Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Jota Silvestre (Page 1 of 97)

“Steampunk Ladies”, de Zé Wellington, ganha continuação

Na nova aventura, dupla de heroínas se unem a sufragistas britânicas contra o autoritário primeiro-ministro

A Editora Draco anuncia o lançamento de Steampunk Ladies: Choque do Futuro, com roteiro de Zé Wellington (Cangaço OverdriveQuem Matou João Ninguém?), desenhos de Sara Prado (Adagio), Wilton Santos (Star Wars – Age of Republic: Obi-Wan) e Leonardo Pinheiro, cores de Ellis Carlos, Ale Starling eThyago Brandão e letras e grafismos de Deyvison Manes.

O prefácio e o posfácio são assinados por Lívia Stevaux (MinasNerds) e Dana Guedes (escritora e entusiasta steampunk), respectivamente. 

A história se passa logo após os acontecimentos de Steampunk Ladies: Vingança a Vapor, de 2015 (leia nossa resenha aqui). Em um passado em que a tecnologia evoluiu muito além do que na nossa realidade a partir das máquinas a vapor, a Inglaterra do século XIX se tornou o centro das grandes invenções do planeta.

Saídos da cabeça de um mesmo inventor, esses projetos revolucionários têm sido usados em uma campanha britânica para colocar o resto do mundo de joelhos.

Como única força de oposição resistente, um grupo de sufragistas contará com a ajuda de Sue e Rabiosa, duas mulheres recém-chegadas da América. Elas vieram acertar as contas com o controlador primeiro-ministro inglês e um misterioso grupo cuja atuação é global.

Para essas mulheres, vencer o autoritarismo é também vencer as barreiras que as separam dos seus direitos.

Steampunk Ladies: Choque do futuro foi apoiado pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará – Lei Estadual de Incentivo à Cultura Nº 13.811, de 16 de agosto de 2016. A HQ tem  72 páginas coloridas, formato 17x24cm, papel couché 115g, capa cartonada com orelhas e preço de R$ 39,90.

Salseirada, de Al Stefano, homenageia Mestre Salu e o folclore brasileiro

Protagonistas da trama receberam o nome do rabequeiro e de outro ícone do maracatu, Zabé da Loca.

Próximo lançamento acontece no Butantã Gibicon, dia 1º de dezembro, e depois segue para a CCXP, de 5 a 8 de dezembro, ambos em São Paulo.

Uma das maiores autoridades em cultura popular do Brasil, Manuel Salustiano Soares, o Mestre Salu (1945-2008), inspirou uma geração de artistas como Chico Science, Antonio Nobre e Siba. Mais recentemente, inspirou também o quadrinhista Al Stefano na produção de seu novo livro em quadrinhos, Salseirada (Zapata Edições, 120 páginas, R$ 30).

Repleta de referências ao folclore brasileiro, a trama mostra como o rabequeiro Salú encontrou a “rabeca do tempo”, instrumento mágico que controla o clima. Junto com sua irmã Zabé e o amigo Mutum, ele percorre o sertão nordestino levando música e chuva para aliviar o sofrimento de pequenos lavradores assolados pela seca e pela fome.

O problema é que, no passado, a rabeca do tempo pertenceu a um coronel ganancioso, que usou o instrumento mágico para eliminar desafetos e prosperar. Agora, seu neto e um bando de jagunços querem recuperar a rabeca a qualquer preço. Somente a intervenção de espíritos da floresta, como a Caipora, Pé de Garrafa, Quibungo e Lobisomem, pode impedir que ela retorne para as mãos erradas…

Inspiração

A história já estava pronta quando Stefano, durante o processo de pesquisa iconográfica, se deparou com a rica trajetória de Mestre Salu e, por coincidência, com seu quarto e último disco, chamado Mestre Salu e a sua Rabeca Encantada.

A partir daí, as canções do rabequeiro embalaram o trabalho do artista na produção de Salseirada. Em homenagem ao mestre, o protagonista da HQ foi batizado como Salú, do mesmo modo que sua irmã ganhou o nome da musicista Zabé da Loca (Isabel Marques da Silva), outro ícone do maracatu pernambucano.

Lançamentos

Salseirada foi um dos projetos selecionados pelo 1º Edital de Publicação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e teve pré-lançamentos em novembro, durante uma palestra de Al Stefano e do editor Daniel Esteves sobre produção de HQs, na Biblioteca Paulo Setúbal, em São Paulo, e no evento Jundcomics, em Jundiaí/SP.

