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Categoria: Cinema

Papo de Quadrinho viu: Homem-Aranha – De volta ao lar

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidos nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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O novo Homem-Aranha no cinema criou inúmeros dilemas. O jurídico, dizia respeito à disputa pelos direitos do personagem no cinema. A solução foi um entendimento entre Sony Pictures e Marvel Movies que levou o Homem-Aranha a fazer uma ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016).

Superado o entusiasmo e o amplo debate nas redes sociais, o caminho estava aberto para a Marvel Movies adaptar o “novo” Homem-Aranha em um filme solo. Mas como recontar uma história que todos conhecem de cor, e de quebra, inserí-la de forma coesa no rentável e organizado Universo Cinematográfico da Marvel (UCM)?

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Esse foi o desafio do diretor Jon Watts. Sem grandes filmes do gênero no curriculo, Watts encararia as inevitáveis comparações com os bem sucedidos filmes, como Homem-Aranha (2002) do diretor Sam Raimi, (estrelado por Tobey Maguire), bem como os mal sucedidos, como O Espetacular Homem-Aranha (2012) do diretor Marc Webb, (com Andrew Garfield como protagonista).

O resultado é positivo com sobras. Podemos considerar Homem-Aranha – De volta ao lar como o melhor Homem-Aranha já feito até aqui, por várias razões, mas em grande parte, graças ao carismático Peter Parker vivido de forma bilhante por Tom Holland.

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O filme acerta em atualizar Peter Parker, mas sem esquecer elementos básicos dos quadrinhos, muitos tirados do extinto universo Ultimate. Também acerta em não transformá-lo em um cara descolado, fugindo de sua essência de nerd tímido, talvez um dos maiores pecados dos filmes anteriores.

E felizmente o mais importante, não precisar recontar pela trilhonésima vez sua origem, outro acerto do longa.

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Peter Parker continua um nerd inseguro, embora muito inteligente. Constantemente trollado pela turma da escola e ainda fechado em seu mundo de diversões solitárias, tecnológicas e paixões platônicas.

Porém, é ai que temos o encaixe preciso com o UCM: Peter Parker já estava nele e já havia participado de uma missão com os Vingadores, já tinha ganhado um uniforme desenhado por Tony Stark.

Ao retornar para Nova York depois da luta em Capitão América: Guerra Civil, Parker fica como “estagiário” e enfrenta criminosos da vizinhança sob a supervisão do Homem de Ferro.

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O garoto acredita que pronto para desafios maiores, quando descobre as atividades do Abutre (muito bem feito por Michael Keaton) na cidade, mas perceberá o peso de suas responsabilidades e terá que lidar com perigo real. E neste contexto o Abutre é um vilão com motivações reais, e o mais importante: é um vilão factível,  assustador, não é um vovozinho decrepto de colant verde.

Com um sorriso no rosto ao final

A partir dai – para fugirmos de Spoilers – podemos dizer apenas que temos um filme muito bem dirigido. A narrativa não dá margem para dramas exagerados, nem excesso de piadinhas. Equilibra ação com emoção, enquanto entendemos um pouco o que se passa com o novo Peter Parker.

Acompanhamos seu desafio em dominar seus talentos, potencializados por seu traje-aranha tecnológico e o que é mais importante: sofremos com suas dúvidas entre conciliar uma vida comum e ordinária como estudante, com as responsabilidades e desafios de ser super-herói a altura dos Vingadores.

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Para tranquilizar os especuladores, o Homem de Ferro não interfere demais no filme e ainda garante boas risadas no final.  E por falar em final, há duas cenas extras, não saia da sala mesmo quando a música dos Ramones terminar.

Homem-Aranha – De volta ao lar é um filme redondo, com atuações muito boas e mistura ação e humor na justa medida, repetindo a (inesgotável) fórmula de sucesso dos filmes da Marvel. Além disso, o filme também funciona dentro de um universo maior, mas de forma bem encaixada, sem transtornos.

Deve divertir muito leitores de quadrinhos, (os mais velhos e saudosistas nem tanto…) ou quem for apenas fã do bem sucedido UCM. Mas para todos os público é um convite para sair do cinema com um sorriso no rosto.

Brasil terá exibição exclusiva de “A Piada Mortal” nos cinemas

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O Brasil não vai ficar de fora do hype do novo longa animado da DC/Warner, A Piada Mortal, adaptado da antológica graphic novel produzida por Alan Moore e Brian Bolland em 1988.

Numa parceria da rede Cinemark com o grupo Omelete, o longa será exibido em sessão única e exclusiva no dia 25 de julho, às 20h, com áudio original e legendas em português. Veja abaixo a lista das cidades e salas participantes.

Os ingressos já estão à venda (inclusive esgotados em algumas localidades), e podem ser adquiridos nas bilheterias ou site da rede Cinemark. O valor é de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia entrada. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto.

