Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Jota Silvestre (Page 1 of 97)

Papo de Quadrinho viu: Brightburn – Filho das Trevas


A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu Brightburn – Filho das Trevas, que une superpoderes e terror à mais mitológica origem de um super-herói nos quadrinhos.

A história da origem do Superman já é um marco na cultura popular, quando uma nave caiu na Terra trazendo um bebê e foi encontrada pelo casal de fazendeiros Jonathan Kent e Martha Kent. O casal cria a criança como seu filho adotivo, Clark Kent, que mais tarde viria a ser herói que todos conhecemos: como gentil, generoso, nobre, incorruptível, praticamente um escoteiro gentil, altruísta e um símbolo da “verdade, justiça”, sendo tudo o que aspiramos ser e muito mais. Com poderes como superforça, invulnerabilidade, voo, visão de calor, entre outros frutos da sua natureza biológica, sua personalidade e humanidade são consequência da criação.

Mas e se as coisas fossem um pouco diferentes? E se o rapaz tivesse crescido com um sentimento de superioridade sobre o restante da humanidade, egoísta e achando que poderia escravizar todos? Esse é o mote de Brightburn – Filho das Trevas, do diretor David Yerovesky.

O filme aborda praticamente a mesma origem do Superman, em que Brandon Breyer (o Clark Kent desse universo) é criado por Kylie Brayere (David Denman) e Tori Brayer (Elizabeth Banks),  réplicas exatas dos carinhosos e cuidadosos Kent, depois de ser encontrado em uma nave espacial. Ele vai descobrindo seus superpoderes à medida que cresce, porém ao invés de um comportamento bom, o rapaz se torna um assassino frio e maléfico.

O que causa essa grande mudança? É nesse ponto que os escritores Brian e Mark Gunn (irmãos do diretor e roteirista James Gunn, de Guardiões da Galáxia, que participa como produtor da película) erram a mão. Deslocando o filme do que poderia ser uma ótima apresentação de conflito psicológico entre “natureza versus criação”, os roteiristas decidem tornar o filme mais simplista ao conectar a brusca persona maléfica de Brandon à uma possessão por sua nave espacial. A partir desse ponto, o personagem vira uma máquina de matar que utiliza seus superpoderes elimina todos que se atrevem a contrariar seus passos.

Apesar do enredo pender para um filme de terror genérico no estilo “slash movies” temperado com superpoderes, o diretor David Yarvesky merece créditos pela brutalidade explícita das cenas de morte, que poderão atrair os fãs do gore. As cenas em que a mandíbula de uma das vítimas fica pendurada ou em que um caco de vidro é retirado de dentro do olho são de deixar os nervos à flor da pele. Entretanto as emoções param aí…

As interpretações são benfeitas e um dos pontos positivos do filme, com Jackson A. Dunn (que interpretou o jovem Scott Lang em Vingadores: Ultimato) retratando um Brandon Beyer assustador e misterioso, até mesmo quando o personagem ainda é “bom”. Elizabeth Banks e David Denman são o ponto forte do filme como o casal Breyer, representando de forma sólida os encantadores pais de família que aos poucos vão se dando conta do perigo que têm dentro de casa.

Outro destaque é a trilha sonora nos momentos mãe-filho do filme. Composta por Tim Williams, a música remete e emula o tema criado por Hans Zimmer para o filme Superman: Man of Steel (2013). Praticamente um easter-egg para os fãs do Homem de Aço.

Uma pena que, ao tentar apresentar o lado sombrio de uma origem alternativa do Superman, a película peca ao não se aprofundar numa discussão moral e cai no clichê de filmes de terror convencionais de assassinos, em que o que mais vale são as cenas de morte, o suspense passageiro e os momentos gore.

A sensação ao sair do cinema foi de mais um filme de terror genérico, deixando o telespectador que buscava um paralelo maligno à origem do Superman com vontade de algo mais.

Vingadores: Ultimato – Um épico grandioso e intimista

A Marvel encerrou seu primeiro grande arco de história no cinema de forma épica. Vingadores: Ultimato, que estreia nesta quinta-feira (25), é grandioso e intimista ao mesmo tempo. É tudo que você espera, e mais.

