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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Társis Salvatore (Page 1 of 16)

Papo de Quadrinho viu: John Wick 3 – Parabellum

A convite da produtora Espaço Z nosso editor acompanhou ‘John Wick 3 – Parabellum’, novo longa da franquia. Em respeito aos nossos leitores nossa resenha NÃO TEM SPOILERS

“Si vis pacem, para bellum (Se você quer paz, prepare-se para a guerra).

O primeiro John Wick era apenas um sonho do roteirista Derek Kolstad que pretendia criar um passeio através de um universo cativante, perigoso e sangrento, estruturado em suas próprias regras, porém oculto nas sombras da nossa sociedade desde os tempos imemoriais. Esse roteiro atraiu o ator Keanu Reeves, que encarnou o personagem com perfeição e o restante é uma história de sucesso com os filmes: “John Wick – De Volta Ao Jogo” (2014) e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” (2017).
Assim, John Wick se tornou um ícone abraçado por platéias curiosas e empolgadas por ver e saber mais sobre ele e seu universo.

Em ‘Parabellum’ (ou ‘prepare-se para a Guerra’) a história começa exatamente onde John Wick terminou em “Um Novo Dia Para Matar”, com o protagonista fugindo do Hotel Continental, na pulsante Manhattan. Ele quebrou uma das regras fundamentais: matou um poderoso chefe da máfia no espaço neutro e protegido do hotel, o que lhe “excomungou” e rendeu um prêmio substancioso por sua cabeça, algo que aguça a imaginação de todos ao redor do mundo.

É durante sua fuga que sabemos mais sobre The High Table (ou Alta Cúpula dos Assassinos), grupo que não apenas gerencia a morte ao redor do mundo, mas também serve como uma espécie de sistema de justiça, com seus executores dos reinos do crime pelo mundo. Todo esse sistema é mantido graças a um sólido código de honra e uma elite que faz cumprir essa lei.

Aos poucos é revelado mais sobre esse incrível mundo mitológico e hiper-real com hotéis secretos e os homens e mulheres mais perigosos do mundo que o procuram a cada esquina.

Para sobreviver, nosso anti-herói precisa sair de cena e ao voltar às suas origens. É assim que conheceremos mais sobre os mistérios de como John Wick se tornou o assassino “Baba Yaga”.

Reeves faz um personagem brutal e ao mesmo tempo carismático, embora nunca sorria. Sua fuga é marcada por sequencias impressionantes de lutas, mortes, perseguições e tiroteios – tudo emoldurado dentro de uma fotografia minuciosamente bem feita. Há tempos que esse editor se diverte muito mais com os exageros do “wickiverso” do que com as aventuras de um 007.

Por fim, é preciso dizer que embora  seja um filme divertido e conte com um elenco estrelado de grandes atores e atrizes como Ian McShane (Gerente) e Halle Berry (Sofia), a história em si mesma não acrescenta muito ao todo – é apenas mais um capítulo de vingança e morte. Mas pelo menos desta vez, todo os assassinos sabem o que acontecem quando se atira em um cachorro.

O filme estreia nesta quinta-feira (16/05) com uma ação desenfreada, maior até que os filmes antecessores.  O espectador encontrará um Wick ainda mais letal e violento em busca de sua sobrevivência, uma experiência de adrenalina e violência tão bem feita que empolga.

Despretencioso, vale o ingresso e vai agradar aos fãs do genero.

SHAZAM! Inspira parceria entre Warner, J. W. Thompson e Associação Maria Helen Drexel

O filme Shazam! conta a história de um menino de 14 anos que cresceu longe dos pais e que se transforma em um super-herói adulto mas com espírito de uma criança e poderes divinos. Com isso em mente a J. Walter Thompson fez uma campanha para incentivar que as pessoas busquem mais informações sobre os jovens que vivem em casas de acolhimento.

Muitas crianças e adolescentes que moram nesses abrigos podem ser apadrinhados afetivamente ou adotados, o que nem sempre é de conhecimento da sociedade brasileira. Este editor só sabia desse modelo de apadrinhamento porque casualmante já tinha conhecidos que faziam esse trabalho incrível que envolve mais que doação em dinheiro, mas também interesse, amor e compaixão. 

Para celebrar esta campanha, a Warner Bros. Pictures apadrinhou simbolicamente 80 crianças de casas de acolhimento por um dia, convidando-as para assistir ao filme Shazam! em uma pré-estreia especial realizada no último sábado, 30 de março, com o apoio do Kinoplex Vila Olímpia (SP), que cedeu a sala e a pipoca e da Piticas, que doou as camisetas para as crianças. Juízes que apoiaram e autorizaram a campanha também estavam presentes.