Nos Estados Unidos, A Piada Mortal será exibida no mesmo dia, em 1.075 salas – um recorde, segundo a revista Variety. Lá, a sessão será precedida de uma introdução feita por Mark Hamill (que dubla o Coringa), um documentário sobre o envolvimento do ator no projeto de adaptação, e os bastidores de uma das cenas.

Complexos participantes:

ARACAJU (SE)

Shopping Jardins – Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215

BELO HORIZONTE (MG)

Pátio Savassi – Av. do Contorno, 6061

BH Shopping – BR 356, 3049

BRASÍLIA (DF)

Pier 21 – S.C.E. Sul, Trecho 2

Iguatemi Brasília – St Shi/Norte, Quadra Ca-04

CAMPINAS (SP)

Iguatemi Campinas – Av. Iguatemi, 777

CAMPO GRANDE (MS)

Shopping Campo Grande – Av. Afonso Pena, 4909

CUIABÁ (MT)

Goiabeiras Shopping – Av. José Monteiro de Figueiredo, 500

CURITIBA (PR)

Shopping Mueller – Av. Candido de Abreu, 127

ParkShopping Barigui – Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600

FOZ DO IGUAÇU (PR)

Shopping Catuí Palladium – Av das Cataratas, 3570 – Vila Yolanda

FLORIANÓPOLIS (SC)

Floripa Shopping – Rod. Virgilio Várzea, 587

GOIÂNIA (GO)

Flamboyant – Av. Jamel Cecilio, 3300

GUARULHOS (SP)

Internacional Shopping Guarulhos – Rodovia Pres. Dutra, 397/650

JUAZEIRO (BA)

Juá Garden Shopping – Rodovia Lomato Júnior, km06, BR-407, 600 – Alto do Cruzeiro

LONDRINA (PR)

Boulevard Londrina Shopping – Av. Theodoro Victorelli, 150

MANAUS (AM)

Studio 5 – Av. Rodrigo Otávio, 555

MOGI DAS CRUZES (SP)

Mogi Shopping – Av Vereador Narciso Yague Guimarães 1001

NATAL (RN)

Midway Mall Natal – Av. Bernardo Vieira, 3775

NITERÓI (RJ)

Plaza Shopping Niterói – Rua XV de Novembro, 8

PORTO ALEGRE (RS)

Barra Shopping Sul – Av. Diário de Notícias, 300

Bourbon Ipiranga – Av. Ipiranga, 5200

RECIFE (PE)

RioMar – Av. República do Líbano, s/nº

Ribeirão Preto (SP)

Novo Shopping – Av. Presidente Kennedy, 1500

Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo Praia Shopping – Praia de Botafogo, 400

Shopping Metropolitano Barra – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1300

Downtown – Av. das Américas,500

SALVADOR (BA)

Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915

SANTOS (SP)

Praiamar Shopping – Rua Alexandre Martins, 80

SÃO PAULO (SP)

Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230

Eldorado – Av. Rebouças, 3970

Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 920

Metrô Santa Cruz – Rua Domingos de Morais, 2564

Pátio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947

Metro Tatuapé – Rua Domingos de Agostin, 91

Metrô Tucuruvi – Av. Doutor Antônio Maria Laet, 566

Tietê Plaza Shopping – Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1465

SÃO CAETANO DO SUL (SP)

ParkShopping São Caetano – Alameda Terracota, 545

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

Colinas Shopping – Av. São João, 2200

UBERLÂNDIA (MG)

Uberlândia Shopping – Av. Paulo Gracindo, 15

VARGINHA (MG)

Via Café Garden Shopping – Rua Humberto Pizzo, 999

VILA VELHA (ES)

Shopping Vila Velha – Rua Luciano das Neves, 2418

VITÓRIA (ES)

Shopping Vitória –Av. Américo Buaiz, 200

Crítica: Capitão América – Guerra Civil (SEM SPOILERS)

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Em respeito aos leitores do blog, o texto abaixo não contém spoilers

Há alguns anos, “super-herói” deixou de ser um gênero de cinema. Por questões de inteligência e sobrevivência, para não deixar a fórmula esgotar, roteiristas e diretores passaram a tratar os personagens de quadrinhos e seus superpoderes como pano de fundo para outros gêneros, como suspense político (Capitão América 2: O Soldado Invernal, de 2014), drama histórico (a crise dos mísseis de Cuba, em X-Men: Primeira Classe, 2011) e até comédia (Guardiões da Galáxia, 2014).

Capitão América: Guerra Civil, que estreou nessa quinta-feira, dia 28, no Brasil, faz parte dessa nova abordagem. O filme beira a perfeição: não há furos ou atalhos de roteiro, as cenas de ação são um espetáculo de coreografia, muito bem distribuídas nas 2h30 de duração, e os momentos de humor são equilibrados.

