América 2  – O Soldado Invernal. A dupla já foi anunciada para substituir Joss Whedon nos próximos dois filmes dos Vingadores, Guerra Infinita – Partes 1 e 2.

Page 2 of 17

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2019