As peças da campanha foram assinadas com a frase: “os superpoderes eles já têm. Agora só falta o seu apoio”, pois o objetivo da campanha é informar e conscientizar as pessoas por meio das histórias dos jovens. As crianças que vivem em instituições de acolhimento, como a Associação Maria Helen Drexel, convidam você a conhecer os super-heróis da vida real no site da instituição.

Você pode ler nessa resenha do filme Shazam, aqui!

Papo de Quadrinho viu e gritou: – SHAZAM!

A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu o mais novo filme da DC Universe nos cinemas, Shazam! Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers.

Um jovem delinquente órfão de 14 anos chamado Billy Batson recebeu o poder mágico de se tornar um super-herói praticamente imbatível. Para isso, basta ele gritar a palavra mágica – SHAZAM!

Shazam! ou melhor, o Capitão Marvel foi criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e o desenhista C.C. Beck, aparecendo pela primeira vez em 1940. Foi publicado pela Fawcett Comics até 1953, e só retornou em 1973 quando teve seus direitos adquiridos pela DC Comics, depois de uma longa batalha judicial que não nos deteremos agora.

A versão que você verá nos cinemas traz elementos baseados tanto na origem de Shazam, como nas versões apresentadas nos quadrinhos em 1994 por Jerry Ordway e mais recentemente por Geoff Johns.

Como todos os filmes de origem, o diretor David F. Sandenberg (Anabelle 2)  narra como o jovem órfão Billy Batson (Asher Angel), recebe de um misterioso mago o poder de se transformar em um super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi) apenas evocando seu nome.

Num panorama cinematográfico Shazam! reforça a mudança de direcionamento criativo que a DC/Warner vem tomando nos cinemas desde Mulher-Maravilha e seguindo por Aquaman. O filme apresenta um enredo e ambientação mais voltados aos quadrinhos heróicos e despretensiosos, mesclando de forma equilibrada humor e aventura, e abandonando toda a ambientação “dark” e a seriedade de Batman vs. Super-Homem e Liga da Justiça. Ponto positivo para agradar os mais diversos espectadores e marcar o caminho que as produções da DC/Warner devem seguir daqui por diante.

Durante o filme vemos situações cômicas com a descoberta dos poderes de Billy como Shazam, assim como sua relação com sua família adotiva e seus irmãos. O mérito do filme é abordar a história de origem com um tom leve, com inocência e diversão. Ficamos realmente com a impressão que Shazam é um garoto no corpo de um adulto superpoderoso, interpretação muito bem executada por Zachay Levi.

A interação dos personagens, especialmente nas cenas com o irmão Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), é outro pontos forte do filme, com tiradas geeks relacionadas aos poderes de super-heróis. Chama a atenção a essência familiar do filme, que aproxima e humaniza o personagem, deixando claro que além de super-herói, ele ainda é um adolescente de 14 anos órfão que precisa se ajustar com um novo lar e uma família adotiva. Essa questão vai se desenvolvendo ao longo do filme, construindo as relações entre os personagens.

O vilão do filme, Dr. Silvana, interpretado por Mark Strong, traz um personagem bem construído, contando sua origem e deixando claro suas intenções, com visual e trejeitos que conseguem unir as diferentes versões do personagem dos quadrinhos.

Em relação aos efeitos especiais e as cenas de ação, elas não deixam nada a desejar para o gênero de um filme de super-herói. Tanto os efeitos nas cenas de ação urbanas quanto de outros obstáculos que surgem para ameaçar o Shazam, nada destoa. Parece que a DC/Warner aprendeu a criar vilões e outros perigos virtuais que funcionem e amedrontem, diferente do insípido (e virtual) Lobo da Estepe em Liga da Justiça.

A trilha sonora une músicas populares, com rock (Ramones – I don´t Wanna Grow Up), rap (Kendrick Lamar – Humble), soul (Natalie Cole – This Will Be) e até clássicos (Bing Crosby – Do you hear what I hear) que consegue casar com os diversos momentos do filme, reforçando ainda mais a função da película  de entregar uma narrativa alto astral e divertida, lembrando os filmes de aventura dos anos 1980. O tema musical do Shazam foi conduzido e composto por Benjamin Wallfisch, e remete ao clássico grandioso de John Willians em Superman.

Para os fãs de quadrinhos o filme não foge à regra e está recheado de referências tanto dos quadrinhos, quanto no universo cinematográfico da DC e até de um certo clássico do cinema de 1978.

Ah e após os créditos, teremos duas cenas extras, portanto vale a pena ficar até o final da projeção!

Nerds da quebrada


Com fotos e informações de Edie Fortini para o Papo de Quadrinho.