Na trama, um novo incidente coloca as ações dos Vingadores em suspeição. Cento e dezessete países assinam o Tratado de Sokovia, documento que obriga a superequipe a operar sob supervisão das Nações Unidas.

A decisão divide os heróis, tendo como expoentes Capitão América (Chris Evans, contra) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr., a favor). Os demais membros tomam partido muito mais por lealdade ou pragmatismo do que por convicção.

Em meio a esse debate, surgem duas figuras controversas: o Soldado Invernal (Sebastian Stan), amigo de infância do Capitão que foi transformado pela Hidra num mercenário assassino e é caçado pelos crimes do passado, e Helmut Zemo (Daniel Brühl), um pote cheio de mágoa e desejo de vingança.

Talvez aí resida o único senão de Guerra Civil. Mais que o Tratado de Sokovia (o equivalente ao Registro de Super-Heróis dos quadrinhos), é a motivação pessoal, e não a ideológica, que vai dar o contorno das desavenças entre os heróis no desenrolar da trama.

Os estreantes

Boa parte dos heróis criada no universo cinematográfico da Marvel desde 2008 está no filme: os já citados Capitão América e Homem de Ferro, Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Homem-Formiga (Paul Rudd).

Apesar de conhecidos do público e de cada um ter recebido seu quinhão de atenção, quem brilha mesmo são os estreantes Homem-Aranha (Tom Holland) e Pantera Negra (Chadwick Boseman).

O primeiro faz parte de um acordo entre Marvel e Sony (que detém os direitos do personagem no cinema). O reboot funcionou: Peter Parker ganhou sua versão cinematográfica mais condizente com os quadrinhos em termos de idade, visual, personalidade e poderes. Todo esse cuidado só aumenta a expectativa para o filme solo do aracnídeo, agendado para o ano que vem.

Da mesma forma, o Pantera Negra é a perfeita tradução de sua contraparte nos quadrinhos. Vale um destaque para seu estilo de luta que lembra o de um felino. Também ele ganhará filme solo, em 2018.

Mesmo não sendo um estreante, o Homem-Formiga guarda uma das maiores surpresas do filme para os fãs.

Ótimo, mas não o melhor

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Capitão América: Guerra Civil é um baita filme. Impõe um paradigma de qualidade que vai dar trabalho para os roteiristas e diretores dos próximos filmes da Marvel igualarem. Pela densidade do roteiro, pelo cuidado e respeito com um grande número de personagens, pelo notório comprometimento dos atores, pelas homenagens prestadas aos leitores de quadrinhos, Guerra Civil merece lugar privilegiado entre os melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Ainda assim, não é “o” melhor. Não é nem mesmo o melhor filme do universo cinematográfico da Marvel. Não tem o mesmo vigor de Os Vingadores (2012), a tensão de O Soldado Invernal ou a ousadia de Guardiões da Galáxia (nossas críticas aquiaqui e aqui). E isso não é nenhum demérito. Um filme de super-herói não precisa ser “o” melhor para ser ótimo, precisa ser empolgante, inteligente e bem feito.

Guerra Civil é, sem dúvida, um ótimo filme. Que merece ser visto, revisto e comentado, agora e nos muitos anos pela frente.

Papo de Quadrinho viu: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

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ATENÇÃO, para fazermos essa resenha será necessário usar SPOILERS. Se você ainda não viu o filme, veja antes de ler nossa resenha.

Quando foi anunciado um filme conjunto entre Batman e Superman, os maiores super-heróis da DC Comics, e ícones mundiais da cultura pop, a expectativa se tornou imensa. Some-se a isso uma novidade importante: a introdução da Mulher Maravilha, terceira figura mais importante na trindade da editora e que ganhará filme solo. Como a Warner/DC apresentaria seus heróis sem usar o consagrado recurso transmídia da Marvel Studios?

Foi com essa e outras perguntas em mente que a ansiedade tomou conta dos fãs e da imprensa, seguido por um curioso clima de haterismo na medida em que imagens e informações sobre o filme  eram divulgadas, principalmente pela escolha do ator Ben Affleck para viver o novo-velho Batman. O diretor, Zack Snyder, que também conta com um respeitável fã clube de haters, foi alvo contante de críticas antes sequer de o filme estrear.

Aos poucos, trailers mostraram grandes cenas, ideias promissoras, mas a dúvida permaneceu por parte de muitos fãs e haters: será um bom filme?

A despeito de todas as dúvidas e críticas, a resposta é SIM, é um bom filme. Ainda que tenha complexidades inesperadas para o público acostumado às adaptações de super-heróis (mas nem tanto para os leitores habituais de gibis da DC), e ainda que sofra uma inevitável comparação com o bom e bem azeitado universo cinematográfico da Marvel, Batman vs Superman – A Origem da Justiça tem muitos acertos e, a sua maneira, vai montar o universo DC no cinema.

