Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Jota Silvestre (Page 1 of 98)

Pop! Fest realiza primeira edição virtual neste fim de semana

Evento virtual terá três dias de duração, de 19 a 21 de junho, com preços promocionais, sorteios e lives dos participantes

Por conta das normas de distanciamento social impostas pela propagação da Covid-19, a 8ª edição do Pop! Fest – Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins, principal evento dos aficionados por bonecos Funko Pop da capital paulista, não pôde ser realizada no dia 30 de maio conforme previsto.

Mas isso não desanimou os organizadores, que decidiram colocar no ar uma edição virtual do evento. O primeiro Pop! Fest Virtual acontece neste fim de semana, das 10h do dia 19 (sexta) até 22h de 21 de junho (domingo),numa parceria com a Geral Geek, que vem se consolidando como a principal plataforma de marketplace da atualidade para produtos geek.

Numa área especialmente dedicada ao evento, cerca de 20 vendedores vão oferecer Funko Pops regulares, exclusivos e raros, todos com preços promocionais.

Com esta solução, mantemos acesa a chama do Pop! Fest e conseguimos atender uma demanda antiga de colecionadores que não têm condições de comparecer às edições presenciais, explica o organizador do evento, o artista George Tutumi.

Lives

Para manter a interatividade entre os participantes, um dos grandes atrativos das edições presenciais, durante todo o evento virtual acontecem lives no canal Tio da Barba Branca para divulgar as promoções e realizar sorteios de peças cedidas pelos vendedores. A agenda com horários das lives estará disponível na própria área do evento virtual.

Pop! Fest Virtual – 1º Evento Virtual para Colecionadores Funko Pop

Período: as 10h do dia 19 até 22h de 21 de junho (sexta a domingo)

Link: http://www.geralgeek.com.br/popfest

Lives: Canal do Tio da Barba Branca

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

6 motivos para assistir Snowpiercer na Netflix

Produção da TNT, Showpiercer estreou na Netflix no dia 17 de maio.

Em vez do tradicional sistema de maratona, os 10 capítulos estão sendo liberados a conta-gotas, um por semana.

Se você ainda não assistiu, veja seis motivos que o Papo de Quadrinho elencou para começar imediatamente.

1. É baseada numa HQ

Le Transperceneige (Snowpiercer: The Escape) foi publicada pela primeira vez na França em 1982 pela editora Casterman, com roteiro de Jacques Lob e desenhos de Jean-Marc Rochette.

Saíram duas sequências muitos anos depois: The Explorers (1999) e The Crossing (2000), com Benjamin Legrand no lugar de Jacques Lob nos roteiros. O quarto volume, Terminus, saiu em 2015 com novo roteirista, Olivier Bocquet.

Nos Estados Unidos, as HQs começaram a chegar em 2014, pela Titan Comics.

Você pode ler as três primeiras histórias no livrão que a editora Aleph lançou em 2015, com o ótimo nome de O Perfuraneve.

Lá fora, a Titan anunciou uma trilogia prequela e já colocou o primeiro volume à venda. Os demais estão programados para agosto de 2020 e junho de 2021.

2. Faz uma forte crítica social

A turma do fundão é tratada como animais

O pano de fundo da trama é um cataclisma ambiental que congelou a Terra. Os poucos sobreviventes (cerca de 3.000) se abrigaram num trem autossustentável que percorre o planeta todo sem paradas.

O problema é que o trem reproduz a desigualdade que existia anteriormente. Nos vagões próximos à locomotiva ficam os ricos, com direito a luxo, alimentação, educação, cultura e lazer.

Nos vagões do fundo, os pobres e miseráveis vivem aglomerados em condições sub-humanas, expostos à fome, crimes, falta de privacidade e violência policial.

Entre os extremos, os vagões do meio reproduzem as nuances da classe média.

3. Já virou filme

Chris Evans viveu o revolucionário Curtis na adaptação para o cinema

Em 2013, Snowpiercer foi adaptada para o cinema por Bong Joon Ho – ele mesmo, o diretor do premiado Parasita, em seu primeiro filme em língua inglesa.