O próximo lançamento acontece no Butantã Gibicon, no dia 1º de dezembro e, depois, segue para a Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, ambos na capital paulista. A HQ já está disponível na loja virtual da Zapata Edições.

Sobre o autor

Al Stefano: Iniciou a carreira como ilustrador nos anos 90 atendendo as maiores editoras do País em livros didáticos, literatura e revistas, além de produtos, jogos, storyboards e publicidade. Participou de diversas publicações de HQs, como Por mais um dia com Zapata, São Paulo dos Mortos, Archimedes Bar, Bichos, Orixás, Metal Pesado, Monica(s), Zemurai e Pelota, entre outras. Como autor, lançou As Aventuras coloniais de Mineirão e Zé Bonfim, projeto contemplado pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

Clean Break, novo trabalho de Felipe Nunes, tem lançamento nesta sexta-feira (22), na Ugra

Um dos principais talentos da nova geração de quadrinistas brasileiros, Felipe Nunes volta a publicar pela Balão Editorial, editora que o projetou no mercado em 2014, com a HQ Klaus.

Neste novo trabalho, Clean Break (240 páginas, R$ 64,90), estudos médicos comprovaram as consequências aditivas do açúcar, e um acordo mundial é estabelecido entre governos e empresas para criminalizar a “droga”.

Desta situação surge O Progresso, movimento social que defende um estilo de vida inflexivelmente saudável, responsável por construir a cidade-modelo de Varva, um paraíso construído às margens da Cidade Velha.

A trama gira em torno dos agentes veteranos Silas Cástan e Alberico Delucca, responsáveis pelo Departamento de Causas Vulgares, a decadente e solitária estação policial operante na Cidade Velha.

Devido aos problemas recorrentes de Silas com sua dependência de açúcar, a equipe recebe o reforço de Tarsila Kopff, joia da Academia de Polícia e misteriosamente afastada de seu cargo na corporação principal.

A descoberta de um corpo na parte de trás de um boteco da Cidade Velha traz à tona uma investigação que gradualmente ilumina uma agenda higienista e as consequências negativas de seu avanço nos habitantes de uma realidade despedaçada. 

Melodrama policial

O autor define Clean Break como um melodrama policial que forma uma colcha de retalhos, reverenciando clichês da ficção científica e do noir, repleta de reviravoltas que circulam entre o humor e o drama, o riso e o choque, o suspense e o gore.

Os personagens vivem em processo de combustão, embalados no virtuosismo estético e psicodélico da arte de Nunes.  Uma alegoria construída para abordar a realidade polarizada da sociedade moderna com rastreamento de dados, palavras de ordem, celulares e cadáveres carbonizados.

Sobre o autor

Felipe Nunes tem 24 anos e faz quadrinhos desde 2010. Publicou seu primeiro fanzine no Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ, em 2011. Aos 19, lançou Klaus, pela Balão Editorial, obra vencedora do Troféu HQMIX de Desenhista Revelação.

Desenhou O Segredo da Floresta, escrita por Thedy Corrêa, em 2016 (Panini). Dodô, sua segunda graphic novel, relançada pelo selo Stout Club, também da Panini, foi publicada nos Estados Unidos, França, Polônia e Portugal. Clean Break é sua primeira grande história em quadrinhos.

Lançamentos

22/11, 18h30: Ugra (R. Augusta, 1371 – loja 116 – Consolação, São Paulo)

5 a 8/12: Comic Con Experience (CCXP), no São Paulo Expo

“Metal Philosofer” explora relação de um garoto com o heavy metal

Com lançamento na CCXP 2019 (5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo), Metal Philosopher, de Guilherme Grandizolli (roteiro e desenhos) reúne quatro contos que exploram contextos cotidianos de um garoto que descobre o heavy metal e como a relação coma música modificou e afetou suas percepções da própria existência e do mundo.

Com impressões autobiográficas, o intuito do autor é demonstrar ao leitor uma outra face, mais humana, introspectiva e sensível, de um assunto geralmente associado a elementos negativos.

Depois da CCXP, a HQ poderá ser adquirida por loja online, enviando um e-mail ao autor, ou através de DM no Instagram.

Metal Philosofer tem 48 páginas em preto e branco, formato 23x16cm e preço de R$ 25.

