Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Társis Salvatore (Page 1 of 15)

BOX: O elementar de Sherlock Holmes

O detetive Sherlock Holmes é um personagem criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Ganhou vida no interior da trama do livro Um Estudo em Vermelho. E renasce novamente em uma edição jovial e divertida com os romances clássicos que apaixonaram milhares de fãs.

O Grupo Editorial Novo Século, lançou um box com os livros Um estudo em vermelho, O cão de Baskerville, O signo dos quatro e o Vale do medo, para todos os fãs e a nova geração de leitores.


Um estudo em vermelho – A primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Conan Doyle, propõe um enigma invencível para a força policial, que pede seu auxílio. Um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pânico. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu eterno amigo, Dr. Watson.

O cão dos Baskerville – O romance narra a trajetória da família Baskerville, assombrada há séculos pela lenda de uma besta, que segundo alguns, poderia ser um cão gigante e pronto para matar. A primeira vítima do monstro foi o fundador dos Baskerville, um homem terrível, que ao se apaixonar por uma linda moça, decidiu raptá-la e torná-la sua prisioneira. Acontece que a jovem consegue fugir, e enfurecido, Sir Hugo tenta recuperá-la em vão, pois surge da escuridão uma terrível fera escondida no pântano da família.

O signo dos quatro – Sherlock Holmes está confiante como nunca, e atraído pelos encantos de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa.

O vale do medo – O mestre Holmes e Dr. Watson, ao investigarem um assassinato na cidade de Sussex, interior esquecido da Inglaterra, são remetidos à Pensilvânia dos anos 1880, em um cenário marcado por violência, destruição e corrupção, que os coloca em contato com uma organização que ninguém imagina existir, de operários de uma mina de carvão.

Sobre o autor
Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930) foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura policial. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não ficção. Morreu de ataque cardíaco aos 71 anos.

 

FLIPOP chega para celebrar a literatura para jovens

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FLIPOP (Festival de Literatura Pop) é um evento organizado pela Editora Seguinte juntamente com outras 9 editoras, e é voltado para quem gosta de literatura jovem (young adult, ou YA), fantasia, aventura e ficção científicanos. O evento acontece nos dias 29, 30 e 1º em São Paulo.

É voltado para todos os fãs de YA, bem como para quem pretende trabalhar no mercado editorial, seja como autor, tradutor, editor, ou ainda como pesquisador acadêmico.

O escritor e tradutor Eric Novello, autor de livros bacanas como Neon Azul, Ninguém nasce herói e Exorcismos, amores e uma dose de blues, elencou em sua newsletter 12 razões para os fãs e apreciadores de livros não perderem esse evento. Confira:

1. ENCONTRO COM PESSOAS QUE GOSTAM DO MESMO TIPO DE LEITURA QUE VOCÊ.

Eis uma coisa que não tem preço! Poder conversar com as pessoas que gostam dos mesmos livros que a gente, que sofreram com as mesmas histórias, se irritaram com os mesmos personagens e, claro, pegar dicas com elas de muito mais livros. Isso com a vantagem de ter um fandom respeitando o outro e não tentando diminuir o gosto alheio. Se você gosta das sagas A Rainha Vermelha e A Queda dos Reinos, por exemplo, você está feito. E esses são 2 exemplos só da Editora Seguinte, vale para muito mais livros e para todas as editoras participantes.

2. É UM AMBIENTE QUE APOIA E ABRAÇA A DIVERSIDADE.

A Seguinte é uma editora comprometida com a diversidade e isso se espelha na FLIPOP, um ambiente seguro para você ser quem você é de verdade, expressar seus sentimentos, conversar com gente que passa os mesmos perrengues que você, sem medo de sofrer qualquer tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia… A FLIPOP de 2017 foi um evento muito acolhedor, e todo mundo que compareceu concorda que esse foi um diferencial. Todos temos o direito de ser felizes SIM! E durante três dias a FLIPOP nos lembra disso seja através das mesas que debatem diversidade ou do seu público incrível.

3. FALAR COM AUTORES INDEPENDENTES E AUTORES PUBLICADOS POR GRANDES EDITORAS.

Mais do que uma troca de experiências, a FLIPOP ajuda a conhecer gente que trilhou caminhos diversos em suas carreiras. Tem gente que começou em editora independente e migrou para uma grande como eu, tem gente que faz um sucesso tremendo se mantendo independente, como a incrível Jarid Arraes, tem gente que começou no Wattpad e fechou contrato tradicional, como a Mary C. Müller, e muitos outros exemplos. Cada pequena história pode te dar a dica que estava faltando para entender melhor os processos de publicação.

4. CONVERSAR COM TRADUTORES.

Porque nem só de autores e editores vive o mercado editorial! Você já pensou em trabalhar traduzindo livros? Bem, teremos tradutores no evento também. Na mesa Livros como profissão você poderá conhecer o Guilherme Miranda, tradutor com anos de bagagem e com vários livros young adult no currículo. Além, claro, dos tradutores que estarão zanzando por lá, como eu e o Samir Machado.