No último domingo (24/03), a Fábrica de Cultura do Capão Redondo recebeu a primeira edição do PerifaCon, uma iniciativa de um grupo de amantes de quadrinhos, livros, desenhos e cultura pop o geral que cresceram nas periferias de São Paulo. A ideia era levar a Cultura Pop para quem não tem no mínimo 110 pilas para um ingresso “barato” de uma CCXP e acaba ficando à margem deste universo Nerd.

O evento foi produziado de modo colaborativo, através do lançamento de uma campanha de financiamento coletivo no final do ano passado. Contou ainda, com o patrocínio e o apoio da Chiaroscuro Studios, uma das maiores agências de representação de quadrinistas que também levou uma programação exclusiva com a presença de vários artistas brasileiros de renome que atuam na DC Comics, Marvel Comics, Image Comics, Titan Books e Dark Horse entre outras. Um incentivo financeiro e operacional que merece aplausos.

Foram mais de 7 horas de programação acontecendo simultaneamente nos 7 andares da Fábrica. Em números a 1ª edição teve mais 200 pedidos de artistas para participar do Beco dos Artistas, mais de 150 mídias de imprensa credenciadas, mais de 150 inscrições de voluntários e quase 3 mil pessoas previamente credenciadas como visitantes.

“Nossa expectativa de público era de aproximadamente 3 mil pessoas, tendo como base as inscrições feitas previamente. Às 14h, do dia 24 a fila na porta do evento já apresentava indícios de um sucesso além do esperado. O público ultrapassou a marca de 4 mil visitantes, levando a superlotação do prédio, o que infelizmente nos levou a encerrar e entrada de novos visitantes por uma questão de segurança”, comenta Luíze Tavares, produtora do evento.

As filas causaram algum transtorno para os visitantes, mas com o sucesso nas visitas, ficou impressão que o evento precisa de mais espaço para crescer em sua próxima edição.

O evento

A programação da PerifaCon contou com 230 palestrantes e oficineiros da cena pop e periférica, como o rapper Rashid, que falou de como surgiu seu interesse por quadrinhos e as influências desse universo em seu novo clipe “Não é desenho”, KL Jay do grupo Racionais MC’s que participou da mesa de debate com o tema “Arte como resistência”, Natalia Bridi, editora-chefe do Omelete participou da mesa de debate “Mulheres no Mundo Nerd”.

Já o “Beco dos Artistas” teve a participação de 44 expositores e 14 lojas e editoras vendendo seus trabalhos a preços acessíveis, entre eles estão Companhia das Letras que levou ao evento o trono da Guerra de Tronos, editora Morro Branco, editora Draco entre outras. O concurso de cosplay foi um ponto alto da PerifaCon, já que o cosplay é uma tradição entre os frequentadores deste tipo de evento nerd.

Ainda tiveram atrações musicais, sala de games, oficina de RPG, e a exposição “Rap em Quadrinhos” idealizada pelos artistas Load e Wagner Loud que também fizeram parte do roteiro de quem esteve na 1ª comic con da favela.

O espaço kids foi idealizado para mexer com a imginação e o interesse dos pequenos, e teve um concurso de desenhos, uma oficina de poções e decoração de cupcakes, entre outros destaques.

O saldo da PerifaCom foi muito positivo. Cumpriu seu objetivo de levar o universo Nerd com diversão, personagens, produtos e serviços para os jovens da periferia, que historicamente são negligenciados. Além disso, deu o pontapé inicial para fomentar outros eventos de cultura pop, nerd e geek nas periferias de São Paulo, contribuindo para a quebra de barreiras culturais e financeiras, sem deixar de promover para os jovens o acesso de marcas e produtores à periferia e vice-versa. Quem venham muitos outros eventos como esse.

Papo de Quadrinho viu: Uma Aventura Lego II

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor em Porto Alegre conferiu o novo filme da franquia Lego.

Quando a primeira Aventura Lego foi lançada (2014), pegou o mundo de surpresa. Divertida, engraçada e frenética, a animação trazia um caldeirão de referências e personagens carismáticos, entre conhecidos e novos, e uma boa história, sem se esquecer que seu universo é baseado em um brinquedo de blocos dinamarqueses remontáveis.

Essa ação de remontar blocos com novas possibilidades não é somente um mote de venda de bonecos, mas foi habilmente usado na primeira história.  Depois vieram Lego Batman (2017) e Lego Ninjago (2017).

Com o sucesso desta fórmula, Uma Aventura Lego II procura dar um passo além, quebrando a 4ª parede e deixando claro que os bonecos fazem parte de um universo maior e real, mas ainda assim explorando a mitologia criada pela Lego com seus licenciamentos e seus personagens próprios. Esse é o grande mérito do diretor Mike Mitchell de Trolls (2016).