Nascido em São Paulo em 1990 e formado em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em 2012, Guilherme Grandizolli fez os cursos de Animação 2D e Toon Boom na escola artAcademia de São Paulo em 2010, seguidos de outros cursos de técnicas de ilustração e pintura tradicional. Realizou o curso de Character Design na ICS-Escola de Arte e 3D de 2017 a 2018. Atualmente trabalha como ilustrador e character design na MONO Animation enquanto desenvolve seus projetos pessoais.

Fim de semana: Quixote Bar recebe Clássicos da Literatura em Quadrinhos

Autógrafos, bate papo, desenhos “ao vivo” são algumas das atrações

No sábado, 16 de novembro, das 18h às 22h, o Quixote Bar & Gastronomia (R. Inhambu, 229) receberá o evento “Literatura em Quadrinhos” que reunirá quatro autores para bate papo com o público, além de autógrafos e desenhos “ao vivo” para quem quiser levar uma arte.

Serão seis obras de diferentes editoras:  A mão e a luva, O Cortiço, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Senhora e Noite na Taverna adaptadas para a arte seqüencial produzidas pelos artistas: Alex Mir (conceituado autor das temáticas Orixás e questões sociais), Caio Majado (trabalha para o mercado de super-heróis da Marvel e DC), Franco de Rosa (roteirista, cartunista, editor e desenhista do Zorro) e Michelle Rezende, que faz parte da nova geração de artistas das cores e ilustração.

Adaptar textos e cenas na linguagem dinâmica da arte sequencial, complementados com balões trazendo falas precisas, são alguns dos desafios para quem pretende ingressar no mercado de histórias em quadrinhos.

Os frequentadores poderão apreciar o chopp artesanal com promoção open bar, das 19h às 22h, por R$ 49,90 e ainda apreciar um cardápio variado de petiscos que agora ganharam opções vegetarianas.

O “Quixote Bar & Gastronomia” abre espaço para leituras de peças de teatro, eventos, festa de aniversários de humanos e de pets. “Queremos aproveitar o espaço e a proximidade com a área verde do Parque e receber todas as formas de arte: músicas, lançamentos de livros, exposições”, comenta Ana Gimenes, proprietária.

Serviço:

Autógrafos e Bate papo “Literatura em Quadrinhos” com Alex Mir, Caio Majado, Franco de Rosa e Michelle Rezende

Data: 16 de novembro, sábado

Horário: das 18h às 22h

Local: Quixote Bar & Gastronomia

End: Rua Inhambú,229 – Moema, São Paulo – SP – 04520-010

Site: https://www.quixotebar.com.br/

Nova aventura do Agente Sommos, de Flávio Luiz, está em pré-venda

A primeira edição do agente mais canastrão do Brasil, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, de Flávio Luiz (O Cabra, Aú O Capoeirista), conquistou o prêmio HQ Mix de 2018 na categoria Publicação de humor.

Agora a aguardada continuação da aventura, Hora, hora, hora, Sommos! está em pré-venda com previsão de entrega ainda na segunda quinzena deste mês.

Quem preferir, pode pegar seu exemplar autografado diretamente com o autor no Artist Alley da CCXP 2019 (mesa E03), de 5 a 8 de dezembro.

Em sua nova aventura, o Agente Sommos tem que impedir que uma série de atentados pelo Brasil continue acontecendo. Figuras do seu passado reaparecem. Quem estará por trás dessas criminosas explosões?

A MENOS e a MERMO, agências secretas da história, apresentam seus novos agentes. Em duas páginas de quadrinhos, mais de 200 “agentes secretos”, leitores que adquiriram suas revistas e carteirinhas personalizadas, são retratados criando assim uma inédita ação de real/virtual, na qual as pessoas passam a ser parte integrante da história.

Hora, hora, hora, Sommos! continua sua saga nonsense, reforçando que em tempos tão tristes precisamos rir para sobreviver. O prefácio da nova edição é de Raphael Fernandes, ex-editor da revista MAD e editor da Draco.

Sobre o autor:

Flávio Luiz é autor de Aú, o Capoeirista, O Cabra, Jayne Mastodonte e Rota 66. Venceu duas vezes o Salão internacional de Humor de Piracicaba e quatro vezes o HQ Mix, em diferentes categorias. Foi premiado em diversos salões de humor no Brasil e no exterior. Visite www.flavioluiz.net.

SERVIÇO:

Título: Hora, hora, hora, Sommos!