5. SABER O QUE PENSAM OS EDITORES.

Se você pensa em publicar um livro ou quer trabalhar por trás dos bastidores, é fundamental conhecer como pensam as pessoas responsáveis por escolher o que é publicado aqui no Brasil e ouvir as dicas que elas têm sobre o mercado estrangeiro e o nacional. A Flipop terá em uma de suas mesas 3 editoras de young adult: a Nath da Editora Seguinte; a Flavia da Plataforma 21, e a Veronica da GloboAlt. Sem falar do pessoal que estará por lá, no evento, acessível a todos. Profissionais de algumas das editoras mais importantes do país.

6. TEM DICAS DE ESCRITA!

Se você pensa em escrever profissionalmente ou quer melhorar o seu texto, esse ano a Flipop criou dois eventos para você. O primeiro é a palestra de dicas de escrita com a Socorro Acioli dando dicas sobre estrutura narrativa. Se você não tá ligado, a Socorro foi a única brasileira a participar da última oficina dada pelo Gabriel García Marquez, é doutora em literatura e é publicada no Brasil e no exterior e já ganhou um Jabuti. O segundo evento é o Livro ao Vivo! Durante os 3 dias de Flipop, alguns autores se juntarão ao AJ Oliveira e à Janaina Pin para… criar um livro ao vivo. Uma mesa criará a ambientação (eu estarei nessa!), outra os personagens e outra a história. Enquanto debatemos, claro, os motivos por trás das nossas escolhas. Dicona: o AJ é o host do podcast os 12 Trabalhos do Escritor e a Jana é host do Curta Ficção, os 2 voltados ao mercado literário.

7. CONHECER E CONVERSAR COM PESQUISADORES DO MEIO ACADÊMICO.

Taí algo que os eventos literários às vezes se esquecem. Tem gente que estuda, pesquisa e escreve artigos sobre livros e literatura e que tem muito conhecimento para compartilhar conosco, sejamos leitores, autores, editores… Mas como uma das propostas da FLIPOP é criar pontes, esse ano ela traz para o festival o Bruno Anselmi Mantagrano, que lançou recentemente com o Eneias Tavares um livro importantíssimo chamado: Fantástico Brasileiro: o Insólito Literário do Romantismo ao Fantasismo. Se você pensa em estudar literatura young adult ou fantasia e ficção científica na faculdade, ele é a pessoa certa para você trocar uma ideia.

8. SÃO 10 EDITORAS PARTICIPANDO!

Com o sucesso da 1ª edição da Flipop em 2017, novas editoras resolveram abraçar o Festival. Em termos práticos, isso significa que você vai encontrar no evento autores e editores de pelo menos 10 editoras importantes do mercado de literatura jovem e literatura pop (aventura, fantasia, ficção científica…) Se a ficha ainda não caiu, a palavra aqui é Networking. Contatos. O lugar certo para conhecer as pessoas certas.

9. PERTO DO METRÔ, DA AVENIDA PAULISTA E COM PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO.

Ah, os pequenos confortos da vida! A gente só se dá conta de como essas coisas fazem falta quando passa 3 horas dentro de um ônibus lotado indo para um evento no fim do mundo como a Bienal do Rio de Janeiro. Que bom que a Flipop acontece no centro de convenções do shopping Frei Caneca, que além de ser fácil de chegar, tem um ambiente agradável e uma das melhores praças de alimentação da região. Sem falar que ali nos entornos do shopping tem uns restaurantes e barzinhos bem legais para esticar depois do evento (inclusive bares lgbt, mas não espalha… quer dizer, espalha sim).

10. UM ÚNICO PREÇO, SEM BARULHO E SEM FILAS.

Com o seu ingresso você tem automaticamente direito a participar de todas as mesas, da oficina, de autografar seus livros e tirar fotos com todos os autores presentes, inclusive os autores estrangeiros convidados desse ano, a Morgan Rhodes de A Queda dos Reinos, e o Jeff Zentner, de Dias de Despedida. Esqueça aquela loucura de Bienal e de Comic Con, é tudo muito de boa, sem pressa e sem filas. O seu ingresso já vem com um número que vai garantir sua vez em tudo que você quiser assistir sem precisar ficar em fila. (Notaram q odeio filas?)

11. ENERGIA RENOVADA.

Isso nem dá para explicar direito. Só indo. Mas um dos efeitos mais comentados da Flipop 2017 foi como o festival renovou nossa vontade de escrever, ler, de gravar vídeos sobre livros, de, enfim, participar de todo esse organismo complexo que é a literatura no Brasil, seja lá em qual posição for. São tantas as dificuldades no dia a dia que às vezes a gente desanima. Bem, a Flipop serve para enterrar o desânimo também!

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12. EU ESTAREI LÁ!

Claro que eu iria me colocar como motivo! :D Venha conversar comigo sobre o Ninguém Nasce Herói, sobre o Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues, sobre a vida, o universo e tudo mais. Prometi no twitter e… Na mesa de domingo darei pela primeira detalhes do meu próximo livro, yey! Eu pretendo passar os 3 dias de festival presente, meio que o dia inteiro com meu carimbo de Santa Muerte. (…)

Serviço:

FLIPOP, dias 29, 30 e 1º no Centro de Convenções Frei Caneca – 4º andar (São Paulo – SP). Os ingressos já estão à venda e todos pagam meia entrada: seja meia de estudante/idoso ou meia social (mediante doação de um livro em bom estado na entrada). Com o ingresso você tem acesso garantido a todas as palestras e à sessão de autógrafos (não é necessário retirar outra senha), além de ganhar um kit na entrada. Confira a programação completa no site da FLIPOP e vale lembrar que os livros de todos os autores participantes estarão sendo vendidos no evento.