Nesta nova aventura, temos mais uma vez o jovem e otimista construtor Emmet (que na dublagem original é feita pelo ator Chris Pratt), vivendo em uma sociedade destroçada pela invasão de ‘alienígenas’ da linha Lego Duplo (a linha de brinquedos para crianças pequenas) que aparecem para destruir tudo, numa clara referência às crianças pequenas que querem ‘destruir’ a brincadeira dos irmãos e irmãs mais velhos.

É nesta sociedade chamada de Apocalipsópolis (referência à Mad Max, com direito a estátua da Liberdade destruída de Planeta dos Macacos) que surge um novo vilão de outro universo.

Esse novo inimigo captura Lucy, Batman, Capitão Pirata, Ultra Gata e o Astronauta e os arrasta para uma galáxia distante: um prenúncio do fim do mundo. Resta ao dócil Emmet partir para o resgate e salvar seus amigos e o universo, desta vez com a ajuda de um novo personagem, Rex, um aventureiro casca grossa que quer transformar Emmet em um cara durão.

Chama atenção como o diretor consegue contar bem uma história em meio à ação colorida e frenética, ao mesmo tempo em que insere várias referências pop para os pais. O filme investe na quebra da 4ª parede, outro acerto que conecta ainda mais o público infantil com o ato de imaginar e brincar usando blocos.

São essas mudanças em relação ao primeiro filme que remontam (trocadilho involuntário) o universo Lego e dão um passo além para a franquia.

É um filme que deve trazer boas lembranças aos pais e cumpre o papel de entreter e capturar a atenção das crianças. Afinal a razão de ser deste universo ainda são as crianças (ou seriam também os adultos?).

Compre sua pipoca, leve seus filhos, sobrinhos, netos e passe umas horas divertidas no cinema. Todos merecem.

Papo de Quadrinho viu: Aquaman

A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nossos editores em Porto Alegre e São Paulo conferiram o filme Aquaman.

Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers (e na medida do possível, usando poucos jargões náuticos).

Por Jota Silvestre e Társis Salvatore

O Aquaman foi criado em 1941 na chamada Era de Ouro dos quadrinhos (um período de inocência e consolidação das HQs de super-heróis) por Paul Norris, com co-criação de Mort Weisinger, e sempre foi um coadjuvante.

Assim como outros personagens da DC Comics, sofreu com diversas mudanças em suas origens, mas acabou ficando mais conhecido nos quadrinhos pela história usada em seu primeiro filme solo, que estreia nesta quinta-feira (13), em circuito nacional.

Filho do faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison) com a rainha atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) é a ponte entre dois mundos diferentes e o narrador da trama criada pelo diretor James Wan (Jogos Mortais, Invocação do Mal). E aqui temos o primeiro acerto.

Wan prova que não é apenas hábil em mostrar grandes cenas de luta: sabe conduzir uma boa história, amarrá-la de forma coesa e emocionante. Tudo contado de forma orgânica e sem atropelos.

A Jornada do Herói (Mundo Comum, Chamado à Aventura, Recusa ao Chamado, Encontro com o Mentor…) está toda descrita, com o protagonismo de Mera (Amber Heard) e o nascimento do ótimo vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II).
Bem como as intrigas políticas de Atlântida estimuladas por Orm/Mestre dos Oceanos (Patrick Wilson) e Nereus (Dolph Lundgren) que almejam lançar o planeta em uma guerra entre os povos do mar e da superfície.

Embora os trailers tenham entregado bons momentos do filme, muitos ficaram guardados, seja na forma como Mera vai conhecendo a vida da superfície seja na crítica sobre a poluição sistemática dos mares e o aquecimento global.

Wan trabalha com excelência subtramas como as diferenças étnicas dos reinos no fundo do mar, o viés militarista, as lendas atlantes que misturam misticismo com tecnologia… Tudo bem narrado, com humor no tempero certo e com um trio de personagens (Aquaman-Mera-Arraia Negra) muito cativante. Como se não bastasse, a história vem emoldurada em um visual espetacular, que envolve de paisagens submarinas ao visual tecnológico, de armaduras ultramodernas a criaturas abissais.

Outro acerto é a trilha sonora de Rupert Gregson-Williams (o mesmo da ótima trilha de Mulher-Maravilha). É um ponto forte do filme que já chamava a atenção já nos trailers.