Um passo para a Liga da Justiça

Ao contrário da sua concorrente, a DC trilhou um caminho denso, adulto e referendado por obras clássicas das HQs da editora, como O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e a Morte do Superman (Dan Jurgens), amarrando com a nova mitologia criada pelos Novos 52, de Geoff Johnsem que a DC Comics dá origem à Liga da Justiça a partir de um esforço para defender a Terra do maior vilão da editora, Darkseid (criação de Jack Kirby).

A paleta de cores escolhida para o filme é soturna. O Batman de Miller vivido por Ben Affleck é violento, capaz de usar uma arma. Um Batman pouco convencional. É um guerreiro amargurado, taciturno, que observa pesaroso uma armadura do Robin pixada com um desafio do Coringa, referência a Batman: A morte do Robin (Jim Starlin) e que vamos ter que esperar para saber mais no filme do Esquadrão Suicida. Um Batman repleto de perdas que percebe, após 20 anos combatendo o crime em Gotham, que seu trabalho é pequeno perto da ameaça representada pelo poderoso alien que atende por Superman (Henry Cavill) .

Visto ora como salvador ora como uma maldição, Superman é julgado por conta do espetáculo de destruição na luta contra o General Zod em O Homem de Aço, ainda que tenha salvado a Terra. O poder e o descontrole desses seres são questões levantadas pelo governo e por seu antagonista, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), apresentado como um jovem gênio psicótico, mimado e típico dos nossos dias, ao mesmo tempo em que lembra um cientista louco clássico dos quadrinhos.

Lex Luthor é um homem temeroso quanto ao futuro da humanidade, mas sedento pelo controle sobre ela. Ele sabe que esses super-humanos – ou metahumanos – são como os antigos Deuses. Essa loucura atinge seu expoente quando ele usa tecnologia kryptoniana para criar o monstro Apocalypse e tem contato, ao que parece, com a caixa materna. Antes, para que seu controle seja total, Luthor manipula os heróis e os guia rumo a um confronto inevitável.

Descobertas como vida alienígena, tecnologia avançada e aparição dos deuses e super-seres parecem ter grande impacto na vida do homem comum no universo cinematográfico da DC. Essas descobertas geram medo e levantam suspeitas. E nesse clima de desconfiança e descobertas está a figura enigmática de Diana (‎Gal Gadot ) uma poderosa guerreira que só conheceremos melhor em seu filme solo

Há também a citação nos arquivos de Luthor sobre outros personagens poderosos: um homem submarino, um jovem velocista e um ciborgue humano  criado com o uso de um objeto confidencial encontrado nos anos 1980, que os iniciados reconhecem como a caixa materna.

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Dessa forma, o filme sai do convencional quando mostra num misto de sonho e profecia, um Flash vindo de um futuro incerto, onde o Superman se tornou um mero agente local de um poder maior.

Eis os deslizes

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O ritmo da narrativa é muitas vezes quebrado, não funciona e arrasta o filme. E ainda que a narrativa de Snyder não obedeça a cartilha simples dos heróis Marvel, falta fluidez em diversos momentos.

A fluidez se perde, a grande quantidade de referências é um acerto que diante dos leigos, atrapalha. O público não iniciado tem problemas para entender referências da vinda de Darkseid, da Terra invadida por Apokolips, da caixa materna e dos parademônios. Acostumados à narrativa simplificada da Marvel, esse excesso de informações e referências são um problema para o filme, que eventualmente seria corrigido em uma versão estendida.

Nosso veredito

Se o filme não é perfeito por causa do ritmo e de tanta informação, as virtudes em Batman vs Superman – A Origem da Justiça estão na ousadia de tentar algo diferente para o gênero, sem apostar em soluções comuns e lineares que nos acostumamos a ver nos filmes da Marvel.

É um filme carregado de simbolismos, denso, soturno. Não é um filme infantil. Tem uma trilha sonora muito boa, atuações convincentes e surpreende o público ao tirar de cena um dos protagonistas, embora todo mundo que tenha lido quadrinhos sabe que ele vai voltar. A DC apontou um caminho interessante e diferente para seus filmes, que incluem um clima de tragédia para a humanidade, supostamente já condenada nas mãos de Darkseid.

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A forma como os outros filmes amarrarão essa narrativa é um novo mistério. Como apresentar os novos super-heróis sem usar a fórmula bem sucedida da Marvel?

A Warner/DC criou seu jeito de contar sua história. Às vezes confusa, às vezes pessimista, muitas vezes empolgante. Nada que um leitor de quadrinhos não conheça. Valeu também pela ousadia de trazer um clima sombrio aos filmes, de mostrar que antes de ser nossos salvadores, o super-heróis carregam um legado de destruição, morte e transformação para a humanidade. Que venham mais filmes de super-heróis sérios, mais destruição em massa e mais Deuses, mas sem perder a empolgação e a aventura.