Os Senhores de Ur, de Ricardo Quartim, está em pré-venda

CAPA DEFINITIVA

Os Senhores de Ur – O Início é uma criação do jornalista Ricardo Quartim,  conhecido como um dos colaboradores mais antigos da revista Mundo dos Super-Heróis, além  de ter seu canal DROPS Ricardo Quartim.

Nessa obra, o autor criou um universo completo, cuja civilização remonta a 14 mil anos no passado até o presente. Tudo narrado a partir da perspectiva de Urano, o herói que desconhece que faz parte de uma profecia ancestral e precisa aceitar seu destino em outro universo para salvar a civilização de Ur.

Na trama, um homem misterioso deixa uma mulher grávida em um hospital e desaparece. A jovem morre após dar à luz. Um monstro alienígena surge e tenta matar o bebê, mas uma das enfermeiras salva o pequeno Urano.

Já adulto, ele se torna um renomado escritor de ficção científica. Mas ninguém sabe que suas histórias vêm de estranhos sonhos que ele tem desde criança. Ao deparar-se com o monstro que retorna para tentar matá-lo, Urano descobre que seus sonhos são mais reais do que ele pensava.

Referências fundamentais, como Flash Gordon e Star Wars, além de paralelos temporais iguais aos da trilogia De Volta Para o Futuro e Exterminador do Futuro, conduzem a história. O passado remoto de Ur oferece ao leitor um clima de Espada e Magia como nas histórias de Robert E. Howard, criador do Conan.

A arte da capa é de Caio Cacau, responsável pelas capas da série de livros de Star Trek nos Estados Unidos; o prefácio foi escrito pelo jornalista e escritor Marco Moretti, um dos finalistas do Prêmio Jabuti.

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O livro tem ainda ilustrações exclusivas de quadrinhistas nacionais e internacionais de peso – caso de Gabriel Andrade Jr., que produziu com Alan Moore a série CROSSED + ONE HUNDRED (Crossed +100), e do espanhol Benito Gallego Sanchez, que atualmente desenha as tiras de Tarzan roteirizadas por Roy Thomas.

Os Senhores de Ur – O Início está em pré-venda com preço promocional (10% de desconto) e pode ser adquirido diretamente no site da editora Red Dragon.

Ricardo Quartim é jornalista especializado em HQs e cultura nerd. Colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis (que recentemente chegou à edição 100) e do site Laboratório Espacial, redator da página O Frango e do Jornal Empoderado no Facebook. Produz o videolog DROPS Ricardo Quartim no Youtube e virou personagem Quartzo Dourado da HQ Ricardo Quartim o Super-Herói da Notícia, que atualmente está participando da saga on line Força Extrema.

PAPO DINÂMICO terá Fernando Caruso

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O Papo Dinâmico 2018 é um evento criado pelo Dínamo Estúdio (Porto Alegre) e nesta edição terá tem como convidado o humorista Fernando Caruso, em uma exclusiva apresentação onde compartilhará seu lado nerd mostrando alguns clipes das cenas de humor com a temática nerd/geek que participou na TV. O ingresso é 2Kg de alimento não perecível.

Caruso é autor, ator, professor, comediante e claro, extremamente nerd. Criou diversos programas para o canal Multishow de 2010 a 2015 e atualmente na Globo, no elenco do reformulado programa “Zorra” (indicado ao Emmy Internacional de Comédia de 2016). É membro de carteirinha do Conselho Jedi Rio de Janeiro, colaborador da revista Mundo dos Super-heróis e outros como ARGCast e Melhores do Mundo. Tem seus canais para falar de cultura pop: A Caverna do Caruso e o podcast Podcrastinadores (sobre filmes e séries de TV).

Programação:

10h – Abertura do evento e Primeira Avaliação de Portfólio.
14h – Segunda Avaliação de Portfólio.
15h – Apresentação Fernando Caruso, seguido por um Bata-Papo.
17h – Resultado da Avaliação de Portfólio.
18h – Encerramento.

Alimentação:

No dia, contaremos com os panchos maravilhosos do Charrua Frankfurter.
Para adoçar o dia, a Kon Kon trará suas gostosuras.

Link do evento no Facebook: shorturl.at/adM13

Serviço:

Papo Dinâmico, dia 06/05 das 10h às 18h.
Local: Dínamo Estúdio
Rua Padre Hildebrando, 342, Porto Alegre
Telefone: (51) 3019-7427
e-mail: dinamo.studio@gmail.com

Papo de Quadrinho viu: Círculo de Fogo – A Revolta

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A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (21). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

Guillermo del Toro está em evidência depois de ter recebido o Oscar de melhor diretor com a A Forma da Água, uma fantasia linda que mostra as relações de afeto entre pessoas que acabaram excluídas.

A paixão do diretor por monstros e criaturas fantásticas faz parte de sua formação nerd – comum também há estes editores – com robôs gigantes, naves e monstros que encantaram nossa infância.

Robô Gigante (1967 – Toei Company), Gamera (1965 – Daiei), Godzilla (1954 – Toho Film), Spectreman (1971 – P-Productions), Ultraman (1966 – Tsuburaya Productions) e Ultraseven (1967 – Tsuburaya Productions) entre eles, só para ficar nos mais importantes. E foi com a cabeça repleta de referências e interesse em fazer uma homenagem a este importante pilar da cultura nerd que Del Toro lançou Circulo de Fogo em 2013.