É um filme feito para emocionar, divertir e surpreender, sem abrir mão da origem nos quadrinhos nem deixar de contar uma boa história.

É um filme-homenagem aos 11 anos do estúdio e a todos os 21 filmes que vieram antes.

A trama é conhecida ou pelo menos imaginada pela grande maioria dos fãs: os Vingadores remanescentes precisam encontrar uma forma de desfazer a dizimação causada por Thanos ao final de Guerra Infinita.

Nem por isso, seu desenrolar é óbvio ou previsível. Qualquer pista de como eles levam o plano adiante será um spoiler.

O que dá para dizer é que cada vingador lidou com a dizimação à sua própria maneira e, durante a jornada, cada um deles vai encarar seus próprios fantasmas.

Daí vem a maior carga dramática do filme e também seus momentos mais divertidos. O humor, em escala até menor que em outras produções da Marvel, é mais que orgânico, é cirúrgico.

Vingadores: Ultimato inverte muitas das expectativas, tanto no conjunto quanto no desfecho de cenas específicas.

A Marvel foi extremamente competente em guardar segredo sobre algumas passagens e personagens, e estas surpresas estão entre as melhores coisas do filme.

Desejo de coração que você consiga fugir dos spoilers para viver esta experiência ao máximo.

Sem exagero, Vingadores: Ultimato é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Não só pelo filme em si – que, sim, é ótimo –, mas principalmente pelo que ele representa em termos de fechamento de todas as pontas um universo complexo, intrincado e interligado.

Quando começam a subir os créditos, a sensação é que vai demorar outra década para voltarmos a assistir a algo com tamanha magnitude.

Vingadores: Ultimato é aquele gibizão de 300 páginas que você pega para ler numa tarde preguiçosa e não quer que acabe nunca mais.

Um dia no Festival Guia dos Quadrinhos

O Festival Guia dos Quadrinhos comemorou 10 anos de casa nova, o amplo Hakka Plaza, no bairro da Liberdade, em São Paulo (a cinco minutos do metrô São Joaquim). É consenso entre todas as pessoas com quem conversei de que se trata do evento mais “raiz” dos quadrinhos – ou seja, um espaço de excelência para consumidores, colecionadores e fãs da nona arte.

Funciona um contraponto às lotadas Comic Cons, daqui e lá de fora, que têm no entretenimento e no merchandising – notadamente grandes produções para cinema e TV – seu maior atrativo, exceção feita aos chamados “Beco dos Artistas”.

No Festival, ao contrário, os quadrinhos continuam como a estrela principal. É possível comprar HQs autorais do pessoal do circuito independente, edições antigas vendidas por colecionadores e raridades em lojas especializadas como a Comic Hunter, que tem um amplo acervo e pratica preços bem honestos.

Uma das atrações deste ano foi a Culturama, que recentemente assumiu a publicação dos quadrinhos Disney no Brasil. Já de largada, a editora mostrou respeito aos leitores com um tratamento editorial de primeira e proximidade com seu público.

Para coroar estes esforços, a Culturama trouxe para o Festival o roteirista e desenhista italiano Francesco Guerrini para participar de painéis e de sessões de autógrafos.

O artista esbanjou talento e simpatia no estande da editora, que registrava as maiores filas do evento – nada comparado às filas da CCXP, por exemplo. Cada autógrafo vinha acompanhado de uma pequena obra de arte em forma de sketch.

O ambiente meio intimista do Festival Guia dos Quadrinhos é propício para o networking. Em meio às mesas dos artistas, colecionadores e visitantes, sempre tem alguém que você conhece para rever e bater papo.

A programação também é bem bacana, com mesas redondas de profissionais da área, os tradicionais quizz nerds e uma novidade deste ano (até onde me lembro), os leilões de HQs raras.

