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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Jota Silvestre (Page 1 of 81)

Feliz 2012!

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A imagem acima reproduz uma página da história O menino que colecionava Homem-Aranha, publicada originalmente na revista The Amazing Spider-Man 248, em janeiro de 1984.

Nela, o Homem-Aranha visita seu “maior fã”, um garoto de 9 anos de idade acometido de leucemia. Ao final de uma animada retrospectiva, o herói realiza o último desejo de Tim Harrison e revela sua identidade secreta.

Esta HQ traduz o verdadeiro espírito do Ano Novo. Numa época em que fazemos planos para o futuro, é importante refletir – e agradecer – por nossa saúde e por temos um “futuro” para planejar.

Que a solidariedade e amor ao próximo guiem nossos passos e pensamentos não só em 31 de dezembro, mas em todos os dias do ano.

Feliz 2012 a todos que derem uma passada por esta página nos próximos dias. Que Deus os abençoe e lhes garanta muita saúde para realizar seus sonhos.

ET. Esta mensagem foi publicada no blog no final de 2010. Reeditamos aqui porque acreditamos que ela continua verdadeira e atual.

THOR: Crítica em áudio

Gravada com o amigo Maurício Muniz, editor do site Antigravidade, logo após a exibição do filme.

Papo de Quadrinho viu: Thor!

A convite da Paramount, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas. Como não foi possível evitar spoilers, continue lendo por sua conta e risco…

Um dos maiores dilemas ao se adaptar um personagem dos quadrinhos para o cinema é: como agradar o leitor habitual – cuja opinião em tempos de Internet pode decidir o sucesso ou não de um filme – e, ao mesmo tempo, atrair os não-iniciados para a bilheteria?

Ainda que um filme destes fosse pensado unicamente para os fãs de quadrinhos, como satisfazer os diferentes grupos que amam ou odeiam determinada fase do personagem, ainda mais um com quase cinco décadas de existência?

Frente a este dilema, os produtores de Thor, que estreia esta sexta-feira no Brasil (uma semana antes de nos Estados Unidos), escolheram o caminho mais arriscado: não mirar num público específico para tentar atingir todos. Deu certo!

O filme dirigido por Kenneth Branagh tem todos os elementos clássicos dos quadrinhos: Odin, Thor, Loki, Frigga, os nove reinos, a Árvore da Vida, a ponte do arco-íris, o Destruidor, os Três Guerreiros, Lady Sif, Heimdall, Jane Foster, os Gigantes do Gelo… Apenas o melhor amigo de Thor em Asgard, Balder, ficou de fora – mas não fez falta.

O que o filme faz é misturar estes ingredientes de uma forma até então inédita, criando uma cronologia própria para o cinema. Assim como nos quadrinhos, Thor é banido para a Terra, sem poderes, a fim de aprender uma lição de humildade; diferente dos quadrinhos, ele não assume a identidade do médico manco Donald Blake nem perde a memória.

E é justamente desta consciência do que ele tinha e do que perdeu – ilustrada magistralmente na cena em que não consegue erguer seu martelo Mjolnir – que nasce sua redenção.

O jovem Chris Hemsworth dá conta do recado e passa bem pela transição do deus irresponsável, impulsivo e arrogante para um príncipe humilde que, agora, sabe que tem muito a aprender.

O desenvolvimento de Loki segue a mesma linha. Como nos quadrinhos, ele é filho do rei dos Gigantes do Gelo e criado por Odin desde muito pequeno; diferente deles, o Deus da Trapaça só descobre esta verdade depois de adulto. Tom Hiddleston está excelente no papel, seja como o irmão dissimulado seja como o governante cruel.

As cenas em Asgard são grandiosas e não têm nada de enfadonhas ou espalhafatosas. Ao contrário, completam o entendimento da trama e dão cadência ao filme. Anthony Hopkins empresta a devida majestade ao Todo-Poderoso Odin; os cenários são grandiosos e o figurino, adequado.

Thor mistura ação e humor em boas medidas. A cena da batalha contra os Gigantes do Gelo têm tudo o que os fãs de Thor poderiam desejar: giro e arremesso do martelo, invocação de tempestade, voo, raios.

Com tantos elementos para apresentar, a sensação que fica, ao final, é que algumas passagens poderiam ter sido mais bem desenvolvidas. A redenção de Thor é instantânea, rápida demais, e a batalha final contra Loki não aprofunda as diferenças entre a verdadeira natureza dos dois irmãos adotivos.

Ainda assim, a história tem um roteiro bem amarrado e um ritmo que faz os 120 minutos passar sem serem notados.

Ao buscar elementos de 50 anos de histórias para criar uma cronologia própria para o cinema, Thor acerta a mão. Pode não ser 100% fiel a nenhum período do personagem, mas ainda assim é uma história coerente, empolgante, impactante.

Um dica para os leitores: não perca tempo assistindo à versão 3D. Com exceção dos créditos e de alguns flocos de neve que parecem cair sobre a plateia, não há nada em Thor que justifique o uso deste recurso.

Nova tira da Luluzinha Teen

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Lanterna Verde: novo spot de TV

Não acrescenta muito ao que já foi mostrado, mas amarra um pouco mais a trama.

Pequeno Thor: paródia divertida

Lembra-se deste brilhante comercial da Volkswagen veiculado no intervalo do Superbowl este ano?
Agora que tal esta paródia produzida pela Marvel para divulgar o filme Thor? Para aumentar a diversão, tente encontrar as muitas referências ao universo da editora.

Biografia de Fidel Castro em quadrinhos tenta manter o equilíbrio

Quando divulgou o lançamento de Castro, da editora 8Inverso, este editor se comprometeu a retornar ao assunto depois de ler a obra e confirmar, ou não, se ela fazia apologia ao regime autoritário de Cuba.