O filme foi mal recebido pelos ocidentais e bem recebido pelos orientais (o que faz um certo sentido, por conta destas referências citadas), mas permitiu ao diretor fazer uma continuação, desta vez como produtor. Circulo de Fogo: A revolta tem direção de Steven S. Deknight (showrunner da primeira temporada de Demolidor, na Netflix), e conta com a jovem estrela de Star Wars, o querido John Boyega, no papel principal.

Robô Gigante é Amor

Circulo de Fogo (2013) mostrou uma invasão alienígena vinda não do espaço, mas de outra dimensão, através de uma fenda no Oceano Pacífico. Ondas de monstros invasores são contidas pela engenhosidade humana que criou os Jaegers (caçadores em alemão): robôs gigantes para frear a invasão na base do tiro, porrada e bomba.

Mas para pilotar esses robôs monumentais são necessários dois pilotos conectados em um fluxo neural compatível. Finda a guerra com o sacrifício máximo de pilotos e robôs, a humanidade parecia salva com o fechamento da fenda e começou a se reconstruir.

Agora em Círculo de Fogo: A revolta, 10 anos se passaram após a guerra e a humanidade seguiu adiante, como o jovem Jake Pentecostes (John Boyega), cujo pai deu a vida para garantir a vitória da humanidade.

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Jake abandona a academia onde novos Jaegers haviam sido criados e preparados para um possível novo ataque – que nunca chegou – e vai curtir uma vida de diversão do pós-guerra, preso ao submundo do crime. Isso até conhecer a jovem Amara (Cailee Spaeny) uma hacker que constrói seu próprio robô. Quando uma ameaça ainda mais terrível desencadeia pânico e destruição, Jake tem a oportunidade de honrar o legado de seu pai.

Uma continuação bem feita 

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O filme acerta em muitos aspectos. Primeiro, com uma continuação divertida e cenas de batalha que impressionam pela grandiosidade destrutiva. O roteiro traz uma continuação que cumpre o que promete sem pretensões maiores.

Deknight explora o carisma dos jovens Boyega e Cailee em subtramas que constroem a relação entre os protagonistas. O restante é pancadaria de primeira qualidade, o que não é nenhum demérito. Infelizmente tanto efeito não ganha nenhum contorno especial em 3D ou Imax, negligenciando uma possibilidade técnica que, se bem explorada, poderia ser imersiva.

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Círculo de Fogo – A Revolta cumpre seu objetivo principal: divertir honestamente. O filme apresenta um novo grupo de defensores da Terra, uma nova geração de robôs defensores e monstros terríveis. Assistir às batalhas em grande escala é um prazer nerd que não dá para abrir mão, tudo bem embalado e sem esquecer de homenagear os precursores do gênero, que mostravam dia sim, dia não, Tóquio sendo devastada. Compre sua pipoca e divirta-se.

Papo de Quadrinho viu: Liga da Justiça (SEM SPOILERS)

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (14). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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Para que serve um filme de super-heróis?
Se você responder essa pergunta, pode ser que o entendimento deste filme (e dos muitos que estão por vir neste subgênero cinematográfico) se torne mais claro e com isso as motivações para assistir filmes de super-heróis adquiram outros significados.

Se o objetivo for se divertir, se encantar, se emocionar com o dia sendo salvo por pessoas com dons especiais e, finalmente, ter o prazer de passar algumas horas vendo ao vivo seus super-heróis favoritos dos quadrinhos – ali, em uma versão em carne e osso – você não deve perder o filme Liga da Justiça.

Vamos listar 5 motivos para você ir ao cinema e se divertir, e focar no que deu certo, SEM SPOILERS. Sim, nós sabemos que a boa crítica deve pesar o que deu errado também, mas vamos dar uma chance de fazer diferente desta vez.

1. É A LIGA DA JUSTIÇA, C%$&@L&O!

Não importa se você é fã veterano de histórias em quadrinhos, “bazingueiro” ou nunca deu bola para super-heróis e gibis: você nasceu neste planeta e sabe o que é a Liga da Justiça. Um grupo de super-heróis reunido para defender a Terra e seus habitantes de ameaças externas e internas. Ver o grupo em ação já é motivo suficiente para pagar o ingresso (cada dia mais caro) e passar 2 horas em companhia de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, Flash e Aquaman – os super-heróis da vez (#saudadesLanternaVerde), escolhidos para essa estreia cinematográfica.

2. É UMA BOA (E SIMPLES) HISTÓRIA

Não tem nenhum segredo ou roteiro rocambolesco. A história se passa levando em conta os eventos que ocorrem após a morte do Superman, mostrados no polêmico  Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Sem o Azulão de Krypton, a Terra está aberta para qualquer ameaça em larga escala. Assim, surge um vilão ancestral, o Lobo da Estepe, comandante de um exército de criaturas horrendas chamadas de parademônios. Nos quadrinhos, esses monstros são ligados ao maior vilão da editora, Darkseid, criação do genial Jack Kirby.