Colecionadores de action figures não ficam totalmente órfãos e conseguem encontrar lojas e vendedores espalhados em meio à predominância de mesas de gibis. Para os que curtem Funko Pop (como este editor), a Funkomania é uma expositora tradicional do Festival, com peças bacanas e bons preços.

A revista Mundo dos Super-Heróis também está no Festival vendendo suas edições regulares e especiais

Enfim, é muito bom que festivais de quadrinhos com este perfil sobrevivam, e o Edson Diogo está de parabéns por manter a chama acesa.

Para quem é de São Paulo e estiver lendo isto a tempo, o Festival Guia dos Quadrinhos vai até este domingo, 14 de abril, das 10h às 18h, com ingresso a R$ 60 (meia entrada para estudantes e para quem doar pelo menos dois gibis em bom estado para ajudar a formar a gibiteca da Escola Estadual Castro Alves).

Agente Sommos, de Flavio Luiz: humor à moda antiga

Leitores com mais de 40 devem se lembrar dos álbuns da dupla de espiões Mortadelo e Salaminho, de Francisco Ibañez, publicados pela Cedibra nos anos 1970.

Para quem quiser matar a saudade, uma boa pedida é Agente Sommos e o Beliscão Atômico, mais recente trabalho do quadrinhista Flavio Luiz (O Cabra, Aú o Capoeirista, Histórias Paulistanas).

Tá tudo lá: a trama mirabolante, os disfarces e armas improváveis, o humor meio nonsense, os trocadilhos infames (no bom sentido!), a metalinguagem, as muitas referências aos quadrinhos, cinema, desenhos animados, música… O traço de Flavinho, inspirado no estilo europeu, aproxima ainda mais seu trabalho do de Ibañez.

A trama é estrelada por Sommos, um agente secreto estilo ator brega e canastrão, bom de briga e não muito esperto, escalado para impedir um atentado de espiões russos em solo brasileiro. Isso é tudo que você precisar saber; o resto é se entregar ao humor inteligente e despretensioso da leitura, bem à moda antiga.

Parte da diversão está em prestar atenção no segundo plano em busca dos easter eggs: “participações especiais” de gente conhecida dos quadrinhos (tem até o Flavinho vendendo caricaturas) e da TV (a trupe do Casseta & Planeta, por exemplo)…

Por falar em Casseta & Planeta, uma curiosidade: no meio do desenvolvimento do álbum, Flavio descobriu que os humoristas haviam criado um personagem com o mesmo nome (sem o “m” dobrado) para o programa de TV.

Ele fez a cortesia de entrar em contato com um dos integrantes e não só recebeu sinal verde para continuar, como também ganhou o prefácio assinado por Reinaldo Figueiredo. O posfácio é de Otacílio Assunção, o Ota, ex-editor da revista MAD no Brasil.

Até domingo (9), dá tempo de comprar Agente Sommos e o Beliscão Atômico na mesa do autor (F13) na CCXP 2018. Depois disso, pedidos podem ser feitos diretamente pelo e-mail flavioluizcartum@uol.com.br.

Por uns trocados a mais, o leitor ainda leva a carteirinha personalizada de uma das duas agências de espionagem, a M.E.N.A.S. (mocinhos) e a M.E.R.M.O. (vilões).

A boa notícia que é o autor revelou ao Papo de Quadrinho que já está trabalhando no segundo álbum do agente canastrão. Que venham muitos mais! Esse tipo de humor anda em falta e é muito bem-vindo!

Hellboy ganha exposição virtual

Os artistas que compõem o grupo Boteco da Justiça prepararam mais uma exposição virtual, desta vez para homenagear os 25 anos de Hellboy.

O personagem foi criado por Mike Mignola em 1993 e que já protagonizou diversas HQs, animações, livros, games e dois longas-metragens, com um reboot chegando aos cinemas no ano que vem.

A exposição está no ar desde o dia 5 de novembro e conta com mais de trinta artistas (veja amostra na galeria abaixo), que tiveram liberdade para retratar a “cria do inferno” em seus próprios estilos e em situações já vistas nas HQs ou inéditas.