Enquanto isso nos quadrinhos…

Um efeito colateral esperado foi a DC Comics gradualmente aproximar a imagem de um de seus mais antigos personagens ao ator Jason Momoa. O que já acontece normalmente com os action figures, se espalhou para os quadrinhos e algumas edições recentes da revista do Aquaman trazem capas variantes com o visual do filme. Mas sem sustos, embora barbudo e cabeludo ele continua loiro como em sua origem.

Os arcos de histórias que são publicados no Brasil têm alguns altos e baixos, mas no geral o saldo é bastante positivo. Somado ao provável sucesso do filme (a estreia na China já rendeu US$ 94 milhões) podem elevar o personagem a seu merecido lugar entre os grandes super-heróis das histórias em quadrinhos.

É irônico que após tantas detrações e desdém no decorrer de anos – elas vão desde esquecimento, maus tratos nas mãos de roteiristas até piadas nas chamadas do Cartoon Network – que justamente Aquaman, um personagem tão subestimado, tenha um filme tão bom, redondo e quem sabe seja a bússola para guiar os filmes vindouros da Warner/DC.

Dizer que Aquaman é um dos melhores filmes do Universo Estendido da DC pode não parecer grande coisa, dada a decepção dos fãs com Batman vs. Superman, Liga da Justiça e Esquadrão Suicida.

Por outro lado, preste atenção quando dizemos que Aquaman se equipara ao Mulher-Maravilha, embora sejam cenários bem diferentesMais ainda: no primeiro ato, o filme se equipara a uma das produções cinematográficas mais queridas dos fãs de quadrinhos: Superman – O Filme, de 1978.

Com Aquaman – e o vindouro Shazaam! – parece que a Warner/DC enterrou de vez o clima sombrio que predominou até então em suas produções. Finalmente, o estúdio perdeu a vergonha de dizer que, sim!, faz filmes bons baseados em histórias em quadrinhos.

PS: desnecessário lembrar os leitores que filme bom de super-heróis tem cena pós créditos ;)

Papo de Quadrinho viu: Robin Hood – A Origem

(Não vamos falar de Spoilers, porque.. todo mundo conhece a história, certo?)

Robin Hood é um clássico amado por Hollywood que de tempos em tempos ganha uma versão repaginada. A história do nobre arqueiro inglês que se torna um ladrão e rouba dos ricos para dar aos pobres, parece que nunca vai deixar de encantar a audiência, seja por Robin ser um arqueiro, por ser um abnegado, um herói, um revolucionário, ou tudo isso combinado.

Robin Hood – A Origem é uma nova tentativa de recontar a história do famoso ladrão em uma nova roupagem. Talvez no melhor timing possível, as metáforas desta nova versão são o acerto do filme.

Sabemos que o jovem nobre Robin (Taron Egerton) retorna ferido à Inglaterra e descobre que foi dado como morto: suas terras foram confiscados pela coroa, sua esposa, pesarosa por sua morte, seguiu sua vida. Tudo arquitetado Xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) com as bênçãos da Igreja. O xerife é uma autoridade opressora que não pensa duas vezes antes de explorar a população em nome do “esforço de guerra”. A jovem Marian (Eve Hewson), ex-mulher de Robin foi levada para trabalhar nas minas com grande parte da população civil.

Diante da perda do seu mundo e suas posses, Robin é convencido por pelo prisioneiro sarraceno Little John (Jamie Foxx), a iniciarem um confronto contra os poderosos de Nottingham e destruir os responsáveis pela ruína de ambos. E o melhor modo de atingir qualquer pessoa ou grupo de poderosos é – e sempre será – tirando seu dinheiro.

O diretor Otto Bathurst acerta em fazer uma nova roupagem, com um herói carismático e contar sua história sem usar os caminhos anteriores, ou seja, deixando de lado qualquer tentativa de fazer uma verossimilhança histórica e focando na ação competente, nas intenções do grupo de foras-da-lei de derrubar a tirania.

Essa versão atualizada tem uso do arco e das bestas como se fossem metralhadoras, guardas com escudos e bastões semelhantes aos usados pela tropa de choque, revoltosos de capuz e lenço como black blocks. A própria Cruzada se mostra como era de fato, uma invasão política sob a desculpa religiosa. Tudo leva o expectador a ter a sensação que já viu (ou está vendo) essa história antes, com a diferença que o mítico herói fará a diferença para libertar o povo.

O problema é que mesmo em um filme de aventura e ação, os ótimos efeitos e as grandes lutas bem coreografadas não funcionam sozinhos. Faltam elementos narrativos para contar uma boa história, como personagens com motivações mais bem desenvolvidas. Se você prestar atenção aos detalhes, vai acabar ficando com a sensação de que falta alguma coisa: a própria floresta de Sherwood, o bando de ladrões de Robin, Ricardo Coração de Leão no final? A construção da lenda do “Hood” deveria ser melhor (talvez mais tempo de filme?)