O filme foi estrelado por Chris Evans (o Capitão América dos filmes da Marvel), Tilda Swinton (também trabalhou pra Marvel no papel do Ancião), John Hurt (de V de Vingança) e Ed Harris (de Westworld).

Por aqui, passou pelos cinemas em 2015 com o nome Expresso do Amanhã, e dá para assistir em Blu-Ray e no Amazon Prime.

4. São histórias diferentes…

O fundista Andre Layton (Daveed Diggs) precisa resolver um assassinato

Snowpiercer conta uma história diferente na HQ, no filme e na série, embora todos sigam o mote principal (a luta de classes) e conservem alguns elementos em comum.

Na HQ, a trama acompanha Proloff, que conseguiu fugir do fundo do trem e alcançou os vagões intermediários. Ele conhece a ativista da terceira classe Adeline e, no percurso para interrogatório, ficamos conhecendo os setores, classes e funcionamento do trem.

Em Expresso do Amanhã, Curtis (Evans) é líder do grupo do fundo que inicia a revolução mais bem-sucedida para tomar o controle do trem. No caminho até a sala de máquinas, ele vai se indignando com os diferentes estilos de vida dos passageiros.

Na série da Netflix, o fio condutor é a investigação de um assassinato na segunda classe. Os administradores do trem convocam o “fundista” Andre Layton (Daveed Diggs, de The Get Down), que era detetive antes do cataclisma, para solucionar o crime. O sistema de castas do trem é apresentado pelos olhos dele durante a investigação.

Então, mesmo que você já tenha lido a HQ e assistido ao filme, a série traz uma abordagem totalmente nova, sem desrespeitar o contexto original e com referências que são bacanas de pegar.

5. … porém interligadas

A HQ, o filme e a série parecem apenas variações sobre o mesmo tema, mas não são.

A Titan Comics publicou este infográfico provando que cada história se passa num tempo diferente e estão relacionadas.

Na cronologia de Snowpiercer, a série da Netflix se passa 7 anos após o cataclisma climático, o filme 15 anos depois e a primeira HQ em algum momento entre eles.

As adaptações se passam em tempos diferentes e estão relacionadas

6. E tem a Jennifer Connelly

Jennifer Connelly: linda e talentosa como sempre

Para você, veterano, que não acompanhou os últimos trabalhos dela, saiba que Jennifer Connelly continua tão linda e talentosa quanto em Labirinto (1986) e Rocketeer (1991).

Na série da Netflix, ela interpreta Melanie Cavill, administradora do trem.

Papo de Quadrinho viu: Star Wars – A Ascensão Skywalker

A convite da assessoria de imprensa da Disney, Papo de Quadrinho assistiu a Star Wars – A Ascensão Skywalker numa sessão exclusiva para jornalistas.

Em respeito aos nossos leitores, o texto abaixo não contém spoilers.

Star Wars – A Ascensão Skywalker, que chega aos cinemas brasileiros amanhã (19), se intitula o capítulo final da saga espacial criada por George Lucas há mais de 40 anos.

O diretor J.J. Abrams sabia da responsabilidade de ter os olhos de boa parte do mundo voltados para seu trabalho e optou por seguir um caminho mais seguro, longe da ousadia de seu antecessor, Rian Johnson, em Os Últimos Jedi (2017).

Da mesma forma que transformou sua estreia na franquia, O Despertar da Força (2015), num filme-homenagem a Uma Nova Esperança (1977), agora Abrams presta tributo a outro filme da trilogia clássica (os fãs logo vão perceber as semelhanças na estrutura narrativa).

A Ascensão Skywalker trata de redenção, do conflito do Bem contra o Mal – assim mesmo, no sentido absoluto –, mas travado dentro dos protagonistas, que lutam contra o medo e o ódio que conduzem para o lado sombrio da Força – um dilema constante nos momentos cruciais da saga.