O Lobo da Estepe está na Terra em busca das Caixas Maternas, artefatos de poder imensurável, capazes de terraformar um planeta por meio da vida ou da morte. A motivação é essa, tomar o planeta Terra e transformá-lo em um inferno (muito, muito pior do que é hoje). Simples assim, sem enormes digressões filosóficas e conceituais, sem muita margem para interpretação. E ainda que este vilão seja o ponto mais fraco do filme, não compromete. Ele não tem incríveis axiomas emocionais, nem um intelecto soberbo alienígena ou um refinamento tático: é um comandante de invasão e veio aqui acabar com tudo. Ponto.

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3. OS SUPER-HERÓIS ESTÃO ÓTIMOS

Os primeiros 5 minutos do filme ganham o espectador. Aos poucos, vemos a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em ação enquanto Batman (Ben Affleck) procura os outros super-heróis para formar um grupo de defesa da Terra que está, ao que tudo indica, diante de um ameça iminente. Na medida em que Bruce Wayne parte em busca destes escolhidos que possuem dons especiais, vamos aos poucos vendo o que cada um é capaz de fazer individualmente.

A Mulher-Maravilha continua ótima, tanto quanto em seu filme solo. Protagoniza cenas memoráveis de luta e, no decorrer do longa, tem uma relação intrincada e interessante com Batman.

E o Superman (Henry Cavill)? Bom, ele retorna e faz muito bem seu papel na história. Aquaman (Jason Momoa) surge muito bem dados os contextos da história e sua participação dá pistas – e boas esperanças – do que será seu filme solo. O Flash (Ezra Miller) é o alívio cômico, e também tem boa participação. Lembram do Flash do desenho Liga da Justiça sem limites do Bruce Tim? É esse Flash que está no filme.

Por fim, uma grata surpresa: Ciborgue (Ray Fisher). Apesar do visual que lembra um transformer humano, o Victor Stone do filme tem toda a carga trágica dos quadrinhos. Se você não sabe quem é o Ciborgue, ou só viu nas animações infantis de Teen Titans Go! não se preocupe, pois sua trágica história é revelada nesse filme.

No transcorrer da trama, vemos o time todo em ação, como já foi mostrado em trailers e cenas divulgadas. O objetivo do filme afinal é mostrar essas lutas amarradas em uma boa história, e assim chegamos no próximo item.

4. É UM FILME REDONDO

A estrutura e narrativa têm um ritmo adequado, bem conduzido, mas claro, não é e nem precisa ser uma obra-prima cinematográfica. O filme dá certo porque os eventos acontecem no ritmo certo. Como e por que os super-heróis se reúnem para defender a Terra e o custo dessa batalha são questões que vão envolvendo a audiência.

Outro acerto é a Warner sair do clima excessivamente sombrio, equilibrar essa paleta de cores escura adotada anteriormente (influencia de Joss Whedon, talvez?). Algumas piadas, ajustes e uma narrativa simples e coerente fizeram a diferença. Existem alguns problemas, mas nada que comprometa. Poderia ser melhor se a Warner tivesse contado as histórias anteriores de seu universo de forma diferente.

Não que o estúdio precisasse copiar o modelo eficiente da Marvel, mas o fato de não ter mais tempo para explorar as relações entre os super-heróis e outros pequenos ajustes finos impedem que Liga da Justiça seja um filme épico (para usar uma palavrinha da moda). Mas nada disso diminui seu valor nem a diversão, pode ficar tranquilo.

Atenção para duas cenas pós-créditos! Não saia do cinema antes do acender das luzes.

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5. VOLTAR A SER CRIANÇA FAZ BEM

Para uma geração que ficou feliz com Superman: O filme (1978) e nunca imaginou viver uma Era heroica no cinema, com dezenas de filmes – alguns muito bons –  baseados no universo dos super-heróis dos quadrinhos, ter o prazer de acompanhar as aventuras de uma Liga da Justiça no cinema com amazonas, atlantes, parademônios, novos deuses de Jack Kirby, caixas maternas… quem sonharia? Ajudou muito Liga da Justiça ser um filme bem-feito, com roteiro amarrado, paleta de cores mais viva.

Foi um prazer ver tudo isso! Ainda que não seja uma obra-prima, Liga da Justiça cumpre com louvor o papel de representar bem esses heróis tão icônicos para a Cultura Pop e, modo sutil, levantar algumas questões, valores do heroísmo, companheirismo e dos perigos que a nossa escuridão pode trazer. Nunca é tarde para enfrentar as trevas, ainda que elas pareçam invencíveis. São ideias que chegam em boa hora para o mundo atual que vivemos, principalmente por essas bandas tupiniquins.

Papo de Quadrinho viu: Blade Runner 2049

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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Para falar sobre este novo filme do diretor  Denis Villeneuve (A Chegada) é preciso voltar momentaneamente aos anos 1980.

Blade Runner – O Caçador de Androides (1982) de Ridley Scott, com o astro Harrison Ford no papel principal, é um filme de ficção científica distópica com raízes do cinema noir, muito mais preocupado com questões filosóficas do que em ser um filme de ação.

O roteiro foi inspirado no conto do escritor Philip K. Dick chamado Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides sonham com ovelhas elétricas?) mostra o trabalho de um caçador de androides (ou blade runner), em uma Los Angeles distópica que procura androides assassinos renegados (chamados de Replicantes). Essa história funciona como alegoria para pensar nas grandes questões sobre a existência humana; vida, morte e propósito, além de tantas outras perguntinhas que evitamos questionar.