Robin Hood – A Origem é divertido, e claro, vale seu ingresso. Tem uma mensagem política metafórica que não poderia ter chegado em melhor hora. Ainda reapresenta para uma nova geração esse herói fantástico e atemporal. Mas merecia sim, ter uma narrativa melhor, mais bem trabalhada, dando tempo para contar a história dessa lenda notável.

BOX: O elementar de Sherlock Holmes

O detetive Sherlock Holmes é um personagem criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Ganhou vida no interior da trama do livro Um Estudo em Vermelho. E renasce novamente em uma edição jovial e divertida com os romances clássicos que apaixonaram milhares de fãs.

O Grupo Editorial Novo Século, lançou um box com os livros Um estudo em vermelho, O cão de Baskerville, O signo dos quatro e o Vale do medo, para todos os fãs e a nova geração de leitores.


Um estudo em vermelho – A primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Conan Doyle, propõe um enigma invencível para a força policial, que pede seu auxílio. Um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pânico. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu eterno amigo, Dr. Watson.

O cão dos Baskerville – O romance narra a trajetória da família Baskerville, assombrada há séculos pela lenda de uma besta, que segundo alguns, poderia ser um cão gigante e pronto para matar. A primeira vítima do monstro foi o fundador dos Baskerville, um homem terrível, que ao se apaixonar por uma linda moça, decidiu raptá-la e torná-la sua prisioneira. Acontece que a jovem consegue fugir, e enfurecido, Sir Hugo tenta recuperá-la em vão, pois surge da escuridão uma terrível fera escondida no pântano da família.

O signo dos quatro – Sherlock Holmes está confiante como nunca, e atraído pelos encantos de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa.

O vale do medo – O mestre Holmes e Dr. Watson, ao investigarem um assassinato na cidade de Sussex, interior esquecido da Inglaterra, são remetidos à Pensilvânia dos anos 1880, em um cenário marcado por violência, destruição e corrupção, que os coloca em contato com uma organização que ninguém imagina existir, de operários de uma mina de carvão.

Sobre o autor
Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930) foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura policial. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não ficção. Morreu de ataque cardíaco aos 71 anos.

 

FLIPOP chega para celebrar a literatura para jovens

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FLIPOP (Festival de Literatura Pop) é um evento organizado pela Editora Seguinte juntamente com outras 9 editoras, e é voltado para quem gosta de literatura jovem (young adult, ou YA), fantasia, aventura e ficção científicanos. O evento acontece nos dias 29, 30 e 1º em São Paulo.

É voltado para todos os fãs de YA, bem como para quem pretende trabalhar no mercado editorial, seja como autor, tradutor, editor, ou ainda como pesquisador acadêmico.

O escritor e tradutor Eric Novello, autor de livros bacanas como Neon Azul, Ninguém nasce herói e Exorcismos, amores e uma dose de blues, elencou em sua newsletter 12 razões para os fãs e apreciadores de livros não perderem esse evento. Confira:

1. ENCONTRO COM PESSOAS QUE GOSTAM DO MESMO TIPO DE LEITURA QUE VOCÊ.

Eis uma coisa que não tem preço! Poder conversar com as pessoas que gostam dos mesmos livros que a gente, que sofreram com as mesmas histórias, se irritaram com os mesmos personagens e, claro, pegar dicas com elas de muito mais livros. Isso com a vantagem de ter um fandom respeitando o outro e não tentando diminuir o gosto alheio. Se você gosta das sagas A Rainha Vermelha e A Queda dos Reinos, por exemplo, você está feito. E esses são 2 exemplos só da Editora Seguinte, vale para muito mais livros e para todas as editoras participantes.

2. É UM AMBIENTE QUE APOIA E ABRAÇA A DIVERSIDADE.

A Seguinte é uma editora comprometida com a diversidade e isso se espelha na FLIPOP, um ambiente seguro para você ser quem você é de verdade, expressar seus sentimentos, conversar com gente que passa os mesmos perrengues que você, sem medo de sofrer qualquer tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia… A FLIPOP de 2017 foi um evento muito acolhedor, e todo mundo que compareceu concorda que esse foi um diferencial. Todos temos o direito de ser felizes SIM! E durante três dias a FLIPOP nos lembra disso seja através das mesas que debatem diversidade ou do seu público incrível.