O passado de Rey (Daisy Ridley) é finalmente conhecido e, como prometeu o corroteirista Chris Terrio, a revelação não é aleatória. Em vez disso, confirma a estreita relação da protagonista com a Força e seus inimigos – entre eles, Kylo Ren (Adam Driver).

A Ascensão Skywalker é talvez o filme com mais ação de toda a saga principal. A abertura traz de cara uma perseguição entre as estrelas, seguida de cenas num campo de batalha e continua com um espetáculo de batalhas espaciais, confrontos de blasters, lutas de sabre de luz e um resgate heroico. Os stormtroopers ainda são ruins de mira, mas ganham um surpreendente recurso.

Demais personagens, como Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), estão mais maduros e seguros de seu papel na Resistência, e protagonizam boa parte das cenas de ação.

Sob a batuta de Abrams, as mulheres continuam brilhando: as novatas Zorri Bliss (Keri Russell) e Janah (Naomi Ackie) são quem livra a cara dos heróis em momentos de apuro.

O roteiro toma alguns atalhos para fazer a trama andar, mas nada que comprometa se você mantiver em mente que se trata de um novelão ambientado muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante, e que não dá para cobrar verossimilhança o tempo todo.

O que dá para cobrar é coerência, e isto J.J. Abrams entrega. Apesar de optar por um caminho mais seguro, o diretor honra não só o que começou a construir em O Despertar da Força, mas principalmente o legado de mais de quatro décadas, e presenteia os fãs com um encerramento digno.

A Ascensão Skywalker tem um tom de despedida e é um deleite rever a eterna Princesa Leia (Carrie Fisher), ainda em que cenas recuperadas, e tantos outros personagens da trilogia clássica no que talvez seja sua última participação.

Mas soa pretensioso pensar que este nono episódio fecha a tampa da saga. A riqueza do universo criado por George Lucas permite numerosas possibilidades e faz pensar se daqui a algumas décadas não veremos o início de um novo ciclo, com os heróis da atual trilogia no papel dos “veteranos”.

O tempo -e a Força – dirão…

Revista Plaf #3 discute como os quadrinhos veem a história brasileira

A terceira edição da revista Plaf tem como um dos assuntos principais o olhar dos quadrinhos sobre a história brasileira.

Como arte plural, as HQs trouxeram contribuições para o entendimento de diferentes acontecimentos de nossa história, como a escravidão e a ditadura, entre outros.

Confira os destaques da edição:

  • Artigo sobre como autores estão atentos à importância do passado para refletir o presente
  • Ensaio sobre o imaginário do Nordeste nas histórias em quadrinhos e como essas produções ajudaram a desconstruir (ou reforçar) preconceitos sobre o território e seus habitantes
  • Artigo trata da importância de Angelo Agostini, o brasileiro pioneiro na gênese das HQs no Brasil e no mundo
  • Releitura crítica da Tico-Tico, uma das primeiras e mais populares revistas em quadrinhos do País.
  • Um papo com Luiz Gê, autor que desde a ditadura militar fez dos quadrinhos e do humor gráfico sua arma por um país verdadeiramente democrático. Gê ainda colaborou com a edição com uma charge inédita na página saideira da revista.
  • HQs inéditas de Aline Lemos, artista que assina a capa da edição, e do talento promissor de Pernambuco, Jota Mendes.

A Plaf tem edição de Dandara Palankof, Carol Almeida e Paulo Floro.

A revista será vendida a R$ 15 em diferentes pontos de venda em cidades como Recife, São Paulo, Curitiba, Brasília, Goiânia, João Pessoa, entre outros (veja a lista atualizada aqui) e na loja virtual.

O lançamento acontece no dia 6 de dezembro, a partir de 19h, no Ursa Bar e Comedoria, no Recife, com presença de DJs, sessão de autógrafos e entrada gratuita.

A publicação tem patrocínio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco e é uma realização da Revista O Grito!, site sobre arte e cultura com sede no Recife.

