A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu o mais novo filme da DC Universe nos cinemas, Shazam! Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers.

Um jovem delinquente órfão de 14 anos chamado Billy Batson recebeu o poder mágico de se tornar um super-herói praticamente imbatível. Para isso, basta ele gritar a palavra mágica – SHAZAM!

Shazam! ou melhor, o Capitão Marvel foi criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e o desenhista C.C. Beck, aparecendo pela primeira vez em 1940. Foi publicado pela Fawcett Comics até 1953, e só retornou em 1973 quando teve seus direitos adquiridos pela DC Comics, depois de uma longa batalha judicial que não nos deteremos agora.

A versão que você verá nos cinemas traz elementos baseados tanto na origem de Shazam, como nas versões apresentadas nos quadrinhos em 1994 por Jerry Ordway e mais recentemente por Geoff Johns.

Como todos os filmes de origem, o diretor David F. Sandenberg (Anabelle 2)  narra como o jovem órfão Billy Batson (Asher Angel), recebe de um misterioso mago o poder de se transformar em um super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi) apenas evocando seu nome.

Num panorama cinematográfico Shazam! reforça a mudança de direcionamento criativo que a DC/Warner vem tomando nos cinemas desde Mulher-Maravilha e seguindo por Aquaman. O filme apresenta um enredo e ambientação mais voltados aos quadrinhos heróicos e despretensiosos, mesclando de forma equilibrada humor e aventura, e abandonando toda a ambientação “dark” e a seriedade de Batman vs. Super-Homem e Liga da Justiça. Ponto positivo para agradar os mais diversos espectadores e marcar o caminho que as produções da DC/Warner devem seguir daqui por diante.

Durante o filme vemos situações cômicas com a descoberta dos poderes de Billy como Shazam, assim como sua relação com sua família adotiva e seus irmãos. O mérito do filme é abordar a história de origem com um tom leve, com inocência e diversão. Ficamos realmente com a impressão que Shazam é um garoto no corpo de um adulto superpoderoso, interpretação muito bem executada por Zachay Levi.

A interação dos personagens, especialmente nas cenas com o irmão Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), é outro pontos forte do filme, com tiradas geeks relacionadas aos poderes de super-heróis. Chama a atenção a essência familiar do filme, que aproxima e humaniza o personagem, deixando claro que além de super-herói, ele ainda é um adolescente de 14 anos órfão que precisa se ajustar com um novo lar e uma família adotiva. Essa questão vai se desenvolvendo ao longo do filme, construindo as relações entre os personagens.

O vilão do filme, Dr. Silvana, interpretado por Mark Strong, traz um personagem bem construído, contando sua origem e deixando claro suas intenções, com visual e trejeitos que conseguem unir as diferentes versões do personagem dos quadrinhos.

Em relação aos efeitos especiais e as cenas de ação, elas não deixam nada a desejar para o gênero de um filme de super-herói. Tanto os efeitos nas cenas de ação urbanas quanto de outros obstáculos que surgem para ameaçar o Shazam, nada destoa. Parece que a DC/Warner aprendeu a criar vilões e outros perigos virtuais que funcionem e amedrontem, diferente do insípido (e virtual) Lobo da Estepe em Liga da Justiça.

A trilha sonora une músicas populares, com rock (Ramones – I don´t Wanna Grow Up), rap (Kendrick Lamar – Humble), soul (Natalie Cole – This Will Be) e até clássicos (Bing Crosby – Do you hear what I hear) que consegue casar com os diversos momentos do filme, reforçando ainda mais a função da película  de entregar uma narrativa alto astral e divertida, lembrando os filmes de aventura dos anos 1980. O tema musical do Shazam foi conduzido e composto por Benjamin Wallfisch, e remete ao clássico grandioso de John Willians em Superman.

Para os fãs de quadrinhos o filme não foge à regra e está recheado de referências tanto dos quadrinhos, quanto no universo cinematográfico da DC e até de um certo clássico do cinema de 1978.

Ah e após os créditos, teremos duas cenas extras, portanto vale a pena ficar até o final da projeção!

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