Autor: Flávio Luiz

Formato: 21×29 cm

44 páginas

Valor de capa: R$ 35,00

Compra: www.flavioluiz.net/shop

Encontro de Colecionadores de Funko Pop! acontece no dia 23 de novembro

Em antecipação à Black Friday, vendedores promovem o “Black Fest”, com descontos especiais em itens colecionáveis

O Pop! Fest realiza sua 6ª edição no dia 23 de novembro, no Centro Comercial Jabaquara, em São Paulo. Tradicional encontro entre vendedores e colecionadores de bonecos Funko Pop!, os mais de 40 expositores oferecem também outros tipos de colecionáveis, como figuras de ação, vitrines e cenários, estátuas e miniaturas, e até serviço de reparação.

Em antecipação à Black Friday, realizada na semana seguinte (29), alguns vendedores vão promover o “Black Fest” e praticar descontos especiais em itens colecionáveis. As mesas participantes estarão identificadas com o selo da campanha para facilitar a procura dos visitantes.

A entrada é gratuita, e há ainda uma área para trocas entre colecionadores e sorteios de itens oferecidos pelos expositores. Mais informações pelo e-mail popfest.eventos@gmail.com.

SERVIÇO

Pop! Fest – 6º Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins

Data: 23 de novembro

Horário: das 10h às 16h

Local: Centro Comercial Jabaquara (Rua dos Buritis, 54/90 – Jabaquara – São Paulo) – a 500 metros da estação Jabaquara do Metrô

Estacionamento no local (pago)

Entrada gratuita, censura livre

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

Encontro de Colecionadores de Funko Pop acontece no dia 24, em São Paulo

Mais novo evento em São Paulo para venda e troca de colecionáveis, o Pop! Fest chega à 5ª edição no dia 24 de agosto, no Centro Comercial Jabaquara.

Com foco em bonecos Pop, da Funko, o encontro vem se ampliando a cada edição para oferecer outros tipos de colecionáveis. São mais de 40 expositores de Pops, figuras de ação, camisetas, canecas, cenários, estátuas, expositores, miniaturas, modelos customizados e até serviço de reparação feito na hora.

A entrada é gratuita, há uma área para trocas entre colecionadores e ainda rolam sorteios de itens oferecidos pelos expositores. Os Pops e outros colecionáveis são oferecidos a preços bem abaixo dos praticados pelas lojas especializadas e é possível encontrar alguns itens bem raros.

Nos últimos anos, vem crescendo a procura dos colecionadores pelos Pops em função de seu formato diferenciado, a enorme variedade de personagens licenciados de filmes, séries, quadrinhos e bandas de música, e o preço acessível em comparação com outros colecionáveis: um Pop regular custa cerca de US$ 10 dólares nos Estados Unidos e pode ser encontrado no evento numa média de R$ 65, fora as promoções.

SERVIÇO

Pop! Fest – 5º Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins

Data: 24 de agosto

Horário: das 10h às 16h

Local: Centro Comercial Jabaquara (Rua dos Buritis, 54/90 – Jabaquara – São Paulo) – a 500 metros da estação Jabaquara do Metrô

Estacionamento no local (pago)

Entrada gratuita, censura livre

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

Papo de Quadrinho viu: Brightburn – Filho das Trevas


A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu Brightburn – Filho das Trevas, que une superpoderes e terror à mais mitológica origem de um super-herói nos quadrinhos.

A história da origem do Superman já é um marco na cultura popular, quando uma nave caiu na Terra trazendo um bebê e foi encontrada pelo casal de fazendeiros Jonathan Kent e Martha Kent. O casal cria a criança como seu filho adotivo, Clark Kent, que mais tarde viria a ser herói que todos conhecemos: como gentil, generoso, nobre, incorruptível, praticamente um escoteiro gentil, altruísta e um símbolo da “verdade, justiça”, sendo tudo o que aspiramos ser e muito mais. Com poderes como superforça, invulnerabilidade, voo, visão de calor, entre outros frutos da sua natureza biológica, sua personalidade e humanidade são consequência da criação.

Mas e se as coisas fossem um pouco diferentes? E se o rapaz tivesse crescido com um sentimento de superioridade sobre o restante da humanidade, egoísta e achando que poderia escravizar todos? Esse é o mote de Brightburn – Filho das Trevas, do diretor David Yerovesky.

O filme aborda praticamente a mesma origem do Superman, em que Brandon Breyer (o Clark Kent desse universo) é criado por Kylie Brayere (David Denman) e Tori Brayer (Elizabeth Banks),  réplicas exatas dos carinhosos e cuidadosos Kent, depois de ser encontrado em uma nave espacial. Ele vai descobrindo seus superpoderes à medida que cresce, porém ao invés de um comportamento bom, o rapaz se torna um assassino frio e maléfico.