A Última Dança: Um conto sensível e tocante em quadrinhos

A Última Dança, mais recente trabalho do brasiliense Wesley Samp, traz a história de Lalá, uma garota alegre que adora dançar, mas que precisará reaprender a sorrir após uma reviravolta em sua vida.

Um conto sensível e tocante, feito para todas as idades, a HQ será lançada oficialmente na CCXP 2019, de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo.

Com 64 páginas coloridas, A Última Dança faz parte do universo de Os levados da breca, primeira webcomic do autor, que conta com outros dois livros: As filosofias de recreio de Paulo e Wes (2016) e Um começo (2017).

Ambas também estarão à venda na mesa do artista na CCXP (E 23-24). Após o evento, as HQs podem ser adquiridas na loja virtual do autor.

Wesley Samp começou sua carreira nos quadrinhos em 2007, com a webcomic Os levados da breca. Em 2014, criou o site Depósito do Wes, onde publica todos os seus quadrinhos online, incluindo a série Cada um com seus problemas!, que retrata, de maneira bem-humorada, os problemas do cotidiano como simpáticos bichinhos.

Com passagens pela revista Mad e diversos jornais no País, Wesley já publicou cinco livros independentes, sendo indicado ao Troféu HQMix por seu trabalho online e impresso.

Ilustradora trans lança livro autobiográfico em quadrinhos

Pequenas Felicidades Trans é um projeto autobiográfico da quadrinista e ilustradora Alice Pereira, que transporta para os quadrinhos a vida de uma mulher trans, em especial o processo de transição vivenciado pela artista. 

O projeto, que começou nas redes sociais, foi lançado em 2019 por meio de financiamento coletivo, ultrapassando a meta inicial. O livro surgiu a partir de um diário, que Alice transformou em quadrinhos pensando no público cis (quem não é transgênero).

Eu estava numa fase em que as pessoas estavam me conhecendo, eu já tinha me revelado para quase todo mundo, mas me faziam sempre as mesmas perguntas

A autora diz que se surpreendeu com a aceitação também do público cis.

Foi legal ter essa repercussão muito grande com as pessoas trans, que passaram a se identificar. Eu não imaginava que ia gerar tanta identificação

Apesar de todos os avanços, transgêneros e transexuais ainda são uma população muito marginalizada, dificilmente convidados a escrever, roteirizar ou até mesmo atuar em obras com a sua própria temática.

Como resultado, geralmente pessoas não trans contam as histórias de pessoas trans. Com isso estas obras acabam sempre repletas de clichês e visões estereotipadas, distante da realidade e das vivências desta população

Pequenas Felicidades Trans é um relato pessoal, escrito e desenhado com delicadeza e simplicidade, buscando despertar o entendimento e a empatia do leitor em relação a uma vivência trans.

Com esse entendimento, a quadrinista priorizou uma concepção visual geométrica e calcada na simplicidade do traço, utilizando elementos básicos. 

Foto: Valda Nogueira

Alice Pereira tem 44 anos e nasceu no Rio de Janeiro/RJ. Começou a estudar quadrinhos há 10 anos e, em 2016, lançou seu primeiro livro, uma história do petróleo em quadrinhos. Em 2019, publicou Pequenas Felicidades, obra lançada no Brasil e em Portugal.

“Último assalto” usa boxe como metáfora para falar de desigualdade social

Em “Último Assalto”, de Daniel Esteves e Alex Rodrigues, o jovem Kevin Silva precisa enfrentar a pobreza e o preconceito antes de se tornar um campeão.

São muitos os casos de jovens que encontraram no esporte a saída de uma situação de desamparo social. Kevin Silva, protagonista de Último Assalto (Zapata Edições, 160 páginas, R$ 35), poderia muito bem ser um deles: apaixonado pelo boxe, ele é negro e pobre, foi abandonado pelo pai e perdeu a mãe enquanto cumpria medidas socioeducativas na Fundação Casa.