Crítica: Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força

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Em respeito ao leitor, nossa crítica não tem SPOILERS

Por Társis Salvatore

Star Wars é a franquia mais importante da cultura pop. Foi essa ópera espacial que mudou o cinema e a forma de fazer cinema. Avançou em diversas mídias, como quadrinhos, livros e videogames. E o mais importante: Star Wars cravou personagens e ideias que estão imortalizados no imaginário popular.

Por isso, quando a Disney adquiriu a Lucasfilm, o anúncio de uma nova trilogia a partir de Star Wars – The Return of the Jedi explodiu a cabeça de milhões de fãs de todas as idades.

Como seria a continuação? Os atores originais estariam presentes? Quem iria dirigir? Será que depois do prelúdio, voltaríamos a assistir a um bom filme?

Não é exagero dizer que, embora tenham tido êxito comercial, Episode I: The Phantom Menace (1999), Episode II: Attack of the Clones (2002) e Episode III: Revenge of the Sith (2005) decepcionaram a maioria dos fãs, com sua ênfase nos efeitos especiais em detrimento às boas atuações e narrativas coesas.

Anunciados o diretor do novo filme (J.J.Abrams) e o elenco, com uma mistura de atores da trilogia clássica (Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew) e jovens talentos não tão conhecidos do grande público (Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, entre outros) a sensação de que as respostas seriam satisfatórias aumentou.

Assim, com grande expectativa e euforia, estreou nos cinemas, batendo recordes, Star Wars – The Force Awakens, narrando os acontecimentos trinta anos depois do episódio VI.

Finalmente, depois de três filmes frustrantes que fugiam ao espírito da trilogia clássica, temos um filme digno da marca Star Wars.

Mérito dos produtores, que criaram um ambiente real, sem focar apenas em efeitos especiais. Mérito do diretor J.J. Abrams, que fez o que o criador George Lucas não conseguiu com seu prequel: tirar o melhor de seus atores, equilibrar boas atuações e história emocionante, resgatar de forma precisa a nostalgia e beleza que o universo de Star Wars criou décadas atrás.

Mérito também dos novos personagens incríveis da saga, como os protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Kylo Ren (Adam Driver). Todos com carisma suficiente para abrir seu próprio espaço no panteão de grandes heróis e vilões de Star Wars.

Embora o roteiro tenha pontos obscuros – que devem ser preenchidos em outras mídias bem ao estilo Universo Expandido – a história convence e leva os fãs a uma jornada para desvendar os mistérios da Força e da Primeira Ordem, grupo que pretende seguir os passos do destronado Império galáctico.

É uma nova fase, que pretende trilhar o sucesso da trilogia clássica, ou no mínimo, se aproximar dela.

Star Wars – The Force Awakens convence, emociona e diverte. Não fica preso ao passado, mas reverencia o clima e a estética que fizeram de Star Wars a marca número um da Cultura Pop. É comprar a pipoca e curtir o momento. A Força está conosco, mais uma vez.

Papo de Quadrinho visitou: Forbidden Planet UK

Imagine um lugar onde é possível encontrar action-figures e afins de todas as franquias famosas da cultura pop, com ênfase nas novidades, mas sem esquecer os clássicos. Imagine que, nesse mesmo lugar, é possível encontrar quadrinhos, mangás e livros de todos os tipos, de todas as editoras, desde os mainstream até os  independentes (incluindo alguns brasileiros). Por fim, nesse mesmo (grande) espaço, encontramos acessórios, estatuetas, brinquedos, merchandising de games, de animações, de séries, camisetas (acompanhe nosso vídeo acima, com mais detalhes mostrando a loja).

Sim, queridos leitores, esse lugar mágico existe. Ele se chama Forbidden Planet, uma loja dos sonhos para qualquer nerd e demais amantes de cultura pop.

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O verdadeiro templo da perdição

Fundada em 1975, a loja está localizada numa grande área – térreo e subsolo – em 179 Shaftesbury Ave, próximo ao metrô Tottenham Court Road Station, na região central de Londres. Para se ter uma ideia do poderio, a rede Forbidden Planet possui dezesseis lojas espalhadas pelo Reino Unido e uma nos Estados Unidos.

Embora o Brasil tenha boas lojas de quadrinhos e o mercado venha crescendo nos últimos anos, não é exagero dizer que nada se compara à Forbidden Planet.

Passado o choque de descobrir uma loja com essa magnitude, trocamos o desejo de comprar TUDO o que havia ali por esse breve registro do que mais nos chamou a atenção.