O que causa essa grande mudança? É nesse ponto que os escritores Brian e Mark Gunn (irmãos do diretor e roteirista James Gunn, de Guardiões da Galáxia, que participa como produtor da película) erram a mão. Deslocando o filme do que poderia ser uma ótima apresentação de conflito psicológico entre “natureza versus criação”, os roteiristas decidem tornar o filme mais simplista ao conectar a brusca persona maléfica de Brandon à uma possessão por sua nave espacial. A partir desse ponto, o personagem vira uma máquina de matar que utiliza seus superpoderes elimina todos que se atrevem a contrariar seus passos.

Apesar do enredo pender para um filme de terror genérico no estilo “slash movies” temperado com superpoderes, o diretor David Yarvesky merece créditos pela brutalidade explícita das cenas de morte, que poderão atrair os fãs do gore. As cenas em que a mandíbula de uma das vítimas fica pendurada ou em que um caco de vidro é retirado de dentro do olho são de deixar os nervos à flor da pele. Entretanto as emoções param aí…

As interpretações são benfeitas e um dos pontos positivos do filme, com Jackson A. Dunn (que interpretou o jovem Scott Lang em Vingadores: Ultimato) retratando um Brandon Beyer assustador e misterioso, até mesmo quando o personagem ainda é “bom”. Elizabeth Banks e David Denman são o ponto forte do filme como o casal Breyer, representando de forma sólida os encantadores pais de família que aos poucos vão se dando conta do perigo que têm dentro de casa.

Outro destaque é a trilha sonora nos momentos mãe-filho do filme. Composta por Tim Williams, a música remete e emula o tema criado por Hans Zimmer para o filme Superman: Man of Steel (2013). Praticamente um easter-egg para os fãs do Homem de Aço.

Uma pena que, ao tentar apresentar o lado sombrio de uma origem alternativa do Superman, a película peca ao não se aprofundar numa discussão moral e cai no clichê de filmes de terror convencionais de assassinos, em que o que mais vale são as cenas de morte, o suspense passageiro e os momentos gore.

A sensação ao sair do cinema foi de mais um filme de terror genérico, deixando o telespectador que buscava um paralelo maligno à origem do Superman com vontade de algo mais.

Vingadores: Ultimato – Um épico grandioso e intimista

A Marvel encerrou seu primeiro grande arco de história no cinema de forma épica. Vingadores: Ultimato, que estreia nesta quinta-feira (25), é grandioso e intimista ao mesmo tempo. É tudo que você espera, e mais.

É um filme feito para emocionar, divertir e surpreender, sem abrir mão da origem nos quadrinhos nem deixar de contar uma boa história.

É um filme-homenagem aos 11 anos do estúdio e a todos os 21 filmes que vieram antes.

A trama é conhecida ou pelo menos imaginada pela grande maioria dos fãs: os Vingadores remanescentes precisam encontrar uma forma de desfazer a dizimação causada por Thanos ao final de Guerra Infinita.

Nem por isso, seu desenrolar é óbvio ou previsível. Qualquer pista de como eles levam o plano adiante será um spoiler.

O que dá para dizer é que cada vingador lidou com a dizimação à sua própria maneira e, durante a jornada, cada um deles vai encarar seus próprios fantasmas.

Daí vem a maior carga dramática do filme e também seus momentos mais divertidos. O humor, em escala até menor que em outras produções da Marvel, é mais que orgânico, é cirúrgico.

Vingadores: Ultimato inverte muitas das expectativas, tanto no conjunto quanto no desfecho de cenas específicas.

A Marvel foi extremamente competente em guardar segredo sobre algumas passagens e personagens, e estas surpresas estão entre as melhores coisas do filme.

Desejo de coração que você consiga fugir dos spoilers para viver esta experiência ao máximo.

Sem exagero, Vingadores: Ultimato é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Não só pelo filme em si – que, sim, é ótimo –, mas principalmente pelo que ele representa em termos de fechamento de todas as pontas um universo complexo, intrincado e interligado.

Quando começam a subir os créditos, a sensação é que vai demorar outra década para voltarmos a assistir a algo com tamanha magnitude.

Vingadores: Ultimato é aquele gibizão de 300 páginas que você pega para ler numa tarde preguiçosa e não quer que acabe nunca mais.

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