De volta ao convívio social, tudo que ele quer é reconstruir a vida, reconquistar a confiança do treinador Tony, subir no ringue e dar uma vida decente para si e o tio doente. Nesta jornada, Kevin fica igualmente dividido entre os bons conselhos de Cibele e a má influência de Rafa.

Último Assalto, de Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos), usa o boxe como metáfora para falar da desigualdade social. Kevin é de fato um lutador acima da média, mas contra a meritocracia pesam os mesmos obstáculos que a maioria dos jovens das periferias brasileiras enfrenta: preconceito, subemprego, a necessidade de sobreviver e a exploração dos poderosos.

A HQ foi financiada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e realizada com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Universos paralelos, homofobia e metalinguagem

A Zapata Edições lança também a HQ Sobre o tempo em que estive morta (112 páginas, R$ 30), com roteiro de Esteves e arte de Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza.

A trama acompanha o retorno de Cris, uma escritora em crise, à sua cidade natal 15 anos depois de um misterioso acidente de barco. Dada como morta pela população local, inclusive seus pais e melhores amigos, Cris precisa não só fazer as pazes com o passado, mas também encontrar seu lugar no presente. Universos paralelos, homofobia, fanatismo e metalinguagem se misturam para indicar um novo começo para a jovem escritora.

Sobre o tempo em que estive morta foi um dos projetos selecionados pelo 1º Edital de Publicação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

Último Assalto e Sobre o tempo em que estive morta estarão à venda na Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo. Depois disso, no dia 14, serão lançadas também em evento na escola de artes HQ em FOCO, juntamente com outros títulos novos da editora: Salseirada, de Al Stefano, e Correr, de Alex Rodrigues.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de HQs na escola HQ em FOCO, é responsável pelo selo Zapata Edições e roteirista de diversos quadrinhos, entre eles: Por mais um dia com Zapata, KM Blues, Bichos, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável, O Louco a Caixa e o Homem, Herança Africana no Brasil, A Luta contra Canudos e 147. Publicou cerca de 1.600 páginas de roteiro em mais de 50 revistas e livros de HQs, tendo sua produção independente contemplada com oito Troféus HQ Mix, principal premiação brasileira do segmento. Ganhou também o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012, como Melhor Roteirista Brasileiro.

Alex Rodrigues: Atua há mais de dez anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas de desenho na escola HQ em FOCO e, como quadrinista, colaborou para diversas edições: Por mais um dia com Zapata, São Paulo dos Mortos, Bichos, Archimedes Bar, MDM, Nanquim Descartável e Pelota.

Sueli Mendes: Ilustradora e quadrinista, participou de diversas edições da revista Café Espacial, da série Haole (Social Comics) e do segundo volume de Gibi de Menininha. Pelo selo Zapata Edições, publicou em dois volumes da série São Paulo dos Mortos, sendo vencedora do prêmio HQ Mix de Melhor Publicação Independente de Grupo, junto com os demais autores, por sua participação no volume 3.

Wanderson de Souza: Ilustrador, quadrinista e professor de desenho, participou das publicações Nanquim Descartável, Front, Café Espacial e Petisco Apresenta. Pela Zapata Edições, ilustrou KM Blues, vencedora do HQ Mix na categoria Independente e, pela editora Nemo, desenhou os álbuns Sonhos de uma noite de Verão e Herança Africana no Brasil.

Pedro Okuyama: Ilustrador e quadrinista, publicou as HQs Hacking Wave, Café, As Baratas e As Ideias. Pela Zapata Edições, participou de Pelota e Zé Murai. Em 2019, participou da antologia em quadrinhos Rancho do Corvo Dourado e da organização do evento Perifacon. Publica também HQs online em seu site Histórias Lacônicas.