De cara, temos que destacar que a loja aproveita as febres do momento, e nada por aqui chama mais atenção do que Star Wars (vídeo). No primeiro andar, área dos action figures, há vitrines enormes com a franquia.

Entre os modelos, a febre são os Pop Vynil da Funko, que estão em todas as outras lojas, mas, aqui, ganham destaque. Há, claro, outras figuras de ação bacanas…

Clássicos como esse podem ser econtrados

Clássicos como esse podem ser econtrados

Bem como figuras de ação mais novas

Figuras de ação mais novas, baseadas em filmes

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Releituras do passado como essa de ‘Bátima e a Feira da Fruta’

Figuras de heróis que estão bombando nos quadrinhos atualmente

Figuras com os heróis  e heroínas que estão bombando nos quadrinhos agora

E outros brinquedos e camisetas também, tudo ambientado em um cenário adequado e que evoca o que há de melhor na cultura pop, sobretudo na ficção científica. São as mais variadas franquias das séries de TV, cinema e quadrinhos. 

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Kit revolução, criado na Inglaterra e exportado para o mundo todo

Essa nave ENORME fica na entrada para o andar dos quadrinhos e livros

Essa nave linda é ENORME (arrisco dizer uns 3 metros) e fica na entrada para o subsolo.

No subsolo fica a área de quadrinhos. É possível se perder lá entro. Ampla e repleta de objetos do desejo, vale destacar as vitrines especiais de quadrinhos, livros e afins para todos os gostos, divididas por gêneros: infantil, adulto, adolescente, independentes, autores, mangás etc. Há vitrines especiais para alguns gêneros como steampunk, clássicos, sci-fi e RPG, entre outros.

Ao contrário da Nostalgia & Comics, a loja não tem uma área específica de HQs antigas, dando ênfase aos lançamentos e graphic novels. E vale lembrar que para os ingleses, graphic novel é um eufemismo para gibis encadernados. E aqui tudo que é lançado em revistas avulsas (com 22 páginas e capa simples), será encadernado posteriormente em arcos fechados.

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Tem muita HQ independentes!

Manga

Área de mangá é bem servida, com trabalhos atuais e clássicos

Uma área destacando autores famosos em coleções especiais

Uma área destacando autores famosos e suas coleções especiais

Tem brasileiro em destaque

Tem brasileiro em destaque, sim!

Para quem tem curiosidade sobre questões de gênero, no momento em que essa discussão está tão em voga no Brasil, vale destacar que a maioria dos atendentes da área de quadrinhos é de mulheres que entendem do riscado.

O prédio tem amplo acesso tranquilo para cadeirantes e só não é mais espaçoso porque a loja abarrota nos finais de semana de gente das mais diferentes nacionalidades.

Acesso especial para leitores especiais

Acesso especial para leitores especiais

Encerramos o passeio com uma sensação óbvia de incompletude, levando poucos produtos e chorando lágrimas de sangue pelo que não deu para comprar ou levar. Além da histórica falta de grana, há o problema de transportar tudo para o Brasil, ou seja, ficamos babando mas comprar mesmo…

Os preços dos produtos são semelhantes aos de outras lojas do gênero, com algumas promoções e, claro, um pouco maiores nas action figures que são lançamento.

Para os padrões locais, os valores são acessíveis até para quem não é tão abonado, bem diferente do Brasil. Mas se uma ilha pode ter tanto público consumidor e um lugar tão bacana, quem sabe um dia um país de proporções continentais como o nosso não chega lá?

Fica nossa reflexão e mais uma dica de lugar obrigatório para se visitar quando estiver em viagem pelo Reino Unido.

Leilão Nerd em Londres

Já sonhou em adquirir um traje original de Star Trek usado por Leonard Nimoy, ou uma arma utilizada diretamente no set de Star Wars? Talvez um convite autografado por Sir Alec Guinness?20150909_175514
De repente pode ser o capacete original do Rocketeer ou quem sabe a roupa original do primeiro longa do Superman usada pelo Christopher Reeve?

Eis a sua grande chance!

Está chegando em Londres  no dia 23 de setembro no Odeon BFI Imax em Waterloo, um leilão imperdível para colecionadores e fãs abonados de todo mundo que sonham em adquirir itens icônicos da Cultura Pop para engordar suas coleções.

São mais de 450 peças originais como pôsteres originais autografados, trajes autênticos usados nos filmes, miniaturas, convites, material de produção, peças de cenário, etc, etc.

As franquias são inúmeras: Doctor Who, 007, Harry Potter, Star Wars, Battlestar Galactica, Star Trek, De Volta Para o Futuro, Indiana Jones, Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, O Sétimo Elemento, Juiz Dredd, Gladiator e até peças de filmes cult como Blade Runner – O Caçador de Androides, Monty Python, Rocketter e Inimigo Meu.