A cada dia, duas novas artes são postadas nas páginas oficiais do Boteco da Justiça no Facebook e no Instagram.

Desde 2016, o Boteco da Justiça vem realizando exposições virtuais para homenagear criadores e personagens do mundo dos quadrinhos, sempre com a participação de desenhistas convidados.

Já foram homenageados The Spirit, Mortadelo & Salaminho, Os Perpétuos, Corrida Maluca, Tex/Bonelli, Superman 80 Anos e outros.

Clique nas miniaturas para ampliar a imagem

Adeus, Stan Lee… e obrigado!

Assim como milhões de pessoas no mundo todo, fui pego de surpresa pela notícia da morte de Stan Lee na tarde de hoje (12). Preferi não escrever um obituário ou biografia. Gente muito mais capacitada que eu já o fez ao longo do dia.

Em vez disso, optei por compartilhar – com quem se interessar – minha relação de leitor com Stan Lee.

Meu primeiro gibi da Marvel que tenho lembrança, cuja capa ilustra este post, foi Capitão América 5 (*), lançado pela Bloch em junho de 1975.

Para além da trama envolvente de Steve Englehart e da arte dinâmica de Sal Buscema, o que primeiro atraiu minha atenção foi a chamada “Stan Lee apresenta…” estampada no topo da primeira página – uma sacada que Roy Thomas adotou em todas HQs da Marvel depois que se tornou editor-chefe.

Ao mesmo tempo em que eu pensava “Quem é esse cara?”, minha imaginação de sete anos de idade criava a figura mental de um chinês misterioso, que comandava todo aquele universo (devo ter associado com Bruce Lee. Vai entender cabeça de criança…).

Não me pergunte qual foi meu segundo gibi da Marvel. Ou o terceiro ou o quarto… não lembro. O que sei é que nesses mais de quarenta anos, li dezenas, talvez centenas, de histórias anteriores àquela do Garra Amarela, muitas delas escritas pelo próprio Stan Lee.

Li centenas, talvez milhares, de histórias, posteriores a ela, escritas por um sem-número de autores que levaram as cocriações de Lee aos mais diferentes mundos, universos, situações.

Estranho… Não dá pra dizer que a morte de Stan Lee era esperada. Nem que era inesperada. Ele estava com 95 anos, idade a que poucas pessoas chegam, ainda mais com tamanha vitalidade e lucidez.

Acontece que o peso da idade se fez sentir nos últimos anos, em especial depois da morte de Joan, sua companheira de toda vida. As notícias que chegavam sobre sua saúde depois disso não eram nada animadoras.

Fico repetindo a mim mesmo que Stan Lee viveu e morreu com dignidade, que atingiu um patamar que poucos artistas alcançaram, que ele viverá para sempre em seus personagens, que viu realizado o sonho de levar suas cocriações para o cinema, um projeto que ele perseguia desde a década de 1970.

Que ele viu a pequena editora que pilotava se transformar numa gigante do entretenimento. Viu seus personagens arrastarem milhões de pessoas para as salas de cinema e conquistar uma nova geração de fãs que, talvez, nunca sequer leram uma de suas HQs. Viu nascer uma geração que se apaixonou pela versão em pixels dos seus heróis da mesma forma que nós nos apaixonamos pela versão deles em papel barato…

Mas aí, lá do fundo, vem a premonição de uma saudade. Aquela angústia de saber que nunca mais veremos o verdadeiro Stan Lee em suas aparições matreiras nos filmes e séries. Nunca mais ouviremos suas frases espirituosas, nunca mais leremos uma entrevista inédita…

O que me confortou na tarde de hoje foi a grande quantidade de depoimentos já saudosos que li nas redes sociais. Roteiristas, artistas e jornalistas que admiro agradecendo a Lee pela inspiração na infância que, anos depois, influenciou na escolha da profissão. Amigos agradecendo a Lee por tê-los iniciado no hábito da leitura e, em alguns casos, até mesmo pela formação do seu caráter.