3. FALAR COM AUTORES INDEPENDENTES E AUTORES PUBLICADOS POR GRANDES EDITORAS.

Mais do que uma troca de experiências, a FLIPOP ajuda a conhecer gente que trilhou caminhos diversos em suas carreiras. Tem gente que começou em editora independente e migrou para uma grande como eu, tem gente que faz um sucesso tremendo se mantendo independente, como a incrível Jarid Arraes, tem gente que começou no Wattpad e fechou contrato tradicional, como a Mary C. Müller, e muitos outros exemplos. Cada pequena história pode te dar a dica que estava faltando para entender melhor os processos de publicação.

4. CONVERSAR COM TRADUTORES.

Porque nem só de autores e editores vive o mercado editorial! Você já pensou em trabalhar traduzindo livros? Bem, teremos tradutores no evento também. Na mesa Livros como profissão você poderá conhecer o Guilherme Miranda, tradutor com anos de bagagem e com vários livros young adult no currículo. Além, claro, dos tradutores que estarão zanzando por lá, como eu e o Samir Machado.

5. SABER O QUE PENSAM OS EDITORES.

Se você pensa em publicar um livro ou quer trabalhar por trás dos bastidores, é fundamental conhecer como pensam as pessoas responsáveis por escolher o que é publicado aqui no Brasil e ouvir as dicas que elas têm sobre o mercado estrangeiro e o nacional. A Flipop terá em uma de suas mesas 3 editoras de young adult: a Nath da Editora Seguinte; a Flavia da Plataforma 21, e a Veronica da GloboAlt. Sem falar do pessoal que estará por lá, no evento, acessível a todos. Profissionais de algumas das editoras mais importantes do país.

6. TEM DICAS DE ESCRITA!

Se você pensa em escrever profissionalmente ou quer melhorar o seu texto, esse ano a Flipop criou dois eventos para você. O primeiro é a palestra de dicas de escrita com a Socorro Acioli dando dicas sobre estrutura narrativa. Se você não tá ligado, a Socorro foi a única brasileira a participar da última oficina dada pelo Gabriel García Marquez, é doutora em literatura e é publicada no Brasil e no exterior e já ganhou um Jabuti. O segundo evento é o Livro ao Vivo! Durante os 3 dias de Flipop, alguns autores se juntarão ao AJ Oliveira e à Janaina Pin para… criar um livro ao vivo. Uma mesa criará a ambientação (eu estarei nessa!), outra os personagens e outra a história. Enquanto debatemos, claro, os motivos por trás das nossas escolhas. Dicona: o AJ é o host do podcast os 12 Trabalhos do Escritor e a Jana é host do Curta Ficção, os 2 voltados ao mercado literário.

7. CONHECER E CONVERSAR COM PESQUISADORES DO MEIO ACADÊMICO.

Taí algo que os eventos literários às vezes se esquecem. Tem gente que estuda, pesquisa e escreve artigos sobre livros e literatura e que tem muito conhecimento para compartilhar conosco, sejamos leitores, autores, editores… Mas como uma das propostas da FLIPOP é criar pontes, esse ano ela traz para o festival o Bruno Anselmi Mantagrano, que lançou recentemente com o Eneias Tavares um livro importantíssimo chamado: Fantástico Brasileiro: o Insólito Literário do Romantismo ao Fantasismo. Se você pensa em estudar literatura young adult ou fantasia e ficção científica na faculdade, ele é a pessoa certa para você trocar uma ideia.

8. SÃO 10 EDITORAS PARTICIPANDO!

Com o sucesso da 1ª edição da Flipop em 2017, novas editoras resolveram abraçar o Festival. Em termos práticos, isso significa que você vai encontrar no evento autores e editores de pelo menos 10 editoras importantes do mercado de literatura jovem e literatura pop (aventura, fantasia, ficção científica…) Se a ficha ainda não caiu, a palavra aqui é Networking. Contatos. O lugar certo para conhecer as pessoas certas.

9. PERTO DO METRÔ, DA AVENIDA PAULISTA E COM PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO.

Ah, os pequenos confortos da vida! A gente só se dá conta de como essas coisas fazem falta quando passa 3 horas dentro de um ônibus lotado indo para um evento no fim do mundo como a Bienal do Rio de Janeiro. Que bom que a Flipop acontece no centro de convenções do shopping Frei Caneca, que além de ser fácil de chegar, tem um ambiente agradável e uma das melhores praças de alimentação da região. Sem falar que ali nos entornos do shopping tem uns restaurantes e barzinhos bem legais para esticar depois do evento (inclusive bares lgbt, mas não espalha… quer dizer, espalha sim).