Remendado pela Warner a contragosto de Scott e talvez por sua proposta vanguardista, o filme foi fracasso de público (e crítica) na época. Mas ninguém imaginaria que poucos anos depois, impulsionado pelo aluguel de fitas VHS, essa obra-prima visionária alcançasse o merecido sucesso e hoje fosse considerada um dos mais importantes filmes de todos os tempos.

Com isso em mente, sabíamos que esse seria o primeiro obstáculo para o novo Blade Runner 2049: avançar sob esse legado, nos levando de volta ao universo ficcional que marcou gerações de fãs e admiradores. O diretor Denis Villeneuve revela que impôs uma condição antes de concordar em dirigir o filme. “Eu precisava da benção de Ridley Scott. Essa foi a minha única condição”. Mais do que dar a sua benção, Scott se tornou produtor executivo desta continuação. “(…) se por acaso precisasse dele, eu poderia ligar; ele estaria ao meu dispor a qualquer hora. E, de fato, toda vez que eu precisei, ele estava lá. Eu sempre serei grato a ele”- concluiu Villeneuve.

Uma nova história

Com a bênção de Ridley Scott na produção, o novo Blade Runner começa na internet. Villeneuve criou três curtas para situar o público sobre as mudanças do mundo ficcional de Blade Runner neste período entre os filmes: Black Out 2022 – anime de Shinichiro Watanabe (de Cowboy Bebop) mostrando os acontecimentos depois do filme clássico; 2036: Nexus Dawn apresentou o cientista Niander Wallace (Jared Leto), um magnata que recriou os replicantes e por fim, 2048: Nowhere To Run, que se passa um ano antes da história do filme ocorrer e mostra um acontecimento na vida de Sapper Morton (Dave Bautista).

Para fugir de SPOILERS e tentar falar sobre a história da melhor maneira possível, vamos focar no que faz deste filme um bom filme, e sobretudo, uma continuação honesta (embora desnecessária).

Primeiro, Blade Runner 2049 parte do “clima” original para construir uma nova história e recompõe elementos que fizeram de Blade Runner um clássico. Esse respeito é um acerto e começa na cidade/cenário. Para o cyberpunk, a cidade é um personagem fundamental. Nesta versão L.A. é reapresentada e expandida. Villeneuve procura ser fiel ao espírito do filme original para homenagear a estética do cinema noir, mas não fica preso a isso e apresenta outros cenários de forma atraente – pronto também para Roger Deakins, diretor de fotografia que fez um trabalho excelente. A lista de acertos avança para os figurinos, bons diálogos, a tecnologia mostrada e o que importa: uma história redonda.

O filme tem seu ritmo, com boas cenas de ação, embora nem todas as cenas sejam realmente úteis e o trailer (Ah! O trailer!) simplesmente entrega um pouco mais do que precisa. Por fim, fecha com boas atuações, ou pelo menos uma boa direção.

“Eu tive seu emprego…” (Decker)

RYAN GOSLING as K in Alcon EntertainmentÕs sci fi thriller BLADE RUNNER 2049 in association with Columbia Pictures, domestic distribution by Warner Bros. Pictures and international distribution by Sony Pictures Releasing International.

Ryan Gosling é K, um detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, cujo trabalho ainda é encontrar, investigar e “aposentar” replicantes antigos, remanescentes do período antes do grande black out. Já os Replicantes atuais estão totalmente sob controle e  coexistem com humanos, ainda que com desconfiança. Ambas as questões são tratadas nos curtas disponíveis no Youtube – os links estão ali no texto. Não é obrigatório para entender a história mas é legal conferir.

É neste cenário que K, o novo blade runner, esbarra em uma trama que pode definir o futuro da humanidade, cujas conexões vão levá-lo a procurar sua própria origem e de quebra, reencontrar Decker (Harrison Ford), o ex-blade runner original, enquanto é vigiado por Luv (Sylvia Hoeks), uma vilã convincente.

Mais uma vez os valores da humanidade são questionados durante a procura de K e trazem novamente à tona questões como: O que nos faz humanos? Qual nosso propósito?

Talvez o maior mérito desta continuação (de novo – boa, porém desnecessária) não seja apenas respeitar o clima do filme clássico, ter boas atuações e uma história ok. Talvez as dúvidas de K por respostas sobre sobre sua existência nos dêem a oportunidade de revirar questões em nossa própria cabeça, uma boa ideia exatamente no momento em que a humanidade parece estar cheia de certezas, incapaz de formular grandes perguntas, com preguiça de rever seus próprios atos.

Ponto para Villeneuve que acertou o tom e nos deu um Blade Runner novo para curtir – ou no caso dos fãs mais xiitas, um novo para odiar.  Fica nossa torcida para que seu novo projeto, uma nova adaptação do romance clássico de ficção científica de Frank Herbert Duna, também tenha sucesso.

 

Papo de Quadrinho viu: Homem-Aranha – De volta ao lar

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Em respeito aos nossos leitores e seguidos nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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O novo Homem-Aranha no cinema criou inúmeros dilemas. O jurídico, dizia respeito à disputa pelos direitos do personagem no cinema. A solução foi um entendimento entre Sony Pictures e Marvel Movies que levou o Homem-Aranha a fazer uma ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016).

Superado o entusiasmo e o amplo debate nas redes sociais, o caminho estava aberto para a Marvel Movies adaptar o “novo” Homem-Aranha em um filme solo. Mas como recontar uma história que todos conhecem de cor, e de quebra, inserí-la de forma coesa no rentável e organizado Universo Cinematográfico da Marvel (UCM)?