O material foi usado em mais de 150 filmes diferentes na TV e no cinema. Para participar do evento ao vivo é necessário pagar entrada, mas é possível dar um lance via internet no site do evento, ou pelo telefone.

Os lances iniciais apesar de caros para um mortal comum, abrem um leque de opções para todos os bolsos e todos os gostos. Fizemos um vídeo simples mas feliz, para registrar o evento (ali em cima), com os devidos pedidos de desculpa pelas condições técnicas ruins (já que ali não podíamos falar alto) de gravação. Mesmo assim, vale conferir.

Fique de olho no site – ou dê uma chegada lá – escolha sua franquia favorita e boas compras! Em tempo,a exposição de algumas peças fica aberta ao público até este dia 23 de setembro. Corra lá!

Papo de Quadrinho viu: “Exposição Star Wars no Madame Tussauds”

Você já se imaginou como expectador da batalha entre Darth Vader e Luke Skywalker, ou estar ao lado de Han Solo na cantina de Mos Eisley, ou recebendo as orientações de Yoda no pantanoso planeta Dagobah?

Pois tudo isso se tornou possível quando a Disney se uniu ao Madame Tussauds – museu de cera mais famoso do mundo localizado em Londres – recriando dezesseis momentos icônicos de todos os filmes da Star Wars.

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Na mão contra o recém convertido Sith

Este editor em sua primeira visita ao famoso museu foi conferir essa exposição que fica em cartaz por tempo limitado. A ideia é divulgar o lançamento do novo filme da franquia Star Wars em experiência de imersão, onde é possível circular (e claro, tirar milhares de fotos), vendo em detalhes cenas inesquecíveis dos filmes. Os detalhes das recriações das cenas, o cuidado com personagens e cenários emociona e encanta os visitantes.

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“Han, sabe porque o Hutt atravessou a rua?”

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Detalhes dos personagens nas mãos dos artistas do museu

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” Ai então eu falei pro Anakin: tchê, nem vem com papo porque…”

A primeira coisa é chegar em Londres e descer na estação Baker Street, lar de um famoso detetive inglês que você já deve conhecer. Ali na estação, como em toda cidade, a sinalização é excelente e fica fácil achar o museu, no mesmo quarteirão.

Sherlock

Problemas? Só tocar em 221b em Baker Street

O preço do museu é salgado – 33 libras para visitar todo o museu, mais essa atração – ainda mais se contarmos com a libra na alturas como está na data desse texto. Desnecessário lembrar que as filas para ver e fotografar os cenários são enormes e é preciso bom humor e paciência. O Madame Tussauds tem dois cenários em que é possível fazer uma foto profissional, vendidas na saída da exposição por salgadas 15 libras, bem como uma lojinha com dezenas de produtos licenciados.

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O editor posando ao lado do troféu

A última dica é resistir às tentações da lojinha e comprar algum souvenir legal e barato de Star Wars, como camisetas e brinquedos em outros locais, como as grandes lojas de conveniência como a Primark, H&M ou ainda em lojas especializadas, o que dá um outro passeio bacana.

Bom, e porque essa exposição foi feita em Londres? Talvez porque a filosofia Jedi é a quarta maior religião no Reino Unido, segundo censo de 2001. Ou seja, com a aproximação do novo filme, essa religião só deve ter aumentado!

O veredito é simples: se você está em Londres e é nerd (ou não), não pode perder essa oportunidade. Se as fotos na internet são legais, ao vivo a experiência é fantástica. Curta muito e que a Força esteja com você!

“Mundo dos Super-Heróis” explica fracasso de “Quarteto Fantástico” no cinema

Mundo dos Super-Heróis 70

Do Press-Release

Quarteto Fantástico, a terceira incursão no cinema da equipe de super-heróis dos quadrinhos, vem amargando nas bilheterias. No fim de semana de estreia nos Estados Unidos, faturou US$ 26 milhões, muito abaixo da expectativa dos executivos da 20th Century Fox e menos da metade arrecadada pelas produções anteriores, em 2005 e 2007.

A revista Mundo dos Super-Heróis 70 (agosto 2015) publica reportagem de capa que tenta explicar o fracasso do filme por motivos de vão muito além da falta de fidelidade aos quadrinhos que serviram de matéria-prima. A equipe da publicação assistiu ao filme antes da estreia e faz uma crítica em que aponta os piores momentos e aqueles (poucos) que se salvam.

A matéria traz ainda informações de bastidores que já davam indícios de que o resultado viria a ser frustrante tanto para o público como também para o estúdio. Como complemento para os fãs que não estão habituados à leitura dos quadrinhos de super-heróis, a revista explora alguns dos elementos de ficção científica presentes nas tramas do Quarteto Fantástico e um pôster central destacável de página dupla, ilustrado pelo brasileiro Joe Bennett, com arte final de Nelson Pereira e cores de Ellis Carlos.