Então, olho para essa imagem aí de cima, lembro como tudo começou e meu coração fica apertado de novo. É simbólico que eu me despeça de Stan Lee com o mesmo gibi com que nos tornamos amigos…

No final das contas, acho que acabei me estendendo demais nesse adeus. Talvez, uma palavra bastasse… Excelsior!

(*) Há alguns anos, consegui reaver esta revista graças ao diligente esforço do amigo Roberto Guedes que garimpou um fac-símile para mim no Festival Guia dos Quadrinhos, e também ao amigo Ricardo Quartim, que em sua imensa generosidade se ofereceu para trocar minha cópia pela edição original de sua coleção. Aos dois, meu muito e sincero obrigado.

Por falta de tempo e disposição para vasculhar minha coleção atrás dessa HQ, optei por pegar a imagem da capa emprestada do site Guia dos Quadrinhos. Sei que o amigo Edson Diogo vai me perdoar.

“Um Outro Dia”, nova HQ de Felipe Folgosi

O ator e roteirista Felipe Folgosi acaba de anunciar seu mais recente trabalho, Um Outro Dia, que tem lançamento e sessão de autógrafos marcados para dia 28 de novembro, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509 – Paraíso), em São Paulo.

Diferentemente de seus quadrinhos anteriores – Aurora, Comunhão e Chaos –, Um Outro Dia não é fruto de financiamento coletivo, e sim da parceria com a editora Lion Comics.

O autor define seu novo trabalho como “um drama juvenil com toques sobrenaturais”. A trama é centrada em Beto, adolescente que precisa lidar com a separação dos pais, a insegurança do primeiro amor e os desafios para entrar na faculdade. Seu cotidiano é alterado quando alguns amigos o levam a se envolver com drogas, o que vai provocar um insólito encontro com a Morte.

Um Outro Dia foi concebido como um roteiro para o teatro em 1999, e acabou rendendo uma premiação no Concurso Nacional de Dramaturgia, promovido pelo Ministério da Cultura. De certa forma, o reconhecimento a esse primeiro trabalho incentivou Felipe a continuar escrevendo roteiros que, mais tarde, desembocaram em suas histórias em quadrinhos.

A HQ foi desenhada por Leandro Casco, com cores de Victor Uchoa e letras de Gabriel Arrais. Tem 128 páginas, capa dura e preço sugerido de R$ 40.

AVEC Editora lança Desafiadores do Destino: Disputa por Controle, nova HQ de Felipe Castilho

A AVEC Editora acaba de lançar o álbum Desafiadores do Destino: Disputa por Controle, mais novo trabalho do escritor best-seller Felipe Castilho (A Ordem Vermelha: Filhos da Degradação) em parceria com o artista Mauro Fodra (Justiça Sideral) e da colorista Mariane Gusmão (Reparos de Brão Barbosa).

Na trama, as Ilhas Falkland estão mergulhadas em uma sangrenta disputa territorial entre dois reinos: Lemúria e Atlântida. Muitos inocentes já morreram ao longo do conflito, incluindo os gorgs, moradores originais do lugar.

Liderados pela misteriosa Lune Lefevre, uma equipe é montada às pressas: uma mulher indestrutível, um gênio excêntrico que usou o próprio cérebro em um experimento envolvendo autômatos, um meio-atlante bilionário e um homem treinado nas artes de combate de todas as tribos indígenas das Américas.

Do meio deste grupo improvável poderá surgir a solução para o fim do conflito ou o evento que desencadeará uma destruição muito maior que a disputa territorial.

Desafiadores do Destino: Disputa por Controle é uma aventura em que a magia de deuses antigos e monstros esquecidos encontra as engrenagens e autômatos de mentes muito à frente de seu tempo.

De acordo com o próprio autor e roteirista, a obra é uma homenagem aos livros clássicos de aventura (Vinte Mil Léguas Submarinas, Ilha do Tesouro) e aos quadrinhos de heróis, principalmente as superequipes. Ele adianta que a ideia central é do renomado quadrinhista Marcelo Campos (criador do personagem Quebra-Queixo) e do desenhista Ronaldo Barata (Sobrenatural Social Clube).