O autor Reinhard Kleist tenta manter um certo equilíbrio e distanciamento. Não à toa, escolheu a figura fictícia de um repórter fotográfico para fazer o papel de testemunha ocular e narrador dos fatos.

Por meio de entrevistas com os rebeldes, já instalados na Sierra Maestra, Karl Mertens toma conhecimento da infância de Fidel e de como ele passou de filho de filho de latifundiário a líder do bem sucedido levante que culminou na tomada de poder em Cuba.

A Revolução Cubana é mesmo um feito incrível e merece figurar nos livros de História. Sob o governo inconstitucional de Fugêncio Batista, a ilha havia se transformado no bordel dos Estados Unidos e da própria máfia americana às custas do sofrimento de toda a população pobre. Foi um pequeno grupo de rebeldes que transformou a desvantagem em vitória e se propôs a promover o bem estar social.

Por isso mesmo, Castro dedica a maior parte de suas páginas a vida pregressa de Fidel, aos preparativos do levante e aos primeiros anos do novo governo.

Foi a partir do embargo americano a Cuba, acirrado após o assassinato do presidente Kennedy, da tentativa de golpe na Baía dos Porcos e da crise dos mísseis soviéticos que o governo revolucionário alinhou-se à União Soviética e sucumbiu à tentação dos regimes autoritários: o poder corrompe, e poder absoluto corrompe de forma absoluta.

Kleist não ignora este fato e demonstra como os próprios companheiros de Fidel na Sierra Maestra passaram a ser perseguidos, seja por sua orientação sexual seja por suas ideias liberais.

O curioso na narrativa de Kleist é que justamente Karl, um estrangeiro, é um dos poucos de seu grupo que mantém a visão romântica da revolução e se recusa a admitir que seus ideais foram deixados de lado.

As execuções sumárias nos primeiros meses da revolução, a propaganda ideológica, a vida precária a que a população foi submetida, tudo isso é apresentado em Castro, porém sem o mesmo destaque que os atos “heróicos” que os antecederam.

No final, com Fidel já afastado do poder pela doença, Kleist faz uma tentativa de redimir o velho ditador ao lhe atribuir a frase dita por Simon Bolívar e que encerra a obra: “Aquele que serve a uma revolução ara o mar”.

Pessoalmente, prefiro a frase do poeta mexicano Octavio Paz que abre a edição brasileira: “Ao assumir o poder, o revolucionário assume a injustiça do poder”.

A obra é recomendada inclusive para que cada leitor tire suas conclusões. A pesquisa história é muito bem feita e Kleist tem ótimo domínio da narrativa gráfica, além de um traço elegante muito competente em reproduzir as características dos personagens e dos cenários.

Castro é o terceiro título do selo 8Inverso Graphics – os outros dois são Johnny Cash – Uma Biografia e Elvis, todos de Reinhard Kleist -, tem 228 páginas e custa R$ 51.

Capas alternativas mostram evolução dos X-Men

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Para divulgar a nova saga, X-Men: First to Last, durante o mês de maio a Marvel vai publicar seus principais títulos com opções de capas alternativas e envolventes trazendo imagens com as várias fases dos heróis mutantes (confira na animação acima).

Ao todo, são 13 títulos. As ilustrações foram produzidas por Mario Alberti, Greg Tochini, Brandon Peterson, Chris Stevens, Lee Weeks e outros.

Devir lança biografia de Angelo Agostini

O artista italiano nascido em 1843 foi o precursor do quadrinho no Brasil. Desde 1984, o dia 30 de janeiro – em que foi publicada sua HQ Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, em 1869 – é comemorado o Dia Nacional do Quadrinho.

A biografia escrita por Gilberto Maringoni, Angelo Agostini – A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910, que a Devir lança esta semana, apresenta o artista como um cronista do seu tempo, um crítico do Segundo Império e observador privilegiado da transição da monarquia para a República em nosso País.

Multitalentoso, Agostini foi também jornalista e crítico ácido dos governantes por meio de suas publicações Revista Illustrada, Diabo Coxo, O Cabrião, O Mosquito e O Tico-Tico.

No prefácio do livro, o escritor Flávio Aguiar compara a importância de Agostini, na caricatura, a Machado de Assis, na literatura, e a Artur Azevedo, no teatro. Muito justo.

Com exceção do livro da tese de doutorado de Marcelo Balaban, Poeta do Lápis: Sátira e política na trajetória de Angelo Agostini no Brasil Imperial (1864-1888), publicado em formato de livro pela Editora Unicamp em 2009, esta é a primeira biografia de Angelo Agostini que este editor tem notícia.

Angelo Agostini – A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910 tem 256 páginas e preço de R$ 39,50.

Ultiverso terá novo Homem-Aranha

No final do ano passado, a Marvel anunciou a morte do herói no Universo Ultimate – uma linha alternativa de revistas lançada em 2000.

A saga vem sendo publicada desde fevereiro na revista Ultimate Comics Spider-Man e na minissérie Ultimate Comics Avengers vs. New Ultimates, e conduzida por dois dos principais nomes da editora, Michael Bendis e Mark Millar. A tragédia terá seu ápice na edição 160 do título do Homem-Aranha Ultimate, em junho, nos Estados Unidos.

Esta semana, a editora divulgou a imagem promocional ao lado e anunciou o que virá a seguir: a identidade do herói aracnídeo será assumida por outro personagem do Ultiverso, que passará a vestir um novo uniforme.

O Universo Ultimate foi criado para recontar a origem dos principais heróis Marvel e introduzir uma nova geração de leitores. Onze anos depois, a cronologia desta realidade alternativa ficou bastante complexa e, infelizmente, se deixou seduzir pelo argumento sensacionalista das mortes e ressurreições.

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