10. UM ÚNICO PREÇO, SEM BARULHO E SEM FILAS.

Com o seu ingresso você tem automaticamente direito a participar de todas as mesas, da oficina, de autografar seus livros e tirar fotos com todos os autores presentes, inclusive os autores estrangeiros convidados desse ano, a Morgan Rhodes de A Queda dos Reinos, e o Jeff Zentner, de Dias de Despedida. Esqueça aquela loucura de Bienal e de Comic Con, é tudo muito de boa, sem pressa e sem filas. O seu ingresso já vem com um número que vai garantir sua vez em tudo que você quiser assistir sem precisar ficar em fila. (Notaram q odeio filas?)

11. ENERGIA RENOVADA.

Isso nem dá para explicar direito. Só indo. Mas um dos efeitos mais comentados da Flipop 2017 foi como o festival renovou nossa vontade de escrever, ler, de gravar vídeos sobre livros, de, enfim, participar de todo esse organismo complexo que é a literatura no Brasil, seja lá em qual posição for. São tantas as dificuldades no dia a dia que às vezes a gente desanima. Bem, a Flipop serve para enterrar o desânimo também!

CAPA-VAI-LENDO-Entrevista-Eric-Novello-Op-2
12. EU ESTAREI LÁ!

Claro que eu iria me colocar como motivo! :D Venha conversar comigo sobre o Ninguém Nasce Herói, sobre o Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues, sobre a vida, o universo e tudo mais. Prometi no twitter e… Na mesa de domingo darei pela primeira detalhes do meu próximo livro, yey! Eu pretendo passar os 3 dias de festival presente, meio que o dia inteiro com meu carimbo de Santa Muerte. (…)

Serviço:

FLIPOP, dias 29, 30 e 1º no Centro de Convenções Frei Caneca – 4º andar (São Paulo – SP). Os ingressos já estão à venda e todos pagam meia entrada: seja meia de estudante/idoso ou meia social (mediante doação de um livro em bom estado na entrada). Com o ingresso você tem acesso garantido a todas as palestras e à sessão de autógrafos (não é necessário retirar outra senha), além de ganhar um kit na entrada. Confira a programação completa no site da FLIPOP e vale lembrar que os livros de todos os autores participantes estarão sendo vendidos no evento.

Os Senhores de Ur, de Ricardo Quartim, está em pré-venda

CAPA DEFINITIVA

Os Senhores de Ur – O Início é uma criação do jornalista Ricardo Quartim,  conhecido como um dos colaboradores mais antigos da revista Mundo dos Super-Heróis, além  de ter seu canal DROPS Ricardo Quartim.

Nessa obra, o autor criou um universo completo, cuja civilização remonta a 14 mil anos no passado até o presente. Tudo narrado a partir da perspectiva de Urano, o herói que desconhece que faz parte de uma profecia ancestral e precisa aceitar seu destino em outro universo para salvar a civilização de Ur.

Na trama, um homem misterioso deixa uma mulher grávida em um hospital e desaparece. A jovem morre após dar à luz. Um monstro alienígena surge e tenta matar o bebê, mas uma das enfermeiras salva o pequeno Urano.

Já adulto, ele se torna um renomado escritor de ficção científica. Mas ninguém sabe que suas histórias vêm de estranhos sonhos que ele tem desde criança. Ao deparar-se com o monstro que retorna para tentar matá-lo, Urano descobre que seus sonhos são mais reais do que ele pensava.

Referências fundamentais, como Flash Gordon e Star Wars, além de paralelos temporais iguais aos da trilogia De Volta Para o Futuro e Exterminador do Futuro, conduzem a história. O passado remoto de Ur oferece ao leitor um clima de Espada e Magia como nas histórias de Robert E. Howard, criador do Conan.

A arte da capa é de Caio Cacau, responsável pelas capas da série de livros de Star Trek nos Estados Unidos; o prefácio foi escrito pelo jornalista e escritor Marco Moretti, um dos finalistas do Prêmio Jabuti.

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O livro tem ainda ilustrações exclusivas de quadrinhistas nacionais e internacionais de peso – caso de Gabriel Andrade Jr., que produziu com Alan Moore a série CROSSED + ONE HUNDRED (Crossed +100), e do espanhol Benito Gallego Sanchez, que atualmente desenha as tiras de Tarzan roteirizadas por Roy Thomas.

Os Senhores de Ur – O Início está em pré-venda com preço promocional (10% de desconto) e pode ser adquirido diretamente no site da editora Red Dragon.

Ricardo Quartim é jornalista especializado em HQs e cultura nerd. Colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis (que recentemente chegou à edição 100) e do site Laboratório Espacial, redator da página O Frango e do Jornal Empoderado no Facebook. Produz o videolog DROPS Ricardo Quartim no Youtube e virou personagem Quartzo Dourado da HQ Ricardo Quartim o Super-Herói da Notícia, que atualmente está participando da saga on line Força Extrema.

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