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Esse foi o desafio do diretor Jon Watts. Sem grandes filmes do gênero no curriculo, Watts encararia as inevitáveis comparações com os bem sucedidos filmes, como Homem-Aranha (2002) do diretor Sam Raimi, (estrelado por Tobey Maguire), bem como os mal sucedidos, como O Espetacular Homem-Aranha (2012) do diretor Marc Webb, (com Andrew Garfield como protagonista).

O resultado é positivo com sobras. Podemos considerar Homem-Aranha – De volta ao lar como o melhor Homem-Aranha já feito até aqui, por várias razões, mas em grande parte, graças ao carismático Peter Parker vivido de forma bilhante por Tom Holland.

Atualização necessária

O filme acerta em atualizar Peter Parker, mas sem esquecer elementos básicos dos quadrinhos, muitos tirados do extinto universo Ultimate. Também acerta em não transformá-lo em um cara descolado, fugindo de sua essência de nerd tímido, talvez um dos maiores pecados dos filmes anteriores.

E felizmente o mais importante, não precisar recontar pela trilhonésima vez sua origem, outro acerto do longa.

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Peter Parker continua um nerd inseguro, embora muito inteligente. Constantemente trollado pela turma da escola e ainda fechado em seu mundo de diversões solitárias, tecnológicas e paixões platônicas.

Porém, é ai que temos o encaixe preciso com o UCM: Peter Parker já estava nele e já havia participado de uma missão com os Vingadores, já tinha ganhado um uniforme desenhado por Tony Stark.

Ao retornar para Nova York depois da luta em Capitão América: Guerra Civil, Parker fica como “estagiário” e enfrenta criminosos da vizinhança sob a supervisão do Homem de Ferro.

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O garoto acredita que pronto para desafios maiores, quando descobre as atividades do Abutre (muito bem feito por Michael Keaton) na cidade, mas perceberá o peso de suas responsabilidades e terá que lidar com perigo real. E neste contexto o Abutre é um vilão com motivações reais, e o mais importante: é um vilão factível,  assustador, não é um vovozinho decrepto de colant verde.

Com um sorriso no rosto ao final

A partir dai – para fugirmos de Spoilers – podemos dizer apenas que temos um filme muito bem dirigido. A narrativa não dá margem para dramas exagerados, nem excesso de piadinhas. Equilibra ação com emoção, enquanto entendemos um pouco o que se passa com o novo Peter Parker.

Acompanhamos seu desafio em dominar seus talentos, potencializados por seu traje-aranha tecnológico e o que é mais importante: sofremos com suas dúvidas entre conciliar uma vida comum e ordinária como estudante, com as responsabilidades e desafios de ser super-herói a altura dos Vingadores.

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Para tranquilizar os especuladores, o Homem de Ferro não interfere demais no filme e ainda garante boas risadas no final.  E por falar em final, há duas cenas extras, não saia da sala mesmo quando a música dos Ramones terminar.

Homem-Aranha – De volta ao lar é um filme redondo, com atuações muito boas e mistura ação e humor na justa medida, repetindo a (inesgotável) fórmula de sucesso dos filmes da Marvel. Além disso, o filme também funciona dentro de um universo maior, mas de forma bem encaixada, sem transtornos.

Deve divertir muito leitores de quadrinhos, (os mais velhos e saudosistas nem tanto…) ou quem for apenas fã do bem sucedido UCM. Mas para todos os público é um convite para sair do cinema com um sorriso no rosto.

ComicCON RS chega em agosto com atrações internacionais

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Marcando a contagem regressiva de um mês para a maior convenção de quadrinhos e cultura pop do Rio Grande do Sul, a ComicCON RS divulga sua programação oficial. O evento realizado pela Produtora Multiverso acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no campus da Ulbra em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

Em sua sexta edição, a convenção tem como atração internacional o artista inglês David Lloyd, parceiro de Alan Moore na cultuada graphic novel V de Vingança. Outro destaque estrangeiro é o argentino Juan Ferreyra, que acaba de assumir a arte do título Arqueiro Verde no Rebirth da DC Comics, depois de passagens por revistas como Batman, Constantine e Esquadrão Suicida, prestes a ganhar sua aguardada adaptação para o cinema.

Variedade nacional

Entre os convidados nacionais está Danilo Beyruth, ícone dos quadrinhos independentes que neste ano faz sua estreia na Marvel, depois do estrondoso sucesso de Astronauta pela coleção Graphic MSP.
Sidney Gusman, editor do bem-sucedido selo de releituras dos personagens de Mauricio de Sousa, também marca presença e traz consigo outras duas revelações do projeto: Rogério Coelho, ilustrador de Louco – Fuga, e Bianca Pinheiro, artista escolhida para assinar a obra solo da Mônica.

Um dos homenageados do evento em 2016 é Ivan Reis, brasileiro com sólida carreira no mercado norte-americano, aclamado por títulos de destaque da DC Comics como Lanterna Verde, Aquaman e Liga da Justiça. Ele vem acompanhado dos amigos de longa data Joe Prado, arte-finalista e parceiro em diversos trabalhos, e Ivan Freitas da Costa, agente da Chiaroscuro Studios e organizador da CCXP. Também recebem a Medalha Renato Canini o cartunista gaúcho Santiago, a ilustradora Ana Koehler e o mineiro Afonso Andrade, coordenador do FIQ. Quadrinhos gaúchos estão bem representados por nomes como Cris Peter, Gustavo Borges, Daniel HDR, Rafael Corrêa e outros, em uma programação formada por mais de 50 convidados.