Último Assalto

Autores: Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos)

Editora: Zapata Edições

Páginas: 160

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 35,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Sobre o tempo em que estive morta

Autores: Daniel Esteves (roteiro), Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza

Editora: Zapata Edições

Páginas: 112

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 30,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Lançamento: Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP) e HQ em FOCO, 14 de dezembro (R. Coelho Barradas, 153 – Vila Prudente, São Paulo – SP)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

“Steampunk Ladies”, de Zé Wellington, ganha continuação

Na nova aventura, dupla de heroínas se unem a sufragistas britânicas contra o autoritário primeiro-ministro

A Editora Draco anuncia o lançamento de Steampunk Ladies: Choque do Futuro, com roteiro de Zé Wellington (Cangaço OverdriveQuem Matou João Ninguém?), desenhos de Sara Prado (Adagio), Wilton Santos (Star Wars – Age of Republic: Obi-Wan) e Leonardo Pinheiro, cores de Ellis Carlos, Ale Starling eThyago Brandão e letras e grafismos de Deyvison Manes.

O prefácio e o posfácio são assinados por Lívia Stevaux (MinasNerds) e Dana Guedes (escritora e entusiasta steampunk), respectivamente. 

A história se passa logo após os acontecimentos de Steampunk Ladies: Vingança a Vapor, de 2015 (leia nossa resenha aqui). Em um passado em que a tecnologia evoluiu muito além do que na nossa realidade a partir das máquinas a vapor, a Inglaterra do século XIX se tornou o centro das grandes invenções do planeta.

Saídos da cabeça de um mesmo inventor, esses projetos revolucionários têm sido usados em uma campanha britânica para colocar o resto do mundo de joelhos.

Como única força de oposição resistente, um grupo de sufragistas contará com a ajuda de Sue e Rabiosa, duas mulheres recém-chegadas da América. Elas vieram acertar as contas com o controlador primeiro-ministro inglês e um misterioso grupo cuja atuação é global.

Para essas mulheres, vencer o autoritarismo é também vencer as barreiras que as separam dos seus direitos.

Steampunk Ladies: Choque do futuro foi apoiado pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará – Lei Estadual de Incentivo à Cultura Nº 13.811, de 16 de agosto de 2016. A HQ tem  72 páginas coloridas, formato 17x24cm, papel couché 115g, capa cartonada com orelhas e preço de R$ 39,90.

Salseirada, de Al Stefano, homenageia Mestre Salu e o folclore brasileiro

Protagonistas da trama receberam o nome do rabequeiro e de outro ícone do maracatu, Zabé da Loca.

Próximo lançamento acontece no Butantã Gibicon, dia 1º de dezembro, e depois segue para a CCXP, de 5 a 8 de dezembro, ambos em São Paulo.

Uma das maiores autoridades em cultura popular do Brasil, Manuel Salustiano Soares, o Mestre Salu (1945-2008), inspirou uma geração de artistas como Chico Science, Antonio Nobre e Siba. Mais recentemente, inspirou também o quadrinhista Al Stefano na produção de seu novo livro em quadrinhos, Salseirada (Zapata Edições, 120 páginas, R$ 30).

Repleta de referências ao folclore brasileiro, a trama mostra como o rabequeiro Salú encontrou a “rabeca do tempo”, instrumento mágico que controla o clima. Junto com sua irmã Zabé e o amigo Mutum, ele percorre o sertão nordestino levando música e chuva para aliviar o sofrimento de pequenos lavradores assolados pela seca e pela fome.

O problema é que, no passado, a rabeca do tempo pertenceu a um coronel ganancioso, que usou o instrumento mágico para eliminar desafetos e prosperar. Agora, seu neto e um bando de jagunços querem recuperar a rabeca a qualquer preço. Somente a intervenção de espíritos da floresta, como a Caipora, Pé de Garrafa, Quibungo e Lobisomem, pode impedir que ela retorne para as mãos erradas…

Inspiração

A história já estava pronta quando Stefano, durante o processo de pesquisa iconográfica, se deparou com a rica trajetória de Mestre Salu e, por coincidência, com seu quarto e último disco, chamado Mestre Salu e a sua Rabeca Encantada.