Desafiadores do Destino: Disputa por Controle está à venda nas principais livrarias do Brasil ou na loja online da AVEC Editora. O álbum tem 64 páginas coloridas, formato 19 x 28 cm e preço de R$ 39,90.

Veja um preview da obra (clique nas miniaturas para ampliar).

Agente Sommos, de Flavio Luiz, será lançada na CCXP 2018

O quadrinhista Flavio Luiz acaba de concluir seu mais recente trabalho, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, com lançamento previsto para a CCXP 2018 (6 a 9 de dezembro), onde ele vai expor no Artists’ Alley, mesa F13.

O protagonista é uma versão tupiniquim, atrapalhada e setentista do agente secreto 007. A trama, garante o autor, é carregada de humor leve e nonsense, e não faltam referências aos “tempos áureos” da TV brasileira.

Pelo preview abaixo (clique nas imagens para ampliar), é possível notar que Flávio manteve o traço inspirado nos quadrinhos europeus, uma constante em seus trabalhos, como Aú o Capoeirista, O Cabra, Rota 66, Jayne Mastodonte e Histórias Paulistanas.

Agente Sommos e o Beliscão Atômico ganhou prefácio de Reinaldo Figueiredo, da trupe Casseta & Planeta, e posfácio de Ota, icônico editor da revista MAD no Brasil. O álbum tem 44 páginas, formato 21 x 29 cm, capa e miolo coloridos e preço de R$ 30.

Para mais informações e conhecer outros trabalho de Flavio Luiz, acesse o site.

2018: O que vem por aí pela AVEC Editora

Entre lançamentos nacionais e estrangeiros, veja o que a AVEC preparou para este ano:

avecjanuaryJanuary Jones: O Crânio de Mkwawa (de Martin Lodewijk e Eric Heuvel): Nesta segunda aventura da famosa piloto publicada pela editora, January Jones e seu mecânico de bordo Rik se envolvem na caça do misterioso crânio de Mkwawa e seus segredos.

avecagnesAgnes: Segredos (Kati Närhi): Agnes ficou órfã depois que seus pais arqueólogos desapareceram misteriosamente nas catacumbas de Paris, e a menina foi criada por sua avó um pouco amalucada. Insatisfeita com as explicações dadas pelos adultos ela vai em busca da verdade. Este primeiro volume é uma coleção de pequenas cenas da vida cotidiana de Agnes.

avecchevalierLe Chevalier: Arquivos Secretos vol 2 (AZ Cordenonsi e Fred Rubim): Neste segundo volume, Le Chevalier contra o Raio da Morte, um misterioso ultimato é enviado às principais nações do mundo. Le Chevalier e Persa se unem a Irene Adler e ao insondável Comitê para devem desvendar os mistérios da Antártida (a ilustração ao lado não corresponde à capa definitiva do livro).

aveccartollaBorn Cartolla (Levi Tonin): Mangá brasileiro, acompanha as aventuras de Galla Della Cartolla, uma viajante mágica que caminha mundo afora solucionando problemas de toda natureza (a ilustração ao lado não corresponde à capa definitiva do livro).

avecdesafiadoresOs Desafiadores do Destino (Felipe Castilho, Mauro Froda e Mariane Gusmão): Ação steampunk em um roteiro do mesmo autor do autor de Ordem Vermelha, um dos 10 romances mais vendidos no final de 2017 (a ilustração ao lado não corresponde à capa definitiva do livro).

avecbisaoO Bisão do Sol Poente Estranho Oeste de Kane Black Moon vol. 1 (Duda Falcão e Brasa): A história mistura velho oeste e sobrenatural, e acompanha o mestiço Kane Blackmoon em sua busca para vencer o demônio que atormenta e destrói tudo e todos por onde passa.

avecsilasSalto 2 – Silas (Rapha Pinheiro): Continuação de Salto, agora focado no personagem Silas – que aparece em algumas cenas do volume anterior (a ilustração ao lado não corresponde à capa definitiva do livro).

Page 1 of 97

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2019