Cultura pop para todos

Foi-se o tempo em que a cultura pop era interesse de poucos: hoje o mundo nerd abre suas portas para todos e a ComicCON RS tem orgulho de receber um público diversificado e sua programação reflete esse conceito fazendo um verdadeiro panorama da cultura pop atual com quadrinhos, games, cinema, séries de TV, para todas as idades, gêneros, gostos e estilos.

Entre os convidados que evidenciam a abertura estão Alexandre Beck, da popular tirinha da internet Armandinho, o youtuber Sergio Vinicius do canal 2Quadrinhos, a jornalista Natália Bridi, editora de cinema do site Omelete, e Cecília Dassi, atriz e psicóloga que palestra sobre a Jornada do Herói. Painéis variados trazem assuntos do momento como o jogo Pokémon Go e a série Game of Thrones. Para completar, a convenção será sede da Maratona Conselho Jedi, tradicional encontro gaúcho de fãs de Star Wars realizado pelo CJRS.

Serviço

Com ampla estrutura, dois palcos com programação simultânea, espaço para estandes e artists alley formado por mais de 60 artistas, desfiles cosplay, áreas de lazer, alimentação, exposições e sessões de autógrafos, a ComicCON RS acontece nos dias 20 e 21 de agosto, das 11h às 20h, no campus da Ulbra em Canoas.

Ingressos à venda online na página www.facebook.com/comicconrs

Ingressos à venda em Porto Alegre na Nerdz (R. Sarmento Leite, 627), Tutatis Revistaria (Av. Assis Brasil, 650), Banca da República (Rua da República, 21) Geek Stuff (Av. Assis Brasil, 3522, Lindoia Shopping), Beco Diagonal (Av. Dr. Nilo Peçanha, 3228, Shopping Viva Open Mall) e Café Cartum (José do Patrocínio, 637), e em Canoas na Game House (Rua Guilherme Schell, 6750, Canoas Shopping) e Estação do Livro (Av. Farroupilha, 8001, Ulbra Canoas, Prédio 16B).

Vale o Investimento – January Jones: Corrida Contra a Morte

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Os quadrinhos europeus, ou banda desenhada como é chamada, produzem uma quantidade imensa de HQs de qualidade, mas infelizmente um percentual pequeno é traduzido e publicado aqui. Assim, não dá para perder a oportunidade de adquirir alguns trabalhos famosos quando aparecem, principalmente com preço acessível.

É o caso de January Jones, heroína criada em 1986 por Martin Lodewijk (roteirista) e Eric Heuvel (ilustrador), em uma série consagrada no mercado Franco-Belga de Banda Desenhada.

Lançado em junho pela AVEC EditoraJanuary Jones: Corrida Contra a Morte é o primeiro álbum da aviadora publicado no Brasil

Jones é considerada a sucessora de Tintim pois tem um estilo de quadrinho conhecido como linha clara. Mas ela não é apenas uma versão feminina do Tintim. January Jones é uma personagem cativante, que representa o espírito desbravador e aventureiro de uma época especial do século XX. É uma heroína forte, perspicaz e corajosa. Sua criação mistura características de figuras históricas – como a aviadora Amelia Earhart e a espiã Mata Hari – e de personagens fictícios como Indiana Jones e TinTin.

Eric Heuvel explica: “O que mais acho interessante nessa protagonista, em primeiro lugar, ela é uma mulher. Na época em que Martin e eu concebemos este personagem, não haviam tantas heroínas nos quadrinhos”.

Outra característica prazerosa das histórias é a inserção de citações a fatos e personagens históricos. Para que o público pudesse aproveitar esses detalhes, a edição brasileira traz notas de rodapé para contextualizar o leitor sobre alusões à história da Europa. Como explicou o editor Artur Vecchi: “Várias das citações a personagens ou episódios históricos na edição são de fácil compreensão para os europeus, mas para que os brasileiros, que podem não conhecer tão a fundo a história da Europa, resolvemos inserir as notas para que nossos leitores tenham a melhor experiência possível”.

January Jones: Corrida Contra a Morte  é primeiro volume de uma série ambientada na década de 1930 e que narra as aventuras desta aviadora destemida, que viaja pelo mundo a bordo de um avião Havilland Comet, se envolvendo em conspirações, vivendo em situações de risco, sempre com muita ação, aventura, suspense e humor.

Em Corrida Contra a Morte, J.J. deixa os céus um pouco de lado para participar do Rali de Monte Carlo, uma famosa prova que existe desde 1911. Nesta corrida, ela pilota o Viragiro, um carro revolucionário que lhe dá boas chances de vencer, mas para isso ela precisa lutar contra espiões alemães, corredores desleais e estradas com muita neve.

Ter a oportunidade de ler histórias tão ricas em uma aventura tão divertida e recomendada para leitores de todas as idades, já é a primeira boa notícia. A segunda é saber que a edição está bonita, bem feita e o site da AVEC está com um preço promocional de R$ 29,90. Vale muito o investimento.

 

 

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