A partir daí, as canções do rabequeiro embalaram o trabalho do artista na produção de Salseirada. Em homenagem ao mestre, o protagonista da HQ foi batizado como Salú, do mesmo modo que sua irmã ganhou o nome da musicista Zabé da Loca (Isabel Marques da Silva), outro ícone do maracatu pernambucano.

Lançamentos

Salseirada foi um dos projetos selecionados pelo 1º Edital de Publicação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e teve pré-lançamentos em novembro, durante uma palestra de Al Stefano e do editor Daniel Esteves sobre produção de HQs, na Biblioteca Paulo Setúbal, em São Paulo, e no evento Jundcomics, em Jundiaí/SP.

O próximo lançamento acontece no Butantã Gibicon, no dia 1º de dezembro e, depois, segue para a Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, ambos na capital paulista. A HQ já está disponível na loja virtual da Zapata Edições.

Sobre o autor

Al Stefano: Iniciou a carreira como ilustrador nos anos 90 atendendo as maiores editoras do País em livros didáticos, literatura e revistas, além de produtos, jogos, storyboards e publicidade. Participou de diversas publicações de HQs, como Por mais um dia com Zapata, São Paulo dos Mortos, Archimedes Bar, Bichos, Orixás, Metal Pesado, Monica(s), Zemurai e Pelota, entre outras. Como autor, lançou As Aventuras coloniais de Mineirão e Zé Bonfim, projeto contemplado pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

Clean Break, novo trabalho de Felipe Nunes, tem lançamento nesta sexta-feira (22), na Ugra

Um dos principais talentos da nova geração de quadrinistas brasileiros, Felipe Nunes volta a publicar pela Balão Editorial, editora que o projetou no mercado em 2014, com a HQ Klaus.

Neste novo trabalho, Clean Break (240 páginas, R$ 64,90), estudos médicos comprovaram as consequências aditivas do açúcar, e um acordo mundial é estabelecido entre governos e empresas para criminalizar a “droga”.

Desta situação surge O Progresso, movimento social que defende um estilo de vida inflexivelmente saudável, responsável por construir a cidade-modelo de Varva, um paraíso construído às margens da Cidade Velha.

A trama gira em torno dos agentes veteranos Silas Cástan e Alberico Delucca, responsáveis pelo Departamento de Causas Vulgares, a decadente e solitária estação policial operante na Cidade Velha.

Devido aos problemas recorrentes de Silas com sua dependência de açúcar, a equipe recebe o reforço de Tarsila Kopff, joia da Academia de Polícia e misteriosamente afastada de seu cargo na corporação principal.

A descoberta de um corpo na parte de trás de um boteco da Cidade Velha traz à tona uma investigação que gradualmente ilumina uma agenda higienista e as consequências negativas de seu avanço nos habitantes de uma realidade despedaçada. 

Melodrama policial

O autor define Clean Break como um melodrama policial que forma uma colcha de retalhos, reverenciando clichês da ficção científica e do noir, repleta de reviravoltas que circulam entre o humor e o drama, o riso e o choque, o suspense e o gore.

Os personagens vivem em processo de combustão, embalados no virtuosismo estético e psicodélico da arte de Nunes.  Uma alegoria construída para abordar a realidade polarizada da sociedade moderna com rastreamento de dados, palavras de ordem, celulares e cadáveres carbonizados.

Sobre o autor

Felipe Nunes tem 24 anos e faz quadrinhos desde 2010. Publicou seu primeiro fanzine no Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ, em 2011. Aos 19, lançou Klaus, pela Balão Editorial, obra vencedora do Troféu HQMIX de Desenhista Revelação.

Desenhou O Segredo da Floresta, escrita por Thedy Corrêa, em 2016 (Panini). Dodô, sua segunda graphic novel, relançada pelo selo Stout Club, também da Panini, foi publicada nos Estados Unidos, França, Polônia e Portugal. Clean Break é sua primeira grande história em quadrinhos.

Lançamentos

22/11, 18h30: Ugra (R. Augusta, 1371 – loja 116 – Consolação, São Paulo)

5 a 8/12: Comic Con Experience (CCXP), no São Paulo Expo

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