O verso do pôster oferece uma “linha do tempo” com os principais fatos que marcaram o Quarteto Fantástico nos quadrinhos, TV e cinema desde sua criação em 1961 pelos lendários Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (arte), até a estreia do filme neste ano.

Outras matérias

O desenhista Jae Lee deu uma entrevista exclusiva para a Mundo dos Super-Heróis em que fala da carreira e limitações artísticas. Conhecido por seu estilo realista, Lee vem ao Brasil em dezembro para participar como convidado especial da Comic Con Experience, evento de cultura pop que acontece de 3 a 6 de dezembro, em São Paulo.

Para os colecionadores e fãs do Batman, a seção Action Figures faz um passeio pelas figuras de ação, estátuas e miniaturas baseadas na série do Homem-Morcego exibida na TV nos anos 1960. Apesar da enorme legião de fãs, produtos relacionados ao programa foram impedidos de chegar ao mercado por conta de um enrosco contratual entre a Fox e a Warner. Alguns desses bonecos receberam tratamento de luxo e custam mais de R$ 1.000,00.

Completam esta edição: Peneira Pop, com a cobertura da Fest Comix, notícias e curiosidades sobre os super-heróis; quiz para testar os conhecimentos dos leitores; o renascimento dos X-Men nos quadrinhos na década de 1970; linha do tempo do herói Luke Cage, que chega numa série exclusiva da Netflix no ano que vem; a trajetória da First Comics, editora independente que encarou as gigantes Marvel e DC nos anos 1980; análise da série O Longo Dia das Bruxas, uma das mais icônicas do Batman nos quadrinhos; resenhas, dicas de leitura e cartas dos leitores.

Sobre a revista

A Mundo dos Super-Heróis é a única revista brasileira especializada no universo dos super-heróis nas mais diferentes mídias: quadrinhos, livros, séries de TV, desenhos animados, internet e cinema. É também a mais duradoura publicação sobre o gênero, distribuída em bancas desde 2006 e com 70 edições lançadas.

SERVIÇO:

Mundo dos Super-Heróis 70

68 páginas / Formato 20,5 x 27,5 cm / Preço: R$ 12,50.

À venda em bancas de jornal, livrarias e lojas especializadas de todo o país. Assinaturas e compra de números atrasados podem ser feitas pelos telefones (11) 3038-5050 e 0800-888508 ou pelo site www.europanet.com.br/superheroi. Disponível também em versão digital na Apple Store (assinantes da revista impressa têm acesso gratuito ao conteúdo digital). Conheça também a revista nas redes sociais: facebook.com/revistaMSH e Twitter @superherois.

“Quarteto Fantástico” fracassa na estreia americana

THE FANTASTIC FOUR

É triste, mas previsível. Um diretor inexperiente, mudanças desnecessárias na mitologia dos quadrinhos, um reiterado desdém com os fãs. Isso tudo e mais alguns ingredientes acenderam a luz amarela quanto ao sucesso de Quarteto Fantástico nos cinemas.

A resposta veio rápida e implacável: no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, a produção dirigida por Josh Trank (Poder sem Limites) faturou apenas US$ 26,2 milhões nas bilheterias.

É pouco, muito pouco para uma produção milionária que se propunha a devolver a dignidade à superequipe dos quadrinhos depois de duas tentativas relativamente frustradas, em 2005 e 2007.

Para se ter uma ideia, a abertura de Quarteto Fantástico ocupa a 32ª segunda posição numa lista de 40 filmes estrelados por personagens da Marvel – isso em valores nominais, sem correção pela inflação.

Os filmes anteriores – Quarteto Fantástico e Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado – faturaram, no primeiro final de semana, US$ 56 milhões e US$ 58 milhões, respectivamente. No site agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme detém a incrível marca de 8% de críticas positivas, contra 27% e 37% de seus antecessores.

Nesta semana, à medida que as críticas negativas viralizavam na internet, Josh Trank publicou no seu Twitter (e depois apagou) que sua versão do filme seria muito melhor do que a que foi parar nas telas.

Boatos dão conta de que houve, sim, interferência de executivos da Fox, mas só porque o diretor parecia perdido, sem saber o que fazer com o filme e que mal se comunicava com elenco e equipe.

É previsível, mas ainda assim triste. A Fox perde dinheiro e os fãs perdem a oportunidade de assistir a um bom filme de uma das equipes de super-heróis mais bacanas dos quadrinhos.

O melhor que o estúdio tem a fazer é assumir sua incompetência, seguir os passos da Sony e chegar a um acordo para devolver os personagens à Marvel Studios. Quem sabe, assim, todos voltam a ganhar.

Assista ao trailer de Quarteto Fantástico:

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